FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

2. Entre erros e acertos


Fic: Hogwarts e o começo de tudo.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Ei gente, muito obrigada pelos comentários (:


Me desculpem a demora para voltar a postar, mas essa é uma fic que pede atenção e pensar muuuito nos detalhes. Espero que vocês gostem desse capítulo, tive que reescrevê-lo umas 5 vezes, mas está aí haha' Por favor, dêem as suas opiniões :) O próximo capítulo quero mostrar um pouco de James e Sirius, vai ser bem divertido :D


Beijinhos,


May.


 


---


 


Ele caiu abruptamente em um lugar ensolarado, e seus pés encontraram o chão quente. Quando ele se endireitou, viu que estava perto de um playground deserto. Uma única e grande chaminé dominava o distante horizonte. Duas garotas balançavam-se para frente e para trás enquanto um garoto magricela escondido atrás das moitas as observava. Seus cabelos negros muito


compridos estavam tão desalinhados que parecia ser de propósito, usando uma calça jeans muito curta, um casaco muito grande e esfarrapado que deveria ter pertencido a um homem adulto e uma estranha camiseta que parecia um avental.


Harry aproximou-se do garoto. Snape não parecia ter mais do que nove ou dez anos, e era amarelado, pequeno, fibroso. Seu rosto fino apresentava uma cobiça indisfarçável quando ele olhava para a mais nova das garotas, que se balançava cada vez mais alto do que sua irmã.


- Não faça isso, Lílian! - gritou a mais velha das duas.


Mas a garota tinha levado o balanço até a maior altura de seu arco e voou no ar, quase que literalmente, lançando-se para o céu com gritos de risadas, e ao invés de se espatifar no asfalto do playground, ela subiu como uma trapezista pelo ar, ficando no alto por muito tempo e aterrissando brilhantemente.


- A mamãe disse para você não fazer isso!


Petúnia parou o seu balanço, fazendo um barulho agudo e arranhado ao fincar os calcanhares das sandálias no chão, e saltou, com as mãos nos quadris.


- Mamãe disse que você não tem permissão, Lílian!


- Mas eu estou bem, - disse Lílian, rindo. – Túnia, olhe isso. Olhe o que eu posso fazer.


Petúnia olhou em volta. O playground estava deserto, embora as garotas não soubessem que Snape estava ali. Lílian pegou uma flor caída da moita atrás da qual Snape espreitava. Petúnia aproximou-se, evidentemente dividida entre curiosidade e desaprovação. Lílian esperou que Petúnia se aproximasse o suficiente para ter uma boa visão, e então ela abriu a palma da sua mão. A flor,


que ali estava, abria e fechava suas pétalas, como uma ostra bizarra cheia de lábios.


- Pare com isso! -gritou Petúnia.


- Não está te machucando, - disse Lílian, mas ela fechou sua mão sobre a flor e a jogou no chão.


- Não é certo, - disse Petúnia, mas seus olhos seguiram o vôo da flor ao solo e permaneceram nela. - Como você faz isso? - ela acrescentou, em um tom de voz longo e claro.


- É óbvio, não é? - Snape saiu de trás da moita, não podendo mais se conter. Petúnia gritou e correu para trás dos balanços, mas Lílian, embora claramente assustada, permaneceu onde estava.


Snape pareceu se arrepender de ter aparecido. Um pequeno rubor apareceu nas suas bochechas amareladas assim que ele olhou para Lílian.


- O que é óbvio? - perguntou Lílian.


Snape tinha um ar de nervosa excitação. Com uma olhada na distante Petúnia, agora parada ao lado dos balanços, ele baixou a voz e disse, - Eu sei o que você é.


- O que você quer dizer?


- Você é... você é uma bruxa, - sussurrou Snape.


Ela olhou ofendida.


- Isso não é uma coisa muito agradável de dizer para alguém!


Ela se virou, com o nariz arrebitado, e foi em direção da irmã.


