Acordei no dia seguinte antes da minha mãe me acordar. Quando ela abriu a porta pronta para gritar eu já estava arrumando meu cabelo. Ela parou na porta e ficou me olhando assustada. Colocou as mãos em meu rosto e perguntou preocupada:
- Está doente?
Eu ri e neguei com a cabeça. Dei um beijo em seu rosto e desci. Chegando lá em baixo cumprimentei meu pai e meus irmãos e tomei o café rapidamente. Todos me olhavam assustados, mas eu fingi que não via. Terminei o café e apressei meus irmãos para irmos para a escola. Eles olharam entre si e se levantaram para irmos para a escola. Dei um beijo em minha mãe e fomos para o ponto de ônibus. No ônibus eu não me importei de ir em pé, e meus irmãos estranharam que eu não reclamei. Eles me olharam estranho desde quando saímos de casa até chegarmos à escola. Cheguei e fui conversar com meus amigos, e até eles perguntaram o porquê da minha felicidade. Eu ia responder, quando o motivo dela apareceu na minha frente.
- Olá pessoal. – Hermione sorriu envergonhada. Os meninos sorriram abobados e cumprimentaram ela beijando seu rosto. Eu senti que fiquei vermelho, e torci para que ninguém tivesse reparado. Quando chegou a minha vez eu não me mexi, e apenas estiquei minha mão e apertei a dela. Gina riu da situação e começou a conversar com Hermione.
Os meninos falavam de futebol enquanto Gina e Luna conversavam com Hermione. Eu não estava prestando atenção na conversa de nenhum deles, só conseguia ficar ali, olhando pra ela. Não me importava se todo mundo reparava que eu estava olhando para ela, eu queria ficar ali, admirando sua risada, seu sorriso, o modo como ela colocava o cabelo atrás da orelha. Algumas vezes ela olhava para mim sorrindo, e eu tentava disfarçar e olhava para o lado, mas acho que ela reparou. Não ligo. Melhor assim. O sinal bateu e eu me ofereci para carregar os livros dela. Entramos na escola e ouvimos o grito de Lilá. Olhamos assustados e ela estava toda suja de gelatina, inclusive seus materiais e seu armário. Nós rimos, mas Hermione não. Assustei quando vi ela se aproximando de Lilá.
- Se quiser te empresto uma blusa. – Ela disse bondosa e Lilá fechou a cara para ela.
- FOI VOCÊ! – Ela gritava e todos que pararam para rir dela olharam assustados. – VOCÊ FEZ ISSO COMIGO SUA NERD IDIOTA! – Ela gritava indo pra cima de Hermione. Me apressei e entrei no meio das duas segurando Lilá.
- Calma aí. Hermione não fez nada. Ela estava comigo o tempo inteiro. – Eu falei defendendo Hermione.
- E como você sabe?! Ah já sei! Aposto que vocês dois estavam TRANSANDO não é?! – Ela gritava histérica e Hermione ficou envergonhada.
- Olha aqui Lilá to cansado de você falando tanta merda! Se você ficasse calada talvez alguém gostasse mais de você. – Eu disse perdendo a paciência. Todo mundo riu quando falei isso, e Lilá saiu batendo o pé com raiva. Hermione abaixou a cabeça envergonhada e eu a abracei e saí com ela daquele lugar e de perto de todo mundo. Fomos para o pátio que estava vazio por causa das aulas. Ficamos calados por algum momento até que eu abri a boca para falar, mas ela me interrompeu me abraçando e deitando a cabeça em meu peito. Senti que ela estava soluçando e percebi que ela começava a chorar. Eu a abracei forte e beijei sua cabeça, fazendo carinho em seus cabelos. Ficamos assim por um tempo, queria deixar ela chorar, desabafar, deixar sua mágoa de lado. Depois de um tempo ela levantou a cabeça e olhou para mim. Eu limpei suas lágrimas e fiquei olhando em seus olhos. A vontade de beijá-la era tanto, olhar em seus lábios, sentindo seu corpo no meu era demais pra mim. Não consegui me segurar e a beijei. Ela não tentou se soltar, e retribuiu o beijo. Eu a abracei mais, beijando mais intensamente. Ela enrolou seus braços no meu pescoço, e eu senti um arrepio. Seu beijo era tão bom, tão diferente de qualquer outro que eu tinha experimentando. Seu beijo me dava vontade de nunca mais parar, de ficar assim, para sempre. Quando o fôlego acabou paramos de nos beijar, e ela olhou pra mim. Ficamos um tempo olhando para o outro quando começamos a rir. Não sabíamos o motivo da risada, mas mesmo assim ficamos rindo por algum tempo.
