Capítulo VIII – O Ataque
Haviam se passado semanas desde que estivera no escritório de Snape, e Gina estava realmente surpresa que tudo estivesse correndo tão bem. As reuniões da AD estavam sendo um sucesso, os Carrow até agora não desconfiavam de nada, graças a Draco, que vigiava os corredores durante as reuniões. Como Snape orientara, os membros tinham sido escolhidos a dedo. Neville, Simas, Parvati, Lilá, Hera, Luna, Padma, Ana Abbot, Ernesto Mcmillan, Suzana Bones e outros poucos trazidos pelos primeiros.
As reuniões aconteciam duas vezes por semana, e na falta de Harry como professor, Gina, Luna e Neville passavam horas na sala precisa preparando as aulas, procurando aprender os feitiços sozinhos para depois passá-los aos outros.
No pouco tempo que sobrava, Gina continuou a se encontrar com Draco, ora em salas vazias, ora na Sala Precisa, que se transformava na réplica perfeita da sala da Mansão Malfoy que Draco tanto gostava. Gina tinha plena consciência de que estava envolvida até o último fio de cabelo, mas não se importava. O que estava acontecendo entre ela e Draco era tão bom, que mesmo que acabasse, e ela sabia que acabaria, teria valido a pena.
Ela tinha se assustado quando ele lhe contara que Snape sabia sobre os dois, que os tinha visto da janela. Draco alertou-a sobre o perigo de seus encontros, salientou que se Voldemort soubesse, além de matá-lo, a mataria também, mas ela, apesar de amedrontada, não deu importância.
Hera voltara a ser legal, agora que Gina não remoia mais o fora de Harry e a garota sabia que ela estava saindo com outro cara. Andavam juntas para todo lado outra vez, como se as discussões nunca tivessem ocorrido, e os únicos momentos inoportunos eram quando ela tentava forçar-lhe a dizer o nome do rapaz que estava saindo.
- Ele está na AD? – perguntou, pelo que pareceu a milésima vez, durante o café da manhã de sábado, em que durante a tarde haveria visita a Hogsmeade.
- Não Hera, não está.
- Mentira! Ai Gina, me conta quem é, por favor!
- Eu já disse, perdi a conta das vezes, que não posso dizer por enquanto!
- Mas esse seu por enquanto já dura mais de um mês, Gina! Não é por nada não, mas se você estiver esperando ficar sério pra me contar, acho que você pode é tirar o cavalinho da chuva, porque esse cara ta só te enrolando!
- Ele não ta me enrolando Hera, não assumir publicamente foi uma decisão que tomamos juntos. Sabe o que é? Ele é muito bonito, e algumas garotas me matariam se soubessem que estou com ele! Então não pode vazar de jeito nenhum!
- Eu sei Gina, mas poxa, eu sou sua amiga! Eu não contaria pra ninguém, você sabe disso! Me fala quem é!
- Hera, se você insistir, eu vou ser obrigada a parar de falar com você. Eu já disse que não posso falar e não vou falar! Se quiser continuar sendo minha amiga, conforme-se com isso!
A garota pareceu pesar as conseqüências, e provavelmente se dando conta de que Gina era a única garota na escola que gostava dela (sim, porque todo o resto a odiava por ser bonita), se brigasse com ela ficaria sozinha como quando acusou Gina de se corresponder com Harry em segredo, e viu que não valia a pena, pois mudou de assunto rapidamente.
Uma coruja negra pousou delicadamente à frente de Gina, trazendo-a de volta do devaneio em que se encontrava.
- Oi Blair! – disse carinhosamente, enquanto afagava a cabeça da coruja, que lhe retribuiu com uma bicadinha carinhosa no dedo. Ela desamarrou o pergaminho da perninha de Blair, que em seguida levantou vôo de volta ao corujal.
Me encontre na Casa dos Gritos às duas.
Use capuz.
D.M.
Era normal Draco pedir que ela usasse capuz quando iam se encontrar fora do castelo. Graças à cor rara dos cabelos, era reconhecida de longe, e isso não seria nada bom para nenhum dos dois.
