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11. Surpresas


Fic: Lembranças de Harry Potter


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Dezembro de 1998.


 


Andavam sem pressa e em silêncio por todo o jardim de Hogwarts. Parecia ser tudo o que eles precisavam: um momento só deles, sem planos ou amigos por perto. Harry sentia-se mais completo ali, segurando a mão delicada de Hermione, do que nas últimas semanas andando para lá e pra cá com Gina. Gostava muito da amiga, mas nada se comparava ao ter seu amor perto de novo.


Seu amor...


Aqueles dias longe de Hermione só fizeram com que ele tivesse ainda mais certeza do que sentia pela garota ao seu lado.Todos os dias acordava sem ânimo e incrivelmente tentado a invadir o quarto dela e a abraçar até ela dizer “chega!”; assistia às aulas com 50% da atenção entregue aos doces pensamentos que tinha em relação à morena; visitava Teddy com a esperança de que Hermione aparecesse a qualquer momento e brincar com os dois, do mesmo jeito que fizera na primeira visita ao menino. Harry ficou admirado como Hermione se dedicava ao seu afilhado. Os dois pareciam se conhecer há séculos!


E as noites... Eram tristes sem ela tagarelando sem parar até eles caírem no sono. Era angustiante olhar para o lado da cama e não encontrar aqueles cabelos compridos e fofos espalhados pelo travesseiro. Ou sentir aquele doce cheiro que ela exalava naturalmente, que o fazia ter sonhos calmos e apaixonantes com sua amada.


Ou então não encontrar aqueles olhos encantadores todas as manhãs...


E assim passaram-se semanas: Harry arrastando-se para viver todos os dias.


Mas agora ela estava ali, e não era um sonho. Confirmava isso a todo instante, quando a olhava e ela lhe sorria, e apertavam as mãos carinhosamente.


- No que está pensando? – ele lhe perguntou a certa altura.


- Se Gina e Draco já estão se agarrando! – ela brincou, arrancando boas risadas de Harry – Não, não era isso que eu estava pensando. Estou querendo te pedir há algum tempo, mas tenho medo de achar que é bobagem.


Ele parou de andar.


- Não acharei bobagem. Farei qualquer coisa que pedir.


Hermione pôde ver que ele falava sério.


- Pode me levar à nova estufa? – ele a olhou confuso – A que você pediu para construir pra abrigar as rosas?


Harry abriu um largo sorriso.


- Perdoe-me! Eu havia esquecido completamente de te mostrar!


Segurou a mão de Hermione com firmeza e a guiou até a estufa número 7. Antes de entrar ele lhe pediu:


- Feche os olhos, Mione... – ele sussurrou em seu ouvido – A surpresa é bem maior quando se vê pela primeira vez bem no centro da estufa.


Hermione obedeceu sorridente. Harry parou para olhá-la antes de abrir a porta e teve uma visão que guardaria para sempre em seu coração: Hermione, sorridente e curiosa, prestes a ver algo que iria encantá-la para sempre. E ele, Harry, que daria esse presente a ela...


Puxou-a carinhosamente até onde parecia o meio da estufa e parou atrás da morena, falando baixinho em seu ouvido, percebendo-a se arrepiar:


- Abra os olhos, minha linda.


Harry teve a sensação que o sorriso de Hermione não poderia demonstrar maior alegria. Ela sorria não somente com os lábios, mas com os olhos também.


- Harry... – ela murmurou encantada – É tão lindo!


Ele a viu caminhar por todo o ambiente e parar a todo momento para admirar uma rosa ou outra.


- Ah, se os livros da biblioteca vissem o que eu vejo agora – brincou Harry. – Morreriam de ciúmes!


Hermione apenas sorria. E Harry estava encantado com a fascinação da morena. Ela dava voltas e mais voltas e parecia não se cansar de admirar todas as flores que estavam ali. Houve um momento que Harry se aproximou de onde ela estava, pegou um rosa num tom levemente rosado, cortou-a e ofereceu para Hermione.


- Obrigada.


