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9. Infinitos.


Fic: A Outra Face da Serpente


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 9 – Infinitos.


 


Hermione estava a caminho do Salão Comunal da Grifinória, sorridente. Havia conseguido com McGonagall a permissão para dormir na Torre de sua casa, por causa do seu aniversário. Dentro de uma hora teria oficialmente 18 anos.


Não que isso fosse mudar muito em sua vida, mas gostava de seus aniversários, pois sempre refletia muito sobre como estava sua vida, o que mudou e o que devia mudar. Mas não pensaria nisso agora. Queria aproveitar a presença dos amigos, que ela viu já estarem todos a esperando no Salão. Harry, Gina, Parvati, Katy, Isabelle e Neville, eram como sua família em Hogwarts. Rony também estava lá, mas era o único rosto que não lhe sorria. Ele ainda estava chateado. Mas nem isso mudaria seu humor.


- Então, como se sente prestes há fazer 18 anos, Mione? – Disse Gina, lhe entregando uma garrafa de cerveja amanteigada.


- Normal... – Deu de ombros – Nada vai mudar na minha vida...


-Quem sabe? – Disse Parvati, rindo – Vai que aparece um príncipe encantado na sua vida?


- Com tanto que ele não vire sapo! – Deu um gole em sua cerveja, sorrindo – Então, todo mundo trouxe presentes? Eu quero muitos presentes!


- Calma, apressadinha! – Disse Harry, abraçando a amiga – Os presentes só serão entregues amanhã!


Assim, todos continuaram em uma conversa animada. Até Rony se juntou a eles. Exatamente a meia noite, todos cantaram “parabéns a você” em uníssono para uma Hermione emocionada com o carinho dos amigos. Depois, vieram muitas felicitações, abraços e beijos. De fato, Hermione estava muito feliz, não poderia ter amigos melhores.


No meio da grande confusão, viu uma coruja parada na grande janela da Torre, com um pergaminho amarrado a pata. Sem que ninguém notasse, foi rapidamente até lá, pegou o pergaminho e dispensou a coruja. Abriu-o com pressa, e lá encontrou apenas poucas palavras, que fizeram seu coração saltar sem motivos.


“Feliz Aniversário,
D.M.”


Guardou-o no bolso e voltou para a conversa ainda animada dos amigos, sem de fato conseguir se concentrar novamente, mas disfarçando tanto quanto podia seu modo aéreo. Pouco a pouco, cada um foi para seu dormitório, no fim sobrando apenas ela e Gina sentadas ao chão, próximas à lareira, enquanto Harry dormia deitado no sofá. Despertou meio abobado, e pedindo desculpas a amiga, também foi para o seu quarto.


- Então, quem foi que te mandou aquela coruja? – Perguntou Gina quando ficaram a sós.


- Você viu? – A castanha perguntou enquanto deitava a cabeça sob as pernas esticadas da amiga, que só concordou. – Foi o Malfoy... – Tirou o pergaminho do bolso e entregou a ela, que sorriu ao ler.


- Ele se lembrou do seu aniversário! – Hermione assentiu com a cabeça, olhando as chamas na lareira trepidarem. – Que fofo.


- Está tudo tão confuso, Gina...


- Eu imagino, minha amiga... Quer conversar sobre isso? – Disse a ruiva, enquanto mexia em alguns dos cachos da castanha.


- Eu... Não sei nem como falar disso... Ele está estranho, diferente... Ontem nós agimos como se fossemos velhos amigos, conversando normalmente, brincando... Se alguém me contasse que isso poderia um dia acontecer, eu provavelmente o mataria, mas aconteceu... – Gina só ouvia tudo atentamente balançando a cabeça em sinal de compreensão. – Eu nunca me imaginei amiga do Malfoy, nem colega... Nem nada! No entanto... Parece que eu o conheço a vida inteira. Ele não apareceu na ronda hoje, e... Foi ruim.


- Você sentiu falta dele.


- “Falta” é muito forte, Gina... Mas foi ruim.


- Mi... Veja bem, não leve a mal, é só uma pergunta, mas... Você já se apaixonou alguma vez na vida? Digo, se apaixonar de verdade, não essas paixonites que dá e logo passa.


