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11. O Despertar de um Dom


Fic: A Armada de Hogwarts


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Capítulo Onze – O Despertar de um Dom


 


O domingo foi, finalmente, um dia livre de descanso para todos. Havia mais de duas semanas ninguém parava de trabalhar e estudar e, afinal, mereciam aquele dia. Ainda assim, nenhum deles conseguiu dormir até tarde. Haviam se acostumado com poucas horas de sono. À mesa do café, os cinco alunos estavam falantes e alegres, por ter dado tudo muito certo no dia anterior e simplesmente pelo dia livre.


Snape estava na mesa dos professores sozinho, bem na ponta, sem olhar em volta, sem censurar ninguém, sem repararem ninguém. Estavapreso a seus pensamentos, lembrando-se da breve viagem à Colômbia. O mundo bruxo lá era bem diferente de onde ele estava acostumado. As pessoas eram mais liberais e alegres e falavam outro idioma, o que obrigava Snape a tomar a poção fala-tudo a cada hora. Mas não era nisso que ele pensava. Pensava em como teria sido tolo em não ter casado com outra pessoa. Tolice ou coisas da vida... Sua vida havia sido complicada demais para poder se dedicar a um casamento. Ainda era. Pensou se estava sendo imprudente demais em tomar aquelas atitudes agora, enquanto tanta coisa acontecia, enquanto era um agente duplo, enquanto sabia que o fim podia estar tão próximo... Mas era essa a exata razão pelo qual estava tão decidido a fazer aquilo. O fim podia estar próximo demais e ele nunca teria a chance de conhecer aquela que agora ele sabia que se chamava Sophia.


Ficou impressionado consigo mesmo ao constatar no quão pouco vinha pensando em Morgan. Saber que ela era casada o parecia ter libertado, de alguma forma. Ele não precisava se preocupar em talvez ter algo com ela novamente, tudo havia sido rápido e complicado demais no passado e, custava a admitir, havia outra pessoa pouco a pouco ocupando seus pensamentos nos últimos meses.


Pessoa que passou diante dele naquele exato momento.


- Bom dia, Snape. – disse a professora Maria ao passar na frente dele na mesa dos professores


Ele não respondeu, apenas a acompanhou com o olhar até ela se sentar mais adiante à mesa, ao lado de McGonnagal e Lupin. Aquilo era loucura, não podia ter aquele tipo de pensamento por uma ex-aluna, agora colega de trabalho, e quando tudo podia hegar ao fim a qualquer momento. E, mais uma vez, entendeu que era justamente por isso que devia tomar uma atitude.


 


Em Hogsmeade, os cinco amigos estavam sentados à uma mesa, descontraídos e rindo muito. Rafaela havia colocado escondida um doce dentro do chocolate quente de Harry, e agora ele não conseguia dizer nada além de rugidos como os de um leão. Até sua risada ficara parecendo com um rugido, e ninguém conseguia parar de rir dele. Foram interrompidos, porém, quando os dois Slytherins grandalhões, Crabbe e Goyle, se aproximaram deles. Goyle cutucou Ronald na costas, com certa força.


– Ei, Weasley.


– Ai! O que você quer?


– A gente quer ter uma conversinha com você.


Rony quase riu – O problema é de vocês.


– O problema é seu também, Weasley.


– Venha com a gente agora. – disse Crabbe


E saíram. À mesa, todos se olharam.


– Mas ele não vai, né, Ron? – disse Hermione


– Hum, porque não? – respondeu Ronald – Não tenho medo deles.


– Querem que você vá atrás deles? Estranho, hein? – disse Ginny


– Se eles fizerem qualquer coisa comigo, o problema vai ser deles, porque eu sei me defender e eles é que serão castigados. – disse Ronald saindo da cadeira – Eu não demoro. – e saiu


Chegando à calçada, Ronald encontrou os dois um pouco à direita, do outro lado da rua. Enfiou as mãos nos bolsos e foi até eles.


– Fala logo que eu tô com pressa.


– O que a gente quer é simples e você vai ter que obedecer. – começou Goyle – Se não quiser ter graves problemas depois.


Ronald olhou de um para o outo com a expressão divertida – Vocês usaram drogas, é?


– Vou direto ao ponto: - disse Crabe – temos um colega na nossa casa que quer namorar a Granger.


Ronald se assustou – O quê?!


– Exatamente. E você vai deixar o caminho livre pra ele.


Ele ficou calado, de testa franzida, olhando de um para o outro. Depois de segundos relaxou o rosto e abriu um largo sorriso – Tá, eu vou deixar o caminho livre, aí acontece o quê?


Crabbe sorriu também – Aí o nosso amigo pode ficar com ela, e você nem pensa em chegar perto da garota mais uma vez. – disse enquanto Ronald alargava ainda mais o riso


– É claro que a gente não gosta dela e não concordamos com isso por ela ser uma sangue-ruim da Gryffindor. – disse Goyle – Mas dane-se, ele vai fazer ela abrir os olhos e seguir o caminho certo.