Seu coração batia tão forte naquele momento que sentia dificuldade em respirar. Será que ela entendia que naquele momento ele não estava oferecendo somente uma flor? Será que ela percebia que, junto com a rosa, ele estava lhe oferecendo seu coração, seu amor, incondicionalmente? “Acho que não”, pensou o rapaz. “Sou seu amigo, e acho que nunca vou ser mais do que isso...”.


- Eu já contei que rosas me lembram de você? – ele comentou a certa altura.


- Mesmo?


- Sim. Eu gosto da ideia de que você parece uma rosa.


Ela o olhou confusa.


- É como admirar sua beleza... É algo natural, sabe? – ela corou – E rosas também precisam ser tratadas com carinho e cuidado, ou os espinhos podem nos machucar.


- Mas que bobagem, Potter! – ela sorria apesar de estar envergonhada – Não sou esse poço de delicadeza ou beleza que tanto diz!


Harry aproximou-se, sussurrando em seus ouvidos:


- Seus espinhos estão aparecendo, querida...


Hermione deu-lhe um tapinha, fazendo-o rir, e voltou-se para as flores.


- Mione... – ele chamou depois da moça voltar a andar pela estufa – Você já ouviu falar no Feitiço da Rosa?


- Claro que sim! – ela respondeu no seu típico tom sabe-tudo. Ela riu quando olhou para Harry e ele esperava algo mais. – O que quer saber?


- É que eu encontrei esse feitiço em um livro – mentiu, lembrando-se no mesmo instante de Tom Riddle. – E não entendi muito bem.


- Só conheço sua teoria também – ela continuou a explicar, como se estivesse em sala de aula. Harry agradeceu mentalmente pela desculpa que apareceu de última hora. – É um encantamento bastante difícil de fazer, pelo que já li. Você pega uma rosa branca, a mergulha em uma poção cheia de ingredientes raros e murmura feitiços por vários dias. No fim, o fabricante da rosa entrega a flor para uma pessoa de que se deseja saber o que sente. – Harry fez uma careta confusa. Ela explicou melhor: – É como se eu entregasse a flor a você, e no momento em que a rosa sentisse o contato de sua pele, ela iria mudar de cor, dependendo do que você sente por mim, entende?


- Acho que sim – ele hesitou. – A flor que você me daria ficaria vermelha, então?


- É uma confusão comum – ela sorriu. – Vermelho é a cor da paixão. Algo mais carnal, sabe? No seu caso, eu apostaria que a flor ficaria num tom róseo, como essa que você me deu agora – ela sorriu bobamente para a rosa em sua mão. – Mas eu não aconselharia um feitiço como esse. Dizem que sangue também faz parte da lista de ingredientes. E não seria muito saudável ficar sangrando por dias só para saber os sentimentos de uma pessoa. É mais fácil perguntar.


Harry lhe sorriu, agradecido. Ao ver que o moreno tinha entendido suas explicações, voltou sua atenção para as rosas. E por muito tempo ficaram ali, no mais absoluto silêncio, que tinha mais significados do que uma conversa de horas.


- Vamos? – ela lhe tirou dos pensamentos – Está ficando tarde.


Ele confirmou com a cabeça e trancou a estufa depois de terem saído.


- Gostou?


- Muito! – ela respondeu animada – Passarei a gostar mais de Herbologia!


Eles riram e voltaram a caminhar pelo jardim. Harry voltou ao seu silêncio confortador. Seus pensamentos o faziam sorrir a todo instante.


- No que está pensando? – Hermione perguntou docemente.


A moça tinha aquele olhar curioso que parecia deixá-la cada dia mais linda. Harry a puxou para sentarem-se à beira do Lago Negro.


- Em Teddy... – falou num tom sonhador, que chamou completamente a atenção de Hermione – Meu garoto está fazendo oito meses hoje! Estou meio chateado por não estar com ele, mas sei que amanhã não desgrudarei daquele mocinho!


Hermione sorriu encantada.


- Ele é lindo, não é?


