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9. Guerra declarada!


Fic: Esposa por acaso


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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capítulo nove

Hermione passou os dias seguintes organizando coisas que haviam sido deixadas de lado devido ao casamento. Havia alguns telefonemas curiosos de colegas de Harry dos quais Santos deu conta, alguns convites etc.
Os convites Santos separou para que Harry desse resposta.
— Nosso casamento foi o acontecimento do mês — afirmou Hermione em tom de ironia durante o jantar de terça-feira à noite.
— Espere alguns dias mais e você verá que logo será noticia antiga. — Harry deixou o prato vazio de lado e acabou de beber o vinho.
— Recebi um telefonema hoje de manhã informando a provável data em que o documentário sobre sua vida será exibido. Parece que será no mês que vem.
Harry se perguntou se ela sabia o quão expressivos eram seus olhos e o quão facilmente ele podia ler os pensamentos dela.
— Você se saiu muito bem na entrevista, Hermione.
Ele observou o contentamento no sorriso dela e o jeito que esse contentamento também se refletia em seu olhar.
— Você está querendo me bajular, é?
Os olhos dele brilharam achando graça do comentário dela.
— Por que você acha isso?
— Eu queria arrancar mais informações do que as que você me deu — disse ela.
— Você queria um super-hiper-mega realismo? O público não lida bem com esse tipo de coisa. Não teria por que enfatizar a vida que eu deixei para trás.
— Mas ainda assim, faz parte de quem você é hoje. O passado modelou o Harry Potter atual.
— Eu não posso mudar o passado. Posso apenas assegurar que nunca mais voltarei a viver dias como aqueles.
— Então você continua construindo seu império. — A psique dele a intrigava. — Até onde você quer chegar? Quando ficará satisfeito?
— Continuarei enquanto achar nisso um desafio. Enquanto não houver mudança nas minhas prioridades. — Ele se pôs de pé. — Falando nisso, preciso resolver algumas coisas no computador antes de comparecer a algumas reuniões amanhã em Brisbane.
— Você ficará fora por quanto tempo?
— Por dois dias.
Ela sentiria falta dele. Mais do que estava preparada para admitir.
Ela passaria bem os dias, mas e as noites?
Sexo, racionalizou ela mais tarde, deitada nos braços de Harry, pouco antes de dormir.
Desejo sexual. Só de pensar no quanto os dois eram capazes de se divertirem juntos ela já ficava excitada.
Bom, então ela alugaria uns DVDs, escreveria e-mails enormes para seus pais, Alex e para seus amigos.
Desenvolveria uma idéia que teve há tempos sobre escrever uma série de artigos.
Talvez, enquanto Lílian tirava seu cochilo da tarde, ela pudesse ligar para Gina e chamá-la para tomar um café.

— Você se importaria, Santos? Poderia cuidar de Lílian para mim por algumas horas apenas? — Hermione perguntou a Santos na manhã seguinte. — Ela normalmente dorme por três horas e eu só ficarei fora umas duas horas, no máximo. Se ela acordar, ligue para meu celular.
— Harry está a par de seus planos?
Um sorriso vacilante apareceu em seu rosto.
— Você acha que ele não gostaria? — perguntou ela pensativa. — Mas eu não posso parar a minha vida por causa do louco do Calton.
— Mas é necessário tomar certos cuidados nessa situação.
— Nessa situação de casada pela segunda vez?
— Casada com um homem riquíssimo — disse ele de uma vez.
— E você acha que eu já não pensei nisso? Eu nunca colocaria Lílian em perigo, mas sei me cuidar sozinha — assegurou ela.
Santos ficou olhando para ela em silêncio por alguns segundos.
— Você não vai se importar se eu telefonar uma hora depois que você sair para checar se está bem, vai?
— Você está falando por você ou por Harry?
— Pelos dois. Eu cuido das coisas na ausência dele.
— E isso inclui cuidar de mim? — perguntou ela.
— Isso incomoda?
Ela não estava acostumada a ter suas ações monitoradas.
— Incomoda, sim.
Um leve sorriso surgiu no rosto de Santos.
— Sinceridade... uma qualidade admirável.
