Oi gente, aqui está mais um capítulo, espero que gostem bastante.... bjusss
Thaiana, eu tb quero matar o Robert, e vou querer cada vez mais.... vc tb...Seus olhos marejarão mais ainda daqui pra frente... aguarde... bjus
Capitulo 11
O pedido de Robert
Robert deu seu mais malicioso sorriso de canto antes de se juntar com o pessoal. Parou ao lado de Hermione e olhou para Snape ainda parado no mesmo lugar. O professor não virou para trás. Hermione percebeu que ele estava nervoso pela mania de mexer com as mãos, o que estava fazendo exatamente agora. Ela queria dizer-lhe alguma coisa e queria mais ainda que Robert largasse sua mão.
Snape não olhou para ela, não falou com ela e tentou não pensar nela. Apenas deu uma leve virada e desapareceu deixando Hermione no solado da porta de mãos dadas com Robert. Já não tinha mais Severus Snape naquele lugar.
- Prontos? - Perguntou olhando para os outros.
- Claro que estamos. – Respondeu a senhora Weasley com um olhar estranho para ele. Apesar de tudo a mulher não gostava de Robert, mesmo que ele fosse o mais correto para Hermione. – Vamos logo que se não nós vamos chegar tarde demais.
Como sempre a hora de sair de casa era a mais complicada. Apesar de Fred e Jorge já terem ido para a loja mais cedo aquele dia aparatando, a senhora Weasley quis que todos fossem de carro para maior segurança. Apesar da queda de Voldemort, muitos comensais ainda estavam soltos e loucos para terminar a tarefa que seu mestre não pôde completar. Depois de muitos gritos da senhora Weasley todos entraram nos carros, o que Robert veio e o que veio logo depois.
- Vem comigo Hermione – Disse Robert pegando a mão dela e a fazendo entrar na parte da frente do carro preto.
Robert sentou-se no banco do motorista e esperou todos se ajeitarem no banco para depois dar a partida e ir em direção ao caldeirão furado. A viagem foi silenciosa, Hermione ficava olhando para o lado de fora o tempo todo mesmo com Robert tentando puxar assunto e tentando pegar em sua mão toda hora. A menina não conseguia tirar de sua mente a figura de Snape tocando-a na cozinha, a forma como a voz dele estava temerosa e como ele a olhava. Apenas alguns minutos haviam se passado e ela já sentia sua falta.
Severus Snape sempre fora um ser enigmático, mas agora ele era mais, muito mais. Agora era um completo mistério, o professor de poções rancoroso e injusto que a maltratara durante anos transformou-se quase na sua frente em um homem sedutor que balançou suas bases e fez suas pernas tremerem. Snape era o homem que ela queria. Mas ele foi embora, por culpa sua e lhe deixou Robert. Hermione olhou para o jovem ao seu lado, era lindo como sempre, o fraco sol que batia em seu rosto o deixava iluminado e mais lindo do que nunca. Quando ele queria, podia ser o perfeito cavalheiro que toda mulher desejava e Hermione sabia que suas amigas diziam que ela era sortuda demais. Mas Robert não era...ele.
Hermione se recriminou por pensar assim e balançou a cabeça olhando novamente para fora. Na parte de trás do carro, a senhora Weasley conversava baixinho com o marido, mas seus olhos estavam bem atentos a todos os movimentos de Hermione e por vezes ela lançava um olhar feio para Robert. O menino nunca fizera nada para a matriarca da família Weasley, mas Molly não gostava dele, não adiantava. Ao lado Gina brincava com seu mini puffy e estava completamente alheia a tudo. No outro carro estavam Rony, Harry, Tonks e Lupin que vieram visitar a família. Quando chegaram ao caldeirão furado, Robert estacionou o carro e saiu para abrir a porta de Hermione, ele a ajudou a sair e a segurou perto de si. Hermione se sentiu tonta, mas a senhora Weasley logo a empurrou para entrar no bar para irem as compras logo de uma vez.
As compras foram mais tumultuadas do que pensaram, praticamente todos os bruxos de Londres estavam ali, Hermione encontrou muito amigos de Hogwarts e riu com os vendedores ambulantes e suas tralhas. Fred e Jorge disseram que aquele ia ser o melhor ano de vendas deles, afinal depois da morte de Voldemort os bruxos não tinham mais medo de sair de casa e queriam cada vez mais aproveitar seus produtos. Quando a tarde chegou todas as compras estavam feitas e todos queriam ir para casa, pelo menos quase todos.
