Capítulo 13 – Um novo sentimento.
Hermione despertou com uma leve dor de cabeça, e uma sede desesperada. Em meio ao sono, entreabriu um dos olhos e, vendo o quarto ainda escuro, voltou a se aquietar para voltar a dormir. Deu uma longa respirada, percebendo o perfume estranho que impregnava o local. Passou a mão pela cama, sentindo o lençol estranhamente macio. Ainda de olhos fechados, mexeu o corpo, sentindo outro corpo quente encostado ao seu, em um encaixe perfeito. Braços lhe seguravam firmemente, uma respiração tranqüila batia em sua nuca, arrepiando-a. E, em um choque que paralisou sua respiração, lembrou-se de todo o ocorrido na noite passada.
Não fora um sonho. Ele estava ali, ao lado dela. Estiveram mesmo na festa, estiveram juntos, ficaram outra vez e dessa vez quase fizera uma loucura. A cabeça latejava, parecia que ia explodir, precisa com urgência de um copo d’água e de analgésicos. Abriu os olhos e se mexeu lentamente para não acordá-lo, vendo algumas peças de roupas jogadas no chão. Voltou ao seu lugar, fechando novamente os olhos e lembrando-se do calor dos beijos dele, do corpo dele sob o dela e da promessa que ele fizera de que ela seria dele. Sentiu seu rosto corar, como conseguira ser tão ousada? Com certeza a bebida havia influenciado-a, mas não se arrependia. Se algo tivesse acontecido, ela não se arrependeria um segundo sequer. Naquele momento, era com ele que ela queria estar. Isso bastava.
Sentiu a respiração atrás de si perder o compasso e acelerar. Ele havia acordado. Queria se virar, olhá-lo nos olhos e depois beijá-lo, mas estava muito envergonhada. Sentiu o braço dele puxá-la, em um pedido mudo para que ela se virasse para ele, e assim o fez, sem olhar diretamente no rosto dele, virou-se e abraçou-o desajeitadamente, enquanto ele acariciava o seu braço.
- Bom dia... – Ela o ouviu dizer em um tom inseguro, como se não tivesse certeza se deveria falar.
- Bom dia. – Respondeu tão insegura quanto ele, levantando os olhos para vê-lo.
Encararam-se intensamente por longos minutos, cada um com suas perguntas e duvidas, mas nenhum dos dois conseguiu pronunciar uma palavra sequer. No abraço desajeitado, sentiam a respiração no mesmo compasso, o coração acelerado, o olhar fixado e o sentimento latejando por dentro de maneiras desconhecidas.
- Por favor, diga que se lembra de tudo... – Ele disse quase triste, com a voz cheia de medo de que com o tanto que ela havia bebido, ela houvesse esquecido a noite anterior. Isso não aconteceria nem se ela quisesse muito.
- Eu me lembro de tudo... – Disse firme, mas um pouco envergonhada. Ele abriu um sorriso que era ao mesmo tempo feliz e triste.
Continuaram se encarando por mais alguns segundos, até que ele se apossou delicadamente dos lábios dela, apenas grudando-os por alguns segundos antes de beijá-la de fato. Era um beijo diferente dos outros. Não era calmo como o primeiro, nem avassalador com os últimos da noite passada. Era triste e um tanto desesperado, um passando para o outro o medo de que aquilo acabasse tão rápido que mal pudessem ver, mas também passando todo o carinho e paixão que estavam sentindo um pelo outro no momento. Ela parou primeiro, um pouco sem ar, olhando-o profundamente.
- O que aconteceu com a gente? – Sussurrou ela, enquanto ele continuava a acariciar seu braço.
- Eu não faço a mínima idéia do que está acontecendo, nem do porque, mas eu não sei se quero que acabe... – Respondeu ele para sua surpresa. E, para seu choque maior, viu-se respondendo:
- Nem eu... – Ambos sorriram verdadeiramente um para o outro.
Ela não entendia o que sentia naquele momento, mas tudo o que queria era estar junto a ele. Nunca havia sentido algo assim, nunca havia sentido vontade de somente estar ao lado de alguém, sem fazer mais nada além de sorrir e respirar. Nunca havia sentido uma vontade tão grande de ficar com alguém sem reservas.
E em mais um choque, deu-se conta de que estava apaixonada.
