FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

12. A Viagem


Fic: A Armada de Hogwarts


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo Doze – A Viagem


 


Depois da última aula especial da manhã de sexta, Snape sentou-se num sofá da sala comunal e ficou esperando. Os alunos, que também ficaram livres por alguns minutos antes do café comum no salão principal, foram para seus quartos para se refrescar depois de uma madrugada inteira de aulas intensas. O primeiro aluno a sair do quarto foi Ronald, que também se sentou na sala. Tentando puxar assunto, Ronald perguntou se ele estava muito nervoso.


– Porque a Rafaela não aparece? – Snape perguntou ignorando


– Sei lá, deve estar arrumando as coisas dela, mas acho que ela não demora, não.


– Assim espero.


– Acho que não vai poder usar essa roupa lá, não, Snape.... Vocês vão pra cidade trouxa, né, ninguém usa capa assim lá, e também essa época do ano é quente nos trópicos.


– Não me importo.


No quarto, Rafaela estava tentando se arrumar.


– Calma, menina! – ria Hermione


– Você experimenta tanta roupa que vai acabar se atrasando! – disse Ginny


– E é só o final de semana, também, não precisa levar tudo isso!


As duas estavam sentadas em uma das camas, Ginny escovando os cabelos e Hermione desmanchando uma trança. Riam de Rafaela, que já havia esvaziado todo o malão de roupas que ela nunca usava, as roupas trouxas.


– Eu sei, gente, mas do jeito que deve estar calor agoraem São Paulo, eu vou ter que trocar de roupa pelo menos uma ou duas vezes por dia, e não sei nem onde a gente vai ficar, então não dá pra lavar roupa... Não dá pra repetir a maioria.


– Ai, eu queria tanto poder ir junto, sabe, conhecer um lugar novo, pegar um pouco de sol... – disse Ginny – Isso que dá ser menor de idade.


– Pois é, eu também gostaria, mas os meus pais jamais me autorizariam a viajar pra tão longe sem eles. – concordou Hermione


Rafaela riu – Ai, essas crianças! – e levou uma travesseirada de Ginny, que também ria


– Chega, Rafa! – disse Hermione levantando-se da cama – Não vai experimentar mais nenhuma que essa está boa. Só joga a capa por cima e vamos tomar café.


 – Tá, vai. Está bom, mesmo? – disse Rafaela olhando pro espelho


O espelho respondeu – Está muito bonita, mas essa saia está muito curta, menina!


– Você é muito puritano, espelho, isso está quase no joelho! – disse pegando a capa em cima da cama e vestindo. Depois usou magia para colocar todas as roupas numa pequena valise magicamente ampliada por dentro.


– E aí, Snape, muito ansioso? – perguntou Harry ao chegar na sala


– Tudo mundo vai me perguntar isso agora? Vou tomar café no salão principal.


Snape saiu e Harry foi para a grande mesa, onde Ronald esperava pelos amigos – A Rafa é maior sortuda, cara.


– Pois é, ser dispensado assim das aulas não é pra qualquer um.


– O motivo é nobre, né?


– É. Cara, já pensou se essa Sophia for a cara do Snape?


Harry riu – Meu Deus, eu espero que não!


– Seria um monstrinho!


As meninas saíram do quarto e se aproximaram, sem se sentar. Ronald se levantou.


– Bom dia meu amor! Sonhei com você.


Os dois começaram a andar abraçados para a saída da sala.


– É? Sonhou o quê?


– A gente estava numa casa que era nossa, parecia que estávamos casados.


Os cinco se sentaram à mesa da Grifinória, junto com todos os outros alunos. Da mesa, Rafaela olhou para Snape e os dois se cumprimentaram. Antes do café acabar, ela se despediu – Gente, melhor eu sair da mesa agora senão ninguém acredita que eu vou passar o dia na enfermaria.


– Melhor fazer cara de dor e sair correndo, então. – disse Hermione


– Tchau, fofa, boa viagem! – disse Ginny


– Traz lembrançinha pra gente, heim? – disse Harry, levando um beliscão da namorada


– Boa sorte com o Snape! – sussurrou Ronald – Passar o fim de semana inteiro com ele vai ser complicado.


Rafaela riu – Brigada, gente. Não se esqueçam, heim, eu tive suspeita de apêndice estourado. Beijo.


