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7. Pedindo Permissão


Fic: Você é Tudo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo VII – Pedindo Permissão




Já eram quase duas da manhã quando Gina abriu os olhos e constatou que não estava em seu dormitório, e sim no tapete da Sala Precisa, com os braços de ninguém menos que Draco Malfoy envolvendo-a.


Ela consultou o relógio de pulso, contatando estar totalmente enrascada. Desvencilhou-se dos braços do garoto, que resmungou e abriu os olhos, vendo-a se levantar.


- Onde você vai? – perguntou sonolento, mas já se levantando – Que horas são?


- Quase duas. Tenho que ir pro meu dormitório, estou totalmente encrencada... – e então acrescentou, corando - a gente acabou dormindo.


- Ah, isso geralmente acontece quando mexem no meu cabelo – ele riu e ela também – Eu te levo até a porta.


Ela ia protestar, mas ele agarrou seu braço e já ia saindo da sala.


Durante o caminho, conversaram sobre a volta da AD e os cuidados que deveriam ser tomados.


- Por favor, não vai esquecer de falar com o Snape, ok? – perguntou ao chegar aos pés da escada que levava à torre - O mais rápido possível, por favor! E quando fizer, me avise imediatamente!


- Tudo bem pimenta, eu não vou esquecer – ele riu da cara dela, que expressava pura indgnação.


- Pimenta! Vou lhe dar a pimenta já, já!


- Vai mesmo? – Ele perguntou olhando profundamente dentro dos olhos dela, fazendo-a corar como nunca. – Então dá agora. Vem cá! – e dizendo isso, puxou seu braço, fazendo os lábios se chocarem. Foi rápido e selvagem, mas maravilhoso. Ele a soltou e pareceu esperar que ela dissesse alguma coisa.


- Até mais então, Draco. – disse com um sorriso sarcástico, dando as costas ao garoto e subindo as escadas tentando parecer calma. Quem dera realmente estivesse.


A Mulher Gorda resmungou por ser acordada tão tarde da noite, e assim que Gina entrou na Sala Comunal e fechou o buraco do retrato, encostou-se na parede, murmurando para si mesma "Céus, o que foi isso?", talvez um pouco alto demais.


- Isso o quê Virgínia? – Era Hera. Estava sentada numa das poltronas em frente à lareira, agora quase apagada. Gina congelou. E agora? Se a garota soubesse que andara falando com Draco Malfoy, ou melhor, beijando Draco Malfoy, tudo estaria perdido. Precisava de uma desculpa urgentemente.


- É... Hera, jura que não conta pra ninguém, por favor... – pensa rápido Gina, pensa rápido...


- O que é? Fala logo!


- Eu estou saindo com um cara! É isso! Eu estava com ele até agora. Acho que estou apaixonada! – mentiu descaradamente, imitando a feição sonhadora de Luna quando falava dos Bufadores de Chifre Enrugado ou coisa parecida.


E pelo jeito funcionou. Uma expressão de puro alívio brotou no rosto de Hera, e Gina pôde distinguir até mesmo um esboço de sorriso em sua face. Pelo jeito, a garota estava com medo de que Gina estivesse se comunicando com Harry às escondidas.


- Nossa, mas que coisa boa! – ela disparou, não escondendo a euforia – Então foi por isso que você mudou as roupas, né? Está cada dia mais bonita! Quem é o sortudo?


Ok. Ela falava como se as discussões nunca tivessem acontecido. Sem comentários. Agora precisava de um nome... Quem?


- É, foi por isso sim... Vi que precisava me arrumar mais, para que ele ficasse mais apaixonado... Não posso dizer quem é por enquanto, mas logo vai ficar sério e você vai saber!


- Humm, adoro mistérios! Mas logo que puder, me conte! – Garota falsa...


- Conto sim... Está tarde Hera, amanhã tem aula... Vamos dormir?


E com isso as duas subiram para o dormitório, Gina querendo apertar o pescoço da outra mais que tudo, mas precisava se conter.