Sentiu-se momentaneamente desnorteada. Fora uma constatação e tanto descobrir-se apaixonada por ele. Mas devia ser isso que tanto Gina lhe falava; o frio na barriga com um olhar, o medo de não saber o que dizer, a vontade de estar perto sem motivos... Era isso que ela tanto lhe falava. Mas não cabia dentro de sua cabeça que era por Draco Malfoy que ela estava sentindo aquilo pela primeira vez. E era.
O carinho que ele fazia em seu braço a eletrizava e a fazia perder o fio da meada de seus pensamentos. Quando pensava novamente no que dizer, ele mexia a mão em um carinho, e ela perdia tudo o que estava em mente. Não seria fácil lhe dar com esse novo sentimento.
- Está se sentindo bem? – Ele perguntou em um tom profundamente carinhoso que soou como música em seus ouvidos. Respirou fundo meio tremula antes de responder.
- Sim... Só um pouco de dor de cabeça e muita sede...
- Depois do que você bebeu ontem me surpreenderia se fosse o contrário. – Rindo, levou a mão que estava em seu braço até seu rosto, passando o dedo polegar no local. – Porque você não dorme mais um pouco? Talvez a dor passe...
- Eu não quero... – Mordeu o lábio, contendo a vontade de dizer que na verdade só queria olhar um pouco mais para ele.
- Está com fome? Não sei muito, mas posso transfigurar alguma coisa para você comer...
- Um pouco... Estou mais com sede. – Deu de ombros, envergonhada ao se lembrar do quanto bebera na noite passada. – Aliás, me desculpe... Bebi demais ontem à noite, eu não sou daquele jeito... – Arrependeu-se assim que as palavras saíram de sua boca, achando que deu a entender que falara deles dois e não da bebida. – Digo, de beber, não de outra coisa, quer dizer... – Calou-se, derrotada, sem saber o que dizer, enquanto ele só ria.
- Tudo bem, eu entendi, não tem problema... Todo mundo tem que fazer isso ao menos uma vez na vida. – Deu um beijo na testa dela, e já ia se levantando, mas voltou, parecendo se lembrar de algo. – Pode fechar os olhos? Preciso levantar...
- Ah, claro! – Corou violentamente, lembrando que dissera para ele dormir sem a calça e que assim ele estava. Virando-se de costa para ele, enterrou o rosto entre os travesseiros, completamente envergonhada. Ouviu-o levantar dando uma risadinha, e depois de alguns minutos, ele anunciou que já estava vestido, e ela se virou de novo para ele, olhando-o parado em frente à cama, vestindo somente a calça preta e mais nada. Na penumbra que estava aquele quarto, ela percebeu o contorno de seu corpo definido e sentiu o ventre se contorcer com violência ao se lembrar de suas caricias na noite anterior. Sem parar de sorrir, ele pegou a varinha que estava jogada ao chão e se sentou, apontando para cama e murmurou um feitiço. Em segundos apareceu uma bandeja com uma grande jarra de água, algumas frutas, torradas e suco de abobora. Ela se sentou enquanto ele enchia um copo de água que entregou para ela. – Obrigada. – Agradeceu, tomando o conteúdo do copo todo de uma vez e em uma rapidez que assustou até a si própria.
- Mais? – Ele ofereceu, rindo. Ela concordou, estendendo o copo para que ele enchesse novamente e assim ele o fez; ela tomou tudo muito rápido novamente. – É assim mesmo, não se assuste. Você vai passar o dia inteiro tomando água e sem querer comer, mas tente engolir uma torrada ou uma dessas maçãs, se sentirá melhor. – Ela pegou uma das torradas e mordiscou, mas desistiu de comer ou de fazer qualquer outra coisa, seu coração queria respostas urgentes. Respostas de perguntas que ela não conseguia ao menos formular. Olhou para baixo, mirando as próprias pernas cobertas no lençol verde, tomando coragem.
- O que está acontecendo? – Perguntou levantando o rosto para olhá-lo diretamente nos olhos; o que se arrependeu de fazer, pois quase perdeu tudo o que tinha em mente de novo.
- Eu não sei... – Falou em um tom sincero, dando de ombros e se aproximando mais dela, segurando uma de suas mãos. – Eu não faço idéia do que é, nem porque é, nem porque está acontecendo... – Falava em um tom baixo, acariciando sua mão com o polegar. – Algum palpite? – Sorriu.
- Nenhum... – Sorriu também, mas com menos humor. – Você já sentiu isso? – Ela parou a caricia dele, fazendo então com que seus dedos se entrelaçassem.
