Capítulo 12: Confusões no campo de quadribol
Dezembro de 1998.
Era pouco mais de sete da manhã quando Ted finalmente acordara. Virou-se para o padrinho com dificuldade e sorriu. O coração de Harry derreteu.
- Mas que linda maneira de começar o meu dia! – ele sussurrou para o afilhado, dando um beijo na bochecha do bebê. Pegou-o no colo e levantou-se com ele, chamando Monstro para mais uma mamadeirada. O elfo não demorou a trazer o leite, que Ted tomou tudo com impressionante velocidade. – Você ainda vai me matar com essa mania, garoto!
Ted sorriu para o padrinho, satisfeito, virando-se logo depois para Hermione, que ainda dormia profundamente na cama. Harry sinalizou que ficasse quietinho até saírem do quarto.
- Por que não me acordaram? – perguntou Hermione duas horas mais tarde, encontrando-os brincando nos jardins de Hogwarts.
- Fomos dormir tarde – ele respondeu sem olhá-la. – Você precisava de um pouco de sono.
Ela pareceu encabulada por um momento, mas logo se recompôs.
- Ora, que bobagem! – a garota sentou ao lado do moreno, passando a brincar com o garotinho também – Trouxe Ted porque queria passar mais tempo com ele também.
- Eu sei, me desculpe.
Harry simplesmente não tinha coragem de olhá-la. A madrugada que passaram juntos fora... “Incrível” seria uma palavra ideal, mas o rapaz ainda remoía o pedido ofegante da moça:
“Estará livre de sua promessa essa noite se me garantir que ninguém saberá ao amanhecer”.
Ele pensara que não se arrependeria disso ao raiar do dia, mas enganara-se. No instante que largara os lábios de Hermione, soube que nunca deveria ter concordado com tamanho absurdo. Hermione apenas deixara-se levar pelo momento, pelas declarações e pela repentina paixão. Ela não o amava... Apenas o desejara por uma noite.
Suspirou derrotado, tentando convencer a si mesmo que não adiantava mais pensar naquilo. Passara rapidamente, e tinha certeza que Hermione faria de tudo para que ficasse onde ficou: no passado.
- Harry! – ele despertou assustado – Ainda está na Terra?
- Sim. O que foi?
- Ted, Harry! – ela falou animada – Engatinhando!
Rapidamente voltou-se para o afilhado, que se equilibrava temeroso nas mãos e joelhos. Olhou para o padrinho, como se implorasse por ajuda.
- Vem aqui, garoto! Uma mão – ele gesticulou bem devagar – na frente da outra.
O menininho gemeu e rendeu-se, voltando a ficar sentado.
- Ah! – Harry suspirou – Ainda não foi dessa vez.
- Ele já fica de pé sozinho – observou Hermione. – Por que será que tem medo de ficar de quatro? Supostamente é mais seguro, não?
- Não sei.
Hermione tomou uma pedra das mãos do garotinho, que gemeu insatisfeito.
- Espere, menino apressado! – ela tirou a varinha do bolso e murmurou um feitiço na pedra – Lapifors!
Um coelho transfigurado pulou da mão da moça, pegando Ted de surpresa.
- Oohh... – murmurou o garoto, admirado com o animal que pulava sem parar ao seu redor.
Passaram as horas seguintes vendo o garotinho se divertir com o coelho inalcançável. Andrômeda apareceu na hora combinada, levando um choroso Ted Lupin para longe de Harry, que assistia o choro do afilhado com o coração partido.
- Você é um bobão, Harry! – Gina comentou enquanto viam a mãe de Tonks sumir à distância – Tenho medo de como serão seus filhos. Provavelmente não largará deles!
- Não duvide disso nem por um segundo – ele brincou, arrancando risadas da moça e de Hermione. – E onde está Rony? Não o vejo desde ontem de manhã.
- Sabe que eu também não? – reparou a ruiva.
Hermione parecia hesitante.
- Deve estar por aí, não é? – ela tentou disfarçar – Sabem como Rony tem a cabeça na lua...
Ela pronunciara as últimas palavras com amargor. Harry e Gina a olharam curiosos.
- O quê?
- Nada – responderam juntos, já reconhecendo o mau-humor da amiga.
- Vamos? – Gina chamou o rapaz.
Ele confirmou.
- Vão onde?
- Jogar quadribol – Harry respondera. – Concordamos que precisamos espairecer.
- Espairecer de quê?
- Longa história – Gina respondera ao olhar curioso em sua direção. Hermione voltou-se para Harry, que logo respondeu.
- Não dormi direito esta noite – ele simplesmente respondera, olhando profundamente aqueles olhos cor-de-mel. Hermione enrubescera.
- Ah... Certo.
E tomou um rumo diferente dos amigos.
- O que está fazendo aqui? – perguntou surpresa assim que o avistou.
- O mesmo que você.
- Acho que não entendi.
- Vim falar com Gina – Draco respondeu impaciente.
