Capitulo 8 – A detenção que deu errado.
Jantar no salão com a metade dele apontando para agente foi uma experiência muito estranha, não era comum eu ser o centro das atenções.
- Todo mundo está comentando o que vocês fizeram na sala de aula. – falou Rony.
- Vocês não deveriam ter desafiado a professora. – falou Hermione com a voz muito parecida com a da McGonagall. – Isso foi muita imprudência.
- Eu só fiz aquilo por ser um cara solidário. – me expliquei.
- Solidário? – perguntou Rony.
- É claro, se vocês não perceberam o Harry iria falar logo sobre Voldemort – os dois arregalaram os olhos. – e sobre o que aconteceu no Tribruxo, como eu interferi agora todo mundo acha que somos rebeldes e o Harry não é mais o cara que teve o cérebro fritado pela cicatriz ou algo do gênero.
- Obrigado. – agradeceu Harry sarcasticamente.
- De nada, se precisar eu estou aqui.
Terminamos o jantar e fomos para o salão comunal, enquanto Hermione ralhava com os gêmeos por estarem testando o kit mata-aula em alunos do primeiro ano eu fiquei fazendo os deveres de poções e história da magia, não foram difíceis, só tive que enrolar para dar o tamanho mínimo.
As aulas do dia seguinte começaram com os professores falando sobre os N.O.M.s, isso foi um pouco repetitivo, mas pelo menos agora todo mundo sabia da importância deles.
Uma coisa que eu devia me lembrar era não chamar a atenção, coisa que eu não fiz na aula de transfiguração, quando fui o primeiro a fazer a lesma desaparecer, eu estava distraído na hora e nem pensei em disfarçar o meu verdadeiro desempenho nessa matéria, todo mundo ficou surpreso com a minha rapidez.
Na aula seguinte, de trato das criaturas magicas foi um desastre, os tronquilhos, seres protetores das arvores, sentiram a minha aura magica, que parecia muito com energia da natureza e ficavam perto de mim o tempo todo, aproveitando isso o Malfoy disse que eu parecia tanto uma arvore que os pequenos seres mágicos queriam morar em mim, eu fiquei bravo com o comentário, por sentir a minha raiva contra o Malfoy os tronquilos avançaram contra ele, que saiu correndo e gritando como uma menininha.
A de herbologia começou estranha, alguns alunos da Corvinal declararam na frente da estufa que acreditavam que Você-sabe- quem tinha voltado, a aula foi normal só teve aquele discurso sobre os N.O.M.s.
Depois da aula de herbologia fomos ao Salão principal comer rapidamente antes da detenção, nos despedimos de Rony e Hermione e fomos em diração a sala de Umbridge.
- O que você acha que vai ser a detenção dela? – perguntou Harry.
- Para mim pode ser qualquer coisa, desde que eu não seja obrigado a usar aquela fantasia que ela chama de roupa. E o que você acha que vai ser?
- Não faço a mínima ideia.
Entramos na sala, a decoração era muito estranha, flores secas, fotos de gatos em todos os lugares e rosa, muito rosa em tudo quanto era lugar.
- Boa noite senhores. – disse Umbridge, quase não pude ver ela, com aquela roupa rosa ela se tornava um camaleão e desaparecia na paisagem.
- Boa noite, Profª Umbridge – respondemos.
Tinha duas carteiras na sala, em cada carteira tinha uma pena negra e um pergaminho.
- Queiram se sentar. – nos sentamos. – os senhores vão escrever um pouco para mim. – disse com uma voz idiotamente meiga. – Quero que os senhores escrevam: “Não vou fazer idiotices em sala”.
Ela andou até a sua escrivaninha e começou a olhar alguns papeis, até ver que não tínhamos começado.
- O que foi? – perguntou ela melosamente.
Essa voz dela me irritava profundamente.
- A senhora não nos deu tinta – disse Harry.
- Essa é uma pena especial, não precisa de tinta.
Harry aceitou isso e colocou a pena no papel e parou quando viu que eu estava cheirando a pena, ela tinha cheiro de...
- Sangue – falei em voz baixa, tudo isso fazia parte da encenação. – Professora, poderia me dar uma outra detenção? – perguntei apreensivo.
