camila de sousa: depois de "Uma Vez em Paris" tem uma antes dessa, mas a outra é a história do chefe do segurança, lembra? Mas essa eu naum li. O Harry aqui era o Malfoy lá, mais, tipo, eu queria um H/H, e como naum tinha nenhum personagem que se encaixasse com o perfil da Brianne e do Pierce manti os nomes originais. Mas vamos ao post...
Bjus...
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Harry ergueu a cabeça e seus olhos mergulharam com intensidade nos de Hermione. O rosto avermelhado dela apoiou-se contra o pescoço forte, enquanto ele incitava seu cavalo pelo deserto, à frente de seus homens. Sentia-se ple¬no de vida e vontade... Não se recordava de haver sentido tanto desejo.
No instante em que chegaram ao acampamento, ele a colocou no solo e apeou em seguida. Gritou algumas ordens para seus homens e para Leila, que saiu da tenda e entrou em outra.
Sem diminuir o ímpeto, Harry tomou Hermione nos braços e caminhou direto para o próprio compartimento, fechando as abas atrás de si. Puxou, num movimento úni¬co, as cobertas e deitou-a nos lençóis de algodão branco. Retirou o próprio turbante e a túnica, assim como a dela, antes de se deitar em seu leito de campanha.
Hermione quase não cabia em si de excitação, e teve von¬tade de dizer algo a ele, mas ficou com medo de quebrar o ritmo do que vinha acontecendo. Muita coisa dependia dos próximos minutos.
Harry começou a beijá-la antes que qualquer palavra fosse pronunciada. O ardor dos carinhos era insistente, fe¬bril, quase brutal. Não estava pensando em sua capacidade ou na falta dela. Sentia o corpo cálido e sinuoso sob os músculos e o perfume de lavanda exalado pela pele clara.
Percebeu vagamente as mãos e as unhas dela nas costas, a submissão implícita. Hermione não parecia ter medo algum, se é que os beijos podiam indicar o que ela sentia.
As mãos de Harry tiraram a blusa do caminho e afas¬taram o sutiã reduzido, para acariciar os seios expostos. Brotando da pele quente, os mamilos lembravam pérolas escuras. Quando a boca aquecida tocou com sofreguidão aquele ponto, o corpo dela pareceu impulsionado por uma mola invisível, e as costas se arquearam.
Foi a vez do fecho da saia, e o que havia sob ela. Em pou¬cos segundos o corpo nu era como o da primeira mulher em sua vida. O desejo tomou conta de todos os sentidos de Harry. Sem que sua boca deixasse o seio dela, retirou o que restava da própria roupa e tocou-a em sua feminilida¬de. Surpreso, percebeu que Hermione estava pronta.
Ela parecia estar dizendo alguma coisa, mas não foi pos¬sível escutar, porque ele baixava a boca para o local mais secreto e sensível, mergulhando a língua na escuridão ma¬cia. Gemidos brotaram da garganta dela, e seu corpo se contorceu sob os carinhos inéditos.
Uma das mãos separou as pernas. Harry não pensava em sua incapacidade, nem conseguia imaginar outra coisa que não fosse penetrar o corpo desejado. A boca subiu, pro¬curando a dela, enquanto um único gesto tornava os dois corpos um só. Mesmo que o próprio prazer ficasse fora do alcance, poderia dar a ela tudo o que tinha vontade. As mãos de Hermione acariciavam as costas dele, os flancos, as co¬xas, e ela gemia baixinho de prazer, movimentando os qua¬dris de forma que Harry penetrasse mais e mais.
— Diga-me o que fazer — murmurou ela, com voz entrecortada. — Faço qualquer coisa para dar prazer a você.
Ele afastou o rosto para poder focalizar os olhos castanhos. Seu abraço a estreitou ainda mais.
— Ensine-me... Não quero ter prazer, a menos que você também tenha.
Um arrepio correu pela espinha dele, ao perceber o des¬prendimento dela. O corpo jovem não estava acostumado às exigências que Harry impunha, e ele começou a ima¬ginar que poderia tê-la machucado. Beijou-lhe o rosto, os lábios, o pescoço, provocando-a com a língua. O corpo dela correspondeu, buscando o contato que ele dosava para excitá-la ainda mais.