— Fico contente que você também ache isso.
Hermione deixou uma mensagem de voz para Gina e, em seguida, subiu para o quarto de Lílian, a qual estava começando a se mexer. Hermione ficou assistindo a menina acordar e sentiu o coração derreter ao ver a pequenina sorrindo para ela. As perninhas balançavam-se excitadas. Hermione sentou-a no berço.
— Agora sim — disse Hermione carinhosamente. — Pronta para brincar, querida? Primeiro vamos dar uma olhada nessa fralda.
Ela realmente era uma criança muito bonita, tão inteligente e viva. Feliz. Será que ela sentia que agora havia uma maior estabilidade em sua vida? Era bom pensar que sim.
Eram quase duas horas quando Lílian resolveu tirar sua soneca da tarde e Hermione foi trocar de roupa. Vestiu uma calça cargo, botas de salto alto, colocou uma camiseta moderna e foi procurar Santos.
— Estou indo, Santos. — Ela estava com o celular que Harry insistiu que ficasse com ela em vez do antigo. — Se você precisa falar comigo pode me ligar. Mas estarei de volta umas quatro horas.
— Eu também posso ajudar com Lílian caso ela acorde antes da senhora voltar —ofereceu Maria.
Santos andou e direção a um painel eletrônico.
— Vou abrir os portões para você.
Em pouco tempo, Hermione estava em Doublé Bay estacionando o carro em uma ótima vaga que ela foi sortuda o bastante para encontrar.
Havia diversas lojas famosas ali por perto, bem como cafés. Alta-costura importada da Itália, França e Alemanha, contemplou Hermione ao passar pelas vitrines das lojas.
Havia muita gente nos cafés conversando. Era definitivamente um lugar para ver e ser visto. Mas o clima era ótimo e o café divino.
—Por que você demorou tanto? — perguntou uma voz suave e feminina.
Na mesma hora Hermione viu-se abraçada por uma mulher ruiva, alta e esbelta, linda de tirar o fôlego.
— Gina! Não tinha certeza de que você conseguiria vir! — Hermione retribuiu o abraço e deu uma risada calorosa. —Como você está?
— Sente-se e vamos conversar — disse Gina chamando o jovem garçom e fazendo os pedidos. — Em nome de todos os santos... Harry Potter? — Sua voz soava como um murmúrio reverenciador. — Você não se contenta com pouco, não, hein, menina! Você quer tudo e um pouco mais! E como assim, você se casou e nem me convidou? E por que toda esta correria e todo esse segredo com relação ao casamento?

*Amigos verdadeiros... era uma coisa rara. E Virginia Weasley Malfoy era um deles. Haviam se conhecido ainda na escola e a amizade entre elas sempre continuou firme e forte. Virginia, mais conhecida como Gina sempre foi a mais cobiçada no colégio e foi no colégio que conheceu seu atual marido, o herdeiro das indústrias petrolíferas Malfoy, um ano mais velho que ela. Eles se odiavam no colégio, mas com a chegada à faculdade finalmente aceitaram que aquela historia de que a linha entre amor e ódio é, realmente bem fina, não era só ditado popular, desde então jamais de separaram e parecem se amar cem vezes mais do que um dia achavam que se odiavam.*

— Primeiro o café — Provocou Hermione.
— Ah... você! — Suspirou a ruiva — Você tem explicações a me dar, Harry Potter mulher, Draco já teve algumas reuniões de negócios com ele, se não me engano... Vamos, conte-me tudo do começo e, quem sabe lhe perdôo por não ter me convidado para o seu casamento. — Finalizou com falsa raiva e profunda curiosidade.
— Tudo bem. Vou contar. Eu fiz uma entrevista com Harry — explicou simplesmente. — A babá da filha dele havia acabado de se demitir e ele me pediu para ficar por lá alguns dias para ajudar. uma semana a mais.
Os olhos verdes a sua frente estreitaram-se analisando o que acabara de ser dito.
— Foi assim?
— Foi mais ou menos assim.
— Querida deve haver muito mais que isso. Conte-me.
Hermione hesitou por um instante.
— Foi um acordo conveniente para nós dois.
