Capítulo 7 – Nem tão indiferente assim.
Hermione levantou tensa no outro dia, não dormiu bem, como sempre, mas dessa vez porque tivera muitos pesadelos que não queriam sair de sua cabeça, e um sonho que ela tentava inutilmente decifrar.
No pesadelo, um homem a torturava e espancava até que, quando ela estava por um fio de vida, ele a matava. Acordou de supetão nesse momento, sem ar e trêmula. Não conseguiu identificar quem era, só vira que era loiro, platinado. Fechou os olhos novamente para tentar dormir, o que conseguiu rápido, mas aí sonhou novamente. O mesmo homem, só que anos mais novo; da sua idade. Ele a embalava carinhosamente, sussurrando constantemente que a amava. Acordou novamente sem ar. O que era aquilo? Que sonhos eram aqueles? Nem se quisesse muito; e ela queria, conseguiria dormir de novo.
Estava exausta quando entrou no banheiro. Além de toda confusão que havia ocorrido, e os sonhos, era a sua primeira noite naquele quarto, estava estranhando o local, apesar de ser muito confortável, mais até do que o seu dormitório na Grifinória. Que ideia havia sido aquela de “interação entre as casas”? Era loucura, as casas eram rivais uma das outras por natureza, principalmente Grifinória e Sonserina. Isso a lembrou Draco, e que deveriam fazer muitas coisas juntos. Como seria depois da noite passada? Como agir? E se ele a machucasse de novo? Aliás, porque não se defendera dele? Eram tantas perguntas, todas sem respostas. Tudo continuava uma confusão.
Mas, ao contrário do que ela pensava, a ronda fora tranquila, até demais. Ele simplesmente não dirigira nenhuma palavra a ela, nem boas e nem ruins. As vezes trocavam olhares significativos, mas nada além disso. E assim se passaram os dias. Domingo... Segunda... Terça... Quarta... Tudo igual. Ele simplesmente a ignorava. Passavam 2 horas por dia juntos no mais completo silêncio. Era perturbador, constrangedor, decepcionante. Nem ofende-la, ele ofendia. Era entediante.
Estava jantando junto a Gina, desanimada. Era quinta a noite, logo mais teria outra entediante e silenciosa ronda. “Será que aguento mais uma noite?” pensou. Lembrou que a reunião com a McGonagall era no outro dia e os dois nem haviam trocado um “bom dia”, tão pouco ideias para um projeto. E o relatório também tinha que ser feito pelos dois. Mas como, se ele mal a olhava?
- Interação entre as casas... Que grande piada. – Murmurou para Gina, mexendo inquieta no prato.
- Hermione... Para quem odeia o Malfoy você está muito incomodada com o silêncio dele. – Caçoou a ruiva.
- Mas eu nem toquei no assunto!
- E nem precisa, você é minha melhor amiga. Você está incomodada até com a ausência de ofensas! Não minta para mim.
- Eu só sei lidar com o Malfoy odioso, ruim... Esse indiferente é novo para mim.
- O que é, no mínimo, estranho.
- Estranho porque, Gina?
- Por que você sempre reclamava que ele te perturbava e tudo mais, quando ele pára, você acha ruim. Confesse, é estranho...
- Ai, Gina! – Balbuciou, irritada.
- Nada de “ai”, Mi. Se não gosta do silencio, quebre-o.
- Muito fácil, não é? Eu o odeio, é meu pior inimigo!
- Essa bobeira de “inimigo” enche, sabe? – Disse a ruiva, aborrecida – Sei lá, é tão infantil. Claro, ele é um Malfoy, é quase natural não gostar dele, mas inimigo? Soa muito forte. Voldemort é nosso inimigo. Malfoy é só um garoto.
- Você está doente, Gina. Para mim ele é um inimigo. – Disse, lembrando da noite em que ele a machucara. – E ninguém sabe se o Malfoy não é aliado dele. Não duvido nada. – Gina só riu.
- Imagina que irônico se você se apaixonasse pelo seu “inimigo”? – Ela pareceu se divertir, imaginando a situação – Seria engraçado...