Ronald começou a rir e o riso se transformou numa gostosa e farta gargalhada – Vocês definitivamente não são normais! Que tipo de droga usaram? Tem um poquinho aí?


Crabbe agarrou o braço de Ronald – Estamos falando sério, Weasley, você vai se arrepender se não fizer o que a gente manda!


– Ou será que não entendeu? – completou Goyle, também se aproximando – Você vai terminar o namoro com ela e vai deixá-la sozinha! Entendeu agora?


– Entendi e já havia entendido, e isso não significa que eu vou fazer. – disse Ronald desfazendo o sorriso e falando mais firmemente – Solta meu braço, seu débil! – disse soltando-se bruscamente – Não encham meu saco e falem pro seu amiguinho, seja quem for, pra desistir dessa idéia ridícula. Eu nunca vou deixar a Hermione. – saiu andando de costas, ainda olhando para eles – Vocês só podem estar brincando!


De volta ao bar, todos riram, mas Hermione ficou preocupada – Vocês acham isso engraçado, gente? Isso pode dar problemas...


– Imagina, Mione... – disse Ronald – De que você acha que eles são capazes?


– Eu não sei, Ron, acho que a gente deve esperar qualquer coisa de qualquer um, hoje em dia.


– Relaxa, senhora Weasley! – disse Harry – O que eles podem fazer contra nós?


 


* * *


 


Os cinco alunos especiais dormiam muito profundamente naquela noite de domingo para segunda-feira. Devido às atividades especiais, que exigiam muito dos alunos aos sábados, foi estabelecido que as atividades da meia-noite às oito estavam canceladas, ou seja, poderiam fazer no domingo o que todos os outros faziam: descansar.


Naquela madrugada Parvati acordou assustada. Tivera uma visão, que veio através de sonho, que a fez ficar muito assustada. Sem mais pensar, vestiu seu robe, saiu do quarto e correu em disparada para o quarto dos masculino. Não pensou duas vezes em abrir o acortinado de Harry, chacoalhando-o em seguida, mas ainda falando baixo.


– Harry! Harry, acorda!


Harry olhou para quem o cutucava e não reconheceu, estava sem os óculos e ainda meio dormindo – O quê..?!


Parvati pegou os óculos dele no criado-mudo – Coloca isso logo e desce. – e, entregando na mão do sonolento e assustado Harry, desceu para o salão comunal. Lá, ficou andando de um lado pro outro, roendo suas estimadas e bem cuidadas unhas. Assim que viu Harry aparecer na escada, começou a falar nervosa – Eu preciso te falar, Harry, vai acontecer uma coisa horrível, você precisa saber!


– Calma, Parvati, que foi?


– Aquele... O... O, droga, você-sabe-quem!


– Voldemort? Calma, vem cá. – levou-a até o sofá – Fica calma e me explica o que aconteceu.


– Eu não sei, Harry, eu não sei como eu sei, mas eu sei!


– Ok, mas sabe o quê?


– Acredita em mim, Harry, eu tive uma visão, eu tenho tido isso há alguns meses, eu pressenti quando o Neville quebrou o dedo, eu pressenti quando a professora Maria ir ter crise de labirintite... – ela tentou respirar e falou muito séria – Harry, você-sabe-quem tem um plano, o último plano, é definitivo. Ele vai destruir o castelo.


Na manhã seguinte, Harry e Parvati se encontraram mais uma vez no salão comunal, conforme haviam combinado durante a madrugada, bem cedo, antes do horário que os outros costumavam acordar. Harry levou a nervosa colega até o escritório de Dumbledore. Ele sabia a senha para poder procurar Albus sempre que precisasse. O diretor, ainda com seu pijamão que aparentava ter dois séculos de existência, se espantou com a visita logo cedo e mandou os dois se sentarem diante da mesa. Harry contou a ele tudo o que Parvati dissera e Albus escutou atentamente, olhando para Parvati de vezem quando. Depoisde ouvir a história, Albus pediu a Parvati que descrevesse o mais detalhadamente possível a sua visão. Nervosa, ela fez força para se lembrar inclusive do cheiro que sentiu no ar.


– Eu sentia cheiro de carne podre no ar.


Albus analisou a situação em silêncio por quase cinco minutos, deixando a aluna ainda mais nervosa. Então se levantou e deu a volta na mesa. Parou ao lado dela e colocou a mão sobre seu ombro – Você precisa saber de algumas coisas, senhorita Patil. Venha conosco.


O pijamão de Albus transformou-se rapidamente em sua capa habitual. O diretor olhou para Harry, fazendo sinal de positivo com a cabeça. Harry entendeu queem instantes Parvatisaberia de tudo sobre a sala, os alunos, os treinamentos e o ataque iminente.


– Harry, por favor, vá chamar os outros. Encontre-nos na sala de transformações.