— Acordo, hein? Eu já vi seu marido nos jornais e uma vez pessoalmente em um restaurante e ele é um gato! Quem você está tentando enganar com essa história de acordo? — Ela analisou Hermione pensativa. — Devido ao seu passado, lembro-me de você comentando que só se casaria novamente se vocÊs e apaixonasse perdidamente por outro homem.
— Mas não é nada disso. Você está enganada.
— Estou?
O garçom trouxe os cafés. Hermione adicionou açúcar ao dela e mexeu.
— Está.
— Mas eu me lembro disso.
— É, mas essa não é uma união amorosa.
— Só... sexo? — perguntou a ruiva com um sorriso malicioso.
“Em grande parte, sim,” pensou Hermione.
— Ele tem uma filha linda a qual me apeguei. Eu cuido dela. — Hermione ficou em silêncio por algum tempo. — Moro em uma casa linda, tenho uma vida boa. Depois do Calton, fico feliz na situação atual.
— Se eu não conhecesse você tão bem, quase acreditaria no que estou ouvindo. Mas... você esta com cara de mulher apaixonada... e muito bem amada. — Observou Gina, olhando-a interrogativamente.
Hermione deu um gole no seu café olhando com seriedade para sua amiga e suspirou se rendendo.
— Ok! Tenho que admitir que o sexo é divino, tão incrível que nem sei como descrever, tão bom que até parece irreal. O homem me excita só com o olhar. Satisfeita?
— Satisfeitíssima. Só falta admitir que está amando- o loucamente.
— Gin, é só uma união conveniente que teve na intimidade a dois um bônus maravilhoso, mais é só.
— Ok, vai demorar um pouco para admitir a verdade. — Ela pausou e perguntou — E o louco do Calton, como reagiu ao saber do casamento?
— O Harry fez com que filtrassem as ligações que recebo, não ouço as mensagens do Calton. —Ela fez uma pausa contemplativa. — Esperamos que o Calton pare com isso.
— Hum... até parece...
“Ela temia que Gina tivesse razão. Ele começaria a ligar com maior freqüência. Mas até quando? Até ele planejar uma forma pior de se vingar, provavelmente.”
— Mas, continuando... — disse Gina. —O que você vestiu no grande dia? Você tirou fotos? Quero saber de tudo.
— Santos tirou algumas. Uma delas saiu nos jornais.
— Quem é Santos?
— Ele trabalha para o Harry. Ele cozinha também.
— Entendi. Então em vez das fotos eu quero uma descrição detalhada.
Hermione contou-lhe tudo com mais detalhes e, em seguida, afundou na cadeira.
— Sua vez agora, amiga. Conte-me como estão as coisas com Draco.
Gina de um suspiro acompanhado de um sorriso radiante de mulher apaixonada e recém-casada, apesar dos quase quatro anos de casamento.
― Estamos ótimos. Ele está na Arábia Saudita vendo um problema com um de nossos poços de petróleo, esses conflitos por causa dessa tal de guerra santa atrapalha e muito os negócios por lá, mas ela volta próxima semana para os meus braços e vamos passar um fim de semana em Paris para matar a saudade e quem sabe encomendar um herdeiro. — um outro suspiro — Ai, ai, se alguém me dissesse no colégio que seria Draco Malfoy que me colocaria nesse constante estado de felicidade, eu provavelmente lhe daria uma bela gargalhada seguida de um soco.
— Realmente, vocês pareciam cão e gato no colégio, mas agora... Um filho só vai fortalecer ainda mais esse amor — declarou Hermione feliz, ela adorava ver a felicidade estampada no rosto de sua amiga.
— Oh querida, me desculpe, eu sei o quanto te doe falar de filhos. — disse a ruiva envergonhada por seu deslize.
— A Gina, estou tão feliz com minha pequenina Lílian, que não sinto mais nenhum vazio, amá-la me preenche, ela é uma criança tão linda...
— Fico tão feliz por você, sei que vai ser muito feliz nesse casamento, minha intuição me diz isso, e ela nunca falha.
Hermione sorriu e desejou do fundo do coração desejou que a intuição da ruiva estivesse certa.
