Capítulo II – Encontro.
Eram 7:00 da manhã. Ele mal abriu seus olhos e já sentiu o mal humor lhe invadir. Não tivera uma noite boa. A maior parte dela, havia tentado decifrar aqueles inexpressivos – que ao mesmo tempo, escondiam tantas coisas – olhos castanhos. Não podia acreditar que havia perdido mais uma noite de sono por conta dela. E assim, viera também todo o resto – a saudades e a preocupação com sua adorável mãe, a raiva e o descontentamento com seu pai preso em Askaban, o fato de estar sozinho no mundo – e, junto a tudo isso, como se não bastasse, aqueles benditos olhos castanhos teimavam em lhe aparecer a mente. Como resultado tivera uma péssima noite e acordara em seu pior humor.
Levantou-se, querendo mais do que tudo voltar para sua cama e reconciliar seu sono. Mas não podia. Pegando seu uniforme no armário, decidiu que um banho gelado resolveria seu problema com o sono e assim, foi para o banheiro.
“Idiota, idiota, idiota.” Sua mente lhe gritou, assim que colocou a cabeça embaixo da água gelada. “Está se deixando cair por ela mais uma vez? É isso? Você não aprende, Draco Lucius Malfoy?” Continuou sua mente aos berros. Não queria aquilo. Não queria lembrar daquilo, não queria reavivar a lembrança de sua paixão por ela. “Mas isso foi a anos!” Sua mente lhe lembrou. Era verdade, fazia anos, ele tinha apenas 13 anos, e ela fora sua primeira paixão. Mas rapidamente decidira por esquecê-la, pois eles eram por demais diferentes e nunca dariam certo, mesmo se ela quisesse também. Seu plano de esquecê-la geralmente dava certo. “Seu ódio é mais saudável. Para ambos.” Sua mente lhe lembrava sempre que pensava nela. No geral, dava certo... Mas sempre ao começo de cada ano, quando passava meses sem vê-la, e a via na escola, cada vez mais linda, as coisas se tornavam mais difíceis. Mas era algo que ele havia se acostumado. Sofria calado durante algumas horas ou no máximo um dia, e já estava bem – ou pelo menos, fingia estar.
Ninguém nunca soube dessa sua paixão por Hermione, nem nunca saberiam. Não era algo que ele se orgulhasse. Além do mais, era só uma paixãozinha boba, pelo fato dela ser tão bonita, intrigante e impossível. Nada que valesse horas de conversa. Sem falar que isso mancharia sua reputação – e isso sim, era muito mais importante.
Saiu do banho se sentindo melhor. Arrumou-se rapidamente, pegou seus livros e, antes de sair do quarto, verificou seu horário. “Ótimo!” Pensou com desdém. A primeira aula do ano era de Snape. Poções. E logo junto com a Grifinória. “Esse dia não podia começar melhor.” Pensando isso, saiu do quarto, e rezou para não encontrar Pansy em seu caminho. Em vão. Quando chegou no Salão Comunal da Sonserina, ela já estava lá, a sua espera, com um sorrisinho tão doce que chegava a ser enjoativo. Não era espontâneo como os de...
- Bom dia, Draquinho! – Disse ela em um tom docemente irritante e indo em sua direção para abraça-lo, tirando-o de seus devaneios. Um abraço tão meloso que lhe dava náuseas. Tinha que dar um jeito de terminar com Pansy, não a aguentava mais. Sexo por sexo, ele arranjava outra.
- Bom dia, Pansy. – Seco. Era tudo o que podia dar a ela. Um tom seco.
- Dormiu bem, meu amorzinho? – Disse ela, ignorando completamente o tom do namorado.
- Não, Pamela, não dormi. Vamos logo tomar café, não quero me atrasar. – E dizendo isso, largou-a e saiu pelo quadro, sem parar para ver se ela o seguia ou não. Mas claro que o seguia. Pansy era um cachorrinho adestrado. Ele não aguentava mais.
- O que aconteceu, meu amor? Sentiu falta de um carinho? Poderia ter me chamado! – Disse ela tentando acompanhar seu passo.
- Não senti, Pansy, queria ficar sozinho.
- Oh meu amorzinho, eu te entendo, mas se quiser minha companhia hoje, estou ao seu dispor. – Agarrou seu braço possessivamente, andando ao seu lado.