Levantou-se e, colocando a mão em cima da barriga, meio do lado direito e fazendo uma cara estranha, saiu correndo. Foi para a sala especial, onde terminou de arrumar suas coisas para a viagem e encontrou com Snape. Combinaram os últimos detalhes, como dinheiro e hospedagem.


– Tudo isso?!


– É. Acha muito?


– Cara, transformando isso em real vai dar uns... Po, dois ou três mil!


– É. Acha muito?


– Acho! Mais do que o suficiente! Vai dar pra gente dormir e se alimentar muito bem. Mas a sua idéia de ficar andando de táxi é impossível. Você não imagina o tamanho da cidade, se a gente tiver que ir pra vários lugares, tudo bem, o dinheiro dá, mas aí tem que economizar no resto. O endereço delas é em São Paulo, se fosse em Ádvena, que é bem menor, tudo seria mais fácil.


– Por mim tudo bem, contanto que possamos resolver isso nesses três dias.


– Também espero. Ah, mais uma coisa: você vai ter que trocar de roupas.


– Qual é o problema com a minha roupa?


– É roupa de bruxo, Snape. A gente vai pra São Paulo, e lá as duas comunidades são quase totalmente misturadas. Além disso, você vai derreter com tudo isso lá. Tem que arrumar algumas mudas de roupa mais fresca, pra quando chegar lá na estação Sul-América. São Paulo vai estar mais quente do que a Colômbia, naquele dia que você foi. Eu posso transformar algumas roupas pra você, se quiser.


Snape se convenceu – Tudo bem. Vou trazer minha mala.


Logo ele voltou e abriu a mala em cima do sofá da sala comunal. Rafaela observou as roupas e usou sua habilidade com transformações para fazer as camisas ficarem mais finas e de manga curta, e as calças de um tecido que não absorvia calor, aparentemente parecido com jeans.


– Está muito boa em transformações.


Rafaela lisonjeou-se – Obrigada. – e olhou pra ele


– Que foi?


– Prende o cabelo. – Rafaela disse tirando um elástico do bolso – Pega, usa o meu. Vai te ajudar a sentir menos calor e ficar mais disposto pra enfrentar São Paulo.


Snape guardou o elástico no bolso – Podemos ir, agora?


– Claro.


Quando iam sair da sala, Remus entrou e parou no meio do caminho – Bom dia. Posso falar com você, Rafaela?


– Vai atrasar a nossa viagem. – disse Snape, seco


– Espere. – Remus disse encarando Snape e olhou para Rafaela – Vamos ao jardim?


Ela largou sua pequena mala no chão e foi com Remus até um dos bancos, o mais escondido do jardim. Sentaram-se e se olharam por alguns segundos.


– Preocupado com o quê?


– Com essa viagem.


– Mas por quê?


– Ah, eu não sei... Você vai passar três dias fora, e o pior é que vai ser com o Severus!


Rafaela tentou se explicar – Mas não tem nada a ver, eu só vou com ele porque é o Brasil, né, ninguém aqui conhece melhor do que eu.


– Eu sei, eu entendo o motivo, mas... Quero que você saiba que eu vou passar esse final de semana inteiro agoniado.


Rafaela sorriu – Fica tranqüilo. Ele não faz o meu tipo, já te disse isso.


– É... Mas só de imaginar você se hospedando num hotel com o Severus, me dá nervoso e...


Rafaela pegou a mão dele – A gente vai ficar em quartos separados, não precisa ficar preocupado. Ele nunca faria nada contra mim, e se fizesse, também, ia se arrepender. E eu, muito menos, iria querer fazer qualquer coisa com ele!


– Eu queria poder ir junto.


Rafaela sorriu e ficou olhando pra ele, depois beijou-lhe o rosto – O final de semana vai ser bem agitado aqui no castelo também. Vai passar rápido, quando você perceber eu já estarei aqui de novo.


– É, isso é verdade. Bom, de qualquer forma, siga as minhas recomendações que eu nem preciso dizer quais são, né?


– Nem precisa, eu já sei. Pode deixar que eu vou seguir tudinho. Bom, agora me dá um abraço que eu preciso ir, senão o Snape tem um filho lá fora, de tão nervoso.


 


Ao abrir o portal para sair da sala secreta, carregando sua bolsa e também a que Rafaela deixara no chão, Snape quase deu de encontro com Maria, que entrava.


