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26. “é tão fácil me ignorar, não?"


Fic: UM VIZINHO PERFEITO- H-Hr---U.A.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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NA:Como prometido capítulo 26!


Divirtam-se! :D


 


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Capítulo26: “...é tão fácil me ignorar, não?”.


 


 


 


Hermione lamentou que a viagem até Carlisle hou­vesse deixado Harry de mau humor. Algo que, segundo vinha notando, ainda não havia mudado mesmo depois de eles haverem retornado para Londres havia uma semana.


Harry era uma pessoa dificil. E ela aceitava isso. Agora que sabia tudo pelo que ele havia passado, e tudo que haviam feito a ele, não conseguia ver muita possibilidade de ele agir de modo diferente.


Para um homem com tanta sensibilidade, seria preciso um longo tempo até que fosse possível ele voltar a confiar em alguém. E talvez mais tempo ainda para se permitir sentir algo mais profundo por alguém.


Mas ela poderia esperar. Por mais que isso does­se. Não conseguia deixar de lamentar quando ele a deixava e partia de maneira súbita, ou quando ele se isolava, usando o trabalho como desculpa. Ultimamente, Harry também havia adquirido o estranho hábito de tocar sax em horários inusi­tados, como se aquilo fosse uma espécie de desa­bafo que precisava ser posto para fora no exato momento em que algo o afligia.


 


 


Hermione tentou se convencer de que o trabalho devia estar causando problemas para ele, embora Harry nunca mais houvesse falado a respeito dele com ela. Talvez ele imaginasse que ela não fosse capaz de compreender toda a angústia que envolvia o ato da criação artística. Embora isso a magoasse, convenceu-se de que seria melhor aceitar a opção e o silêncio de Harry. Sempre havia conseguido mentir melhor para si mesma do que para os outros.


Seu próprio trabalho havia tomado um novo rumo e estava exigindo mais tempo e energia de sua parte. A reunião que ela havia tido com Sirius Black, seu empresário, antes de partir para Carlisle havia sido importantíssima, ele foi brilhante na negociação, mas ela não a mencionou o desfeixo para ninguém. Talvez fosse um pouco de superstição de sua parte, concluiu ela, descendo do táxi diante de seu prédio, mas era assim que ela preferia agir. Não quisera contar nada a ninguém antes de ter certeza de que o negócio seria fechado. Mas agora tinha certeza.


Levando a mão ao peito, sentiu as batidas fortes de seu coração. Então ouviu seu próprio riso. Sim,agora tinha muita certeza, e mal podia esperar para contar para todo mundo.


Talvez até oferecesse uma festa para comemo­rar. Uma festa animada, com muita música e ri­sos. Ah, e também com champanhe, balões colo­ridos e caviar.


Como que já entrando no espírito da festa, subiu os degraus que levavam à entrada meio que dan­çando. Precisava ligar para seus pais, para o res­tante da família e também teria de contar a Luna, para que as duas pudessem trocar um daqueles grandes abraços cheios de entusiasmo.


Mas primeiro, teria de contar a Harry.


Respirando fundo, bateu com animação à porta do apartamento dele. Sabia que ele estava traba­lhando, mas isso era algo que não poderia esperar. Ele iria entender. Eles tinham de comemorar. To­mar champanhe no meio da tarde até ficarem zon­zos e depois fazer amor loucamente.


Quando a porta se abriu, um sorriso radiante iluminava o rosto dela.


- Olá! Acabei de voltar de uma reunião e você não vai acreditar no que aconteceu.


Harry estava com a roupa amassada e a barba crescida. Lamentou o fato de que um simples olhar para Hermione pudesse fazê-lo esquecer completamen­te de sua peça.


- Estou trabalhando, Hermione.


- Eu sei. Sinto muito, mas é que acho que vou explodir se não contar a alguém. - Segurou o rosto dele entre as mãos. - De qualquer maneira, parece estar mesmo precisando de um descanso.


- Estou no meio da elaboração de uma cena importante... - Ele começou, mas Hermione continuou a falar.


- Aposto que ainda não almoçou. Por que não comemos sanduíches enquanto eu...


- Eu não quero nenhum sanduíche. - Harry notou que o tom de sua voz se alterara, mas não se importou com isso. - Não tenho tempo para comer agora. Quero trabalhar.


- Mas você precisa se alimentar. – Abrindo a geladeira, Hermione começou a procurar algo que pudesse preparar para eles. Então ouviu Harry subindo a escada.


- Oh, droga.- resmungou com um suspiro desanimado e foi atrás dele.


- Tudo bem, vamos esquecer o sanduíche. Pre­ciso apenas lhe contar como foi meu dia. Pelo amor de Deus, Harry, este escritório está escuro feito uma tumba.


Instintivamente, ela foi até a janela, com a in­tenção de afastar as cortinas.


- Mas que droga, Hermione! Deixe as coisas como estão!