— Gina, me perdoe por não ter lhe chamado para o casamento, mais é que foi tudo tão repentino, numa hora ele estava me fazendo o pedido e na outra eu estava me casando.
— Hermione, é tão bom revê-la, não estou com raiva, nem magoada, depois de vê-la só sinto alegria por ver que estar refazendo sua vida, o amor vai apagar todas as dores que você injustamente tem sofrido.
— Gina...
— Está bem, está bem. Não falo mais de amor, além do mais este já existe é só olhar para essa sua carinha, os olhinhos brilhando, a pele corada, isso é sinal físico de amar e ser amada, mas... levando as condições que levou você ao altar é normal que no momento não queira aceitar isso, tempo ao tempo...
Então Hermione ouviu aquela risada e uma cabeleira preta e longa.
“Deus, por favor, que não seja Cho Chang...” Mas era ela mesma. Lindamente vestida e com uma maquiagem perfeita. Ela viu Hermione na mesma hora.
— Cho — Hermione cumprimentou-a sem opção, esperando que ela fosse continuar andando.
Mas ela parou para falar com ela.
— Achei que você estaria em casa ocupada com as tarefas de babá.
— Até mesmo as babás têm algum tempo livre, não é mesmo?
— Virginia Malfoy — Gina apresentou-se. — Amiga de Hermione.
— A esposa de Draco Malfoy, bilionário petroleiro. — falou visivelmente interessada — Tenho lhes enviado convites para algumas reuniões beneficente, mas jamais tive a presença de vocês! — Termina com exagerado pesar.
— Draco e eu ainda estamos em lua-de-mel, não estamos muito para badalações, mas sempre fazemos doações generosas as entidades.
— De onde conhece a Senhora Potter? — Falou as ultimas duas palavras com evidente desdém.
— Estudamos juntas desde crianças.
— Sério? Deve ser bem inteligente para ter ganhado uma bolsa, Hermione, querida! — falou com um sorriso falso.
— Hermione não era bolsista, ela vem de uma família de situação financeira privilegiada se quer saber, mas é que eles são pessoas trabalhadoras, que não gostam de ficar se exibindo — disse Gina olhando para o conjunto de colar e brincos de diamantes que brilhava no pescoço e orelhas da atriz — Isso são para pessoas volúveis que ganham dinheiro fácil — finalizou gina de maneira seca, mas com um sorriso tão falso quanto os que a atriz dava.
Cho entendendo que acabara perder uma possível ilustre convidada de suas lista de eventos, se voltou para Hermione com seu melhor sorriso emoldurado ao rosto.
— Estou tão feliz por tê-la encontrado aqui, Hermione, querida. Podemos conversar um pouco?
“Conversar agora? O que ela estaria querendo?”
— Na verdade, essa não é a melhor hora.
Cho ignorou a resposta de Hermione e continuou falando:
— Estou organizando um leilão de jóias doadas sábado à noite para ajudar a instituição de caridade de Harry. Ele será, é claro, o convidado de honra da noite. E eu não quero que você vá com ele.
Gina levantou uma das sobrancelhas enquanto Cho ia embora.
— Encantadora.
— Não é?
Gina tirou uma da bolsa e colocou-a sob o pires.
— Por minha conta. — Ela levantou. — Vamos embora, amiga? Ás compras? Eu lhe devo um presente de casamento.
“Era incrível o que a gente pode comprar em tão pouco tempo”, pensou Hermione ao dirigir por Point Piper uma hora depois com mais de sete sacolas em seu carro e olhando diretamente para o presente da amiga, o pacote que continha uma provocante camisola preta de renda francesa. De tamanho curto, a camisola deixava sua costa e pernas à mostra. “Será que Harry não vai me achar dada demais dentro dessa camisola?”, mas lembrando das palavras da amiga ao lhe mostra o presente, fica em duvida:
* — Mione, essa camisola é perfeita, Harry vai ficar louco! — disse a ruiva empolgada.
* — Ela é muito curta e... quase transparente Gina, ele vai me achar uma despudorada! —Falou Hermione escandalizada com a idéia de usar algo tão provocante para o marido.
