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11. CAPITULO XI


Fic: Lorde do Deserto - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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camila de sousa: leitora nova \o/ \o/ que bom que tah gostando...
jah que pediu...
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Hermione recobrou os sentidos numa tenda bem menor da¬quela onde dormira, sentindo dor de cabeça e náuseas. Com dificuldade, flexionou os músculos do pescoço e examinou os arredores. Um homem estava acomodado a uma mesa baixa de escrever. Quando percebeu o movimento dela, encarou-a.
— Quem é você? — perguntou ele.
— Hermione Granger — respondeu ela, percebendo que cada palavra ecoava dolorosamente em sua cabeça. — E você, quem e?
— Kurt Brauer. Talvez tenha ouvido Harry falar so¬bre mim.
— Você? — apesar da dor, Hermione arregalou os olhos.
— Sim, eu — respondeu ele, em tom de ironia. — E ago¬ra tenho Harry exatamente onde eu queria. Acredito que ele venha conversar comigo assim que souber que você está em meu poder. Meus homens infiltrados foram muito solí-citos em fornecer informações a seu respeito.
— Acha mesmo que Harry vai se importar por você prender a secretária dele?
— Ah, você parece ser bem mais do que isso. Meus in¬formantes disseram que se casou com monsieur Potter há algumas horas...
— Foi um casamento de conveniência — protestou ela. — Assim posso trabalhar para ele sem criar mexericos no palácio.
Brauer ergueu uma sobrancelha.
— Harry fez questão de tornar sabido que não preten¬dia casar-se nunca, e sei muito bem por quê. Ele não é mais um homem — declarou ele, aguardando para ver a reação de Hermione. — Está vendo? Você não conseguiu negar. Esse é um fato que pretendo compartilhar com o povo, para que saibam quem é, na verdade, seu governante. Neste mundo, um homem é julgado por sua habilidade com mulheres, por sua capacidade de ser pai. Acho que o trono será um pouco menos seguro, uma vez que a verdade apareça. E o tio dele irá pagar muito bem. Com Harry fora do caminho, ele é o herdeiro.
— Por que está me contando tudo isso? — quis saber Hermione, desconfiada. Não sabe que a primeira coisa que farei será contar a Harry?
— Jamais irá contar coisa alguma para ele, madame — disse Brauer, em tom soturno. — Pretendo deixá-la no de¬serto para os abutres. Direi a seu marido, em alguns dias, onde encontrá-la. Como gostaria de ver o rosto dele quan¬do achar seu corpo... Disseram-me que gosta muito de você.
O coração dela deu um salto. A boca secou. Hermione disse a si mesma para não entrar em pânico. Se perdesse a calma, poderia se considerar morta.
— Reparei que você não negou o estado de seu marido — continuou Brauer.
— Para que me importar em negar uma mentira? — ob¬servou ela, aparentando calma exterior. — Minha criada iria morrer de rir se escutasse o que disse. Ela nos conhece bem.
Pela primeira vez, Brauer deu a impressão de hesitar. Pareceu inseguro, sem saber o que dizer.
— Nunca se deve confiar nos mexericos, Sr. Brauer — insistiu Hermione. — Pode ser fatal.
— Nesse caso, presumo que não faria a menor objeção a um exame físico, faria? Se seu marido chegou a consumar o relacionamento, um médico saberá.
Calma, disse ela a si mesma. Forçou um sorriso.
— Claro que sim. Se é tão importante para você, pode trazer um médico.
A incerteza transformou-se em raiva.
— Não importa. O que importa é que você está em meu poder, esse é o fato. Perdi tudo o que tinha. Passei dois anos infernais num presídio russo. Agora tenho a chance de re¬tribuir meu sofrimento a Harry Potter, e é o que preten¬do fazer, ainda que me custe à vida. Ele vai pagar.
— Pagar pelo quê? Por deixar você e seus piratas contra¬tados matar o povo e destruir metade da cidade? Que tipo de homem mata gente inocente?
Brauer aproximou-se e vibrou, com a costa da mão, um forte tapa no rosto de Hermione, que foi ao chão. Ergueu-se imediatamente e tentou reagir com um soco em seu agressor, apenas para receber um golpe com a mão fechada no rosto.
Hermione caiu pela segunda vez, com a cabeça latejando de dor, além da mandíbula amortecida.
Enraivecida, com a mão procurou a abertura da aba e foi até a cintura... para perceber que o objeto procurado não estava lá.