- Não! - disse Snape. Ele estava muito vermelho agora, e Harry pensou porquê ele não tirou aquele casaco ridículo e enorme, a não ser que fosse para não revelar o avental embaixo dele. Ele adiantou-se em direção às garotas, parecendo ridiculamente um morcego, como a versão mais velha de Snape.


As irmãs o avaliaram, unidas em desaprovação, ambas segurando um dos postes do balanço, como se fosse mais seguro.


- Você é, - disse Snape para Lílian. - Você é uma bruxa. Eu estive te bservando por um tempo. E não há nada errado nisso. Minha mãe é uma, e eu também sou um bruxo.


A risada de Petúnia foi como água fria.


- Bruxo! - ela gritou, sua coragem retornando agora que ela tinha se recobrado do choque da presença inesperada do garoto. - Eu sei quem você é. Você é o filho do Snape! Eles moram lá embaixo na Rua da Fiação, perto do rio, - ela contou a Lílian, e era evidente pelo seu tom que ela considerava o endereço de baixa recomendação. - Por que você estava espionando a gente?


- Não estava espionando, - disse Snape, quente e desconfortável, com os cabelos sujos brilhando pela luz do sol. - Nunca espionaria você, de qualquer forma, - ele acrescentou sem se conter, - você é Trouxa.


Embora Petúnia evidentemente não tivesse entendido a palavra, ela não pode deixar de perceber o tom.


- Lílian, venha, nós vamos embora! - ela disse agudamente. Lílian imediatamente obedeceu a irmã, olhando para Snape quando partia. Ele continuou parado olhando-as até que atravessassem o portão do playground, e Harry, o único que restou para observá-lo, reconheceu o desapontamento amargo de Snape, e entendeu que ele estivera planejando esse momento durante um tempo, e tudo tinha dado errado...


Harry Potter e as Relíquias da Morte, J.K.Rowling


 


 


Era verão. Os dias quentes transcorriam lentamente para as irmãs Evans: os pais das garotas saíram pela manhã para o enterro de uma tia em Sheffield e até aquele momento não haviam retornado.


A Sra. Evans pedira para que elas permanecessem em casa mas as horas não passavam e Lily estava ficando cada vez mais impaciente. Petúnia lia uma revista adolescente deitada no carpete enquanto a irmã sentada no sofá balançava as pernas.


Do lado de fora, um senhor idoso passava pela rua com seu carrinho de picolés, tocando um sininho e chamando atenção da vizinhança. Lily levantou-se de um pulo e correu para a janela.


- Túnia, ele tem sorvete! Vamos comprar, vamos, vamos, por favor! - Petúnia não respondeu. – Por favor!


- Fica quieta um pouco, Lílian!


Lily fechou a cara para a irmã e pulou de volta no sofá.


- Essas férias estão muito chatas. Eu quero sair para brincar, mas a mamãe não deixa e você não quer ir para o parquinho para não encontrar com aquele menino Snape.


Petúnia revirou os olhos e continuou absorta em sua leitura. Lily bufou com a falta de atenção da irmã e voltou a olhar pela janela,


- Túnia, vou comprar sorvete.


- Não, Lily. A mamãe falou para ficarmos dentro de casa.


- É só um pulinho e pronto, estarei de volta antes que você note.


Petúnia nem se deu ao trabalho de responder. Lily subiu as escadas, entrou no quarto e fechou a porta. Pegou sua bolsinha de economias debaixo da cama, tirou uma nota de cinco libras e escondeu-a novamente em seu esconderijo inicial. Desceu correndo e mirou o pequeno burburinho envolvendo o carrinho e o senhor.


- Volto rapidinho, Tuney.


Lily correu para a porta mas Petúnia foi mais rápida. Chegou na porta, trancou-a e tirou a chave, erguendo-a fora do alcance da irmã.


- Você vai ficar quietinha aqui, Lílian, ou vou contar tudo pra mamãe.


Lily saltava tentando tomar a chave da irmã.


- Não, Tuney, por favor! Me deixa ir lá fora!!