Terminou seu café da manhã ouvindo Hera reclamar da falta de notícias de Harry, assunto que também a deixava preocupada. Afinal já era novembro, e ele saíra junto com Rony e Hermione em agosto. Ela e a amiga voltaram a Sala Comunal, subindo diretamente ao quarto para se arrumarem para o passeio.
Vestiu uma calça jeans, forrada por dentro com um tecido bem quente, afinal era inverno, e a neve estava alta do lado de fora do castelo. Botas marrons até os joelhos, um suéter de lã preta com gola e por cima um sobretudo verde musgo, com capuz.
Almoçou na companhia de Hera e Neville, e logo em seguida saíram do castelo, subindo em uma carruagem que os levou até o vilarejo de Hogsmeade.
Foram ao Três Vassouras, que como sempre, estava apinhado de alunos. Pediram cervejas amanteigadas, e logo Luna veio se juntar a eles na mesa, comentando distraidamente que Hera parecia estar sofrendo de fiascurgia, a mesma doença que Zacarias Smith provara ter no ano anterior.
Faltando dez minutos para as duas, Gina disse que precisava ir ao correio, deixando Hera com os outros dois.
Assim que saiu do bar, colocou o capuz do sobretudo na cabeça, e rumou até a estrada estreita que levava à Casa dos Gritos. De longe avisou o rapaz vestido de negro, também encapuzado, e sorrindo para si mesma, caminhou até ele de mansinho, abraçando sua cintura por trás.
- Ei, pimenta. – Ele disse, virando de frente para ela, e juntando os lábios num beijo cheio de saudades. – Quero te mostrar uma coisa. Você vem comigo?
Por falta de voz, ela apenas sorriu e concordou com a cabeça, no que ele agarrou sua mão e seguiu em frente na rua estreita.
- Eu nunca vim até essa parte do povoado – disse Gina, olhando para todos os lados, mas tudo o que via era neve encobrindo o chão – Tem certeza de que é por aqui?
- Tenho, já fui até lá milhões de vezes... Só é um pouco afastado, mas vem, já estamos chegando.
Depois de cinco minutos afundando os pés na neve, chegaram ao que parecia uma espécie de torre de guarda. Draco foi na frente, segurando a mão de Gina, e subiu as escadas em caracol com ela ao seu encalço. Quando finalmente chegaram ao topo, Gina deparou-se com um quarto decorado com luxo, e uma porta levando, provavelmente, a um banheiro.
- Ei! O que este lugar está fazendo aqui?
Draco riu, e explicou, com um sorriso maroto:
- Segundo a lenda, Gryffindor costumava trazer Ravenclaw aqui com freqüência. Slytherin era apaixonado por ela também, mas ela gostava do leão. E como os dois eram amigos, Gryffindor construiu essa torre, para eles se encontrarem escondido, sem que Slytherin soubesse.
- Mas isso foi a mais de mil anos! Como está tudo limpo e impecável?
- Ah, acredite, não estava assim quando eu entrei aqui pela primeira vez. É claro que não fazia mil anos, com certeza gerações vieram até aqui depois deles, mas estava bem sujinho. Eu arrumei, deixei habitável, e venho aqui sempre que posso.
Uma onda de raiva passo pelo peito dela quando se conscientizou que Pansy Parkinson e sabe-se lá mais quantas garotas já tinham estado ali com ele.
- Costuma trazer suas namoradas pra cá, Draco? – Ele arregalou os olhos diante da pergunta, e depois riu.
- Ciúmes, pimenta? Haha! Não, sabe, você é a primeira pessoa que eu trago aqui.
Ela corou imediatamente. Então era especial, nem que fosse só um pouquinho... Como se lesse seus pensamentos, ele sussurou ao seu ouvido:
- Você é diferente de qualquer garota que conheci, Gina...
Ela se afastou um pouco, procurando os olhos cinzentos que tanto adorava. Ele sorriu e puxou-a para um beijo que tirou todo o seu fôlego.
