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10. Você é Tudo


Fic: Você é Tudo


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Capítulo X – Você é Tudo




Quando ouviu a ordem do Lorde das Trevas, todo o corpo e a mente de Draco tremeram de medo e ódio, mas ele sabia que se ousasse se queixar seria morto imediatamente, e Gina logo depois.


- Draco! Espera! – gritou Pansy, correndo para alcançá-lo quando se retirou da sala de jantar.


- O que você quer? – perguntou ríspido, virando-se para encará-la – Já não conseguiu o que queria? Vai se livrar dela!


- Draco, por favor! Eu não sabia que ele te ordenaria que a matasse!


- Você achou o que, que ele me mandaria dar um fora nela ou algo do tipo, que ele deixaria barato? Pois saiba, Parkinson, que mesmo com ela morta, você não terá chance alguma! Seu esforço foi em vão. Eu nunca te quis, nunca vou te querer! Ficou claro?


Pansy tinha lágrimas grossas escorrendo pelo rosto.


- Me desculpe – ela começou, chorosa – se eu soubesse que ela é tão importante assim, não teria dito nada. Eu amo você, Draco. Não quero vê-lo infeliz.


- Você tem uma maneira bem peculiar de querer me ver feliz – disse antes de dar as costas à garota.


Agora estava em sua sala secreta, afogando-se em remorso. Por que diabos deixara isto acontecer? Desde o início soubera que não acabaria bem, mas mesmo assim continuou a encontrar-se com a garota! Agora percebia o quanto fora tolo e egoísta. Não se importou com a segurança dela, só com o prazer e o bem-estar que ela lhe proporcionava. E agora tinha ordens para matá-la.


Mas por que isso tudo? Porque não poderia simplesmente matá-la, era o que ele se perguntava. Até agora vinha dizendo a si mesmo que a garota não era importante, que não tinha nada de especial, mas era verdade? É claro que não. Havia algo nela, algo que ele não sabia dizer o quê, que o atraía de um jeito que nunca havia experimentado, mas seria apenas a atração por ela que o impediria de cometer tal atrocidade? Não novamente. Nos meses que passara se encontrando escondido com a garota, a conhecera verdadeiramente, e era uma criatura tão doce e delicada, que ele se via na obrigação de protegê-la e ampará-la quando necessitasse. Seus beijos, seus toques, carinhos... Tudo nela era perfeito e absolutamente agradável. E então ele percebeu.


Ele a amava, e não poderia, não queria matá-la.


Fugiria com ela. Para qualquer lugar. Construiriam uma vida longe da guerra, em outro país. Se passariam por trouxas de fosse preciso, mas não a mataria. Como matar alguém que se tornou parte de si próprio? Pensar em cometer tal ato era a mesma coisa que pensar em arrancar fora uma das pernas.


Perdido nos próprios pensamentos, não escutou a porta se abrir, e nem viu quando a mulher alta e loira passou por ela.


- Filho? – chamou Narcisa brandamente. Ele a encarou por cima do ombro, e ao ver seus olhos marejados, a mulher debulhou-se em lágrimas – Meu amor, o que está acontecendo?


- Eu não posso, mãe – disse com a voz embargada – não posso matá-la. Eu acho... eu acho que a amo.


O choque no rosto de sua mãe era evidente. Ela tentou falar, mas simplesmente não haviam palavras para serem ditas.


- Como soube que eu estava aqui?


- Você vem aqui desde criancinha... – ela sorriu ao lembrar-se – Uma vez seu pai brigou com você por ter perdido o broche do seu avô, você correu até aqui e eu te segui. Você se enroscou no tapete e dormiu como um anjinho, não tive coragem de te acordar. Aqui é o seu refúgio.


- Sempre achei que só eu soubesse sobre a existência desta sala – ele disse meio chateado.


- Acho que somos só você e eu. Mas eu nunca direi a ninguém. Ela continua sendo toda sua.


Draco sorriu, e encarando a mãe nos olhos, tão parecidos com os seus, disse:


- Fugirei com ela, mãe. Não posso e não vou matá-la. Seria como arrancar uma parte de mim.


