FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

14. A Batalha Final


Fic: Você é Tudo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo XIV – A Batalha Final




- O quê? – Gina disse assustada, apoiando o peso do corpo no caixa para que seus joelhos não cedessem.


- Se formos lutar, temos que ir agora.


- Tudo bem, mas eu preciso avisar a...


- Não há tempo! Vamos pra casa pegar as varinhas e vamos.


Gina engoliu em seco e assentiu com a cabeça. Arrancou o avental que usava e, segurando a mão de Draco, saiu correndo pela porta aberta do Café deixando para trás uma Rayna confusa gritando seu nome.


Os dois correram o caminho todo até a casa sem trocar uma palavra. Draco abriu a porta da frente disparou pelas escadas com Gina ao seu encalço.


- Vai separando uma roupa de bruxo pra gente se trocar, eu vou pegar as varinhas.


Gina correu para o closed enquanto Draco entrava embaixo da cama e retirava a tábua solta no assoalho onde havia escondido as varinhas de Gina e a de sua mãe. Gina saiu do closed com uma braçada de vestes negras que atirou em cima da cama.


- Temos que pensar em como chegaremos a Hogwarts – disse Draco tenso enquanto arrancava pela cabeça a camiseta cinza que vestia – Aparatar no meio de Hogsmeade seria suicídio.


- Eu sei... deve haver alguma maneira – ela respondeu quando enfiou as vestes pela cabeça. - Ai!


- Que foi?


- Não sei, tem alguma coisa queimando no meu bolso... – Gina enfiou a mão no bolso das vestes e tirou um galeão. Uma expressão de entendimento tomou sua face. – Draco! Temos que aparatar no Cabeça de Javali! É o pessoal da AD convocando os alunos! Olha!


Gina mostrou a Draco a face da moeda onde, ao invés da cunhagem normal, havia uma mensagem escrita numa caligrafia relaxada, que dizia: "Harry está em Hogwarts. A escola vai resistir. Precisamos do maior número de pessoas possível. Aparatem no Cabeça de Javali, é seguro e Aberforth os ajudará a chegar à escola. Contamos com vocês."


- Ótimo, agora já sabemos como chegar lá. Você está pronta?


- Estou. Vamos trancar a casa e ir logo.


- Certo. Pega aqui a sua varinha – disse estendendo-lhe a arma e enfiando a sua própria no bolso das vestes. Mas ao retirar a mão do bolso, sentiu um objeto que não se lembrava de ter colocado ali. Fechou-o sob a palma da mão e, dando as costas a Gina que guardava as roupas usadas no closed, olhou para o objeto. Era a caixinha de veludo verde contendo o anel de sua mãe.


Desde que o recebera, vinha esperando um momento oportuno para dá-lo à namorada, e este era o mais inoportuno possível, mas talvez jamais tivesse outra chance.


- Amor, vamos? – sua ruiva disse saindo do closed, linda como um anjo.


Ele respirou fundo e aproximou-se devagar. Ela arregalou os olhos, sem entender.


- Estive esperando o melhor momento para fazer isso. Sei que estamos correndo contra o tempo, mas talvez eu nunca tenha outra chance – dizendo isso ajoelhou-se e ergueu a caixinha até um ponto onde Gina podia vê-la claramente. Abriu-a devagar, vendo Gina abrir a boca, assombrada – Se eu sobreviver à luta de hoje, você aceitará ser minha esposa?


Lágrimas escorreram dos olhos cor de chocolate de sua amada, mas sua boca exibia o sorriso mais lindo que ele já havia visto nos lábios dela.


- Eu... é... é claro, Draco! – Ele sorriu e puxou a mão direita da namorada para si, e deslizou o anel pelo dedo anelar. Ela puxou a mão dele fazendo-o se levantar e, sorrindo e chorando disse: - Eu te amo! Vamos passar por isso juntos!


Ele puxou-a para si e beijou-a como se fosse a última vez.


Depois de minutos, ele encostou a testa na dela e disse, num sussurro:


- Temos que ir agora.


Ela roubou-lhe um último selinho e, de mãos dadas, desceram as escadas e atravessaram a porta da frente da casa. Draco trancou a porta e guardou a chave num bolso bem protegido das vestes.


- Me dê sua mão. Vamos juntos.


Ao sentir os dedos delicados segurando os seus firmemente, Draco girou para frente e teve a conhecida sensação de estar sendo espremido por um cano estreito.


Talvez por causa da longa distância a ser percorrida, a viagem durou minutos, e Draco estava se sentindo sufocado quando seus pés finalmente pisaram no assoalho coberto de sujeira do Cabeça de Javali.


- Mais crianças! – berrou uma voz carrancuda de algum ponto do bar – Estão pensando o quê, que isso aqui é a casa da mãe Joana? – o homem saiu das sombras e foi possível distinguir seu semblante alto e magro, com cabelos e barbas compridas, ainda não totalmente brancas – Você! Você é o filho dos comensais da morte! – o homem puxou a varinha e estava pronto para atacar quando Gina gritou:


- Não! Senhor Aberforth! Sou Gina Weasley, e Draco está comigo. Ele está do lado da Ordem da Fênix e da Armada de Dumbledore.


- O quê? Ah, sim. Os boatos chegaram até aqui. O garoto comensal que fugiu com a traidora de sangue Weasley, é como eles se referem. O que é que vocês jovens tem na cabeça? Estiveram escondidos por meses e agora caminham para a morte assim?


- Caminham para a morte? Desculpe senhor Aberforth, mas estamos tentando fazer algum bem no mundo! Construir um lugar melhor para os nossos filhos!


- Menina, se entrarem naquele castelo, tenha certeza de que jamais terão algum filho. Você-Sabe-Quem quer você e seu namorado tanto quanto quer Potter.


- Bem, então preciso ajudar a matá-lo ou morrer tentando, não é mesmo? – respondeu Draco ríspido.


- Que seja.


- Pode nos ajudar a chegar ao castelo, senhor Aberforth? – pediu Gina um tanto carrancuda.


- Por aqui. – Aberforth caminhou até uma moldura vazia na parede e abriu-a, revelando uma passagem escura – É só seguir em frente. Seus irmãos e seus pais estão lá dentro, filha. Eu tomaria certo cuidado com azarações se fosse você, senhor Malfoy.


- Obrigada senhor Aberforth – Gina agradeceu. Draco despediu-se com um aceno de cabeça e tomando a mão de Gina para si adentrou a passagem.


Havia alguns poucos archotes de luz ali dentro, mas o lugar ainda era muito escuro e úmido. Seguiram em frente por vários minutos até se depararem com um pequeno lance de escadas que descia até uma porta igual àquela pela qual tinham entrado.


Draco olhou para Gina, que confirmou com a cabeça, e então abriu a porta.


Uma sala com paredes coloridas totalmente cobertas por tapeçarias surgiu à sua frente, ocupada pelo que parecia um grupo de quase cinqüenta pessoas muito agitadas. Havia jovens, adultos, crianças e até alguns idosos. Aurores, membros da Ordem da Fênix, pais de alunos...


Não demorou muito para que alguém percebesse a presença deles.


- Gina! Senhora Weasley, veja, é a Gina! – gritou Hermione Granger, correndo em direção à ruiva e abraçando-a com força, seguida de muitos ruivos e vários colegas da escola.


A Sra. Weasley abraçava a filha com tanta força que parecia sufocá-la. O senhor Weasley estava ao lado, passando a mão pelos cabelos da filha, rodeado pelos irmãos ruivos e os amigos da garota, Hera Heathcliff entre eles. Draco não teve muito que fazer a não ser se manter afastado e deixá-la matar as saudades da família, até que Remo Lupin caminhou até ele com um sorriso sincero no rosto.


