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G E O R G E
— Eu não acredito que você disse o nome dela. — Fred disse, andando de um lado para o outro no nosso quarto — Isso é insano!
— Eu não sei o que me deu. — passei as mãos pelo cabelo, nervoso — Desculpe se acabei com tudo entre você e Katie, por causa disso.
— Não foi como antes, não se preocupe. — ele riu, mais tranquilo — Sabe, eu também pensei nela.
Ela. Hermione. Eu havia dito o nome de Hermione enquanto estava na cama com Angelina, o que quase causou o início da terceira guerra bruxa. É claro que eu usara diversas desculpas e é mais óbvio ainda que ela não acreditou em nenhuma. Saiu de cima de mim cambaleando. Por sorte, Angelina era uma qualquer e não chorara.
Parece ignorância minha, mas ela realmente o era. Ficava comigo e com outros tantos caras ao mesmo tempo, então não nutria nenhum tipo de sentimento por mim e isso me deixava aliviado. Porque, caso contrário, eu me sentiria um trasgo em partir o coração de uma garota. Mas agora não. Eu estivera com uma garota que antes me fazia ver estrelas, mas nem ela tinha sido capaz de afastar da minha mente a visão do corpo de Hermione.
Confesso, eu havia imaginado ela ali. O biquíni vermelho sendo solto pelos meus dedos, minhas mãos passeando pelo corpo dela. Até mesmo havia beijado Angie com possessividade, lembrando de como Gui beijara Hermione com doçura. HERMIONE! HERMIONE! HERMIONE! Desde quando ela estava na minha mente assim? Quando deixaria de estar?
— Meninos, seus malões já estão prontos? — mamãe perguntou em um berro vindo do corredor — Amanhã partiremos bem cedo.
Oh sim, amanhã. Estaríamos em Hogwarts outra vez. Eu torcia para que isso ajudasse em algo, considerando que já não veria Hermione com tanta frequência e estaria ocupado com meu último ano de escola. Isso tinha que funcionar, era minha última esperança.
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H E R M I O N E
O dia seguinte marcava a ida para Hogwarts. Pensando nisso, eu já havia arrumado meus malões por cor de roupa e os livros estavam organizados por título e disciplina, visto que eu tentara passar o maior tempo possível a organizá-los. A razão disso? Bem, eu estava tentando evitar o que viria a seguir.
— Então Mione, — Gina começou a dizer — Como vão ser as coisas entre você e meu irmão agora que vamos voltar à Hogwarts?
— Eu não sei. — respondi com sinceridade e isso a deixou chocada — Talvez nós nos afastemos, quem sabe?
— Você não pode desistir assim! — ela praticamente berrou, saltando da cama na minha direção — Por Merlin, Hermione! Não desista da sua felicidade apenas pela distância.
— Gina, ele ainda estará aqui quando eu voltar. Não que isso signifique que vamos esperar um pelo outro, mas concordemos que desse jeito é impossível. — eu ri nervosa. Manter essa mentira estava sendo mais difícil a cada dia. Por sorte, esse seria o último.
— Sinto te dizer, mas talvez ele não esteja aqui.
A primeira coisa que veio na minha cabeça foi Gui namorando de verdade com alguém e um sorriso involuntário percorreu meu rosto, assustando Gina. Mas então eu me lembrei de que a guerra estava sempre batendo a nossa porta e nada garantiria que ele saísse vivo dela.
— Gui não vai morrer. — eu disse mais para mim mesma do que para ela.
— Eu só quero que você seja feliz. — Gina me abraçou apertado antes de voltar para a sua cama. — Boa noite Mione.
— Boa noite Gina. — eu sorri, cobrindo meu corpo e virando para o lado.
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F R E D
Eu e George estávamos prontos para dormir, mas o sono simplesmente não vinha. A Toca já começava a ficar silenciosa e isso estava me incomodando, ao invés de tranquilizar. Foi quando resolvi quebrar o silêncio.
— Amanhã nós estaremos em Hogwarts. Só nós. — eu sorri — Com novos logros para testar nos primeiranistas e nos sonserinos, sem mamãe ou Percy fazendo visitas, sem Gui...
— É, sem Gui. — meu gêmeo bufou.
— Como serão as coisas entre ele e Hermione agora?
— Não faço idéia. — ele respondeu, virando na cama para me olhar no escuro do quarto — Espero que ela não fique triste por não poder ver ele como quer.
— Hermione é mais forte do que nós dois juntos. — eu ri, fazendo ele me acompanhar.
— Por que ela não sai da nossa mente, Fred? Estou ficando maluco.
— Também não faço idéia. — sorri sem razão — Acho que devíamos fazê-la nossa agora que Gui será tirado da jogada.
— E ainda devíamos esfregar isso na cara dele. — George falou em tom sério — Que tal se fizéssemos isso agora?
— Você leu meus pensamentos.
E lá fomos nós pelo corredor até o quarto que havia sido de Gui há anos atrás, quando ele ainda morava conosco. Não tinha mudado nada do que eu me lembrava na infância. Quando entramos, ele estava deitado lendo um livro, algo que me fez pensar em Hermione e me deu ainda mais força para entrar ali.
— Fred, George. — ele disse animado — A que devo a honra da visita dos meus irmãozinhos?
— Apenas viemos te dizer que esperamos que tenha aproveitado bem seus momentos com Hermione. — George começou.
— Porque foram os últimos. — eu concluí — Amanhã nós vamos para Hogwarts e ela será nossa.
— De vocês? Façam-me rir. Vocês jamais teriam capacidade para conquistar uma garota inteligente como Hermione. — ele gargalhou divertido, nos irritando — Vocês conseguem garotas como? Mostrando o corpo que o quadribol deu a vocês ou usando logros? Porque isso jamais irá funcionar com ela.
Senti as palavras do meu irmão mais velho me acertarem como um punho fechado contra o rosto. Eu e George éramos certamente famosos em todo o castelo tanto por sermos batedores da Grifinória quanto por nossos logros, mas nunca tínhamos usado esses fatos para conseguir garotas. Na verdade, nunca tínhamos usado nada, porque nunca havíamos precisado conquistar uma garota antes. Até então, elas sempre apareciam aos montes a qualquer momento.
— Acho que acertei, não é? — ele sorriu, sentando-se na cama — Escutem bem, irmãos, Hermione não será de vocês porque não são capazes de tê-la. E jamais a tratem como mercadoria ou prêmio de disputa, caso contrário, eu farei questão de torturar vocês e aproveitar os anos em Azkaban com um sorriso triunfal no rosto. Boa noite.
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