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6. Vodka e Amassos


Fic: Você é Tudo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo VI – Vodka e amassos




- Mas isso eu resolvo agora – e ela foi puxada de encontro ao garoto, que rapidamente colou seus lábios nos dela.


O que no início era apenas um selinho transformou-se em amasso quando ele tocou os lábios dela com a língua, como se pedisse passagem. Ela os entreabriu sem pestanejar, e as línguas se encontraram numa dança rápida e sensual. Enquanto ela sentia as mãos dele correrem livres por suas costas e quadris, as dela bagunçavam o cabelo loiro com vontade.


Mas então alguma coisa – Gina não soube dizer o quê – a despertara do torpor que a invadira, e percebendo o que estava fazendo, afastou-se. Ela estava tonta por causa da bebida, mas não tanto para não ter noção de que o que estava fazendo era errado.


- Que aconteceu? – Draco parecia meio confuso, ainda mais com aquele cabelo todo desalinhado.


- Eu não posso... Me desculpe... – e dizendo isso começou a se levantar, os olhos cheios de lágrimas, partindo depressa para a porta, mas parou quando o ouviu perguntar:


- É o Potter, não é? – e de repente ela se sentiu extremamente mal, e extremamente confusa. Seria por causa de Harry? Por causa de sua família? Por causa da família dele? Talvez tudo, ou talvez nada.


- Eu nem sei mais – disse olhando nos olhos dele, justamente quando as lágrimas começaram a escorrer. Então saiu e começou a correr em direção ao dormitório.


Atravessou Nick-Quase-Sem-Cabeça enquanto subia as escadas para a torre, mas não deu importância à sensação de que haviam lhe jogado um balde de gelo. Disse a senha à mulher gorda sem ao menos erguer a cabeça, e então passou correndo pela sala comunal apinhada de alunos que se viraram para ver quem tinha entrado. Ela não via nada. Cega, subiu as escadas, e, não soube como, chegou à porta de seu quarto, atirando-se em sua cama e fechando as cortinas em volta.


•••


Mal ela saíra, Draco colocara o litro na boca e o virara de uma vez só. O que diabos estava pensando quando a beijou?


Não estava pensando, isso era óbvio. Ela amava Potter desde que se entendia por gente, e nem quis pensar no que seu pai diria se soubesse. Ou o lorde.


Mas que importava? Os dois estavam alterados pela bebida, além do que foi só um beijo. Nada que causasse dano permanente. Mas mesmo assim não conseguiu evitar o vazio que se apoderou do seu peito. Ela vinha sendo uma boa ouvinte para os problemas que ele nunca havia compartilhado antes.


Inesperadamente surgiu em sua cabeça uma lembrança antiga, do seu segundo ano em Hogwarts.


Era dia dos namorados, e o idiota do Lockhart havia espalhado anões mensageiros por todo o castelo, e então um pegou Potter no corredor e anunciou que ele havia recebido um cartão musical. A música dizia algo sobre olhos verdes como sapos cozidos. E Gina estava acompanhada de toda a turma do primeiro ano quando Draco dissera em alto e bom som que Potter não parecia ter gostado do cartão dela, fazendo-a corar com ferocidade.


E depois desta vieram surgindo outras. Eram cenas em que ele ridicularizara a família dela, ridicularizara o amor dela por Potter.


E então lembrou-se do incidente na Câmara Secreta, quase cinco anos atrás. Por culpa do pai dele, ela quase morrera, possuída pela lembrança de Lord Voldemort guardada no diário que seu pai enfiara junto com os livros dela na Floreios e Borrões. E Potter a salvou por pouco. Segundo as intrigas que correram pelo castelo, ela estava praticamente morta quando ele chegou. E ele a trouxe de volta com vida.


Draco sentia-se totalmente mal agora. Desde quando a conhecera, só dirigira a ela palavras rudes e grosseiras e seu pai quase a matara. Não era pra menos que ela não quisesse beijá-lo. Mas por alguns instantes, beijara. E como beijara.


Levantou-se do colchão que a garota conjurara, e estando de pé, o fez desaparecer juntamente com a garrafa de Vodka e os copos, deixando a sala exatamente como era antes.


Foi andando devagar até as masmorras, disse a senha à parede falsa que escondia a porta da sala comunal da Sonserina e jogou-se em um dos sofás de couro negro, fechando os olhos pesados pelo efeito da bebida.