- Outra detenção? Por que eu mudaria essa?
- Eu tenho uma proteção magica, um antepassado meu colocou em sua linhagem por isso alguns métodos de tortura não funcionam conosco, esse – disse apontando para a pena – é um deles.
- Tortura? – perguntou Harry.
- Sim, esse é um antigo método de tortura usado em escolas, já foi abolido, mas não tem nenhuma lei ministerial contra o uso dela, essa pena é chamada pena de sangue, usa o sangue do usuário para escrever, além disso a frase que a pessoa escreve fica marcada nas costas da mão que ele escreve. – falei didaticamente.
- E por que não funciona isso com você? – perguntou a professora curiosa.
- Por causa da proteção que meu antepassado colocou, não sei explicar muito bem, é uma magia muito antiga criada por ele mesmo e mantida em segredo para ninguém que ninguém desfizesse ela.
Na verdade essa proteção era por causa da minha energia magica, como eu consegui fazer ela ficar circulando pelo meu corpo todo, diferente das outras pessoas que tem ela concentrada em um único ponto, precisa de um feitiço que tenha mais energia do que a que está no ponto que ele acertou para fazer efeito. Como eu posso movimentar e concentrar a energia como eu quiser posso concentrar grande parte dela para a minha mão dai a pena não vai fazer efeito, na verdade a pena vai sofrer as consequências.
- Não me importo com essas historinhas de proteção, escreva logo a frase que eu mandei! – disse não usando mais aquele tom meloso, e sim um autoritário.
- Eu avisei. – falei baixinho.
Peguei a pena e comecei a escrever, no primeiro traço do “Não” a pena e o papel começaram a pegar fogo, larguei a pena e observei ela queimar, quando virou cinzas o fogo apagou.
Harry me olhou impressionado.
- O que foi isso? – perguntou Umbridge com um tom “ameaçador”.
- A proteção fez efeito. – respondi.
Ela pegou outra pena de sangue em uma gaveta da escrivaninha dela.
- Me dê a varinha. – disse colocando a pena encima da minha carteira.
Peguei a minha mochila e “tirei” a varinha da fenix de lá, ela não precisava saber do meu coldre magico, e dei para ela.
- Escreva. – mandou.
- Não é uma boa ideia. – comecei a alerta-la – a proteção fica cada vez mais forte.
- Não importe, quero que você escreva. – disse ela muito irritada.
- Falta papel. – falei, quando ela foi buscar na escrivaninha, falei rapidamente para Harry. – Quando eu começar a escrever solte a sua pena e se prepara para sair da sala.
Ela pegou um pergaminho e deixou a minha varinha encima da mesa.
- Aqui está. – falou ela batendo na mesa com o pergaminho.
- Se eu escrever nesse papel com essa pena você jura arcar com todas as consequências, não jogando a culpa em nós e nem se vingando? – perguntei seriamente.
Ela olhou para mim muito mais irritada do que antes.
- Eu não vou escrever se você não jurar. – falei olhando para os olhos dela.
- Tudo bem, eu juro, mas agora escreva.
Eu dei um mínimo sorriso, coloquei a pena no papel, com o canto do olho vi Harry soltando a pena dele, fiz de novo o primeiro traço do ‘n’ de “Não”, dessa vez a pena não pegou fogo, ela simplesmente explodiu, junto com a pena do Harry e todas as penas que estavam guardadas na gaveta da escrivaninha.
Rapidamente a sala começou a pegar fogo, eu e o Potter saímos correndo peguei rapidamente a minha varinha encima da mesa e acompanhei o Harry a saída, a Umbridge ficou tentando apagar o fogo com magia, mas o fogo era muito forte para as magias dela, com isso ela saiu também, algum tempo depois alguns professores chegaram.
- O que foi que aconteceu aqui? – perguntou McGonagall.
- A detenção da professora Umbridge deu errado e acabamos colocando fogo na sala dela – respondi.
Ela me lançou um olhar muito desconcertante, parecia que estava querendo ler a minha mente, mas se tentou eu nem senti.
McGonagall, Filtwick e Sprout tentaram de tudo para apagar as chamas, mas não tiveram mais sorte quanto a Umbridge, só quando Dumbledore chegou é que conseguiram terminar com o incêndio.