— É isso o que quer? — indagou o mercenário, apanhando a pistola em sua mesa. Apontou na direção da cabeça dela e puxou o percussor para trás. — Talvez eu devesse poupar sua morte lenta no deserto e usar uma bala agora...
Aquela era a ocasião em que Hermione chegava mais per¬to da morte em toda a sua vida. Ergueu o queixo e olhou para ele, a mandíbula latejando de dor.
— Pode atirar, vamos! — desafiou ela, os olhos castanhos faiscando. — Precisa ser grande e forte para bater numa mulher, não é? Precisa ser ainda mais corajoso para atirar numa. Vamos!
Brauer praguejou em alemão. Baixou a arma e gritou para alguém, fora da tenda. Ele e o ruivo que havia agarrado Hermione na sela conversaram rapidamente e Brauer entre¬gou-lhe um bilhete. O ruivo concordou com um gesto, olhou de forma estranha para Hermione e saiu. Segundos mais tarde escutaram o ruído de um motor sendo acionado.
— É meu helicóptero — explicou Brauer. — Estou man¬dando meu homem até o Palais Tatluk com um bilhete de resgate.
— O pai de Harry vai fazer churrasco dele numa fo¬gueira bem grande — disse ela, num acesso de bravata.
— Não acho provável. O velho sheik não tem estômago para lutar mais. Ele vai dizer a Harry que tenho você comigo e estou disposto a negociar. Em seguida, Harry vai cair na minha armadilha.
— Você parece muito seguro disso.
— Estou mesmo. Harry é um sujeito sofisticado, não um lutador. Não acho que vá ter muita graça acabar com ele, mas quero que sofra quando encontrar você — afirmou ele, em tom de prazer pervertido. — Talvez eu deixe Eric trabalhar no seu corpo com a faca de esfolar de que ele tan¬to gosta. Já imaginou o rosto de Harry encontrando você esfolada... e ainda viva?
Hermione sustentou firme o olhar dele. Quando falou, foi com voz controlada:
— E quando meu irmão descobrir, não vai haver um lu¬gar no mundo em que possa se esconder dele.
— E posso saber quem é esse seu temível irmão? — ca¬çoou Brauer.
— Ele já foi Patrulheiro do Texas. Não sei se alguém já disse a você, mas quando um patrulheiro começa a seguir alguém, vai até o inferno e só pára quando encontra. Esse é meu irmão.
— Só que você vai estar morta.
— E você vai me encontrar logo depois — respondeu ela, altiva.
— É uma mulher muito corajosa. Ouvi dizer que minha enteada vinha para cá. Tinha a esperança de capturar a ela, não você. Não sei o que Harry sente por você, mas sei que morreria por Brianne. Ela foi à única mulher que ele amou de verdade.
Brianne mais uma vez!
— A Sra. Hutton nem está no país. Parece que sua rede de espiões precisa ser atualizada. Ou trabalhar para o tio do sheik não foi suficiente?
— O que sabe sobre isso?
— Sei um bocado sobre sua rede de espiões no palácio — respondeu ela, cautelosa. — Tenho amigos mercenários, e também recolho minhas informações.
Brauer riu.
— Pois duvido que soubesse sobre o chefe da segurança... ou sobre o ajudante do cozinheiro — disse ele, com ar de esperteza. — De qualquer forma, nada disso vai ajudar você, porque tem poucas horas de vida.
— Acho melhor aproveitar as suas últimas horas, tam¬bém — retrucou Hermione.
Ele a encarou.
— Não saia da tenda, ou então terei de amarrar e amor¬daçar você. Com este calor, embrulhada nessa aba, prova¬velmente iria sufocar até morrer.
— Não se iluda.
Ele deu de ombros, abriu a tenda e saiu. Hermione ergueu-se e olhou ao redor, procurando qualquer coisa que pudes¬se utilizar como arma. Não havia nenhuma faca à vista. Escutou Brauer falando com alguém do lado de fora. Sobre a mesa baixa, estava um telefone como o que vira com Harry, do tipo GPS. Ela o apanhou, digitou o número de Harry, que guardara na memória havia alguns dias, e esperou que alguém atendesse.
Foi o que aconteceu, mas a pessoa falou em árabe.
— Aqui é Hermione. Fui seqüestrada por Brauer.
Em seguida desligou, apagou o número da memória do aparelho e colocou o dispositivo exatamente no mesmo local onde o encontrara. Retornou para onde estava, ficando em posição de quem tinha dificuldade para se levantar.