* — É lógico que não, ele não é o Calton que ficava te oprimindo, pelo o que você me falou seu marido em um deus na cama e um deus não-egoísta, que espera você chegar lá para então te acompanhar nas asas do orgasmo.
* — Gina... fala baixo, sua maluca. — Sussurrou Hermione, completamente vermelha com os comentários da ruiva.
* — Vai por Mione, veste essa camisola, e ele vai ficar doidinho para arrancar ela de você e fazer loucuras... se soltar mulher e curte aquele homão, porque ele é todinho seu!
* Hermione sentiu um tremor só de imaginar Harry arrancando aquela camisola de seu corpo e fazendo amor com ela ardentemente.
* — Ok, Gina. Aceito seu presente e em uma hora adequada eu visto a camisola.
* — É isso aí mocinha, delicie-se, a lua-de-mel de um casamento pode ser eterna só basta dar o tempero certo diariamente. Vá por mim.
* — Sei que fala por experiência própria. Vou me lembrar do tal tempero.
* — Agora eu tenho que ir, minha pequenina logo, logo vai acordar. Vamos marcar um jantar lá em casa para você e Draco. Semana que vem, o que acha?
* — Quando Draco e eu voltarmos de Paris eu te ligo. Adorei te ver.
As duas se abraçaram e se despediram, cada uma indo para um lado a procura de seus respectivos carros.

Santos recebeu-a na porta.
— Algum problema? Como está Lílian? — perguntou ela assim que pisou em casa.
— Lílian nem se mexeu.
Mas iria muito em breve.
— Vejo que você se divertiu bastante.
Hermione levantou as sacolas do chão com um sorriso irônico no rosto.
— Eu diria que sim.
— Harry telefonou. Ele ligará novamente após o jantar. há duas mensagens para você. Deixei os detalhes por escrito na mesinha de seu quarto.
— Ela não resistiu perguntar.
— São do Calton?
Santos manteve a mesma expressão no rosto.
— Havia várias dele. Foram todas devidamente gravadas e apagadas de seu celular.
— Sinto muito.— Sentia que ele tivesse que escutar aquela porcaria toda que Calton dizia repetidamente. E ele tinha que escutá-las todos os dias, pobre Santos.
Ela apontou para as sacolas.
— Vou levá-las lá para cima e depois ver como Lílian.
— Pode deixar que eu levo as compras.


Eram quase oito horas quando ela botou o bebê para dormir. Em seguida, foi para a cozinha comer a salada deliciosa preparada por Santos.
— Gostaria de um chá?
Santos era tão silencioso quanto Harry... era uma característica de ambos.
— Eu mesma posso fazer, Santos, obrigada ― disse ela olhando-o fixamente. — eu sei me virar bem. E se você vier com aquele papo de que é seu trabalho... esqueça.
— Você é a esposa do chefe.
— Esqueça isso, Santos. — Ela apontou apara a cadeira em frente a ela. — Por que você não senta e me faz companhia.
— Vou fazer um chá.
Hermione olhou-o com atenção.
— Por acaso você está querendo marcar seu território? Sua cozinha, seu equipamento?
— De jeito nenhum.
Ele fez o chá, serviu duas xícaras e trouxe-as para a mesa; em seguida, sentou-se com ela.
— Você conhece Harry há muito tempo. — Hermione descobriu naquela conversa que eles já se conheciam há quase quinze anos. No entanto, a diferença de dez anos entre eles era intrigante.
— Deve ter sido difícil não ter a família para dar um apoio naqueles tempos difíceis.
— Não era nem um pouco fácil...
— Como vocês se conheceram?
— Uma discussão acabou dando em briga.
— Em quem ajudou quem?
Os olhos dele brilharam com o ar pensativo.
— Pode se dizer que foi um esforço conjunto.
— Ah... dois contra um...
— Alguns...
— Entendo.
Ele duvidava que ela pudesse entender realmente. – Difícil- não descrevia inteiramente aqueles anos. um ex-adolescente e um quase adolescente tendo que conviver com circunstâncias cruéis e passando por situações que nenhuma pessoa deveria passar. No entanto, ambos haviam sobrevivido, a amizade entre eles continuou forte, e quando Harry começou a viajar em busca de sucesso, levou Santos com ele. Santos ficaria eternamente grato por isso.
