N/A: Mais uma vez desculpem fazê-los esperar tanto pelo capítulo. Respondendo o comentário:
Wellington: fico feliz por estar gostando da fic, de verdade. Espero que não esteja me amaldiçoando por demorar tanto pra postar o capítulo 9. Ah... obrigada pelo "leitora favorita" =P continue curtindo e comentando! (fazendo uma criança feliz... kkkkk)
Bom... sem mais rodeios, vamos ao tão esperado capítulo...
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Capítulo 9: Medo! Traições? Revolta!
Por volta das dez horas daquela manhã, a estação King Cross, estava quase inacessível. Próximos a plataforma 9 ¾, Arthur Weasley por mera casualidade olha sobre os ombros de Harry e apressa a passagem dos garotos pela parede. Harry, ao perceber o motivo dessa súbta pressa, toma uma atitude inesperada, assustando o Sr. Weasley.
__ Solte-me. _ disse Harry se soltando e caminhando bruscamente em direção aos Comensais que até então eram apenas suspeitos.
__ Harry, não... _ gritou Arthur que não pode conter a fuga do garoto.
Harry coloca sua varinha na garganta do Comensal, impedindo-o de fazer qualquer movimento.
__ Fala, onde ele está? Fala logo e se tentar alguma coisa você morre. _ dizia Harry aos berros.
Já do outro lado da passagem Rony nota a ausência de Harry e decide voltar para averiguar o motivo de seu atraso. A cena era apavorante, Harry ali parado frente a um homem, fielmente nas qualidades de trouxa, com a varinha em mãos. As pessoas simplesmente o olhava como se fosse louco.
__ Harry não, deixe-os, são meros trouxas, você os está confundindo. _ dizia Rony rapidamente tentando tirar a atenção de Harry do homem que pelo olhar deixava perceber que os três não estavam casualmente sozinhos.
Agarrando-se ao braço de Harry puxando mais forte que podia, Rony conseguiu afastá-lo do homem, levando-o à parede. Uma fez que alcançaram o outro lado, o restante dos acompanhantes os esperavam, querendo saber o porquê do regresso de Rony e a demora pela travessia de Harry.
__ Harry, você está bem? _ perguntou Hermione que se aproximou dele olhando-o de maneira estranha. _ Você parece nervoso, está um pouco pálido e tremulo também.
__ Estou bem obrigado, Hermione.
__ Hey! Vocês ai, dá para apressar esse papinho? As cabines estão quase todas lotadas, e eu não quero ir mal acomodado. _ gritava Calvin debruçado na janela.
Sorrindo pelo canto da boca Harry, e os demais que ainda estavam frente à porta entraram, quando Arthur e Molly atravessaram.
Caminhando pelos corredores a procura de uma cabine vazia, Rony brincava com os amigos caminhando de costas e somente parou ao trombar com alguém.
__ Me desculpe eu... _ interrompeu-se ao ver que quem estava parado ali era Draco Malfoy seguido de suas sombras. _ Draco o que faz aqui? _ perguntou com a voz tremula, assustado por vê-lo.
__ Weasley, vejo que tem novos amiguinhos. _ falava Draco olhando os brasileiros de cima a baixo.
__ Malfoy... _ diz Harry entre os dentes sentindo grande ódio do jovem à sua frente. _ O que está fazendo aqui? Depois do que fez não acha que é risco demais?
__ Olhem só, o santo Potter resolveu falar. _ disse Draco ironizando ao máximo suas palavras.
__ Cala boca, Draco, ou acabamos com você aqui mesmo. _ disse Hermione.
__ Nunca mais fale comigo sua impura, sangue-ruim... _ disse Draco sorrindo pelo canto direito da boca.
__ Seu... _ Rony agressivamente parte pra cima de Draco dando-lhe um soco na face, segurando-o pelo colarinho da camisa antes que pudesse reagir.