Os dois se encaravam, e os olhos castanhos ficavam vidrados com os movimentos provocantes e deliberados que Harry agora fazia. Inclinou-se e sussurrou algo no ouvido dela. Hesitante a princípio, Hermione começou a contrair a mus¬culatura do ventre, adaptando-se a um ritmo sensual. Ele gemeu.
— É... assim? — indagou ela, com timidez.
— Isso... assim mesmo, menina. Isso mesmo!
Ele girou os quadris, intensificando os gemidos. Quando sentiu o corpo dela se contrair, algo aconteceu. Harry sentiu um calor, como se fosse algo vivo dentro dele, algo que se movia pela primeira vez em muitos anos. Uma ex¬traordinária sensação de tensão e ansiedade explodiu em chamas esbranquiçadas e incandescentes, enchendo-lhe a mente e o corpo com um prazer que veio junto com a pene¬tração total. Os gritos dos dois misturaram-se.
Harry ergueu a cabeça, tentando focalizar o rosto dela. Os movimentos dos quadris recomeçaram.
— Está machucando? — quis saber ele.
— Agora, não. Quero dizer, não. Nem um pouco...
O prazer tomou conta de Hermione, invadindo-a aos pou¬cos. Seu corpo criou vida própria, movimentando-se por si só. O turbilhão parecia não ter fim, como se a cada instante um nível maior de satisfação a atingisse.
Harry sentia a espiral do êxtase aproximar-se, incenti¬vado pelas reações de Hermione. Começou a gritar quando as pernas dela se entrelaçaram em seu corpo. O prazer total atingiu o corpo dela como uma lâmina. Hermione gemeu.
— Isso! Quero ver seu rosto — disse ele.
Era inacreditável a intensidade de prazer expressa pelo semblante dela, como se estivesse flutuando sobre ondas po¬derosas. Hermione começou a soluçar e o som pareceu des¬pertar algo no interior de Harry, que começou a beijá-la e rolar com ela na cama, prometendo ainda mais.
— Por favor... — murmurou ela.
— Agora!
Hermione abandonou todos os resquícios de controle, es¬timulando-o ainda mais a cada contração que parecia per¬correr o corpo todo. Harry também se entregava. Sentiu algo ao longo da espinha, rompendo um invólucro sem vida à medida que subia, até tomar conta de todo o seu ser.
Os gritos de ambos soaram ao mesmo tempo que os cor¬pos estremeciam na intimidade da tenda. Harry sentiu que seu coração explodia a partir da virilha, num arrepio carregado de uma intensidade física que o corpo quase es¬quecera. Era o êxtase. O prazer que imaginara jamais sentir novamente. Nove anos...
Os corpos convulsionaram juntos, como se movidos por cordões invisíveis. Nenhum dos dois escutava os próprios gritos. Muito ao longe, por entre as fronteiras da consciên¬cia, ele ouviu uma agitação de passos e vozes do lado de fora. Ergueu a cabeça molhada de suor, os músculos do rosto ainda contraídos, e gritou uma ordem. Os passos se afastaram.
Respirou profundamente e admirou os olhos castanhos em¬baciados no rosto avermelhado de Hermione. Ele mesmo parecia partilhar aquela incerteza sobre o que ocorrera; seu corpo estremeceu outra vez, agora observando as reações espelhadas na expressão dela, os músculos ainda contraí¬dos pelo êxtase. Devagar e juntos, os dois relaxaram.
O corpo forte de Harry pressionava o dela contra o colchão sob eles. Ele se afastou, cobrindo-se antes que Hermione pudesse ver as cicatrizes. Depois admirou-a, afa¬gando a pele delicada.
— Você sangrou — sussurrou ele.
A voz ainda parecia insegura, e todo o corpo de Harry estava úmido, como se tivesse corrido.
Hermione teve de controlar sua timidez. Estava completamente despida e sentia os olhos verdes passeando por seu corpo. Ainda estremecia, sob o impacto do que parecia a sensação mais forte de toda a sua vida.
— É natural — afirmou ela, com simplicidade.
— Foi ruim?
Ela negou, com um movimento de cabeça e uma pergun¬ta no olhar.
— Você sentiu, não foi? Sentiu até o final como eu?
— Senti! Senti... — disse ele, beijando-a e sentindo o gos¬to das lágrimas. — Não chore... foi lindo. Foi muito bonito, Hermione. Nunca ousei imaginar que uma mulher seria ca¬paz de despertar tudo isso em mim...