- Porque essa pergunta? – Se levantou bruscamente do colo da amiga, na defensiva. Nunca fora boa com sentimentos.


- Só responda...


- Não Gina. Nunca.


- É um sentimento bom, sabe? Não digo que é lindo; o amor é lindo. Mas é bom... Você devia se permitir sentir...


- Você não está sugerindo que eu me apaixone pelo Malfoy, está?


- Eu não citei nomes, mas se a carapuça serviu... – Disse risonha.


- Sabe, eu não planejei entregar meu coração a um canalha... Na verdade eu nem planejei entregar meu coração.


- E essas coisas se escolhem? Se planejam? Eu não amo o Harry por opção, Hermione. Mas aconteceu, desde a primeira vez que eu o vi, ainda pequena. O destino quis que eu o amasse. Eu só aceitei.


- Não compare Harry a Malfoy, é até uma ofensa!


- Não estou comparando, só estou te mostrando que não se escolhe de quem gosta.


- Eu não vou me apaixonar por ele! – Ela vociferou, cerrando os dentes.


- Então me diga, quem foi a última pessoa que você pensou ontem a noite?


- Rony. Ele estava chateado comigo. – Respondeu firmemente.


- E por quê?


- Por que... Ele me viu meio que... Abraçada a Malfoy. – Mexeu-se inquieta, falando a contra gosto.


- Ah, sei... – Disse a ruiva, um pouco irônica. – Então, me deixa reformular a pergunta... Em quem você pensou quando deitou sua cabecinha no travesseiro? Quando você fechou os olhos, quem você encontrou por trás das pálpebras? – Hermione permaneceu calada, pensativa, sem encarar a amiga. – Eu já imaginava...


- Isso não quer dizer nada! – Disse completamente defensiva.


- Isso quer dizer tudo... Diga-me, sonhou com ele?


- Já chega, Gina! – Levantou-se, exasperada. A ruiva também levantou, mas rindo. – Chega desse assunto! Vamos dormir! Você está apaixonada, está vendo amor em tudo, não dá pra ter uma conversa sensata com você!


- Vamos, meu amor, vamos... – Abraçou a amiga que mantinha a expressão fechada, e juntas foram para o dormitório.


xxx


Pela manhã, Hermione acordou cedo. Na verdade, não havia dormido bem, sua mente trabalhando a mil por hora, com pensamentos tolos sobre certo loiro. Ainda mataria Gina pela conversa da noite anterior.


Levantou-se, vendo o quarto já vazio. Todas já deveriam ter ido aproveitar o domingo. Então, de repente, lembrou-se que era seu aniversário, e provavelmente todos os seus amigos estariam esperando no Salão Comunal. Com um sorriso no rosto, tomou um banho rápido e colocou um vestido azul que Gina havia emprestado a ela. Era tomara-que-caia, marcado até a cintura e solto no comprimento, cheio de bolinhas brancas.


Descobriu-se certa quando chegou ao Salão. Todos os seus amigos estavam lá, cantando novamente “parabéns a você” em uníssono. Perto dela, um enorme bolo de chocolate flutuava, com 18 velinhas acesas. No canto, uma mesa abarrotada de presentes.


- Vamos, Mi, faça um pedido! – Disse Harry, indo abraça-la.


- Eu não preciso de mais nada! – Disse, emocionada, seguido de muitos “Ohh” de seus amigos, o que a fez rir. E então, soprou as velas.


- Precisa sim, de um namorado! – Caçoou Gina.


- Prefiro estudar! – Respondeu divertida.


- Anda, Hermione, vai abrir os presentes! – Disse Rony, empurrando-a até a mesa onde estavam os presentes. – Tem até presente anônimo ai, ‘tá podendo hein?


- Uh, a Hermione tem um admirador secreto! – Brincou Katy, e todos riram.


- Calem a boca, vocês! – Reclamou a castanha, sorrindo. E começou a abrir os presentes.


Harry havia dado um par de brincos de perolas muito bonito. Gina dera um diário, que era trancado com vários feitiços. Rony deu um anel de ouro, com um delicado lacinho em cima, que ela achou muito fofo. Um a um, foi abrindo os presentes e agradeceu a todos, até que sobrou só uma caixinha fina e quadrada, de veludo preto.