__ Rony, não... _ gritou Hermione abraçando-o pela cintura. _ Não vale a pena.
Rony ao sentir Hermione segurando-o solta Draco que cai de pé ao chão e, com os olhos mortificantes e transbordando de raiva, Rony empurra-o. Em uma pequena fração de instantes Draco e seus comparsas erguem suas varinhas e as direcionam para o peito de Rony, mas antes mesmo que se dessem por conta Tom e Harry já os estavam ameaçando com suas próprias varinhas.
__ Nem pense em fazer isso Malfoy, acredito que as coisas não estão caminhando muito bem pra vocês agora. _ disse Tom com ironia.
Ao notarem o que estava acontecendo o restante dos amigos de Rony empunharam suas varinhas.
__ Se manda daqui Malfoy. _ disse Gina caminhando um pouco mais a frente dos demais.
__ Quem pensa que é pra falar assim conosco? Para falar a verdade Malfoy, você não passa de um impertinente julgando ser melhor que todos. Cai fora! _ diz Jheny com raiva do modo como ele a olhou.
__ Logo vi que você não era daqui. Seus modos são especiais, faz jus a sua beleza. O único e maior defeito que possui é andar com esses aí. Ah, se fosse um pouco menos arrogante, seria perfeita. _ diz Draco, piscando um olho.
__ O Senhor Arrogância e Prepotência está falando, vamos ouvi-lo! Tudo que ele deseja é atenção! _ diz Jheny irônica olhando ao redor atraindo a atenção para eles _ Pois bem, diga o que quiser garoto, mas olha como se refere a mim, seu idiota. Como ousa falar assim de meus amigos? Nunca mais se dirija a eles como “esses aí”, está ouvindo bem?! Você pode pagar caro por isso, não costumo “pegar leve” com pessoas que não gosto. Suma da minha frente agora, se não acabo com sua raça! _ terminou apontando a varinha para o rosto de Draco.
__ Isso não vai ficar assim, sua garota irritante. E você Potter, não perca por esperar, o melhor da festa está por vir. _ falou Draco com os olhos cheios d’água e com uma das mãos na face onde recebera o soco de Rony.
Meio que às pressas Draco desaparece nos corredores encontrando uma cabine onde ele e os seus amigos ficaram toda a viagem. O grupo de Harry também encontrou uma cabine e lá se divertiram bastante e por volta das 15 horas, o céu que até então era claro e com poucas nuvens se tornou tempestuoso e um ar frio ameaçava a tranqüilidade dos alunos.
__ Mas o que é isso, parece que vem vindo uma tempestade daquelas. _ disse Rony, meio espantado devido os fortes trovões.
__ É verdade vai chover muito, chegaremos debaixo de um temporal... _ disse Helena.
__ Um minuto, por favor. _ disse Tom acenado com as mãos pedindo silêncio. _ Isso não é uma simples tempestade, pelo que parece alguém está conjurando isso e acreditem não será mesmo uma simples tempestade.
__ Você tem razão, Tom. Isso definitivamente não é uma tempestade qualquer alguém quer desviar nossa atenção. Algo ruim está para acontecer. _ diz Calvin, olhando pela janela.
__ O quê?! Você está dizendo que essa tempestade está sendo criada por um bruxo das trevas? _ Perguntava Hobbes.
Tom apenas acenou com a cabeça o que foi confirmado por Jheny e Harry. Ainda olhando pela janela Calvin e Rony pôde ver que alguma coisa sobrevoar o expresso.
__ Harry há algo lá fora e não é apenas chuva, disso eu sei, e não parecem ser amistosos. _ disse Calvin.
Por alguns instantes se ouviam passos sobre o trem, mas, com o vento, o som foi abafado. Um forte ranger do metal chamou a atenção dos garotos, o teto do expresso se desprendeu e mais uma vez Harry e os demais puderam ver uma nuvem negra formada de inúmeros dementadores, acompanhados de comensais. Agora uma fria chuva caia sobre os alunos que, causando um grande tumulto, tentavam chegar aos vagões visinhos; porém em uma tentativa de um dos sextanistas em fugir, sua morte foi iminente.