- Gina? – debochou – Não é “Weasley”?
- Ah, cale a boca! – Hermione riu de seu mau-humor, mas revidou rapidamente – E você? Esperando seu namorado?
A jovem corou furiosamente.
- Harry não é meu namorado! Ele é meu amigo, Malfoy, e você está careca de saber disso.
- Eu sei, eu sei... – ele parecia mais calmo – Mas tem que concordar comigo: você passa mais tempo com ele do que com o seu outro namorado.
- Pare de dizer que Harry é meu namorado, droga! Nós somos apenas amigos!
- Claro que sim – ironizou.
- Afinal, – ela tratou de mudar de assunto – o que quer com Gina?
Ela o viu levantando-se, e passou a olhar para o mesmo ponto que ele. A ruiva voava rapidamente na direção dos dois, na arquibancada mais alta do estádio de quadribol, parecendo extremamente irritada.
- Vou tomar uma atitude que você ainda não tomou com Potter, Granger. – ele falou confiante, sem tirar os olhos de Gina – Assista e aprenda.
- O que está fazendo aqui? – Gina gritava furiosa – O que diabos pensa que está fazendo aqui?
- Ei, calma!
- Calma, uma ova! Você me deixou esperando por horas ontem à noite! – ela o empurrou sem nenhuma delicadeza – O que aconteceu? A famosa covardia dos Malfoy apareceu novamente, foi?
Harry pousou tranquilamente ao lado de Hermione, parecendo tão surpreso quanto a amiga.
- O que aconteceu? – sussurrou para a morena.
- Até onde entendi, Malfoy veio falar com Gina, mas ela está furiosa porque ele a “deixou esperando” noite passada.
O moreno já ia fazer outra pergunta, mas assustou-se com o tom da ruiva.
- Como assim só agora consegue falar?! Você é um imbecil, Malfoy!
- Pare de me chamar assim! Faz com que eu me sinto menor do que um verme!
- É o que você é! Um verme! Um patético, desprezível, arrogante...
Anos se passariam, mas quando o grupo se reunisse mais uma vez, nunca saberiam dizer quem ficara mais surpreso com a atitude de Draco Malfoy. O próprio loiro diria, anos mais tarde, que apenas cansara de ouvir Gina tagarelando e perdera a paciência. Harry e Hermione, por outro lado, diriam que os dois ainda ficaram menos surpresos que a caçula Weasley...
- Estou mesmo vendo isso? – Harry gaguejou.
- Acho que eu também estou... – Hermione murmurou.
Draco calara Gina Weasley com um apaixonante beijo na boca.
- Aposto um murro, como aquele que você deu no Malfoy no terceiro ano.
Hermione rira. Ela e Harry estavam apostando em como ficaria Gina assim que se recuperasse do “choque”. Draco tentara falar com ela, fazê-la dizer alguma coisa, mas nada. Ela apenas o olhava, estática, incapaz de alguma reação. O loiro a levou para longe dos morenos, que riam da situação.
- Querem parar? – ele dissera a beira do desespero – Isso é sério!
O casal riu ainda mais, aconselhando-o a sentarem longe deles.
- Eu aposto em mais gritos...
Harry riu.
- Você não pode estar realmente feliz com isso, Harry! – ela comentou a certa altura, ligeiramente surpresa – Ela é sua irmã caçula, não é?
- O que quer dizer?
- Estou querendo dizer que Draco Malfoy acabou de beijar sua irmãzinha, Harry! Ou você ainda não percebeu?
- Já, sim – ele ria. – Mas vou deixar Gina dar o primeiro soco nele. Se ela não o fizer, juro que dou um com gosto!
Hermione sorrira, mesmo negando com a cabeça em desaprovação.
- Queria mesmo falar com você... – ela recomeçou, tímida – Você demorou a notar que eu estava aqui hoje.
- Não demorei – ele falou sério, evitando olhá-la. – Te vi no instante que sentou aqui.
- E por que não veio falar comigo?
- Porque não sabia o que dizer.
Os olhos verdes fixaram os castanhos seriamente. Hermione tremeu com aquele olhar.
- Não sei se quero falar sobre... – ele hesitou – Aquilo.
A moça se surpreendeu.
- Engraçado... – ela disse com a voz fraca – Eu achei o contrário: que você estaria se coçando para falar sobre isso.
- E eu achei que você quisesse esquecer.
Ela engoliu em seco.
- Eu nem sei por onde começar a te pedir desculpas...
- Não comece – ele interrompeu. – A última coisa que quero são desculpas.
- Mas Harry... – suplicou – Tem tanta coisa que eu tinha que contar...!
- Então conte, não diga desculpas.
- Harry... – os olhos dela marejaram – É tão injusto com você! Eu não podia... Eu não sabia se era certo... A última coisa que quero é te magoar!
- Hermione! – o rapaz segurou os braços da jovem com firmeza, olhando-a confusamente, sem entender nada. – Do que está falando?