Cerrou os olhos e rezou para que Harry ou alguém a tivesse entendido. Brauer entrou poucos minutos depois, apanhou o telefone e saiu.
— De onde veio à chamada? — perguntou Harry ao árabe que atendera. — Deixe para lá.
Pressionou alguns botões em seu aparelho, conseguiu o número e acionando outros controles foi capaz de localizar o local que originara a chamada em sua tela. Fez um gesto a seus homens e deu algumas ordens.
Acabara de receber um telefonema do palácio, de seu chefe de segurança, informando que Brauer tinha Hermione em seu poder e queria negociar. Harry instruiu o homem para não fazer nada, até que recebesse novas ordens. Disse-lhe que não tinha certeza se valia à pena pagar por sua se¬cretária, mesmo que fosse sua esposa. Fora apenas um ar¬ranjo comercial, afirmara, não um caso de amor. O chefe de segurança pareceu surpreso e indagou se o governo dos Estados Unidos se envolveria no caso, já que ela era cidadã americana. Afinal, tratava-se de uma disputa de fronteiras.
Harry sorriu internamente. Então era isso... Brauer pre¬tendia iniciar uma guerra. Poderia negociar armas à vontade, sobretudo com seus clientes no país vizinho, sem mencionar o envolvimento do Quawi numa guerra no instante em que o país se tornava próspero. Porém ele não tinha aparentemente nada a perder e estava determinado a levar o plano até o fim, fosse qual fosse o custo em vidas. Não era um homem com idéias originais, e essa seria sua ruína, pensou Harry.
Finalizou a conversa com o chefe de segurança afirmando que precisava consultar seus ministros de gabinete. Estava a caminho do palácio, de volta, e discutiriam tudo pessoalmente. Atirou o telefone para outro de seus homens, indicando que deveriam levá-lo e voltar para o palácio. Se alguém o localizasse, iriam reparar que progredia em direção à cidade, não para a fronteira. Apanhou outro aparelho no jipe antes de sair e refletiu sobre seu próximo movimento.
O chefe de segurança fora contratado pelo tio de Harry e aprovado pelo velho sheik, mas o sobrinho não confiava nele e o observava havia várias semanas. O homem prova¬velmente era um canal direto até Brauer. Isso era bom. Brauer imaginaria que ele estava de volta para o palácio a fim de improvisar uma solução diplomática para o seqües¬tro. Brauer nunca encontrara Harry em seu próprio terri¬tório. Seria uma surpresa.
Entretanto, Hermione assumira um risco enorme para pas¬sar as coordenadas para ele. Era preciso não perder tempo. Kurt estava louco para se vingar e àquela altura já saberia que Hermione era sua esposa. Ele a mataria da forma mais horrível que pudesse imaginar, depois ligaria para Harry e diria a ele onde encontrá-la. Seria um procedimento típico de Brauer. Harry pensou em Hermione nas mãos de seu inimigo, cuja obsessão era magoar as pessoas de quem ele gostava. Não podia deixar que acontecesse o pior. Ainda havia tempo.
Sinalizou para que Hassan, com os olhos baixos de ver¬gonha, se aproximasse, e lhe disse em tom cortante o que achava da eficiência dele como guarda-costas. O homem desculpou-se profusamente e ofereceu-se para fazer qual¬quer coisa no sentido de reparar sua falta.
— Reze para que ela viva — aconselhou Harry, com raiva contida. — Se ela não viver, reze por você mesmo.
Girou nos calcanhares e caminhou até onde seus homens esperavam. Ordenou que os chefes das tribos fossem até seu povo e trouxessem todos os homens capazes de empunhar armas. Telefonou ao chefe de sua pequena Força Aérea e forneceu as coordenadas do alvo, avisando-o para não começar nenhum ataque antes de receber a ordem. Levaria al¬gum tempo para organizar tudo, e cada segundo contava. Estava furioso por Hermione ter sido apanhada. Hassan havia jurado que não a vira sair da tenda. Mas Leila vira. Ela atirara-se aos pés de Harry, chorando, enquanto con¬tava o que havia acontecido. Tentara impedir sua ama, po¬rém a sra. Fil-fil era teimosa e não fora possível.
— Você disse que ela estava com uma pistola? — pergun¬tou Harry.
— Sim, sidi. E uma caixa de balas. A senhora ficou acor¬dada quase a noite inteira, vigiando para ver se ninguém chegava perto da sua tenda. Acho que foi o velho sheik quem deu a arma para ela. Estava escondida num embrulho de pano.