- Draco? – Ouviu uma voz feminina perguntar enquanto se aproximava em passos leves – Está dormindo?


- Não, estou treinando para quando eu morrer. – respondeu frio, abrindo os olhos e enxergando uma Pansy preocupada diante de si. Instantaneamente arrependeu-se da grosseria – Desculpe Pansy, não é uma boa hora.


- Você bebeu aquela garrafa de, como se chama mesmo? Bodka, sozinho?


- Quase. – disse por fim.


- Vamos pro seu quarto, anda. Você precisa de um banho. – Ele não protestou. Ela tinha razão. Seguiu-a até o dormitório masculino, onde ela sentou na cama e ele pegou uma toalha, seguindo para o banheiro.


Entrou embaixo do chuveiro quente, relaxando os músculos tensos. Permaneceu ali por cerca de cinco minutos, pensando em tudo o que havia acontecido. Weasley o rejeitara, porque amava Potter. Mas o que havia de especial nela, afinal? Absolutamente nada. Era uma garota como qualquer outra. E Pansy neste mesmo momento estava sentada em sua cama, aguardando pacientemente por ele. E convenhamos, Pansy era uma bela mulher.


Saiu do boxe pingando água pelo chão, com a toalha verde-musgo enrolada na cintura. Pansy o queria, e hoje, depois de muitos meses, o teria.


Saiu do banheiro, e não se impressionou quando viu que ela ainda esperava sentada em sua cama. Calmamente caminhou até a porta, trancando-a, e então olhou para a garota que tinha uma certa excitação no olhar. Ela veio até ele, enroscando os braços em seu pescoço, enquanto a boca dele já procurava pela dela.


Enquanto a beijava, Draco levou as mãos a bainha do vestido que ela usava, arrancando-o pela cabeça, e tendo uma perfeita visão do corpo escultural. Seus lábios deixaram a boca da garota e partiram para seu pescoço, fazendo-a gemer e ter pequenos tremores, enquanto as mãos passeavam por seus quadris e seios.


Ele pegou-a no colo, depositando-a carinhosamente na cama, onde livrou-se da toalha que cobria seu órgão já enrijecido. Tirou o sutiã que cobria os seios da garota, deixando-os à mostra, e levando sua boca até eles. Pansy gemia baixinho, implorando por mais. Ele afastou a calcinha de renda que ela usava um pouco para o lado, penetrando sua intimidade com o dedo, levando-a à loucura. Quando os gemidos ficaram mais altos, ela mesma tratou de se livrar da calcinha, posicionando-se sobre o garoto, fazendo com que o órgão dele penetrasse nela.


A garota cavalgava sobre ele, levando-o ao êxtase. Ele segurava seus seios com força, o que parecia atiçá-la ainda mais. Ela aumentou o ritmo gemendo alto, próxima do orgasmo. Draco mexeu-se embaixo dela, ajudando a aumentar a velocidade, e quando ela gritou de prazer, o líquido quente dele escorria para dentro dela.


•••


Quando Gina acordou já era quase hora do jantar. Ela tinha o rosto inchado pelas lágrimas e estava horrível. Draco Malfoy a beijara. E ela correspondera! Céus, o que estava acontecendo? Durante cinco anos, ele havia sido a pessoa que ela mais odiara dentro da escola, e hoje, além de passarem horas conversando amigavelmente, eles se beijaram, e isso não era permitido. Tudo bem, ela era solteira, Harry estava com Hera, e ela não lhe devia satisfações, mas mesmo assim parecia errado demais. Como o encararia daqui em diante? Ele falaria com ela normalmente, como havia feito nesses últimos dois dias ou voltaria a ignorá-la? Não sabia se queria descobrir.


De repente sentiu fome. Não comia nada desde o almoço, e havia tomado bastante daquela bebida de Draco. Olhou para o espelho e constatou que estava péssima. Mas não tinha jeito, precisava descer ao Salão Principal para jantar.


Tomou um banho rápido, lavando os cabelos, que ficaram lisos e escorridos novamente. A vontade era pegar a primeira roupa que aparecesse, mas prometera a si mesma que iria mudar, não relaxaria agora. Encontrou uma saia branca de cintura alta, mas não exagerada, que ia de baixo do umbigo até o meio das coxas. Uma blusa azul meio larga que ela ganhara de Tia Muriel no natal serviu de combinação, precisando apenas ser colocada por dentro do cós da saia. Carregava nos pés o mesmo sapato preto que usara durante a tarde.


