Pessoal, valeu pelas visitas.... bjussss
Thaiana, desculpa a demora em postar, eu estava um pouco ocupada, mas estou aqui para te dar mais esse capítulo que é muito bom....espero que goste.... bjusssss
Capitulo 13 – Sonhando acordada
O tempo passou rápido, e aquela última semana no Largo Grimauld já estava se tornando tediosa. No último dia, com todas as malas prontas e todos aguardando apenas dar o horário, Hermione já não agüentava mais ver Rony e Harry jogarem xadrez. Quando Rony deu seu segundo xeque mate em Harry ela decidiu que era melhor sair dali antes que quebrasse todas as peças. Foi para a cozinha ver se encontrava alguém interessante para conversar, tarefa que achou meio difícil de acontecer e teve certeza quando não viu ninguém no local. Pensou em ir para seu quarto, mas estava com sede e já estava na cozinha mesmo, então pegou um copo e a jarra de água. Colocou só até a metade, sua sede não era tão grande assim. Mas apesar de sua garganta pedir por aquele copo ela não o levou até a boca, pois um segundo mais tarde ela o viu e todos os pesadelos e sonhos que ela tentava esquecer, voltaram.
Sentado em uma cadeira no fundo da cozinha, pernas cruzadas, mãos entrelaçadas em cima da perna, vestes negras, cabelos escorridos até o ombro, pele pálida, expressão cansada, olhos negros, vazios, cansados e tristes.
Hermione sentiu um arrepio passar pela sua espinha, quase hipnotizada ela o olhou, seus olhos castanhos estavam pregados nos negros que não piscavam e transmitiam uma intensidade tão grande que ela se sentiu violada. Sem dizer uma única palavra, ele se levantou arrumando a capa esvoaçante e afastando o cabelo que o impedia de vê-la completamente. Seu andar era elegante como sempre e mais uma vez Hermione se viu encarando-o como um deus que a deixava sem fala ou ação. Quando ele chegou perto o suficiente ela ofegou e seus olhos desceram até a linha de sua boca encarando os lábios finos. Ainda sem falar nada e devagar ele pegou o copo d'agua e o colocou na pia, seus dedos estavam frios devido o gelo do copo e causaram um arrepio forte na espinha dela quando encostou em seu braço fazendo-a chegar mais perto. Ela ofegou quando a mão dele subiu pelo seu braço e afagou a pele de sua bochecha, acariciando-a, fazendo-a corar e respirar mais rápido. Ela chegou mais perto e ele enterrou sua mão nos cabelos volumosos chegando o rosto delicado dela mais perto do seu olhando no fundo de seus olhos como se avisasse que não haveria volta. Ela consentiu silenciosamente e ele avançou colando seus lábios gelados ao quentes dela. Inicialmente o beijo era casto, apenas um encostar de lábios, uma saudade matada. Mas a mão apertou sua nuca levando-a para mais perto, transformando o beijo em algo mais desesperado. Os lábios que antes nunca havia experimentado, eram agora o que ela jamais queria largar.
Ela gemeu
Ele levou suas mãos ao corpo dela, explorando-a, querendo-a. A explosão interna se seguiu deixando o corpo da menina ardente, ela o queria naquele momento. Ele cessou o beijo e ela abriu os olhos.
Ela respirou fundo olhando-o no mesmo lugar, sentado no canto da cozinha, com as pernas cruzadas e olhando-a como se estivesse se divertindo com a situação, até um singelo sorriso brincava em seus lábios.
Hermione condenou-se mais uma vez por estar sonhando com isso. Esses sonhos reais agora tornaram-se corriqueiros acontecendo todo dia, as vezes em momentos completamente inapropriados. Não que ela não gostasse, ela gostava, era como se o beijasse de verdade, mas na maioria das vezes ela sussurrava o nome dele e se perdia em pensamentos tendo que inventar uma desculpa esfarrapada para dizer o porquê de estar chamando o nome do professor de poções.
- Está lendo minha mente professor?
- Não é preciso.