Os dois se abraçaram, emocionados. Ela o puxou outra vez sobre seu corpo. Harry riu baixinho.
— Ainda não, meu bem.
Ele se afastou, com uma expressão diferente de tudo o que ela conhecia. Acariciou-lhe o rosto com a ponta dos dedos, um brilho possessivo no olhar. Levantou-se deva¬gar e vestiu o restante da indumentária com mãos que ocasionalmente estremeciam. Absorveu a visão do corpo dela, repousando contra os lençóis, os cabelos espalhados pelo travesseiro, numa moldura dourada para o rosto belo e ino¬cente. Sorriu ternamente antes de cobri-la com os lençóis.
— Preciso resolver alguns assuntos — anunciou Harry. Chamou Leila e saiu antes que Hermione pudesse pergun¬tar qualquer coisa.
Ficou embaraçada com a entrada de Leila e outras qua¬tro mulheres, que começaram a separar trajes, encher uma banheira e retirar as roupas de cama.
Leila ajudou-a a entrar na pequena banheira.
— Está tudo bem — disse ela em tom tranqüilizador.
Com certeza sabia o que acabara de acontecer, pensou Hermione, envergonhada ao recordar os gritos de Harry, a preocupação dos guardas do lado de fora da tenda.
— Leila...
— O sidi disse para banhá-la e cuidar da senhora, que ele vai voltar para jantar. É sua noite de núpcias, senhora — disse a morena, com um sorriso. — Acho que será uma lon¬ga noite.
Hermione fechou os olhos ao mergulhar o corpo na água tépida. Não havia mais dúvidas em sua mente de que Harry era um homem completo, capaz de satisfazer uma mulher. As criadas haviam presenciado as evidências disso e nunca mais ele teria de temer os mexericos sobre sua con¬dição. Mas o fato de ser capaz significava que ele poderia casar, e com certeza não seria com uma moça do interior do Texas. Sentiu sua felicidade, recém-conquistada, ameaçada de terminar abruptamente.
Sua musculatura estava dolorida, porém a água morna logo amenizou essa sensação. Depois do banho, Leila trou¬xe um jarro contendo um ungüento para passar nas áreas doloridas. Obviamente as mulheres eram todas casadas e conheciam a experiência da primeira vez. Pareciam a delicadeza em pessoa.
Em seguida, vestiram-na com uma gellabia de seda cor de lavanda, cujo bordado produzia efeitos multicoloridos. Em seguida deixaram-na, perfumada e com os longos cabelos escovados, sozinha em seu aposento da tenda.
Hermione permaneceu ali, ainda tentando absorver as novas sensações. Conhecera um lado de Harry que até então não sabia que existia. Seu marido não era um homem sofisticado, como imaginara a princípio; bem, talvez fosse, mas também era um guerreiro. Lembrou-se da imagem que vira no deserto, antes de saber quem era, cavalgando com uma naturalidade impressionante e parecendo formar um só corpo com o animal quando viera em sua direção para apanhá-la. Seria uma história para contar aos netos, se ti¬vesse algum.
Pareceu uma eternidade até escutar a voz de Harry do lado de fora da tenda. Sentou-se, acreditando estar pouco vestida, e uma timidez inexplicável abateu-se sobre ela quando a cortina se moveu e o marido entrou.
Ele também tomara banho. Usava um thobe branco de seda trabalhado em ouro, sobre uma calça exótica combinando. O cabelo ainda estava úmido e ele parecia belo e pe¬rigoso, completamente diferente do homem que ela imagi¬nara conhecer no Marrocos.
Também percebeu diferença no jeito como ele a fitava, com ar de posse nos olhos verdes e uma leve sugestão de sorriso nos lábios. Afastou o corpo para dar lugar a Leila, que trazia uma bandeja com chá e boa variedade de comi¬da. A mulher deixou a bandeja e lançou um olhar eloqüente ao casal, antes de sair.
Harry deixou-se cair numa almofada ao lado de Hermione.
— Coma — convidou ele, oferecendo um doce de nozes.
— Está uma delícia — disse ela, apreciando o sabor. Serviu o chá para ambos, aspirando deliciada o odor de hortelã que se desprendia do líquido quente. Apanhou uma das xícaras e ofereceu ao marido.
— Ainda está zangado comigo?