Obedecendo, ele correu até a torre. Entrou no quarto masculino em silêncio e acordou Ronald, depois foi ao feminino, chamar Hermione e Rafaela e, finalmente, foi ao feminino do sexto ano, para acordar Ginny.


Parvati estava completamente perdida. Não entendeu o que estava fazendo com o diretor na sala de aula da professora McGonnagal, e muito menos quem seria “os outros” a quem Harry fora chamar, e menos ainda o motivo de chamá-los. Mesmo assim, não fez nenhuma pergunta. Estava assustada demais, e também cansada, pois não conseguira dormir pelo resto da noite, depois daquela terrível visão. Os cinco alunos entraram na sala. Harry havia tentado explicar no caminho, mas ninguém tinha entendido direito.


Albus se levantou – Bom dia. Vamos entrar. – e apontou para a parede, dando passagem para os alunos irem primeiro.


Hermione entrou na frente, sem saber se devia mesmo ir, já que ali estava uma aluna que não era do grupo. Depois que todos entraram, Albus levou Parvati para dentro.


– O que é isso..? – perguntou com voz fraca e assustada


– Sente-se, senhorita Patil. – disse Albus, indicando-lhe um dos sofás da sala comunal


Com todos acomodados, Albus começou a contar, com sua usual voz calma e confortável, tudo o que estava acontecendo. O sono ajudava os demais a não entender ao certo o porquê de ele querer que ela soubesse, afinal poderia simplesmente usar um feitiço de memória para apagar da mente dela a premonição.


– Então ele está mesmo vindo... Como foi que eu senti isso, o que está acontecendo comigo?


– Algumas pessoas nascem com o dom da premonição, mas algumas delas só começam a usar o dom depois de certa idade. Talvez seja uma proteção da própria pessoa, apenas quando está preparada para lidar com isso, começa a pressentir. O problema foi que esse momento chegou coincidindo com uma época muito difícil, conforme acabei de te contar.


– Mas... Se ninguém pode saber, porque estão contando pra mim?


– Quero que seja nossa aliada, senhorita Patil. Não vai precisar fazer nada, apenas precisa prometer que ninguém vai saber disso, nem mesmo sua melhor amiga, sua família ou seu namorado. Ninguém além de você.


– Mas...


– Apenas deve me contar sobre qualquer tipo de pressentimento ou visão que tiver. Só isso.


– Ok... Mas e se eu não tiver mais nenhum?


– Agora que seu dom se manifestou... Não deve desaparecer assim.


Os cinco saíram da sala com Parvati, ainda confusa. Quando ainda estavam no corredor, Ginny e Rafaela lançaram juntas um feitiço de isolamento de ruídos, que andaria com eles para poderem conversar em paz.


– Você só precisa se lembrar disso, Parvati... Ninguém pode saber. – disse Hermione


– É muito importante que você guarde esse segredo. – completou Ginny – Se essa coisa se espalhar por aí, vai haver pânico nessa escola.


– Tudo bem, eu não vou contar pra ninguém. Mas só uma pergunta... Porque exatamente vocês? Como vocês foram escolhidos? E por quem? Desde quando? – e desculpou-se – É, não é apenas uma pergunta.


– Calma, com o tempo você vai se habituar com essa loucura. Até nós ficamos assim! – Ronald tranquilizou-a


– Tudo se encaixa, Parvati... – disse Harry – A escola decidiu fazer uma equipe de defesa a partir das primeiras suspeitas de um possível ataque...


 – Certamente porque são os melhores da escola!


Rafaela riu de leve – Mas de jeito nenhum! Não somos os melhores da escola, apenas estamos mais bem treinados agora, por causa do tratamento intensivo... Acho que, na verdade, nos escolheram porque somos os que menos têm a perder!


– Não é apenas isso, Rafa... – disse Hermione – É verdade que nem todo mundo fez o que você fez, por exemplo, como desafiar e desobedecer Voldemort, e ficar cara a cara com ele, como Ginny, e mesmo imperiada tentar resistir...


– Na verdade, Parvati, acontece que somos um verdadeiro “grupo de risco”. – completou Harry – Pensa bem: eu sou o ser que Voldemort mais odeia. Além de Ginny ser minha namorada, assim como o Ron, é uma Weasley, que os bruxos das trevas odeiam. Rafaela e Hermione também são minhas melhores amigas, como o Ron, e, além disso, nasceram de trouxas. Rafaela acabou com os planos de Voldemort e Hermione sempre foi o “ser pensante” do grupo.


– Ahn... Agora entendi. Vocês foram escolhidos porque seriam os primeiros a serem atacados numa invasão, teriam que estar protegidos e, também, proteger a escola. Faz muito tempo que vocês estão fazendo isso?


– Desde o começo das aulas, em um ritmo alucinante que você nem imagina! – respondeu Rafaela


– Nossa! Bem que eu percebia que vocês andavam sempre ocupados!


– É, é uma história maluca. – disse Hermione – Esses nem dois meses e meio de aulas nos renderam mais de seis meses!


 – De aprendizado?