- Você está bem? – Perguntei fazendo carinho em seu rosto.
- Sim. – Ela respirou fundo. – Me desculpe... Eu não sei o que deu em mim. Foi muito indelicado da minha parte. – Ela abaixou a cabeça.
- Não fique assim. – Eu levantei seu rosto para ela olhar para mim. – Não quero te ver chorando mais. Seja qual for o motivo. Não vou te perguntar por que chorou, quando estiver pronta para me contar, saiba que vou estar aqui pra te ouvir. – Sorri para ela, e ela sorriu de volta. Não voltamos para a aula. Ficamos ali, abraçados no meio do pátio, sem dizer uma palavra.
Hermione e Rony entraram para a segunda aula. Eles não estavam abraçados, mas algo no rosto deles deixava claro o que tinha acontecido lá fora. As pessoas olhavam para eles sorrindo, como se achassem aquilo tão bonito. Lilá olhava com raiva para os dois, e os seus amigos sorriam satisfeitos. Eles entraram na sala e sentaram um ao lado do outro. Hermione sentia os olhares para os dois, mas não se importava. O beijo que aconteceu mais cedo era a coisa mais importante no momento. Sem pensar, ela fez um desenho em seu caderno. Eram os dois, com as mãos entrelaçadas. Era um desenho perfeito dos dois, Hermione tinha muito talento. Ela fechou o caderno rapidamente para que ninguém olhasse. Sorriu para Rony e voltou a prestar atenção na aula.
No recreio nós não tocamos no assunto do beijo com ninguém. Conversávamos normalmente com o resto do grupo, e falávamos sobre Lilá, o pior assunto que poderia ter.
- Foi muito bem feito o que aconteceu com ela. – Simas disse e os outros concordaram.
- Eu não acho que precisaria de tanto. – Hermione falou e todos olharam para ela.
- Hermione, tá pra nascer alguém que seja tão bondosa quanto você. – Draco disse sorrindo para ela. Senti meu rosto ficando vermelho, e por algum motivo senti vontade de soca-lo bem no meio da cara. Hermione sorriu envergonhada e os outros zombaram de Draco.
- Hermione tem razão. Foi muito legal o que fizeram, mas ela não precisava passar por isso. – Gina disse e eu olhei para ela.
- Pensei que tinha sido você. – Falei sincero.
- Tá doido?! Foi muito bom o que fizeram, mas eu não chegaria a tanto. – Ela disse e eu acreditei.
Ainda ficamos um tempo conversando, tive que aturar todas as cantadas de Draco para Hermione, e não podia fazer nada. Só tínhamos nos beijado, eu não tinha poder sobre ela, não éramos nem namorados. Fiquei calado fingindo que não estava torcendo para que Draco caísse da mesa e desmaiasse. Mas não suportei mais, a ultima cantada foi a gota d’agua e eu saí nervoso sem me importar o que os outros iam pensar.
Draco dava em cima de Hermione na cara dura. Tudo o que ela falava ele concordava com ela, e fazia um elogio. Já devia ter dado umas quinze cantadas quando deu a ultima.
