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Visualizando o capítulo:

5. A proposta, o colar e o beijo


Fic: A decisão de Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Olá, aqui está mais um capítulo, espero que gostem, vejo que muitas pessoas estão visualizando a fic, espero que deixem seus comentários tb.... bjus e orbigada Thaiana pelo seu comentário.... bjinhosss


Capitulo 5
A proposta, o colar e o beijo.

Hermione pôde sentir a amargura na voz do professor.


Ela não sabia.


Não imagina a crueldade que domina as pessoas marcadas.


A marca.


Marca que queima em seu braço, todo dia, toda hora, lembrando qual era o seu destino.


Ela não sabia e era melhor não saber.


- E isso não é da sua conta senhorita. Não foi para isso que lhe chamei aqui.


Snape largou o braço esquerdo que não reparou estar segurando e respirou fundo vendo-a fazer careta diante a sua negativa.


- A chamei senhorita Granger, pois necessito de sua ajuda.


- Minha ajuda?


- A senhorita é surda?


- Não, é que eu me surpreendi.


- Diante aos cabeças ocas que tenho como alunos a única escolha que tive era a senhorita. Como sabe, a guerra fez muitas vitimas, algumas não sobreviveram e outras estão no ST’Mungus. O diretor pediu a minha ajuda para preparar poções para as vitimas. Mas preciso de ajuda devido à grande quantidade de enfermos.


- E eu fui a escolhida


Não era uma pergunta.


- Não pense que é de meu agrado.


Hermione levou a mão ao cabelo colocando a mecha, que teimava em cair, atrás da orelha tentando arquivar tudo que estava ouvindo.


- Claro que a senhorita não fará isso à toa. Ao final de tudo a senhorita terá um certificado de aprendiz de poção avançada, assinada por mim, pelo diretor e pelo Ministério.


Os olhos de Hermione brilharam como jamais antes. A expectativa de ganhar um certificado dessa magnitude e mais ainda por poder trabalhar ao lado de um dos maiores se não o maior mestre de poções a deixava com lágrimas nos olhos.


- Não lhe trouxe aqui para ficar babando senhorita, agradeceria se me desse uma resposta o meu tempo é curto.


- É claro que aceito. Eu, eu não sei nem como agradecer.


- Não precisa. Foi o diretor quem mandou.


- Mas o senhor aceitou.


- Não é grande coisa. Agora se já comemorou preciso falar com o diretor e contar a sua resposta.


Snape levantou e caminhou até a porta novamente, deixou-a aberta para que ela passasse e sentiu um perfume doce quando a mecha se soltou novamente de trás de sua orelha. Já do lado de fora, caminharam lado a lado sem nada dizerem, ela pensando em seus dias de aprendiz e ele pensando em seus dias que passará ao lado dela. Por mais que fosse estranho, não achava que seus dias seriam desagradáveis. Aprendera a ver Hermione Granger não apenas como a sabe tudo de sempre, aprendera a descobrir mais sobre essa menina e conseqüentemente gostara de conhecê-la.


Ela caminhava silenciosamente com um dedo sensualmente em sua boca, entre os dentes brancos e perfeitos típicos de uma filha de dentistas e os lábios rosados. Seus olhos não piscavam devido a concentração que estava fazendo para se lembrar de tudo que aprendera em sala, como se algum dia tivesse esquecido.


Snape parou de supetão no alto da escada e Hermione esbarrou em seu braço quase caindo ao pisar em falso, mas as mãos de Snape foram mais rápidas segurando-a com força e a endireitando ao seu lado. Hermione olhou para o professor espantada, mas Snape estava concentrado em olhar para outra pessoa, para o jovem rapaz que estava parado na frente dele, com seus cabelos bagunçados e a camisa fora da calça. Seus olhares eram tão perfurantes quanto uma faca recém amolada. Hermione pareceu não existir neste momento, para ninguém. Robert parecia querer matar Snape com o olhar enquanto Snape apenas o encarava como se não fosse mais que uma pedra em seu caminho.


- Senhorita Granger – Disse Snape sem parar de encarar Robert – Esteja às oito no saguão de entrada do ST’Mungus. Não aceitarei atrasos, não importa o motivo.


- Não se preocupe Snape, eu não irei atrasá-la, o que eu tiver que fazer – Disse Robert quando Snape estava na metade da escada – Farei no período da noite, e prometo não cansá-la muito.