__ Avada kedavra... _ uma voz ecoou dos céus e ao mesmo tempo milhares de dementadores desceram em um mergulho rumo aos alunos.
__ Agora. _ gritou Harry aos antigos membros da AD.
__ Expecto Patronum... _ gritou alguns estudantes.
__ Tom vamos ajudá-los. _ disse Jheny.
__ Ok! Expecto patronum. _ disse Tom lançando aos céus um enorme pegasus, que seguido por uma enorme pantera ficaram de prontidão na pouca estrutura do teto.
Embora os dementadores recuassem os comensais se mantinham fixos em um ponto marcado.
__ Achamos ele, matem a todos, mas o Potter tem que viver. Sectussempra...
__ Protego Máxima... _ gritaram Hermione e Jheny juntas.
Ao mesmo tempo os outros quatro brasileiros ergueram suas varinhas e lançaram de uma única vez, vários feitiços idênticos.
__ Estupefaça...
Três dos comensais que estavam em suas vassouras caíram e os outros seis apenas desviavam dos feitiços, que eram como fogos de artifícios.
__ Avada Keda... _ gritou um dos comensais, mas Rony que pode ver quem seria acertado interveio ao favor da vitima.
__ Expeliarmus. _ gritou Rony impedindo que Hermione fosse assassinada.
Devido à resistência dos jovens os comensais restantes tentaram fugir, mas Hermione e Gina conseguiram estuporar três deles.
__ Um está fugindo, temos que pegá-lo. _ disse Rony que já estava com a varinha direcionada.
__ Não o deixe ir, quero que Voldemort saiba que não será tão fácil nos pegar. _ disse Harry que coçava a cicatriz.
Ainda que conturbada, a viagem logo teve fim e chegando a Hogsmead constataram que um aluno estava morto e alguns outros feridos devido aos escombros e destroços originados do ataque. Por sua vez, os testrálios estavam lá, parados e sempre de prontidão em suas carruagens. Novamente, eles seguiram à escola onde já estavam sendo aguardados e recepcionados com calorosas boas vindas, onde após o jantar tiveram a seleção das casas. Os cinco brasileiros também passaram por ela, que resultou na seguinte separação: Jheny e Tom na Grifinória, Helena na Corvinal e Calvin e Hobbes na Lufa-Lufa.
Luna e Neville que ainda não haviam sido vistos acabaram de se apresentar como namorados.
__ Oi Luna, Neville como estão? _ disse Harry.
__ Oi Harry, tudo bem e vocês como estão? _ perguntou Luna olhando os brasileiros.
__ Também estamos bem. Ah! Esses são nossos novos amigos, eles vieram do Brasil... _ dizia Harry que foi interrompido por Luna.
__ Quer dizer que não falam nossa língua?
__ Se engana mocinha, falamos e entendemos perfeitamente o inglês. _ disse Jheny sorrindo.
Logo chegou hora de seguirem aos dormitórios e logicamente todos estavam caminhando para suas casas. No entanto Tom e Jheny ficaram pra trás, conversando em francês.
***
Após um dia cansativo de aulas, Jheny e Tom se encaminhavam para o dormitório. Enquanto conversavam no salão comunal da Grifinória, outro aluno da mesma casa se escondia por trás das cortinas onde, até então, ouvia a conversa. Este também falava em francês, para descontento dos dois, que conversavam em tal idioma para não serem entendidos caso chegasse alguém.