•••


Draco saiu apressado da sala de Transfiguração, pensando na cena que vira no café da manhã. Heathcliff conversando animadamente com Gina, como se as duas nunca tivessem brigado. O que teria acontecido?


Desviando-se desses pensamentos, ele rumou para a sala do diretor, pois teria um tempo livre antes do almoço e prometera a Gina que resolveria a questão o mais rápido possível.


- Sangreal – disse em alto e bom som quando chegou perto o suficiente da gárgula que guardava o escritório que outrora pertencera a Dumbledore. A gárgula saltou para o lado, revelando a escada em caracol. Ele subiu e logo estava em frente à porta do escritório. Bateu, mas não houve resposta. Então abriu uma fresta da porta, chamando mansamente:


- Professor Snape? – mas ninguém respondeu. Bom, talvez pudesse esperá-lo aqui. Se ele demorasse, voltaria numa outra hora.


Deu uma boa olhada no escritório, onde estivera poucas vezes. Quando Dumbledore ainda era diretor, o pai veio ter com ele e mandou chamar o filho, que foi levado à sala do diretor. Muita coisa mudara desde então, ele pode perceber agora que observava calmamente. As muitas engenhocas de metal não estavam mais ali, nem o poleiro que continha a maravilhosa Fênix, e nem os muitos potes de balas que o diretor costumava oferecer a qualquer um que ali entrasse.


Estava vazia demais, na opinião de Draco. Snape não se preocupara em substituir os objetos do diretor pelos seus próprios, deixando assim muitas mesas de canto vazias, cobertas apenas por uma fina camada de pó. O único adorno novo na sala era o grande quadro de Dumbledore pendurado logo atrás da escrivaninha principal, que neste momento dormia serenamente.


Caminhou até a escrivaninha e sentou-se numa das poltronas defronte, analisando a superfície da mesa que estava extremamente organizada, exceto por um envelope aberto jogado bem no meio, de onde saíam o que parecia ser foto e um pedaço de pergaminho.


Draco não costumava xeretar nas coisas dos outros, mas ficou curioso. Snape guardaria uma foto de quem? Ele não tinha família, pelo que sabia. Vencido pela curiosidade, Draco terminou de tirar a foto e o pergaminho do envelope, analisando-os logo em seguida.


A foto era antiga, e mostrava uma garota ruiva nos seus 17 anos de idade, aproximadamente, sorrindo com doçura para a câmera. O pegaminho era velho, e apenas um recorte do que um dia devia ter sido uma carta, mostrando a assinatura. Lily.


Sua mente começou a funcionar de um jeito que ele não acreditaria mais tarde, assimilando os fatos. Lily... Lílian...


- Mas Lílian não era a mãe do...


- Sim Draco, Lílian era a mãe de Harry Potter. – o retrato de Dumbledore parecia bem acordado agora, falando com ele – E não se deve mexer em arquivos pessoais Draco, é falta de respeito.


- Certo, desculpe, Professor. – Ele disse encabulado, deixando o envelope exatamente onde estava antes, com a foto e o papel escapando para fora. – Mas senhor, me diga uma coisa. Por que o professor Snape guardaria uma foto da mãe de Harry Potter? Afinal, ele odiava toda a família dele, não é?


- Receio Draco, que você não esteja à par da história toda. – disse Dumbledore, os óculos na ponta do nariz – Lílian Evans, futuramente Lílian Potter, foi a única pessoa no mundo que Severo Snape foi capaz de amar.


- Mas, professor... – Draco estava boquiaberto. Como assim, Snape amara a mãe de Potter? - Por que ele sempre tratou Potter mal, então?


- Para esconder, Draco...


- Esconder o quê?


- Que o amava. – Draco refletiu, e viu que fazia não sentido, mas o que Dumbledore dizia, apesar de certo, nunca fazia muito sentido – Agora Draco, se quiser um conselho, procure o professor Snape amanhã. Ele saiu daqui bravo, e provavelmente não vai querer visitas quando chegar.