Sua garganta secou, tomou todo o copo de água e ainda achava que precisava de mais. O olhar dele mostrava fogo, luxuria, mas ao mesmo tempo mostrava à ela uma tristeza tão profunda, uma angustia que ela conseguia sentir em sua alma. Achou difícil permanecer olhando para ele e começou a olhar um ponto inexistente no chão. Permaneceram assim durante um tempo, ela olhando para o chão e ele olhando para ela.
Snape a olhava como se quisesse gravar cada detalhe em sua retina, o jeito como ela ficava vermelha quando olhava para o canto e o via a encarando, o modo como mexia os pés e balançava o corpo sem saber o que fazer. Acostumara-se a querer ver aquele rosto todo dia, a querer ouvir aquela voz, suas manias de estudo, sua cabeça dura, sua teimosia. Mas aquilo tudo não o pertencia, não era dele, não era destinado a ele, como nada que quisera fora.
Sentia falta da preocupação dela, mesmo que nunca a tivesse tido. Sentia que queria o consolo dela, ainda mais agora, depois de tudo, o que ele mais queria era que ela o abraçasse e dissesse, lhe garantisse que jamais o abandonaria, mas ela já fez isso, o abandonou mesmo não tendo estado com ele.
O abandonou.
O deixou
- Vai voltar a lecionar na escola professor? – Perguntou quebrando o silêncio – Ouvi a senhora Weasley dizer – Ela não admitiria, mas por dentro estava torcendo para que fosse verdade.
Para Hermione cada segundo perto dele era um alívio e um tormento. Alívio, pois o amava, o queria perto, o queria colado nela. Preocupava-se e queria ter certeza de que ele estaria bem. Tormento, pois sabia que iria sofrer, que era ilusão passageira e agora ela tinha Robert.
Dois apaixonados olhando-se sem saber ao certo o porquê de suas bocas ainda não estarem grudadas em um beijo ardente.
Medo
Medo de que o outro rejeitasse.
Ele já sofreu demais com rejeição
Ela não queria ser só mais um objeto de desejo.
- Sim – Ele respondeu para a felicidade dela – Alvo me pediu.
- Não deveria estar lá então?
- Provavelmente leu em Hogwarts - uma história, que os professores ficam o dia inteiro arrumando suas atividades para a noite da chegada dos alunos, mas eu não tenho o que arrumar senhorita, sou mais organizado do que a senhora pode imaginar e vou escoltá-los até a escola.
- Por quê?
- Por que...
Ele levantou-se, devagar demais até mesmo para seus passos mais lentos. Caminhou até ela, mancava levemente com a perna esquerda e seu braço direito ficava colado ao lado do corpo, nas costelas. Sua expressão era de cansaço e dor. Ela achou que iria desmaiar devido à falta de ar que lhe deu quando viu os passos chegando mais perto, dessa vez não era um sonho, dessa vez era Severus Snape aproximando-se dela. Se perguntassem, Hermione não saberia dizer se os arrepios em sua espinha eram pela proximidade ou pelo olhar de abandono dele.
Snape chegou bem próximo dela e como um d'javu ela viu sua mão ser levada até o rosto vermelho de nervoso, ele a acariciou devagar deixando-a mais quente e com mais falta de ar. Ele se aproximou mais e afastou os cabelos cheios sussurrando em seu ouvido
- ... não queremos que nada aconteça com nossos alunos.
Hermione tremeu e quase soltou um gemido quando os lábios dele se fecharam sobre seu pescoço depositando um beijo casto na pele dela. Ela fechou os olhos sentindo o peso do copo d'agua em sua mão. Sem se afastar ele passou o rosto para o outro lado, inspirando o perfume que ela emanava e sussurrou em seu outro ouvido com a mesma voz baixa.
- Eu não quero que nada aconteça com você
Novamente os lábios gelados fecharam-se sob sua pele, dessa vez no lóbulo de sua orelha fazendo com que seu corpo agisse sem seu consentimento. O copo que estava em sua mão caiu estilhaçando-se em vários pedaços e seus dedos enterraram-se nos cabelos negros dele, ela abriu a boca e emitiu um pequeno som, um único gemido fazendo-o rir de sua fraqueza.