- Ah mãe, eu não quero ir para casa agora. – Chorou Rony.
- Se a senhora quiser posso levá-los para casa depois. – Disse Robert recebendo um olhar feio da matriarca.
- Mãe eu sou maior de idade, deixa eu ficar.
- Ser maior de idade não quer dizer que a mãe deve deixar o filho sair a noite. Mas como todos insistem. – Disse olhando para Harry, Hermione e Gina parecendo ansiosos para terem uma noite de juventude. – Certo, tudo bem então, Robert diz que vai levá-los depois. Muito cuidado Robert, meus filhos estão em suas mãos, e quero vocês cedo em casa hein, comportem-se.
- Não se preocupe senhora Weasley, eu os levarei cedo e a salvo.
Mais uma vez Robert dava um daqueles sorrisinhos encantadores dele, Hermione deveria enjoar nesse momento, mas ao contrário, ela queria mais. A senhora Weasley deu um beijo e um abraço em todos e voltou para o caldeirão furado com Tonks e Lupin que precisavam voltar para cuidar de Ted que ficara com a avó.
- Onde vamos? – Perguntou Gina abraçada a Harry.
- Não sei, eu vou onde Hermione for. - Robert estava ao lado de Hermione o tempo todo e colocou uma mão em sua cintura, ela não tirou.
Os cuidados que Robert tinha com ela a deixava com vontade de abraçá-lo e não largar mais. Esse tempo de dúvida em sua cabeça a deixava carente demais. Ele mantinha sua mão em sua cintura e a guiava para um barzinho que Rony indicara. Lá dentro era escuro apenas com luzes azuis dando um efeito exótico ao lugar. Tinha um palco no meio do Karaokê e mesas em volta.
Eles sentaram-se nas últimas mesas, no canto esquerdo. Harry sentou-se ao lado de Gina. Robert ao lado de Hermione e Rony ao lado de Gina porém sem companhia. Logo eles pediram as bebidas que foram servidas por uma garçonete loira muito bonita que para surpresa de todos ficou rindo para Rony o tempo todo.
- Ei Rony, parece que tem alguém afim de você hein! Vai lá.
- Para com isso Harry. – Pediu Rony ficando vermelho.
- Deixa que eu vou lá. – Disse Gina levantando e ignorando os chamados do irmão.
Rony conseguiu a proeza de ficar mais vermelho que seus cabelos. Logo Gina voltou com um sorriso travesso no rosto.
- Rony ela quer falar com você.
- Eu não vou lá.
- Ora, pare de fingir que é um lufa lufa e vai lá mostrar que é um grifinório corajoso, ou vai me dizer que está com medo de enfrentar uma menina como aquela?
- Eu não estou com medo.
- Então vai logo.
Rony se surpreendeu, pois quem falara agora fora Hermione o incentivando a ir falar com a garçonete.
- Está bem, eu vou.
Rony levantou-se devagar, estufou o peito e foi em direção a garçonete. Na mesa Gina se acabava de rir junto com Harry enquanto Hermione ficava calada ao lado de Robert que não olhava para mais nada a não ser a grifinória.
- Harry, que tal irmos dançar um pouco? - Perguntou Gina
- Mas nem está tocando música.
- Então vamos tomar um ar lá fora.
- Está frio.
- Harry, VAMOS TOMAR AR LÁ FORA, AGORA.
Gina falava entre os dentes e olhava duro para Harry que entendeu o recado quando a namorada indicou Hermione com os olhos.
- Ah está bem, vamos, eu estava mesmo querendo um pouco de ar puro.
Gina pediu licença e saiu com Harry indo em direção ao lado de fora. Rony havia se perdido em algum lugar com a garçonete e a mesa agora era somente de Hermione e Robert.
- Mi?
- Sim?
- O que houve com você?
- Nada.
- Nada? Você não é tão calada assim normalmente. – Ele colocou uma mão em seu queixo e virou o rosto dela fazendo-a olhar direto em seus olhos. – Você é tão linda Mi.
Ela sorriu triste, os olhos dele, lindos como sempre, eram verdadeiros, brilhantes e convidativos. Seus dedos acariciavam suas bochechas.