__ O que vamos fazer, não devemos continuar agindo assim, devemos entregar a ele. _ disse Jheny.
__ Tem razão devemos entregá-lo. _ disse Tom concordando com o que a prima havia dito.
__ Vamos deixar essa conversa para amanhã, pois pode ser que alguém chegue e nos veja aqui.
No exato momento em que começaram a subir as escadas, ouviram a fenda da parede se fechar, alguém provavelmente deveria estar entrando ou saindo, mas quem seria. Minutos após a chegada de cada qual em seus quartos, pode se ouvir que alguém chamava por Tom e Jheny, os alunos se levantavam de suas camas e seguiam correndo até as escadas que davam acesso à sala principal da Grifinória.
__ Fletcher e Willer poderiam me acompanhar, por favor? _ disse Minerva McGonagal.
__ Claro só vamos nos vestir e já descemos. _ disse Jheny encaminhando-se para dentro do dormitório feminino.
Logo depois lá estavam os dois e como sempre Rony e Harry seguidos dos outros que não entendiam absolutamente nada com relação ao que estava acontecendo. Mas antes de qualquer pergunta a professora e os alunos desapareceram nos imensos corredores, caminhando rumo à sala dos professores.
__ Podemos saber o motivo pelo qual solicitam nossa presença? _ disse Jheny com um tom inocente na voz.
__ Sinto muito, querida, mas acredito que sejam inocentes. _ disse a professora com um nó na garganta. _ É aqui, vamos entrando.
Era uma sala enorme e cheia de mesas, e com uma decoração impecável, estava completamente cheia de pessoas nunca vistas, aurors e muitos outros professores.
__ Fletcher e Willer, sob uma acusação de conspiração a favor do Lorde das Trevas, decretamos que será iniciada agora uma reunião visando o que será feito a respeito deste assunto.
__ Senhor? Acusação de conspiração a favor de quem? _ perguntou Jheny indignada.
Sem resposta a reunião teve se início e depois de longas horas de conversa e interrogatórios a conselheira responsável pela sentença se colocou de pé.
__ Pois bem, devemos informar que suas varinhas serão tomadas e que estarão em regime fechado na prisão de Azkaban por um tempo indeterminado. Agora por favor, passem-nos suas varinhas.
__ Isso é ridículo... _ dizia Jheny que se calou ao perceber que Tom não reagia a nada.
__ Tudo bem, mas precisamos buscá-las nos dormitórios, pois não estou com a minha em mãos. _ disse Tom.
__ Vão logo, um dos aurors acompanharão vocês.
Seguidos por um auror que não ousou entrar no salão da Grifinória, Tom e Jheny entraram e próximos um do outro cochicharam.
__ Vamos clonar nossas varinhas, dizem que em Azkaban é quase impossível de se escapar. _ disse Tom. _ Me de sua varinha, Protean. _ de repente a varinha de Jheny se tornou duas, porém somente Tom podia ver qual era a verdadeira.
__ Protean. _ disse Jheny e o mesmo aconteceu com a varinha de Tom.
Após desceram as escadas Tom e Jheny entregaram as falsas varinhas aos aurors e mantiveram consigo as verdadeiras. Mais uma vez os dois se viram em uma viagem rumo ao desconhecido, entretanto desta vez era diferente, pois não sabiam se sairiam vivos daquele lugar. Novamente em um lugar estranho e assustador, os garotos estavam sozinhos, um tinha apenas o outro. Receberam um conjunto de roupas de detentos, o que para Jheny era o fim. Mas de qualquer forma não seria diferente com eles que agora eram presidiários assim como os inúmeros presos que já estavam encarcerados em selas minúsculas e mal cheirosas.
Adentrando uma sala ainda mais fedida e pequena já ocupada por dois outros presos, Jheny empunhou-se de sua varinha e apontando-a para o teto conjurou um globo onde lançou Lumos a ele. A luz, que transbordou por toda a sala, logo revelou a aparência assustadora dos homens que ali estavam.
Sem querer Jheny soltara um leve grito de horror ao ver em que estado lamentável estavam os dois. Um dos homens se aproximou rapidamente de Jheny, mas foi contido com a mesma velocidade.