– Também... Mas, na verdade, vivemos o tempo de seis meses, mesmo. Ou mais...


– Como assim? – Parvati perguntou ao mesmo tempo em que Ronald falava a senha para a Fat Lady. Decidiu parar por aí – Bom, chega que eu estou muito confusa! E também com medo... Podem deixar, vou ajudar vocês o máximo que puder... Mas realmente só não quero estar aqui quando a bomba estourar...


 


* * *


 


– Minerva... Eu preciso de uma pausa.


A professora McGonnagal se espantou com o pedido da aluna. Era sempre muito aplicada e afoita por aprender – Aconteceu alguma coisa?


– Preciso tomar uma poção... Você sabe, feminina.


– Tudo bem. Mas volte o mais rápido possível. Queremos que vire logo uma Animaga.


Com pressa, Rafaela correu para seu quarto na sala especial. Lá dentro estava Ginny, apressada. Rafaela a viu parar no meio do quarto e levantar a mão. Na mesma hora, um pergaminho que estava jogado debaixo de sua cama voou até ela.


– A Magine aí está boa, heim?


– Obrigada! To indo, tive que deixar a aula no meio pra pegar isso! Tchau!


Quando Rafaela saiu novamente do quarto, encontrou Snape procurando qualquer coisa no armário de ingredientes e poções.


– Não devia estar na aula?


– Eu estava, mas preciso de uma poção feminina. Licença. – entrou na frente dele pra pegar os ingredientes


– Preciso falar com você. – disse num ímpeto


– É? Fala...


– Agora não dá tempo. Antes da hora do almoço, pode ser?


– Pode, claro. Onde você vai estar?


– Aqui.


– Tudo bem. – disse indo até o balcão com os ingredientes – Mas pode falar, ainda tenho que preparar...


– A questão é que eu preciso de sua ajuda.


Rafaela o olhou – Da minha ajuda?


– É... Mas depois eu falo, preciso ir agora.


Quando voltou para a aula de transformações, já estava sem dor alguma. Minerva a esperava em forma de gato.


– Eu já sei no que vou me transformar. Só não sei se será muito seguro me transformar em passarinho quando a senhora for um gato! – falou rindo


Minerva voltou à sua forma – A nossa mente continua a mesma, Salles. Você não vai perder a sua consciência quando se tornar um pássaro. Terá a agilidade e instinto de um, mas ainda será um ser humano.


– Certo... Foi só uma piada.


 


* * *


 


A sala especial estava vazia, exceto por Snape, sentado sozinho à mesa. Rafaela o cumprimentou ainda da porta e foi sentar-se com ele. Sem mais pensar e enrolar, Severus começou a contar tudo sobre Morgan e Sophia, e Rafaela ouviu tudo, em silêncio, pensando consigo mesma o que ela teria a ver com aquilo. Finalmente, ele chegou na parte em que descobrira que as duas haviam se mudado para o Brasil.


– Ah, agora eu entendi. Pra que cidade elas foram?


– São Paulo.


– Ah... Isso é muito vago. São Paulo é grande demais! O Sr. Hunt deu o endereço completo?


– Deu. Está aqui, olha.


Rafaela pegou o pedaço de pergaminho e leu – Morumbi... Estranho, fica bem longe de Ádvena.


– Ele disse também que tem certeza de que elas não vivem mais lá, porque perdeu o contato.


– Bom, isso não impede que a gente vá até lá e pergunte, sei lá, pros vizinhos, pro porteiro, qualquer coisa assim.


Snape esboçou um sorriso – A gente? Quer dizer que pode me ajudar?


Rafaela sorriu – Ah, é claro, ué! Se é a minha terra, eu posso te ajudar muito por lá! Só não sei quando que vai dar pra sair daqui pra ir, né...


– Pode ser no próximo final de semana livre que conseguirmos, quando não houver nenhuma simulação.


– Por mim, tudo bem.


Snape não conseguiu segurar o maior sorriso que davaem anos. Achance de encontrar a filha agora era muito mais real.


 


* * *


 


A noite estava muito escura e fria. Um lugar que parecia ser Hogsmeade estava cheio, mas estava tudo muito estranho. Não havia a alegria usual do lugar, parecia que havia energia negativa em cima de cada pessoa. Parvati estava sozinha, sentia-se perdida no meio dos colegas. Rostos conhecidos que via todos os dias pareciam-lhe completamente diferentes.


Alguém gritou e chamou a atenção de todos para um único ponto. O céu. Lá estava a imagem verde de uma caveira, enorme, brilhando como se estivesse em chamas. Todos entraram em pânico, sabiam o que aquilo significava. Era a Marca Negra, a imagem dos bruxos das trevas. De comensais e de Voldemort. Além disso, tinha um forte cheiro de carne podre, que se alastrava por todos os lados.