- Nem se eu tivesse muito louca!
- Ah, Hermione! Se eu não tivesse olhos só para o Harry até eu já teria me apaixonado por ele, ou algo assim. Ele é lindo.
- Mas é podre por dentro, do que adianta? Aliás, como vai com o Harry? – Tentou mudar de assunto.
- Eu amando ele aqui, e ele... Não sei. E sem essa de que ele é “podre”, Hermione. É um idiota, mas nenhum de nós nunca passou um tempo razoável com ele para poder falar alguma coisa. – A ruiva insistiu, fazendo Hermione suspirar, irritada.
- Só 6 anos de convivência na mesma escola, não é, Gina? Isso não é quase nada. – Ironizou – E o que você é agora, defensora do Fraco-e-Oprimido Malfoy?
- Não, Mione. Só digo isso porque sofro na pele isso de pré-julgamento só pelo que falam sobre minha família ser pobre e não condenar nascidos-trouxas. Muita gente não sabe, mas eles são as melhores pessoas do mundo. Ele já é o contrário, sofre preconceito por ser rico e vir de uma família que quer expurgar nascidos-trouxas. Sempre há uma fruta boa em meio as podres.
- E Malfoy seria a fruta boa, suponho? – Gina deu de ombros em resposta – Então me deixar te contar uma coisinha que aconteceu entre a Fruta-Boa e eu. – Estendeu os pulsos para ele. – Esses pulsos deveriam estar roxos, ou marcados, a julgar pelo tempo. O que importa é que seu tão defendido e oprimido Malfoy os apertou com tanta força e raiva, me ofendendo e desejando minha morte, que eu ainda me pergunto como eles não se quebraram entre aquelas mãos asquerosas.
- Mas... Mas como? Porque não contou a ninguém? Harry o mataria! – Gina parecia meio incrédula, surpresa.
- Porque passou, estou acostumada com os mal tratos dele. É o Malfoy... – Deu de ombros.
- Você falou que deviam estar roxos. Porque não estão? – Nesse momento, Hermione travou, lembrando-se do feitiços e dos lábios dele em seus pulsos. Suspirou.
- Ele... Fez um feitiço que curou a dor e as marcas...
- Oh, que lindo! Ele se arrependeu! - Gina parecia ter visto borboletas, os olhos brilhavam. Hermione olhou-a, incrédula.
- Oh? Que lindo? Você está se drogando, Gina? Esse seu amor pelo Harry está te afetando! – A ruiva revirou os olhos, levantando.
- Não importa, Hermione. O lance aqui é o silencio dele. Se não está gostando, simplesmente fale. – Sorriu para a amiga emburrada. – Vou indo. Harry disse que queria conversar comigo e eu, como boba apaixonada que sou, estou curiosa e ansiosa. – E saiu, deixando a castanha mal humorada na mesa.
“Deixa de ser boba, Hermione. Você sempre quis isso, porque está reclamando agora?”, pensou enquanto se encaminhava para mais uma ronda. Era verdade. Sempre quis que ele a deixasse em paz, a ignorasse por completo, mas depois daquela noite em que ele a machucou e depois a curou, tudo o que ela queria era um explicação.
Chegou ao local e ele já estava lá, esperando-a. Não a olhou diretamente, mas ela viu seu olhar cinza frio. Começaram a andar um longe do outro como sempre faziam todas as noites, o silêncio já a incomodava e ela sabia que tinha que quebra-lo. Já tinha um assunto: o relatório e o projeto para a reunião. Só não sabia como começar.
- Temos que fazer o relatório e o projeto para a reunião amanhã... Não é? – Ela disse querendo parecer segura, mas estava com a voz trêmula e incerta. Ele só balançou a cabeça positivamente. – É... E-então não suba para o seu quarto quando chegarmos a nossa torre, faremos isso na Sala Comunal... – Ele só balançou a cabeça novamente e continuou em silêncio. Aquilo a irritou. Se adiantou alguns passos e se colocou na frente dele, fazendo-o parar, encarando-a. – Qual é a sua, Malfoy? – Ele mudou a expressão de indiferença para incompreensão. – Vai passar o resto da vida em silêncio, me ignorando? – A expressão dele mudou para incrédula.
