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16. Métodos Trouxas


Fic: A Armada de Hogwarts


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo Vinte – Métodos Trouxas


 


Às nove da manhã, quando os cinco se sentaram com alguns professores à mesa do salão especial, Harry aproveitou que o professor Snape não estava presente e comentou baixo apenas para os amigos – Vocês perceberam que faz mais de uma semana que a Sophia está no castelo?


– É claro que eu reparei. Esse é o nono dia. – respondeu Rafaela


– E Snape não falou nada sobre isso. – disse Hermione


– Será que ela perdeu a noção do tempo? – perguntou Ronald


– Ela se acomodou, gostou daqui e vai ficar até que alguém a mande embora. – disse Rafaela – O que eu aposto que não vai acontecer...


– Mas ela não faz faculdade no Brasil? – perguntou Ginny – Vai largar assim?


– Ela usou a desculpa de que nunca havia faltado nenhum dia, e que podia dar-se ao luxo.


– Eu acho que ela devia ir embora. Não gosto de saber que ela pode se aproximar da podreira Slytherin... – disse Ginny


– Nem que ela pode acabar descobrindo sobre nós. – disse Hermione


– Eu falo isso desde o começo.


– A gente sabe que você fala, Rafaela, não precisa ficar lembrando. – disse Harry. Já fazia alguns dias que estava um pouco irritado com a insistencia dela no assunto


– De qualquer forma – interrompeu Hermione – não somos nós que vamos resolver isso.


– Mas isso nos interessa e muito. – disse Harry – Está dando trabalho tomar cuidado redobrado com as palavras enquanto ela está por perto.


– Isso quando ela está por perto. – lembrou Ginny – Do jeito que ela tem sumido...


– Isso me preocupa. – disse Hermione, pensativa


– O que vocês acham que ela está fazendo? – perguntou Ronald


– Bom, tenho várias possibilidades. Uma é que ela está tendo encontros escondida e metendo um lindo par de chifres na cabeça do meu amigo Daniel. – disse Rafaela, irritada


– Ou então ela se sente deslocada e prefere ficar sozinha. – pensou Hermione


– Se for isso, porque não prefere ir embora? - Ronald


– Eu acho que é mais grave que isso. – disse Harry


– Ah, finalmente alguém está abrindo os olhos! – Rafaela disse e Harry girou os olhos fazendo-se paciente – O que você imagina, Harry?


– Eu não sei... Vocês sabem do que Malfoy é capaz.


– De quê, um Imperius? – Ginny pensou repentinamente


Calaram-se.


– Bem, eu não havia pensado nisso. – disse Harry


– Mas é uma possibilidade. – pensou Hermione – Ela vive nos fazendo perguntas, parece que quer chegar a algum lugar...


Rafaela deu um soco na palma da mão – É isso! Só pode ser! Ou é isso ou o chifre. Ou ambos.


– Rafa, se for só chifre é menos mau! – Hermione ficou um pouco impaciente


– Você não vê que se for só uma escapada com um cara é muito melhor do que algo mais sério como um Imperius estar acontecendo? – disse Harry, no mesmo tom


– É maior do que isso, Rafa. – concordou Ginny


Rafaela respirou fundo, guardando dezenas de respostas que queria dar, e respondeu apenas que talvez eles tivessem razão e que era hora de irem para as aulas. Só foi se encontrar com os amigos novamente às dez da manhã, na sala comunal especial, para usarem o vira-tempo e voltarem á meia noite, quando começaram as aulas especiais.  Na hora do café, às oito da manhã, como se fossem alunos normais, Rafaela sentou-se perto deles mas não falava.


Harry sentiu mais uma vez a cicatriz picá-lo e deixou o mingau de aveia cair da colher. Ninguém percebeu. Ele estava sentindo isso várias vezes por dia, mas não dizia a ninguém. Era apenas uma forte pontada, que sumir segundos depois, por isso não dava muita importância. Às vezes ele estava com Ginnny quando acontecia, ela acabava notando e ficava sempre preocupada, mas a pedido de Harry, não comentava nada.