Harry soube imediatamente a qual embrulho ela se referia, recordando-se de tê-lo visto nas mãos de Hermione, pouco antes de partirem.
— E por que ela me seguiu?
— Ela disse que precisava protegê-lo.
— Proteger-me! — exclamou ele, atirando as mãos para o alto, num gesto de impotência. — Contra uma força de mercenários profissionais com as melhores e mais moder¬nas armas?
Ainda resmungava quando subiu à sela de seu belo ca¬valo árabe. Fez um gesto para que os homens o seguissem.
Leila observou a partida, o olhar perturbado, o coração pesado. Se a ama não fosse encontrada com vida, temia que todos levassem a culpa, inclusive ela.
Alerta, Hermione aguardava uma chance de salvar a si mesma. Seu irmão, Marc, a aconselhara a jamais lutar com um homem armado; porém ela conhecia técnicas de defesa pessoal. Se conseguisse se aproximar o suficiente de Brauer, poderia ter uma chance de escapar. Não tinha o mesmo peso dele, mas contaria com o fator surpresa; não podia deixar passar nenhuma oportunidade. Uma vez que os homens retornassem, seria impossível fugir.
Kurt só voltou ao interior da tenda no início da tarde, acompanhado de três outros homens, todos armados até os dentes.
— Seu marido é teimoso — disse ele. — Mas não vai adiantar. Não consigo imaginar como ele tem a ousadia de querer me atacar com um punhado de homens a cavalo. Talvez imagine que ainda vivemos no século passado.
Brauer voltou-se e falou em alemão com dois homens, que partiram em seguida. Pouco depois, um motor começou a funcionar. O terceiro homem, o ruivo, permaneceu ao lado da mesa de Brauer.
— Para onde vai? — indagou ela.
— Está pensando que eu iria dizer a você? É muito otimista ou completamente ingênua, madame.
— Se acha que vou morrer de qualquer jeito, que dife¬rença pode fazer? — argumentou ela.
— Eric vai levá-la para um local no deserto, enquanto eu e meus homens preparamos uma pequena surpresa para seu marido. Foi uma experiência agradável conhecê-la, madame Potter, e uma pena que não tivéssemos mais tempo para fi¬car juntos.
— Vá amolar o boi!
Ele riu. Reuniu alguns papéis de sua escrivaninha e colo¬cou-os no bolso do casaco. Disse alguma coisa a Eric, que olhou para ela de uma forma que produziu arrepios de medo.
Brauer partiu e Hermione observou seu novo companhei¬ro. Ele era magro, com olhos intensamente azuis e cabelos avermelhados. Tinha uma faca em uma das mãos.
Esforçou-se a respirar normalmente e esperar pela melhor oportunidade para fugir. Obviamente ele era mais forte do que ela e estava armado. Tentou recordar tudo o que Marc lhe ensinara sobre defesa pessoal. Deixe o inimigo vir, pen¬sou ela, isso é uma vantagem. Use a própria força dele contra ele. Nunca tente lutar se puder fugir.
Do lado de fora da barraca soou o ruído de um veículo partindo.
Eric girou a faca na mão. Os olhos adquiriram um brilho cruel e um sorriso frio desenhou-se em seus lábios.
— Kurt disse para deixar você de uma forma que seu marido não esqueça nunca. Mas não disse que não posso aproveitar primeiro — declarou ele, com um tom que pro¬vocava náuseas.
Hermione permaneceu imóvel nas almofadas, as mãos cru¬zadas no colo. A boca parecia conter um chumaço de algo¬dão, de tão seca. As mãos, ao contrário, estavam úmidas. Pense, ordenava ela a si mesma. Pense e faça o que Marc faria.
O homem, cujo estado de alerta era relaxado pela ausên¬cia de movimentos e a aparência dócil de Hermione, deu de ombros e atirou a faca sobre a mesa. Aproximou-se dela com passos lentos e gingados, os olhos lúbricos com a antecipa¬ção do prazer.
Ela aguardou, tremendo, até que ele se curvasse para apanhá-la nos braços. Nesse instante, o pé calçado com a bota subiu e golpeou-o no peito, atirando-o contra a parede da tenda. No mesmo movimento, Hermione colocou-se de pé, deu dois passos até a faca, apanhou-a e saiu da tenda. Do lado de fora, correu na direção das montanhas.