Ela parou de repente, soltando a cortina deva­gar. Notou que Harry já havia sentado nova­mente diante do computador, voltando a se isolar do resto do mundo. Iluminado apenas pela lâm­pada sobre a mesa e com uma xícara de café dei­xada de lado, Harry continuou a trabalhar, man­tendo-se de costas para ela.


Naquele momento, nada do que ela dissesse im­portaria para ele.


- Para você, é tão fácil me ignorar, não? - protestou Hermione, magoada.


Harry manteve a mesma postura, recusando­-se a se sentir culpado.


- Não é fácil. Mas, no momento, isso é necessário.


- Claro, você está trabalhando, e é mesmo muita ousadia de minha parte interromper um gênio cria­dor, não é mesmo? Alguém cujo trabalho grandioso eu simplesmente não tenho condições de entender.


Irritado, Harry se virou para ela.


- Você consegue trabalhar com pessoas fazendo algazarra à sua volta, eu não.


- Não se trata disso - continuou Hermione, no mesmo tom indignado. - Você também já me ignorou em outras situações que não diziam respeito a trabalho.


Harry empurrou o teclado para o lado.


- Não quero discutir com você, Hermione.


- Sim, claro. Tudo depende do seu estado de humor: se quer ficar comigo ou sozinho, se quer conversar ou ficar quieto, ou se quer me tocar ou me mandar embora.


A voz de Hermione revelou um tom definitivo que deixou Harry apreensivo por um instante.


- Se isso não a estava agradando, deveria ter dito antes.


- Você tem razão. Está absolutamente certo. Pois agora isso não está me agradando, Harry. Não gosto de ser tratada como se eu fosse uma pessoa inconveniente, à qual você só dá atenção quando isso o interessa. Não me agrada ver as­suntos que são tão importantes para mim sendo considerados como coisas menores diante da "grandiosidade" do seu trabalho.


- Hermione, pelo amor de Deus. Você quer mesmo que eu pare de trabalhar para ouvi-la falar como foi seu dia de compras enquanto comemos sanduíches?


Ela abriu a boca, mas fechou-a em seguida. Não sem antes emitir um breve som de mágoa.


- Desculpe-me. - Furioso consigo mesmo, Harry ficou de pé. Hermione continuou olhando-o como se houvesse levado uma bofetada.


- Estou tendo de me esforçar para conseguir terminar esse roteiro e estou impaciente por isso. - Passou a mão pelos cabelos ao notar que ela não tivera nenhuma reação.


- Vamos lá para baixo.


 


- Não, eu preciso ir. - Hermione decidiu ir embora, antes que acabasse passando pela situação ridí­cula de chorar na frente dele.


- Preciso dar al­guns telefonemas, e estou com dor de cabeça - acrescentou, massageando a têmpora.


- Acho que preciso de uma aspirina.


Ela fez menção de sair, mas parou ao sentir a mão de Harry em seu braço. Foi então que ele notou quanto ela estava trêmula.


- Hermione, eu...


- Não estou me sentindo bem, Harry. Vou para casa me deitar um pouco.


Desvencilhando-se dele, ela se encaminhou para a porta. Harry se encolheu ao ouvi-la bater.


- Seu idiota - ralhou consigo mesmo.


Aborrecido, perambulou pelo aposento manten­do as mãos nos bolsos. Por fim, aproximou-se da janela e afastou as cortinas.


O sol intenso o fez estreitar o olhar. Talvez ele estivesse mesmo muito isolado do que se encontrava do outro lado daquela janela, pensou. Mas traba­lhava melhor assim, sem ter de dar explicações sobre seus hábitos de trabalho para ninguém.


Ainda assim, não precisava ter magoado Hermione daquela maneira. O problema fora ela haver apa­recido feito por um furacão, e no pior momento possível. Ele estava em meio a um momento de intensa concentração, com as falas e as atitudes das personagens fervilhando em sua mente.


Não havia dispensado ou ignorado Hermione. Como diabos seria possível ignorar alguém que ocupava a maior parte de seus pensamentos ao longo do dia?


 


Contudo, era isso que vinha tentando fazer, não era? Ignorá-la.


E deliberadamente, desde aquela conversa com Daniel Blake, em Carlisle.


No íntimo, sabia que o velho estava certo, por mais que detestasse ter de admitir isso. Sim, estava apaixonado por Hermione. Mas se continuasse tentan­do negar o sentimento, mantendo-o o mais de lon­ge possível de seus pensamentos, talvez ele de­saparecesse por si só.


Não queria se arriscar no amor novamente, não depois de saber com tanta precisão o que aquele sentimento era capaz de fazer a uma alma e a um coração. Não iria se permitir ficar vulnerável mais uma vez. Não poderia.


Fechou as cortinas com um gesto súbito, dizendo a si mesmo que iria superar aquilo. Logo as coisas voltariam a se equilibrar e ambos ficariam mais felizes.


 


 


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NA: Nunca vi pessoa para ter tanta competencia para ser um verme-cego como o Harry, kkkk!


Vai gostar de dificultar as coisas lá na China, né?kkk!


Até logo! :D

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