- Não nos pergunte quem mandou... – Disse Gina, entregando a caixinha a ela. – Quando chegamos ao Salão, só havia uma coruja com essa caixa amarrada as patas, só com um bilhete dizendo que era para você.


Apreensiva, abriu-a, deixando o seu queixo cair ao ver seu conteúdo. Era um lindo cordão, fininho, com um delicado pingente de coração e um símbolo do infinito no centro. A julgar pelo brilho, deveria ser ouro branco, e no pingente havia algumas pedrinhas, provavelmente diamantes. Era simples, mas magnifico. Preso abaixo dele, uma tirinha de papel, escrito:


“Nós somos infinitos.”


- Meu Deus, é... – Ela começou em um tom bobo.


- Lindo! – Gina a completou, igualmente boba.


- Vocês não sabem mesmo quem mandou? – Perguntou, olhando a todos, que negaram com a cabeça.


- Não importa... – Disse Harry, pegando o cordão na caixa, e colocando na amiga. – É muito bonito. – Olhou para Gina. – Olha aí, meu amor, ela agora não precisa mais de namorado, já tem pretendente a príncipe encantado! – Todos caíram na risada.


Hermione tentou o máximo que pode se concentrar na conversa com os amigos, mas não conseguiu. Eles perceberam, mas não comentaram, entendiam que um presente como aqueles deixava qualquer um pensativo. Ela elaborava mil teorias na cabeça, de como ou quem poderia ter dado aquele cordão... E o bilhete... “Nós somos infinitos”. Ela, como romântica inveterada, achou aquilo lindo, mas não podia negar que era estranho, não sabia de quem se tratava, e sua curiosidade a impedia de pensar em outra coisa além disso. Aliás, quase qualquer outra coisa... Volta e meia, mesmo que ela tentasse evitar, Draco Malfoy passava por seus pensamentos. E estava ansiosa para que a noite chegasse.


Será que ele apareceria esta noite? Não podia negar que queria vê-lo. Não entendia tal vontade, pois ele não era nada para ela. Mas queria vê-lo, saber se ele estava bem, pois sabia o quanto ele queria o cargo chefe na monitoria, então ele não faltaria uma ronda por qualquer motivo. No fundo, estava preocupada.


A conversa com Gina ainda vagava por seus pensamentos. Se apaixonar... Se apaixonar por Malfoy, isso era possível? Malfoys eram dignos de sentimentos? Podia até está percebendo agora que Draco não era como seus outros familiares, via que ele só era um garoto incompreendido em busca de atenção. Mas isso não mudava o fato de que ele era um galinha. E homens assim, na concepção de Hermione, não eram dignos de sentimentos tão bonitos quanto a paixão... Ou o amor.


Não o viu o dia inteiro, o que a deixou apreensiva, buscando-o com os olhos em todos os lugares. “Onde ele se meteu?”, ela pensava todo momento. Não era normal não ver Malfoy perambular pelo castelo em pleno domingo, e o pior era que não poderia perguntar a ninguém por ele. Então, teria que esperar até a noite, no momento da ronda.


As horas pareciam se arrastar, Hermione quase estava achando que alguém havia parado o tempo, mas isso tudo era só sua ansiedade para vê-lo. “Não seja tola, não há porque você querer vê-lo!”, pensou, enquanto fingia jantar, mexendo impaciente o pingente em seu pescoço. “E ainda isso”, pensou. “Quem me mandou esse bendito cordão?”


Depois de muita discussão com seus amigos, que imploravam para que ela faltasse a ronda, ela atravessava os corredores, tentando se conter para não correr até a porta da Torre dos Monitores, onde eles sempre se encontravam. Estava ansiosa para ver se ele apareceria. E para seu contentamento – e completo desespero pelo sentimento – ele estava lá, esperando-a. Quando a viu, sorriu.


- Feliz aniversário, Granger. – Ele falou em um tom educado totalmente novo para Hermione, que se sentiu meio fora de orbita a frente dele.


- Obrigada... – Respondeu sorrindo, no mesmo tom educado que ele. – Porque não apareceu ontem a noite?


- Problemas... – Fez uma careta divertida.