- Você está linda, querida – disse o espelho quando ela acabou de ondular os cabelos com a varinha. Ela se sentiu um pouco melhor.


Desceu sozinha para o jantar, tentando não pensar no que acontecera mais cedo. Apesar de haver muitos grifinórios indo para o salão, não havia ninguém com quem ela costumasse conversar. Quando chegou ao enorme Salão, avistou Neville conversando animadamente com Luna, que estava sentada na mesa da Grifinória.


- Oi, gente – disse ela sorrindo fraco para os dois amigos, que abriram sorrisos de orelha à orelha. – Ué, o que aconteceu? Que felicidade é essa? – perguntou enquanto se servia de batatas assadas.


- Sabe Gi, eu e Neville aqui estávamos matutando, e achamos que seria legal se reabríssemos a AD. – Luna tinha a mesma voz avoada de sempre. Gina tirou os olhos da comida e olhou espantada de Luna a Neville.


- Seria ótimo, mas se formos pegos... Eu não gostaria nem de pensar. E além do mais, duvido que alguém além de nós três queira arriscar o pescoço para treinar defesa.


- Eu já falei com um pessoal na Corvinal, e eles estão super animados. Neville também falou com uns grifinórios, não foi Neville?


- É sim Gina, conversei com o pessoal que era membro no ano retrasado e alguns que não eram também... Todos ficaram muito animados... E Gina, nós precisamos estar preparados para quando eles vierem, e vão vir, você sabe que vão. E eu sei o quanto você está aborrecida por estar aqui enquanto todos tentam salvar o mundo, mas pense. Reabrir a AD é algo que você pode fazer para ajudar. Se bem que se sua mãe souber, ela vai te proibir é claro... Mas pense... Se houver uma batalha aqui dentro, pelo menos saberemos nos defender.


Gina ponderou. Neville tinha toda a razão. Mas não poderiam se encontrar escondidos sem a ajuda de alguém de cima. Ela constatou que precisaria conversar com Snape sobre isso. Assim ele poderia encobri-los secretamente.


- Você tem razão, Neville. Precisamos nos preparar. – e o rosto do garoto iluminou-se num enorme sorriso – Mas antes precisamos pensar em todos os detalhes. Não podemos ser descobertos Neville.


- Sim Gina, eu sei. Na sala comunal conversamos sobre isso. Vou dar uma palavrinha com a Ana ali na mesa da Lufa-Lufa, pedir pra ela conversar com o pessoal de lá. Você vem Luna? – e dizendo isso se afastou, com Luna ao seu encalço, deixando Gina absorta em pensamentos.


Gina pensava em como chegaria a Snape. Não tinha a senha da sala dele, não prestara atenção quando Draco fora com ela até lá, e não poderia simplesmente pedir a um professor permissão para falar com Snape, achariam estranho demais. Não, isto estava fora de cogitação. Uma idéia surgiu em sua cabeça, mas ela preferia que não tivesse vindo. Poderia pedir a Draco para falar com Snape, para que este a recebesse. Mas depois de hoje, não tinha certeza se o garoto concordaria. Não que pensasse que ele ficara chateado por ela tê-lo rejeitado, longe disso. Tinha total consciência de que ele pouco se importava se ela o correspondesse ou não, mas talvez ele não estivesse acostumado a levar um fora, e negasse só por pirraça. Afinal, metade das garotas da escola lambia o chão que ele pisava.


Arriscou um olhar à mesa da Sonserina, onde Pansy Parkinson estava pendurada no pescoço de um Draco sem expressão alguma no rosto. O que aquilo significava? Eles estariam namorando de novo? Logo após de Draco tê-la beijado esta tarde? Achou improvável, o castelo todo sabia que Draco sempre falara mal da garota pelas costas, e nunca namoraria com ela, mas se fosse, não era da sua conta. A lembrança do beijo dele invadiu sua mente, fazendo com que lembrasse o quanto tinha sido maravilhoso, mesmo sendo ele Draco Malfoy. Tentou tirar isso da cabeça enquanto terminava de comer, pensando na conversa que precisaria ter com Draco, e em seguida com o Professor Snape. Que Deus ajudasse e Dumbledore intercedesse por ela através de seu retrato, pois do contrário, tinha medo que o professor a engolisse viva.