Escutou o barulho que Eric fazia na areia atrás dela, pra¬guejando e gritando-lhe que parasse. A aba a estava atra¬sando, mas era impossível parar para tirá-la no momento. Continuou correndo, os pulmões ardendo com o esforço. Se conseguisse chegar às montanhas, talvez...
Porém, no deserto, a distância enganava muito. As mon¬tanhas encontravam-se mais distantes do que imaginara a princípio. Seus músculos começavam a dar sinais de fadiga e os pulmões encontravam cada vez mais dificuldade para captar o ar. Uma súbita rajada de vento atirou-lhe areia nos olhos, nas narinas e na boca. Era como se o deserto a qui¬sesse deter. Percebeu que seu perseguidor a alcançaria a qualquer minuto, agora.
Ah, Harry, eu devia ter obedecido a você e ficado no acampa¬mento, pensou ela.
Tropeçou e torceu o tornozelo. Lágrimas de dor e frus¬tração brotaram de seus olhos. Caiu, segurando firme o cabo da faca. Ele poderia apanhá-la, mas Hermione não preten¬dia entregar-se com facilidade.

Eric ria. Com o olhar confiante, diminuiu o passo e apro¬ximou-se com um sorriso escarnecedor e vitorioso. Sua presa desistira. Agora poderia fazer o que desejasse e antecipava os prazeres perversos que teria... quando sentiu um forte impacto no peito.
A mudança de expressão no rosto dele intrigou Hermione. Ele parou e os olhos azuis demonstraram surpresa. No mes¬mo instante ouviu-se um ruído que lembrava o estalido seco de fogos de artifício. Um jato de sangue jorrou dos lábios do atacante, que caiu de boca na areia, em frente a ela.
Mais além, Hermione divisou uma nuvem de poeira, um cavaleiro destacando-se à frente, cuja montaria era um belo garanhão de pêlo castanho-claro. Ele empunhava um rifle fumegante e, enquanto dava ordens, derrubou um dos de¬fensores do acampamento.
Instantaneamente a anarquia instalou-se na base dos mercenários. Os árabes cavalgavam como deuses em seus cavalos perfeitos, disparando mesmo a galope. Hermione nunca vira nada parecido. Os mercenários, apesar de esta¬rem melhor armados, correram para seus veículos.
Ela ergueu-se, para admirar a forma como cavalgavam aqueles homens, numa cena de proporções heróicas, uma tribo selvagem contra modernos guerrilheiros. Aquele ára¬be alto a fascinara. Um dos mercenários o atacou. Ele apeou e enfrentou o homem derrubando-o com certa elegância. O mercenário ergueu-se empunhando uma faca, que imedia¬tamente foi chutada para longe; um soco potente no rosto o colocou fora de ação. O cavaleiro apanhou a arma do inimi¬go e saltou para a sela com a destreza de qualquer caubói do Texas. Hermione ficou como hipnotizada.
Ele veio a galope na direção dela, sem diminuir a veloci¬dade. Inclinou-se na sela e com um braço firme apanhou-a pela cintura, colocando-a sentada à frente, em seu cavalo. O rosto estava coberto por um pano branco, e a cabeça en¬volta no turbante tradicional. Era a realização de todos os sonhos que ela tivera. Um sheik num garanhão, salvando a heroína de grande perigo no deserto...
Ele olhou para cima, os olhos verdes brilhando de raiva.
— Sua maluca! Eu devia ter deixado você com aquele cachorro alemão e aí você iria saber as conseqüências de não cumprir ordens — disse uma voz conhecida.
— Harry?! — exclamou ela, sentindo que poderia des¬maiar.
Ele baixou o pano, mostrando o rosto irado.
— Mulher imprudente! Como se eu precisasse de proteção... Ahmed!
Acrescentou uma ordem em árabe. Acenou com a mão, comandando os homens para fora do acampamento. Em poucos segundos, todos voltavam a galope por onde tinham vindo.
— Por que estamos indo com tanta pressa? — perguntou Hermione, entregando a Harry a faca, que ele colocou no cinto ao lado de sua adaga cerimonial.
— Porque ordenei um ataque aéreo nessas coordenadas — explicou ele. — Onde está Brauer?
— Ele saiu do acampamento antes que você chegasse — disse Hermione, ainda fascinada com a nova faceta do mari¬do, que ele tão bem ocultara por trás dos trajes urbanos. — Nunca vi ninguém cavalgar como você.
— Aprendi a lutar e cavalgar antes de aprender a falar inglês. Leila me disse que você veio para me proteger. Como você é preocupada... e o conceito que faz de mim não é muito lisonjeiro.