- Imaginei que você viria, Draco.


Um homem negro, que ele sabia ser auror, vinha se aproximando.


- Todos estamos gratos por ter mantido Virgínia em segurança, senhor Malfoy, mas ainda assim preciso perguntar. A que lado o senhor será leal?


- A ela. E a vocês.


- Se é assim, ótimo. Espero que seja um homem de palavra. Mas saiba que isto talvez implique em lutar contra seus próprios pais, senhor Malfoy. Eles estão aqui.


- Eu sei no que isto implica senhor. Fiz minha escolha quando fugi levando Gina comigo.


- É, e você também botou na balança o fato dela ter seis irmãos adultos para defendê-la dos canalhas mal-encarados? – disse Fred Weasley entre dentes, seguido de perto pelo irmão gêmeo.


- Fred! – berrou o senhor Weasley, enfiando-se no meio dos dois filhos para impedir o ataque – O garoto esteve com a sua irmã por quase seis meses! Você vê algum sinal de violência nela? Vê algum sinal de infelicidade? – os gêmeos pareciam querer retrucar, mas o pai não lhes deu tempo – Draco, quero agradecer, em nome de toda a minha família, por ter cuidado de minha filha durante todos estes meses. Teremos tempo para conversar depois. Agora há uma guerra aqui, e é com muito prazer que o vejo ao nosso lado. Que bom que minha filha pôde fazer uma mudança positiva em você.


- Eu não sei o que seria de mim agora, não fosse por ela.


- Fred, Jorge. Façam um acordo de paz com o garoto. Nesta noite lutaremos todos do mesmo lado. Vocês têm de ser companheiros um do outro.


Um tanto desconcertados, os gêmeos, um de cada vez, apertaram firmemente a mão de Draco e se retiraram aos cantos do salão para conversar com os amigos que pelo visto também haviam acabado de chegar e que Draco conhecia das partidas de quadribol contra a Grifinória em anos anteriores. Mas um súbito movimento a um canto chamou a atenção de Draco. Acompanhado de Luna Lovegood, Harry Potter entrava na sala.


- Harry, o que está acontecendo? – perguntou Lupin correndo ao encontro dele.


- Voldemort está a caminho, estão barricando a escola... Snape fugiu... que estão fazendo aqui? Como souberam?


-Enviamos mensagens a todo o resto da Armada de Dumbledore - explicou um dos gêmeos – Você não esperava que o pessoal fosse perder a festa, Harry, e a Armada de Dumbledore avisou a Ordem da Fenix, e a coisa virou uma bola de neve.


- Que vai ser primeiro, Harry? – perguntou o outro gêmeo – Que está acontecendo?


- Estão evacuando os alunos menores, e todos vão se encontrar no Salão Principal para nos organizarmos. Vamos Lutar.


A multidão soltou um alto brado e avançou para a escada, todos empunhando as varinhas. Só depois que a sala se esvaziou e ficou reservada apenas aos dois e aos Weasley, Harry percebeu a presença do garoto.


Ele sacou a varinha, mas Draco não reagiu. Gina percebeu o movimento de longe e correu a se postar ao lado do namorado.


- O que ele está fazendo aqui? E por que você está parada aí do lado dele Gin?


- Harry, é que você entrou aqui e já saiu correndo, nem deu tempo de avisar nada, cara – disse um dos gêmeos.


- Avisar o quê?


- Hum, depois das férias de natal a mamãe colocou a Gina no trem de volta pra Hogwarts, e ela chegou à escola, mas desapareceu no dia seguinte e só voltou a ser vista... hum... hoje.


- QUÊ? E ela estava com ele?


- Estava sim, Harry, e por livre e espontânea vontade – respondeu Gina bufando.


- O Lorde das Trevas descobriu sobre meu relacionamento com Gina, Potter – Draco manifestou-se pela primeira vez, aproveitando a chance de demarcar deu território – e ele me mandou matá-la. Então fugimos juntos.


- Sim, Gina mandou uma carta para casa explicando o que tinha acontecido – disse o senhor Weasley passando o braço pelos ombros da filha – Ficamos muito preocupados, não sabíamos se o garoto era confiável... Mas ficamos mais seguros quando Remo disse que os havia embarcado para o exterior, e que tinham estado na casa da Tonks por duas semanas. Harry, abaixe a varinha, filho. Quim já conversou com Draco. Ele lutará ao nosso lado esta noite. Só lhe devemos agradecimentos por ter cuidado tão bem da nossa menina.


Draco ia dizer que não precisavam agradecer nada quando a passagem voltou a se abrir revelando outro irmão de Gina, monitor da Grifinória até quatro anos antes.


- Cheguei tarde demais? Já começou? Acabei de saber, então eu... eu...


Evidentemente o rapaz não tinha esperado topar com quase toda a família. Houve um longo momento se espanto, rompido pela cunhada de Gina, a francesa que havia competido no Torneio Tribruxo, que virou para Lupin e falou:


- Entam, come vai o pequene Tedi?


- Eu... Ah, sim está ótimo! – respondeu Lupin meio espantado, meio confuso – É, a Tonks está com ele, na casa da mãe... Olhe, tenho uma foto! – e tirou da capa uma foto que apenas Draco, Fleur e Potter se curvaram para ver, pois todos os Weasley ainda encaravam o recém chegado, paralisados.


- Fui um tolo! – berrou o rapaz, tão alto que Lupin quase deixou cair à foto – Fui um idiota, um covarde pomposo, fui um... um...


- Cego pelo ministério, um renegador da família, um debilóide sedento de poder – concluiu um gêmeo.


- Fui tudo isso!


- Bem, você não poderia falar com maior justeza – disse estendendo a mão ao irmão.


A Sra. Weasley caiu no choro, avançou correndo e empurrou um dos gêmeos para o lado e puxou o rapaz para um abraço de sufocar, mas ele não tirava os olhos do pai.


- Desculpe, papai – pediu ele.


O Sr. Weasley piscou rapidamente, então também correu para abraçar o filho. Os irmãos começaram a conversar e, pelo canto do olho, Draco viu que Gina tentava se esgueirar para fora da sala, o que também não tinha passado despercebido pela mãe dela.


- Gina! Volta aqui! Já disse que não vai sair no meio da batalha! Você vai pra casa.


- Mamãe! Eu quero participar!


- Molly, porque não deixa a Gina ficar aqui na sala? Assim, se acontecer alguma coisa, alguém pode vir avisá-la. Vai ficar melhor que em casa.


- Que seja. Mas não saia daqui, mocinha!


- Mas mamãe...


- Você fica aqui. – disse Draco e, para a surpresa do mesmo, Harry. Os dois se olharam num sinal de concordância e ela voltou a bufar. – Amor, escute. Você escutou o que o Aberforth falou. Ele quer a nós dois tanto quanto quer o Potter. Eu não poderia... Não suportaria perder você. Por favor, não saia daqui, sim?


- Está bem.


- Onde estão Rony e Hermione? – perguntou Potter.


- Disseram algo sobre um banheiro. – disse Gina como se isso fosse completamente normal.


•••


O salão principal estava escuro e lotado de alunos desarrumados, vestindo pijamas ou capas de viagem, e aqui e ali brilhavam os vultos perolados dos fantasmas. Ao fundo do salão encontravam-se McGonagall e os outros professores, acompanhados dos membros da Ordem da Fênix que tinham vindo para lutar.


Todos, alunos, fantasmas, professores e membros da ordem olhavam para Draco como se o seu lugar não fosse ali. Como se ele precisasse que alguém reforçasse esse sentimento.


Por mais de duas vezes ele ouviu a voz esganiçada de Pansy gritar seu nome, mas não deu atenção. Juntamente com os outros, aguardava por instruções.


