Todos haviam chegado para a reunião de Emergência, e apesar de todos os falatórios confusos sobre o motivo da reunião, Snape sentiu falta de alguma coisa.
-Cade Hermione? -perguntou ele para Gina.
-Não sei Snape, eu deixei-a na loja em Hogsmeade no começo da tarde.
-Mas já são seis horas! -exclamou Snape.
-Você tem certeza que ela não está em nenhum lugar do castelo? -perguntou ela se preocupando.
-Sim, ela não está no castelo, se estivesse ela estaria aqui. Tem alguma coisa errada. -falou Snape desconfiado.
Ele apertou os olhos.
-Desculpem-me, mas eu vou atrás dela. Estou com um péssimo pressentimento... não sei o que pode ter acontecido, é melhor eu ir. Mas tarde quando voltar, eu explico o motivo desta reunião. Peço que até lá todos fiquem hospedados no castelo, não há muito tempo, precisaremos conversar em breve. -disse ele sério.
-Mas porque? o que é tão sério assim? -perguntou Harry.
-Aonde está Hermione? -perguntou Rony achando estranho.
-é muito sério Potter, mas não há tempo para explicar. A sra. Weasley deixou Hermione em Hogsmeade por volta da uma hora, e ela ainda não voltou. E nestas circunstâncias, creio que isto não é um bom sinal.
-Quais circunstancias? -insistiu Harry.
-Estamos prestes a entrar numa guerra. -explicou ele.
Todosna sala fizeram silêncio.
-Como assim, guerra? -perguntou Ronald.
-Não tenho tempo para mais explicações Weasley, preciso ir atrás dela. Ela pode estar correndo perigo.
Todos se calaram. Ronald engoliu em seco.
-Ok, nós iremos com você. -falou Ron.
-Não creio que é uma boa ideia sr. Weasley...
-Sim, eu irei também. Eu sou um Auror e posso ajudar. Nós dois podemos. Vamos de uma vez, estou começando a ficar preocupado com a Mione. -disse Harry.
Snape suspirou.
-Tudo bem. -falou Snape, sem ter muita escolha.
Harry e Rony se prontificaram, Snape apanhou um casaco e sua varinha.
-Eu vou também... -disse Ginny.
-Não, não é uma boa ideia, -falou Harry.
-Sim, você não tem escolha!
-Mas... mas alguém terá que ficar, se ela aparecer aqui? é sempre bom ter alguém. Ginny, esse alguém tem que ser você. -falou Harry tentando convencer a garota.
Ginny suspirou e sentou-se na poltrona que havia na sala.
-Tudo bem. -falou ela vencida.
Harry sorriu. -Vamos. falou ele para Ron e Snape. Os três se agarraram no braço de Snape e aparataram dali para procurar Hermione.
Damon caminhava sobre a densa camada de neve que se estendia no chão, estava preso em Dufftown, uma cidadezinha próxima a Hogsmeade, havia quase dois dias. A neve que caia incessantemente dificultava sua passagem para casa, ele queria voltar para o castelo, mas com este tempo era impossível se mover de carro ou de carruagem, como eles costumavam usar no mundo da magia. Se ao menos pudesse usar um daqueles meios de transportes bruxos, ele podia regressar ao castelo. Ele havia partido atrás de provas de uma guerra iminente. Que pelo que parecia Elena iria dar início, e pior, com Barnabas. Damon não se aquietou desde que recebeu a notícia, ele não conseguia acreditar... Elena era uma mulher cruel, mas Damon conhecia seu lado bom também, ela era doce, quando queria ser. Ele foi atrás de Elena e de Barnabas para descobrir os planos reais deles. Ele sabia que se essa guerra realmente acontecesse, o alvo principal seria Hermione, e ele não gostava nem um pouco disto. Ele havia procurado a garota em todos os lugares possíveis da cidade por um dia inteiro, mas não achou nem ao menos uma pista de Elena. Ele finalmente desistiu e decidiu voltar para o castelo, iria pedir ajuda a alguém. Talvez houvesse um truque mágico para encontrar garotas perdidas. Mas a neve começou a cair, e Damon não conseguiu nenhum veículo que viajasse com tal tempo. Então foi obrigado a permanecer na cidade por mais um dia.