- É, tudo bem... Mas professor... O que eu queria dizer a ele precisa ser dito ao senhor também. Os grifinórios querem reabrir aquele grupo de estudos de Defesa Contra as Artes das Trevas, e Gina me pediu para falar com Snape antes, para ele recebê-la aqui e ela falar com ele. Se reabrirem, precisarão de nossa cobertura, ou serão pegos pelos Carrow. Ela não contou nada a ninguém, sobre aquilo... Só está tentando defendê-los do jeito dela e se Snape não concordar em ajudar, ela não poderá impedi-los de reabrir, então eles serão apanhados e vai ser aquela confusão toda. Eu disse pra ela falar com McGonagall, mas ela disse que ela nunca concordaria.


- Não mesmo, é arriscado demais. Mas veja bem Draco, os jovens precisam aprender a se defender, você não concorda?


- Sim senhor... No início achei a idéia ridícula, mas depois Gina me mostrou que precisa ser feito.


- Sei... E o senhor e a senhorita Weasley tem se visto muito ultimamente? – Dumbledore tinha um olhar travesso por detrás dos óculos. Como é que ele sabia?


- Ah, de vez em quando, senhor. Nos tornamos amigos sabe, depois de tudo...


- Entendo. É hora do almoço Draco, você deve estar com fome. É uma pena que os retratos não possam comer. Sinto muita falta das bombas de chocolate que são servidas na sobremesa – disse com olhar sonhador.


- Certo. Vou indo, senhor. Até outra hora. – e com isso Draco saiu da sala do diretor, rindo internamente. Dumbledore era uma pessoa realmente exótica. Todos esses problemas e ele sentia falta das bombas de chocolate.


•••


Gina almoçou vagarosamente, lançando olhares disfarçados da porta do Salão à mesa da Sonserina de minuto em minuto. Draco não estava ali. Estaria falando com Snape? Ela gostaria muito de saber. Depois de olhar pelo que pareceu a milésima vez em direção às portas de carvalho, ela levantou-se da mesa, derrotada. Apanhou uma bomba de chocolate e riu com o pensamento de que Rony estaria se acabando nelas agora, se estivesse ali.


- Aonde você vai Gina? – perguntou Hera, que não desgrudara dela a manhã toda.


- Jardins. Quero ficar sozinha, se não se importa – disse tentando não ser grossa – nos vemos na aula de feitiços.


Não esperou resposta, e saiu andando tranquilamente em direção ao Saguão de Entrada, onde alguns alunos conversavam em grupos, outros rumavam apressados ao Salão Principal.


Passou pelas enormes portas de carvalho e viu que o outono realmente chegara. As folhas das árvores estavam caindo lentamente, uma a uma, uma cena realmente encantadora. Avistou uma árvore próxima, com pequenas flores brancas que caíam a cada leve rajada de vento. Sentou-se, encostando no tronco e fechando os olhos, deixando a mente vagar para a noite anterior.


A lembrança dos beijos ardentes invadiram sua mente, a forma como as mãos percorriam seu corpo era tão intensa que causava arrepios. Quando os dois se cansaram e deitaram no tapete, ele se virou de costas para ela, que começou a passar as mãos lentamente em seus cabelos loiros, enquanto os pés dele roçavam os seus intencionalmente, e ela adormeceu logo em seguida, assim como ele.


Draco era tão carinhoso. Nunca acreditaria, se alguém lhe contasse. Afinal, o castelo inteiro sabia que por vezes ele levou Parkinson para a cama, e logo depois de acabar o "serviço" expulsou-a do quarto enrolada nos lençóis. Os dois haviam simplesmente se beijado e adormeceram abraçados, coisa que ele nunca fizera com nenhuma outra garota, pelo que sabia. Não pôde evitar a pergunta que se formou em sua mente.