- Ahn... E esse problemas por acaso veste saias? – Ela sentiu um pouco de ciúmes escorregar por seu tom, sem querer. Não era sua intenção. Rapidamente, se recompôs.


- Não, Granger... – Ele parecia se divertir – Eu não fui ficar com ninguém.


- Não me interessa. – Falou meio emburrada, o fazendo rir.


- Sei... Enfim, vem, quero te levar em um lugar... – Puxou ela pelo braço, levando-a pelo corredor contrário de onde deveriam ir.


- Ei, temos ronda! Onde está me levando? – Ela perguntou, quando ele a levou para fora do castelo.


- Hoje é seu aniversário, Granger, sem trabalho. E ninguém vai notar nossa ausência. Agora feche os olhos. – Continuava a andar, indo em direção a um lado do castelo que ela nunca havia ido.


- O que? Se eu fechar os olhos enquanto ando eu vou cair. E onde estamos indo? – Ela começava a ficar meio raivosa.


- Confia em mim uma vez na vida, Granger? Eu não vou te levar para nenhuma emboscada, se é isso que está pensando.


- Difícil confiar, você é um Malfoy.


- Faça de conta que eu sou qualquer coisa hoje, teimosa, até um cachorro. – Parou, olhando-a. – Mas confie em mim. Você não vai se arrepender. – Apertou a mão que segurava, em um gesto que passou toda a segurança que Hermione precisava para acreditar. Então, fechou os olhos. – Boa menina. – Continuou guiando-a, dessa vez mais devagar e delicadamente, até chegar onde queria. Quando chegou, soltou-a, ficando ao lado dela. – Pronto, Granger. Pode abrir.


Seus olhos não acreditavam no que viam. O lugar era lindo. Era como um enorme jardim, cheio de rosas brancas e vermelhas que brilhavam iluminadas pela Lua. Vagalumes voavam sobre elas. Havia também muitas arvores por perto, que balançavam suas folhas de acordo com o vento, fazendo um som aconchegante. O cheiro era maravilhoso.


- Que lugar lindo! – Disse ela, com os olhos brilhando. – Como eu nunca vi?


- Poucos sabem sobre esse lugar. Ou até sabem, mas não costumam vir aqui. Essas rosas são imortais. – Ela o olhou. Ele, por outro lado, observava o céu; a Lua fazendo seus fios platinados brilharem, seus olhos ficarem em um azul profundo. – Salazar Sonserina fez esse jardim para Rowena Corvinal, mas logo após ela preferiu ficar com Godrico Grifinória.


- Eu nunca li nada sobre isso...


- Não é uma história muito famosa, poucos sabem. – Deu de ombros, sorrindo. Então, deitou-se sobre o chão cheio de pétalas brancas e vermelhas, estendendo a mão para ela, em um convite mudo, que ela atendeu meio insegura. Deitou-se ao lado dele, ambos observando o céu estralado sem trocar nenhuma palavra.


Não precisavam falar, nem se olhar, nem se tocar. Era um momento único e completo do jeito que estava. Mais unidos do que poderiam entender ou aceitar, mais ligados dos que percebiam. As respirações iguais, os corações batendo no mesmo ritmo calmo e seguro. O tempo poderia parar e eles não perceberiam. O castelo viria a baixo, e nada afetaria aquele momento. Tão confusos, mas tão seguros. Ainda tinham que ser inimigos, ainda tinham que se odiar, mas havia algo mais ali. Algo que nenhum dos dois entendia, e que não fariam questão alguma de verbalizar. Ela virou o rosto para ele, que continuava olhando as estrelas, e sorriu. Naquele momento e na magia daquele lugar, ele não parecia mais tão indigno de sentimentos, pelo contrário – parecia tão amável quanto um homem poderia ser.


- Obrigada. – Ela agradeceu, ainda sorrindo. – É um lindo lugar. – Ele sorriu e deu de ombro, fechando os olhos.


- Não diga nada, Granger, só... Sinta... – Ele havia levantando um dos braços, onde ela inconscientemente se aconchegou, e fechou os olhos como ele.