- Se Hermione me desse uma chance eu faria tudo o que ela quisesse. – Draco sorriu e Hermione sorriu envergonhada. A galera toda começou a zombar dele, e Rony saiu nervoso. Ninguém entendeu porque ele saiu daquele jeito, e Hermione abaixou a cabeça. Draco estava decidido a conseguir ficar com Hermione. Ela não poderia mentir, ele também era muito bonito, mas eles não combinavam em nada. Gina olhou para Hermione como se soubesse porque tinha saído daquele jeito e Gina saiu atrás do irmão.
Sentei em baixo de uma árvore querendo ficar sozinho. Deitei minha cabeça na árvore e fechei os olhos. Senti alguém se aproximando e meu coração disparou. Experimentei ficar com os olhos fechados esperando ser surpreendido, mas acabei levando um tapa na cabeça.
- Ai! Ei! – Abri os olhos com raiva e Gina estava parada na minha frente. – O que você quer?
- Porque deixou Draco ficar cantando Hermione daquele jeito? – Ela perguntou com as mãos na cintura.
- Gina, eu não sou nada de Hermione, não posso fazer nada. – Respondi mal humorado.
- Sei. Sei também que um beijo é suficiente pra você falar alguma coisa. – Ela respondeu direta. Nem quis perguntar como ela sabia do beijo, Gina descobria qualquer coisa que acontecia comigo.
- Hermione poderia ficar com qualquer um, menos com Draco. – Eu disse sincero e Gina sentou ao meu lado. – Tenho certeza que se eles ficarem juntos ele irá magoar ela. Draco é assim, não se importa com ninguém. Trataria ela bem e depois de um mês iria traí-la. Não quero ver ela sofrer. – Falei sincero.
- Então não deixe que ele fique com ela. – Gina falou levantando. – Vamos voltar lá, e você trate de dar um soco na cara dele se ele der mais uma daquelas cantadas de pedreiro. – Nós dois rimos e voltamos para lá.
Quando chegamos onde os outros estavam perguntei onde Hermione estava. Me arrependi. Harry apontou e lá estavam os dois conversando. Draco estava muito perto dela, e ela parecia um pouco envergonhada. Ele se aproximava dela e ela virava o rosto. Abaixei a cabeça com raiva, e fingi não me importar. Gina e Harry perceberam e puxaram assunto comigo. Quando olhei não pude acreditar. Eles estavam se beijando. Eu me enganei com ela, pensei que ela fosse diferente, mas ela era igualzinha as outras. Uma tremenda galinha!
Hermione não pôde se defender quando Draco a beijou. Ela se assustou e logo depois o empurrou.
- Você tá louco?! – Ela perguntou limpando os lábios.
- Desculpe, é mais forte do que eu.
- Percebi. – Ela respondeu envergonhada.
- Olha Hermione, vou ser sincero com você. Eu gostei muito de você, de verdade... queria ter uma chance...
- Draco, só nos conhecemos a dois dias. Ainda temos que nos conhecer melhor...
- Podemos nos conhecer melhor ficando juntos. – Ele sorriu malicioso.
Hermione desistiu de argumentar. Se sentiu usada, nunca tinha sido beijada daquele jeito. Ela se lembrou do beijo com Rony. Foi tão intenso, que parecia que eles se conheciam a anos.
- É melhor voltarmos para lá. – Hermione disse triste e eles voltaram para o lugar onde os outros estavam.
- E aaaaaaaí galera. – Simas sorriu malicioso para os dois. Hermione abaixou a cabeça envergonhada. Olhou para Rony e viu que ele estava vermelho e decepcionado.
- Com licença. – Ele disse com raiva e saiu. Hermione foi atrás.
Saí andando sem rumo e morrendo de raiva. Meu sangue fervia dentro de mim, eu me sentia um idiota. Percebi alguém correndo atrás de mim e torcia para não ser ela.
- Rony espera. – Ela segurou meu braço e eu olhei com raiva.
- O que foi? – Perguntei seco.
- Aquilo... Eu não quis aquilo. Ele me beijou e eu não tive como...
- Não teve como o que? Acho que quando você não quer beijar alguém você ao menos deixa uma marca na cara da pessoa. – Respondi com raiva.