"Será que sou especial pra ele, de alguma forma?". Mas logo em seguida veio: "É claro que não, Virgínia. Garotos como Malfoy não se apaixonam, não se deixam levar por ninguém, muito menos por uma Weasley.". Mas bem, eles se conheciam, não é mesmo? Ele compartilhara com ela fatos de sua infância, assim como ela compartilhou com ele seus problemas.


Foi acordada de seu devaneio quando ouviu a sineta anunciar o fim do intervalo e se levantou, um pouco zonza. Rumou à sala de Feitiços, onde Hera com certeza a estaria esperando na porta, para perguntar se tinha ido se encontrar com o suposto namorado.


•••


Quando saiu da sala do diretor, Draco não foi ao salão almoçar, já não sentia a mínima fome. A foto da mãe de Potter na mesa do diretor bagunçara sua mente. Como será que aconteceu? Ele sentiu um amor platônico por ela? Eles foram namorados, amigos, inimigos? Qualquer uma das opções parecia ridícula. E no final ela se casou com Tiago Potter, esse sim sabia que o diretor odiava mais que tudo. Draco riu ao constatar que tanto ele, quanto o diretor, se interessaram numa garota ruiva que amava um Potter. Mas segundo Dumbledore, Snape amara Lílian.


Draco não amava Virgínia. Ela era linda, com os cabelos tão vermelhos quanto sangue e a pele branca feito neve, um sorriso de encantar qualquer um, além da simpatia e compreensão que expressava nos olhos castanhos... Mas isso não se chamava amor, ele constatou. Isso se chamava admiração. Ele a admirava, tanto pela beleza quanto pela personalidade forte e determinada.


Adormecera ao lado dela na noite anterior. Nunca em sua vida adormecera ao lado de uma mulher, com exceção apenas de sua mãe, que lhe fazia adormecer mexendo em seu cabelo. Se deitara com algumas garotas, mas nunca adormeceu ao lado delas. Aliás, só conseguia dormir quando elas estivessem bem longe de sua cama.


E ontem adormecera com Virgínia Weasley aninhada em seus braços, depois de alguns simples beijos e carinhos. Não sabia o que isto significava, mas resolveu não pensar no assunto. A sineta que encerrava o intervalo tocou logo em seguida, e ele se dirigiu à aula de Defesa Contra as Artes das Trevas.


A tarde passou voando, e assim que a última sineta soou, ele correu ao Salão Principal, pois estava morto de fome. Ao entrar, a primeira coisa de fez foi lançar um olhar rápido à mesa da Grifinória, encontrando a cabeça vermelha que procurava ao lado de Neville Longbotton. Ela estava conversando com o garoto e não percebeu sua chegada.


Ele sentou-se à mesa da Sonserina onde ainda não havia nenhum dos seus colegas, e serviu seu prato de uma grande quantidade de comida, para compensar o almoço. Quando ia se servir de outro pedaço de lasanha aos quatro queijos, notou um par de olhos chocolate sobre si. Ao ver que ele a havia pego no flagra, ela sorriu disfarçadamente, sem quebrar o contato, e logo depois levantou as sobrancelhas, como se perguntasse "já falou com ele". Ele balançou a cabeça negativamente, e olhando dos lados para constatar que ninguém o observava, moveu os lábios que diziam um "me encontre lá fora" em silêncio.


Se passaram cinco minutos e ele a viu sair, olhando para ele de esguelha. Draco acabou de comer o pudim de leite e se levantou da mesa, indo atrás dela sem que ninguém percebesse. Ele chegou ao Saguão de Entrada e a avistou conversando com um fantasma. Passou na frente dela como se não a tivesse visto e saiu para os jardins.


Depois de mais ou menos um minuto ela saiu também, fechando as portas de carvalho ao passar. Ele estava aos pés da escada e ela desceu até ele.


- Desculpe! Nick me atrasou um pouco.