- “Qual é a sua, Malfoy?” – Citou-a – Qual é a sua pergunto eu, Granger. Não é o que você sempre quis? Que eu te deixasse em paz? Eu o faço e você reclama. – Era verdade e isso a atingiu. Baixou a cabeça.
- Você nem me ofende mais...
- O que? Além de louca, é masoquista?
- Não! – Ela se sentiu corar diante daquela situação. Não eram amigos, nem colegas, não eram nada, e ela estava cobrando como se o fossem. Tentava se calar, mas não conseguia. – É só esse silêncio durante as rondas... É horrível ficar calada por 2 horas.
- Mas era o que acontecia quando você fazia ronda sozinha. – Mais uma verdade que a atingiu em cheio. Tentou se recompor.
- Mas é diferente, eu estava sozinha!
- Então faça de conta que está sozinha, Granger. Me ignore. - E saiu colidindo com o ombro dela.
- Eu não consigo... – Ele estancou a alguns passos quando a ouviu. – Não é você; você é odioso, pelo menos o que eu conheço. Esse Malfoy indiferente é novo para mim, não sei como lidar com seu silêncio berrando aos meus ouvidos duas horas por dia. – “Cale-se, sua idiota, o que você está fazendo?”, sua mente gritava sem parar.
- Então você é mesmo masoquista? Prefere que eu te ofenda do que te ignore? Sinceramente, eu quem não conheço essa Granger.
- Você não me conhece, Malfoy!
- Nem você a mim, Granger. – Disse ele, virando-se para ela. Ela também se virou, encarando-o. – Você não conhece nenhum “Malfoy”, nenhuma de minhas “faces”, nada do que sou... Você simplesmente não me conhece.
- Conheço melhor do que você pensa!
- Não, você não conhece. – Disse, se aproximando. – Ah não ser, é claro, se você for apaixonada secretamente por mim, e ficar por aí vigiando e vasculhando a minha vida, o que eu não condenaria, mas duvido muito. Você nunca chegou nem perto de me conhecer, Granger. Me diga quantas vezes, só esse ano, eu te surpreendi?
- Eu... Eu pensei... Lá no fundo eu achei que aquele Malfoy na sala de Troféus pudesse mesmo existir... Aí uma semana depois você me ataca, me machuca, e no mesmo dia, no mesmo momento, age quase carinhoso. – “Hermione Jean Granger, cale essa boca agora, olha as besteiras que você está dizendo! Fique quieta!”, sua mente ordenou, mas não conseguiu se conter, falava sem parar. – Aí eu fico confusa, sem saber o que você realmente pensa sobre mim... Quando você começa a me tratar indiferente. É, Malfoy, você realmente me surpreendeu várias vezes esse ano. Não me condene por acha isso estranho.
- Você não gostaria de saber o que eu penso de você. – “Ou com você”, completou em mente, malicioso.
Será que teria como explica-la a confusão que acontecia entre seu corpo, mente e coração sempre que ela passava? Ou, será que ela entenderia que, apesar de odia-la até por ela respirar, ela o atraia de maneira significativa? Ou entenderia o quanto ele resistia a agarra-la ali mesmo e fazê-la dele de uma vez, mesmo se ela não quisesse? Ela não entenderia, até porque, nem ele entendia.
- Experimente. – Ela provocou. No fundo de seu consciente, ele sabia a verdadeira entonação daquela palavra: ela queria saber o que ele pensava sobre ela. Mas a seus ouvidos afetados pelos pensamentos anteriores, aquilo soou como uma doce provocação, incitando-o a, porque não, experimenta-la.
Agiu mais rápido do que pode pensar. Em um único movimento, ele ergueu-a pelas pernas, fazendo-a bater contra a parede mais próxima, perfeitamente encaixado entre elas. Os rostos muito próximos, o halito dela o impedindo de pensar.