- Eu estaria mentindo se dissesse que não... Mas nunca desse jeito. – Ele parecia pensativo, longe. Encostou-se na cabeceira da cama com as pernas separadas, e puxou-a para se sentar entre elas. Assim ela fez, envolvendo os braços em torno dele enquanto deitava a cabeça em seu ombro – Mas eu ficaria feliz que não tentássemos explicar. Não parece ser algo que possa ser dito em palavras e talvez seja melhor assim...
- Eu não sei, minha cabeça não aceita... – Ela fechou os olhos, pensando – Eu costumo acreditar sempre em coisas palpáveis e com explicações bem lógicas; de preferência, descritas em alguns vários metros de pergaminho. Eu nunca estive em uma situação em que eu não pudesse explicar o que está acontecendo com todos os detalhes. – Ela parou, tomando fôlego – Eu odiava você... Eu não suportava ver a sua cara... Ai você vem em uma noite qualquer e me conta coisas que eu nunca imaginei... No outro dia volta ao normal e me deixa confusa... Na outra semana praticamente me ataca... Na outra tenta ser meu amigo, e no meu aniversário... Me beija? Não sei se foi você quem me beijou, acho que foi mais uma ação conjunta, mas mesmo assim, foi no mínimo inexplicável... Então no outro dia você me diz que foi um erro e ficamos no coleguismo que havíamos conquistado, completamente normal, mas também inexplicável porque eu não conseguia nem trocar um bom dia com você. – Ela parecia querer parar de falar a cada palavra pronunciada, mas não conseguia se controlar. Ele só ouvia quieto, prestando atenção em tudo. – Aí fomos para essa festa, eu fiquei bêbada, ficamos de novo, e acabamos aqui... Se não fosse pelo seu autocontrole; e eu te parabenizo por ele porque eu de fato fiquei desnorteada – Ele sorriu enquanto ela corava – Eu não sei o que poderíamos ter feito, aliás, até sei, mas não quero imaginar...
- Você se arrependeria?
- Nem um minuto e é isso que me assusta. – Ela assumiu, em um tom embargado e confuso – Eu detestava você e agora... Eu só quero ficar ao seu lado. Olhando bem para isso tudo me dou conta de que não era você em si que eu odiava... E sim o jeito que você me tratava... – Ele apertou-a em seus braços, num abraço protetor – Não sei se isso vai mudar amanhã, isso é novo para, sei que agora é isso que eu quero, e sinceramente não está sendo fácil para eu assumir, mas a bebida deve ter desprendido algo no meu cérebro, porque eu não sei se você percebeu, mas eu não consigo parar de falar... – E riu nervosa.
- Eu também me sinto assim e também não sei explicar o porquê, e nem até quando... – Beijou a testa dela, com um sorriso triste – E na verdade eu não sei se isso é saudável porque se alguém descobre, os seus amiguinhos começam a “Primeira Caçada à Cabeça de Draco Malfoy”... E tem tantas outras coisas envolvidas...
- Eu sei... – Ela disse em um tom triste, antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa que estragasse aquele momento. Eram proibidos um para o outro e isso nunca daria certo. Respirou fundo, tentando sair dos braços dele, mas ele não deixou – Temos que dar um jeito de sair daqui, mas eu não sei transfigurar roupas e não dá para sair de Chapeuzinho Vermelho por aí essa hora... Aliás, que horas são?
- 13:00hrs. – Disse olhando o relógio no criado-mudo ao lado da cama. – Porque não ficamos aqui hoje? Aí a noite, quando todos estiverem no jantar, vamos para os nossos quartos, nos trocamos e vamos para ronda...
- É uma boa idéia... – Ela disse se aninhando novamente nos braços dele, mas sem deixar transparecer o quanto achava a idéia ótima. – Mas o que faremos o dia todo? – Perguntou em um tom inocente.
- Eu posso pensar em várias coisas... – Disse em um tom malicioso, dando um beijo no rosto dela e apertando-a contra seu corpo, o que a fez rir.
- Alguma amostra, por favor?
- Seu pedido é uma ordem, senhorita... – Riu, deitou-a sob a cama e se inclinou sob ela, iniciando um beijo quente e ao mesmo tempo terno.