- Não. – E deu um empurrão de leve na irmã que voou para a outra extremidade da sala. Petúnia cruzou o aposento até onde estava quando de repente uma ventania louca abriu todas as janelas e portas da casa e a derrubou no chão, gritando. Lily a observava do outro lado da sala, seus cachos esvoaçando ao redor dela. Podia ver espirais de ar brincando pela sala e formas difusas que assumiam formatos distintos. Ela se sentia tão leve que se tirasse os pés do chão, jurava que poderia flutuar e brincar com as correntes de ar. O desapontamento causado pela irmã transformara-se em admiração por tudo que acontecia ao seu redor. Ela sentia o vento brincando em sua pele, afastando o cabelo do rosto, ela fechava os olhos e ria, enquanto Petúnia gritava para que ela parasse enquanto papéis, jornais, revistas e outros objetos leves flutuavam pela sala. Até que...


- LÍLIAAAN!


Lily depertou de seus devaneios e a ventania cessou imediatamente. A sala estava um caos, papéise objetos jogados no chão, pelos sofás... E Petúnia tremia, encolhida em um canto, os braços protegendo a cabeça e o corpo se contraindo fortemente com os soluços. A ruvinha correu para a irmã, mas antes que pudesse tocá-la, Petúnia virou-se para ela, o pânico no olhar.


- Sua... Sua... MALUCA.  BRUXA! VOCÊ É QUE NEM AQUELE MENINO ESTRANHO DOS SNAPE. IGUALZINHA! NÃO TOCA EM MIM. VAI EMBORA AGORA! Antes que o papai e a mamãe cheguem e vejam o monstro que você é!


E cuspiu no rosto da ruivinha. Lily cambaleou para trás, lágrimas caindo copiosamente por suas bochechas. Ela virou-se, limpando o rosto e correu disparada pela porta de entrada. Não sabia para onde ir, só corria para o mais longe que conseguisse.


Parou somente quando a falta de ar tornava impossível prosseguir. Sentou-se na calçada e deixou que as lágrimas escorressem e pingassem no asfalto quente. E então ouviu uma voz conhecida a suas costas:


- Onde está aquela sua irmã?


Lily sobressaltou-se no primeiro momento mas depois olhou carrancuda para o canto de onde ouvia-se a voz.


- Ah, é você. Ela não está aqui.


- Isso eu já notei. – O pequeno Severo Snape saiu da sebe em que se escondia e sentou-se ao lado de Lily. – Você deveria andar menos com aquela trouxa.


Ela começou a erguer a voz, em protesto, mas se calou. Snape olhou para ela curioso, não sabia se estava mais espantado pela falta de atitude para proteger a irmã ou pelo estado atordoado em que ela se encontrava. Finalmente, juntou toda sua coragem e perguntou timidamente:


- Você está chorando? - Lily sacudiu a cabeça rapidamente em gesto de negação, mas ele não se deu por satisfeito. – Está sim! A garota fixou o olhar numa pedrinha no chão e abafou os soluços. Os dois passaram algum tempo em silêncio.


- O que aconteceu com a sua irmã?


Lily voltou a soluçar, baixinho:


- Você tem razão. Eu sou uma bruxa. E má. Muito muito muito má.


Severo parecia mais confuso ainda. Lily voltou-se para ele, os olhos verdes mareados mostravam um profundo desapontamento que não combinava com ela. Snape sentiu o rubor queimar a face novamente e desviou o olhar para o asfalto.


- Você... Não é má. Não pode ser má. - Ele se encolheu, a face tão quente quanto a tarde que transcorria. Reuniu mais coragem ainda e tornou a olhá-la. – Eu quis dizer que você sabe fazer magia.


Lily desviou o olhar impaciente e soluçou novamente, escondendo as lágrimas daquele garoto tão estranho.


- Magia ruim. Túnia me odeia agora porque eu a assustei.


Snape arregalou os olhos para ela.


- O quê? O que aconteceu? O que você fez??


Lilian olhou para ele com o ar revoltado.


- Não é da sua conta.


Cruzou os braços e desviou o olhar para o outro lado da rua. Deixou algumas lágrimas escaparem quando Severo respondeu simplesmente:


- Você que sabe.