Ele afastou-se um pouco tirando a mão dela de sua nuca e olhando em seus olhos. Hermione estava vermelha, seu peito subia e descia rápido com a respiração descompassada e seus olhos eram o puro desejo. Ele podia sentir as ondas de desejo passarem pelo corpo dela, fazendo-a ficar quente, suar e o desejar.
- Nervosa senhorita Granger? - Perguntou soltando-a
- Por que faz isso? – Suas palavras não eram mais que meros sussurros.
- Adivinha?
Ele riu de novo afastando-se mais e dirigindo-se à sala
- Está na hora, vamos.
Hermione não sabia quanto tempo tinha ficado naquela cozinha com ele, mas quando saiu todos já estavam com as malas prontas e a senhora Weasley verificava todos os filhos. A menina ainda estava meio atordoada com tudo que acontecera a apenas alguns minutos e por isso não respondeu quando a senhora Weasley perguntou sobre sua bagagem, mas por sorte Gina estava sempre atenta a amiga e respondeu em seu lugar dando um leve sorriso em sua direção e depois olhando para o professor Snape parado na sala evitando olhá-la. Os integrantes da família já estavam dentro dos carros sobrando apenas um carro vazio e os dois no solado da porta.
Se ele queria brincar dessa maneira com ela, ela entraria no jogo também.
- Por que estamos aqui senhor? Não já deveríamos ter saído? - Perguntou pegando sua bagagem e se dirigindo ao carro onde colocou suas coisas no porta malas e sentou-se no banco da frente. Snape sorriu de leve e dirigiu-se ao motorista que o Ministério havia colocado ali para levar o carro até a estação
- Pode deixar que eu levo este aqui.
- Mas senhor, minhas ordens são....
- Eu levarei o carro - Sentenciou
- Sim senhor
Olhando mortalmente para o auror, Snape dirigiu-se até o banco da frente e sentou-se ao lado dela arrancando-lhe um olhar surpreso.
- Por que sentou aqui?
- Não iria perder a oportunidade.
Ele sorriu de canto dando partida e indo para a estação de Kings Cross. O caminho não era longe, mas Snape queria que demorasse horas, a janela aberta fazia o perfume dela entrar em seu corpo como uma droga. Ela olhava para fora pensando, novamente lembrando dos lábios dele em seu pescoço, inconsciente ela levou a mão até o pescoço e acariciou o lugar onde antes estavam os lábios dele. Isso não passou despercebido por Snape, mas o professor não se atreveu a falar alguma coisa, apenas dirigiu até a estação. Ao chegar ele a ajudou a tirar o malão do porta malas e acidentalmente suas mãos se tocaram, aquilo era como uma fagulha que estava acendendo dentro dele, ao olhar nos olhos dela, ele soube que se não tivesse controle, ele a tomaria para si ali mesmo. Mas como um homem de controle ele apenas esperou que os alunos entrassem em suas devidas cabines e iria para sua cabine no final do trem. Os corredores estavam vazios, pois eles foram os primeiros a chegar, o restante dos alunos ainda estavam aparecendo aos poucos. Mas antes de dar dois passos em direção ao fim do trem a voz dela chegou ao seu ouvido, lenta e intensa.
- Ora professor, não disse que iria nos escoltar, nos proteger?
- O que a faz pensar que não estou fazendo meu trabalho senhorita Granger?
- Não deveria se esconder em sua cabine senhor, deveria ficar aqui. Quanto mais perto melhor.
Hermione deu um sorriso malicioso e entrou na cabine sentando-se. Quando Snape entrou havia apenas um lugar vago ao lado dela. Harry, Rony e Gina entreolharam-se e silenciosamente perguntaram-se o que o professor de poções estava fazendo ali, mas ninguém se atreveria a dizer. Snape dispensou os olhares e apenas sentou-se ao lado de Hermione cruzando as pernas. Todos mantiveram-se calados vendo o trem encher, muitos amigos chegavam para cumprimentá-los, mas davam meia volta ao ver o professor na cabine, mesmo que Snape estivesse olhando para fora e não desse a mínima para quem estava ali. Logo o trem começou a andar e finalmente eles estavam indo para Hogwarts.