- Mas eu não sou assim... – ela disse triste.
- Sei. Então eu me enganei. Você é igual as outras. Gosta de se rebaixar e ficar com todos que derem mole pra você. – Eu disse soltando o meu braço de suas mãos.
- Você acha que eu sou assim? – Ela perguntou triste.
- Acho. – Falei firme.
Ficamos olhando um para o outro. Por um momento eu quis pedir desculpas para ela, e dizer que não queria brigar com ela, mas alguma coisa dentro de mim me impediu de fazer isso. Olhei para o lado e Lilá vinha na nossa direção. Saí deixando-a sozinha e me encontrei com Lilá.
Hermione ficou parada olhando para os dois conversando pensando no que ele faria. Ele falava alguma coisa para ela, e por algum motivo ela parecia gostar do que estava ouvindo. Eles ficaram conversando por alguns segundos quando Lilá pulou em seu pescoço e lascou um beijo nele. Hermione arregalou os olhos e respirou fundo. Eles tinham voltado.
A ultima coisa que eu queria era voltar com aquela desmiolada. Mas eu queria fazer Hermione sentir o que eu senti, e eu só conseguiria isso voltando a namorar com Lilá. Olhei para o lugar onde estávamos e ela havia sumido. Melhor assim. Que não nos falemos mais. Fingi estar feliz e olhei para Lilá sorrindo.
Durante a aula ninguém comentou sobre o estranho acontecimento do recreio. O pessoal olhava com antipatia para Lilá enquanto ela desenhava corações na mão de Rony. Hermione fingia não se importar e fingiu prestar atenção na aula, mas a verdade era que seu coração por algum motivo, estava partido. Não sabia por que, se conheciam só a dois dias, não sabiam praticamente nada da vida do outro. E com apenas um beijo tudo isso mudou. O sinal bateu e Hermione respirou fundo. Pegou suas coisas, despediu triste de todos e saiu. Rony olhou com pena para ela, mas ela não disse nada.
Saí da escola dando graças de que eu não precisava mais aturar Lilá. Queria ir embora logo, deitar na minha cama e só acordar no dia seguinte. Se bem que nem no dia seguinte eu queria acordar, porque logo de manhã teria que ver a cara da Lilá de novo. Mas aí me lembrei de que tinha que ir ao hospital visitar as crianças. Maldita hora que minha mãe resolveu me inscrever no evento beneficente. Olhei no relógio e já estava atrasado, culpa da desmiolada da Lilá. Andei apressado, o hospital não era longe, em cinco minutos estaria lá.
Depois de andar um bocado cheguei ao hospital. Sentei-me um pouco para descansar e pegar um fôlego. Eu nem sabia o que eu tinha que fazer. Gina e os gêmeos já deviam estar lá dentro uma hora dessas. Talvez pudessem me dar algumas dicas. Estava sentado descansando quando ouvi uma voz conhecida. Levantei e segui a voz. Cheguei a um quarto e olhei escondido para lá. Meu coração disparou, e lá estava ela. Ela estava linda. Colocou um nariz de palhaço e fazia gracinhas para as crianças rirem. As crianças pareciam adorá-la, e riam de tudo o que ela fazia. Ela cantava e brincava com elas. Como era linda fazendo isso. Assustei-me quando alguém bateu em meu ombro, era um médico.
- Você veio para ajudar? – Ele perguntou sorrindo.
- Sim. – Respondi.
- Muito bem, estamos separando por duplas. Cada um fica em uma sala. Nessa sala aqui Hermione está sozinha, você pode ajuda-la. – Ele falou olhando para ela. – É uma pessoa muito boa. Ela vem aqui a uns dois anos, as crianças a adoram.
Olhei para ela encantado. Como podia ser tão linda? Meu coração disparava em cada movimento que ela fazia. Em cada risada que ela dava com as crianças, em cada palhaçada que ela fazia. Sorri sem perceber.