— Deveria estar — respondeu ele, tentando fazer cara feia. — Você podia ter morrido. De agora em diante, quando eu der uma ordem, obedeça!
— Assim falou meu senhor.
Ele a puxou e deixou que seu corpo rolasse sobre o dela, num movimento gracioso.
— Agora sou o senhor. De todas as formas.
— As mulheres me deram um banho — contou ela.
— É uma tradição na minha tribo. Isso e o lençol nupcial ficar guardado — explicou Harry. — É prova de que você veio virgem para a cama nupcial e de que qualquer filho concebido é meu.
— Gostaria que existisse uma criança, Harry. Adoraria ter um filho seu.
O rosto dele ficou sério ao olhar para ela.
— Um milagre é o suficiente na vida, não acha? Isso quer dizer que sentiu o que aconteceu comigo?
— Senti — respondeu ela, corando.
— Foi... inesperado. Eu sabia que podia permanecer excitado por tempo suficiente para dar prazer a você. Mas não imaginei que eu também poderia sentir — confessou Harry, beijando-a. — Você me fez homem outra vez. Foi um pre¬sente que jamais esquecerei.
Hermione enterrou os dedos nos cabelos negros.
— Acha que podemos repetir?
Ele pensou um pouco antes de responder:
— Não sei. A combinação de perigo, alívio, logo depois da violência... Parece difícil recriar essas circunstâncias.
Ela passou o indicador sobre a cicatriz no rosto.
— Acho que sim. Mas, em compensação, antes você não achava nem uma vez possível.
— Isso é verdade. Nove anos de celibato, Hermione. E num espaço de poucas semanas você me devolveu tudo.
— Isso foi porque você se soltou comigo. Talvez só fal¬tasse isso. Você achava que não podia, por isso nem pensa¬va em tentar.
— Compreende que nosso casamento agora significa com¬promisso apenas no Quawi?
— Lembro que você me disse — afirmou ela, afastando-se. — Estou morrendo de fome. Isso está com jeito de ser uma delícia.
Começou a comer, desanimada. Observando-a, Harry fez a refeição em silêncio; a luz baça da lanterna sobre eles deixava o ambiente imerso em penumbra, o que conferia um ar de mistério ao corpo feminino coberto pela túnica. A verdade era que Hermione o excitava como nenhuma outra mulher conseguira até então. A beleza dela era diferente, original. Ele sentiu o início das sensações que haviam par¬tilhado horas antes.
Ela não reparava na observação dele. Imaginava que o marido estaria ansioso para mandá-la embora, agora que era um homem completo outra vez. Talvez essa Brianne Hutton não fosse feliz no casamento como afirmava, e ele alimen¬tasse esperanças nesse sentido. Visualizou um bela morena sob o corpo forte de Harry e imediatamente expulsou o pen¬samento da mente. Engasgou com um pastel de sementes de papoula e teve de tomar um gole de chá para parar de tossir.
Reparou então que Harry chamava o criado para reti¬rar a bandeja, acrescentando outra ordem, que ela não en¬tendeu. Sem dizer palavra, ele ergueu-se e baixou a corren¬te que segurava a lamparina, de forma que pudesse apagar a chama.
Prendeu-a novamente e curvou-se para erguer Hermione, conduzindo-a ao cômodo dele.
Com o coração aos saltos, ela sentiu-se despir com mo¬vimentos rápidos e habilidosos. Estava nua sob a túnica, como as mãos dele logo descobriram. Acariciaram de for¬ma familiar às curvas que tanto o excitavam, sentindo o perfume da essência que Leila e as outras mulheres haviam adicionado ao banho.
— Você parece seda viva — disse ele, beijando-a com sofreguidão. — Quero você. Acha que precisa de mais tem¬po para se recuperar?
— Não — respondeu Hermione, sem hesitar.
Passou os braços ao redor do pescoço dele, disposta a satisfazer o que quer que o corpo do sheik pedisse, e a apren¬der mais intimidades deliciosas.
— Espere...
Harry afastou-se e um som de tecido deslizando de¬nunciou seus movimentos. Quando voltou, ela sentiu o cor¬po nu dele, e gemeu baixinho de prazer enquanto se ani¬nhava contra a pele e os pêlos.
As mãos de Harry percorreram desde os ombros até os quadris, puxando-a então contra si. Sentiu a resposta no próprio corpo e riu de puro prazer devido à sua virilidade recuperada.