- Não, Granger... Você realmente não quer saber o que eu penso sobre você. – Ele disse rouco. Ela só respirava fundo, imóvel, a expressão vagando de puro susto a incompreensão. Ele subiu a mão para cintura dela, fazendo as pernas escorregarem de volta ao seu lugar, tudo isso sem parar de encara-la. “Afaste-se!”, sua mente alertou, e ele obedeceu, sabendo que poderia não resistir muito mais. Ela continuou imóvel, tensa. Precisava quebrar aquela tensão que os cercava no momento. Tomou um ar sarcástico, tentando controlar a si mesmo – Se você ainda é capaz de falar, o que eu duvido muito a julgar pela sua face, se alguém aparecer, diga que eu me senti mal. Preciso ir. – Ela piscou, parecia se recompor de um transe. Ele riu e começou a andar em direção a Torre do Monitores.
- Temos que fazer o relatório e o projeto. – A voz dela ainda soou meio perdida. Ele riu mais sem parar de andar.
- Estarei lhe esperando as 23:00.
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- Tudo bem, Draco, vamos lá... Você está enlouquecendo? – Dizia Draco para si mesmo, andando de um lado para outro na Sala Comunal dos Monitores. – O que deu em você? Perdeu o juízo de vez? Ela está certa? Você é aquela tal de Barbie, sem cérebro? O que falta agora? Ela entrar por aquela porta... – Ele parou, encarando a porta de madeira escura. - ... Aí você diz: “Olha, Granger... Eu te odeio mas eu sou apaixonado por você faz um tempo, sabe? É, eu te ofendo para resistir a vontade de te jogar no meio do Salão Principal e transar com você, porque você me atrai. Ah, e claro, não esqueça de que somos inimigos, você é sangue-ruim, nojenta, repugnante, e eu sou um lindo sangue-puro. Mas você me atrai, entende? E, obvio, eu te odeio, não se esqueça disso!” É, Draco, e além de tudo você fala sozinho. Ou você é louco... Não tem “ou”, você é louco! – Se sentou em uma cadeira que havia próximo a entrada do Salão, passou a mão pelos cabelos e apoiou os cotovelos na mesa a sua frente. – E porque você agarrou ela, Draco? – Ele continuou seu dialogo consigo mesmo, irritado. – Hein, seu louco? E se você tivesse sucumbido e forçado ela a fazer o que você quisesse? Sim, forçado, porque ela no mínimo te odeia. – De repente, algo brilhou em sua mente. Fez uma expressão pensativa. – Mas a reação dela foi estranha, parece que saiu de orbita... E se ela for como eu? Me odiar mais se sentir atraída por mim? Porque não? Hum.. Vamos brincar, Granger! – Ele maliciou, e depois riu do que disse. – Você é um completo idiota, Malfoy! – Olhou o próprio pulso, verificando a hora. 23:00. Ela já chegaria. Em minutos, dupla por dupla chegou, todos em silêncio indo direto para os dormitórios. Por último, ela chegou, com uma expressão cansada e pensativa; alheia. – Até que enfim, Granger. – Ela pareceu levar um susto quando o viu ali, o que fez ele rir.
- Irei tomar um banho e volto para começarmos.
- Ah não, Granger, eu não tenho a noite toda!
- Nem eu, Malfoy. Você já teve oportunidade de trocar seu uniforme, preciso trocar o meu. – Disse enquanto observava a vestimenta do loiro. Descalço, calça preta e camiseta branca. – Aliás, como você não sente frio com uma camiseta dessas?
- Porque eu sou quente. – Sorriu malicioso. – 10 minutos, Granger. Vá de uma vez. – E ela foi, batendo os pés e corando, fazendo-o rir. Voltou 20 minutos depois, vestindo um baby doll vermelho de algodão e um robe por cima do mesmo tecido e cor. Tudo muito decente, no geral. Mas não foi o que a mente afetada pela atração dele achou. – Fala da minha camiseta mas vai morrer de frio com as pernas descobertas assim.
- Cala a boca, Malfoy. Só está do joelho para baixo. – Ela disse corando.