Mas o pior veio depois de alguns instantes. A imagem agora, além de cheiro, tinha som, uma voz grave muito alta. Era incompreensível, Parvati não conseguia identificar. As pessoas na rua gritavam e corriam desesperadas para todo o lado, tentando livrar-se da imagem e do som, mas a presença maligna deles era muito forte.


Acordou assustada, suando e teve a impressão de ter gritado. Aquilo era horrível! Era mais um sonho, outra visão, mas pessoalmente, Parvati torceu para que não fosse uma premonição. Atormentada, levantou-se e saiu da torre. Nunca havia saído da casa durante a madrugada, nunca vira o castelo tão escuro e silencioso. Nem pensou se poderia encontrar Filch ou qualquer fantasma que a denunciasse: correu para a entrada do escritório do diretor.


Ficou desesperada. Não sabia a senha para abrir a entrada que saía da estátua da fênix, ficou tentando entrar e acabou chutando o pedestal.


– Pelo amor de Deus, eu preciso entrar! – começou a chorar, escondendo o rosto nas mãos e encostou-se na mureta atrás de si. Assustou-se ao ver a gata do zelador passando. – Filch! Filch, o senhor está por aqui?! Gato, cadê ele? – tentou cutucar a gata, que miou alto, chamando a atenção do zelador, que chegou quase imediatamente


– O que está fazendo fora da cama a essa hora? O que quer com a minha gata?


– Eu preciso falar com alguém, agora, qualquer professor ou o diretor, por favor, me ajude!


Depois de muita insistência e de cem pontos a menos para a Gryffindor, Filch levou Parvati até McGonnagal, a quem contou tudo o que conseguia se lembrar sobre o sonho. Precisou tomar uma poção para esquecer aquilo por algumas horas, para que pudesse voltar a dormir. Apenas na manhã seguinte foi falar com Dumbledore, na sala especial, na presença de todos os outros.


Harry, que já havia estado na penseira que Dumbledore tinha em seu escritório, e que Snape tinha na sala dele, sugeriu que ela fosse usada. Assim, poderia se ver o sonho como um filme de cinema. Albus levou a aluna para a diretoria. Os outros continuaram suas atividades de alunos especiais, completamente ansiosos. Na hora em que os alunos saíram da “cage”, como Ronald apelidou a sala especial em que se trancavam todos os dias, e foram tomar café com todos os outros no grande salão, estavam todos tensos. Quase deram na cara que estavam se comunicando por gestos com Dumbledore, que irritado, mandou uma coruja dando uma bronca e combinando um encontro novamente na sala especial, logo após o café. Parvati não havia se sentado na mesa com os amigos, foi à Huflepuff tentar se distrair com a irmã e os outros amigos.


Logo depois, deixaram a mesa e foram o mais discretamente possível para a sala de Transformações. Lá dentro, alguns alunos do primeiro ano haviam chegado antes da hora, para fazer a lição que deixaram para a última hora. Pararam sem saber o que fazer. As crianças olharam pra eles indagando o motivo de estarem lá logo no seu horário.


Hermione improvisou – A professora McGonnagal disse que não quer ninguém na sala antes do horário, vocês não se lembram? É melhor saírem e só voltarem depois da sineta. – disse com ares de monitora.


Na sala especial, encontraram Albus bastante sério.


– Sentem-se. – os alunos obedeceram sem dizer nada. Sabiam que aquela expressão em sua face não demonstrava coisa boa. Ficaram em silêncio esperando que ele começasse a contar. – O sonho da srta. Patil foi premonitório. Eu o coloquei na minha penseira e observei tudo o que aconteceu nele. – contou tudo sem dizer seus significados, apenas detalhando o que vira


– Então a Marca Negra vai aparecer por aqui? Aqui, mesmo, em Hogsmeade?


– Exato, Harry. Mas não foi isso o que mais me intrigou. Eu já imaginava que ela surgiria logo, isso estava óbvio... O problema o cheiro.


– Albus, eu nunca estive numa penseira antes, mas... – disse Rafaela – Dá então para a gente sentir o cheiro?


– Dá, sim... É um cheiro muito forte...


– De carniça!! – Rafaela disse de repente – Claro, gente, ninguém percebeu nada estranho nisso?


– Estou achando tudo estranho nisso! – disse Ronald, assustado


– Eu entendi por que o fedido lá É fedido! – e todos permaneceram com a mesma expressão – O cheio provavelmente vem do corpo dele mesmo. Alguma coisa aconteceu naquele dia do ano passado, afinal vocês dois – disse para Albus e Harry – o atacaram ao mesmo tempo. Será que vocês na realidade não conseguiram o que estavam tentando? O que acontece é que ele está morto... A alma, o que quer que fosse dele, já vagou por aí, sempre correndo atrás de um corpo, lembra, Harry, aquela história toda da pedra filosofal?


Harry resmundou alguma coisa.


– Então, quando ele finalmente consegue o corpo dele... Algum de vocês o matou.