De repente ele parou, como se tivesse se assustado com algo, uma expressão de dor cravada em seu rosto. Ele puxou a manga do braço esquerdo, revelando a Marca Negra, que parecia viva sobre sua pele.
Gina conseguiu sufocar o grito que tentou escapar de sua boca, mas não pôde neutralizar a expressão de horror contida em seu rosto. Sabia que Draco tinha a marca, só não imaginou que um dia precisaria vê-la assim tão de perto.
Ele percebeu seu assombro, e rapidamente abaixou a manga do casaco. Com um olhar de profunda angústia e arrependimento, ele se aproximou dela, segurou suas mãos e disse, olhando dentro de seus olhos:
- Ele está chamando.
- Você precisa mesmo ir? – perguntou sentindo as lágrimas quentes rolarem por seu rosto.
- Preciso. Mas não pense, nem por um minuto, que eu quero. Daria tudo para não precisar, Gina. Mas precisamos sustentar o plano de Dumbledore.
Ela olhou para os pés e concordou com a cabeça.
- Não saia daqui até eu voltar, Gina. Ele provavelmente vai atacar o vilarejo. Eu não quero que você se machuque! Volto assim que puder. – E dizendo isso, ele deu um beijo em sua testa e desceu alguns degraus da escada, de onde Gina ouviu um "CRAQUE", indicando que ele havia desaparatado.
•••
Draco se viu na rua principal de Hogsmeade, estudantes correndo para todos os lados tentando se abrigar nas lojas e pubs, e várias pessoas encapuzadas causando alvoroço no meio da multidão, lançando feitiços para todos os lados. Avistou uma longa cabeleira escura saindo de um capuz, então se encaminhou até ela, perguntando ao seu ouvido:
- O que está acontecendo, Pansy?
- Ah, nada de muito importante... O mestre só quer mostrar serviço, sabe, destruir algumas fachadas e tal. Ordens pra não machucar ninguém.
Atacar o vilarejo apenas para "mostrar serviço"? A cada dia que passava Draco entendia menos o que passava pela cabeça daquele maníaco que todos chamavam de Lord.
- Ele veio até aqui pra isso?
- Só apareceu aqui por uns dois minutos, me encontrou na calçada e explicou o que era pra fazer, daí convocou o resto e foi embora.
- Então são apenas os comensais que estão na escola?
- É, sabe, só a nossa turma. Vou entrar no Três Vassouras e assustar um pouco, você vem?
Sem alternativa, Draco seguiu a garota até a porta do Bar, que bombardeou com a varinha. Entraram em posição de ataque, porém havia cerca de dez varinhas apontadas para os dois antes que se dessem conta. Os amigos de Gina, membros da AD, pareciam estar muito orgulhosos de si próprios por encurralarem dois comensais da morte. Raciocinando rápido, com um feitiço não-verbal fez uma grande quantidade de fumaça sair de sua varinha, incapacitando os presentes de vê-lo com clareza. Agarrou o braço de Pansy e correu para fora, encontrando o restante dos comensais no meio da rua, todos rindo enquanto um usava a maldição cruciatus numa garota que ele sabia pertencer à Lufa-Lufa.
- Já chega! – gritou, impaciente – Mais um pouco e alguém vai acabar se machucando! Se esperam ver a prole de vocês continuar pura nas próximas gerações, sugiro que não matem nenhum adolescente que esteja aqui no povoado! O lord não ficaria nada satisfeito! – O garoto baixou a varinha e a menina gemeu de dor. – Todos pro castelo, agora! Pansy, leva essa menina pra Ala Hospitalar.
Depois de todos terem desaparatado, Draco andou até um lugar onde não poderia ser visto e aparatou até a torre, onde Gina ainda esperava, aflita.
- Que aconteceu? – perguntou, saltando da cama assim que o viu – Alguém machucado? Alguém da AD?