Entre os quinze minutos que separavam o final do café da manhã da aula de História da Magia dos alunos do sétimo ano, Sophia apareceu atrasada e parecendo sonolenta para tomar café. Sentou-se entre os poucos alunos que restavam na mesa da Gryffindor e começou a comer em silêncio, dando apenas bom-dia à todos que falavam com ela.


Hermione cutucou Rafaela – Vai lá, fala com ela.


– Por que eu?


– Porque na teoria você é mais próxima dela do que a gente. Anda, vai...


– Saco! Você sabe que eu não gosto dela!


– Rafa, escuta. Ela precisa ir embora, você tem que perguntar sutilmente sobre a faculdade, e o Daniel e o que mais ajudar. Eu não posso ir com você, preciso ir à biblioteca antes da aula.


– Mas...


– Por favor, Rafa, vai lá!


Hermione saiu correndo pra Rafaela não ter tempo de negar. De cara feia, Rafaela voltou para a mesa e se sentou na frente de Sophia.


– Oi. – começou em português


– Oi. Tudo bom?


– Tudo. Escuta, Sophia, eu estou com uma curiosidade, posso perguntar?


– Pergunta.


Ela ia falar sobre o tempo em que estava no castelo, mas vendo a cara de sono e as olheiras da garota, mudou o assunto da questão – Porque você está tão cansada?


– Eu não estou cansada. Estou ótima.


– Ah, desculpe, mas não parece. Você chega atrasada, sempre some e está com cara de quem não dormiu à noite.


– Eu dormi sim. O que mais podia estar fazendo?


– É isso que eu pergunto. O castelo tem regras muito rígidas sobre o horário de circulação nos corre...


– O que você está querendo dizer, Salles?


Rafaela fez cara feia – Salles?! Sabe quais são as únicas pessoas que me chamam assim nessa escola?


– Os professores.


– Não, além deles! – falou irritada – É o povinho da Slytherin, que me odeia e odeia aos meus amigos. Você está andando com eles, é?


Sophia ficou meio atordoada – Não! Claro que não!


– Então por onde você anda quando some? Com o seu pai não pode ser, ele está sempre dando aulas. Café da manhã, almoço, jantar, você nos últimos dias ou não vem ou chega atrasada. Não está dormindo direito. Qual é?


Sophia cerrou os olhos com ódio encarando Rafaela – O que você está querendo? Me controlar? Quem você pensa que é?


– Sou supostamente sua “amiga” – disse irônica fazendo gesto de aspas – E tenho que te alertar que eles não...


– E você acha que tem algum direito de controlar com que eu ando ou deixo de andar? O que é, não posso conversar com quem eu tiver vontade?


– Ah, então você está mesmo falando com eles!


– Eu não disse que estou!


– E não disse que não está!


Alteravam-se e as pessoas em volta começavam a olhar, inclusive os professores que ainda estavam na mesa. Entre eles, Snape.


– Você não tem nada a ver com a minha vida!


– Se não fosse por mim você não estaria aqui! Eu estou avisando, Sophia, eles não são confiáveis...


– Quem me garante? Quem me garante que são eles que não são confiáveis, e não você e seus amigos? Eu sei que vocês tem alguma coisa estranha.


– Alguma coisa estranha? Como assim?


– Vocês tem algum segredo, eu sei disso.


Rafaela riu irônica – Ah, já entendi. Malfoy e a turminha acham que nós temos alguma coisa estranha, mas não temos. E é por causa dele que você está falando isso, certo? Porque ele esta tentando colocar você contra nós!


– Você faz muitas deduções. Eu não disse nada disso, você é precipi...


– Você não disse mas também não negou! Eu não sou idiota, srta. Snape! Eu tentei vir aqui de boa te abrir os olhos, mas você não escuta! Aliás, o que você ainda está fazendo aqui? Vai largar a faculdade, é?


– Isso não é problema seu!