•••


Draco assistiu de longe Gina sair do salão principal acompanhada dos colegas da Grifinória, enquanto Pansy continuava pendurada em seu pescoço. Apesar dele sentir um certo carinho por ela e ela ser boa de cama, não sabia se as horas que passaram trancados no quarto pagavam o aborrecimento que lhe causava tê-la ali falando feito uma matraca ao seu ouvido.


- Posso dormir no seu quarto hoje, não posso Draco? – Pediu com uma voz manhosa.


- Não Pansy, não pode. – Ela ficou desapontada - Amanhã tem aula, outro dia você dorme lá. Falando nisso, vamos logo, eu estou cansado, você me esgotou hoje.


O ânimo dela pareceu voltar um pouco. Percorreram todo o caminho do Salão Principal até as masmorras em silêncio, Pansy agarrada ao seu braço. Quando chegaram à sala comunal, a garota ficou nas pontas dos pés e lhe deu um selinho rápido, e ia se virando quando ele se lembrou de perguntar:


- Você já tomou a poção contraceptiva, Pansy?


- Sim, logo depois do banho. Boa noite, Draco.


- Boa noite, linda. – e dizendo isso subiu os degraus que o levavam à porta de seu dormitório. Sabia que estava alimentando esperanças em Pansy sendo gentil com ela, mas ela não merecia ser maltratada, afinal, ela o amava.


Despiu-se e entrou numa calça de moletom cinza, e deitou-se assim mesmo, sem camisa. Fechou os olhos e tentou dormir, mas tudo o que via em sua mente era um rosto corado pelo excesso de álcool, com fios vermelhos caindo nos olhos, no meio de uma risada exagerada.


•••


Gina acordou sobressaltada na manhã seguinte. Sonhara com um certo loiro de olhos prateados, que a beijava loucamente... Céus, estava ficando louca. Levantou-se, e olhando para o relógio constatou que não havia tempo para um banho. Ótimo. Correu para seu baú e vestiu o uniforme da Grifinória já curto, pois o usava desde o terceiro ano. Ajeitou os cabelos em frente ao espelho e saiu correndo para tomar o café da manhã. Durante o trajeto, seus pensamentos voaram à noite anterior, onde custara a dormir, lembrando-se do beijo de Draco. Era tão intenso, mas ao mesmo tempo tão doce... Não conseguia deixar de pensar que fora o melhor beijo que já havia ganho, mas então pensava em Harry e se repreendia. O melhor beijo é o beijo apaixonado. E ela não estava apaixonada por Draco Malfoy.


- Olá Virgínia – Cumprimentou Nick-Quase-Sem-Cabeça, atravessando-a a caminho do salão.


- Ah, alô Nick.


- Não costumo me intrometer na vida dos alunos, prefiro cuidar da minha morte, mas não pude deixar de perceber... O que aconteceu ontem à tarde? Por que estava tão desamparada?


- Ah Nick, uma série de coisas, sabe. Não tem sido fácil pra mim estar no meio dessa guerra, e me irrita não poder ajudar. E você sabe... Harry e eu tivemos algo... Algo forte. E agora parece que ele está com aquela garota que costumava andar comigo, sabe, a Hera. E ontem apareceu outro garoto na minha vida... Então está tudo muito confuso... Eu nem sei mais o que fazer.


- Oh... Lamento não poder ajudá-la. Bem, chegamos. – disse ele quando chegaram às portas de carvalho que guardavam o salão. Entraram juntos, sentando-se lado a lado na mesa da Grifinória – Bom apetite, querida Virgínia.


Enquanto servia seu prato de algumas salsichas e bacon, olhou de esguelha para a mesa da Sonserina, encontrando o par de olhos cinzas que procurava olhando para si. Depois de ontem, não sabia se sorria ou se virava a cara. Até que ele sorriu. Não foi bem um sorriso, mas a boca dele se entortou de uma maneira graciosa, e ela entendeu, correspondendo discretamente, e voltando a atenção ao prato.


Precisaria falar com ele o mais rápido possível, Neville aguardava a confirmação dela para começarem a reorganizar a AD... Talvez hoje à noite. Tentaria avisá-lo durante o dia, e então marcariam um lugar para se encontrar.