- Opa! – ela disse, dando risada – E aí, já estão indo?


- Se Salles não continuar me atrasando.


- Ok. Boa viagem pra vocês. E... Boa sorte lá com... Boa sorte.


Maria deu a volta em Snape e saiu arregalando seus olhos. Jamais, em todos o tempo que o conhecia, havia gaguejado na frente dele ou deixado transparecer o mínimo de nervosismo em sua presença.


- Maria. – disse Snape, quando ela ja havia dado vários passos para longe


Ela se virou e o olhou. Snape não disse nada. Não tinham nem certeza de por que a chamara novamente. Fcaram assim, olhando um pro outro, e Maria também não disse nada. Segundos depois ela sorriu. Deu um tchauzinho pra ele com a mão e deixou a sala, encontrando com Rafaela, seguida por Remus, que passava pela grande mesa.


- No hagas nada que yo no haría, Rafa! – disse Maria ao passar por ela


Rafaela riu – De hecho, no voy a hacer nada que tú lo harias!


Maria riu alto ao sair da sala para o jardim.


 


* * *


 


Escondidos, Snape e Rafaela saíram pelo portão da escola e, lá, desaparataram para a estação de metrô, onde compraram as passagens para a estação Sul-América. Não esperaram muito para embarcar, o trem chegou logo e eles se acomodaram. Muita gente embarcou, ocupando todos os lugares do trem. Durante toda a viagem de duas horas e meia, Snape e Rafaela não conversaram muito. Não tinham intimidade apesar de não se darem mal, e estavam realmente estranhando aquela situação. Quando desembarcaram na estação de Cartagena, Rafaela comprou as passagens para São Paulo, falando em castelhano com a balconista.


– Bom, agora, daqui até São Paulo deve dar no máximo uma hora, é bom a gente já trocar de roupa pra não atrasar na hora do desembarque.


– Eu não sei porque é que os trouxas se importam tanto com as roupas. – Snape bufou – Se as roupas diferenciassem o caráter das pessoas, isso faria sentido.


– É... Concordo, mas fazer o quê? Nós bruxos temos sempre que passar despercebidos entre eles, não tem jeito.


Snape foi se trocar antes e Rafaela ficou guardando seu lugar. Um rapaz se aproximou.


- Posso me sentar aqui? – perguntou em castelhano


- Está ocupado. – respondeu em português


- Só até ele voltar.


Educada, Rafaela deixou, sentindo-se incomodada – Ele não vai demorar.


- Não tem problema. Pedro, muito prazer.


- Rafaela.


- É de São Paulo?


- Sim, mais ou menos.


- Eu trabalho lá, mas moroem Cartagena. Dásó quarenta minutos, eu vou e volto todos os dias.


- Ah... Deve ser cansativo.


- É nada. Eu tenho muita energia.


- Eu moro em Londres.


- Ah! Estuda naquele castelo?


- É, Hogwarts.


- E já está de férias?


- Não. O ano letivo lá acaba em julho


- Mas então o que você está fazendo aqui?


- Passeando.


- E pode?


- Não pode. Eu fugi pra passar o final de semana com o meu amante.


- Sério!?


- É. Aliás, olha ele ali, está chegando. Ele é muito ciumento e é especialista em transformações, se ele ficar com raiva de você, te transforma no mínimoem um Caramujo Verde-Espinhento.


- Ah... Bom, então tchau.


- Tchau, Pedro! – disse sorrindo e o cara saiu


Snape sentou-se – Quem era?


– Um chato aí. – e então reparou nele – Ótimo, Snape! Um trouxa perfeito! – e Snape olhou estranho pra ela, que riu – Isso não é uma ofensa! Era a intenção. E o cabelo, não vai prender?


– Precisa mesmo?


– Não, precisar não precisa, mas acho que é melhor.


– Ok.


Enquanto ele pegava o elástico e começava a prender, Rafaela ficou rindo da situação. Ver Snape falando sem ser pra dar broncas e sem aquele tom exageradamente formal, ainda mais vestido com roupas de trouxas, era muito inusitado. Pareceu realmente outra pessoa com os cabelos presos, deixando o rosto aparecer mais. Mas Rafaela logicamente não disse o que estava pensando: ele devia ficar assim sempre, ou cortar os cabelos. Acabava com aquele ar sombrio dele.