- Ela é tão importante assim, filho?


- Mãe, eu tive muitas garotas. Nenhuma, nunca, me fez sentir como ela. Ela é tão doce, tão viva, mãe só de pensar... eu sinto nojo de mim, nojo do que sou e do que me mandaram fazer.


- Filho... Cada um é o que deseja ser, ninguém nasce pronto. São suas escolhas quem vão mostrar quem você é, muito mais que seu sangue, sua família. E se você decidir fugir com esta garota, eu vou ajudá-lo.


- Não mãe, já estamos na lista negra dele... Não precisamos que ele descubra que você me ajudou a fugir e tenha mais um motivo para liquidar você, papai e eu.


- Filho, sinceramente, isto não importa. Eu sou boa oclumente, ninguém vai saber que te ajudei. E mesmo que descubra, eu e seu pai morreríamos por você de bom grado em qualquer situação, filho. Não adianta retrucar, se você for fugir vai ser com a minha ajuda, até porque sem ela, eu duvido que durariam mais que algumas horas.


- E como é que você pretende ajudar, mãe?


Narcisa demorou a responder. Respirou fundo e fez menção de falar várias vezes, mas não emitiu som algum. Depois de alguns minutos, ela disse, quase num murmúrio:


- Vocês podem se esconder na casa de sua tia Andrômeda, por alguns dias – engoliu em seco - e depois saírem do país. A filha dela, a que está grávida do lobisomem, está na casa dela, então a casa conta com proteção máxima.


- Mãe, mas eu nem a conheço! Você não fala com ela desde muito antes de eu nascer! Por que ela nos ajudaria?


- Filho, você não tem idéia do tamanho do coração de Andrômeda. – os olhos de Narcisa encheram-se de lágrimas - Ela nunca negaria nada a mim, nem mesmo a Belatriz, se ela se mostrasse arrependida por tudo o que fez.


- E como você pretende falar com ela?


Ao invés de responder, Narcisa ergueu a varinha, e de sua ponta saiu um belo pavão prateado. Ele ouviu a mãe murmurar ordens ao patrono, e em seguida ele atravessou a parede majestosamente.


•••


- Dora, que barulho foi esse? – Tonks escutou sua mãe berrar da cozinha, depois de ter batido o braço num vaso de flores e ele ter se espatifado no chão – nada não, mãe! Reparo!


Andou até a janela e deu uma espiada no belo jardim da mãe, repleto de roseiras vermelhas. Colocando a mão sobre a barriga, imaginou seu filhinho arrancando as rosas e a avó ralhando com ele.


Percebeu uma movimentação do lado de fora e pelo brilho prateado, distinguiu um patrono.


- Mamãe! Tem um patrono atravessando o jardim! Devem ser notícias do papai! – Ted havia partido a poucas semanas, fugindo do Ministério da Magia, que caçava os nascidos trouxas.


Andrômeda veio correndo até a sala, e segundos depois o pavão prateado atravessou a parede. Uma voz de mulher que Tonks não conhecia murmurou:


- Drômeda, meu filho corre grande perigo. Preciso de sua ajuda. Por favor, me encontre no alto da torre do relógio em Londres amanhã às cinco horas. – depois da última palavra, o pavão se dissolveu no ar.


Tonks viu o rosto da mãe perder a cor, e em seguida ela se deixou cair no sofá macio.


- Que aconteceu, mãe? Quem é?


- Sua tia Narcisa.


- Narcisa Malfoy? Mulher do Lúcio? Que perigo o filho dela poderia estar correndo? Afinal é um comensal da morte, não é mesmo?


- Não sei filha, não sei... Mas eu não posso negar ajuda a ela... é minha irmã... Draco é meu sobrinho...


- Mas mãe! Há mais de vinte anos que vocês se falaram pela última vez! E se for uma armadilha? Pra saberem do papai, ou de mim?


- Não filha, tenho certeza que Cissa não faria isso. Irei até Londres amanhã, e escutarei o que ela tem a dizer. Se eu puder dar a ajuda que ela precisa, não negarei. Ela é sangue do nosso sangue, Ninfadora.