- Não, eram só os comensais que ainda estão na escola. Ele disse pra fazerem uma pequena bagunça, mas sem machucar ninguém. Quando eu e Pansy entramos no Três Vassouras, seus amigos apontaram umas dez varinhas para nós. Coragem eles tem.
- E como foi que vocês saíram?
- Produzi um nevoeiro e a puxei pra fora... Aí vi que os retardados estavam usando a Cruciatus numa garotinha da Lufa-Lufa. Dei uma bronca e mandei voltarem pro castelo. Está tudo bem agora, fica calma.
- Era pra ter sido uma tarde perfeita, não é? – Ela perguntou num sussurro.
- Era. Mas não faz mal. Haverão outras. Agora, acho melhor você ir ao Três Vassouras encontrar seus amigos, eles devem estar preocupados. Vai indo, eu vou te seguindo de longe pro caso de alguém aparecer. – Dizendo isso ele andou até ela, depositando um beijo demorado em sua boca.
Parecendo chateada, ela desceu as escadas, com ele ao seu encalço. Quando chegaram ao solo ela apenas o olhou, e ele indicou com a cabeça para que ela prosseguisse. Observou-a andar por uns poucos minutos e logo saiu atrás dela. Dez minutos depois ela entrava no Três Vassouras. Ele esperou do lado de fora até vê-la sair com Heathcliff, Longbotton e Lovegood, e só então fez seu caminho em direção ao castelo.
•••
Durante o caminho para o Castelo, todos estavam assustados e aliviados demais para falar alguma coisa, mas enquanto adentravam as grandes portas de carvalho do Saguão de Entrada, Neville indagou:
- Gina, onde é que você estava? Não podia ter demorado tanto no correio!
- Ah, eu... bem... – não fazia idéia do que dizer, e pela primeira vez, agradeceu por Hera ser tão intrometida.
- Sabe o que é Neville, Gina tem um namorado! Você estava com ele, não é?
- Eu... é, eu estava sim. Me desculpem pessoal, eu não quis preocupar vocês, assim que os comensais saíram eu corri pra encontrar vocês.
- Não tem problema Gin... Mas quem é seu namorado? – perguntou Neville, desconfiado.
- É mesmo Gina, quem é? Espero que seja alguém decente, ou Harry e Rony acabariam com ele, não é mesmo? – Luna deixou a pergunta no ar, com o olhar viajado de sempre.
- Bem, Rony com certeza acabaria com o tal cara, mas Harry, como vocês bem sabem, não tem nada haver com isso. Além do mais, Gina não contou nem a mim quem é o tal garoto, estão guardando segredo por enquanto. – disse Hera entredentes.
- Hera, você só conheceu o Harry depois dele e a Gina terem terminado, não sabe da metade da história – retrucou Neville – Antes do Harry começar a gostar da Gina, quando ela saía com outros caras, Rony vivia falando mal dos coitados pelas costas, e Harry sempre apoiava, porque sempre se importou com a Gina. Isso não vai mudar agora que ele está namorando você, e é bom que você se acostume.
Hera pareceu morder a língua e não disse mais nada até chegarem à Sala Comunal. Luna havia se separado deles num corredor que levava à Torre da Corvinal. Assim que entraram na torre, Gina disse que ia descansar um pouco e subiu direto para o quarto, onde deitou na cama com roupa e tudo, adormecendo logo em seguida.
Depois do que pareceram apenas alguns minutos, foi despertada por um conhecido batuque na janela. Abriu os olhos e logo reconheceu Blair, segurando um pequeno pergaminho no bico.
Abriu a janela e a coruja pousou delicadamente no parapeito, entregando o pergaminho em sua mão estendida e logo levantando vôo.
Sala Precisa às 8:30.
D.M.
Consultou o relógio e viu que já eram sete e quinze. Tinha uma hora para se arrumar e jantar antes de encontrar Draco.
Correu para o banheiro e tomou um banho quente, que relaxou os músculos do seu corpo. Saiu enrolada numa toalha felpuda e abriu o malão em busca de uma roupa decente.
