Depois de duelarem a tarde toda, Harry e Rony estavam exaustos das varinhas e resolveram fazer com as meninas uma noite na fogueira. E elas toparam. Assim, eles fizeram uma fogueira, e todos resolveram contar histórias antigas e lendas que poucos bruxos acreditavam. Rony contou sobre uma jovem bruxa filha de um homen rico que se apaixonou por um charlatão que era famoso por tirar dinheiro de donzelas. Hermione contou sobre um casarão antigo que tinha na França que era mal assombrado por um bruxo e sempre lançava a maldição da morte em alguém que entrava ali. Já Harry resolveu botar medo de verdade e contou sobre inferi que estavam matando trouxas na década de 50 em Berlim. Ele ficou decepcionado ao ver que não tinha assustado ninguém. Lílian não estava contando nenhuma história. Achava que não era boa nisso. Todos estavam se divertindo até que Rony se lembrou de uma outra lenda.
-Ei! espera aí! acabei de me lembrar de iutra lenda!
-Ah, corta essa Rony. Se voce vir com outra história para boi dormir...-Começou Harry.
-Há! como se a sua história vai fazer a gente ter pasadelos á noite! bom, onde é que eu estava? ah! sim... bom... a lenda... a lenda... a lenda...-disse Rony se virando para Harry e berrando-CARACA, HARRY! OLHA SÓ O QUE VOCÊ FEZ! VOCÊ FEZ EU ESQUECER DA DROGA DA LENDA!!!
-E eu tenho culpa de você esquecer das coisas rápido?-Falou Harry, calmamente.
-Qual era a lenda, Rony? você já se lembrou?-Perguntou Hermione, como se aquela discussão não tivesse acontecido.
-Não. Poxa, essa lenda era muito legal, vocês tinham que ouvir. Só as famílias de sangue-puro sabem dela.
-Jura?-Perguntou Lílian, ironicamente.-E você ao menos sabe do que essa lenda se referia?
-A um objeto... do qual eu não estou lembrado nesse momento.
-Sinceramente Ronald... Como você conseguiu passar nos N.O.M.S dois anos atrás?-Perguntou Hermione.
Rony se virou e a olhou por alguns minutos. Ela estava PERGUNTANDO como ele tinha conseguido passas nos N.O.M.S. Com certeza ela estava sendo idiota nesta pergunta.
-MAS DE QUE PLANETA VOCÊ PERTENCE? É ÓBVIO QUE EU SÓ PASSEI COM A SUA AJUDA!!!
-Realmente, Mione, eu concordo com o Rony.- Concordou Harry.
-Ah, tá! vamos dizer que se eu me recusasse a ajudar vocês.
-Você não faria isso.-Disse Harry.
-Mas vamos dizer que se eu fizesse.
-Nós ficaríamos no seu pé até que você nos ajudasse...-Começou Harry.
Mas Lílian já não estava mais ouvindo, porque, enquanto eles três discutiam, ela se dirigia para a barraca. Sinceramente, não tinha mais ânimo e forças para aguentar aquilo.
Tomou banho e colocou seu pijama para dormir. Não estava de vigia aquela noite. Apenas Harry e Rony estavam. Estava cansada demais, mas não queria dormir, então ela pegou a bolsinha de contas de Hermione e procurou um livro para ler.
Vasculhou a bolsinha por alguns minutos, e então sua mão agarrou um estojo esquisito. O que seria aquilo?
Puxou ele para cima, e viu que era nada mais que seu estojo de veludo preto que ela tinha desde que era bebê. Nunca abriu-o para ver o que tinha dentro. Mesmo também porque nunca teve curiosidade.
Mas desta vez, ela quis saber o que tinha dentro daquele estranho estojo de veludo. Abriu-o e se deparou com a jóia mais linda que já tinha visto.
Era uma pulseira. Uma pulseira de prata cravejada de esmeraldas. A pulseira não era grossa. Mas ela era grossa o suficiente para que as esmeraldas se destacassem. Ela virou-a e viu que a parte interna da pulseira tinha um nome gravado. RENESMEE. Que nome esquisito. Esquisito mas único.
De repente, ela achou aquele nome bonito. Com certeza, era o seu verdadeiro nome, o nome que seus pais biológicos iriam batizá-la.
E então ela soube, naquele momento, de que estava recebendo a sua primeira pista do paradeiro do seus pais. Ok, eles iriam batizá-la com o nome de Renesmee. Isso já era um começo.
Colocou a pulseira em seu pulso direito e ficou admirando-o por alguns minutos. Era realmente muito bonita. Desistiu de ler o livro depois que encontrou aquela linda pulseira. Guardou a bolsinha de contas de Hermione e se deitou na cama. Se os outros já tinham entrado na barraca, ela não reparou, porque, logo depois, adormeceu.