— Você voltou alguma vez aos Estados Unidos?
— Não. E nem tenho vontade.
— Não pensa em se aposentar?
— Não trabalho porque preciso e sim porque gosto, tenho algumas ações da corporação Potter e poderia viver com bastante conforto e ostentação se assim eu quisesse, mas gosto daqui, dessa tranqüilidade.
— Não pensa em se casar? Tem namorada? Desculpe, os genes de repórter me perseguem — se desculpou com medo de estar invadindo de mais a privacidade do homem.
— Tenho alguém em minha vida, mas não pensava em me casar até você entrar na vida de Harry e Lílian. Eles precisavam de mim, mas agora, você lhes dar mais do que a minha amizade por dar. Vocês três são uma família. — disse visivelmente emocionado.
— Oh, Santos... Você faz parte dessa família, sempre fará, mas é bom que pense em se casar sim, merece ser feliz, tem sido um irmão para o Harry, percebo a camaradagem mutua, o respeito e carinho com que se tratam.
— Eu sei, Harry já me disse isso inúmeras vezes, estou pensando seriamente em me casar. Estou vendo uma maneira de conversar com Carmem sobre isso, espero não tê-la feito esperar de mais.
— Esperar quanto, mais ou menos?
— Cinco anos. — disse Santos coçando a cabeça.
— Santos! — Exclamou Hermione de olhos arregalados — Eu lhe aconselho a pedir essa mulher em casamento hoje mesmo.
— Tem razão, mas hoje não dar.
— Mas Santos, a pobre mulher é uma santa, ou apaixonada demais para esperar todo esse tempo. Chega de esperar e case-se logo, homem. — finalizou sem Hermione, sem deixar espaço para argumentação.
Santos sorriu e sua feição rejuvenesceu alguns anos.
— Eu disse que hoje não, mas assim que Harry voltar vou pedir Carmem em casamento, na verdade, já tenho a algum tempo o anel.
— Muito bem, não se esqueça de me dizer como é que foi hein. O que essa Carmem faz, como ela é?
— Ela é artista plástica. É uma bela morena, com traços ciganos, uma beleza exótica e um poço de paciência comigo.
O telefone tocou naquele momento e Santos pôs-se de pé para ir atender. Ele falou por alguns minutos e passou o fone par Hermione.
— É o Harry.
Ela sentiu um frio na barriga e atendeu ao telefone.
— Alô.
— Hermione. — O som do nome dela pronunciado por ele soava incrivelmente sensual. Ela segurou o fone com mais força enquanto Santos saía da sala. — Como você está?
— Está tudo bem. Lílian está bem.
— Foi o que Santos me falou quando eu telefonei hoje.
Ele também devia saber que ela esteve fora por algumas horas.
— Fui tomar um café com Gina.
— Uma amiga sua?
— Uma grande amiga — confirmou ela. — Ela me disse que você conhece o marido dela, Draco Malfoy.
— Ah, sim. Tive algumas reuniões com ele. Uma vez encontrei-me com ele e sua esposa em um restaurante alguns meses atrás.
Silêncio.
— Como vão os negócios por aí? — Ela perguntou, na verdade querendo saber quando ele retornava.
— Está tudo bem — respondeu ele. — Eu devo estar de volta amanhã à noite.
Teria ela percebido um tom de felicidade na voz dele?
— Achei que só voltaria na sexta-feira.
— É, mas parece que vamos acabar as negociações antes do previsto.
— Divirta-se — disse ela ouvindo o riso leve de Harry antes de dizer um sonoro ‘boa-noite’ a ele. Ela desligou antes mesmo que ele pudesse responder.

Hermione não dormiu bem naquela noite e acordou cedo na manhã seguinte. Fez ginástica, tomou um banho e vestiu-se. Cuidou de Lílian, tomou café da manhã e passou a maior parte do dia arrumando o quarto da neném.
Comeu uma refeição leve no jantar, depois ficou assistindo à televisão até a hora de subir e ir para a cama.