•••


A calma zombateira do Lorde das Trevas se dissipara no momento em que Travers contou-lhe o que ocorrera na casa de Xeno Lovegood, depois do Lorde finalmente se mostrar interessado no que ele tinha a dizer no almoço do dia seguinte. Num acesso de fúria, torturara tanto Travers quanto Selwyn, e Draco foi duplamente castigado por ter também perdido a varinha.


Tinha plena consciência de que se não fosse tão grande a vontade do Lorde em vê-lo sofrer, teria sido morto no dia anterior. Mas parecia que vê-lo matando a mulher que amava causava prazer no sádico.


O Lorde não era idiota a ponto de mandar comensais à casa dos Weasley, que estava sendo fortemente protegida, então concordou em esperar até o fim das férias para ver Virgínia Weasley morta.


- Na primeira oportunidade que tiver, Draco – começou ele, com um sorriso cruel – e da maneira mais sangrenta possível.


O ódio de Draco por ele se intensificara tanto que era quase impossível permanecer no mesmo cômodo. Passava quase o tempo todo sozinho em sua sala secreta, às vezes acompanhado da mãe, que traçava com ele planos para a fuga.


Sua tia Andrômeda concordara em recebê-los em casa por alguns dias, até que pudessem fugir para outro lugar. Esperaria por eles em Herthfordshire no dia seguinte ao retorno à Hogwarts.


Tudo estava certo, exceto a quase certeza que Draco tinha de que Gina não concordaria em fugir, deixando os amigos e a família para trás. Mas era questão de vida ou morte. Ou ela viria por bem, ou ele a arrastaria até a casa de Andrômeda e a trancafiaria lá. Só a idéia da garota morta já lhe causava tremores.


Depois de muita insistência, Narcisa conseguiu convencer aos comensais que ela acompanharia Draco até a estação. Sua mãe lhe dera a própria varinha, já que a dele agora estava em poder de Harry Potter, e passou a usar uma que os comensais trouxeram para casa. Os dois aparataram às 10:30, aparecendo diante da locomotiva vermelha já cercada de estudantes acompanhados das famílias. Não muito longe, avistou Gina entre os pais e algumas pessoas que ele reconheceu como membros da Ordem da Fênix. A mãe olhava na mesma direção que ele, então sorriu.


- Ela é mesmo linda, filho. Não me surpreende que tenha se apaixonado por ela.


Draco apenas deu um sorriso discreto, sem saber o que dizer. A mãe revirou o bolso da capa de viagem e tirou uma pequena caixinha de veludo verde, depositando-a em sua mão.


Draco abriu e deparou-se com um anel de prata, do qual se erguia uma pequena flor, onde o miolo era representado por uma esmeralda e as pétalas por pequenos diamantes. O garoto encarou a mãe, como se pedisse uma explicação, e ela disse, com um sorriso singelo:


- Este foi o anel de noivado que seu pai me deu. Não éramos muito mais velhos que você, na época. Está na família Malfoy a séculos, e é seu agora. Nada mais justo que dá-lo à mulher que você ama.


Os olhos de Draco perderam a visão por um instante, mas logo de recuperaram. Ele sorriu e abraçou a mãe com força.


- Obrigada, mãe. Eu te amo muito. Por favor, reze por nós.


- Eu vou, filho. E eu também te amo muito. Mande lembranças à minha irmã e à minha sobrinha. E tome muito cuidado, filho, por favor. Eu não suportaria perder você! – Narcisa, chorando, abraçou-o novamente.


O trem apitou, e dando um último abraço na mãe que ainda chorava, Draco embarcou. Encontro uma cabine vazia e entrou, fechando as cortinas da porta. Resgatou a caixinha de veludo do bolso e tirou o anel. Na parte de dentro, havia uma inscrição. Senhora Malfoy. Sorrindo, guardou-a novamente no bolso.


•••


Gina estava na cabine estranhamente silenciosa, graças à ausência de Luna. Todos ali – Neville, Simas, Parvati, Lilá e até mesmo Hera – pareciam tristes demais para dizer qualquer coisa.