E ela murmurara apenas uma palavra:
- Rony...
- Vamos, Gina! Diga alguma coisa! – ele murmurava desesperado – Prometo te dar uma barra de chocolate gigante! Mas só se falar comigo!
- Acredite em mim, eu vou cobrar...
Nem viu o tapa chegar. O rosto ardeu por um bom tempo antes de voltar-se para a ruiva novamente.
- Ficou louca?
- Olha quem fala! – rebateu furiosa – Tem noção do que fez?
- Claro que tenho!
- E por que o fez?
Draco respirou fundo, ousando sentar mais próximo a ela.
- Vamos imaginar uma situação hipotética... – ele começou, já sentindo o nervoso se aproximar. Gina o olhou surpresa. – Imagine um garoto como eu saindo com uma garota como você. Pensou?
Ela confirmou, os olhos arregalados, porém temerosos.
- Pois é. Imagine que os dois fiquem amigos certa tarde, enquanto comem doces na praça de Hogsmeade. A garota hipotética recusa um pedido para sair do garoto hipotético porque está hipoteticamente apaixonada por ele... Acompanhou até aí?
Draco não soube decifrar seus olhos. Surpresa? Raiva? Paixão?
- Então a garota hipotética diz que está apaixonada pelo garoto. – ele continuou mesmo sem permissão – O garoto hipotético fica em choque, sem saber o que está realmente acontecendo, mas chama a garota na mesma noite para terem uma conversa. Ele não aparece, porque, hipoteticamente falando, está com medo da decisão que tomou. O garoto acha que foi tudo muito rápido, e que eles devem conversar primeiro, antes de tomarem uma decisão louca e absurda.
- Vá direto ao ponto.
O loiro assustou-se com o tom rígido da moça. Hesitou antes de declarar:
- Eu não dormi noite passada, por causa daquilo que me disse...
Ele largara as situações hipotéticas. “Finalmente!”, ela pensou.
- E não fui te encontrar noite passada porque sou um covarde – confessou. – Mas vim aqui pra te falar tudo o que eu já tinha decidido, mas que fui idiota o suficiente por adiar um dia.
Gina tremeu quando ele segurou delicadamente suas mãos.
- O que você diria se eu a pedisse em namoro?
Ela puxou as mãos de volta, assustada.
- Diria que ficou louco!
- E depois?
Aquele olhar penetrante a desarmou.
- Malfoy...
- Por Merlin! Me chame de Draco.
- Ok... – ela sorriu fino – Draco...
- Bem melhor.
- Isso não muda quem somos.
- E quem nós somos?
- Preste atenção no que está dizendo! – falou aflita – Eu sou uma Weasley! Você é um Malfoy! Nada poderia dar certo entre a gente!
- E como você sabe?
- Pare de romantizar as coisas! – ela levantou-se, o desespero tomando conta de si – Malfoy, o que eu disse ontem não foi para causar pena ou para tentar ser sua namorada! Ao contrário: foi um pedido declarado para que se afastasse de mim! – ela respirou fundo, tentando controlar o nervoso – Eu estava louca quando pensei em ter alguma coisa com você.
- Por quê?
- Porque é o certo! Nossas famílias são inimigas! E eu... – hesitou – Eu não amo você!
Ele a encarou seriamente.
- Como vou saber se não está mentindo para se afastar de mim?
- Não vai...
Virou-lhe as costas, pronta para ir embora e fingir que tudo o que acontecera fora produto de sua fértil imaginação. Desceu a longa escadaria do estádio rapidamente, e ao ver que Draco não a seguia, arriou no chão, soltando as lágrimas que teimavam em sair.
- Não seja idiota! – murmurou chorosa – Nunca daria certo.
Ela levantou-se cambaleante, sentindo a consciência pesar a cada passo que dava em direção ao castelo...
“Querido diário,
Ainda acho ridículo chamá-lo de querido, mas não consigo perder o costume. Onde estava com a cabeça quando comprei isso? Ah, é mesmo! Estava tentando tirar o beijo de Harry da cabeça! Faz mais sentido agora. Eu nunca, em sã consciência, compraria algo que me denunciasse...
Deixando as enrolações de lado, tenho que registrar mais uma coisa que não me sai da cabeça. Mas é uma história longa... *suspiros* Ontem trouxe Ted Lupin para o castelo, para que comemorasse o aniversário de oito meses ao lado de Harry. Ah... Ele ficou tão feliz! Aqueles olhos verdes que sempre admirei pareciam brilhar a cada nova traquinagem do afilhado! Juro que pensei várias vezes em pedir para Harry me deixar ser madrinha de Teddy, mas tenho medo de sua reação. Talvez ele queira que a madrinha do menino seja uma mulher com que ele vá se casar, ou coisa assim... Melhor esquecer isso por enquanto.