Em seguida ela se levantou levando sua valise e foi para o banheiro. Guardou a capa, soltou o cabelo, passou uma maquiagem leve e voltou para o seu lugar. Depois de alguns minutos chegaram a São Paulo. Rafaela já havia usado várias vezes o Metrô Bruxo e sabia exatamente o que fazer. Da estação onde desembarcaram, fizeram baldeação para o metrô que levava à Sé, a estação trouxa. Pegaram o metrô no meio do caminho, havia nele dois vagões que os trouxas magicamente não pegavam, que serviam apenas para os bruxos.


Era por isso que, de quando em quando, os trouxas percebiam que o trem parava no meio do caminho, ficando por um ou dois minutos no meio do nada. A desculpa dada era que precisava, parar para aguardar a movimentação do trem à frente, mas na verdade estavam parando perto de um corredor que vinha da estação bruxa.


Snape e Rafaela desceram na Estação da Sé, lotada de trouxas e bruxos incógnitos cheios de pressa, subindo e descendo as escadas rolantes e correndo para pegar o trem.


– É melhor andar depressa aqui, Snape, senão vamos atrapalhar o caminho.


– Espere.


– O quê?


– É melhor que eu tome a poção Fala-Tudo se não queremos chamar atenção.


Pararam fora do fluxo de pessoas e ele tirou um frasco do bolso da calça. Abriu, bebeu-o e, fazendo cara de “que gosto ruim”, pediu para que Rafaela começasse a falar em português com ele.


– Pode me entender? – fez o que ele pediu


– Posso. – falou em português sem nenhum sotaque britânico


– Ótimo! Agora vamos, temos que fazer outra baldeação.


Foram em pé em um metrô lotado. Snape torcia o nariz olhando em volta, incomodado com a proximidade que as pessoas ficavam dele. Rafaela às vezes ria, pensando se aquela não era, sem querer, uma pequena vingança pelas coisas ruins que ele a fizera passar antes.


– Então. Isso é São Paulo. Tudo misturado.


– Tem muita gente como nós por aí?


– Tem sim. Se você prestar muita atenção até consiga distinguir, mas é difícil porque são todos iguais. Aqui não tem esse preconceito idiota que não é bom ficar tudo misturado, não.


– Interessante. – Snape disse com jeito de quem não achava aquilo nada interessante


– Você nunca esteve numa cidade trouxa antes?


– Não por muito tempo, raramente tive necessidade. Além disso na Inglaterra as cidades e vilas são separadas.


– É mesmo. Mas o Brasil é um país sem preconceitos em relação a isso, por isso é misturado.


– Não sei até que ponto isso é bom.


– Claro que é bom! Se fosse tudo assim, não existiria Draco Malfoy nem Lorde Voldemort por aí.


– É, nesse ponto... Mas e a tradição?


– Continua do mesmo jeito, claro, só que não no meio da rua, né? Dentro da casa de uma família como nós, é tudo com magia, tudo na tradição. Mas aqui todos se relacionam na boa.


– É realmente muito diferente.


Desceram do metrô o mais perto possível do bairro pretendido e pegaram um táxi. Rafaela disse o endereço para o motorista e eles foram até lá, fazendo uma longa e cara viagem. Desceram na frente de um lindo e luxuoso prédio de apartamentos.


– É aqui, Snape. E agora, e se ela estiver aí?


– Eu não planejei nada.


– Vou perguntar se ela mora aqui. Fica calmo, heim?


– Tudo bem.


Rafaela deixou Snape sentado na mureta do canteiro e aproximou-se do portão, onde o porteiro foi recebe-la.


– Por favor, mora aqui uma mulher chamada Morgan e a filha dela, Sophia?


– Não, não mora aqui, não.


Rafaela murchou – Ah, não? Mas... Há quanto tempo o senhor trabalha aqui?


– Passa de vinte anos. A Dona Morgan e a filha dela não moram aqui há uns cinco ou seis anos.


– Ah, então elas moraram aqui?


– Moraram sim, eu me lembro de cada um que já passou por essa portaria.


– O senhor não sabe pra onde ela foram, ou não sabe se alguém do prédio sabe?


– Eu não posso informar, não fui autorizado.