Entre beijos e abraços deu-se conta do quanto àquilo era errado, perigoso, mas era isso que ela queria. Estar com ele e só. Mesmo que no fim do dia nada desse certo. Naquele momento, naquele dia, eram só eles dois juntos – sem briga, sem raiva, sem um mundo ao redor, sem ninguém para atrapalhar, nem futuro e nem passado. Só aquele momento e nada mais.
Os beijos foram se intensificando cada vez mais. Os corpos antes sutilmente juntos estavam grudados em apertos fortes. Os cabelos estavam cada vez mais desarrumados, a respiração completamente alterada. Beijos profundos, exploradores, um sentindo o sabor do outro com luxuria. A mão dela puxava delicadamente os cabelos dele, bagunçando-os. A mão dele acariciava a cintura dela com fervor, como se ela fosse capaz de fugir e ele estivesse pronto para segurá-la. Em um movimento rápido, eles se viraram, invertendo as posições; agora ela estava por cima, com as pernas uma de cada lado do corpo dele. Ele passou alguns minutos admirando-a por completo, fazendo com que ela corasse.
- Você fica linda com a minha camisa, sabia? – E sem dar tempo para uma resposta, ele a puxou para outro beijo, ainda mais quente que os outros.
Ele já estava completamente enlouquecido. Não sabia se era consciente dela ou não, mas cada movimento dela sob ele o fazia se excitar cada vez mais, e já sentia o corpo implorar pelo dela. Passou as mãos pelas pernas nuas, subindo para o bumbum, onde deu um leve aperto que a fez soltar um gemido baixo. Ela, sentindo a provocação, foi descendo seus lábios em uma trilha de beijos até o pescoço dele, onde parou e ficou entre beijos e mordidas que o enlouquecera. Rapidamente ele trocara novamente a posição, ficando entre as pernas dela, roçando seus corpos enquanto a imitava, dando beijos e mordidas em seu pescoço. A ela só restou se lembrar de como respirar. Displicentemente ele começou a abrir os botões da camisa que ela vestia um a um, sempre parando para roçar seus dedos sobre a pele alva e macia dela. Quando terminou, levou uma das mãos para o seu quadril, segurando-o firmemente enquanto descia os lábios para o espaço entre os seios, com beijos molhados que a fizeram se arrepiar.
- Draco... – Ela chamou seu nome com a voz ofegante e carregada de prazer, que ele só entendeu como estimulo para que ele continuasse. Ela estremeceu quando ele foi guiando os lábios para um dos seios, quase entrando pelo sutiã. Um choque de realidade pareceu tomá-la sobre o que estava acontecendo e pela primeira vez se sentiu com medo e insegura. E se não fosse a hora? E se não soubesse o que fazer ou como fazer? E se ele simplesmente a deixasse depois de tudo? Ou se ela não o quisesse mais no outro dia? Sua entrega seria em vão? Eram tantas perguntas, tantas dúvidas, tantas inseguranças. O queria, mas tinha medo. Era uma linha tênue. – Draco... – Chamou-o com mais firmeza, e dessa vez ele pareceu ouvir, parando o que estava fazendo para encará-la. Os olhos cinza turvos de desejo e paixão, praticamente implorando para que ela fosse dele. Ela corou, sem saber o que dizer, e então, para seu alivio, ele pareceu entender.
- Se você quiser a gente para agora... – Ele disse em um tom compreensivo, enquanto tirava uma mecha do cabelo dela que caia sobre seu rosto.
- Não é isso... É só que... – Travou. Não sabia o que dizer.
- Não vamos fazer nada que você não queira. Se em qualquer momento você quiser parar, paramos. Vai ser difícil para mim, mas eu entendo você, e irei parar na hora que você quiser. Só relaxe... – Encostou sua testa na dela, roçando seus lábios – Você vai ser minha, mas só na hora em que você quiser...
Ao ouvir isso sentiu seu ventre se contorcer como nunca, em uma sensação que ela nunca havia sentido antes. Era um misto de prazer e segurança que a faziam pensar “É, estou pronta... Não pense.”
- Eu quero ser sua... Agora. – Engoliu em seco toda a timidez, o olhando diretamente, esperando que ele fosse tomá-la de uma vez. Sabia que aquilo deveria ter soado como uma provocação para ele, mas se surpreendeu quando ele primeiramente beijou sua testa, para só depois beijá-la nos lábios.