– È problema meu, sim, você está aqui, eu moro aqui, e não vou com a sua cara desde que te vi a primeira vez!


Sophia sorriu – Eu entendo. Eu entendo o seu nervosismo, Salles.


– O que você...


– Você tem ciúmes de mim! Você não gostou de mim porque eu sou namorada do Daniel, sou a atual do seu ex! Você tem ciúmes porque ele gosta de mim agora, não de você, e também se sente incontrolavelmente incomodada porque eu me dei muito bem com os seus amigos e conversava com eles enquanto várias vezes você ficou de fora! Você tem inveja de mim, é isso.


Rafaela a olhava de olhos cerrados e boca aberta, incrédula – Que pretensiosa! Você se acha muito importante! Quem é você pra eu sentir inveja?


– Outra coisa: você está com ciúmes por causa da suposição de que eu estou ficando amiga do Malfoy. Você tem que se decidir, Salles, ou você gosta do Daniel ou do Malfoy!


Rafaela ficou indignada – Ah, você não sabe o que está falando, Snape! Você não sabe nada do que está falando! – disse se levantando e Sophia a imitou.


– É? Se não fosse verdade você não ficaria tão indignada, Salles.


– Porque você veio pra cá? Você não acrescentou nada aqui, você só está enchendo o meu saco!


– Só o seu, querida, porque todos os seus amiguinhos me adoram! Até mais do que você. Coitadinha, eu sinto pena de você! Está morrendo de ciúme mas precisa saber que ele nunca vai olhar pra você! Ele está dando em cima de mim, a gente ri de você.


Foi a gota. Saber que Sophia e Malfoy riam dela pelas costas era o fim da picada. Antes de poder pensar no que estava fazendo, Rafaela, se jogou por cima da mesa com a mão fechada e mesmo sem mirar acertou em cheio no queixo de Sophia, que se desequilibrou e caiu sentada no banco, logo em seguida de costas no chão. Rafaela passou por cima da mesa e desceu para o chão enquanto Sophia se levantava.


– Sua filha da puta! – Sophia gritou com ódio tirando a varinha de dentro do casaco


Antes que ela tirasse. Rafaela apelava para técnicas trouxas – empurrou-a fazendo novamente cair de costas – Você não vai falar comigo desse jeito! Quem você pensa que é?


E antes que a briga fosse mais longe, foi interrompida.


– Detenção, Salles! E cinqüenta pontos a menos para a Grifinória!


Rafaela olhou arfante e com ódio para Snape – Você não ouviu o que ela disse!


– Eu não tenho fala-tudo nas veias, e não me importa porque aconteceu a briga. Para o meu escritório, agora!


Rafaela olhou em volta indignada e morrendo de ódio. Muitas pessoas encaravam, uma verdadeira multidão, e Sophia se levantava sorrindo para ela, maliciosa. Encontraram o olhar e ameaçaram-se sem dizer nada.


Dean Thomas, que havia presenciado toda a briga, correu até a sala de História da Magia onde sabia que quase todos os colegas setimoanistas já estavam – Vocês perderam! – falou alto da porta – Vocês não deviam ter saído tão cedo do salão, vocês perderam!


Harry, que estava com um grupo de amigos perto da lousa,  se virou para ele – O que foi que a gente perdeu?


– A Rafaela! Ela deu porrada na Sophia!


Ronald e Harry se olharam de boca aberta.


– Como assim? Deu porrada? – perguntou Ronald


– Deu! Ela voou por cima da mesa, acertou um soco na cara dela, a Sophia foi parar no chão! Cara, a Rafaela é maior macho!


– Cadê ela?


– Snape mandou ela ir pro escritório dele, mas...


Harry e Ronald se olharam e correram pra fora sem dizer nada.


Rafaela estava sentada à mesa do escritório de Snape, segurando as próprias mãos, sozinha. Balançava freneticamente uma das pernas, ainda de coração acelerado e revoltada com tudo o que ouvira de Sophia. Snape escancarou a porta com um estrondo e bateu-a atrás de si.