“Eu não quero sua companhia nunca mais.” Ele sentiu vontade de dizer, mas se conteve. Aquele não era o momento para aquela conversa e ele precisava mais de uma xícara de café do que de qualquer outra coisa no mundo. Ela era irritante, fútil, interesseira e grudenta. Se perguntava constantemente o porque de ter se envolvido com ela.
Chegando ao Salão Principal, foi direto para sua mesa, sentou-se perto de seu amigo Blaise Zabini, murmurando um “bom dia” mal humorado, que não passou despercebido pelo amigo.
- Bom dia? Só se for para mim, porque para você, parece que começou péssimo! – Era verdade. Seu amigo lhe conhecia bem e sorriu com essa constatação.
Lamentava somente que ele não soubesse seu maior segredo. Ninguém nunca poderia saber.
- É, eu não dormi bem, só isso, já passa. – Ele confirmou ao amigo.
- Ah passa! Vai passar rapidinho quando você ver as gatinhas desse ano! Cara, é sério, parece que elas tomaram hormônios ou comeram fermento nessas férias, cada uma mais gostosa que a outra! – Draco só ria, vendo o moreno falar. Parecia que ele estava com água na boca ao falar das meninas. Era engraçado de ver.
- É mesmo, Blás? Cite-me uma, por favor. – Rindo e irônico. Era disso que ele precisava. Uma boa conversa com um amigo.
- Só uma, cara? – Draco assentiu com a cabeça – Difícil... Tem a Williams, já viu? – Apontou para Katy, na mesa da Grifinória – Não, não, melhor. A Granger! Já deu uma olhada nela? – Ele se deliciava ao olhar a castanha, e o mal humor de Draco, voltava.
- A Granger, Blás? Por favor... – Desdenhou.
- A Granger sim, meu caro. Eu sei que ela é sangue-ruim, não que eu me importe muito com isso quando o assunto é mulher, mas você não vai poder negar, Draco... A menina está um espetáculo!
- É melhor você ficar longe dela, Blás... Ela não é para o seu bico. – Draco soltou sem querer, e se arrependeu assim que as palavras deixaram sua boca.
“Parabéns, Draco Malfoy, você é um gênio!” Ouviu sua mente lhe censurar.
- Porque, Draco? – Blaise perguntou sem entender.
- Porque... Porque... Porque ela é muito diferente de você. Ela é uma Grifinória. Ela tem aqueles dois guarda-costas idiotas atrás dela o tempo todo. Quer mais motivos?
- Como se eu me importasse com o Weasley e com o Potter. Por favor, Draco. – Desdenhou ele – Eu vou tentar uma aproximação com ela, e é hoje. Por sorte, temos a primeira aula juntos. Quero pelo menos um encontro com ela.
- Tá, tá, Blás, chega de falar da Granger. – Draco levantou-se irritado, e pegando suas coisas, saiu sem esperar o amigo. Rindo, Blás o seguiu.
- Ok, não está mais aqui quem falou. Mas, me conta, e você e a Pansy, como estão?
- Vou acabar. Não sei o que me deu para querer algo com ela. Não suporto essa garota!
- Mas ela é gostosa, e, pelo que você me diz, é boa de cama.
- É, mas eu fico com ela a hora que eu quiser, então...
Draco não pode continuar, pois um barulho estrondoso de livros caindo no chão chamou sua atenção. Hermione. Algum idiota havia esbarrado nela e derrubado todos os seus livros. Viu-a ficar parada, provavelmente olhando algum ponto fixo a sua frente, decidindo se seus livros eram dignos ou não de serem pegos do chão.
- Oportunidade de ouro! Obrigado, Merlin! – E, saindo do lado de Draco, foi apanhar os livros da castanha antes que ela se abaixasse. Draco apenas olhava a cena, enojado e, mesmo negando até para si mesmo, enciumado.
- Obrigada, Zabini. – Disse ela, gentil.
- Por nada, Granger. Precisando. – Ele sorriu sedutor. – E por favor, chame-me de Blaise... Ou Blás.
- Bem, novamente agradeço, Zabini. – Ela sorriu, tentando ainda parecer gentil, mas mostrando a formalidade daquilo: ainda o chamava pelo sobrenome e era assim que ia continuar. Blaise fez uma careta divertida, que a fez sorrir mais.