- Tudo bem. Vamos ali, é mais sossegado. – e dizendo isso foi andando em direção ao lago, sentando embaixo de uma árvore grande que já perdia suas folhas. Ela sentou ao seu lado, e olhando dentro dos olhos dele perguntou, sorrindo:


- Já falou com Snape?


- Fui até a sala dele, mas ele não estava... – ele notou o desapontamento nos olhos dela – mas eu falei com Dumbledore, e ele disse que apesar de perigoso, os alunos têm que aprender a se defender. Amanhã eu volto lá e falo com o Snape, fica tranqüila.


- Ah, então tudo bem... Por acaso você foi lá na hora do almoço? Não te vi no salão.


- Então você me procurou, é? – Ele perguntou rindo e assistindo a face da garota ficar da cor de seus cabelos – Na verdade tive um tempo livre antes do almoço, mas quando saí de lá estava sem fome, então sentei numa escadaria e esperei a sineta da próxima aula tocar. – Não achou correto mencionar a foto de Lílian Potter sobre a mesa do diretor.


- É, eu queria perguntar se já tinha falado com Snape... Eu almocei e vim pro jardim, precisava pensar um pouco.


- É mesmo? Sobre o que? – Ela corou intensamente e ele imediatamente soube a resposta – Ah, sobre ontem.


- Não... Sabe, é que... Olha, eu nem sei o que dizer. Mas... Por que... Por que você me beijou? Quero dizer, ontem você não estava bêbado nem nada...


- Ei, eu também não estava bêbado da outra vez! – ao ver a cara de descrença que ela fez, ele emendou – Um pouco alterado, eu confesso, mas tinha total lucidez dos meus atos.


- Certo. Então por quê?


- Porque me deu vontade. – Ela abriu a boca em sinal de indignação, e ia falar alguma coisa quando ele cortou – Porque você é linda, e eu não pude resistir. E ontem, você estava tão perto, e nós dois estávamos tão confortáveis... que quando vi, já estava acontecendo. Mas eu jurava que você tivesse gostado – ele acrescentou com ironia.


Ela riu. Ele não esperava que ela risse.


- Eu gostei sim. Só queria saber o porquê. Mas sua declaração foi bastante esclarecedora. Tem uma folha no seu cabelo – ela riu e estendeu a mão aos cabelos dele, que fechou os olhos ao sentir o toque das mãos macias.


Ainda com os olhos fechados, sentiu a boca dela encostar na sua de modo suave, e sem se dar ao trabalho de abri-los, enlaçou-a e a puxou para mais perto, aprofundando o beijo, ao que ela retribuía sem pestanejar. Por vezes ele separou as bocas para beijar-lhe o pescoço e o lóbulo da orelha, arrancando gemidos baixinhos e provocando arrepios na pele macia da garota.


Não soube dizer quanto tempo ficaram ali, mas quando a levou até a escada que a levaria ao dormitório, os corredores estavam completamente desertos.


•••


Quando acordou na manhã seguinte, Gina se perguntou se o que estava vivendo era real ou uma fantasia insana de sua mente. Já passava da meia noite quando Draco Malfoy, sim, Draco Malfoy! A trouxe até o pé da escada que levava ao retrato da mulher gorda, despedindo-se com um belo amasso.


O que diabos estava acontecendo? Ele havia mudado e tudo o mais, mas ela não podia simplesmente ignorar as provocações e ofensas que ele lhe fizera no passado. Ou melhor, ela podia. Quem não podia eram seus irmãos. Não que ela esperasse que o caso fosse ficar sério, longe disso. Tinha total consciência de que aquilo que estava acontecendo entre os dois não duraria muito, mas intimamente esperava que durasse tempo suficiente.


O beijo do loiro era tão diferente de tudo o que ela já havia experimentado... Era exótico, selvagem, mas ao mesmo tempo carinhoso, quente e estimulante, a fazia querer mais e mais a cada minuto, e Deus sabe como precisara se controlar diante das carícias do loiro para não ceder ali mesmo.