- Não só lindo! – Harry respondeu orgulhoso – É incrível! Já troca a cor dos cabelos com uma facilidade admirável. Ele é o máximo! Um doce de criança... Sempre rindo e brincando. No último domingo ele estava descobrindo como fazer mais barulho ou mais bagunça – Hermione riu. – Teddy é muito esperto, Mione! Um dia ele estava admirado com seu reflexo no espelho do armário. Quando eu cheguei por trás, achei que ele pensaria que eu estava dentro do espelho. Mas não... Ele se virou, Mione! Ele sabia que eu estava atrás dele, rindo de sua nova descoberta!


Hermione o abraçou sorridente.


- Sinto orgulho de você, sabia? No quanto você se dedica a esse menino – ela acariciou seu rosto. – Você é como um pai pra ele. Teddy o ama! Sabe disso, não sabe?


Ele confirmou, também sorridente, completamente em paz consigo mesmo.


- Eu também o amo... Muito!


- Tenho uma idéia! – ela falou de repente, afastando-se do rapaz e assustando-o – Que tal se você me encontrar no Salão Comunal às... – ela olhou para o relógio rapidamente – Oito?


- Por quê? – ele ficou confuso.


- Surpresa! – ela respondeu misteriosamente – Apenas não chegue perto do Salão Comunal antes das oito, está bem? Dê uma volta pelo castelo... Volte à Hogsmeade, ou coisa assim. Ainda há muito tempo de passeio.


- Mas o que vai fazer?


- Já disse que é surpresa! – ela comentou animada – Mas antes falarei com McGonagall. Pedir permissão...


Ela se perdeu em pensamentos antes de Harry levantar-se e dar um pequeno beijo em sua bochecha. Ela sorriu com o agrado e retribuiu o gesto.


- Volto em algumas horas, está bem?


Harry confirmou e a viu se afastar. Um sorriso brotou em seus lábios.


Sua amada estava de volta...


 


Andava tranquilamente em direção ao Salão Comunal, segurando sua Firebolt, e tendo Gina como acompanhante. Ela o vira voando pelo estádio e resolvera fazer companhia, pegando sua vassoura e treinando algumas manobras e táticas com ele. Ao mesmo tempo em que lançava a goles para ele, ela lhe perguntava como tinha sido a conversa com Hermione, exigindo detalhes. Harry dissera que ela se parecia muito com a morena no quesito curiosidade. A ruiva apenas sorria e lhe perguntava mais. Ou quando não o fazia, contava como tinha sido seu “encontro” com Draco Malfoy.


- Eu contei a ele que poderia estar levemente interessada nele – ela falou como se fosse a coisa mais natural do mundo, fazendo o queixo de Harry cair. – Ele fez a mesma cara que você, o bobão.


Harry se impressionara com a atitude da amiga. Mas depois de refletir, percebeu que não deveria ter esperado menos da parte dela. Jogaram e conversaram até ficar frio demais para se exercitarem. Desceram de suas vassouras e rumaram para a torre da Grifinória, em uma conversa calma e agradável.


- Já passa das oito? – ele lhe perguntou a certa altura.


- Sim – ela confirmou depois de olhar no relógio. – Oito e cinco.


- Espero que ela não me mate pelo atraso... – Gina o olhou sem entender – Hermione disse que eu só poderia aparecer depois das oito, porque iria fazer alguma surpresa.


- Sapo voador! – anunciou a moça à Mulher Gorda.


Uma cacofonia de sons os atingiu. Mal podia associar o que via ao que ouvia: risadas masculinas, gritinhos alegres de algumas garotas e... Um bebê? Harry olhou para Gina, que parecia tão surpresa quanto ele, e mergulhou na multidão de alunos. Pediu licença até chegar à origem do som que tanto chamara sua atenção e ficou boquiaberto com o que viu.