•••


Draco saíra apressado e estressado do Salão Principal, as aulas da manhã foram ridiculamente chatas e Pansy o atormentara o almoço inteiro. Conseguiu livrar-se dela dizendo que ia ao corujal, mandar uma carta ao pai. Passou pelas portas de carvalho e ao passar por uma estátua, sentiu uma mão apertando seu pulso e o puxando para trás dela. Era Gina.


- Oi – ela disse meio encabulada, e ele sorriu. Ela pareceu relaxar um pouco – Preciso de um favor seu.


- Mas nós já estamos íntimos o suficiente para pedir favores? – Ao vê-la franzir o cenho, ele riu alto. – Brincadeira. Em que posso ser útil?


- Agora não posso falar... Vai fazer alguma coisa a noite?


- Não, estou livre – Disse já aliviado por ter um motivo para correr de Pansy.


- Então me encontra na Sala precisa às oito. Pode ser?


- Sim, te encontro lá então.


- Certo. Boa aula. Até mais tarde. – e dizendo isso ela se afastou em direção à sala de Transfiguração, pelo que ele pôde ver.


Draco pensou que seria bom comprar mais um litro de Vodka, mas logo depois se repreendeu. Ela ia apenas pedir um favor, e não encontrá-lo para beber casualmente.


Teria Feitiços agora, com o velho Flitwick. Encaminhou-se para a sala, e o resto da tarde passou voando. Ao soar do sinal que encerrava a última aula, Poções, ele se dirigiu ao dormitório para tomar banho antes de jantar e encontrar a Weasley.


Tomou banho, vestiu-se e subiu ao térreo para jantar sem encontrar nenhum dos colegas sonserinos. Comeu devagar, e quando faltavam quinze minutos para as oito, se retirou do salão, indo para a escadaria que o levaria ao sétimo andar.


Chegou ao lugar onde sabia ficar a porta da sala precisa, passou três vezes em frente dele e uma porta discreta apareceu. Ele entrou sem pressa, encontrando uma pequena saleta, onde havia uma lareira acesa com duas poltronas em frente, e entre elas uma pequena mesa redonda, com um bule de chá e duas xícaras esperando. No chão, um enorme tapete branco e felpudo. Bem aconchegante.


Conhecia esta sala, e sabia de onde. A mansão Malfoy era enorme, tanto que nem ele nem seus pais conheciam todos os seus cômodos. Um dia, perdido entre os muitos corredores estreitos, encontrou uma salinha muito parecida com esta, abandonada, pois há muitos anos ninguém entrava ali ou se dava o trabalho de limpá-la. Ele dera um jeito na sala, deixando-a limpa e confortável outra vez. Era seu lugar preferido na mansão, talvez porque ele provavelmente fosse o único a saber que ela existia, se sentia extremamente confortável lá.


Sentou-se em uma das poltronas e aguardou durante o que pareceram horas, perdido em lembranças. Depois que se deitou na noite anterior e não conseguiu dormir, ele começou a pensar em como seria quando encontrasse Gina novamente. Será que ela falaria com ele, olharia para ele, pelo menos? Draco constatou que se quisesse sair por cima na situação, teria que demonstrar não se importar por ela tê-lo rejeitado. Portanto não correria atrás dela se ela lhe desse as costas, mas caso ela o tratasse normalmente, ele faria de conta que nada havia acontecido. Quando ela se sentou à mesa da Grifinória naquela manhã e procurou seus olhos, ele não pôde evitar o sorriso que se formou em seus lábios. Certamente ela estivera pensando no mesmo que ele.


Às oito e trinta, Gina entrou apressada na sala, batendo a porta com força, tirando-o de seus devaneios.


- Desculpe! Neville me segurou no Salão Principal até agora! Tive que inventar mil desculpas para não ir à sala comunal junto com os outros... Nossa, que salinha gostosa! – disse sentando-se na poltrona vazia.


- É uma sala da minha casa – informou Draco. Ela estava absolutamente linda, com aquela blusa verde. – Então Gina, qual é o favor que você quer me pedir?


- Bem, é o seguinte... Lembra do seu quinto ano, quando a Umbridge era a diretora? – Ele concordou com a cabeça – Então, você se lembra da Armada de Dumbledore, certo? – ele concordou novamente – Então... Os antigos membros que ainda freqüentam Hogwarts querem reabri-la. Mas é praticamente impossível fazer isso bem debaixo do nariz dos Carrow, então eu preciso da sua ajuda.