Ela se sentia uma garota tola ao imaginar isso, mas não conseguia reprimir o pensamento de que o garoto a tratava como a uma princesa, totalmente diferente de todas as outras garotas que já saíra, e isso a fez sorrir e criar forças para levantar da cama.


Hera estava aninhada ao edredom grosso e abraçando um travesseiro com força, os cabelos geralmente domados estavam totalmente espalhados pelo seu rosto. Se não se apressasse, não teria tempo de tomar café, então Gina acordou a garota e foi direto ao chuveiro.


Saiu pelo quadro da mulher gorda com Hera ao seu encalço, ainda tentando arrancar o nome do suposto namorado.


- Conta Gi, por favor! Eu juro que guardo segredo!


- Eu já disse que não posso Hera! Vamos mudar de assunto ok? Eu e mais alguns alunos vamos reabrir um antigo clube de Defesa Contra as Artes das Trevas, e se você quiser entrar, está convidada.


- Ah, que legal! Aquele loiro gato da Sonserina vai?


- Não, ninguém da Sonserina vai. – disse com rispidez - Além do mais, é segredo, os professores Carrow não podem saber de jeito nenhum, nem ninguém da Sonserina. Luna Lovegood e Neville Longbotton estão encarregados de convidarem as pessoas de confiança, e quem for convidado não tem o direito de chamar outros sem consultá-los antes.


- Certo... e quando serão as reuniões?


- Isso nós vamos resolver o mais rápido possível. Eu te aviso assim que acharmos um jeito. Vem, vamos comer.


As duas adentraram o Salão Principal não tão abarrotado de alunos como antigamente pela falta dos nascidos trouxas, mas ainda assim bem cheio, e se sentaram à mesa da Grifinória para tomar café da manhã.


Quando Gina acabava de comer seu bolo de chocolate, umas cem corujas adentraram o salão, fazendo o rebuliço de sempre. Gina já tinha se acostumado à falta de notícias de casa, pois as corujas eram interceptadas antes de chegar a Hogwarts e seus pais não podiam escrever muita coisa, então quase nunca mandavam nada. Hoje, porém, uma linda coruja negra voou em sua direção, pousando delicadamente em frente ao seu prato e estendendo-lhe a perna para que desamarrasse o pergaminho escrito às pressas. Ela o retirou e fez carinho na cabeça da coruja, que piou em agradecimento e bateu as asas de volta ao ar livre.


Curiosa, desenrolou o pergaminho onde se lia:


Falei com Snape hoje bem cedo, e ele vai te receber.


Hoje, na sala dele, às 8. A senha é "Sangreal".


PS: A coruja se chama Blair, espero que tenha gostado dela.


D. M.


•••


Depois de despachar a carta para Gina, o dia pareceu voar. Snape concordara em recebê-la, mas insistiu que Draco estivesse presente também. Saiu da última aula do dia carrancudo, pois Pansy conseguiu se sentar ao lado dele e não parou de cochichar juras de amor ao seu ouvido nem por um minuto. Assim que ouviu a sineta ele tratou de correr logo dali e despistá-la. Foi à Sala Comunal e tomou um banho, indo jantar logo em seguida. Comeu rápido, e às 7:25 saiu em direção à sala do diretor.


Passou pela gárgula dourada que guardava a entrada e escutou um 'entre' ao bater na porta que abrigava o escritório.


- Boa noite, senhor.


- Boa noite Draco. Que bom que chegou, tenho assuntos a tratar com você antes que a Weasley chegue. – De repente a expressão do diretor endureceu - Que história é essa de andarem se encontrando escondidos, Draco? Você perdeu o juízo? Faz idéia do que o Lorde faria a você caso descobrisse?


Draco deixou o queixo cair. Como foi que ele soube?


- Ah, você deve estar se perguntando como eu soube, não é mesmo? Pois informo-lhe que minha janela serviu de camarote aos seus amassos. Você tem idéia de como isso é grave? E se alguém mais tivesse visto, Draco?