Mas ele não se moveu. Continuou sentado ao lado dela, brincando com as pedrinhas do asfalto. Severo analisava calmamente cada movimento da garota. A primeira tentativa havia falhado, mas ele não podia se permitir falhar novamente. Ela não confiava nele. “Mas um dia vamos ser mais que grandes amigos”, pensava ele. E a alegria desse pensamento foi tanta que um sorriso iluminou sua face.


- Porquê você está rindo de mim? – Ele nem notou que Lily o encarava havia algum tempo. Sua voz chorosa indicava que ela se sentia ofendida.


- Não estou rindo de você! – Ele começou na defensiva. – É só que...


Severo olhou para Lily pela primeira vez de tão perto. Seus olhos tão verdes estavam levemente vermelhos não derramavam mais lágrimas. E pela primeira vez na vida, se perdeu naqueles olhos.  No entanto, antes que seus pensamentos divagassem tanto, Lily desviou o olhar, puxando-o de volta para a realidade.


- Eu não queria ter feito mal à ela... Mas eu tava com tanta raiva e...


- Não se preocupe, ela vai esquecer já já. Alguém do Ministério da Magia deve vir falar com seus pais e provavelmente vão fazê-la esquecer.


Lily arregalou os olhos, mas sua expressão não indicava só curiosidade. O pânico também crescia dentro dela.


- Eles vão me levar para longe da minha família?


- Não! Eles vão na sua casa só para explicar para os seus pais que você é uma br...


- Não me chame de bruxa.


- Mas não é como uma ofensa. Bruxos têm poderes especiais.


- Poderes que machucam as irmãs delas.


- Foi um acidente, isso acontece com todo mundo que não sabe controlar seus poderes. Mas você vai ver, em Hogwarts você aprende a controlar e a fazer um monte de coisas com eles.


- Hogwarts?


- Sim, é a escola para onde vou quando completar 11 anos.


- E o que você faz lá?


- Estuda.


Lily sorriu.


- Eu sei que a gente estuda, mas o que estudamos lá?


- Poções, feitiços... E sei que tem aulas de vôo em vassouras.


- Voar em vassouras? – E começou a gargalhar. – Você só pode estar brincando com a minha cara! – E gargalhou muito. Severo ficou confuso. Ela chorava e depois ficava brava e agora ria.


- É sério, espere só até você ver um bruxo de verdade. Minha mãe me contava sobre o quadribol mas nunca vi pessoalmente.


Então Lily parou de rir.


- Quadribol? O que é isso?


Severo explicou pacientemente o que era quadribol e como era jogado. Quando terminou, viu um brilho de excitação no olhar da garota.


- Me conta mais sobre essa tal de Hogwarts.


Ele começou a contar tudo o que tinha ouvido de sua mãe, o castelo com seus corredores, as aulas, as quatro casas. Até ouvirem alguém chamando por ela. A excitação de Lily transformou-se em desapontamento.


- Tenho que voltar. – Disse ela fazendo uma careta. – Mas amanhã você me conta mais sobre tudo isso, certo?


- Certo.


Ela levantou em um salto e virou-se para ele.


- Então nos vemos amanhã...?


- Severo.


- Severo. Sim. Eu sou a...


- Lily. – Responderam os dois em uníssono. Snape corou. Lily assentiu.


- Até amanhã.


E ela saiu correndo de volta pelo caminho que veio até ali. Severo relaxou e sorriu na volta para casa, imaginando um novo dia amanhã em que finalmente se tornaria amigo da garota de olhos verdes e com tanta mágica dentro dela. Seu coração deu um salto e ele se sentiu tão leve, tão leve que poderia voar sem vassouras.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Neuzimar de Faria em 16/04/2012

MUITO, MUITO BOM !!!

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lory Tonks Lupin em 15/04/2012

Esse capitulo esta incrivel,esta rico em detalhes,incrivel vou esperar pelo proximo e tenho a plena certeza q sera tão bom quanto este!!!

 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.