- Mas em quê, exatamente, eu posso ajudar? – Perguntou com cara de descrença. Essa idéia nunca daria certo.


- Ajudaria muito se você procurasse o Snape e pedisse pra ele me receber na sala dele. Afinal, eu não posso chegar aos Carrow e dizer que quero ver o diretor. Pensariam que estou tentando suicídio! – Draco riu.


- É mesmo... Mas Gina, duvido que o Snape vá aprovar isso. Por que você não fala com a McGonagall? Ela poderia encobrir vocês.


- Ah não, ela nunca permitiria. Provavelmente vai dizer que queremos enfrentar Você-Sabe-Quem sozinhos e vamos acabar todos mortos.


- Mas não é isso mesmo que vai acontecer? – Perguntou com ar de deboche.


- Não, Draco. Os alunos apenas acham que tem o direito de aprender a se defender caso a escola seja atacada, e eu acho que eles tem razão. Se morrermos, pelo menos não vai ser por falta de treino.


- É, vendo por esse lado... Se os comensais chegarem a atacar Hogwarts, vai ser um massacre. Os alunos realmente precisam aprender a se cuidar sozinhos. Mas eu acho que Snape vai dizer a mesma coisa que McGonagall diria Gina, então não alimente muitas esperanças.


- É... mas é por isso mesmo que quero falar com ele na sala dele, assim Dumbledore pode ouvir e opiniar. Do contrário, tenho certeza que ele também não permitiria. Então o que eu preciso mesmo, é que você vá até ele e peça que ele me receba.


Garota esperta.


- Tudo bem, amanhã mesmo eu falo com ele, e em seguida te aviso o que ele respondeu. Chá? – perguntou o garoto, com o bule nas mãos.


- Por favor – respondeu a com voz doce. Draco serviu-a, e olhou intensamente para a linda face que bebericava a xícara. - Então... – ela puxou assunto – Você disse que essa é uma sala da sua casa?


- É sim... Sabe, a minha casa é realmente grande, então ninguém conhece todos os cômodos... E um dia eu estava explorando quando a encontrei. Estava abandonada e suja, com certeza ninguém pisara ali neste século, mas eu mesmo limpei e arrumei, ficou realmente confortável. É o meu lugar preferido na mansão, o único lugar realmente meu, entende? Nem meu pai é capaz de me encontrar quando estou lá.


- Sabe o que é mais estranho? – Ela disse sorrindo – As paredes são vermelhas! Eu sempre achei que sua casa fosse totalmente verde, em homenagem à Sonserina, sabe.


- Bom, boa parte da casa realmente é decorada em tons de verde. Mas parece que algum dos meus ancestrais não se importou em colocar a cor de Gryffindor nessa sala.


- E sua casa é aquelas do tipo que tem um corredor enorme cheio de retratos dos ancestrais nas paredes? Sempre ouvi falar que geralmente é assim na casa de famílias de sangue puro.


- É, realmente temos um corredor assim – ele admitiu – Mas também tem coisas legais na minha casa! Tem um estábulo sabe, com cavalos. Uma biblioteca gigante, sala de música, sala de jogos... um monte de salas empanturradas de objetos caros e inúteis, e um jardim enorme, cheio de rosas. Minha mãe cuida dele pessoalmente, é impecável. Tenho certeza que você aprovaria se visse.


- Ah, ia sim! Eu adoro rosas... Minha mãe tentou cultivar uma vez, mas temos problemas com gnomos no nosso jardim, então não deu muito certo...


- Sabe, quando isso tudo acabar... Se eu estiver vivo... Eu poderia te levar para conhecer a minha casa. – Ele disse meio encabulado.


- Seria ótimo, mas há grandes chances do seu pai me tocar de lá com uma vassoura – ela riu com a cara de espanto de Draco.


- Ei! Ele não é tão ruim assim. – Mas então se lembrou - Pelo menos não era quando achava que o Lorde estava morto.


- Me conte sobre o seu pai então, pois até hoje só conheci o lado ruim dele.