– O que você pensa que estava fazendo, Salles?


– Ela me provocou.


– Ah, ela te provocou! Então qualquer um que fale algo que você não goste merece um soco no queixo?


– Você não sabe o que ela disse, Severus, não pode ficar do lado dela...


– Não me diga ao lado de quem ficar. Você a atacou, perdeu toda a razão, mesmo que a tivesse.


Rafaela respirou fundo para se controlar – O que você vai fazer agora?


– Pra você é professor Snape!


Rafaela arregalou os olhos e olhou pra ele – Tá... Desculpe. Senhor.


– Você vai ficar em detenção por três noites. Volte aqui às sete e meia da noite para cumprir. Agora saia.


Incrédula, Rafaela saiu sem falar mais nada. Não acreditava que Snape a havia tratado daquele forma, depois de tudo o que havia acontecido. Em um dos corredores, Rafaela encontrou a professora Minerva indo na direção de sua classe.


– Professora! Snape pode me aplicar detenção? Eu digo, ele não é diretor da minha casa, ele pode..?


– Depois da cena de agora pouco no salão principal, suponho que ele possa.


Ela ficou parada enquanto a professora sumia pelo corredor. Estava extremamente irritada e a primeira pessoa que falasse qualquer coisa com ela se arriscava a levar uma na cara assim como Sophia.


– Rafaela! – disse Ronald, encontrando-a


– O quê?!


 – É verdade que você encheu a mão na cara da...


Rafaela voltou a andar – É verdade.


– Mas por que..? – perguntou Harry indo atrás dela


– Porque ela é uma vagabunda que falou um monte de merda pra mim. – parou e se virou pros dois, que quase trombaram nela – Além disso, ela está andando com o Malfoy e a turminha, e eles a estão colocando contra nós. É pouco pra vocês?


– Ela te disse isso? – perguntou Harry


Rafaela andando de novo – Disse. E disse mais, por isso apanhou.


– O Dean falou que você virou macho! – Ronald disse, segurando a risada


Entraram no corredor da sala de História da Magia e Rafaela não conseguiu deixar de sorrir – É... Virei mesmo.


– Eu queria ter visto isso! – disse Harry – Apesar de não saber o que foi que ela fez, eu imagino que tenha sido grave!


– Ah, foi. – ela respondeu, entrando na sala


– Rafaela Punhos de Aço! – gritou Neville lá de dentro – Eu sou seu amigo, você sabe, né?


Rafaela riu – É melhor não se meter comigo, heim?


Ao final da aula, já no corredor, Ronald contou a Hermione sobre a briga de Rafaela e Sophia. Ao invés de rir, como o namorado, Hermione a encarou horrorizada


– Não acredito que você fez isso! Você é louca, por acaso?


– Calma, Mione...


– Que calma, o quê? Não sabia que você era violenta desse jeito! Partir pra ignorância tira toda a sua razão, sabia?


– Eu sei, Snape me disse isso...


– E o que vai acontecer com você?


– Snape me deu detenção, de três dias ainda por cima.


– Ah, essa você não contou pra gente! – disse Ronald


– É, mas eu não sei o que é, ainda. Tenho que ir ao escritório dele às sete e meia. E eu que achava que ele havia virado meu amigo!


– Bem, isso antes de você meter a mão na cara da filha dele.


No almoço, Sophia sentou-se à mesa da Corvinal, junto com Padma Patil e a turma dela. Harry perguntou os detalhes sobre o que ela havia dito de tão grave, e todos, inclusive Ginny, Parvati e Lavender, que entraram rapidamente no assunto, ficaram indignados. Parvati e Lavender não sabiam sobre o amor de Rafaela e Remus, por isso o assunto não foi comentado, mas elas também acharam absurdo Sophia dizer que ela sentia ciúmes de Draco Malfoy.


Este, por sua vez, parecia cada dia mais feliz, mais sorridente e irritante. Continuava sendo o centro das atenções na mesa da Slytherin, fazendo menininhas mais novas suspirarem de paixão e os amigos rirem de qualquer comentário que fizesse. Isso despertava a curiosidade dos Gryffindors. Porque será que ele andava tão feliz?