Enfim, trouxe Ted para o castelo e passei a noite com ele e com Harry. Algumas pessoas ficariam surpresas se eu lhes dissesse que há tempos não fico remoendo o fato de compartilhar a mesma cama que meu melhor amigo. Eu devia, mas não fico. Harry me surpreende todos os dias com seu cavalheirismo e amizade inabaláveis. Ele me respeita tanto, que às vezes fico frustrada por ele não reparar nas minhas vestes novas de dormir!
Estou enrolando novamente... Ok, direto ao ponto desta vez: Harry e eu nos beijamos nesta madrugada! Merlin, fico encabulada só ao relembrar... Não foi apenas um toque de lábios, ou um selinho. Foram vários (eu disse vários!) BEIJOS! Cada um de tirar o fôlego... E mesmo quando estava exausta demais para continuar, eu simplesmente o agarrava de novo, implorando por mais... Droga! Estou nervosa agora! Não devia pensar essas coisas a respeito de meu amigo, mas parece que é melhor do que lembrar...
E agora, o motivo para eu ter me rendido a Harry: Rony está me traindo. Com Luna. Provavelmente há meses, mas prefiro não descobrir. Pode me dar náuseas!
E é isso. Nesse momento estou trancada em meu quarto, escrevendo neste caderno idiota coisas que eu deveria estar contando PARA HARRY neste instante! Sinto-me um lixo, culpada por ter usado meu amigo em uma vingança pessoal, mesmo sabendo dos sentimentos que ele sente por mim. Eu poderia me jogar da sacada agora por fazer sofrer aquele que é mais importante e especial na minha vida! Acho que no fim não seria de todo ruim: Rony ficaria com sua preciosa Luna, Harry poderia enfim reatar com Gina, e todos viveriam felizes para sempre...
Agora tenho medo de olhá-lo nos olhos... E ver a raiva e o remorso que ele tem o direito de sentir. Tenho medo que ele me ignore, arrependido por ter concordado em não falar nada sobre essa madrugada. Ou pior: tenho medo que ele finja que nada aconteceu, assim como eu lhe pedi...
Merlin! Por que eu simplesmente não decido o que estou sentindo? Como ainda estou confusa com meus sentimentos?
Rony é louco por Luna (e eu pude ver isso à distância!), mas ainda assim não consigo terminar com ele.
Harry é louco por mim (e eu devia achar isso a coisa mais estranha do mundo!), mas também não consigo afastá-lo! Porque ele é, de longe, a pessoa com quem eu mais me importo nesse mundo! E ainda assim, meu coração me diz com todas as letras: VOCÊ NÃO O AMA!
Oh, Merlin! É pecado querer se apaixonar pela pessoa certa, e não conseguir? É pecado ter a pessoa certa somente como melhor amigo? É errado achar que ele é o cara certo para mim, e mesmo assim não amá-lo?
Um sinal dos céus seria ótimo, viu?
Obs.: Estou indo falar com Harry. Preciso de seu colo...”
Harry terminou de ler pela segunda vez e ainda não acreditava no que seus olhos viam. Um diário... Um autêntico caderno com os possíveis segredos e sentimentos mais profundos de Hermione... Não era falso, muito menos fora feito naquele dia, isso ele comprovara. Folheara diversas vezes, e encontrara seu nome em quase todas as páginas ali escritas. ''Desde agosto'', ele notara.
“O dia com Harry foi ótimo!”.
“Harry me fez uma surpresa no dia de meu aniversário!”.
“Harry me comprou um livro fantástico!”.
“Harry e Gina estão juntos agora. É o certo, não é? Então por que me sinto mal com isso?”.
- Não é uma boa ideia ler o resto – ela comentara, a voz fraca por causa do choro.
- Tarde demais.
Ele folheou mais um pouco, sem parar muito tempo em uma data. “Ainda me lembro do beijo que Harry me deu em Hogsmeade...”, ou “Rony deveria tomar aulas de romantismo com Harry!”, eram trechos quase constantes naquelas páginas, e Harry não tinha certeza do que sentir. Alegria? Afinal era deveras popular na mente de sua amiga... Tristeza? Vez ou outra ela comentava o quanto sofria por ele estar apaixonado...
- Então eu sou o cara certo para você? – ele resolveu perguntar, minutos depois, quando percebeu que não aguentaria ler mais nada – E você não consegue se apaixonar?
Os olhos da jovem marejaram mais uma vez.
- Perdoe-me...
- Já disse que não quero suas desculpas – ele cortou rapidamente. – Eu apenas quero entender tudo isso...
- Harry... Eu não consegui te contar...
- Me contar O QUE, exatamente, Hermione? – ela assustou-se com teu tom indignado – Que Rony e Luna têm um caso? Que você me usou para esquecer o fracasso de seu namoro? Que ontem a noite não passou de uma vingança contra Rony?
- Harry...
- Não! Esqueça! – ele interrompeu – Eu não quero saber!
E saiu bruscamente do quarto da monitora, batendo a porta com força antes de sair.