Hermione e Parvati brincavam uma com a outra, soltando fagulhas coloridas, para a diversão do pequeno Teddy Lupin... O menino estava em pé, apoiado na mesinha de centro do salão, rindo e tentando chegar até as luzes. Vez ou outra ele balançava os braços, animado com a brincadeira, e caía sentado no chão. Então ele se esticava até a mesinha e se levantava, para novamente tentar pegar as luzes e cair de novo. Harry soltou várias gargalhadas junto com os outros alunos, fazendo o bebê se voltar para aquela risada familiar. O garotinho o viu e agitou os braços, contente. Caiu sentado no chão novamente e dessa vez não tentou se levantar: ele ergueu os braços em direção ao padrinho, como quem pede colo. O rapaz não resistiu e andou até ele, carregando-o e dando um abraço apertado.


- Oh, meu garoto! Como você cresceu! – ele rodopiou com o menino no colo, fazendo-o rir – Duas semanas sem te ver e você espicha assim, tão assustadoramente! – o menino de repente se voltou para as meninas, como se esperasse mais luzes coloridas – Ah, nem pensar, mocinho! Hora de comer!


Os outros alunos perceberam que a brincadeira havia acabado e começaram a se dispersar. Algumas garotas ainda vieram falar com Harry e elogiá-lo pelo lindo afilhado. O rapaz apenas agradecia e tentava chegar até Hermione.


- Você é louca! – ele brigava, mas não conseguia esconder a alegria de ter o menino em seus braços de novo – Como conseguiu trazer um bebê para dentro do castelo?


- Pedindo permissão, oras! – ela respondeu simplesmente, brincando com o garotinho – Fui até a casa de Andrômeda, consegui convencê-la e a trouxe junto comigo. Ela teve que ir, – respondeu à pergunta muda de Harry – mas me ensinou direitinho tudo o que podia sobre Ted. Ah, e disse que amanhã, pelo horário do almoço, passaria para buscá-lo.


- E Minerva?


- Eu também consegui convencê-la! – respondeu animada – Disse que era o aniversário de Teddy, e que você queria muito estar com ele. Ela parecia relutante, mas deixou, contanto que fosse a primeira e última vez que trouxesse um bebê para cá.


Harry riu. Entregou a criança à Gina, que pedia insistentemente para carregá-lo, e virou-se para dar um abraço apertado em Hermione.


- O que eu faria sem você? – perguntou carinhosamente no ouvido da moça, que riu. Saiu do abraço, mas continuou segurando as mãos da moça – O que eu posso fazer para agradecer?


Hermione deu um sorriso super-animado, como quem já tem idéia do que fazer. No caso, pedir.


- Deixe-me passar a noite com vocês e considerarei a dívida paga.


Harry riu e a abraçou de novo, aceitando o convite com grande satisfação.


 


- Não consegue dormir?


Ela o viu sorrir.


- Está tão bom aqui, vendo vocês dois dormirem.


Hermione passou a acariciar o rosto dele.


- Durma um pouco, Harry. – ela falou sonolenta – Antes que Teddy acorde de novo e não nos deixe dormir.


Ele sorriu de novo. Fechou os olhos e aproveitou o carinho de Hermione. Passados uns quinze minutos, a garota sentiu a respiração do moreno ficar mais leve e tranqüila, indicando que ele finalmente adormecera. Hermione deu um beijo na bochecha dos dois e voltou a dormir.


Teve a sensação de que só dormira por cinco minutos quando acordou com os gemidos insatisfeitos do pequeno ao seu lado.


- Shh... – ela falou docemente para o menino, que tinha os olhos marejados – A tia Mione tá aqui, meu bem. Pode voltar a dormir...


Teddy a olhou tristemente e começou a chorar baixinho, despertando Hermione completamente. A garota levantou-se e pegou o menino no colo. Passeou com ele pelo quarto, para acalmá-lo.


- O que foi, meu querido? Fez xixi? – ela verificou a fralda do menino e viu que continuava seca – Será que está com fome? – passou a mão na barriga da criança, que tremia – Está com fome, meu amor. A tia Mione vai providenciar um leitinho bem gostoso, está bem? Monstro!


O velho elfo da família Black apareceu no mesmo instante, fazendo uma pequena reverência.


- O que Monstro pode fazer pela senhorita?