– Mas ele está vivo, Rafa... – disse Ginny


– Claro! Mas ele queria agir rápido, dessa vez ele está com pressa, ele quer acabar com Hogwarts, Harry, e ao mesmo tempo acabar com você. Quer matar você antes que você se forme, antes que você se case e seja feliz, entende?


– Estou acompanhando...


– Então!! Ele não teria tempo para ficar atrás de um outro corpo, atrás de comensais que arranjem um corpo para ele... Então pegou aquele mesmo corpo que já havia morrido.


– Faz sentido. – concordou Albus – Ele está usando o mesmo corpo que conseguiu da última vez.


– Isso! Só que o corpo está podre, em decomposição, afinal, morreu!


– Então foi esse o cheiro que ela sentiu no sonho. – disse Hermione – Cheiro de carniça, junto com a Marca Negra, que anuncia que ele está por perto.


 


* * *


 


A primeira aula foi Poções, uma verdadeira bomba-relógio. Assim que se sentaram, Ronald percebeu um rapaz da outra casa os encarando.


– É aquele.


– O quê? – perguntou Harry


– Aquele moleque feio ali.


– O que tem?


– Que os trolhas falaram aquele dia, pra eu deixar o caminho livre pra ele, lembra?


Harry riu – Ah, lembro! Como você sabe que é ele?


– Olha ele encarando! Que ódio, encarando a minha namorada!


– Relaxa, cara, não vai arrumar rolo. Deixa ele olhar, é tudo o que ele pode fazer.


– É, né? Queria ver se fosse com a Ginny, um marmanjo babando em cima dela, se você ia deixar.


– Ah, não, não tem ninguém afim da Ginny... Ou tem?!


– Sei lá, cara, mas e se tivesse?


– Não quero nem pensar.


Snape começou a aula fazendo todos se calarem. Ronald ainda olhou para o rapaz mais algumas vezes, mas se acalmou vendo que ele prestava atenção na aula.


Fazendo suas poções, Hermione e Rafaela conversavam em voz baixa. Para descontrair o clima tenso, Rafaela fez uma piada e elas riram e Snape passou pela frente da carteira delas.


– Falem mais baixo.


– Desculpe, professor. – disse Hermione, ficando séria imediatamente


– Fiquem na sala depois da sineta.


Elas se entreolharam e continuaram, em silêncio, a fazer a poção de encorajamento que já sabiam fazer há séculos, mas precisavam fingir que estavam aprendendo junto com os outros. A poção era tão fácil para os quatro alunos do sétimo ano, que eles a faziam sem pensar nela. A cabeça, na verdade, estava na premonição de Parvati.


A sineta tocou e os alunos saíram rápido da sala, pra se livrar daquela aula horrível. Hermione, Harry, Ronald e Rafaela enrolaram até todos os alunos saírem. Snape sentou-se em sua cadeira.


– Esse final de semana será diferente pra todos. Não apenas por causa da simulação de Magine e Medicina, para as quais eu não serei necessário na escola. Srta. Salles... – ela se assustou – Podemos planejar para esse final de semana?


– Planejar o quê? – ela disse, um pouco assustada – O que, pra esse final de semana? Sábado agora, já?


– Do que estão falando? – peguntou Ronald


– De uma viagem para o Brasil para onde a Srta. Salles vai me acompanhar.


– O quê?! – perguntou Hermione


Snape contou, para acabar com o susto, que estava planejando ir para o Brasil no dia seguinte, sexta-feira, para procurar a filha que nunca conhecera, que tivera vinte anos atrás. Todos ficaram meio abismados com a história, mas acharam super legal descobrir o motivo de o professor ser “assim”. Na verdade, ficaram mais abismados por ele estar compartilhando aquela informação com eles.


– Mas amanhã, Snape? Tem aula, como é que eu vou sair daqui?


– Já falei com Albus, ele aceitou te dispensar das aulas.


– Ahm... Ah, legal.


– Pode ser?


– Claro! Eu vou adorar ir pro Brasil!


– Combinamos maiores detalhes nas aulas especiais. Podem ir agora, vão se atrasar para a próxima aula.


Enquanto todos saíam, Rafaela ficou em pé diante da mesa do professor.


- Por que você quis falar sobre isso na frente deles? – ela perguntou curiosa


- Não quero rumores ou fofocas. Prefiro que saibam a verdade diretamente por mim, sem intermediários e sem espaço para invenções.


No corredor, os quatro começaram a falar ao mesmo tempo.


– Ele tem uma filha? Eu nunca imaginei isso, coitado do Snape... – dizia Hermione


– Caraca, a menina deve ser muito feia, imagina só, um Snape de saias! – riu Ronald


– Vai ser a coisa mais esquisita do mundo viajar com o Snape. – disse Rafaela – Primeiro porque é ele, simplesmente, depois pelas coisas que aconteceram no ano passado.


E, no meio do corredor, Draco, Crabbe, Goyle e Pansy estavam parados, olhando pra eles. Os quatro ficaram em silêncio abruptamente e pararam.