Em sua mente, Gina revivia a cena que presenciara de longe na estação, pouco antes de embarcar. Narcisa Malfoy, alta, loura e absolutamente linda, derramando lágrimas ao despedir-se do único filho, que também tinha olhos marejados.


Devia ser difícil para ela. Toda vez que algum Weasley saía para alguma missão, Molly se desfazia em lágrimas, e olha que tinha outros seis filhos. Narcisa tinha apenas Draco.


Gina não imaginou que pudesse sentir tanta saudade do loiro em apenas três semanas. No terceiro dia, ele era a única coisa em que ela conseguia pensar, e só se distraía quando Fred e Jorge chegavam do trabalho e começavam a contar piadas. Foi difícil despedir-se deles, também. Os dois a amassaram num abraço de urso e fizeram-na prometer que continuaria resistindo aos Carrow, porém pediram que tomasse muito cuidado (coisa que eles próprios nunca haviam dito ou feito, portanto soou absurdamente sério).


Em algumas horas chegaram à estação de Hogsmeade e trataram de encontrar logo uma carruagem, pois o frio era arrebatador.


Em menos de uma hora estavam todos jantando no Grande Salão. De minuto em minuto Gina procurava o olhar de Draco na mesa da Sonserina, mas o garoto parecia muito concentrado no prato de peru. Confusa, Gina acabou de comer sua torta de morango, e lançando um último olhar ao sonserino, que continuava alheio a tudo à sua volta, encaminhou-se ao salão comunal sem esperar pelos amigos.


De repente sentiu medo. Será que Draco não sentira falta dela durante as férias, enquanto ela morria de ansiedade em casa? Será que havia se enjoado dela?


Quando entrou no quarto bufando, avistou Blair empoleirada em sua mesa de cabeceira, com um pequeno bilhete preso no bico. Sorrindo aliviada, pegou o pergaminho e acariciou a cabeça da coruja, que em seguida levantou vôo. Curiosa, desenrolou o pergaminho que dizia o seguinte:


Preciso falar com você, é urgente.


Sala Precisa às 22:00


D.M.


O primeiro pensamento que lhe ocorreu foi: "Ele vai terminar comigo". O garoto estava frio durante o jantar, não procurara seu olhar uma única vez, e agora um bilhete marcando um encontro urgente. Que mais poderia ser?


Consultou ao relógio de pulso, que marcava 21:49. Desanimada, desceu as escadas e encontrou o salão comunal cheio. Passou despercebida no meio da algazarra e atravessou o buraco do retrato, rumando penosamente até o lado oposto do sétimo andar.


Chegando em frente à tapeçaria de Barnabás, o Amalucado, pensou na sala vermelha e passou em frente da tapeçaria três vezes. A pequena porta negra surgiu, e ela a atravessou rápido, com medo do que viria a seguir.


Draco encontrava-se sentado em uma das poltronas, observando o fogo crepitar na lareira.


•••


- Oi – ela disse baixinho, quase num murmúrio. Seu coração doeu de alegria, só de ouvir a voz dela. Sem esperar resposta, ela sentou-se na poltrona vazia e o encarou.


- Precisamos conversar – disse tentando soar calmo.


- Eu sei, você disse isso no bilhete – ela disse com ironia – Seja o que for que tenha a dizer, diga logo.


Ele respirou fundo.


- O Lorde das Trevas já sabe sobre nós.


Viu o rosto da menina perder a cor e uma expressão de pânico tomar conta dela.


- Como? – ela perguntou engolindo em seco.


- Pansy Parkinson nos viu na torre em Hogsmeade, antes do natal. Quando eu saí do Três Vassouras ela me seguiu sem que eu percebesse. E ela contou ao Lorde, por ódio de mim.


- Mas que vadia! – a garota gritou, seu rosto atingindo um tom de vermelho igual ou mais forte que o dos cabelos – Ela não tinha esse direito! Ele te castigou? Te ameaçou de morte?


- Não Gina, ele fez pior – começou, tomando coragem para contar o resto – Ele me mandou matá-la.


Uma expressão de choque tomou conta do rosto da garota. Ela apoiou as costas na poltrona e fechou os olhos, como se tentasse digerir a informação. Então Draco continuou:


- Ele me mandou matá-la... Mas não farei isto.


