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3. ∙ Boêmia


Fic: Draco, How Would I Know - NC18


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3


B O Ê M I A


 


Lucius ficou feliz em saber que seu filho desejava vê-lo. Normalmente, era preciso que ele solicitasse sua presença e ela sempre se fazia com a notável demonstração de descaso. Coisas da juventude, podia dizer agora, visto que o tempo amadurecera Draco, tal como era o desejado. O previsto, por assim dizer. Porém, ainda haviam algumas coisas a se fazer antes desse reencontro familiar.


Decorreu-se apenas o tempo de virar-se e abrir a garrafa de whisky de fogo, para que a porta anunciasse outro visitante na biblioteca dos Malfoy, mas Lucius não se interessou em ver quem era antes de finalizar o adorado ritual de provar sua bebida. Apenas quando ela lhe queimou suavemente a garganta é que ele se virou outra vez, deparando-se com Blaise Zabini, que outrora fora um grande amigo de Draco, especialmente nos tempos de Hogwarts.


Os olhos severos de Lucius se estreitaram, tirando-lhe a aparência serena e deixando o jovem apreensivo. Será que fizera o certo ao procurar aquele homem? Bem, já estava ali, não podia simplesmente fugir. A questão é que Malfoy já sabia muito bem em que ponto crítico se encontrava o garoto Zabini e particularmente, não nutria real interesse em ajudá-lo, uma vez que não compactuava com certas ações das quais tomara ciência.


Como um Comensal, ele podia ter sido cruel com muitas pessoas. Como um Malfoy, podia ter sido arrogante com muitas outras. Porém, nunca desonrara a sua família através de comportamentos erroneamente lascivos, de palavras baixas ou de vexames causados pelo álcool. E Blaise conseguira fazer tudo isso repetidas vezes antes mesmo de completar seus 20 anos.


— Beba comigo. — Lucius disse, como um convite à conversa que se seguiria.


— Não, senhor. — Blaise rapidamente respondeu-lhe, ainda que seus olhos ávidos em direção à garrafa âmbar quisessem dizer o contrário do que seus lábios haviam pronunciado então. — Agradeço, mas não.


Muito bom, pensou o loiro. Sentou-se na poltrona que lhe era velha companheira, até mesmo antes de Narcissa, visto que havia pertencido anteriormente a Abraxas, seu pai. Quando viu Blaise colocar as mãos nos bolsos da calça, demonstrando estar perdido em relação a como agir, convidou-o para sentar-se também através de um gesto simples com uma das mãos, na qual jazia um anel prateado que o garoto não pôde deixar de notar.


— Eu sei que errei grosseiramente… — Blaise começou a dizer, envergonhado. Parecia sincero. — Não havia me dado conta disso até ver o rancor e o receio nos olhos da minha mãe, quem sempre me olhara com ternura. Quero ver isso novamente nos olhos dela, senhor Malfoy. Quero orgulhá-la, fazê-la crer em mim outra vez.


Lucius acenou com a cabeça, bebendo um pouco do seu whisky. Percebeu o gole seco que Blaise dera, fitando o copo. Estava controlando-se, o que era um bom começo, enquanto sua mente o instigava a cometer o erro outra vez.


— Sei que o senhor possui bons contatos na Travessa e, até mesmo, no Ministério. — Prosseguiu o garoto. — Poderia arranjar-me um bom emprego, não? Algo que ajudasse a me reerguer. Eu seria eternamente grato, senhor Malfoy. Eternamente.


Malfoy acenou outra vez, mas, desta, resolveu interromper o falatório de Blaise. Era o ponto em que as pessoas começavam a prometer ilusões e implorar copiosamente. Lucius não se importava de ajudar os seus, dentro dos conformes, mas ouvi-los choramingar era deprimente. O incomodava.


— Posso ajudar-lhe, garoto. — Curvou os lábios sutilmente, deixando Zabini mais aliviado. — Porém, exijo duas coisas em troca. Não tome isso como imposições negativas, apenas… garantias. Devo, afinal, crer que ajudar-lhe vale a pena.


— Qualquer coisa.


Qualquer coisa era algo muito vago. Muitas pessoas já o haviam dito à Malfoy, naquela mesma situação, e isso as colocava num patamar delicado. Quando se dispunham a fazer qualquer coisa, Lucius se lembrava disso e, uma hora ou outra, batia-lhes à porta para lembrá-los também. Sempre demonstravam-se arrependidos em dizer tal coisa no calor do momento.


— Se chegar aos meus ouvidos que voltou a ter alguns comportamentos não muito lisonjeiros para um homem da nossa classe, não hesitarei em aborrecê-lo, Blaise. — Os olhos azuis adquiriram um formato semi-cerrado, demonstrando o quão séria era aquela frase. Lucius gostava de ameaças, advertências, de amedrontar para exercer o controle. Os homens que suportavam aquilo bem, acabavam por se tornar dignos de seu tratamento mais amigável, posteriormente. — Estou lhe dando uma chance de recomeçar e, como todo recomeço, este pode rumar para um lado trágico outra vez. Mas não lhe darei outras chances. E não lhe deixarei passar impune se me fizer perder meu tempo e minha boa fé.


O nó na garganta de Blaise pareceu apertar-lhe quase a ponto de sufocar, mas o garoto concentrou-se em repetir mentalmente que bastava andar na linha, provar seu valor, que tudo ficaria bem.


— Eu prometo fazê-lo. — Ele respondeu.


— Pois bem. — Lucius ergueu-se de sua poltrona, sinalizando que a conversa terminara ali. — Um dos meus entrarão em contato com você em breve, fique atento. Fale com seus pais, diga que me procurou. Eles ficarão mais confiantes se souberem que passou pelo meu julgamento e, agora, está sob a minha instrução.


Zabini desejou abraçá-lo apertado e pronunciar milhões de agradecimentos, mas duas coisas lhe impediram de fazer isso: Lucius o julgaria uma tolice imensa; e isso não seria nada perto do que estava devendo. Assim, murmurou um ‘obrigado’ muito educado e estendeu sua mão para o anfitrião, recebendo um aperto firme. Seu acordo estava selado e, pela primeira vez na vida, ele se sentia pronto para agir como um verdadeiro homem.


Ao ver-se sozinho outra vez, Lucius pôs-se a pensar no assunto mais delicado, o qual estava por vir. O quadro na parede oposta a si pigarreou, atraindo a atenção para si, e Malfoy estranhou a repentina demonstração de presença. Na moldura elegante, seu pai o fitava com o mesmo olhar que ele dera à Blaise minutos antes.


— Tenho uma conversa delicada para desenrolar agora. — Começou a dizer. — Espero que não se ofenda com meu pedido de que retorne numa outra hora, mais oportuna.


Abraxas moveu a cabeça positivamente.


— Deixe-me ver Draco, quando ele vier acá. — Pediu, logo sumindo de sua moldura. Provavelmente, dirigira-se para a moldura da esposa, a qual ficava no hall.


Draco veio à mente de Lucius outra vez. Pensando melhor, o assunto de Pansy não era o mais delicado do dia.

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