– Que excitação é essa? Vai viajar, Salles? – disse Malfoy


– Vocês não têm coisa melhor pra fazer além de ouvir a conversa dos outros? – disse Harry


– A gente acaba descobrindo coisas interessantes, como essa que acabamos de ouvir. – sorria Goyle


– Contem direito essa história. – completou Crabbe


– Vocês estão malucos. – disse Ronald, seguro


– O que foi que vocês ouviram? – perguntou Rafaela


– Vocês sabem o que nós ouvimos.


– Então falem.


– Que Snape tem uma filha! Foi isso que nós ouvimos, e ouvimos também que você está indo pro Brasil com ele, não é mesmo?


– É. – disse Hermione – Exatamente o que vocês ouviram. Podem nos dar licença agora?


Ronald olhou incrédulo para a namorada.


– Saiam da frente, não queremos nos atrasar pra TCM... – disse Rafaela


– Tudo bem, vou deixar vocês irem. – disse Malfoy, com um sorriso maldoso – Já nos contaram uma novidade muito agradável, só temos que agradecer.


Os quatro deram passagem, sorrindo como se fossem os mais espertos do mundo. Harry e Ronald passaram antes das meninas, sabendo no fundo que elas haviam pensado em alguma coisa. Assim que as duas passaram, os Sonserinos viraram as costas dando risada, indo na outra direção. Então as duas se viraram e, sem precisar combinar, ergueram as varinhas.


Expeliarmus!


As varinhas dos quatro voaram de suas mãos. Assustados, eles se viraram.


– O que você pensa que está fazendo? – gritou Malfoy


Rafaela apontou a varinha para Pansy – Obliviate! – e deixou a menina olhando para o nada por alguns segundos, ficando meio atordoada


Hermione fez o mesmo com Crabbe e Rafaela repetiu o feitiço com Goyle, mas quando Hermione apontou a varinha para Malfoy, ele apenas sorriu. A varinha dela voou para a mão dele, que riu mais ao quebrá-la.


– Como é que ele fez isso?! – gritou Ronald – Reparo!


Accio varinha.


Harry devolveu a varinha à Hermione, e Draco riu.


– Vocês precisam esse instrumento ridículo para fazer feitiços. São bruxos de terceira classe, mesmo.


Ronald entrou na frente de todo mundo e encarou Draco. Jogou sua própria varinha para trás, Harry a segurou.


– O que pensa que está fazendo, Weasley?


– Estou descendo ao seu nível, Malfoy.


Ronald fez Draco levitar a dois metros do chão usando sua habilidade Magine. Draco, espantado, desceu até o chão e tentou dar-lhe um feitiço semelhante a um soco, mas Ronald já havia aprendido a se defender disso. Paralizou-o.


– Ah, Ron, você não devia ter feito isso! – choramingou Hermione


– Porque não? Ele é que estava enfrentando a gente.


Malfoy estava parado, apenas com os olhos cheios de ódio se movendo. Rafaela foi até ele – Obliviate. Finite.


Malfoy relaxou os músculos e olhou atordoado em volta – O que vocês querem?


– Você não presta pra nada., Malfoy. Só serve pra atrapalhar a vida de todo mundo. – disse Rafaela, enojada


Foram todos saindo. Os sonserinos saíram, também, para o outro lado, sem saber o que estava acontecendo, menos Malfoy, que realmente não gostou nada do que Rafaela disse. Apertou os olhos de ódio e olhou-a saindo de costas.


Cruccio. – disse em voz alta, sem a varinha, e sorriu ao ver Rafaela cair no chão, contorcendo-se


– Seu desgraçado! – Harry gritou, correndo na direção dele, de punhos cerrados, e deu um soco em de Malfoy, que desequilibrou-se para trás e caiu segurando o nariz


Crabbe e Goyle voltaram e uma briga conjunta se iniciou no meio do corredor. Hermione aliviou a Rafaela da dor e foi brigar também.


– O que é que está acontecendo aqui?!


Snape saiu da sala alertado pelo barulho da briga, ao mesmo tempo em que Remus chegava pela outra ponta do corredor. Todos pararam. Pansy havia acabado de soltar um feitiço de cócegas em Hermione, talvez o melhor que ela conseguira se lembrar, e ela começou a rir sem conseguir parar. Apontou a varinha pra si mesma, e rindo muito, acabou com o feitiço. Ficou séria na mesma hora.


– O que está acontecendo? – pergunou Remus em voz alta


Os quatro Slytherins começaram a falar ao mesmo tempo, e os Gryffindors ficaramem silencio. Na verdade, Crabbe, Goyle e Pansy não sabiam mesmo o que estava acontecendo. Apenas viram Malfoy sendo atacado e entraram na briga, não se lembravam de mais nada.


– Calados! – Snape gritou como um trovão – Sr. Malfoy, explique-se.


– Eles me atacaram! Eu não estava fazendo nada, eles me atacaram e eu me defendi, só isso.


Remus olhou para Rafaela e ela fez cara de “fazer o quê?”, levantando a sobrancelha. Ele quase sorriu, mas disfarçou.