- Se você abrir esse robe, tem muito mais de pernas para mostrar. – Ele maliciou.
- Apenas... Cale a boca, Malfoy! – Irritada, ela se sentou numa cadeira de frente para ele. – Céus, você é irritante!
- Se eu fico calado, eu irrito. Se eu fico falando, eu irrito. O que você quer, Granger?
- Quero terminar esse bendito projeto. Pode ser? – Disse em um tom inseguro. Ele riu. Ela conjurou pergaminhos, penas e tinta sobre a mesa com um aceno da varinha, se irritando com os próprios pensamentos. – Faça o projeto de interação e eu faço o relatório.
- Para a interação das casas eu pensei em pegar todas as meninas de todas as casas, a partir do Quinto Ano. O que acha? – Disse, sem parar de sorrir.
- Muito engraçado! Galinha, cafajeste. – Ele riu. – Porque você ri tanto? Viu palhaço hoje? – Ele via, ela estava irritada, mas nervosa. “Será que é por minha causa?” ele pensou, encarando-a e sorrindo sem parar. “Isso é um completo absurdo... Mas porque não brincar um pouco com a minha sangue-ruim?” – E essa agora de me encarar? Está perdendo o juízo?
- Quase... – Ele disse sorrindo sedutoramente. Ela pareceu se perder olhando seu sorriso e ele gostou da reação. Prosseguiu – Mas não sou o único. – Ele se curvou sobre a mesa, encarando-a diretamente, que pareceu se perder ainda mais, sem dar uma resposta imediata para aquilo. – Granger?
- Sim... O que? – Ela disse com a voz insegura, perdida.
- Não sou o único aqui perdendo o juízo. - Repetiu.
- É, eu estou mesmo. Não sei o que me deu na cabeça para pedir que você falasse comigo.
- Sentiu saudades de mim, eu entendo.
- Você está muito doente, Malfoy. Procure Madame Pomfrey depois. E vamos logo com isso. – Disse, tensa.
- Calma, Hermione... – Disse, levantando e indo até ela, parando a suas costas, iniciando uma massagem em seus ombros. – Você está muito tensa, relaxa...
- O que? Do que você me chamou? E o que você está fazendo? – Tentou se desvencilhar, o que fez ele segura-la mais firme, se baixar e sussurrar em seu ouvido.
- Até entre inimigos pode haver tréguas... E ninguém precisa saber. Lembra? – Ele repetiu as palavras dela na Sala de Troféus, vendo-a se arrepiar a cada palavra que ele dizia. Continuou a sussurrar – Acho que encontrei um ponto fraco seu, Granger... – Uma das mãos que estava no ombro, ele levou lentamente para nuca, por baixo dos cachos, fazendo uma trilha de leves toques, que a fez se contorcer. – Ops... Encontrei outro...
- Que.. porcaria é essa, Malfoy, me solte! – Ela tentou ordena-lo, mas sua voz saiu fraca e perdida.
- Eu estava quieto no meu canto, Granger. Você quem praticamente implorou para que voltar a falar com você. Não que tivéssemos muitos diálogos antes...
- E como eu me arrependo! – Ela levantou meio desnorteada e tentou ir embora dali, mas ela impediu, prendendo-a entre ele e a mesa.
- Se arrepende mesmo? – Apertou sua cintura enquanto aproximava mais do seu rosto. A respiração dela travou.
- Muito! – Disse quase sem voz.
- Hum... – Murmurou, indo até a orelha dela, roçando os lábios no local. – Tem certeza?
- Eu sinceramente preferia quando você me tratava com desprezo...
- Porque? Tem medo de não resistir? – Ele dizia enquanto acariciava a cintura dela e roçava os lábios na sua orelha.
- É... Medo de não resistir a vontade de te matar! – Dizendo isso, o empurrou com toda a sua força e saiu, subindo as escadas a passos rápidos. Sorrindo, ele ouviu-a fechar a porta com um “baque” alto.
- Ah, Granger... Eu ainda nem comecei... E você quer tanto quanto eu. – E ainda rindo, também foi para o seu dormitório.