Durante a tarde não houve mais tempo para assuntos pessoais. Todos os alunos, de quinta e sétima séries, estavam apavorados com N.O.M.’s e N.I.E.M.’s, menos os especiais, que estavam tão avançados nas matérias que ao menos precisariam parar para estudar. Já os outros setimoanistas pareciam dormir cada vez menos, fazendo o melhor possível suas lições de casa – que os especiais fingiam fazer – e se esforçando muito nas aulas. Pra fingir que eram normais, eles precisavam também fazer cara de dúvida quando um professor falava sobre alguma coisa complicada. Hermione vivia fazendo perguntas pra tirar “dúvidas” e Ronald às vezes fingia que não estava entendendo nada.


 


* * *


 


Enquanto todos iam para o salão na hora do jantar, Rafaela, desanimada e faminta, dirigiu-se para as masmorras, onde ficava o escritório de Snape. No salão, Sophia sentou-se sorrindo perto deles, que não retribuíram a simpatia.


– Como vai o queixo? – perguntou Ronald sem olhar para ela


– O queixo? Ah, tudo bem, nem doeu muito.


Harry a olhou – Não parece.


Sophia estava com uma fina, mas visível, camada de poção contra dores físicas simples. Ela tocou o queixo e deu um sorrisinho forçado – Ah, isso não é nada, é... Para uma espinha que nasceu.


Hermione e Ginny se entreolharam. Seus conhecimentos atuais eram mais que suficientes para saber de que aquilo se tratava, mas não disseram nada.


– Ah, não? – perguntou Ginny – Mas você capotou pra trás, não foi?


– Você estava aqui?


– Não.


– Então, você não viu. Se te disseram que eu capotei, mentiram.


Ginny ia falar, mas Hermione fez um sinal para que ela deixasse por isso mesmo.


Sophia voltou a falar – Tudo bem que não doeu, mas ela mereceu pegar a detenção.


– Eu tenho certeza que ela não te bateu por nada. – disse Harry


– Ela é muito explosiva. Eu não disse nenhuma mentira.


Hermione, que estava à frente dela, abaixou-se um pouco sobre a mesa para ficar mais perto, encarando-a – Sabemos exatamente tudo o que você falou pra ela, e sabemos muito bem que você está completamente errada, então é melhor você não falar mais nada contra a minha amiga se não quer levar um soco do outro lado do queixo pra ficar combinando.


 


Rafaela encostou-se ao batente da porta do escritório de Snape, já que ele não estava lá. De braços cruzados, batendo impaciente o pé no chão, ela viu um homem chegar pelo corredor escuro e teve certeza de que era Snape. Quando ele saiu do escuro, porém viu que era Remus.


– O que você está fazendo aqui?


Rafaela se desencostou da parede, olhando-o no corredor escuro – Oi! Que bom que você já está bem!


– É, aquela sua poção foi muito boa, mesmo. Mas... O que você está fazendo aqui sozinha na frente do...


Rafaela fez um muxoxo e cruzou novamente os braços – Esperando o Snape, pra cumprir uma detenção.


– Detenção? – Remus perguntou e Snape apareceu no corredor e, andando a passos largos, aproximou-se dos dois. Remus continuou: – Mas o que você fez?


Rafaela olhou rapidamente para Snape e voltou para os olhos de Remus – Dei um soco na cara da Sophia.


Remus segurou a risada, arregalando os olhos e fingindo-se de indignado – Você bateu nela?


Snape foi abrir a porta – Bateu, e é por isso que está detida por três noites. – e entrou


Rafaela sibilou – Ele ficou todo putinho porque eu acertei o queixo da filhinha dele.


Remus riu – Depois você me conta essa história direito. – Rafaela sorriu – Ah, e se puder, aparece no meu quarto depois que sair daqui...