Hermione correspondeu aos beijos com ânimo compará¬vel ao dele, demorando-se nos contatos como aprendera, fazendo carícias que incendiavam o desejo de ambos.
As mãos de Harry agora lhe acariciavam os seios fir¬mes, até que a boca procurou o mesmo caminho, mordis¬cando com os lábios a pele sensível. A sucção provocou gemidos de delícia em Hermione. Com habilidade, ele moveu o corpo dela e, quando Hermione percebeu, estavam em contato íntimo. No instante seguinte, começou a ser pe¬netrada, sentindo o volume e a rigidez contra a carne macia.
Estremeceu, agarrada ao pescoço dele e afastando-se involuntariamente. Parecia mais sensível do que antes, e ele, maior.
— Você recuou... Está machucada?
— Por dentro... não — respondeu ela, cautelosa. — Mas você parece... maior.
— Acho que estou mesmo — disse Harry, beijando-a e abrindo mais as pernas dela. — Relaxe. Está tão tensa que seu corpo resiste a mim.
— Desculpe. Não é que eu não queira — murmurou Hermione. — Adoro ficar assim com você.
Ele ergueu a cabeça e beijou-lhe as pálpebras.
— Eu é que esqueci as dificuldades — afirmou Harry, enigmaticamente. — Sobretudo com uma amante inexpe¬riente.
— Dificuldades?
— Deixe para lá. Preciso ser mais paciente, só isso.
Ele acariciou as coxas de Hermione, fazendo com que se abrissem mais, e começou a acariciá-la de uma nova forma. Era como se galgasse, pouco a pouco, os degraus do desejo, levando-a de uma surpresa a outra.
Enquanto a beijava, ele movia o corpo de um lado para outro, deslizando sobre o dela, os pêlos roçando a pele macia e sensível. Os corpos se tocaram na maior intimidade que já haviam partilhado.
O ritmo da respiração de Hermione aumentou sensivel¬mente quando uma das mãos de Harry introduziu-se entre os corpos em estreito contato e começou a realizar carícias desconhecidas para ela, provocando estremecimen¬tos involuntários.
Hermione também queria tocá-lo, mas ficou em dúvida em virtude das conversas anteriores. Contentou-se em acariciar-lhe os ombros e as costas, que se moviam, sinuosos, sobre seu corpo.
— Aqui... e aqui... — sussurrou Harry, carinhosamen¬te. — Não tenha medo.
Ele iniciou um movimento que aos poucos provocou uma nova e fantástica sensação no corpo de Hermione. Logo as unhas riscavam as costas dele, numa reação descontrolada; Harry moveu os quadris e sentiu que o corpo dela agora aceitava o seu e exigia mais. O prazer tornou-se violento, como uma corrente de alta voltagem, e o contato, que antes parecera tão íntimo, agora não parecia suficiente. Ela arqueou o corpo na direção do dele.
— Harry! — exclamou Hermione, assustada com a percepção de uma sensação de prazer explosivo, incomensuravelmente maior do que experimentara antes.
— Ainda... não foi o suficiente.
A mão dele apanhou uma almofada, que colocou com facilidade sob os quadris dela. Quando foi penetrada mais fundo, Hermione gritou alto.
— Será que estamos unidos o suficiente? Nunca possuí uma mulher tão completamente... nunca quis ir tão fundo...— balbuciou Harry.
As mãos dele apertaram os quadris de Hermione, ao puxá-los com força. O prazer foi quase doloroso. Ele estremeceu e gemeu contra os lábios dela. Sentiu os dentes de Hermione em seu ombro e riu, enquanto se movia mais rápido.
— Pode me morder... pode me arranhar...
Ela usou o último lampejo de consciência, percebendo que as unhas se enterravam nos quadris dele, quando o turbilhão incontrolável de satisfação apagou o resto em sua mente. Hermione soluçou alto, ele repetiu-lhe o nome num sussurro, quando os corpos se uniram no mesmo prazer indescritível.
Um beijo pareceu à única forma de manifestar o que pa¬lavras jamais poderiam. O cansaço que sentiam era delicio¬so, e a paz de espírito, inédita para ambos.
Em seguida, os lábios delicados de Hermione beijavam e a língua acariciava o local onde o mordera.
— Senti seus dentes. Sentiu minhas mordidas, também?— perguntou Harry.