- Monstro, você pode, por favor, pegar aquela mamadeira em cima da escrivaninha? – ela perguntou docemente, apontando para a mesa ao lado de sua cama – Pode trazer um pouco de leite morno nela? O pequeno Ted está faminto.


O elfo confirmou e, rapidamente, pegou a mamadeira e sumiu em um estalo.


- Tudo bem, querido – ela continuou acalmando o menino, que chorava baixinho. – O leitinho já está a caminho.


Hermione se surpreendeu quando Monstro apareceu no segundo que terminara de falar.


- Você foi rápido! – ela o elogiou – Muito obrigada!


Ele apenas agradecera, dizendo que era sua obrigação. E saiu, não sem antes informar que, qualquer coisa, ela poderia chamá-lo novamente. Hermione sorriu e pegou a mamadeira. Sentou-se e ajeitou o menino em seu colo, para que ele tomasse o leite mais confortavelmente. Teddy tomou tudo numa velocidade admirável.


- Meu bem, você estava faminto, hein! – ele deu um sorriso satisfeito. Hermione o colocou de pé para que arrotasse. Feito isso ela tentou fazê-lo dormir novamente. A garota lembrou-se do dia que seguira Harry sob a capa de invisibilidade, e como ele fizera o afilhado dormir. Ela sorriu com a lembrança e conseguiu fazê-lo ajeitar a cabeça em seu ombro e se preparar para dormir.


- Você só dorme assim, meu bem? – ela perguntou docemente, enquanto o ninava – Parece seu padrinho! É só fazer carinho no rosto dele que ele cai logo no sono!


Hermione ouviu uma risada vinda da cama. Ela virou o rosto na direção do som e viu Harry sorrindo para ela. Ele se levantou e caminhou até ela com um doce sorriso nos lábios.


- Por que não me acordou?


- Não me lembrei, desculpe – falou sincera. O rapaz se ajoelhou na sua frente. – Mas não se preocupe... – ela falou baixinho – Acho que ele já está dormindo.


Ele riu.


- Teddy?


O menino assustou Hermione ao virar-se bruscamente e procurar o padrinho, completamente desperto e sorridente. Ele se jogou para os braços de Harry, que o segurou a tempo.


- Mas... – gaguejou Hermione, estupefata – Como...? Ele estava quietinho!


Harry riu novamente e começou a ninar o menino.


- Ele gosta de colo – respondeu Harry simplesmente. – Gosta mais ainda quando cantam pra ele. Fica tão calmo e sossegado que parece que está dormindo. Mas quase nunca está.


Foi a vez de Hermione sorrir. Harry continuou cantando para o menino dormir, dançando levemente, e esticando um braço a ela, convidando-a para o abraço.  A moça aceitou e ficou ali, numa dança calma e relaxante, até Harry anunciar que Teddy dormia. Hermione pegou o garotinho do colo de Harry e foi deitá-lo na sua grande e confortável cama, que cabia os três e ainda sobrava espaço.


- Acha que teremos filhos um dia? – ela falou sonhadora, sentada ao lado do afilhado de Harry e admirando-o dormir.


- Sim... – ele sentou ao seu lado, passando um braço por seus ombros. Olhou-a profundamente – Acho que teremos filhos lindos! Muitos!


Hermione riu, deitando a cabeça no ombro de Harry e se sentindo relaxada, apesar da hora.


- Já te contei do sonho que tive com você? – ela levantou-se e o olhou curiosa, negando com a cabeça – Eu a vi cuidando de Teddy e não tive como não me lembrar... – ele passou as mãos pelos cabelos, num gesto típico seu quando estava nervoso. – No sonho eu encontrava com um garotinho de uns dois ou três anos. Ele brincava no chão – ele tinha um olhar sonhador e apontava para o carpete. – Havia vários brinquedos ao seu redor. Ele brincava e ria. E então você chegava... – ele a olhou de novo, sorrindo para ela – Você sorria pra gente. E eu perguntava quem era aquele menino, e você só sorria... Chegava perto do garotinho e começava a brincar com ele. Até que você finalmente falou.