Já eram quase onze horas quando ela ligou o chuveiro e entrou sob aquela água morna. Seus músculos doíam um pouco, afinal hoje havia sido a primeira vez que ela malhava em quase uma semana e estava sentindo aquele tipo bom de cansaço.
Ela abriu um pouco mais a torneira de água quente, pegou o sabonete e começou a ensaboar o corpo todo.
Harry não havia telefonado. Pelo visto ele não conseguira encerrar as negociações antes do previsto.
Hermione disse a si mesma que não se importava. Afinal, ela entrou de cabeça nesse casamento, mas com os olhos bem abertos. Ainda haveria muitas noites solitárias pela frente, já que o trabalho de Harry exigia que ele viajasse muito por diversos países do mundo.
“É melhor se acostumar com a idéia”, pensou, passando o sabonete na parte de trás dos ombros.
— Deixe-me ajudá-la com isso.
Hermione ouviu aquela voz máscula, teve o sabonete retirado de sua mão e a virar-se deu de cara com o corpo nu de seu marido.
— Harry, você podia ter me avisado — disse ela com uma pontinha de raiva.
— E estragar a surpresa?
— Nossa... mas você me deu um susto enorme!
As mãos de Harry deslizaram pelos ombros dela.
Com o som da água, ela nem escutara a porta sendo aberta.
— Eu podia ter... Devolva-me o sabonete — disse ela.
— Daqui a pouco. — sua cabeça abaixou em direção à dela, e ela tentou evitar sua boca. Sem sucesso, pois seus lábios começaram a brincar com a testa dela, passaram pelas bochechas e, em seguia, deslizaram furtivamente até a boca de Hermione.
Um simples beijos dele foi capaz de deixá-la mais que excitada. Queria fundir-se com ele e ter todo aquele corpo para si novamente, pensou sentindo-se fraca e entregue. Até seus ossos pareciam estar bambos, derretidos.
O calor percorria suas veias, aquecendo seu corpo até um estado de ebulição, e ela gemia enquanto as mãos dele percorriam seu corpo animadamente, passando pela curva de sua cintura antes de acariciar cada um de seus seios. Ele brincava com eles, beijava-os, lambia-os, sugava-os até ela sentir um misto de prazer e dor.
Harry passou os lábios pela garganta dela antes de lhe dar mais um beijo na boca de tirar o fôlego.
Ela já estava louca, já não pensava em mais nada. Estava completamente entregue a ele.
Harry deixou uma mão deslizar lá embaixo para lhe dar ainda mais prazer, e ela foi às nuvens com aquele toque tão intimo.
De novo e de novo. Então, quando ela foi capaz de recuperar o fôlego, ele colocou o sabonete na mão dela.
— Sua vez agora.
Meu Deus! O corpo dele parecia uma obra d arte com todos aqueles músculos perfeitos. Parecia esculpido pelas mãos da natureza, macio, gostoso, firme. Cada parte do corpo dele.
Ela começou pelos ombros de Harry e foi descendo. Evitando com cuidado tocar a parte mais sensível da anatomia dele. O que não era justo, depois de todo o prazer que ele havia proporcionado a ela.
Ele não era Calton. uma lembrança vivida fizera suas mãos tremerem e ela na mesma hora segurou a cintura dele.
Harry pôs a mão no queixo dela.
— Pelo amor de Deus... — Seus olhos fecharam-se levemente. Ela continuou em silencio. — Mione — disse ele com a voz doce e suave.
Ela continuou sem falar uma palavra. Ele, então, passou o dedo sobre o lábio inferior dela.
— Ele realmente deixou marcas em você, não é?
Sem dizer mais nada, Harry desligou o chuveiro e envolveu uma toalha nos quadris. Pegou uma outra e começou a enxugar o corpo dela.
Ela se sentiu incrivelmente vulnerável, como se tivesse decepcionado Harry. Não era culpa dele, bem como não era dela. Talvez...
Os lábios dele passaram sobre os dela carinhosamente. Ele a soltou e passou a toalha no próprio peito, depois passou os dedos nos seios dela.
— Venha para a cama... venha.
Ela queria abraçá-lo e ser abraçada. bem apertado para que pudesse afundar a bochecha no ombro dele e sentir o cheiro de sua pele.