__ Se der um passo se quer eu estouro sua cabeça. _ disse Tom extremamente nervoso.
O homem parou e não moveu mais nenhum passo em direção a eles, apenas baixou a cabeça e deixou que uma lágrima rolasse pelo seu rosto. Estranhamente Jheny sentiu-se culpada, não sabia ao menos o porquê de se sentir assim e lentamente chegou ao homem e tocou lhe a face revestida de pelos.
__ Você é idêntica a ela, minha filha, que morreu ano passado e ao menos pude vê-la antes que ela partisse pra sempre... _ disse o homem.
__ Sinto muito por ela e pelo senhor, não sei o que dizer, mas o tempo se encarregará de amenizar essa dor que o atormenta. _ disse Jheny tranqüilizando-o.
Neste meio tempo, ninguém notou o outro detento correr pra cima dela e sem ao menos hesitar segurou-a pelo pescoço fazendo-a deixar a varinha cair.
__ Parem com essa palhaçada e me tirem daqui.
__ Solte-a agora. _ disse Tom que apenas ergueu o braço e com varinha em mãos lançou uma imperdoável no homem de aparência caótica, surrada e mal tratada. _ Crucio...
De repente o homem começou a se contorcer no chão frio e sujo, sua dor era tão intensa que até mesmo quem estava próximo poderia sentir leves pontadas pelo corpo.
__ Tom já chega... _ gritou Jheny.
Tom obedeceu ao pedido da prima e após olhar friamente o homem caído se vira para a porta da sela e novamente ergue o braço com a varinha.
__ Você quer ou não sair daqui? _ diz Tom olhando a prima que até então estava horrorizada pelo que ele acabara de fazer.
Ela apenas confirma com a cabeça convidando o homem gentil que acabara de conhecer a tentar fugir com eles.
__ Senhor venha conosco assim será melhor. _ disse olhando o senhor que levantou os olhos a ela e sorriu, mas com outro sinal disse que não poderia.
__ Vamos logo, Jheneffer. _ disse Tom que ao mesmo tempo ao acenar da varinha destruiu a porta com um feitiço não verbal.
Os dois alcançaram os corredores, mesmo sem saber para onde estavam indo correram desesperadamente em busca de uma saída ou uma porta que os levasse a um lugar que mostrasse claramente suas localizações. Embora já tivessem tentado a aparatação algumas vezes enquanto corriam eles simplesmente não conseguiam, o que já era de se esperar de um lugar como aquele.
Horas depois, em um corredor ainda mais frio que todos os outros e ainda mais úmido, eles se encontraram mais uma vez apavorados, não havia portas e nem janelas, era simplesmente o corredor e eles. Caminhando lentamente puderam enfim sentir que havia água no chão onde pisavam e, à medida que se afastavam do ponto aonde chegaram, mais alto ficava o nível desta em suas pernas.
__ Acho melhor voltarmos, não deve haver nenhuma saída por aqui, creio eu. _ diz Jheny.
Confirmando com a cabeça Tom segurou-a com uma mão, passando a outra pelas paredes sentiu uma pequena elevação nelas e olhando mais detalhadamente notaram que realmente eram portas seladas. Uma delas, no entanto, estava fácil olhar dentro e quando Jheny o fez, para seu espanto, havia uma criatura peluda e diferente por sinal. A criatura ao sentir a presença deles olhou e ao vê-la parada ali se enfureceu. Jheny e Tom afastaram-se da porta, que foi arrancada, dando a eles a visão nítida de um lobisomem totalmente diferente do que já viram em jornais e livros.
__ Corre... _ gritou Tom que saiu puxando a prima.
Ainda que perseguidos pelo lobisomem, saíram pelos corredores se trombando a coisas no caminho, os quais ainda não haviam passado, até que chegaram a uma sala que dava acesso a mais corredores; porém na parede havia um ducto de ar, por onde desceram escorregando. Caíram em uma sala tão alta quanto a torre de astronomia vista por fora e circular.