- Se você prefere assim, sem problemas, mas eu prefiro chama-la de Hermione. Importa-se? – Ela negou com a cabeça, ainda sorrindo – Ótimo. Vamos para sala antes que Snape entre. Posso? – Ele se ofereceu, estendendo os braços para os livros dela. Ela os passou para ele e juntos, entraram na sala.
Draco não gostou nada daquela cena. Ainda continuava ali, parado, observando. Por qual motivo Hermione sorria tanto? Era só gentileza ou ela estava interessada em Blaise? Não gostou da última opção. Era impossível. Ela nunca se interessaria por um Sonserino, não era de seu feitio se apaixonar por alguém como Blaise.
“Não é de seu feitio se apaixonar por alguém como você.” Pensou, pesaroso.
- Meu amor, o que faz aí parado? – Mais uma vez, a irritante voz de Pansy o tirou de seus devaneios. Dessa vez agradeceu por isso. – Vamos, Snape já está vindo. – Puxou seu braço e, juntos, entraram na sala.
Hermione não estava se sentindo confortável. Ali, sentada ao lado de Blaise Zabini, não sabia bem o que fazer. Não queria se sentar com ele, mas não queria ser mal educada; o rapaz havia lhe feito um favor, e coração bobo como era, sentia-se quase na obrigação de retribuir. Mesmo ele sendo um Sonserino fútil como os outros, ele era um pouco mais gentil – ou menos malvado – e nunca havia lhe destratado ou ofendido. Ele era até divertido, pelo que sabia dele. E era bonito. Muito bonito. Hermione jamais vira um negro tão bonito quanto ele. Era alto e forte, as feições não tão delicadas, mas um sorriso tão alvo e perfeito que poderia ter sido esculpido por deuses. Ele era lindo – e a atraia –, era um fato e tinha que assumir, mesmo que só para ela mesma.
Sem exatamente prestar atenção na aula, devaneando, ela tentava absorver ao máximo cada palavra do professor. E, em alguns desses momentos de distração, sentiu um pedaço de pergaminho ser passado para o seu lado. Era Zabini.
“Hermione, sabe quando será o próximo passeio para Hogsmead?”
Mas que pergunta estranha para aquele momento, no meio da aula! Não queria pensar no que aquilo poderia significar. Prontamente, respondeu:
“É nesse sábado... Aliás, amanhã. Porque?”
“Ah... É só que eu queria chamar uma garota para ir comigo. Mas não sei se ela vai aceitar...”
“Não pense que é você, Hermione, não pense.”, pensou ela.
“E porque não? Você é um bom garoto, Zabini, chame-a. Você nunca vai saber a resposta dela se não tentar.”
“Ok... Você quer ir a Hogsmead comigo?” Ela já esperava por isso. E já tinha uma resposta, mesmo que não tivesse pensado muito nela. Porque não? Ele parecia gentil e era bonito. E era só um passeio.
“Sim. Combinamos direito a tarde, no fim das aulas, talvez... Agora, vamos assistir a aula. Snape já está nos olhando torto e eu não quero perder nenhum ponto para minha casa, Zabini.”
“Tudo bem. Mas pode me chamar pelo menos de Blaise? Não precisamos dessa formalidade.”
“Veremos isso, Zabini.” Enfatizou bem o “Zabini”, mostrando que não seria tão fácil assim. E voltou a prestar atenção na aula; não sem antes perceber o enorme sorriso do moreno. Não pode deixar de sorrir de volta. Já havia pensado em por sua vida amorosa - ou pelo menos, sua vida social – na ativa, e porque não começar já?! Até porque, Zabini não era de todo mal.
O resto das aulas da manhã transcorreu normalmente, e não teve mais nenhuma aula com a Sonserina, por tanto, só viu o moreno novamente no almoço. E claro, como as fofocas naquela escola corriam mais rápido do que a velocidade da luz, todos ali já sabiam de seu encontro com Zabini. Quando passou pela grande porta, pareceu que todos os rostos ali presentes se voltaram para ela. “Mas que coisa, é só um encontro!” Hermione pensou, corando. Detestava ser o centro das atenções.