Lágrimas estúpidas surgiram nos olhos dela, ameaçando transbordarem, e ela começou a piscar bem rápido para dispersá-las enquanto ele a conduzia para o quarto.
Ele diminuiu as luzes. Logo depois, levou-a para a cama e a abraçou.
— Senti saudades suas. — Sua boca acariciava a bochecha dela e foi deslizando até chega à boca. Ele a beijou suavemente no começo, depois os beijos foram ficando mais profundos. Ela suspirava... até que Harry começou a explorar a boca de Hermione d um jeito tão exótico que a fez praticamente implorar para que ele a possuísse.
Algo que ele fez com a mesma paixão que ela, ambos entregues ao prazer do bom sexo.
“Muito bom, diga-se de passagem”, pensou ela enroscando-se nele pouco antes de dormir.
Foi na manha seguinte durante o café da manhã, quando Hermione se servia de outra xícara de café, que ela se lembrou das palavras de Cho.
— Esqueci de comentar que encontrei com Cho ontem.
Os olhos de Harry arregalaram-se.
— Sério?
— Ela passou pelo café onde Gina e eu estávamos — explicou ela. — Cho pediu para eu lembrá-lo do leilão de jóias organizado por ela. Será sábado à noite.
Um evento que Cho Chang já vinha organizando há dois meses. Os convites tinham sido enviados, bem como seu real interesse nisso havia sido expresso...
— Ela reclamou que você não retornou os telefonemas delas.
—Eu tenho um diretor que cuida da parte de levantamento de fundos para a caridade — afirmou Harry. — Cho sabe quem ele é e tem o telefone de contato dele.
— É, mas parece que ela prefere fazer disso uma questão pessoal.
— Acho que sim.
— Entendo.
Ele encostou as costas na cadeira.
— Entende mesmo.
— Estou tentando ser educada.
— Seja sincera.
Ela estaria mesmo vendo um pequeno sorrido formar-se nos lábios dele?
— Ela gosta de você, não gosta?
— Por que você diz isso?
— Ela deixou claro que não queria minha presença lá.
Os olhos dele fecharam-se um pouco.
— Ela disse isso?
— Ela não precisaria dizer com todas as palavras, mas disse.
— Bom, como eu não pretendo ir a nenhum evento social se você, Cho vai ter que ficar contrariada.
— E Lílian...
— Santos vai tomar conta dela muito bem durante as poucas horas que ficaremos fora.
Os olhos de Hermione adquiriram um brilho perverso.
— Eu posso fazer o papel da esposa devotada. — Sem fazer o menor esforço.
A risada macia dele quase a desarmou.
— À luta, hã?
— Espere para ver.


Comentário:
Gente, aí o capítulo nove, esse foi o que me deu mais trabalho até agora, e tem partes que eu sei que não ficaram muito boas. Me desculpem, ok, mas acho que o momento é o melhor que sai.
Obrigada a todo mundo que continua lendo a fic, e me tecendo elogios, que por muitas vezes são mais do que eu mereço, já que eu só adapto a fic, a idéia original é da Helen Bianchin, mas eu faço o que posso para que as pessoas ao lerem a fic enxerguem Harry e Hermione. Só falta mais três capítulos para a fic acabar. Se eu conseguir terminar esse projeto com sucesso, emplaco outros dois que estão em processo de desenvolvimento psíquico.
Estou cansada, e meus dedos estão doendo um pouco, na verdade, sentei meio-dia aqui e agora são quase oito da noite, perdi aula no cursinho, o caso é que desde que me sentei e comecei a teclar, não conseguir mais parar até concluir esse capítulo. Estou torcendo para que o achem pelo menos razoável.
Mil beijos e até a próxima, e sim, eu não pretendo demorar uma semana para postar, uma semana é o prazo máximo que eu me dou.
Hoje não terá agradecimentos pessoais, mais leio com os olhinhos brilhando cada comentário postado, é tão bom sentir tanto carinho e entusiasmo.
Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;
Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

Obrigada e beijos, e beijos e beijos; Obrigada e beijos, e beijos e beijos;

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