Ela abriu os olhos, cheios de lágrimas, e disse num fio de voz:


- Por que, Draco? Não vê que se não fizer o que ele manda você vai morrer? Seus pais vão morrer? Por que poupar a minha vida?


Ele se levantou, olhou nos olhos dela e disse:


- Vem aqui, perto de mim. Eu quero te sentir. Eu preciso te ouvir. – Ela veio, e enroscou suas mãos nas dele – Você é a luz que está me guiando até o lugar onde eu encontrarei a paz... novamente.


Você é a força que me faz andar;


Você é a esperança que me faz confiar;


Você é a vida para a minha alma;


Você é meu propósito;


Você é tudo.


Como eu poderia estar aqui com você e não me envolver?


Você acalma as tempestades, e você me conforta.


Você me segura em suas mãos, e você não vai me deixar cair.


Você roubou meu coração e me deixou sem fôlego.


E como eu poderia ficar aqui com você, e não me deixar levar?


Você pode me dizer como isto poderia ficar mais fácil?


Porque você é tudo que eu quero.


Você é tudo que eu preciso.


Você é tudo.


Você é tudo.


Lágrimas grossas rolaram pelo rosto da garota, e tomada pela emoção, ela se jogou em seus braços. Ele a enlaçou com força, e ficaria com ela ali pra sempre se pudesse.


Poderiam ter se passado horas, o tempo não parecia importante agora. Tudo o que sabia é que sua vida estava ali, aninhada em seus braços, molhando seu pescoço com pequenas lágrimas salgadas. Chegou o momento em que ela se afastou, despertando-o do transe em que se encontrava, e perguntou:


- O que faremos agora, Draco?


- Nós vamos fugir.


- Mas fugir, e deixar tudo aqui? Os alunos da AD, minha família, a sua... – ela estava desesperada – não, não podemos abandoná-los à própria sorte, Draco.


- Eles sabem se cuidar sozinhos, Gina. Sua família ficará muito mais segura sem você, e a minha já está na lista negra do Lorde das Trevas há muito tempo.


- Mas para onde iremos? E como?


- Minha tia Andrômeda está nos esperando na casa dela amanhã – ao ver a menina abrir a boca de susto, ele completou – minha mãe a procurou e explicou tudo. É, minha mãe sabe. Ela aceitou nos abrigar lá por alguns dias, e então nós procuraremos um lugar seguro para nos escondermos, em outro país.


- Draco, mas o que vai acontecer à sua mãe depois que nós tivermos ido?


- Ele não vai matá-la. Precisa dela, e do meu pai, e da minha casa. Gina, a minha prima, aquela da Ordem da Fênix, ela também está lá. Não vai ser assim tão ruim.


A expressão de dor da garota se aliviou um pouco. Ele completou:


- Gina, é nossa única opção. Se continuarmos aqui e eu demorar a te assassinar, outra pessoa o fará. Se você morrer, eu também morro, Gina. Você é a minha vida. Você vai fugir comigo, nem que eu precise te levar à força.


Ela engoliu em seco e disse, num fio de voz:


- Tudo bem, eu vou. Como e quando vamos?


- Primeiramente, pegue tudo o que precisar e escreva uma carta ao seus pais explicando tudo. – ela concordou com a cabeça e ele continuou – Também ao Longbottom, para que explique aos seus amigos. Esteja pronta amanhã ao meio dia. Quando todo mundo estiver indo almoçar, você pega sua mochila e me encontra na cabana do Hagrid.


Ela voltou a concordar com a cabeça. Ele segurou sua mão e a guiou até o outro lado do andar, em frente à escada que levava ao dormitório da Grifinória.


Beijou de leve os lábios dela, e quando ela alcançou o segundo degrau, ele tomou fôlego e disse:


- Gina? – ela virou-se para olhá-lo com curiosidade, e tomado de súbita coragem, ele disse o que vinha querendo dizer desde o início da noite – Eu te amo.


O sorriso que ela deu a seguir apagou toda e qualquer preocupação que ele tivesse em mente.


•••

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