McGonagall agora ordenava aos monitores que levassem seus alunos em segurança até a passagem na sala precisa. Explicou também que quem fosse maior de idade e quisesse ficar para lutar teria esse direito, que não havia tempo para recolher pertences, que Snape havia "se mandado" e que os professores haviam construído uma proteção ao redor do castelo, mas que esta não agüentaria muito.


Suas palavras finais, no entanto, foram abafadas por outra voz que ecoou pelo salão, que parecia sair das próprias paredes, clara e fria.


- Sei que estão se preparando para lutar.


Os alunos, aterrorizados, gritavam e se abraçavam, olhando em volta para saber a origem daquela voz.


- Seus esforços são inúteis. Não podem lutar comigo. Não quero matar você grande respeito pelos professores de Hogwarts. Não quero derramar sangue mágico – o silêncio reinou no salão. Ninguém parecia respirar, até que a voz voltou – Entreguem-me Harry Potter, e ninguém sairá ferido. Entreguem-me Harry Potter, e não tocarei na escola. Entreguem-me Harry Potter e serão recompensados. Terão até meia-noite.


O silêncio tornou a engolir o salão. Todas as cabeças presentes no salão viraram-se para Potter, aterrorizadas. Então uma pessoa se levantou na mesa da Sonserina e, com incredulidade, Draco reconheceu Pansy.


- Mas ele está ali! Potter está ali! Agarrem ele!


Draco teria rido da cara de Pansy, se a situação não fosse tão séria. Imediatamente, todos os alunos da Grifinória se levantaram e puxaram as varinhas, seguidos pelos da Lufa-Lufa e simultaneamente pelos da Corvinal, e estes, como Draco previra, não se viravam para Potter, e sim para os colegas sonserinos.


- Obrigada, Srta. Parkinson – disse McGonagall seca – Será a primeira a deixar o salão com o Sr. Filch. Se os demais alunos de sua casa puderem acompanhá-la...


Todos os alunos da Sonserina, sem exceção, se levantaram da mesa e seguiram Filch, mas não sem antes darem uma boa olhada incrédula em Draco. Logo as quatro mesas se esvaziaram. Na mesa da Corvinal restaram apenas alguns dos alunos mais velhos e na da Lufa-Lufa um número um pouco maior. Metade dos alunos da Grifinória não deixou os bancos, obrigando McGonagall a apartar, aos berros, os menores de idade dos que podiam ficar para lutar.


Draco viu Potter se afastar para onde estavam os Weasley, e o auror negro da Ordem da Fênix subiu à plataforma e se dirigiu aos alunos que sobraram:


- Temos apenas meia hora até a meia-noite, portanto precisamos agir com rapidez! Os professores de Hogwarts e a Ordem da Fênix concordaram com um plano de batalha. Os professores Flitwick, Sprout e McGonagall vão levar grupos de combatentes ao topo das três torres mais altas: Corvinal, Astronomia e Grifinória; dali terão uma visão abrangente e ótimas posições para lançar seus feitiços. Nesse meio-tempo, Remo, Arthur e eu levaremos grupos para os jardins. Precisaremos de alguém para organizar a defesa das entradas das passagens para a escola...


- ...parece trabalho para nós – falou um dos gêmeos Weasley em voz alta, indicando a si mesmo e ao irmão. O auror concordou com a cabeça.


- Muito bem, os líderes subam aqui para dividirmos as tropas!


Os adultos subiram à plataforma e Draco se juntou aos alunos que se aglomeravam em frente a ela, aguardando instruções, e viu quando McGonagall sussurrou algo para Potter e ele saiu do salão como um foguete. Lupin começou a dividir os grupos.


- ...Miguel, você vai com Flitwick para a torre da Corvinal... acho que você também, Srta. Chang... e Dino, sim, vá com eles também. Na torre de astronomia... ah, sim, já está separando os seus, Minerva? Certo. Draco, você vem no meu grupo para os jardins, sim? Ernesto, você também. Ana, Padma... Parvati pode ir para a torre da Grifinória com Wood e Angelina. Alicia, Katie, vocês vem conosco. Você quer o Neville Profª Sprout? Certo, pode levá-lo. Lino, vá com Arthur... você também Simas... Onde estão Rony e Hermione?


- Desapareceram! – disse o Sr. Weasley afobado, enquanto guiava seu grupo para fora do salão.


- Como assim desapa... Bem, não temos tempo. Vamos pessoal. Varinhas à mão.


Draco seguiu à frente do grupo com Lupin, fingindo não ver os olhares desconfiados dos jovens atrás dele. Atravessaram o Salão Principal e o Saguão de Entrada, todos muito concentrados. Lupin estancou ao chegar às grandes portas de Carvalho que levavam aos jardins.


- Escutem, pessoal... Vocês ainda são jovens e talvez não estejam cem por cento preparados para esta batalha. Estou feliz e orgulhoso que tenham tido peito para enfrentar isso tudo quando todo o país está escondido em casa neste exato momento... Mas preciso alertá-los de que a chance de não verem o sol nascer é muito grande. A proteção que pusemos ao redor do castelo é ridícula perto dos poderes de Voldemort. Aos que quiserem desistir, ainda há tempo. Aos que quiserem lutar, avante.


Nem um único aluno fez menção de querer voltar atrás. Lupin deu um sorriso infeliz e fez sinal para que avançassem. Os jardins encontravam-se um caos. Alunos corriam para lá e para cá carregando o que pareceram a Draco grandes vasos cheios de terra e mato. Aqui e ali eram vistos professores e membros da Ordem da Fênix. Draco pôde reconhecer a Sra. Heathcliff comandando um grupo de alunos graças à sua inegável semelhança com a filha.


- Pessoal, vamos ficar com o portão norte! – gritou Lupin para seu grupo – Fiquem atentos! É quase meia-noite! Eles vão chegar a qualquer momento!


O grupo correu para o portão norte e mal haviam parado de ofegar quando soou a meia-noite. De onde estavam, era possível ver vultos negros surgindo do lado de fora dos portões e lançando feitiços e mais feitiços contra o portão bloqueado. Como previra Lupin, a proteção criada pelos professores durou pouco tempo. Em minutos uma onda negra de comensais da morte adentrava o jardim jogando jorros de luz verde para todos os lados.


Os alunos gritavam, corriam, se esquivavam e tentavam se defender, conseguindo estuporar os comensais mais lentos. O terceiro comensal a combater Draco pareceu não saber se devia ou não estuporá-lo, o que lhe deu tempo para jogá-lo longe antes que pudesse reagir. Ao olhar em volta procurando algum colega em maior perigo, Draco se deparou com uma cena um tanto curiosa. Crabbe e Goyle se esgueiravam grudados à parede do castelo tentando, inutilmente, entrar sem serem vistos.


- Lupin! – gritou para o homem que havia acabado de derrubar um comensal louro. Lupin olhou-o e, ao olhar na direção que Draco apontava gritou de volta:


- Vá atrás deles! Estão tramando alguma coisa!


Draco correu e estuporou mais quatro ou cinco comensais até chegar à porta. Tomando o cuidado de não ser notado, seguiu aos dois velhos colegas a uma certa distância. Quando eles dobraram o corredor, Draco lançou sobre si mesmo um feitiço da desilusão e continuou seguindo-os. Eles não pareciam saber bem aonde ir, andando a esmo pelas escadarias e corredores. Ao chegarem ao sétimo andar, Draco ouviu passos. Os outros dois também ouviram e se desiludiram. Duas mulheres vinham correndo pelo corredor, mais precisamente sua prima Tonks e Gina. Pôde ver os contornos quase invisíveis de Crabbe e Goyle se esgueirando pelas paredes corredor à frente, e com um gesto rápido prendeu as duas na parede.