— Eu não sabia — admitiu ela, corando. — Você estava sempre de ternos caros e pensei que fosse um homem da cida¬de. Seu pai disse que você precisava de proteção, o que que¬ria que eu pensasse? Eu não sabia se esses seus guarda-costas iriam fazer direito o trabalho deles, portanto resolvi aju-dar. Eu não disse a verdade da primeira vez... Atiro muito bem.
— Não sei se reparou, mas eu tinha um exército de guer¬reiros calejados e veteranos comigo. Se quer saber, eu mesmo os treinei! Fui um dos poucos chefes de Estado que fi¬zeram o curso do SAS britânico e passaram na primeira ten¬tativa. Uni as tribos guerreiras do Quawi quando fugiram perante o ataque de Brauer, e organizei uma contra-revolução aqui — disse ele, de um fôlego só. — E você acha que eu preciso de proteção?
— Está bem, fiz uma besteira! Não precisa ficar esfregan¬do na minha cara!
Ele esporeou o cavalo, que aumentou a velocidade.
— Se eu tivesse chegado cinco segundos mais tarde, aque¬le excremento branquelo iria estuprar você.
— Quase consegui... quero dizer, na tenda eu consegui chutá-lo para longe. Saí correndo. Foi assim que escapei.
O rosto dele parecia petrificado. Estava quase tremendo de raiva, medo... e desejo. O corpo vibrava de prazer a cada contato com o de Hermione. Sentia-se poderoso como não se sentia havia anos. Talvez fosse a combinação do perigo com o alívio. Fosse o que fosse, ele desejava possuí-la ali mesmo.
— Como apanharam você?
— Eu estava tentando alcançar você, quando o cavalo empinou e me derrubou. Deus sabe por quê — contou ela. — Estavam sobre mim antes que eu percebesse. Brauer re¬solveu mandar aquele ruivo com a faca para me esfolar e me deixar no deserto por alguns dias. Depois iriam contar para você onde eu estava... Pensaram que eu fosse Brianne Hutton.
Harry quase ficou sem fôlego, imaginando o que teria acontecido a Hermione. Fora à coisa mais apavorante que já lhe acontecera. Depois assimilou o que ela dissera.
— Isso quer dizer que ele sabe que Brianne vem para cá.
— Sabe. E sabe muito mais. Seu chefe de segurança é um dos espiões dele, e o assistente do cozinheiro também — contou ela, rindo com o espanto do marido. — Ele pensou que eu ia morrer mesmo, por isso falou. Seu tio o está aju¬dando, também.
— Pois meu tio vai lamentar — afirmou ele, com olhar perigoso. — E você também vai lamentar por me ter feito passar esse sofrimento, hoje. Pensei que ele iria matá-la an¬tes que eu chegasse ao acampamento.
— Ele pensou mesmo nisso — disse ela, levando a mão ao maxilar.
— Ele bateu em você? Kurt Brauer bateu em você!
— Bem, eu também bati nele. Marc me ensinou a dar um soco com a mão fechada. Acho que ele ficou pior do que eu. E se eu enxergar aquele sujeito de novo, enfio uma bala na cabeça dele!
— Hermione... — murmurou Harry, abraçando-a. — Sua maluca. Maluca e corajosa.
Ela passou os braços ao redor do pescoço dele e apertou com força. Percebeu a excitação do marido.
— O sr. Brauer achava que você fosse incapaz com as mu¬lheres. Mas creio que não pensa mais assim.
Ela sentiu a alteração nas batidas do coração dele.
— O que você disse para ele?
— Que minha criada iria rir muito se escutasse o que ele pensava. E é verdade... Leila pensa que nós já...
— Já o quê?
— Você sabe...
— Acho que agora não seria uma boa hora para... isso — disse Harry, encarando-a.
— Por que não?
— Porque estou com raiva de você. Eu não conseguiria ser delicado, mesmo se pudesse.
— Acho que eu não iria me importar — murmurou ela. — Não iria me importar com a forma que você escolhesse para fazer amor.
O corpo forte estremeceu. Ele curvou-se, sem se impor¬tar com o resto do mundo. Beijou-a com urgência. Ali mes¬mo, a galope. Hermione correspondeu, abrindo os lábios e acolhendo-o com entusiasmo. O ardor de Harry tornou-se mais veemente e ela quase protestou. Se ele não a podia possuir quando estava calmo, talvez a fúria que sentia pu¬desse operar o milagre.
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Continua...

Bjus a tds...

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