– E pode nos dizer por que foi que eles atacaram vocês? – perguntou para Malfoy


– Eu não sei. Pergunte pra eles.


– Vocês quatro vão pra minha sala agora mesmo. – disse Snape, virando-se novamente para sua porta


– Ei, espera! – disse Harry em voz alta – Ele se esqueceu de contar que acabou de usar magia negra contra a Rafaela!


Os dois professores se assustaram e olharam um para o outro.


– Magia negra? – repetiu Remus


– Ele lançou um cruciatus nela. – confirmou Ronald


Snape pareceu furioso – Agora mesmo para a minha sala!


Em silêncio, os quatro Slytherins entraram na sala sob o olhar furioso de Snape, que assim como Remus, ficou no corredor.


– Snape, eles ouviram nossa conversa sobre o que você tinha acabado de falar pra gente, - Harry começou a explicar – aí precisamos apagar isso da memória deles, só que aí, como sempre, deu briga, o Ron nos defendeu usando Magine, ai quando a gente já estava indo embora, ele atacou a Rafaela pelas costas, e foi por isso que nós começamos a brigar.


– É, foi isso. – disse Hermione – Estávamos saindo, mas diante do que ele fez... Confesso que podíamos ter-nos controlado, mas foi impossível.


– Muito bem. – disse Remus, sério – Rafaela, como se sente?


– Bem, quase bem.


– Tem certeza? – disse colocando a mão sobre o ombro dela


– Tudo bem, já está passando. – sorriu pra ele


– Podem voltar para a aula, vocês já estão muito atrasados. – disse Snape – Veremos o que vamos fazer com eles. Salles, vá para a ala hospitalar, descanse o quanto puder.


Às seis da tarde, na primeira pausa durante as aulas especiais, sentaram-se todos, professores, alunos especiais e diretor, para descansar. Albus esclareceu o que fez com os Slytherins: deu-lhe uma advertência séria, e disse que a qualquer deslize, por menor que fosse, os faria ser expulsos. Usou tom e termos que os deixaram tremendo nas bases.


– Mas o Malfoy usou Magia Negra! – disse Harry – Dentro da escola!


– Isso não é o suficiente pra ser expulso? – perguntou Ronald


– Ele podia ser preso por isso! – indignou-se Hermione


– E se da próxima vez for um avada ao invés de cruciatus? – perguntou Ginny


– Malfoy não seria louco de usar mais uma vez. – disse Albus, fazendo um gesto para que se acalmassem – Foi insano de usar hoje e não repetirá essa... Digamos, idiotice.


– Eu não colocaria a minha mão no fogo, Albus. – disse Remus – Você sabe que ele é capaz.


– Ele precisa estar dentro de Hogwarts. – disse Albus, fazendo todos prestarem atenção – Malfoy é praticamente um comensal. Não tenho provas, mas acredito que ele seja um olheiro de tudo o que está acontecendo aqui, assim como os amigos dele. Não vai fazer mais nada que possa expulsá-lo mais uma vez.


– Mas porque não o expulsar agora? – perguntou Remus – Ele merece ser expulso.


– Pra não chamar atenção. Expulsar um aluno de Hogwarts exige muita burocracia com o Ministério. Teria que explicar o motivo da expulsão, eles investigariam, haveria advogados dos Malfoy querendo contestar... Enfim, seriam muito mais problemas além dos que já estamos enfrentando. Além disso, precisamos que Draco Malfoy tenha certeza de que não sabemos de nada, porque ele pode vir a passar essa informação para os comensais e Voldemort. Achando que estaremos completamente despreparados, eles virão menos preparados.


Concordaram. Albus sempre estava certo. O assunto então variou para o problema de Snape, que contou abertamente a todos sobre seu plano. Remus ficou de cara feia, observando, odiando Snape mais do que nunca. Não achava normal que Rafaela fosse viajar com ele. A viagem ficou marcada para a manhã de sexta-feira, o dia seguinte, e tanto Rafaela quanto Snape não se agüentavam de ansiedade. Snape sabia que não seria fácil encontrar a filha numa cidade tão grande quanto São Paulo, mas sabia que precisava mais do que nunca enfrentar a dificuldade.


Quando as pessoas começaram a se dispersar, a professora Maris escorregou pelo banco até sentar-se ao lado de Remus.


- Por que está tão incomodado com isso? – ela perguntou em voz baixa


- Eu não estou incomodado. – ele respondeu sem pensar


- Claro. – Maria respondeu tentando rir – Eu também não estou. Imagina.


Remus a olhou por alguns segundos.


- Ok, por que você está incomodada? – ele perguntou


- Eu não estou incomodada. – ela repetiu, começando a se levantar


- Escuta. – Remus disse e ela parou – Eu não gosto do Snape. Não confio plenamente nele, não gosto. Mas eu confio na Rafaela. – e a olhou significativamente – Não se preocupe com isso.


 

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