- Sou eu! Draco!


- Draco! – disse Tonks baixinho, a voz denunciando seu alívio em vê-lo – Onde está o Remo?


- Está comandando um grupo nos jardins. Tonks, você não devia estar aqui! Porque não ficou em casa com a tia Andrômeda cuidando do Teddy?


- Eu não ia conseguir ficar lá, sem saber de nada...


- Gina, o que diabos está fazendo aqui fora? Potter não mandou você ficar naquela sala? Volte pra lá agora! Você também Tonks, Lupin não vai ficar nada feliz em te ver aqui!


- Harry vai precisa usar a sala, está procurando sei lá o que! Me pediu pra sair e esperar aqui fora!


- Claro, e você só entendeu a parte do sair, não é?


- Draco! Eu precisava ver se você e a minha família estavam bem!


- Eu prefiro que você esteja bem, não eu. Entrem numa sala vazia, vocês duas. Crabbe e Goyle estão ali na frente, desiludidos. Lupin me mandou ficar de olho neles.


- Vou colocar a Gina num lugar seguro e depois procurar meu marido, Draco. Sou adulta e decido o que fazer. Vem, Gina.


Gina lançou-lhe um olhar suplicante e seguiu Tonks.


Devagar, Draco andou até alcançar a tapeçaria do homem dançando balé com trasgos.


Se Potter ia procurar alguma coisa, e Crabbe e Goyle o ouviram dizer isso... Draco mentalizou a sala de objetos escondidos em que passara tantas horas no ano anterior e passou em frente à parede lisa defronte à tapeçaria três vezes. Tão logo que a porta surgiu, ele a adentrou e os inconfundíveis ruídos de batalha inundaram seus ouvidos.


Draco desfez o feitiço de desilusão que o escondia e seguiu o som dos gritos. Crabbe lançava uma maldição da morte atrás da outra, ora em Granger, ora em Weasley, ora a esmo.


- Expelliarmus! – gritou Draco, fazendo a varinha de Crabbe voar e perder-se em meio às prateleiras.


- Draco! – Goyle gritou assustado – Escute, Potter está procurando um tal diadema! Talvez seja importante para o Lorde das Trevas! Se você entregar a ele, talvez ele o perdoe por ter fugido com a traidora de sangue Weasley!


- Cala a boca Goyle! – gritou Crabbe com rancor – Quem se importa com o Draco agora? E que serventia tem esse tal Dia-D? Vamos entregar os dois, Draco e Potter ao Lorde das Trevas! Vale muito mais! Imagine a recompensa que vamos receber!


- Mas Draco é nosso amigo! Temos que ajudá-lo!


- Eu não recebo mais ordens do Draco! Cansei de ser o cachorrinho dele! Ele e o pai dele já eram! Vai mesmo bancar o imbecil tentando ajudá-lo?


Potter tentou se aproveitar do momento de discussão e lançou um feitiço estuporante mirando Crabbe, que pulou para o chão em tempo, o que fez que o feitiço atingisse Goyle, que caiu no chão inconsciente. Crabbe pegou a varinha que jazia na mão de Goyle e começou a atirar jatos de luz verde para todos os lados.


- Expelliarmus! – gritou Granger de trás de um armário, mas Crabbe novamente conseguiu se esquivar do feitiço, que atingiu Draco, fazendo a varinha de Narcisa voar longe. Granger cobriu a boca com a mão e, com os olhos arregalados gritou – Desculpe!


- Que tal um pouquinho de calor, babacas? – berrou Crabbe e, no momento seguinte, Draco viu chamas laranja-vivo engolindo a sala onde se encontravam. Weasley corria das chamas e Crabbe também. Ele não tinha controle nenhum sobre o monstro que havia criado.


Potter continuava a atirar objetos para todos os lados procurando o tal diadema, quando uma pequena explosão jogou Draco para cima do inconsciente Goyle e diversas estantes os soterraram.


Draco se desesperou. Gina estava do lado de fora. Sua mãe estava do lado de fora. Elas precisavam dele. Tinha que sair dali.


Podia ouvir Weasley berrando com Potter para saírem logo dali quando foi atingido por uma grande onda de calor e não pôde conter um gemido de dor.


- É muito perigoso! – ouviu Weasley gritar, e em segundos, mãos tiraram de cima dele o peso que o prendia. Era Potter, montado numa vassoura. Agarrou a mão que ele lhe estendia, mas não soltou o braço de Goyle. Foi inútil. Goyle era muito pesado. A vassoura não agüentaria.


- SE MORRERMOS POR CAUSA DELES, VOU MATAR VOCÊ HARRY! – berrou Weasley avançando para onde estavam e puxando Goyle para junto dele e Granger na vassoura. Draco conseguiu escalar a cauda da vassoura de Potter e ele ganhou velocidade, seguindo os outros.


De repente, Potter fez uma curva e Draco não pôde se impedir de gritar:


- O que está fazendo? A porta é para o outro lado!


Potter mergulhou e capturou uma tiara que caía lentamente até o chão, e só depois fez a curva e voou em disparada em direção à saída.


O ar limpo inundou os pulmões de Draco como um sopro de vida e ele pulou da vassoura, apoiando-se na parede para não cair.


- O Crabbe – disse assim que conseguiu falar, tossindo logo em seguida.


- Ele está morto – disse Weasley ríspido - Eu até teria um pouco de pena dele, se não tivesse tentado nos matar.


- Onde está a Gina? – perguntou Potter bruscamente – Ela estava aqui. Devia ter voltado para a sala precisa.


- Está com a Tonks – respondeu Draco – Ela me prometeu que ia deixá-la em segurança antes de ir procurar Lupin.


- É Harry, e acho que essa sala nem vai mais funcionar, depois desse incêndio... – disse Weasley.


- O que é isso, Harry? – perguntou Granger apontando a tiara que Potter havia pego em meio ao fogo.


- Quê? Ah... – o que quer que fosse, a coisa parecia sangrar e, com um grito de agonia, pareceu morrer.


- Deve ter sido o Fogomaldito! – disse Granger – É uma das substâncias que destroem horcruxes, mas eu nunca me atreveria a usar, de tão perigoso que é! Onde será que Crabbe...


- Deve ter aprendido com os Carrow – disse Potter frio.


- É realmente uma pena que não tenha prestado atenção quando disseram como apagá-lo – disse Weasley com sarcasmo.


- Malfoy, vamos colocar seu amigo numa sala vazia, onde ele não seja pisoteado – disse Potter.


Draco segurou os pés do colega enquanto Potter e Weasley seguravam os braços. Andaram alguns metros até uma sala de aula vazia e depositaram o corpo desfalecido de Goyle sobre algumas carteiras. Quando voltaram ao corredor, o inconfundível barulho de combate penetrou seus ouvidos. Comensais da morte haviam penetrado a escola.


O teto da escola parecia esfarelar. Enormes nuvens de poeira tapavam a visão dos garotos. Depois de meia dúzia de passos, Draco pôde distinguir dois dos irmãos de Gina, um dos gêmeos e o que havia aparecido há pouco na sala precisa pedindo desculpas a família, duelando contra comensais encapuzados.


- Olá ministro! – berrou o mais velho quando o capuz do comensal com quem duelava caiu e revelou Pio Thicknesse, cuja varinha voou e foi parar bem segura na mão direita de Draco – Cheguei a mencionar que estou me demitindo?


- Você está brincando, Perce! – berrou o rapaz gêmeo, depois de estuporar o comensal com quem duelava. O garoto olhou para o irmão com prazer – Você está mesmo brincando, Perce... Acho que nunca ouvi você brincar desde que era...