Hermione abriu a boca e olhou incrédula para o que Robert acabara de dizer. Ela desviou o olhar de Robert e olhou para Snape que permanecia parado no meio da escada e continuava olhando para Robert como se ele fosse pior que um inseto indesejado.


- Não se atrase – Disse simplesmente olhando rapidamente para os olhos castanhos da menina.


- Não se preocupe professor – Disse Hermione empurrando Robert e descendo até ficar um degrau acima de Snape e olhá-lo dentro de seus olhos negros – Não me atrasarei, não tenho motivos fortes o bastante para isso. Com licença.


Hermione desceu as escadas pisando firme e sem olhar para trás. A raiva estampada em seu rosto. Passou pelos convidados como se eles não existissem, seus ouvidos taparam-se para as músicas agitadas, a única coisa que chegava aos seus ouvidos era a voz de Robert, a voz baixa e sedutora de Robert entrando em seu corpo fazendo-a se arrepiar. Sentia raiva dele, sentia raiva das palavras ou pelo menos queria sentir, mas os olhos dourados a deixavam hipnotizada.


Ela se desvencilhou de alguns repórteres do Profeta Diário que ainda queriam saber algumas informações da última batalha como se ela, Harry e Rony não tivessem contado tudo. Hermione saiu para o jardim e o vento frio bateu em sua pele com crueldade, seu coração estava apertado com a decisão difícil que deveria tomar e a qual tinha medo de escolher.


- Por que me deixa assim Robert? – Perguntou baixinho para si mesma.


Sentou-se no banquinho branco pensando nos belos olhos dourados que a perseguiam. Ela nem ao menos viu o tempo passar e logo já era madrugada e esfriou mais quando os primeiros flocos de neve começaram a cair em seus cabelos.


- Senhorita Granger – Chamou uma criança que não conhecia – Oi, sou Sara, um homem me pediu para que lhe entregasse isso.


- Quem pediu?


- Não sei, não consegui ver quem era, estava com uma capa preta com capuz.


Sara lhe estendeu um pano preto que estava delicadamente dobrado e em cima vinha uma caixinha vermelha na tonalidade de seu vestido. Pegou primeiro a caixinha e a abriu. Dentro tinha um pergaminho dobrado e embaixo, brilhando como nunca antes, estava o colar de sua mãe. O coração brilhante não parecia ter sofrido um arranhão se quer.


Abriu o pergaminho.


Era simples.


Letra miúda, de difícil leitura, mas ainda assim, bela.


 


Devolvo a jóia caída ao colo imaculado de onde não deveria ter saído”


 


Logo embaixo, uma outra frase


 


Proteja a pele alva de textura aveludada.


 


Mantenha-a longe do frio pecaminoso


 


Cubra-a da vontade de meus olhos


 


Vontade de tê-la em mim, somente e unicamente.


 


Mas diga-me, donzela, que culpa terei eu, se me apresenta tal vicio desejoso?”


 


Hermione lera duas vezes as frases e até se esquecera do frio do jardim.


- Senhorita – Chamou Sara – Não estou afim de ficar a noite inteira no gelo.


Sara entregou-lhe o pano preto e entrou. Hermione desdobrou o pano que era na verdade um belíssimo sobretudo de veludo negro com rendas vermelhas nas laterais, botões dourados desde o pescoço até seu quadril. O tecido era leve, mas extremamente quente e confortável. Era de seu tamanho e a deixava mais bonita ainda. Ela pegou a jóia na caixinha e colocou o colar de volta ao pescoço e foi para dentro com o pergaminho em sua mão.


Procurou pela menina Sara, mas não a encontrou, não via seus lindos cabelinhos pretos nem seu vestidinho verde.


- Nunca a vi tão bela.


- Robert – Sussurrou antes de virar e o ver perto de seu corpo.


- Deve estar realmente frio lá fora.


- Não sabe o quanto – Disse se afastando um pouco – O que quer Robert? Tentar novamente convencer-se de que me tem em suas mãos?


- Na verdade vim apenas pedir-lhe desculpas.


- Desculpas?


- Sim.


Robert era mais alto que Hermione, por isso a olhava de cima direto para seus olhos, mantinha as mãos para trás e um sorriso dançava em seu rosto.


- Creio que meu comportamento foi desagradável lá na escada.