- Hermione! – O médico a chamou e eu me assustei. Ela olhou e sorriu para mim e andou em nossa direção. – Esse vai te ajudar... Ah me desculpe, não perguntei seu nome.
- É Rony. – Hermione falou sorrindo e olhando pra mim.
- Hm, já entendi. – O médico falou olhando para as crianças e elas fizeram um: “hmmmmm” juntas. Eu ri sem graça e fiquei vermelho, e Hermione riu olhando pra mim. – Divirtam-se. Ele falou e piscou para as crianças que riram baixo.
- Então... er... Eu não sei como se faz essa coisa... – Eu falei meio atrapalhado.
- É só ser espontâneo. – Ela disse sorrindo. – Elas gostam de rir, só isso. Se quiser conte uma história. – Ela sorriu indo para dentro do quarto. Ela foi até a cama de cada uma das crianças e deu alguns confetes para elas cochichando no ouvido de cada uma. Elas riram olhando pra mim e eu fiquei sem entender. Depois de ter passado pela cama de cada uma das crianças, ela veio em minha direção sorrindo. – Me dá a honra de ser meu noivo? - Eu sorri para ela e dei o meu braço e ela entrelaçou o seu. Nós andamos pelo espaço que tinha entre as camas como se estivéssemos entrando na igreja.
- Hermione Granger, você aceita ser esposa do senhor Ronald Weasley, na saúde e na doença, nas loucuras, nos ciúmes e mesmo se eu não souber arrumar minha cama? – Eu disse rindo e as crianças caíram na gargalhada.
- Aceito. – Ela disse sorrindo. – E você Ronald Weasley, aceita ser marido de Hermione Granger, na saúde e na doença, nas implicâncias e mesmo se eu brigasse com você por não saber arrumar sua cama? – Ela falou rindo e novamente as crianças caíram na gargalhada.
- Aceito. – Eu disse e as crianças gritaram juntas “beija! beija!” nós rimos e eu deitei o seu corpo como em um movimento de dança. Ela riu e ficou me olhando. Nós dois nos olhamos nos olhos, e por um momento eu quis realmente beija-la. Eu dei um beijo em seu rosto e depois a voltei para o lugar. As crianças jogaram os confetes em nós dois, divertidas e sempre rindo.
Ainda ficamos um tempo brincando com as crianças. Em pouco tempo eu peguei o jeito. Contava histórias para elas, fazia graçinhas com Hermione, brincava com cada uma delas. Quando deu a hora de irmos embora me senti orgulhoso por ver um sorriso no rosto de cada uma. Nós dois nos despedimos dela, e prometemos voltar na próxima semana.
- Isso foi demais! – Eu disse para ela enquanto íamos tomar um suco na lanchonete.
- É. Eu adoro fazer isso. – Hermione sorriu satisfeita.
- O doutor disse que você faz isso a dois anos. É verdade?
- Sim. – Ela falou enquanto sentávamos na lanchonete. – Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe Ronald Weasley. – Ela disse desafiadora e eu sorri.
- Você pode me contar. – Eu disse sorrindo e ela fechou o sorriso. – O que foi? – Eu perguntei preocupado.
- Nada. – Ela disse sorrindo de novo. – Só... Não to preparada ainda pra te contar toda a minha vida sabe... Ela é meio complicada.
- Claro. Sem pressões. – Eu disse sorrindo.
- Olha Rony... Sobre hoje de manhã, eu juro que não quis beijar o Draco. – Ela disse parando de sorrir e eu fiquei sério. – Não quero que pense que eu sou o tipo de menina que sai ficando com vários. Eu não sou assim. Pra te falar a verdade, fiquei com três caras em toda a minha vida. – Ela riu triste.
- Tudo bem. – Eu senti que ela estava sendo sincera e segurei sua mão. – Não se preocupe com isso. Podemos ser amigos não é?!
- Claro. – Ela respondeu feliz.
Se não podíamos ser mais do que isso, ser amigos já estava de bom tamanho. Continuamos conversando animados sobre o hospital e as crianças. Não tocamos no assunto Lilá/Draco.