- Ei, Malfoy! – o loiro gelou ao reconhecer a voz. “Não, não deve ser ela. Faz poucas horas que discutimos!”. Indeciso se deveria virar e comprovar que era quem pensava, acabou por ficar no mesmo lugar, fingindo não ter ouvido. – Doninha! Estou chamando você!
- Já falei para não me chamar de do... – virou-se furioso.
Gina aproximou-se com um sorriso superior, e Draco ficou sem ação.
- O que quer? – ele perguntou fingindo normalidade.
- Minha vassoura – ela disse simplesmente. – Está com você?
Hesitou.
- Não. Deve estar com Potter. Já perguntou a ele?
- Nem o encontrei ainda. – ela comentou – Achei você primeiro, mas já que não está com ela... Obrigada!
E deu-lhe as costas, indiferente, caminhando tranquilamente pelo corredor.
- Quem é você – ele sussurrou para si mesmo – e o que fez com Gina?
Pelo visto ele estava longe de conhecer a verdadeira Ginevra Weasley...
“Querido diário,
Ainda me irrito com a ideia de chamá-lo de querido!
Hoje tive um dia tranquilo. Tão tranquilo que ainda estou me perguntando o porquê de estar escrevendo aqui... Acordei com Harry tentando afinar o violão que ganhou em seu último aniversário. Ele ainda não descobriu quem deu o presente, mas jurou que assim que aprendesse a tocar, iria agradecer pessoalmente. Ainda duvido que ele vá descobrir quem foi algum dia... Enfim, saímos do quarto quase nove da manhã, que foi quando Harry impacientou-se e quebrou uma corda. Ri de sua cara e ele concordou que estava de mau-humor por causa da fome.
Encontramos Rony e Gina no Salão Principal, e eles encheram Harry de perguntas do tipo ‘por que você não dormiu no dormitório esta noite?’, e coisas assim. Ele foi magnífico ao desviar-se das perguntas. Acho que estou aprendendo a ser atriz com ele! *risos* Depois chamei os dois para um passeio pelo lago, mas disseram que estavam atrasados com um dever de feitiços que não me recordo. Eu percebi os dois tomando rumos diferentes da biblioteca ou do salão comunal, mas não liguei, pois Harry me prometeu aprender uma música no violão até o fim do dia. Ainda estou esperando, é verdade, mas não cobrarei essa promessa. Sei que não será possível, a não ser que ele me venha com 'parabéns pra você'!
Passeamos pelo lago quando ele quebrou outra corda, ajudamos Dênis Creevey a completar seu álbum de 'Coisas Estranhas Encontradas em Hogwarts' (Harry lhe mostrou seu dragão transfigurado, peça que ganhou como pista no Torneio Tribruxo), eu ajudei Harry em um dever de Poções que ele teimava em não fazer... Acho que só. Não me recordo de mais nada.
Eu agora estou jogada em minha cama, escrevendo neste caderno sem-sentido, enquanto Harry quebra mais uma corda e olha para mim com uma careta indignada que me faz rir... Há tempos que ele me pergunta 'o que diabos estou fazendo', mas eu apenas digo 'brincando' que estou escrevendo um diário e falando dele o tempo inteiro!
Como será a reação dele se descobrir que é verdade?”
Harry lembrava-se daquele dia. Fora mesmo um dia tranquilo, e suspeitava que tivesse marcado ele e Hermione porque não estavam acostumados a um dia calmo em Hogwarts...
Estava sentado em algum lugar isolado dos jardins desde que quase discutira com a amiga. Só percebera que ainda estava com o diário minutos depois que chegou, ainda furioso por não saber o que sentir ou pensar de tudo aquilo. Folheara ainda mais o caderno a fim de se acalmar, mas ficava mais aflito a cada linha que encontrava seu nome. E não eram poucas! O trecho que terminara de ler era apenas um dos milhares de textos que Hermione falava sobre ele, ou como fora o dia com ele, ou como se sentia quando estava com ele...
- Merlin! O que isso tudo quer dizer?!
Lembrava-se da última discussão com a garota, e nas palavras que se arrependera amargamente de falar, pois querendo ou não ele havia entregado seu plano: “Que meu coração ainda é seu... Principalmente agora que eu sei que está se apaixonando.”. Seria isso, afinal? Hermione estaria se apaixonando, e por isso falava dele com tanta frequência? Isso explicava a confusão da moça a respeito de seus próprios sentimentos, e da amargura de não amá-lo. Ela poderia estar se apaixonando, mas seu coração nunca confundiria tal sentimento com amor.
“Harry me fez uma surpresa no dia de meu aniversário! (...) e descobri que foi ele quem deixou a misteriosa pulseira na minha mesinha de cabeceira. Um gesto simples que passaria despercebido a muitas garotas, mas não a mim. Harry me conhece bem demais... Ele sabe que provou, de verdade, que ME AMA, pois mesmo com tantos trabalhos e treinos de quadribol, ele ainda se lembrou dessa 'data especial', mesmo quando até eu tinha esquecido!