– Boa idéia. Melhor ainda se você levar pra lá alguma coisa pra eu comer, porque eu já estou com fome agora, imagino depois.


– Pode deixar. Vou ficar te esperando.


Snape apareceu mais uma vez na porta e chamou Rafaela, parecendo extremamente irritado. Rafaela disse um tchau rápido para Remus e entrou no escritório.


– Feche a porta.


Rafaela obedeceu, Snape encaminhou-se para sua mesa. Ela se virou para ele, ainda de pé, colocou as mãos nos bolsos.


– Então...


– Sente.


Obedeceuem silêncio. Snapefolheava um grosso livro de capa vermelha.


– O que vai ser?


– Aguarde. Em. Silêncio.


Ela se encostou na cadeira e segurou suas mãos, observando o professor. Snape folheou mais um pouco o livro, fechou-o e a encarou. Não tinha uma feição muito amigável.


– Eu te dou sete minutos para fazer uma Anima-Alma.


Rafaela abriu a boca – Sete minutos?! Você sabe que é impossível!


– Senhor!


Rafaela retrucou imediatamente – O Senhor sabe que é impossível, me falou na primeira aula sobre essa poção que é preciso no mínimo nove minutos!


– Se não fizer, vai cumprir detenção todas as noites até que faça.


– Eu não estou com energia suficiente, o SENHOR não me deixou ir jantar e eu vim direto da aula, eu...


– Então pare de falar e vá logo preparar uma energética, porque o seu tempo já está correndo!


– O Senhor é muito injusto!


– VOCÊ mereceu essa detenção, agora cumpra!


– É SENHORITA! – falou duramente ao se levantar


Snape também se levantou – Vinte pontos da grifinória por isso!


Rafaela foi andando até o armário de ingredientes – Tire quantos quiser, estão sobrando!


– Não seja insolente, Rafaela, você ainda é uma estudante!


– Eu sei, eu sei! Isso não me obriga a ficar quieta quando alguém está errado, mesmo esse alguém sendo você! – falou e depois abriu o armário


– Eu não te dei autorização para abrir meu armário!


– Mandou eu fazer duas poções, não mandou? Quer o que, que eu conjure os ingredientes?!


– Você acha que tem o direito de falar assim só porque...


– Só porque eu achei que você havia se transformado num amigo?! E de repente me trata assim sem nem ouvir explicações?!


– Eu não quero saber de explicações!


– Viu? Você nem se importa se ela podia estar errada!


– Cale a boca e faça logo a sua poção!


– Isso não é nada didático, Senhor!


A discussão continuou enquanto Rafaela pegava os ingredientes e colocava em cima de uma mesa, e continuou enquanto ela preparava a poção Anima-Alma.


– Eu vi a briga, você ao menos deu chance a ela de...


– Tá, tá, chega, pronto, terminei a poção!


Snape se calou e olhou no relógio cuco da parede, depois olhou um pouco incrédulo para Rafaela. – Oito minutos.


Rafaela sorriu, feliz em poder tirar aquele gostinho de Snape – Ah, o mínimo era nove minutos, né?


– Duvido que esteja perfeita.


– Teste pra você ver. Tenho certeza de que vai ficar mais justo, mais feliz, mais tranqüilo e centrado com isso.


O professor ficou em silêncio, sem acreditar que ela pudesse ter conseguido. Foi até a mesa, onde a poção prateada borbulhava e soltava uma fina fumaça azulada, dentro de um cálice de metal. Snape segurou a taça e cheirou seu conteúdo. Mais uma vez, olhou para Rafaela, incrédulo.


– É melhor você testar, senão nunca vai saber se ela está perfeita.


– Eu te dei sete minutos, você fezem oito. Váembora agora e volte amanha no mesmo horário.


– Ai, mas como é cabeça dura!! – Rafaela exclamou em português, virando as costas


Sozinho no escritório, Severo cheirou mais uma vez a poção e sorriu levemente – Essa é a minha aluna... – e bebeu, em seguida, todo o conteúdo do cálice

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