– Entendo, mas... É que faz muito tempo que eu saí daqui da cidade, e a Sophia era a minha melhor amiga, mas nós perdemos completamente o contato. Agora que eu voltei pra São Paulo, queria muito revê-la, mas o único endereço que eu tenho é esse...


– Olha, eu pessoalmente não sei pra onde elas foram, mas a minha filha Marina ficou muito amiga da Sophia quando ela morava aqui, e elas tem contato até hoje. Se quiser eu posso perguntar pra ela.


Rafaela sorriu – Eu ficaria muito agradecida... Qual é o seu nome?


– Elias.


– Elias, eu ficaria muito feliz se ela pudesse me dar o endereço dela. Eu vou me casar, sabe, e quero muito que a Sophia seja a madrinha.


– Um momento só. – e sumiu pela portaria


Rafaela desceu os degraus e chegou até Snape – Ele vai ver se consegue com a filha dele o endereço da Sophia. Ela e a mãe não moram aqui há cinco anos, já.


– Ele falou alguma coisa sobre ela?


– Não, nada sobre ela... Só disse que a Sophia e a filha dele são muito amigas.


– Eu estou ficando nervoso.


– Imagino... Fica calmo, Snape, não adianta ficar assim atencipadamente. Nem sabemos se vamos conseguir chegar até onde quer que for hoje...


– Além disso eu estou faminto.


Rafaela sentou-se ao lado dele – Ah, eu também! Já deve ser quase duas da tarde.


– A gente vai pra um restaurante. Precisamos também conseguir um bom lugar para passar a noite.


– É, a gente pega o endereço e se hospeda em algum lugar por perto, pra não ter que ficar rodando muito a cidade, certo?


Elias voltou e saiu pelo portão de grade, estendendo um papel – Consegui, a Marina disse que ela não deve estar lá agora por causa da faculdade.


– Ah, seu Elias, muito obrigada! O senhor não sabe o quanto está me ajudando!


– Por nada, por nada... Eu percebi que precisa mesmo encontra-la.


Snape também agradeceu, nervoso e feliz, e os dois saíram do prédio.


– Ah, eu devia ter imaginado! – disse Rafaela ao ler o endereço no papel – Bem na região de Ádvena. Eu morava lá perto também. É muito mais fácil para os bruxos viverem lá naquela região, próximo da Av. Paulista, que é onde as principais entradas de Ádvena ficam.


– É lá que elas estão morando agora? – disse Snape pegando o papel da mão de Rafaela


– Sim, e agora acredito que as coisas ficaram ainda mais fáceis. Eu conheço muito bem aquela região.


– Como chegamos até lá?


– Olha, nessa rua que elas moram, a Pamplona – Rafaela disse começando a andar com Snape pela calçada – tem uma estação da linha mágica de metrô, a Estação Pamplona. Então acho que podemos pegar um táxi aqui até a estação de metrô mais perto e ir pra lá bem fácil.


Passava das três da tarde quando subiram para a Avenida Paulista pela estação Pamplona, que ficava quase na esquina. Estavam com muita fome, e não podiam fazer nada antes de parar para comer qualquer coisa. Entraram no primeiro restaurante que encontraram: uma cantina italiana.


– Quem imaginaria... – disse Rafaela, pensativa – O apartamento da minha família, que eu vendi a uns meses, fica aqui nessa região também, só não na mesma rua. Como eu disse, pros bruxos que não moram em Ádvena mesmo, é muito mais fácil morar aqui nesses bairros. Conheço gente que mora em praticamente todas as ruas em volta das entradas de Ádvena. É porque a escola fica aqui embaixo, no subterrâneo, então quase todo mundo que estudava comigo mora nessa região. Inclusive, na minha rua morava eu, mais umas duas colegas e o Daniel... – e, finalmente, riu – Poxa, Snape, você não acha que eu falo demais? Você deve estar se cansando!


– De maneira nenhuma. Se você não falar eu fico pensando muito na Morgan e na Sophia. Não posso perder o controle e ficar muito nervoso.


– Verdade... E já que não adianta, então tem que se distrair.


– Eu já ouvi falar sobre esse Daniel, não ouvi? – Snape disse, voltando ao assunto – Não é um nome desconhecido.