Naquele momento, se permitiu não pensar em nada. Depois pensaria no quanto era errado se envolver em uma amizade com ele, ou em qualquer outra coisa que estivesse prestes a acontecer ali. Naquele momento era só uma garota normal, e ele um garoto tão normal quanto ela. Não existia inimizade, não existia sangue, não existia magia, não existia guerra. Eram só dois adolescentes juntos em um jardim, admirando e sentindo a beleza do lugar. Era tão tranquilo que poderia dormir feliz e segura.


As horas passaram e eles não perceberam. Quando se deram conta, os relógios nos braços de ambos soaram, anunciando o fim da ronda. O fim daquela calma, daquela completa trégua. Ele se levantou, estendendo a mão para ajuda-la a levantar, e com a insegurança tomando conta de si novamente, ela aceitou, sem tirar os seus olhos dos dele. As mãos ainda unidas em uma ligação frágil. Os corações, antes calmos, agora batiam descompassados, enquanto o castanho se perdia no azul, o azul se perdia no castanho. A mão livre dele parou no rosto dela, em um toque simples, mas que a acendeu inteira. Seus lábios se entreabriram, em um convite mudo e inconsciente.


E então aconteceu.


Não viram quando, nem como. Em um momento, eles se olhavam profundamente, e no outro, seus lábios roçavam um no outro, na antecipação de um beijo inesperado para ambos. Quando seus lábios finalmente se encostaram, ela não pode conter o impulso de se por na ponta dos pés, envolvendo os braços no pescoço dele, que envolvia os seus em torno da cintura dela. Não era nada avassalador, era tudo muito calmo e carinhoso. E quando seus lábios se abriram um para o outro, nenhum dos dois conseguiu se lembrar de mais nada. Ele só pensava no doce sabor da boca dela, na textura dos lábios macios que exploravam os seus sem pressa. Ela só pensava em sua língua quente tocando a sua, em choque térmico explosivo, liberando sensações que ela desconhecia. Era um beijo calmo, envolvente, tranquilo, como o ato mais puro do mundo.


Ele quem parou o beijo, segurando delicadamente o rosto alvo dela e encostando as testas de ambos. Respiravam tranquilamente, como se nada houvesse acontecido. Mas seus corações completamente conscientes de tudo batiam explosivamente, quase dava para ouvir. E, para surpresa dela, mais do que dele, ela o beijou. Dessa vez mais avassalador, mais entregue, mais firme, e, porque não, mais apaixonado. A língua dela buscava incessantemente a dele, buscando novamente sentir o sabor e a textura quente. A mão direita dele lhe afagava as costas, enquanto a esquerda apertava carinhosamente a sua cintura. As delas completamente perdidas entre os cabelos loiros. Nenhum dos dois saberia explicar o que acontecia ali, e assim era melhor.


Decidindo que chegava a seu limite de autocontrole, ele segurou novamente o rosto dela, separando seus lábios dos doces que eram os dela. Era um absurdo que tão doce beijo lhe pudesse ser tão proibido, tão impossível. Era injusto. Mas assim era: impossível. Dando um beijo demorado na testa dela, ele a soltou, colocando as mãos nos bolsos e dando alguns passos para trás.


- Boa noite, Granger. – Ele sorriu e continuou parado. Ela, em seu jeito ainda meio abobado, só percebeu minutos depois que era um convite para que ela se fosse. Ele permaneceria ali.


- Boa noite... Malfoy. – E, com o rosto corado pelo choque que agora a tomava, ela se foi a passos rápidos.


Ela andava desnorteada, sem saber bem para onde ia. Procurava incessantemente por respostas dentro de si, mas tudo que vinha a sua cabeça era o beijo dele, o sabor dele, o corpo dele junto ao dela. Passou as mãos pelo rosto em um gesto de puro desespero. Sentia-se perdida, nervosa, sem conseguir dar resposta para si mesma, e então, começou a chorar. Sentia um aperto no peito, um frio na barriga, uma sensação completamente nova que a impedia de pensar. Queria correr de volta para aqueles lábios e nunca mais soltar, esquecendo-se até do fato de que precisava respirar. Mas não poderia, não poderia mesmo, eles eram inimigos, ela o odiava, não poderia querê-lo, não poderia... Se apaixonar por ele. As lágrimas rolaram ainda mais pesadas, em um soluço fraco, fazendo-a se sentar no chão, encostada a parede.