__ Estamos seguros aqui? _ perguntou Jheny.
__ Não, olhe. _ disse Tom apontando para o teto muito alto.
Dementadores desciam voando, esgueirando-se no ar e por onde passavam uma grossa camada de gelo se formava. Olhando um para o outro Tom e Jheny lançaram seus patronos.
__ Expecto patronum...
Uma enorme pantera saiu da varinha de Jheny andando em volta da jovem e um enorme pegasus ergueu Tom do chão, revelando a ele que os patronos corpóreos podem ser tocados e que também podem tocar.
Os dementadores recuaram um pouco, mas não era o suficiente pra deter todos, devido a grande luminosidade que havia na sala Jheny pode ver uma Taça com símbolos da Corvinal, a qual pegou e guardou em suas vestes. O esforço que ela fazia para manter o patrono era tanto que, devido às exaustivas tentativas de detê-los, veio a desmaiar. O que deveriam fazer Tom não sabia, mas logo lhe ocorreu à idéia de voar com seu pegasus carregando a prima, isso afugentaria os dementadores e os levariam ao lado de fora da prisão.
À medida que subiam os dementadores recuavam e logo os dois se viram de fora, Jheny havia recuperado a consciência e ao fazer isso notou que sobre o teto estavam vários comensais. Rapidamente ao tentar empunhar a varinha, Tom foi agredido caindo do alto da torre no mais baixo ponto da prisão.
__ Seu... _ disse Jheny que empunhou sua varinha e antes mesmo de tentar foi pega pelo braço e jogada ao chão.
__ Cale-se mocinha ou morre antes mesmo de saber o porquê de ainda estar viva. _ disse o comensal que a mantinha a sua mercê.
Tom por outro lado aproveitando a distração, mesmo que sem intenção, de Jheny parte pra cima de um dos dois comensais a fim de recuperar uma varinha, mas foi inútil, de volta ele recebeu a maldição cruciatus.
O outro comensal que ainda afugentava Jheny tomou em suas mãos a varinha da jovem bruxa e acenou para o outro comensal que anulou a tortura sobre Tom. Jheny com ódio o suficiente pra matar apenas com o olhar corre de encontro ao comensal que atacara seu primo e casualmente é empurrada da torre ao mar, que agora era frio e congelante.
Por sua vez, mesmo que sem alguma saída, Tom se joga atrás da prima, talvez para que se um morresse o outro não precisasse sofrer com a dor da perda, a queda gerava a eles um grande medo, um medo tão intenso que extasiava.
__ Vamos morrer não é Tom? _ perguntava Jheny enquanto caiam um segurando a mão do outro.
__ Não, vai ficar tudo bem... _ respondeu Tom com a voz sufocada e esganiçada. _ Estamos apenas caindo, lá embaixo há água e... Vai ficar tudo bem.
Jheny mesmo que não quisesse crer que morreriam, apenas sorriu para o primo e desmaiou novamente; mas naquele momento como se o ar em sua volta os prendesse em uma redoma de ar, eles começaram a reduzir a velocidade e logo estavam pairando e descendo lentamente até tocarem a água. No entanto, ainda que estivesse desacordada, Jheny fazia com que a bolha mágica mantivesse os dois fora da água e do alcance de animais marinhos. O cansaço também levou Tom ao desmaio e ao acordar estava em uma vila, estranha na verdade, mas completamente trouxa.
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N/A: Bom galerinha, está aí o capítulo, espero que tenham gostado. Adorei escrevê-lo, e confesso que até chorei ao relê-lo, fala sério, sei que sou uma manteiga derretida, mas não achei que era tanto... kkkkkkkkk
Conto com os comentários de vocês, realmente ficaria muito feliz! =D
Um super beijo e obrigado! |