– É claro. – Rafaela respondeu – Foi ele quem foi comigo quando invadi o palácio. Ele era meu melhor amigo, durante uma época foi também meu namorado, só que não durou muito tempo, só uns seis ou sete meses. Depois que terminou continuamos tão amigos quanto antes. Seria muito chato perder um amigo como ele. Por falar nisso, se der tempo eu quero ir fazer uma visita. Imagino o susto dele!


– Você sente tanta falta daqui, pretende voltar depois que terminar Hogwarts?


– Não acho que isso vá acontecer. – disse secretamente pensando em Remus – Mas não quero pensar nisso agora. Você está ansioso?


– Sim, vamos terminar logo esse almoço e ir de uma vez.


Em umas das mesas ao lado, um casal olhava curioso para Rafaela. Sabiam que já haviam visto aquela garota antes, e tentavam lembrar-se. A mulher se levantou e aproximou-se de Rafaela.


– Com licença? Você é a Rafaela Salles, não é?


Rafaela sorriu – Sim, sou eu mesma!


A mulher pareceu feliz ao abrir um largo sorriso – Eu sabia que te conhecia! O que aconteceu que você sumiu daqui?


– Eu me mudei pra Londres, estou estudando.


– Ah, é uma pena... Depois de tudo o que você fez por todos nós em Ádvena, você sabe... Minha filha entrou esse ano no colégio e eu li um capítulo em um dos livros de hist´ória dela, sobre o Comandante, onde você é citada. – Rafaela sorriu constrangida e olhou brevemente para Snape


– Que bom... Não sabia. – ela respondeu timidamente – Espero que tenha dado tudo certo depois daquilo.


– Ah, deu sim! – disse a mulher, satisfeita – Já aconteceram as eleições, foi um grande evento. Todo mundo está confiando muito no presidente que foi eleito. – e, antes que Rafaela pudesse responder, continuou – Será que você pode me dar um autógrafo? Me desculpa, mas acho que a minha filha vai adorar!


Rafaela se assustou mas mesmo assim assinou o papel. A mulher, feliz, afastou-se da mesa e Rafaela sentia o rosto quente de vergonha, mas ficou feliz em saber que as eleições haviam acontecido e que agora o que reinava era a democracia. Torceu para que tudo desse certo em Hogwarts para que aquilo não fosse arruinado.


De volta à rua Pamplona, Rafaela sentiu como se estivesse retornando dois anos antes, quando passar por ali era rotina. O prédio que procuraram ficava próximo da esquina onde viraram. Pararam diante dele e Rafaela sentou-se no canteiro.


– Vai lá, Snape. Agora é com você.


Snape engoliu seco. Esperara muitos anos por aquele momento, e agora não sabia o que fazer. Tirou do bolso o frasco de poção Fala-Tudo e tomou todo o resto, para não arriscar acabar o efeito.


– Coragem. O nada você já tem. – Rafaela o encorajou


Snape olhou para a portaria e, respirando fundo, se aproximou. – Por favor, mora aqui uma senhora chamada Morgan?


– Mora sim, senhor.


Severo quase engasgou – Ela está em casa?


– Não tá não, senhor.


– Nem a filha dela?


– Não tem ninguém não, senhor.


– Pode me informar a que horas voltam?


– Costumam chegar sete horas.


– Ok. Muito obrigado.


Sentindo o coração acelerado e as mãos geladas, Snape desceu novamente as escadas até a calçada, onde Rafaela o aguardava.


– Não estão em casa.


– Você está branco, Snape. Não tem problema, a gente volta depois.


– Disse que voltam ás sete horas.


– É, eu devia ter imaginado. Vamos, então, acho que devemos encontrar um lugar pra nos hospedar e descansar até lá.


Devido à quantidade de dinheiro que Snape levara para a viagem, não foi necessário economizar na hospedagem, o que era uma grande vantagem pois puderam ficar em um hotel bem próximo do apartamento onde Morgan morava. Cada um ficou em um quarto. Rafaela tomou um longo banho de banheira e descansou por algumas horas. Às oito da noite, Snape bateu à sua porta. Ele havia lavado e prendido os cabelos e dobrado a manga da camisa até os cotovelos. Rafaela pôde ver a tatuagem dele aparecendo, mas em São Paulo ela não significava nada, realmente. Snape parecia outra pessoa.


Ao chegar na portaria do prédio de Morgan, o porteiro o reconheceu e disse a Snape que as duas já haviam chegado.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.