- Senhor eu... Não sei o que dizer. Jamais imaginei que alguém estivesse olhando.


- É claro que não imaginou! Pense no que seu pai diria Draco, uma Weasley! E a família dela? Realmente me surpreendi quando percebi o que estava acontecendo, ela sempre me pareceu muito sensata!


- Não fale disso como se estivéssemos de casamento marcado, senhor! Simplesmente aconteceu! Eu não pude controlar, e nem ela!


- É claro que não pôde... Eu só espero Draco, que você seja sensato e acabe com isso antes que tome proporções maiores. Você sabe que isso não pode acontecer.


- Assim como o senhor foi sensato e não deixou seu amor por Lílian Potter tomar proporções maiores? – Draco não pensava mais, estava cego de ódio. Quem era Snape para lhe dizer o que fazer? – E ficar apegado a uma foto velha e uma assinatura de uma mulher morta?


Snape ficou pálido instantaneamente, com os lábios tão apertados que tinham a espessura de uma linha de costura. Draco achou que ele fosse gritar, mas ele não o fez. Não parecia ter forças para isso. E Draco se arrependeu imediatamente de ter dito o que disse.


- Senhor, me desculpe... Eu não tive intenção de magoá-lo, falei sem pensar, eu...


- Draco – ele disse firme – Se ama essa garota, lute por ela. Não repita os meus erros. Não tenha medo de ser castigado, não ligue para o que os outros vão dizer. Apenas siga seu coração.


Draco sorriu em agradecimento. Mas analisando o que o professor dissera, ele não amava Gina, ou amava? Só o que sabia, é que não queria que aquilo que estava acontecendo entre eles parasse, e já era um começo. Foi tirado de seus devaneios quando alguém bateu na porta, e quando Snape convidou a entrar, viu que era Gina.


- Boa noite professor – ela cumprimentou ao entrar, e se deparando de surpresa ao ver Draco, não pôde reprimir um sorriso.


- Vamos direto ao ponto senhorita Weasley, sente-se e defenda sua tese do porquê devo aceitar essa idéia absurda.


- Bem... na verdade professor, a idéia foi de Neville Longbotton, e não minha. Minha parte consiste apenas em pedir ajuda ao senhor, para que nos encubra com os Carrow, seria muito útil, mas se o senhor não concordar, não posso impedir os outros de treinarem.


- A garota tem razão Severo. E como diretor, seu dever é proteger seus alunos. – o quadro de Dumbledore parou de fingir dormir e se manifestou, provocando uma careta em Snape.


- E em que exatamente eu poderia ajudar?


- Bem, como o senhor é do círculo dos Carrow, qualquer suspeita eles o contatariam, então o senhor poderia nos manter avisados do perigo, assim não corremos riscos de ser apanhados de surpresa.


- Muito bem... e onde vocês pretendem praticar?


- Na sala precisa senhor, no sétimo andar, em frente à tapeçaria de Barnabás, o amalucado.


- É realmente um bom lugar, Severo. E um plano sem falhas, meus parabéns senhorita Virgínia.


- É claro... Bem Draco, você também vai ajudar.


- No que eu puder, senhor. – Draco disse com certa monotonia na voz. Sabia que ia sobrar para si, sempre sobrava.


- Quando eles estiverem em reunião, você vai cuidar do corredor e garantir que nenhum aluno ou professor indesejado se aproxime. E você, senhorita Weasley, vai escolher a dedo os participantes desse grupo, e exigir absoluto segredo de cada um deles. Quero uma lista com todos os nomes antes mesmo de vocês começarem.


Draco pôde ver o alívio tomar o rosto da garota. Ela sorriu para o diretor e o retrato de Dumbledore, agradecendo, para logo em seguida ser dispensada, assim como ele próprio.


Ele desceu as escadas atrás dela, e quando chegaram ao corredor ela se virou abruptamente para trás, e tudo o que ele pôde ver foram os braços enlaçando seu pescoço e a boca rosada procurando a sua.


•••

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