Era um beijo que lhe passava toda a segurança que necessitava para se entregar completamente. Ele sabia que ela não saberia muita coisa então decidiu só se deixar levar pelas caricias enlouquecedoras dele. Novamente, ele foi descendo os lábios, dessa vez diretamente para o seu colo, dando beijos carinhosos enquanto a mão voltava para o quadril, em um aperto leve, brincando com a lateral de sua calcinha. Ela sorriu e ofegou diante dessas caricias. Percebia que se dependesse dele, aquilo seria perfeito. Era só ceder.
Ele agarrou-a pela cintura firmemente, levantando seu corpo para que pudesse livrar os braços da camisa que ela ainda vestia. Ajoelhou-se na frente dela, puxando-a para que ela se ajoelhasse também, grudando seus corpos com poucas peças de roupas. Voltaram a se beijar, mais firme e quente do que antes, avassalador e apaixonado. Uma das mãos dele estava em sua bunda, enquanto a outra sorrateiramente chegou ao fecho do sutiã, abrindo-o com muita delicadeza e facilidade. Seguindo seus extintos, ela levou as mãos trêmulas até o botão da calça dele, abrindo-o junto com o zíper, sentindo os dedos roçar sobre o membro rígido dele. As sensações que estava sentindo eram inimagináveis, deliciosas, intensas... Senti-lo tão excitado quanto ela fizera ir às nuvens e ela sabia aquilo era só o começo.
Em um movimento exageradamente lento, ele fez o sutiã dela escorregar por seus braços, enquanto olhava-a diretamente nos olhos. Deveria ter sentido vergonha, mas não foi assim que se sentiu. Estava se sentindo bem, viva, desejada, e outras coisas que ela nunca imaginou sentir. Ele pegou suas mãos e colocou em seu quadril, sob a calça, guiando-a para que ela baixasse e assim ela o fez, deixando-o só com uma cueca Box preta. Deitou-a novamente na cama, encaixando-se entre suas pernas, beijando-a novamente, enquanto as mãos experientes exploravam seu corpo sem pudor, acariciando pernas, bunda, barriga e por fim, parando nos seios, massageando e brincando com um deles, enquanto os lábios desciam para se apossar do que estava livre. Língua, lábios e dentes trabalhavam unidos para fazê-la enlouquecer. Gemia e chamava o nome dele, tão excitada quanto nunca achou que fosse possível. Novamente agindo por extinto, levou uma das mãos que não parava de tremular em direção ao quadril dele, passando as unhas, vendo-o se arrepiar e isso a deixava mais acesa. A outra mão estava emaranhada sobre os fios de cabelo platinados, puxando-os com força. E, finalmente tomando coragem, desceu mais a outra mão, tocando o seu membro rígido por cima da cueca. A sensação de saber que aquilo era por ela, era simplesmente fantástica.
Perdeu a noção de tudo quando o ouviu soltar um gemido baixo e rouco contra seu seio, aprovando sua carícia. A mão que massageava o outro seio foi sem hesitar tocar seu sexo por cima de fina calcinha que vestia. Achou que nada pudesse ser melhor que aquilo quando ele mostrou o quanto ela estava errada, adentrando a mão pela peça intima e tocando-a diretamente em um ponto que pulsava de prazer e excitação. Daí não pode mais fazer nada, só se contorcer em desejo e gemer o nome dele, controlando a vontade de pedir para que ele parasse aquela deliciosa tortura e finalmente a fizesse dele. Ele só a observava, o olhar perdido no prazer, chegando ao seu limite.
- Se vai me mandar parar, mande agora... – Ele disse sem parar de tocá-la, a voz rouca, a respiração ofegante.
- Eu preciso de você... – Disse ela de olhos fechados.
- Abra os olhos... – Disse enquanto tirava as ultimas peças de roupas que ambos vestiam e se deitando sob ela. Fez um carinho em seu rosto quando ela o obedeceu, encarando seus olhos. – Quanto você precisa de mim?
- Muito... – Ele se posicionou entre as pernas dela, encaixado. Ela estremeceu.
- Como?
- Em mim...
Ao ouvi-la, deu um rápido e terno beijo em seus lábios e então, lentamente, se encaixou nela, penetrando-a muito lentamente, sentindo-a contraída. Ela fechou os olhos e só gemeu, sentindo a dor e o prazer envolve-la em uma tortura excitante; doía, mas ela queria mais. Prendeu as pernas em torno do corpo parado dele, que só a observava, sem se mexer, deixando com que ela se acostumasse com a nova sensação que invadia.