O presente comprado em Hogsmeade há mais de um mês será uma eterna lembrança dessa prova...”.
E Harry sentiu o coração encher-se de esperança...
Uma esperança que ele acreditava quase perdida...
- Harry! – Gina o chamou assim que chegou ao Salão Principal – Onde esteve?
- Por aí...
A ruiva bufara, indecisa se aceitava uma resposta tão vaga. Pareceu ignorar instantes depois.
- Está com minha vassoura?
- Não. – perguntou confuso – Não a esqueceu com Malfoy?
Ela negou.
- Deve ter deixado no estádio, não? – sugeriu – Estava tão ocupada com Malfoy...
Harry desviou-se de seu tapinha furioso a tempo.
- O quê? Vai me dizer que não aconteceu mais nada?
Gina parecia impaciente com suas brincadeiras.
- Foi pior do que imagina – ela confessou. – Mas falo depois. Vou atrás de minha vassoura.
- Ah, Gina! – ele a chamou antes de ir – Você viu a Mione por aí?
- Não a vejo desde essa tarde no campo de quadribol. Por quê?
- Nada – ele dera um sorriso, disfarçando. – Preciso devolver o caderno.
Mostrou o diário e Gina pareceu convencida, dando de ombros e indo até a saída do castelo. Deu um suspiro ao pensar que, se realmente conhecia Hermione, ela não teria saído do quarto desde que ele a deixara lá. Andou sem pressa até o seu quarto de monitora e se surpreendeu.
- Ok, talvez eu não a conheça cem por cento. – ele declarou para o quarto vazio. Foi deixar o caderno na mesinha de cabeceira quando viu uma foto do trio. Um arrepio passou por sua espinha ao lembrar-se de Rony... Ele ainda era namorado de Hermione, mesmo tendo um caso com Luna. Talvez os dois estivessem juntos... – Eu só não te arrebento, Weasley, porque eu e Mione estamos quites com você! – ele sussurrou, tentando controlar a raiva repentina – E porque você a faz feliz. Se algum dia isso mudar...
Assustou-se com um grito vindo da porta. Harry olhou rapidamente para a origem do som e encontrou Hermione com a mão no peito, a respiração irregular com o susto.
- O que está fazendo aqui? – ela perguntou nervosa.
Harry mostrou-lhe o diário e o colocou na escrivaninha.
- Estava com Rony? – não conseguiu refrear a pergunta que queimava em sua garganta.
- Ronald? – ela parecia confusa – Não faço ideia de onde esteja.
- Achei que estivesse com ele...
- Fui à enfermaria – ela o cortou. – Minha cabeça estava me matando.
- Está doente? – perguntou preocupado. Aproximou-se dela e pôs a mão na testa da moça. – Está febril! Venha aqui, – ele a puxou delicadamente até a cama – e fique deitada. Vou buscar uma poção pra você.
- Harry... – mas ele nem ouvira. Saíra do quarto às pressas, esquecendo-se completamente do diário. Fora até seu dormitório e resgatara uma poção que Neville quase precisara usar, há poucas semanas. Ainda devia estar na validade. O moreno pegou o frasco e correu de volta ao quarto da monitora, encontrando-a na sacada e observando o céu.
- Acho que a coloquei na cama! – ele segurou sua mão e a puxou para dentro do quarto, mas a moça manteve-se firme ali – Mione, pelo amor de Deus, entre! Esse vento frio não vai ajudá-la!
- Sirius está no céu essa noite – ela declarou baixinho. – Você notou?
O rapaz engoliu em seco.
- Mais tarde, sim? – ele a puxou novamente – Venha se deitar.
- Estou bem, não é a primeira vez que acontece – ela o cortou, puxando a mão de volta.
- Como assim?
- Costumo ficar doente quando tenho emoções fortes. Achei que tinha notado.
- Não, não reparei... – murmurou envergonhado, os olhos de Hermione fixos nele.
Um silêncio constrangedor pairou ali, e Harry teve medo. Por que ela o olhava tão friamente?
- Mione...
- Quanto você leu? – ele ficou confuso – Do diário.
- Quase tudo.
- Gostou?
“Era uma provocação?”, Harry pensou surpreso. Ela estava querendo terminar a briga que não tiveram?
- Não era o que eu esperava, mas...
- Sentiu o ego inflar ao ver seu nome várias vezes?
- O quê? Não, eu...
- Espero que não tenha interpretado errado – ela o interrompera novamente. – Eu o comprei quando pensava em você. Desde lá só o uso para falar de você.
- Mentira – ele sorria.
- O que disse?
- Não é para falar de mim – ele tinha um sorriso vitorioso. Ganhara a briga antes mesmo de começar. – Podia até ser no começo, mas encontrei páginas que não tinham nada a ver comigo. Como quando Rony lhe deu um presente decente, ou Gina lhe contando que estava interessada em Malfoy. – ele pausou, um sorriso bobo no rosto – Boa tentativa, Mione, mas eu não vim aqui para brigar contigo.