O salão se dividia em indiferença, incredulidade, desprezo e desgosto. A indiferença vinha da mesa da Lufa-Lufa, pareciam olha-la só porque todos os faziam. A incredulidade vinha da mesa da Corvinal. “Uma Grifinória e um Sonserino?” escutou alguém da casa comentar. Parecia que era um sacrilégio. O desprezo vinha, claro, da Sonserina – ou de quase todos os seus integrantes, já que Zabini lhe sorria discretamente. E um par de olhos cinzas como o oceano em meio a uma tempestade lhe encarava de um jeito diferente que ela não pode decifrar. E o desgosto, vinha de todos da Grifinória, inclusive de seus amigos. Parecia que estava tudo em câmera-lenta, seu lugar parecia tão longe.
“Esse caminho nunca foi tão longo!” Ela pensou. Finalmente chegou ao seu lugar, e sentou-se ao lado de Gina. Rony parecia que ia explodir ao lado de Harry.
- Então, é verdade? Você vai mesmo sair com o Zabini? Diga-me que é uma brincadeira de muito mal gosto! – Disse o ruivo em um sussurro explosivo.
- E se for, Ronald? Qual é o problema? Hermione é bem crescidinha. – Defendeu-a Gina. “Santa melhor amiga.”
- Qual é o problema, Gina? Qual é o problema? Ele é um Sonserino nojento e arrogante, só quer tirar com a cara dela ou, no máximo, se aproveitar. – Ele estava tão vermelho que realmente parecia que ia explodir.
- Ronald, eu tenho 17 anos. Dentro de alguns dias, faço 18. Posso muito bem escolher minhas companhias. – Disse, tentando manter a calma. Afinal, Ron só estava preocupado. – Além do mais, não há nada demais nisso, Zabini não é tão ruim assim, e é só um passeio.
- Ele é amigo do Malfoy! Você não vai nesse encontro! – Ron explodiu. Soou como um irmão mais velho ciumento, o que irritou Hermione.
- Ora, por favor, Ronald Weasley. Quem decidi isso sou eu! Ou o que, não posso ter uma vida social?
- Pode. Mas com um Sonserino? Saia com Pirraça!
- Ron, já chega. – Harry, que até então se permaneceu calado apenas assistindo, interviu calmo – Hermione é muito bem resolvida para saber com quem sai ou não. Além do mais, se ele fizer algo com ela, eu mesmo acabo com a raça dele.
- Obrigada, Harry! – Segurou a mão do amigo a sua frente, que retribuiu o gesto soltando um beijinho no ar em direção a ela.
- Mas preste atenção, Hermione. Ele ainda é um Sonserino. – Alertou-a. Ela consentiu. – Ok, mas eu confesso que estou adorando a cara de ódio do Malfoy. Parece que ele não está gostando da ideia do melhor amigo sair com uma Grifinória nascida-trouxa.
- Ele está com ciúmes? Que coisa gay... – Soltou Ron sem humor, fazendo Harry gargalhar, sendo acompanhado por Gina.
Hermione olhou para a mesa da Sonserina. Todos pareciam distraídos demais com suas comidas, menos Zabini e Malfoy, e estes se destacavam. Enquanto todos comiam indiferentes a tudo, Zabini nutria um sorrisinho malicioso, enquanto Malfoy olhava o nada, tenso. Quando percebeu, ele a encarava. Aquele mesmo olhar profundo e indecifrável que a gelava por dentro. Queria desviar, mas não conseguia. Parecia que ele a prendia. Queria decifrar aquele olhar, mas por um momento não conseguia pensar em nada.
- Hermione... HERMIONE GRANGER! – Gina gritou ao seu lado, fazendo-a desviar o olhar, não sem antes perceber que ele fazia o mesmo, baixando olhar para o próprio prato, ainda indecifrável. “Que criatura estranha!” Pensou.
- Sim? O que houve? – Tentou manter o tom firme, mas era visível sua falta de atenção.
- O que houve é que eu estou falando a uns três minutos sem parar e você não ouviu uma palavra do que eu disse. Passara tanto tempo assim encarando Malfoy? “Droga!”
- Desculpe, estava pensando...
- Percebi! Mas, voltando, precisamos escolher uma roupa para você ir, e essas coisas. É seu primeiro encontro do ano...
- É praticamente meu primeiro encontro, Gina. – Riu. Sua vida social era um desastre.