O sorriso sumiu do rosto do rapaz. Ele de repente ficou sério e bastante calado, ao contrário de Hermione, que ficara absolutamente curiosa.


- O que eu disse, Harry? – perguntou ansiosa.


O olhar que ele lhe lançou a fez se arrepiar. Não conseguia mais desviar os olhos dos dele.


- Você disse “cuidado para não machucar o papai, Tiago!”.


Hermione arregalou os olhos.


- Era nosso filho? – ela perguntou depois de um tempo – Meu e seu?


- Sim...


Nenhum dos dois se mexeu ou falou alguma coisa por um bom tempo. Eles apenas se olhavam, como se uma força os impedisse de virar os olhos.


- Tiago tinha seus olhos, Mione... – ele falou rouco, e ousou segurar o rosto da moça carinhosamente – Os mesmos olhos inteligentes e sonhadores que os seus...


A respiração de Hermione estava pesada. Seu coração batia muito rápido, e ela parou para pensar no porquê de estar se sentindo daquele jeito. “Encantamento?”, ousou pensar. “Paixão?”. “Quem sabe? Harry sabia ser bastante encantador quando queria!”, respondeu a si mesma. E quando o fez, soube que não aguentaria mais olhar para aqueles brilhantes olhos verdes por muito tempo. Fechou os olhos, virando o rosto. Saiu de perto de Harry e se levantou, caminhando até a sacada, de onde passou a observar as estrelas.


Seus sentimentos estavam confusos. Sentia vontade, pela primeira vez, de se entregar completamente a Harry. Sentir como seria estar em seus braços fortes e carinhosos... E então se lembrou que sabia a sensação de ter o corpo de Harry junto ao seu. Reformulou seus pensamentos: pela primeira vez sentia vontade de se entregar a Harry e aproveitar a sensação de estar envolta por aqueles braços fortes e carinhosos...


Balançou a cabeça veementemente, tentando ignorar aqueles pensamentos loucos que invadiam a mente. “Loucos e tentadores”, pensou sem se controlar. Mas não, não seria justo com Harry. Poderia ser apenas uma curiosidade. E na manhã seguinte ele acordaria super-feliz, iludido com a ideia de que ela finalmente se apaixonara por ele.


- Harry... – ela virou-se, pronta para dizer tudo o que passava pela sua cabeça. Ela se assustou quando o viu bastante próximo de si. Ele ainda tinha aquele olhar profundo, como se tentasse descobrir o que ela pensava... O que ela sentia...


O moreno se aproximou mais dela e passou seus braços ao redor da cintura de Hermione, impedindo-a de fugir de novo. Seus olhares se encontraram e Hermione sentiu o coração voltar a disparar. Estava difícil respirar normalmente.


- Harry... – sua voz quase não saiu.


- Está sentindo, não está? – ele falou baixo, aproximando seu rosto do dela – Está sentindo o mesmo que eu... – ele pegou uma das mãos de Hermione e a depositou sobre seu coração.


A garota sentiu o coração de Harry bater tanto ou até mais rápido que o seu. Não podia mais negar. Havia alguma coisa diferente ali. Diferente da amizade e do carinho que sempre sentiram um pelo outro. Algo muito mais forte. Muito mais intenso...


- Sim... – ela gaguejou, soltando o ar que percebeu estar prendendo. – Eu sinto...


E ela viu a alegria nos olhos de Harry.


- Mas eu não o amo – ela falou antes que perdesse a coragem. – Não desse jeito.


- Eu sei que não.


- Mas então por que...?


- Porque EU a amo! – ele respondeu à pergunta incompleta de Hermione – E não desistirei de nós dois...


Era difícil sustentar aquele olhar, resistir àquela vontade de se entregar de uma vez... Ela fechou os olhos e sentiu Harry unir sua testa à dela.


- Pare de pensar, Mione... – ele falou docemente, fazendo-a abrir os olhos de novo. Percebeu a proximidade dos dois e tomou um leve susto. Sua boca abriu sem que tivesse consciência disso. – Apenas me diga se quer o mesmo que eu.