- E por que veio então? – ela perguntara impaciente – Achei que tinha te deixado irritado com tudo que fiz.
- Por um momento, sim – confessou, não conseguindo parar de sorrir. – Mas você escreve bem. Fez com que eu visse o lado bom de tudo isso.
- E tem lado bom?
Harry sorrira ainda mais, finalmente cedendo ao desejo de abraçá-la. Hermione nem tentara lutar contra. Apenas o abraçou forte quando ele a carregara no colo.
- Descobri que tenho o melhor abraço do mundo!
Ouviu o riso baixo de sua Mione e a abraçou mais, o cheiro doce e natural da moça o fazendo sorrir bobamente. Levou-a para a cama e deitou a jovem com cuidado, fazendo companhia até a febre baixar.
- Faz um favor para você?
- Para mim? – ela riu – Não deveria pedir um favor para você?
- Queime seu diário – ele pediu. – Não vai ser bom aquilo cair em mãos erradas.
- Achei que ia dizer que não conseguiria controlar a curiosidade.
- Isso também! – brincou, fazendo-a rir – Agora durma, temos aula logo cedo.
- Vai ficar aqui comigo?
- Eu não ia a lugar algum.
Hermione sorrira, abraçando-o e repousando a cabeça em seu peito. Harry ficara constrangido ao ver a amiga se encaixar tão perfeitamente ali, numa posição típica de namorados. O coração bateu forte ao ver que ela ainda sorria, bastante à vontade em seu colo. Relaxou e acariciou os cabelos fofos da moça até a mesma pegar no sono. Beijou-a na testa e se acomodou para dormir, satisfeito ao notar a pulseira prateada repousando delicadamente no pulso da amada...
- Pensei ter escutado você dizer que não estava com minha vassoura.
A voz carregada de ironia o pegou de surpresa. Draco lhe lançou um sorriso pequeno. Há horas que estava flutuando ali, no meio do campo de quadribol, com a vassoura esquecida da jovem. Tempo suficiente para colocar os pensamentos no lugar e tomar uma atitude a respeito...
- E não estava. – ele sussurrou – Encontrei lá em cima, no lugar onde você a largou.
- Pode me devolver agora?
- Só mais um pouco – ele voltou seu olhar para o céu, perdendo-se em pensamentos. Gina bufou, chegando mais próxima a ele e puxando sua vassoura de volta ao chão. Draco caíra com a força da moça. – Eu não ia ficar com ela! – brigou indignado.
- Pegue a sua vassoura, Malfoy. Tenho certeza que é um modelo avançado e bastante sofisticado para sua...
- Ok, entendi! – ele a interrompeu, controlando a vontade de rir. A ruiva lançara-lhe um olhar superior e virara as costas, partindo de volta para o castelo. Draco tratou de segui-la.
- O que quer?
- Sua companhia.
- E por que diabos...
- Pare de me tratar como um lixo – ele a cortou. – Eu não estou fazendo nada.
- A sua existência já me incomoda!
- Ainda está chateada com o beijo que eu lhe dei?
- O que disse? – ela parara bruscamente, os olhos parecendo faíscas de fúria.
- Eu não me importaria de repetir a dose, sabe? – ele comentou, fazendo pouco caso de sua ira. Sorria. – Acho que seria ótimo.
- Como ousa...?
Não completara o pensamento, pois Draco aproximou-se perigosamente. Gina perdeu o fio dos pensamentos.
- Você pode parar, – ele sussurrou a centímetros de seus lábios – só por um momento, de pensar que ainda sou seu inimigo?
Gina arregalou os olhos, surpresa com o tom calmo do rapaz. A respiração falhou quando ele acariciou seu rosto delicadamente.
- Eu nunca tinha notado... – ele a olhava carinhosamente, e a moça teve medo do que estava estampado naqueles olhos claros. “Não... Por Merlin, não...”, ela pensava. Implorava para não ser o que imaginava. Ela não resistiria...
- Notado o quê? – sua voz saiu rouca. Draco sorrira.
- Você é linda...
Poderia contemplá-la a noite toda, ele concluiu, mas preferia fazer outra coisa. Chegou mais perto daquela ruiva de beleza extraordinária e beijou seus lábios com extremo carinho e paixão. Sim... Era muito melhor...
- Por que fez isso? – ela murmurou envergonhada, segundos depois de parar o beijo.
- Porque eu quis, oras – ele brincou. Respirou fundo. Cada pedacinho de seu corpo implorando para que ele enfim fizesse a pergunta. – Certeza que não quer namorar comigo? – seu tom era divertido, mas o nervoso que sentia era bastante real. – Última chance.
Gina não sorria, coisa que o deixava com borboletas no estômago. Olhava-o seriamente, um ligeiro toque de surpresa nos olhos.
- Sabe que não podemos.