“Ele é seu inimigo... Ele te odeia... É só isso que ele quer: brincar com seus sentimentos, com o que você está sentindo. Ele só quer te fazer sofrer, não se permita sentir”, ela dizia a si mesma diversas vezes. Mas seu coração completamente bobo pelo último acontecimento insistia que isso não era verdade. Ele era bom, ele a havia levado a um lugar lindo, ele a acolheu, ele a beijou, ele a quer. Essas eram todas as palavras que seu coração gritava sem parar, fazendo-a ficar ainda mais desesperada. Não se sentia com forças para sair dali, não queria mais fazer nada, a não ser dar respostas para si mesma. Tudo que sentia dentro de si era só confusão. Baixou a cabeça e abraçou as próprias pernas, chorando sem parar por longos minutos.


Sentiu braços passar por suas costas e pernas, erguendo-a do chão. Não precisou abrir os olhos para ver quem era, aquele cheiro ainda estava bem nítido em sua memória e o distinguiria mesmo que não quisesse.


- Por favor, me ponha no chão. – Ela pediu, com a voz fraca e embargada.


- Só estou te levando para o quarto, Granger. Não podia te deixar ali jogada no chão. E se Filch te pegasse? – Malfoy dizia, segurando-a em um aperto forte. Ela só se agarrou a ele, mesmo sabendo que não deveria.


- Eu estou bem, já passou, só me deixe em paz.


- Então explique isso a sua mão porque eu acho que daqui a pouco ela rasga a minha camisa. – Ele disse em um tom sarcástico, e ela percebeu que sua mão se agarrava com força a camisa dele. – Fique quieta, Granger, faça de conta que está dormindo, é um sonho, você vai acordar e nada terá acontecido.


- Não é fácil, sabe?


- Mas tem que ser. Para o seu bem, acima de tudo. – Passou pela porta da Torre dos Monitores, subindo rapidamente as escadas. Quando chegou a porta do dormitório dela, abriu a porte silenciosamente para que nenhuma das meninas percebessem, e a depositou sobre sua cama. – Mais uma vez, boa noite, Granger... – E sem dar tempo de resposta a ela, saiu do quarto.


Estava exausta. Precisava tomar um banho para dormir, mas não mal conseguia se mover. Com um gesto grosseiro, tirou as sapatilhas dos pés, se cobriu e, derramando as últimas lágrimas presentes ali, adormeceu.


E sonhou com ele a noite inteira.


xxx


N/A: É assiiiiiiim que a escritora fica feliz, com comentários *-* Quero muitos comentários sobre esse capítulo, por favor *-* Deixa eu responder, então..


Undiscovered: Sim, as pessoas estão começando a comentar, fico feliz *-* Obrigada por acompanhar desde o começo. *-*


luiza oliveira potter: haha, que linda *-* espero que ela grude mesmo e você acompanhe até o fim *-*


Mariáh B: Aqui está mais um cap, bebê *-* Espero que goste :3


Morgana Flamel: Awn que fofa, obrigada pelo carinho *-* Espero que goste de capítulo. Beijos. :*


Nana-moraes malfoy: Awnnnnnn, obrigada amor *-* Lia no Nyah e não deixou nenhum comentário? Que feeeio u_u Mas tudo bem, eu perdoo por ter comentado aqui, hehe. Espero que goste do capítulo. :3


Enfim, obrigada pelo carinho, bebitas. Boa leitura sempre. x

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Comentários: 3

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por __Amanda__ em 17/08/2014

Viciei u.u

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Morgana Flamel em 18/06/2012

Lindo capítulo, ficou uma graça.
Pelo visto vai demorar um pouco pra Hermine lidar com esse sentimento, ao contrario do Draco que já aceitou.

 

Ficarei aguardando o próximo.

Bjs.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Nana-moraes malfoy em 17/06/2012

Menina, não consigo me acertar com o nyah, bem mais adorei esse cap, estranho e lindo ao mesmo tempo. Draco apaixonado por ela e ela nessa indecisão. Também pudera sendo quem são. Amei o cap, e ansiosa pelos próximos! Beijos!
nana 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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