— Senti. Isso é normal? — quis saber ela.
— Se obtivermos prazer com isso, é.
Ela estremeceu e aconchegou-se a ele. Harry afagou-a.
— Podemos satisfazer um ao outro agora, usando só es¬ses pequenos movimentos... e sou egoísta o suficiente para desejar isso. Mas seu corpo deve estar cansado. Se continuar¬mos, pode ficar dolorido depois.
Rolou para o lado e espreguiçou-se ruidosamente.
Ela não podia enxergá-lo na escuridão total, mas ouviu os movimentos da túnica sendo vestida. Fora delicioso sen¬tir o corpo de Harry sem nada entre ambos, mas ainda havia certa relutância dele no sentido de deixar que ela visse as cicatrizes. O melhor seria aceitar. Em seguida ele a colocou em pé e vestiu-lhe a gellabia.
— Venha.
Ergueu-a nos braços, carregando-a de volta aos próprios aposentos. Colocou-a na cama e ajoelhou-se ao seu lado, ob¬servando-lhe, o rosto iluminado pela tocha.
— Por que não posso dormir com você a noite inteira? — perguntou Hermione.
— Tenho pesadelos... Você simplesmente não iria conse¬guir dormir.
— Você é meu marido.
— No Quawi... só no Quawi — lembrou-a Harry, er¬guendo-se. — Houve uma mudança de planos. Vamos para o palácio amanhã bem cedo. Brianne já deve estar lá quan¬do chegarmos, e preciso providenciar as medidas de segurança. Ela veio bem antes do que calculei.
— E quanto a Brauer?
— Bombardeamos o quartel-general dele. Muitos dos homens morreram e a maior parte do equipamento foi des¬truída. Ainda que ele resolva provocar outro incidente na fronteira, não será agora. Por enquanto, todos nós estamos relativamente a salvo. Sobretudo com meu tio sob os cuida¬dos da guarda e os cúmplices dele na cadeia.
— Você mandou prender todos eles?
— Mandei. Serão julgados. Assim como meu tio será, se não tomar cuidado.
— E eu pensei que você precisasse de proteção... — disse ela, esticando o corpo no colchão.
— Pode ser que precise... Você tem um efeito inesperado em mim. Não tenho certeza se gosto muito.
— Que efeito é esse?
— Esses arroubos repentinos de arrebatamento físico... Não era o que eu pretendia quando trouxe você para cá.
— Você não saberia se ainda era capaz, se não tivesse acontecido nada.
A expressão no rosto dele a teria deixado chocada se houvesse luz suficiente. A verdade é que Harry ficara tão obcecado com o que acontecera que se sentia vulnerável. Nunca conhecera essa situação no passado difícil, porém aquela mulher seria capaz de deixá-lo de joelhos. Tinha po¬der sobre ele e isso era perturbador. Conhecia o poder de sedução e traição das mulheres que se utilizavam dos ho¬mens para os próprios fins. Não imaginava que Hermione fosse capaz de comportar-se daquela maneira, mas como ter certeza? Mergulhar de cabeça naquela obsessão física não fora uma atitude inteligente, ainda que as circunstâncias o tivessem enviado diretamente para a cama dela.
Agora precisava lidar com as conseqüências e estava con¬fuso demais no momento para que tudo fizesse sentido. Brauer ainda se encontrava à solta e Brianne estava a cami¬nho. Olhou para Hermione e seu corpo estremeceu... Preci¬sava de tempo.
— Você não está arrependido pelo que aconteceu, está? — quis saber ela.
— Não sei, pode ser uma bênção ou uma maldição. Dur¬ma bem.
Harry voltou-se e deixou-a sem olhar para trás. Ela fi¬cou imaginando o que teria dito ou feito para que ele mu¬dasse de humor daquela maneira. A experiência mais exci¬tante de sua vida o transformara num estranho. Algo mu¬dara drasticamente entre eles, e não apenas na intimidade. Ele parecia mais distante dela.
Chegou a pensar se Harry se sentia culpado em ceder ao desejo, agora que Brianne Hutton chegara, um antigo amor reaparecendo em sua vida. Apenas o tempo diria, mas se sentia rejeitada e insegura como nunca.
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Continua...
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Só pra constar:
Garanto q no próximo cap. td mundo vai qrer matar o Harry... |