Ao contrario do que os outros estavam tentando, Dumbledore aprisionou as chamas dentro de um pote de vidro.
- O que aconteceu? – perguntou Dumbledore com uma calma inabalável.
- Eles... eles... – gaguejou Umbridge. – Eles tacaram... – ela segurou a garganta, não conseguia falar o resto, o juramento para um membro do clã ao qual eu pertencia era inquebrável, as pessoas podiam tentar de qualquer jeito, mas elas nunca iriam conseguir a não ser se nós as liberássemos do juramento.
- Foi um acidente. – falei. – A culpa é dela. – falei apontando para Umbridge.
- Seu pestinha, foi culpa... foi culpa... – toda vez que ela tentava falar que foi culpa minha ela engasgava. – foi culpa minha. – falou por fim.
Sorri para o Harry, ele sorriu de volta sem entender o porquê da Umbridge não nos culpar.
Dumbledore notou que eu tinha feito alguma coisa.
- Senhor Potter e senhor Bragança, queiram me acompanhar.
Ele começou a andar e nós dois o seguimos, passamos por algumas passagens que eu não sabia a existência e chegamos em uma gárgula.
- Picolé de limão. – Ele falou.
A gárgula saltou para o lado e atrás dela apareceu uma escada em espiral, subimos a escada e entramos em um escritório com muitos aparelhos estranhos, vários livros na parede e um poleiro com uma fênix.
- Por favor, se sentem. – falou cordialmente.
Eu e o Potter nos sentamos.
- Eu queria saber exatamente o que foi que aconteceu na sala da Profª Umbridge.
- Nós não fizemos nada de errado... – começou o Harry.
- Nunca disse que vocês fizeram algo de errado, só estou perguntando o que aconteceu. – interrompeu Dumbledore.
- Nós fomos fazer a detenção da Umbridge... – contou Harry.
- Profª Umbridge – corrigiu Dumbledore.
- Sim, fomos fazer a detenção na sala dela, quando chegamos tinha duas carteiras prontas para uma detenção escrita normal, mas o Nathan cheirou as penas e descobriu...
- Eu cheirei só para confirmar, eu já suspeitava antes, a mulher é sádica o suficiente para colocar penas de sangue para uma detenção.
- Penas de sangue? – perguntou Dumbledore.
- Isso mesmo, aquela megera... ops, desculpe, Profª Megera fez a detenção ser nós escrevermos com o nosso sangue uma maldita frase.
- E então o que aconteceu? – perguntou Dumbledore.
- Nathan disse que não podia fazer essa detenção pois tinha uma proteção magica ao redor dele que alguns objetos de tortura não funcionavam nele, mesmo ouvindo isso a professora insistiu que ele fizesse a detenção, quando ele tocou a pena no papel ela simplesmente explodiu.
- Mas a Profª Sádica insistiu que eu fizesse de novo, mas dessa vez ela pegou a minha varinha, só que isso não adiantou, quando eu toquei a pena no papel, todas as penas de sangue da sala dela explodiram, e por isso o fogo na sala.
- Então esse fogo é parte da sua proteção, estou certo?
- Sim senhor, o senhor é muito inteligente. – falei com um tom extremamente bajulador.
- Obrigado, mas ainda não entendi como vocês fizeram a Profª Umbridge não acusar vocês.
- Depois da primeira explosão pedi que ela jurasse que se acontecesse algo de ruim na detenção era tudo culpa dela, e que ela não iria se vingar por causa disso. – respondi.
- Um juramento magico? – perguntou Dumbledore surpreso.
- Um o que? – perguntamos eu e o Harry juntos.
- É quando alguém jura por sua magia, essa pessoa não consegue quebrar o juramento pois a sua própria magia o impede de fazer isso.
- Nunca tinha ouvido falar nisso. – falei.
- Podem voltar para a suas casas.
Saímos rapidamente da sala, quando estávamos no meio do caminho, comecei a dar algumas risadas.
- O que foi? – perguntou Harry.
- Estou gostando muito de Hogwarts, acabei de colocar fogo na sala de uma professora e nem fui repreendido por isso.
Continuei rindo até chegar no retrato da mulher gorda