E tudo pareceu explodir. Em instantes Draco se viu soterrado por grandes pedaços do teto, sua visão tampada pela enorme nuvem de poeira que tinha se desprendido dele, mas isso não o impediu de ouvir os gritos de horror de seus companheiros de batalha.


Mas então soou um grito diferente. Foi um grito terrível, um grito de dor e agonia.


Rapidamente livrou-se dos destroços que o cobriam e, ao se por de pé, avistou os três garotos ruivos no chão, dois deles ajoelhados sob um terceiro. De mãos dadas, Potter e Granger se livravam dos destroços e caminhavam para junto dos três.


- Não, não, não! – alguém gritou – Não Fred, não!


O rapaz mais velho sacudia o garoto gêmeo, enquanto o outro estava ajoelhado ao lado dos dois, incapaz de fazer qualquer coisa. Granger tapou a boca quando grossas lágrimas rolaram pelo seu rosto, e Potter parecia petrificado. Ao dar mais um passo, Draco entendeu o porquê. Fred Weasley estava morto.


•••


Gina estava encolhida a um canto do Salão Principal aninhada nos braços da mãe, quando a terrível voz voltou a soar, parecendo tão próxima que poderia estar saindo de sua própria nuca.


- Vocês lutaram valorosamente. Lord Voldemort sabe valorizar a bravura. Vocês sofreram perdas baixas. Se continuarem a resistir a mim, todos morrerão, um a um. Não quero que isto aconteça. Cada gota de sangue mágico derramado é uma perda e um desperdício. Lord Voldemort é misericordioso. Ordeno que as minhas forças se retirem imediatamente. Vocês têm uma hora. Dêem um destino digno aos seus mortos. Cuidem dos seus feridos.


Eu me dirijo agora diretamente a você, Harry Potter. Você permitiu que os seus amigos morressem por você em lugar de me enfrentar pessoalmente. Esperarei uma hora na Floresta Proibida. Se ao fim desse prazo, você não tiver vindo ao meu encontro, não tiver se entregado, então a batalha recomeçará. Desta vez eu participarei da luta, Harry Potter, e o encontrarei, e castigarei até o último homem, mulher e criança que tentou escondê-lo de mim. Uma hora.


Gina sentiu a mãe apertá-la com mais força. Harry ia se entregar. Ela tinha certeza. O idiota ia se entregar.


Mas tudo isso foi varrido de sua mente quando dois rapazes entraram no salão carregando um terceiro. Eram Draco e Percy, mas não, não podia ser...


Era como se o chão tivesse sumido e ela estivesse caindo num abismo sem fim. Sua visão estava oculta pelas lágrimas que se acumulavam em suas órbitas. Ela só conseguia ouvir o choro inconsolável da mãe, e assim que conseguiu enxergar alguma coisa, deitou a cabeça sobre o corpo frio de Fred. Não podia ser verdade. Ela não queria que fosse verdade.


Depois do que pareceram horas, Gina sentiu os braços de Draco puxando-a para o banco e aninhando-a. Ela encaixou a cabeça no ombro dele e o abraçou o mais forte que conseguiu.


Mas nada, nada foi pior do que o grito de agonia que saiu da garganta de Jorge quando, trazendo o corpo inerte de Tonks nos braços, viu seu irmão gêmeo estirado no chão.


Gina queria nunca, nunca ter visto aquela cena. A dor da perda estava estampada em cada milímetro do rosto de Jorge, que agora sacudia o irmão pelos ombros como se isso fosse reanimá-lo, seu rosto lavado por lágrimas que ela nunca o havia visto derramar antes.


- O que houve com ele, Draco? - Quando Quim, que havia acabado de depositar o corpo de Lupin ao lado do de Tonks falou, sua voz cheia de pesar despertou Gina do estupor em que se encontrava.


- O teto – até a voz de Draco parecia um pouco trêmula – desabou em cima de todos nós... Potter, Granger, os três Weasley e eu. O que houve com Lupin e Tonks?


- Belatriz.


- Maldita seja!


- Disse algo sobre podar a árvore genealógica dos Black. Tome cuidado, Draco.


- Vou matá-la antes que ela me mate, Shacklebolt.


- E eu ajudarei. Onde está o Harry, afinal de contas? Ele não está pensando em se entregar, está?


- Eu não sei, nós nos separamos antes do Lorde das Trevas ordenar a retirada dos comensais. Mas você o conhece. Ele não vai querer deixar mais gente morrer por ele.


O senhor Weasley havia acabado de chegar ao salão, carregando outro corpo. Seu rosto se contorceu em uma expressão de extremo sofrimento quando vislumbrou o filho estirado sobre o assoalho ao lado de Lupin e Tonks. Ele se abaixou e se pôs a acariciar os cabelos ruivos do garoto enquanto grossas lágrimas caiam em cascata de seus olhos. A senhora Weasley pareceu desabar sob essa visão e se deitou sobre o peito do garoto, seu corpo chacoalhando pela intensidade do pranto. Jorge continuava ajoelhado ao lado da cabeça do irmão gêmeo.


Harry, Rony e Hermione entraram no salão. Os dois últimos correram para junto dos outros Weasley, mas Harry ficou para trás, observando de longe a tristeza da família de seu melhor amigo, que tinha lhe acolhido com tanto carinho desde seu primeiro ano em Hogwarts.


Gina sentiu os braços de Draco se afrouxarem e em seguida outros a envolverem com força. Pela montanha de cabelos castanhos que cobria seus olhos, aquela só poderia ser Hermione. Gina a abraçou de volta, com toda a sua força. A amiga soltou-a, e então Gina se levantou e andou com ela para junto da família. Rony também estava ali agora, o rosto marcado pelas lágrimas que continuavam caindo.


Draco viu a expressão no rosto de Potter quando este deu um passo à frente e se deparou com os corpos de Lupin e Tonks ao lado do de Fred. Era como se ele tivesse levado um soco no estômago e não conseguisse mais respirar. O garoto piscou demoradamente, deu meia volta e saiu do salão a passos largos. Draco, respirando fundo, se levantou e se juntou aos Weasley, passando o braço sobre os ombros de Gina.


•••


"Harry Potter está morto. Foi abatido em plena fuga, tentando se safar enquanto vocês ofereciam as vidas por ele. Trazemos aqui o seu cadáver como prova de que o seu herói deixou de existir."


"A batalha está ganha. Vocês perderam metade dos seus combatentes. Os meus Comensais da Morte são mais numerosos que vocês, e O-Menino-Que-Sobreviveu está liquidado. A guerra deve cessar. Quem continuar a resistir, homem, mulher ou criança, será exterminado, bem como todos os membros de sua família. Saiam do castelo agora, ajoelhem-se diante de mim e serão poupados. Seus pais e filhos, seus irmãos e irmãs viverão e serão perdoados, e vocês se unirão a mim no novo mundo que construiremos juntos."


- Não Arthur, não! Outro filho não! – gritou desesperadamente a senhora Weasley ainda ajoelhada ao lado do corpo de Fred. O rosto do senhor Weasley se contorceu de pesar e ele se aproximou da esposa de modo a deixá-la descansar a cabeça em seu ombro.


- Não pode ser verdade, mamãe – disse Carlinhos Weasley que se juntara ao grupo a pouquíssimo tempo, num tom tão desesperado quanto o da mãe, e engolindo seco completou, de um jeito que não convenceu nem a ele mesmo - Deve ser um blefe para atrair Harry.


Draco viu as pessoas que estavam abrigadas no Salão Principal se levantando e marchando para a porta, todas com uma expressão de extrema angústia no rosto, por terem perdido seu salvador e por estarem indo em direção ao perigo iminente.


- Vamos para fora – disse Quim Sacklebolt – estejam preparados para lutar. Como membro da Ordem da Fênix, prefiro morrer a juntar-me a eles.