Ele voltou mal-humorado para o Bar aonde estava hospedado e sentou-se em uma mesa. Estava congelando, ele vestia seu grosso casaco preto. Ele pediu um copo de Whisky e ficou sentado na mesa pensando em Elena, e na noite que passou com ela. Lembrou-se de como ela foi doce e ardente ao mesmo tempo. Elena tinha todas as chances de ser uma pessoa boa, mas escolheu ser essa garota cruel e vulgar. E agora Damon teria que destruí-la. Ele levantou-se e foi até a rua tomar um ar, ele parou-se em um banco que havia perto de um canteiro na esquina, quando viu um ser muito estranho, extremamente pálido com um boné e um casaco cobrindo quase todo seu rosto. O estranho olhava para todos os lados da rua, como se estivesse querendo ter certeza de que não estava sendo seguido. Ele entrou em uma lojinha e comprou algo que Damon não pode identificar, e saiu com passos rápidos. O estranho abaixou a gola do casaco e colocou algo na boca, foi quando Damon o reconhecer; -Barnabas! -falou ele baixinho.-ótima coincidência.
Ele deixou Barnabas se afastar um pouco e começou a segui-lo, disfarçando toda vez que ele olhava para trás. Barnabas começou a entrar em becos e mais becos e em ruelas imundas, até que finalmente parou na frente de uma casa caindo aos pedaços. Ele verificou pela última vez se havia alguém o seguindo e entrou na casa. Damon esperou Barnabas entrar, para bolar um jeito de entrar escondido e não ser notado.
Hermione acordou em um lugar escuro, com sua cabeça latejando. Ela ouviu zunidos, e viu uma luz fraca no meio da escuridão.
-Ai-disse ela colocando a mão na cabeça. Ela tentou se mover, seu corpo estava dolorido, parecia que havia apanhado uma surra. Ela esperou alguns minutos deitada aonde estava, em volta havia apenas escuridão, a não ser pela luzinha que vinha de algum lugar que ela não conseguia identificar. Depois de alguns minutos, ela conseguiu ver que a luz vinha de uma fresta na porta, ela olhou em volta. Estava em uma sala escura. Não reconhecia. Ela ouviu vozes alteradas e conseguiu reconhece-las. Elas pareciam preocupadas. Eram as vozes de Barnabas e Elena. Hermione ficou em silêncio tentando ouvir a conversa dos dois.
-O QUE VOCÊ FEZ? -perguntou Barnabas.
-Trouxe ela. -falou Elena.
-Você não podia, Elena, quase estragou tudo! eles podiam vir atrás de nós e arruinar com tudo! Sua ignorante!-falou Barnabas.
-Eu sei! mas era o único jeito de impedir o casamento. Eu não posso deixar ela se casar com Snape, não posso! -falou Elena em sua defesa.
-Temos que nos livrar dela. -falou Barnabas friamente.
-Eu sei. -disse Elena se acalmando.
Alguém suspirou fundo, e Barnabas disse:
-Vamos logo. Tive a impressão que alguém estava me seguindo.
-Não seja paranóico Barnabas. Ela está lá no quarto.
-Está acordada?
-não.
-Como você sabe?
-Não está.
-Você checou?
-Não... mas suponho que ela está inconsciente, pelo tanto de poção que ela ingeriu.
-Mas, e se não estiver? -perguntou Barnabas, preocupado.
Elena deu um risinho.
-Eu a mato.
Fez-se um silêncio e Hermione ouviu passos no piso de madeira, ela voltou para o lugar onde tinha acordado e ficou imóvel, fingindo estar inconsciente. Ela estava sem sua varinha, e teria que esperar o momento certo para ataca-los. Elena entrou no quarto com passos firme, caminhou até Hermione e cotutucou-a com um chute. Hermione se esforçou para não gritar de dor e pular no pescoço da garota, mas estava em desvantagem e iria acabar perdendo.
-Inconsciente. -falou Elena.
Barnabas entrou no quarto e ajeitou Hermione no chão, apanhou sua varinha e lançou um feitiço na garota. Ela saiu flutuando,mas não se atreveu a fazer nenhum movimento. Ela sentia os dois olhos da dupla encima dela. Os três entraram em um lugar apertado, de repente Hermione ouviu um barulho na porta e passos apressados.
Barnabas e Elena se olharam.
-O que é isto? -sussurou Elena.
-Não sei! será que.. -Barnabas olhou confuso para Elena.
De repente os passos estavam na escada, Barnabas lançou um olhar para Elena.
-Eu disse que estava sendo seguido! -disse ele irritado.
Elena se apressou e pegou um pouco de pó em algum lugar, os passos se aproximavam cada vez mais, estavam quase no topo da escada, quando Elena disse -casa dos gritos- apressada, E Hermione sentiu um fogo a envolvendo, mas Elena não foi rápida o bastante, Hermione abriu os olhos, e os passos alcançaram o topo antes que eles partissem. Hermione viu a cara espantada de Damon ao ver os rostos dos 3 dentro da lareira, e segundos depois não havia mais nada. Eles tinham aparatado pela rede de flú direto para a casa dos gritos. Hermione quis gritar,mas sabia que não dava mais tempo de Damon fazer alguma coisa. E assim ela iria estragar todas as chances que tinha de pegar os dois.