- Bem, sabe, quando eu era criança, até o ano que vim para Hogwarts pra ser mais exato, ele foi o melhor pai que poderia ter sido. Do jeito sonserino de ser, que você condena, mas é o normal para nós. Passava bastante tempo em casa comigo e minha mãe, e nós três andávamos a cavalo, ele me ensinou a voar na vassoura, me contava histórias para dormir, e me ensinava tudo o que eu precisava saber antes de entrar em Hogwarts. Então entrei na escola, e quando voltei para casa nas férias de Natal e de Páscoa, tudo estava como antes, mas quando o verão chegou, tudo mudou. Depois de Potter ter enfrentado Voldemort no fim do trimestre, ficou claro para ele que o Lorde não estava morto. Então os Comensais convocaram uma reunião, e ficou decidido que procurariam o Lorde. A partir daí, minha vida e a de minha mãe se tornaram um inferno. Comensais entrando e saindo da minha casa quando bem entendessem, meu pai obcecado novamente... Parou de dar atenção à família, precisava encontrar o Lorde, estava sendo pressionado pelos outros. Foi por isso que ele te deu aquele diário no seu primeiro ano. Eles precisavam garantir que o Lorde voltaria.


Draco percebeu que a garota ficara pálida de repente. Provavelmente a lembrança do que passou aos onze anos ainda a atormentava. Ela tomou mais chá, e a cor foi voltando gradativamente ao seu rosto.


- E desde então ele passa cada vez menos tempo em casa, minha mãe fica sozinha o tempo todo, então se apegou muito a mim. Quando o Lorde me convocou para servi-lo, foi a gota d'água. Não posso negar que às vezes penso que ele gosta do que faz, mas ele está sob ameaças também. A vida da minha mãe está em jogo, por isso não o questiono.


- Mas, Draco... então Voldemort não é o único que sabe sobre as Horcruxes? Seu pai também sabe?


- Na verdade, eu não acho que ele realmente soubesse que aquele diário era, de fato, uma Horcrux. Acredito que ele soubesse apenas que através dele, o Lorde poderia retornar. Ele não confiaria um segredo desta importância ao meu pai, nem a nenhum dos outros.


- Sei... bem, chega desse assunto. Sinceramente, eu não agüento mais. Não vejo a hora disso tudo terminar.


- Eu também... Como está sendo com Heathcliff, Gina? Vocês estão se falando?


- Na verdade, não falo com ela desde sábado. Mal a vi no quarto, mas nós estudamos juntas, então é inevitável. Quando você me soltou, eu fui direto pro dormitório, e encontrei ela fuçando minha mala. E quando perguntei o que ela estava fazendo, ela disse que estava procurando as cartas que Harry mandara para ela e que eu escondera. – ele fez cara de desconfiado – Ei! Eu não fiz isso, ok? – e dizendo isso empurrou-o, fazendo-o cair no tapete fofo aos seus pés.


Ele sentou direito e agarrou as canelas dela, puxando-a para o chão também. Ela caiu de bunda, dizendo um "AI!" nada discreto ao cair. Ele riu com gosto, apoiando as costas no sofá. Ela ria também, e inclinou a cabeça para trás, se encostando no sofá também.


Ele olhou para ela, o sorriso iluminava o rosto pontilhado por pequenas sardas. Ela era linda. Ela virou-se para ele e encarou-o com os olhos chocolate brilhando. Draco sentiu seu corpo quente, e não pôde evitar o que fez a seguir.


Aproximara seu rosto do dela lentamente, sentindo vontade de rir quando os olhos dela se arregalaram, mas não o fez. Seu olhar desceu até os lábios da garota, que agora tinha a respiração entrecortada, mas não se movia. Carinhosamente passou a mão no cabelo dela, deixando-a parar no pescoço da garota, então puxou-a de encontro à sua boca, que beijou a dela vagar e carinhosamente.


Ela não resistiu nem por um segundo, entregou-se de súbito, passando os braços em volta do pescoço do garoto. Ele não conseguia mais pensar, estava bêbado com a essência da garota. O beijo dela não se parecia em nada com o de Pansy, era mil vezes melhor, era doce, suave e carinhoso, e se aprofundava mais e mais, e as carícias também. As mãos que antes estavam no pescoço da garota agora passeavam por seu corpo. Pernas, quadris, cintura, seios... Ela era perfeita, não havia um único defeito. Ele encontrou uma brecha na blusa e adentrou-a com a mão, tendo contato com a pele lisa e macia das costas da garota, que suspirava baixinho.


A mão começou a subir mais e ela pareceu notar, pois se mexeu desconfortável. Tudo bem, ela impôs seu limite, ele anotou mentalmente, tirando as mãos de dentro da blusa dela e acariciando seu pescoço alvo, tirando dela um gemido de satisfação.

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