- Eu vou com Quim – disse Rony com um nó na garganta – Precisamos achar o Harry.


- Nós também – disse Gui se aproximando com Fleur. Fred também se juntou ao grupo, assim como Hermione e Gina.


- Então iremos todos – disse o senhor Weasley se levantando e ajudando a mulher a fazer o mesmo.


Draco aproximou-se dos Weasley e juntos caminharam até o hall de entrada, onde a Profª Minerva estava organizando os sobreviventes para sair. Ela colocou-os à frente, logo atrás dela própria, e saiu pelas grandes portas de carvalho.


- NÃO! – ouviu-se o grito da Professora após descer alguns degraus da escadaria de pedra. Draco engoliu em seco.


- Não!


- Não!


- Harry! Harry!


O corpo inerte de Harry Potter jazia nos enormes braços de Hagrid, que soluçava tanto que fazia o garoto balançar. Draco pôde ver a tia Belatriz em meio aos comensais da morte, gargalhando com o sofrimento dos sobreviventes. Gina atirou-se ao seu pescoço, lágrimas escorrendo pelo rosto. Hermione soluçava no pescoço de Rony, que tinha o rosto muito vermelho e borrado de lágrimas. A multidão berrava insultos aos comensais da morte quando Voldemort falou:


- SILÊNCIO! – Houve um estampido e um clarão e o silêncio se impôs a todos – Acabou! Ponha-o no chão Hagrid, aos meus pés, que é o lugar dele!


Hagrid, chorando ainda mais alto, pousou o garoto na grama.


- Estão vendo? Harry Potter está morto! Entenderam agora, seus iludidos? Ele não era nada, jamais foi, era apenas um garoto, confiante de que os outros se sacrificariam por ele!


- Ele o derrotou! – berrou Rony com tanta fúria que rompeu o feitiço silenciador. A multidão voltou a gritar, e ouviu-se um segundo estampido que voltou a extinguir as vozes.


- Ele foi morto tentando sair escondido dos terrenos do castelo – disse Voldemort – morto tentando se salvar...


Draco viu um aluno, mais precisamente Neville Longbottom, sair como um raio do meio da multidão nas escadarias e investir contra Voldemort, que atirou-o para o outro lado e começou a rir.


- E quem é esse? Quem está se voluntariando para demonstrar o que acontece com os que insistem em lutar quando a batalha está perdida?


- É Neville Longbottom, Milorde! – disse Belatriz rindo – O garoto que andou dando trabalho aos Carrow! O filho dos aurores, lembra?


- Ah, sim, lembro. Mas você tem sangue puro, não tem, meu bravo rapaz?


- E se tiver? – respondeu o garoto em voz alta.


- Você demonstra vivacidade e coragem, e descende de linhagem nobre... Você dará um valioso Comensal da Morte. Precisamos de gente como você, Neville Longbottom.


- Me juntarei a você quando o inferno congelar – respondeu o garoto com raiva – Armada de Dumbledore! – gritou, e em meio à multidão ouviram-se vivas que o feitiço silenciador não foi capaz de conter.


- Muito bem. Se essa é sua escolha, Longbottom, revertemos ao plano original. A culpa será toda sua.


Voldemort acenou com a varinha e segundos depois um objeto negro veio voando de uma das janelas quebradas do castelo. Ele o desenrolou e Draco pôde ver que era o chapéu seletor.


- Não haverá mais seleção na Escola de Hogwarts. Não haverá mais casas. O emblema, o escudo e cores do meu nobre antepassado, Salazar Slytherin, será suficiente para todos, não é mesmo, Neville Longbottom?


Ele apontou a varinha para o garoto e forçou o chapéu seletor a entrar em sua cabeça, escorregando até abaixo de seus olhos.


- Neville agora vai demonstrar o que acontece com quem é suficientemente tolo para continuar a se opor a mim – e com um aceno de varinha, fez o chapéu seletor pegar fogo.


Gritos cortaram o ar e Longbottom ardeu em chamas, pregado ao chão. Gina chorou ainda mais alto. Ouviu-se um clamor distante, dando a impressão de que centenas de pessoas escalavam os muros e corriam em direção ao castelo. Então um gigante um tanto nanico apareceu berrando "Hagger!". Seu grito foi respondido por urros dos gigantes de Voldemort, que avançaram nele fazendo a terra estremecer. Depois os centauros galoparam até certo ponto e começaram a chover flechas sobre os comensais da morte, que tentavam correr, surpresos.


Longbottom pareceu livrar-se do feitiço que o imobilizava e levantou-se num salto. O chapéu em chamas caiu de sua cabeça, e o garoto puxou de dentro dele uma espada prateada com o punho cravejado de rubis. Com um único golpe, Neville decepou a cabeça da cobra de Voldemort, cuja boca abriu-se em um berro de fúria que ninguém pode ouvir.


Em meio á confusão que se formara, pois a multidão que estava nas escadas agora se espalhara pelo jardim, Draco pôde ouvir Hagrid gritar desesperado:


- Harry! Harry... Onde está o Harry?


O caos reinava nos jardins. Os comensais fugiam das flechas dos centauros e todos fugiam das pisadas dos gigantes, sendo empurrados de volta ao interior do castelo. Draco agarrou o braço de Gina e correu ao saguão de entrada, onde os elfos domésticos brandiam facas que usavam para cortar os calcanhares dos comensais da morte, e de lá para o salão principal, onde deixou Gina junto da mãe e, ao olhar em volta procurando alguém a quem combater avistou aos pais, entrando correndo pelo salão sem sequer tentar lutar, chamando, aos berros, pelo seu nome.


- Filho! Filho! – disse Narcisa, rindo e chorando ao mesmo tempo, correndo para abraçá-lo o mais forte que podia – Graças a Deus! Graças a Deus! – O garoto enterrou o rosto nos cabelos da mãe, e quando esta o soltou, olhou para o pai, que piscou algumas vezes, engoliu em seco e também correu a abraçá-lo.


Draco pôde ver Voldemort lutando com três pessoas ao mesmo tempo, a Profª Minerva, Slughorn e Quim, e olhando em volta viu que Belatriz também lutava com três pessoas. Hermione Granger, Luna Lovegood e, para seu horror, Gina. Draco ainda não havia se recuperado do choque quando uma maldição da morte passou tão perto da namorada que chegou a arrepiar seus cabelos. Ele levou a mão à varinha quando a Sra. Weasley abriu caminho entre as pessoas, livrando-se da capa enquanto andava, uma fúria assassina estampada em seu rosto.


- A MINHA FILHA NÃO, SUA VACA!


Belatriz gargalhou e a Sra. Weasley afastou para longe as três garotas, começando a duelar. O sorriso de deboche de Belatriz pouco a pouco se desmanchou, sendo substituído por um esgar. O chão em torno dos pés das duas esquentou e fendeu. Elas estavam travando uma luta mortal. Centenas de pessoas observavam as duas lutas, Voldemort e seus três oponentes e Belatriz e a Sra. Weasley.


- Que vai acontecer com seus filhos depois que eu matar você? – provocou Belatriz, desvairada – Quando a mamãe for pelo mesmo caminho que o Fredinho?


- Você... nunca... mais... tocará... em... nossos... filhos! – gritou a Sra. Weasley.


Belatriz deu uma gargalhada exultante, e no mesmo instante o feitiço da Sra. Weasley voou por baixo de seu braço estendido, atingindo-a sobre o coração. Draco viu a risada da tia congelar e os olhos se arregalarem quando ela percebeu o que tinha acontecido, e então ela desmontou, e a multidão que assistia comemorou.