- Por que você tem que ser assim? Por que tem que mexer tanto comigo?
- Eu é que pergunto isso a você minha amada. Por que és tão perfeita? Por que és a mulher que me faz sonhar todos os dias? Por que és a pessoa por quem eu morreria? Por que tens os olhos mais belos, os lábios mais doces e a pele mais macia? Por que és a única que faz o sol sorrir para mim quando está ao meu lado e o faz desaparecer quando se distancia?
As palavras de Robert se aproveitaram da fragilidade de Hermione, entraram dentro dela fazendo o coração palpitar mais rápido. Ele falava baixo somente para ela ouvir, acariciava seus ombros e a olhava com ternura, amor. Não conseguiu resistir e novamente lágrimas rolaram pelo seu rosto. A dúvida deixando espaço para a certeza da escolha que faria.
- Acredite Hermione, quando digo que me arrependi, que me machuquei pelo que fiz a você, que durante as duas semanas que não nos vimos eu quis morrer pela distância, as vezes que te vi falando com outro alguém que não era eu era uma tortura que eu dei a mim mesmo. Eu te amo Hermione.
Ela não tinha palavras.
- Eu sempre te amei e acho que sempre irei amar.
Ele segurou o rosto dela perto do seu.
- Não ligo se eu não for correspondido, não ligo se você me disser nesse momento que me odeia mais que tudo ou que não me quer mais. Eu falarei tudo que tenho que falar.
Ela o escutava cada vez mais atenta.
- Eu te amo, você é a mulher que sempre pedi os céus, você é a única da minha vida, a única por quem eu lutaria até o fim. Te amo, eu quero você Mi, quero te ter ao meu lado, quero envelhecer com você, quero olhar todos os dias nos seus olhos e ter a certeza que você está comigo.
Robert estava tão próximo ao seu rosto que Hermione sentia-se tonta. O perfume dele a inebriava e a fazia imaginar-se beijando os lábios vermelhos a sua frente, ela queria o contato deles, queria beijá-lo e não soltar mais, mas Robert levantou-se e foi até a banda que se arrumava no meio do palco. Falou com o cantor e esse lhe passou o microfone.
- Olá. – Disse para todos no bar que agora já estava cheio. – Eu gostaria de dedicar uma música para a garota que amo. É uma música trouxa, mas que é perfeita. Hermione essa é para você.
A banda começou a tocar uma música com um ritmo mais lento. Ele se posicionou no meio com o microfone em mãos, sua voz saiu macia e sedutora. Nas mesas as meninas babavam e suspiravam, mas os olhos dele estavam grudados em Hermione.
(Uuuu...)
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
(Huuum...)
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
(Uuu...)
Você sempre surpreende
E eu tento entender
(Huum...)
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros;
Todos estão tentando
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo, do seu jogo.
A música acabou, todos no bar bateram palmas entusiasmados, as meninas estavam quase subindo no palco e atacando Robert com suas mãos esfomeadas, mas mais uma vez os olhos dele estavam colados em Hermione que olhava para ele vidrada. Robert desceu do palco e caminhou elegantemente até ela ainda com o microfone em mãos. Ajoelhou-se diante dela.
- Robert para com isso. – Hermione estava vermelha, todos olhavam para os dois.
De dentro da camisa Robert tirou uma caixinha de veludo preta, dentro tinha dois anéis prateados.
- Essas são nossas alianças, eu as guardei e agora quero que a use novamente.
Silêncio.
- Mi, volta pra mim?
Robert não esperou uma resposta, pegou a mão delicada de Hermione e colocou o anel no dedo macio dela. A menina estava paralisada, não sabia o que fazer, em sua mente só vinha a imagem de Snape com ela na porta do Largo Grimauld e o toque de seus lábios em seu pescoço. Mas aquilo era um sonho, só quem era real era Robert que permanecia ajoelhado esperando uma resposta. Hermione não podia negar que ele estava tentando, Robert foi tão espontâneo, o que não é o estilo dele, mas ao mesmo tempo foi charmoso, sincero e amável.
Ela olhou pra ele.
Todos os olhares de expectativa.
Gina a olhava com os olhos de uma amiga que dizia em silêncio que ela a apoiaria no que fosse que ela decidisse.
E agora?
- Aceita?
- Er...