Vestiu uma meia-calça preta com um vestido de lã azul escuro por cima, nos pés sapatilhas cinza e sem salto.
Oito horas.
Desceu até o Salão Principal cheio de alunos, todos comentando o incidente em Hogsmeade. Não viu nenhum dos amigos à mesa, portanto sentou-se perto de alguns primeiranistas que cochicharam: "Ta vendo essa ruiva? É a ex do Harry Potter! Parece que ele trocou ela pela amiga!", mas ela fingiu não escutar. Comeu seu frango assado sem preocupações, e depois de alguns minutos levantou-se, fazendo o caminho para o sétimo andar, mas ao invés de se encaminhar ao Retrato da Mulher gorda, virou na direção contrária e passou três vezes em frente à tapeçaria de Barnabás, o Amalucado, onde na parede oposta surgiu uma porta, que ela abriu e adentrou sem cerimônia.
Draco estava sentado no tapete, bebendo numa taça o que parecia ser vinho, e vestindo uma calça jeans escura, uma camisa de botões totalmente preta, deixando alguns botões abertos, mostrando parte do tórax definido e muito pálido, e as mangas arregaçadas até os cotovelos (ela sentiu um leve arrepio ao ver a marca negra no braço esquerdo), os sapatos e meias jogados de qualquer jeito perto do sofá.
Ele só notou que ela havia chego quando ouviu o barulho da porta bater. Olhou em sua direção e deu o sorriso mais lindo que ela já tinha visto.
- Boa noite, princesa. – Ela corou ferozmente e sentou-se ao lado dele no tapete, jogando as sapatilhas para longe.
- Boa noite Draco. – disse dando-lhe um leve selinho nos lábios. Ele conjurou uma segunda taça cheia de vinho e entregou a ela, que bebericou um pouco antes de comentar – Você está bem? Parece um pouco tenso.
- E como não estaria depois do que aconteceu hoje? – ele disse sério, bufando logo em seguida – O lorde está cada dia mais paranóico, se você quer minha opinião. Mandou atacar o vilarejo só pra causar alvoroço!
- Draco, o que importa é que ninguém se machucou.
- Mas poderia ter se machucado! Aquela garotinha da Lufa-Lufa, se eu não tivesse chego a tempo... Os outros comensais da minha idade, eles não entendem, Gina! Voldemort disse para não machucarem ninguém, mas eles tomaram tanto gosto pela coisa que não conseguem evitar! – o garoto estava exasperado, falava como se culpasse por tudo.
- Draco, pare de se culpar! Você viu qual era o lado certo, mas se eles são retardados a ponto de não enxergarem um palmo à frente do nariz, a culpa é deles! Quanto à garota que eles torturaram, você chegou a tempo, não foi? Salvou a vida dela! Orgulhe-se disso, Draco! Essa é a prova de que você é diferente deles!
- Gina, se você estivesse lá... Se tivessem machucado você... E pode ter certeza que machucariam se te encontrassem... Eu não me perdoaria nunca.
- Mas eu não estava, não é mesmo? Graças a você. Obrigada, Draco. Mais uma vez, você me salvou de uma coisa terrível.
- Mais uma vez? Não lembro de ter salvo você uma primeira vez.
- Quando você me seqüestrou... Qualquer outro comensal da morte também teria percebido que eu não diria nada mesmo com tortura, mas teria me torturado do mesmo jeito, só por prazer. Você não, Draco. Você foi piedoso. Meteu-me veritasserum pela garganta e acabou. E quando eu contei tudo o que sabia, você não informou à Voldemort, mas sim a alguém fiel a Dumbledore.
Gina viu o garoto engolir em seco e concordar com a cabeça, mas sem olhá-la nos olhos. Aproximou-se mais e ergueu a cabeça dele pelo queixo, forçando-o a encará-la.
- Draco... o que foi?
- Gina, dessa vez as ordens eram para não machucar ninguém... Mas e quando eu tiver ordens para matar? Como vou olhar pra você depois disso?