Draco olhou para a mãe. Uma lágrima solitária escorria de seus olhos azuis, mas sua face estava impassível. Ela sabia que não poderia ter sido de outra maneira.


Voldemort deu um grito e McGonagall, Shacklebolt e Slughorn foram arremessados para longe quando a fúria de seu oponente chegou ao extremo por ter perdido sua melhor tenente. Voldemort ergueu a varinha e apontou-a para a Sra. Weasley, mas alguém lançara nela um feitiço escudo que expandiu-se no meio do salão. Voldemort olhou ao redor admirado, procurando de onde viera o feitiço, ao mesmo tempo em que Harry Potter jogou a capa de invisibilidade que o cobria para longe.


Berros de choque e vivas encheram o salão. "Harry!", "Ele está vivo!". Mas tudo ficou quieto quando, finalmente, Potter e Voldemort se encararam e começaram a se rodear.


- Não quero que mais ninguém tente ajudar. Tem que ser assim. Tem que ser eu. – disse Potter em tom alto e sério.


- Potter não está falando sério. Não é assim que ele age, é? Quem você vai usar como escudo hoje, Potter?


- Ninguém. Não há mais horcruxes. Só você e eu. Nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver, e um de nós está prestes a partir para sempre...


- Um de nós? Você acha que vai ser você, não é, o garoto que sobreviveu por acaso e porque Dumbledore estava puxando os cordões? – caçoou Voldemort, os olhos vermelhos espreitando.


- Acaso, foi? Quando minha mãe morreu para me salvar? Acaso, quando decidi lutar naquele cemitério? Acaso, quando não me defendi hoje à noite e, ainda assim, sobrevivi e retornei para lutar?


Ninguém respirava. Ninguém se mexia. Era como se Potter e o Lorde das Trevas estivessem numa tela de cinema como a dos trouxas e todos os outros estivessem na platéia, só lhes cabendo assistir. Draco viu Gina de longe, cujos ombros estavam envolvidos pelos braços do senhor Weasley. Ela assistia à cena que acontecia no meio do salão com os olhos arregalados, assim como todos à sua volta. Narcisa e Lúcio estavam de mãos dadas e Narcisa segurava com força o ombro do filho.


- Acasos! – berrou Voldemort tão forte que Draco sentiu a mão da mãe estremecer – Acaso e sorte e o fato de você ter se escondido e choramingado atrás das saias de homens e mulheres superiores a você, e me permitido matá-los em seu lugar!


- Você não matará mais ninguém hoje à noite. Você nunca mais será capaz de matar nenhum deles, nunca mais. Você não está entendendo? Eu estive disposto a morrer para impedir que você ferisse essas pessoas...


- Mas você não morreu!


- Mas tive intenção, e foi isso que fez a diferença. Fiz o que minha mãe fez. Protegi-os de você. Você não reparou que nenhum dos feitiços que lançou neles são duradouros? Você não pode torturá-los. Você não pode atingi-los. Você não aprende com os seus erros, Riddle, não é?


- Você se atreve...


- Me atrevo, sim. Sei coisas que você ignora, Tom Riddle. Sei muitas coisas importantes que você ignora. Quer ouvir algumas, antes de cometer outro grande erro?


Voldemort parecia hipnotizado. Pela primeira vez, havia receio em seu rosto ofídico. Receio de que Potter estivesse falando a verdade e que finalmente tivesse descoberto como derrotá-lo.


- É o amor de novo? – disse ele finalmente, em tom de zombaria – A solução favorita de Dumbledore, amor, que ele alegava conquistar a morte, embora o amor não o tivesse impedido de cair da Torre e se quebrar como uma velha estátua de cera? Amor, que não me impediu de matar sua mãe sangue-ruim como ma barata, Potter; e ninguém parece amá-lo o suficiente para se apresentar dessa vez e receber a minha maldição. Então, o que vai impedir que você morra agora quando eu atacar?


- Só uma coisa.


- Se não for o amor que vai salvá-lo dessa vez, você deve acreditar que é dotado de uma magia que não tenho, ou então, de uma arma mais poderosa do que a minha?


- Creio que as duas coisas.


O choque do rosto de Voldemort finalmente se dispersou e ele começou a rir uma risada sem humor nem sanidade, que fez cada pessoa que assistia à discussão se arrepiar.


- Você acha que conhece mais magia do que eu? Do que eu, do que Lord Voldemort, capaz de magia com que o próprio Dumbledore jamais sonhou?


- Ah, ele sonhou, sim, mas sabia mais do que você, sabia o suficiente para não fazer o que você fez.


- Você quer dizer que ele era fraco! Fraco demais para ousar, fraco demais para se apoderar do que poderia ter sido dele, do que será meu!


- Não, ele era mais inteligente do que você, um bruxo melhor e um homem melhor.


- Eu causei a morte de Alvo Dumbledore! – berrou com fúria.


- Você pensa que causou, mas se enganou.


Pela primeira vez a multidão se mexeu quando todos prenderam a respiração.


- Dumbledore está morto! – Voldemort jogou na cara de Potter – O corpo dele está apodrecendo no túmulo de mármore nos jardins desse castelo, eu o vi, Potter, e ele não irá retornar!


- Dumbledore está morto, sim, mas não foi você quem mandou matá-lo. Ele escolheu como queria morrer, escolheu meses antes de morrer, combinou tudo com o homem que você julgou que era seu servo.


- Que sonho infantil é esse?


- Severo Snape não era um homem seu. Snape era de Dumbledore, desde o momento em que você começou a caçar minha mãe. E você nunca percebeu, por causa daquilo que não pode compreender. – "O que?", Draco ouviu o pai murmurar em tom quase inaudível - Você nunca viu Snape conjurar um Patrono, viu, Riddle? O Patrono de Snape era uma corça, o mesmo que o da minha mãe, porque ele a amou quase a vida toda, desde que eram crianças. Você devia ter percebido, ele lhe pediu para poupar a vida dela, não foi?


- Ele a desejava, nada mais, mas, quando ela se foi, ele concordou que havia outras mulheres, de sangue mais puro, mais dignas dele... – desdenhou Voldemort.


- Naturalmente foi o que Snape lhe disse, mas ele se tornou espião de Dumbledore a partir do momento em que você a ameaçou, e dali em diante trabalhou contra você! Dumbledore já estava morrendo quando Snape o matou!


- Não faz diferença! – disse soltando uma gargalhada demente – Não faz diferença se Snape era meu seguidor ou de Dumbledore, ou que mesquinhos obstáculos ele tentou colocar em meu caminho! Eu os esmaguei como esmaguei sua mãe, o pretenso grande amor de Snape! Ah, mas tudo isso faz sentido, Potter, e de modos que você não compreende! Dumbledore tentou me impedir de possuir a Varinha das Varinhas! Queria que Snape fosse o verdadeiro senhor da varinha! Mas passei à sua frente, garotinho: cheguei à varinha antes que você pudesse pôr as mãos nela, compreendi a verdade antes que você a percebesse. Matei Severo Snape há três horas – Draco sentiu o estômago afundar - , e a Varinha das Varinhas, a Varinha da Morte, a Varinha do Destino é realmente minha! O último plano de Dumbledore falhou, Harry Potter!


- É, falhou. Você tem razão. Mas, antes de você tentar me matar, eu o aconselharia a pensar no que fez... pensar, e tentar sentir algum remorso, Riddle...


Draco, assim como muitos outros, arregalou os olhos.


- Que é isso? – perguntou Voldemort tão chocado quando a platéia que assistia, suas pupilas virando finas linhas verticais.


- É a sua última chance, e é só o que lhe resta... vi em que se transformará se não aproveitá-la... Seja homem... Tente sentir algum remorso.


- Você ousa...