Hermione seguiu o conselho de Harry. Esvaziou a mente e sentiu um enorme alívio invadir sua alma... Sorriu.


- Sim, eu quero.


O sorriso de Harry não poderia ser maior.


- Então me beije, meu amor...


Arrepios percorreram todo o seu corpo no instante em que ela acabou com a distância entre seus lábios. Mal teve tempo de provar os lábios do rapaz, que invadiu sua boca com a língua num beijo desesperado e apaixonante. Sentimentos como carinho, saudade e paixão, foram percebidos por Hermione, que estava adorando aquela combinação de inocência e ousadia. Harry a beijava intensamente, logo tendo que encostá-la na parede, pressionando seu corpo grande e musculoso contra o pequeno e delicado de Hermione, ganhando a liberdade de aprofundar cada vez mais o beijo. Com uma mão ele puxava delicadamente seu corpo para mais perto dele, enquanto que a outra segurava firmemente a nuca da jovem, mexendo com seus cabelos e a deixando ansiosa por mais...


Separaram-se completamente sem fôlego. Uniram suas testas e deixaram os olhos fechados, tentando absorver tudo o que acabara de acontecer... Ela o beijara... Ela quisera beijá-lo... Sim, definitivamente algo estava mudando.


E Harry assustara-se com sua última sentença:


- Estará livre de sua promessa essa noite se me garantir que ninguém saberá ao amanhecer.


- Combinado.


E a beijou novamente.


~x~x~x~x~x~
N.A.: Há! Capítulo bem malvado pra vocês, só H/H! rsrs.. Brincadeira... Mas espero que gostem. Eu, particularmente, fiquei boba quando o vi pronto. Adoro cenas bobas e românticas! *-*
Esse capítulo não tem trilha sonora, mas esse final parece ficar um milhão de vezes melhor quando se lê escutando uma boa música lenta. ;D
Ah, e quanto aos capítulos anteriores... Eu peço desculpas a vocês. Eu os li depois que postei e fiquei muito (perdoem o palavreado) pê da vida comigo mesma! Foi muito sem-noção esse plano, mas depois percebi que não podia fazer mais nada. Ou porque vocês já tinham lido ou porque a fic já está quase completa, eu não sei dizer. Mas já que estão aí e que o Harry e a Hermione já fizeram as pazes, vamos fingir que nada aconteceu, rsrs.
Agora a minha parte favorita: respostas para os comentários! ^^"
(Vou comentar na ordem que eu os li, ok?)