- Melhor ainda! Merece uma roupa especial!
- Eu sei e...
Foi interrompida pela entrada estrondosa de Parvati, Katy e Isabelle, que foram correndo para o lado da castanha perguntando se era mesmo verdade, o encontro. Elas, ao contrário dos outros, ficaram exultantes. “Coisas de mulher”, sussurrou Ron a Harry, que só riu, ouvindo as meninas passarem o resto do almoço falando sobre roupas, cabelos e maquiagens.
Depois do almoço era horário vago para a Grifinória, mas só para o Sétimo Ano, então, muito a contra gosto, Gina fora para sua aula de Transfiguração. Depois de uma olhada rápida no horário, Hermione descobriu que o tempo também era vago para a Sonserina. Resolveu, junto com os amigos Harry, Ron, Parvati, Katy e Isabelle, ir para o lago, esperarem pelo próximo horário por lá. Mas antes de ir, precisava encontrar Zabini para combinar logo os detalhes do encontro do dia seguinte. Não ia esperar até o fim das aulas. Encontrou-o em um jardim que dava acesso ao Lago Negro, junto com Malfoy e Parkinson. Pediu licença aos amigos e foi em direção a eles.
- O que você quer aqui, sangue-ruim? – Disse Malfoy ao vê-la se aproximar.
- Nada que seja do seu interesse, Malfoy. – Respondeu a castanha e, em seguida, encarou Blaise. – Podemos conversar rapidinho? – Ele começou um “claro” que foi interrompido pela voz irritante de Parkinson.
- Me pergunto que poção você usou para fazer o Blaise te chamar para um encontro, Granger. Por que só pode ter sido isso.
- Cala a boca, cachorrinha adestrada. Vá juntar as cuecas do seu namorado e lave-as, faça algo de útil.
- Respeite minha namorada, Granger, quem você pensa que é? – Vociferou Malfoy.
- Oh, o namoradinho cara de doninha defendendo a namoradinha cara de buldogue... Que emocionante! – Dizendo isso, puxou Blaise pelo braço e tirou-o de perto do casal maravilha. – Como você os suporta?
- Eles não são tão ruins quanto parecem. – Deu de ombros. “Não, só gostam de torturar criancinhas e me perturbar.” – Bom, pelo menos o Draco não. O que você queria falar?
- Ele é o pior de todos. – Falou distraidamente. – Enfim, vim para combinarmos o nosso encontro. – Ficou vermelha instantaneamente. Como era inexperiente!
- Ah sim. Bom, que tal nos encontrarmos no Salão Principal, durante o café? Aí pegamos o coche juntos. Ou prefere que nos encontremos em Hogsmead?
- Não, no Salão parece ótimo. Às 9:00?! – Ele assentiu - Então, combinado. – Sorriu, deu um beijinho rápido na face do moreno e se afastou. – Nos vemos amanhã.
- Nos vemos amanhã. – Ele repetiu sorrindo. – Ah.... – Disse, antes dela se afastar demais, fazendo-a voltar, rindo gentil – O Draco não é o pior. Só é incompreendido. – Virou-se e saiu, deixando a castanha com o sorriso esvaído.
Era só o que faltava. Outra pessoa do seu lado defendendo o Malfoy.
Gostava mais quando todos ao seu redor dizia que ele era um metido, arrogante. Parece que essas férias não haviam afetado só ao loiro. As pessoas estavam começando a enlouquecer. A começar por Gina. Ou por ela.
xxx
N/A: Oi gente, adiantei o post *-* Era para eu postar só quarta, mas uma amiga pediu muito, e me ameaçou de morte e eu não quis arriscar, hahahaha! Enfim, espero muito que gostem, e obrigada a quem já está lendo, e quem gostar, por favor, indique para a mãe, avó, prima, tia, periquito, papaguaio, cachorro, gato... Enfim, todo mundo! Muito obrigada, e deixa eu dar uma respondida nos dois coments (muito obrigada!) que recebi!
Undiscoverd: Muito obrigada por ser a primeira a comentar, fico feliz que esteja gostando! Beijos.
Lana Granger: Quem é a tititi mais linda do mundo? Você né, claro! Obrigada por prestigiar minha fic, tititi, eu amo você. ♥
Boa leitura, bebês. x