- Ouso, sim, porque o último plano de Dumbledore não saiu às avessas para mim. Saiu às avessas para você, Riddle.


Draco viu Voldemort segurar a varinha com força e Potter fazer o mesmo com a que havia lhe tomado nas férias de natal.


- A varinha não está funcionando corretamente para você, porque você matou a pessoa errada. Severo Snape jamais foi o verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas. Ele jamais derrotou Dumbledore.


- Ele matou...


- Você não está prestando atenção? Snape nunca derrotou Dumbledore! A morte de Dumbledore foi planejada pelos dois! Dumbledore pretendia morrer sem ser derrotado, o último e verdadeiro senhor da varinha! Tudo correu conforme ele planejou, o poder da varinha morreria com ele, porque jamais foi arrebatada de suas mãos!


- Mas então, Potter, Dumbledore praticamente me entregou a varinha! Roubei a varinha do tumulo do seu último senhor! Retirei-a, contrariando o desejo do seu último senhor! O seu poder é meu!


- Você ainda não entendeu, não é, Riddle! Possuir a varinha não é o suficiente! Empunhá-la, usá-la, não a torna realmente sua. Você não escutou o que Olivaras disse? A varinha escolhe o bruxo... A Varinha das Varinhas reconheceu um novo senhor antes de Dumbledore morrer, alguém que jamais tinha posto a mão nela. O Novo senhor tirou a varinha de Dumbledore contra sua vontade, sem perceber o que tinha feito, ou que a varinha mais perigosa do mundo lhe dedicara sua fidelidade – Draco engoliu em seco e sentiu um estranho frio na barriga – O verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas era Draco Malfoy.


Draco sentiu cada rosto no salão virar-se para ele incrédulo e depois voltar rapidamente para o centro. A mãe estremeceu e o pai engoliu em seco. Draco voltou a olhar para o meio e viu que Voldemort estava aturdido, mas logo se recuperou.


- Que diferença faz? Mesmo que você tenha razão, Potter, não faz a menor diferença nem para você nem para mim. Você não possuiu mais a varinha de fênix: duelaremos apenas com a perícia... e depois de tê-lo matado, posso cuidar de Draco Malfoy... Já pretendia mesmo dar um fim nele por ter traído seu sangue, fugindo com uma Weasley...


Draco viu Gina olhar para ele desesperada e a mãe segurá-lo com uma força que chegava a machucar. O pai abraçou-o pelo outro lado.


- Mas é tarde demais. Você perdeu sua chance. Cheguei primeiro. Subjuguei Draco faz semanas. Arrebatei a varinha dele. – Disse Potter girando a varinha de Draco na mão – Então, a questão se resume a isso, não é? Será que a varinha em sua mão sabe que o seu último senhor foi desarmado? Porque se sabe... Eu sou o verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas.


O primeiro raio de sol inundou o salão, iluminando o rosto dos dois ao meso tempo quando Voldemort se pôs em posição de combate e gritou:


- Avada Kedavra!


- Expelliarmus!


Com um estampido de tiro de canhão os dois feitiços colidiram e chamar douradas jorraram das varinhas. A varinha de Voldemort voou para o alto, girando sob o céu encantado, e Potter, graças à extrema perícia como apanhador, agarrou-a, ao mesmo tempo em que Voldemort caía para trás, com os braços abertos e os olhos virados, morto pelo ricochete da própria maldição.


E então o barulho começou. Vivas, risos, choros de alegria pela vitória e tristeza pela morte dos entes queridos se misturavam formando uma grande baderna, mas todos, alegres ou não, queriam abraçar Potter, que estava sendo esmagado em meio à multidão.


McGonagall recolocou as mesas no salão e Quim Shacklebolt fez o corpo de Voldemort flutuar até a câmara ao lado do salão principal, e quando desviou os olhos da cena, avistou Gina caminhando um tanto incerta para o cantinho da mesa onde estava com os pais.


Draco se levantou, segurou a mão da namorada e, tomando fôlego, disse:


- Mãe... e pai... Quero que conheçam minha namo... hum... noiva, Gina Weasley.


Narcisa abriu um grande sorriso e se levantou para abraçar a nora. Lucio ficou exatamente onde estava, limitando-se a cumprimentar a garota com um carrancudo aceno de cabeça, o que fez suas bochechas ficarem quase tão vermelhas quanto seus cabelos.


- Com licença? – disse alguém às costas de Draco, e ao virar-se, viu Potter – Posso dar uma palavrinha com vocês?


- Fique à vontade – respondeu Draco.


- Senhora Malfoy, eu lhe devo minha vida. Muito obrigado.


- Como assim? – perguntou Draco. Lúcio também olhava para Potter com os lábios entreabertos e um olhar desconfiado.


- Quando Voldemort me jogou a maldição, mandou sua mãe averiguar se eu estava mesmo morto. Ela viu que eu estava vivo, me perguntou se você estava bem e eu disse que sim, e então ela disse a ele que eu estava morto.


- Narcisa, o que você estava pensando? – perguntou Lúcio Malfoy levantando-se, atordoado – Se o Lorde das Trevas tivesse lido sua mente para saber se você estava falando a verdade, se Potter não tivesse conseguido matá-lo...


- Lúcio, fiz isso pelo bem de nossa família. O garoto era o único que tinha chances contra o Lorde das Trevas, e ele já havia dito muitas vezes que mataria Draco assim que o encontrasse. Então sim, eu preferi correr o risco de morrer para que meu filho vivesse do que simplesmente deixá-lo matar o garoto e Draco logo em seguida.


Lúcio fechou a cara e voltou a se sentar.


- E Draco, - continuou Harry – obrigada por cuidar da Gina.


- Não precisa me agradecer por isso. Não foi nada que um homem não faria pela mulher que ama.


Draco viu Harry engolir em seco e olhar para os próprios pés.


- É. Eu sei.


- Gin! – gritou de longe Hera Heathcliff, que correu a todo o vapor em direção a eles e pulou no pescoço de Gina – Pelas barbas de Merlin, fiquei tão preocupada! E me senti culpada também, quero dizer, eu sabia que você estava tendo um caso com alguém, e você não quis me contar quem era, eu devia ter avisado sua mãe... e então você desapareceu, deixou uma carta com o Neville dizendo que tinha fugido com Draco Malfoy, e ninguém sabia se ele era de confiança ou não...


- Ei Hera, fica calma, Ok? Como você pode ver, está tudo bem. – disse Gina sorrindo.


- É, está... Harry, posso falar com você agora?


- Claro... Com licença – disse se despedindo e saiu com a garota saltitando ao seu encalço.


- Acho que ele não fez uma troca muito boa, Gin... Ela parece insuportável – disse Draco rindo e levanto um tapa na nuca como resposta.


- Filho, quem é essa menina? – perguntou Narcisa.


- Hera Heathcliff, mãe. É amiga da Gina, os pais fazem parte da Ordem da Fênix.


- Heathcliff? Mas qual é o nome da mãe dela, Virgínia?


- É Cassie.


- Cassie, como a nossa amiga? – perguntou, recebendo um aceno afirmativo de Gina como resposta – Por que, mãe?


- Eu a conheci... Cassandra Louise Bechelard. Mas não soube que ela havia se casado com Jason. Estudamos juntos em Hogwarts, eles eram alguns anos mais novos que eu, e ela namorava meu primo, Sirius. Desapareceu da Inglaterra logo depois dele ser preso. Achei que a tristeza a havia dominado. E agora aparece dezessete anos depois com uma filha... – Draco teve a impressão de que a mãe estava escondendo alguma coisa, pois ela sacudiu levemente a cabeça de um lado para o outro e mudou de assunto – Que amiga é essa de que falaram? Cassie?


- É uma longa história, mamãe...


•••

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.