rosana franco - Sim, eu concordo plenamente com você. É difícil saber se ela não está só sentindo ciúmes, mas se prestar atenção eu coloquei um trecho bem especial nesse capítulo, e ele é assim: "Havia alguma coisa diferente ali. Diferente da amizade e do carinho que sempre sentiram um pelo outro. Algo muito mais forte. Muito mais intenso...". E é nessa "coisa diferente" que eu vou apostar! xD 
EnigmaticPerfection - Eu tenho dois problemas muito sérios na minha vida, sabe... 1) Muito tempo livre; 2) Internet muito boa. xD Esses dois detalhes da minha vida fazem com que eu fique na frente do pc por horas a fio! Não sei se cheguei a contar, mas a minha faculdade é uma das que entraram em greve (a dos professores). E enquanto o governo não decide o que fazer, eu tô sem aula e, consequentemente, sem nada para fazer. Então eu uso parte desse tempo para essa fic... ^^" Ah, que bom que gostou da cena do Draco com a Gina! Eu fiquei meio insegura quanto a ela. Foi a primeira vez que foquei neles. ^^" E concordo com você: planinho horrível, mas pelo menos serviu para os dois (D/G) se aproximarem. =D
Laauras - Que bom que gostou do beijo da Mione no Harry! Eu também fiquei rindo por dentro dessa "bobeira" dele. Achei muito fofa, rsrs. E quanto à Gina e ao Draco, não se preocupe. Eles aparecerão no próximo capítulo... xD
Melissa Hashimoto - Textos gigantes! Milhares de perguntas!! Como vou saber qual responder primeiro?! rsrsr.. Deixa eu tentar...
Sim, eu também odiei esse plano idiota que surgiu na minha cabeça há meses, mas só agora eu percebi isso... (=P) Mas tenho que confessar que o Harry beijando a Gina foi uma das cenas mais difíceis de escrever. Sou tão acostumada a escrever sobre o Harry e a Hermione, que estanquei por dias nessa parte. Foi um verdadeiro desafio! Mas deu certo no fim... Ou quase. Pelo menos os dois já fizeram as pazes, não é? ^^" E a Gina pôde falar sobre o que sente para o Draco, também. Não foi a "melhor coca-cola" do mundo, mas fiz o que pude com os dois, pois é a primeira vez que escrevo sobre eles... E não se preocupe por ter pedido cenas deles. Faz sentido, afinal é uma fic sobre Draco/Gina também. Eu só fiquei enrolada porque a fic estava praticamente pronta quando notei que faltavam cenas deles! Aí eu tive que dar "um jeitinho brasileiro" para encaixá-los. Espero que não fique tão ruim...
E quanto à aventuras, do tipo de sacrifícios e coisas assim, não, eu não coloquei nada assim nessa fic. Eu sou muito ligada ao romance e ao drama, e não sei se aventura faz o meu tipo... Sim, eu adoro ler sobre aventura (nem pense o contrário)! Invejo quem sabe escrever uma boa história, daquelas de tirar o fôlego, mas não sei se tenho capacidade para isso. Posso até tentar, mas talvez só apareça na segunda parte. Essa daqui só falta os capítulos 20 e 21 para ficar pronta. xD
Ah, que bom que gostou da ideia de músicas aqui na fic! *-* Eu me inspiro nelas para escrever as cenas românticas, e gostaria muito que vocês vissem a cena do mesmo jeito que eu vejo, com a música fazendo parte deles, entende? Acho que pode ficar bom... ^^" Ah, acho que você pode sugerir sim algumas músicas. Se eu gostar, posso tentar encaixar nos capítulos finais. xD

E, por último, obrigada mais uma vez pelos comentários! Adoro vê-los aparecer tão rapidamente (tipo, no outro dia eu já os vejo e fico toda "bobona")! Obrigada, queridas leitoras (e leitores que não comentam)! Isso me inspira demais a continuar e fazer a história ficar cada vez melhor! Próximo capítulo na terça-feira! =D

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Comentários: 4

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Tito Shacklebolt Finnigan em 24/07/2012

Rolava de mandar esse capítulo para a JK... 
No fim até ela concordaria que o Harry e a Hermione foram feitos um pro outro... 
Sensacional Isis... 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Della Torre em 01/07/2012

Isis

Estou sentindo falta de uma coisa: Harru destruiu Tom Ridlle, e ninguém falou nada sobre isso ainda. Os amigos da escola, os jornais, nada sobre o menino que Sobreviveu. Entendo que é um romance de H/H, mas acredito que não dá pra ignoar isso. Não sei quando você escreveu esses capítulos, e nem sei se nos proximos você mencionará alguma coisa. caso não mencione, ficarei um pouco decepcionada.
 
Adorei o beijo dos dois.

Percebi uma coisa: eu vejo um outro Harry, não me acostumei que é O HARRY POTTER.  

Mas está interessante, sensível e apaixonante. Na cena dele a colocando contra a parede no beijo, fiquei lendo toda boba, porque meu namorado me beija assim.
: )
E nesse momento ele está longe de mim...
Lembrei dele

Obrigada

beijão 

Nota: 4

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Laauras em 11/06/2012

Aleluia irmãos! A Mione percebeu q o coração dela bate mais forte! ai que lindo!
Teddy sou sua fã número 1 por consegui juntar esses dois!! kkkkkkkkkkk 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por rosana franco em 10/06/2012

Sabe acho que só uma coisa vai fazer ela acordar de verdade sobre oq ela sente quando sentir a falta dele.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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