- Por Merlin! – ele soltou, aflito – Esqueça nossas famílias, ou o sangue, ou o que quer que esteja incomodando sua mente! Eu perguntei se quer namorar comigo, e não se quero namorar sua família!
O primeiro sorriso sincero da ruiva aflorara em seus lábios. E fora a coisa mais mágica que Draco vira até aquele dia...
- Eu gosto de você, ruiva. – ele declarou – Não tente me convencer do contrário.
O loiro percebeu o sorriso da moça aumentar minimamente, mas não conseguiu controlar a alegria.
- E então?
- Isso vai ser a coisa mais estranha que vou falar em minha vida, mas... – ela desviou o olhar apenas por um instante, mas quando voltou a olhá-lo nos olhos, Draco pôde perceber uma grande mudança dentro dela: a entrega... – Eu aceito namorar com você, Draco Malfoy...
~x~x~x~x~x~
N.A.: Uma pequena comemoração em homenagem ao dia dos namorados para vocês! Um pouquinho "atrasado", mas é que aproveitei o dia para comemorar ao lado do meu amor... Também sou filha de Deus, né? *-*
Espero que gostem desse capítulo! Eu o fiz há poucas semanas, porque senti falta do primeiro beijo do Draco e da Gina (e não sei se ficou muito bom) e do que aconteceu depois daquela madugada "quente" entre o Harry e a Hermione... ;D Não sei se ficou lacunas na história ou coisa assim, mas se tiver, por favor me avisem! Esse capítulo não fazia parte da fic original! ^^"
Agora, resposta aos comentários! (\o/)
rosana franco - Acredite em mim, Rosana, esse dia está cada vez mais perto... xD (Deixando um clima de suspense no ar, rsrsr) Quem sabe, daqui a uns dois capítulos... ;)
Laauras - Ah, também adorei fazer o nosso pequeno Teddy de cupido! Adorei escrever sobre ele, sobre a noite do Harry com a Mione... Ficou bom, não é? ^^"
Melissa Hashimoto - Ok, comentários picadinhos = respostas picadinhas (rsrs). Sim, posso imaginar o que você sentiu ao ler sobre o Harry levando a Mione para uma estufa cheia de rosas! Deve ser um sonho! Eu sou apaixonada por flores, sabe? (Acho que toda mulher é) E rosas são as minhas favoritas! Estava louca para colocar uma cena romântica, mas ao mesmo tempo delicada, com um toque de amizade e amor inabaláveis, características de "meus" personagens...^^" E sim, Carpe Diem, eu concordo! Como eu disse para Rosana ali em cima: o dia que Hermione abrirá os olhos está chegando... (mais suspense!)
Cena do Teddy: Harry é um paizão sem filhos (ainda!), o homem que toda mulher pede a Deus, etc., rsrs. Eu gosto da ideia de que o Harry é um padrinho presente, assim como a J.K. descreveu no epílogo: "Ele já almoça três vezes por semana lá em casa. Por que não o convidamos para morar conosco de uma vez?". E a ideia da fic, eu não sei se contei, é mostrar o que aconteceu nesses "19 anos", sabe? Para mim, dezenove anos é tempo demais para pular!! E eu, com o tempo livre e a cabeça desocupada, quero mostrar cada pedaço importante da vida do Harry, da Hermione e de seus amigos, INCLUINDO o Teddy! *-* Ah, e o Harry ficou "experiente" porque passou vários dias cuidando do afilhado junto com a Andrômeda. Ela o ensinou direitinho. ^^"
E quanto a Hermione dar um tempo para o Rony porque ela é certinha demais e ele tá levando um bom par de chifres... Bom, a coisa não é mais tão simples assim, não é? O Rony tava "revidando primeiro"... =P Todos temos defeitos, assim como meus personagens. E eu também não quero fazê-los perfeitos! Quero mostrar seus piores lados, suas angústias, decepções e frustrações; mostrá-los HUMANOS! *-*
Ah, e vamos deixar o sonho do Harry para mais tarde, sim? Você parece que foi a única que atentou para esse detalhe, e prometo que não vou ignorar isso! Mas isso já é outra história... ;D
Josy - Seja bem-vinda! Que bom que está gostando da fic! Estou aberta a opiniões, sugestões, críticas, etc., ok? É só olhar para os gigantescos comentários da Melissa: faço o possível para não deixar de responder nada, rs. Todo e qualquer comentário é bem-vindo, pois só assim vou saber se vale a pena continuar... =)
EnigmaticPerfection - Senti falta de seus comentários... Escrevi esse capítulo com bastante carinho, espero que goste! Aguardando sua reação... xD
E, por fim, muito obrigada a todas(os) vocês! Adoro quando escrevem aqui e mostram o que sentem, o que pensam, o que acham que deveria ser e coisas assim. Faz com que eu me sinta bem com a história e, principalmente, faz com que eu tenha confiança de continuar! Obrigada de verdade! Adoro vocês demais!! xD
Eu sei que nem preciso falar, mas... O próximo capítulo sai ainda essa semana. ;)