Foi a vez dela engolir em seco. Já havia pensado nisso, com seus botões... Mas Draco não matara Dumbledore. Teria sangue frio para matar uma pessoa, qualquer que fosse? Por fim, tomou fôlego e disse, numa voz decidida:
- Tudo a seu tempo, Draco. Se tudo der certo, Voldemort estará morto antes mesmo de ter tempo de te mandar assassinar alguém.
Ele sorriu fraquinho, e em seguida puxou-a para mais perto, beijando-a com extremo carinho, ao qual ela retribuiu com gosto. Ele aprofundou o beijo, percorrendo as mãos por seu corpo, enquanto ela se ocupava em arranhar o pescoço dele com as unhas das mãos.
Quando sentiu a mão dele entrar pela barra do seu vestido e alcançar a pele de sua barriga, ela estremeceu, e ele a tirou prontamente, parando de beijá-la e descansando o queixo em seu ombro.
- Desculpe – ele disse sem fôlego – As vezes é difícil manter o controle.
- Eu não quero que você pare – ela disse quase sem pensar. Ele se afastou mais e olhou bem no fundo de seus olhos, procurando algum sinal de brincadeira. Gina riu delicadamente e voltou a unir seus lábios, enquanto abria os botões da camisa de Draco. Quando acabou, ele arrancou-a dos ombros e segurou a barra de seu vestido, puxando-o para cima e revelando o corpo escultural escondido durante tanto tempo por roupas folgadas. Ele parou e olhou-a demoradamente, fazendo-a corar como nunca.
- Você é perfeita - ele disse, voltando a se aproximar e unindo os lábios novamente. Ela rompeu o beijo para tirar a meia-calça que vestia, restando então apenas a calcinha e o sutiã. Ele voltou a beijá-la, apalpando tudo o que podia alcançar, enquanto ela corria as mãos por seu peitoral definido e suas costas.
Enquanto beijava seu pescoço, ele se ocupou em desabotoar o sutiã preto que cobria seus seios, e parando para admirá-los assim que conseguiu tirar. Carinhosamente, ele levou a boca a um mamilo, ora passando a língua de maneira provocante, ora chupando, enquanto ela gemia de prazer.
Gina levou as mãos ao botão da calça que ele usava, desprendendo-o e descendo o zíper. Ele se distraiu do que fazia para tirar a calça, restando apenas uma peça de roupa, assim como nela. Ele a retirou, revelando o membro grande e rijo, e em seguida deitando Gina no tapete, tirando também a única peça de roupa que lhe restava. Chegou perto do ouvido dela e murmurou roucamente:
- Sei que está meio em cima da hora, mas você tem certeza?
- Tenho – ela disse num fio de voz, logo em seguida sentindo o membro dele invadi-la, provocando uma onda imensa de dor ao quebrar sua barreira. Ele começou a se movimentar devagar, e a dor, apesar de não desaparecer, foi mascarada por uma imensa onda de prazer, fazendo-a gemer. Ela ouviu-o gemer também, e aos poucos o ritmo foi se intensificando, depois diminuindo.
Sem sair de dentro dela, ele inverteu a posição, ficando por baixo, e dando um sorriso safado, provocou:
- Me deixe louco, Gina.
Ela entendeu a deixa e começou a se mover por cima dele, subindo e descendo enquanto ele gemia feito louco, segurando seus seios com certa força, mas ela percebeu que aquilo não a machucava, apenas a açulava mais. Sentiu fortes espasmos de prazer, fazendo-a aumentar o ritmo, ao que ele também ajudava, movendo-se por baixo dela.
E então ela se sentiu no céu, sua visão escureceu e ela foi cega pelo prazer que a tomava, quando sentiu algo líquido e quente sair de Draco e escorrer para dentro dela. Tombou ao lado dele quebrando a ligação, e então ele beijou-a ferozmente, em seguida conjurando dois travesseiros e um cobertor em cima do tapete, onde os dois se abraçaram e adormeceram juntos.
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