- Definitivamente.


- Desculpe, é que...


- É que o quê? – Ela perguntou impaciente querendo sair de perto já que o perfume dele começava a inebriá-la.


- Eu não consigo suportar, não posso aceitar.


- Aceitar o quê?


- Não se faça de ingênua Hermione, não é possível que não tenha visto os olhares dele, está nítido, ele não esconde que a quer também, que a deseja assim como eu.


- Dele quem? Do que está falando Robert?


A mão dele agora estava em seu rosto e em sua cintura. Seus lábios estavam perto quando a voz saiu rasgando as palavras com dificuldade de proferi-las.


- Do Snape.


- O quê? Snape? Está ficando louco Robert?


- Hermione, Hermione – A voz era baixa, quase impossível de escutar, os dedos traçavam a linha de seu rosto – Tão ingênua, tão pura. Tome cuidado Hermione.


Seus dedos desenhavam seus lábios.


- Não desejo que outros lábios façam isso, a não ser os meus.


Outro beijo foi permitido, talvez mais querido, mais desejado. Levou as mãos até seu rosto e acariciou sua pele de criança. Robert era seu sonho e seu pesadelo. O amor e o ódio, a repudia e o querer.


- Mione! – Era a voz de Gina – Preciso falar com você, agora.


A pequena Weasley agarrou-lhe o pulso e a puxou escada acima direto para seu quarto, e empurrou para dentro e fechou a porta com um estrondo.


- O que estava fazendo?


- Nada.


- Como nada? Hermione você estava beijando o Robert. Esqueceu o que ele tentou fazer com você?


- Não! Eu não esqueci – Sussurrou a ultima frase – É que eu não sei o que acontece. Quando ele chega perto eu esqueço tudo, é como se nada houvesse acontecido. Eu só consigo pensar nele, em seus olhos, seu sorriso, sua mão, seu toque.


Hermione passou a mão nos lábios recém beijados que ainda trazia o gosto de mel.


Lembra.


Suspira.


- Ele é meu sonho.


- E seu pesadelo.


- Consegue compreender tal contradição, Gina? Sabe o que é querer estar perto temendo a aproximação? Amá-lo enquanto sente o ódio queimando aqui dentro? Chamar por ele rezando para que não atenda?


- Não Mione, eu não sei o que é isso, mas sei que não quero que sofra novamente.


- Desde aquela noite eu não o via, uma semana se passou sem que eu ouvisse sua voz e hoje ele veio, com aquele jeito dele, o cabelo bagunçado, a camisa fora da calça, os botões abertos.


- Assim como quando você o conheceu.


- Sim.


A menina sentiu seus olhos molhados e sabia que logo as lágrimas seriam derramadas pelo seu rosto e que novamente a culpa era de Robert. Queria esquecê-lo, mas não conseguia. Ele estava dentro dela.


Vivo


Respirando


A viciando


Como uma droga


Amando-a


- Mi, não chora – Disse Gina abraçando a amiga, vamos deixar esse assunto de lado. Me diz, quem te deu esse sobretudo? Eu sei que você não tinha.


- Eu não sei, mandaram me entregar junto com o colar que eu havia perdido e esse pergaminho.


- Tem certeza que não é do Robert? – perguntou após ler várias vezes.


- Absoluta. Eu conheço a letra dele e ele não escreve algo assim, tão profundo.


- Não tenho idéia de quem seja, mas seja lá quem for, gosta de você. Bom eu vou voltar para a festa, se não é capaz do Harry imaginar que estou traindo ele. E você, juízo.


- Gina – Chamou quando a menina estava na porta – Você percebeu algo diferente no jeito que o professor Snape me trata?


- Sinceramente, não. Ele continua tratando-a como uma insuportável sabe-tudo que o irrita por conseguir responder todas as perguntas e ainda ser da grifinória.


- Nossa, eu não conseguia enxergar tudo assim.


- Mas por que pergunta?


- Por nada, só curiosidade mesmo.

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Comentários: 1

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Enviado por Thaiana Tolkki Snape em 06/06/2012

O Sevie é tão deliciosamente ultrarromântico, preciso de um desses para mim urgente.

Só eu fico p%#@ com o comportamento dela diante do Laine? Ai, Mione, larga de ser tonta kkkkk

Quero mais, Aninha ;)

Nota: 5

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