- Tudo bem? – Ele perguntou com carinho, mexendo em seu cabelo. Ela afirmou que sim com a cabeça, apertando as pernas em torno dele, num pedido mudo por mais, e assim ele o fez.
Começou a se movimentar lentamente, entrando e saindo dela enquanto ela gemia sem parar. Os gemidos dela faziam com que ele enlouquecesse, e mal podia se conter, mas sabia que era a primeira vez dela e não poderia ir rápido demais, mesmo que fosse por isso que ele pedisse. Ela gemia, mordia o ombro dele, puxava seu cabelo, completamente fora de si, entregue ao desejo que a tomava por completo. Sussurrava em seu ouvido pedindo por mais; e quanto mais ele dava, mais ela pedia. Sentia-se completa como nunca havia se sentido. Sentia-se plena, feliz, mulher. E teve a certeza de que fizera a coisa certa. Mesmo que nunca houvesse pensado nisso, fizera com a pessoa certa. Foi o momento certo, no lugar certo, no minuto certo, com a pessoa certa. Não fora um erro de maneira alguma. Mesmo que depois houvesse conseqüências.
Os movimentos estavam cada vez mais rápidos e intensos. Os gemidos cada vez mais altos, os corpos cada segundo mais suados e exalando prazer. Hermione sentiu o corpo inteiro se arrepiar, um calor vir das pontas dos pés e se intensificar em seu ventre, fazendo-a gritar o nome dele, em um orgasmo forte e prazeroso. Draco não se conteve ao vê-la tão entregue e excitada e também chegou ao seu ápice, em um gemido longo e rouco, a pele branca com todos os pelos eriçados enquanto o corpo perdia a força sob ela. Estavam sem ar, suados, mas tão felizes quanto o possível. Saiu de cima dela e deitou-se ao seu lado, puxando-a para se abraçá-lo. Ela, com forças apenas para respirar, deixou ser guiada por ele, deitando sua cabeça em seu ombro, tentando aos poucos voltar a si.
Ficaram longos minutos em silêncio, apenas curtindo o momento. Ele era dela, ela era dele. Sem reservas, sem brigas. E não pensavam no porvir que chegava mais rápido a cada batida dos ponteiros do relógio. Naquele momento se pertenciam, e era só isso que importava.
- Obrigada... – Ela sussurrou cansada, se aninhando confortavelmente em seu braço.
- Por nada... – Ele riu irônico, enquanto beijava o topo de sua cabeça com carinho – Descanse...
- Não quero dormir... – Realmente não queria, mas pelo fato de que não queria perder um segundo daquele momento.
- Descanse. – Ele repetiu, pegando o cobertor que estava ao lado dele e cobrindo-os. – Eu não vou embora, se é esse o seu medo. – Riu novamente irônico.
- Convencido... – Também riu, dando uma tapinha nele.
- Sério, feche os olhos. – Ela obedeceu.
- Durma também... – Ela disse com a voz pesada, sendo vencida pelo cansaço.
- Prefiro ver você dormir.
- Assim não vale... – Sorriu tímida e bocejou. Ele a calou com o dedo indicador, enquanto começava a cantarolar uma música que ela não pode entender muito bem. Mas o som da voz dele a fez relaxar e cedeu ao sono com rapidez.
Seu ultimo pensamento consciente fora que sim, era dele. E não queria ser de mais ninguém.
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Oi gente! Quero agradecer pelos reviews lindos! Eu de fato fico triste que aqui, meu site favorito, tenha menos acesso que o outro, mas fico muito feliz sempre que recebo mais um aqui! Espero que estejam mesmo gostando!
Mayara T: Obrigaaaaaada linda, continue acompanhando. x
Nana-moraes malfoy: Eu já disse que adoro seus comentários? Então digo agora, adoooooooooooro! hahahaha, pois é menina, vimos ai tudo o que você queria que acontecesse, ou quase tudo, porque o ciumes não aconteceu.. AINDA! Continue acompanhando! Beijos. x
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Samy Makey: Também sou louquinha por Dramione, hehe! KKKKK Awn, que linda, muito obrigada pelos elogios, viu, de verdade! Fico muito feliz que você tenha se agradado de minha histórinha *-* E agora acho que você quer um Draco desse né? Aliás, quem não quer? Hehe. Continue acompanhando! Beijos. x
Até a próxima, meninas!