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4. O Primeiro Golpe da Realidade


Fic: Secret Harmony


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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As mãos dele percorriam febrilmente o corpo dela, movidas por uma ânsia desesperada de tocar, sentir, provar e marcar aquela pele quente e suave das suas curvas perfeitas. Os lábios, ávidos, trilhavam o pescoço alvo entre beijos ardentes e mordidas mais e mais provocantes.


A respiração dela acelerou bruscamente, fechando os olhos, ela permitiu que as mãos trêmulas acariciassem seus braços, subindo lentamente pelos ombros até prenderem-se no pescoço, permitindo que seus dedos finos roçassem nos fios negros e rebeldes do cabelo dele.


Não conseguiria dizer se era impressão ou realidade, mas estava ficando cada segundo mais quente, ela podia sentir cada centímetro da sua pele pegando fogo. Com um sorriso malicioso, ele mordiscou o lóbulo da sua orelha a levando a ofegar e morder com força o lábio inferior, impedindo-se de gritar de puro prazer. Sua razão estava escorrendo pelo ralo numa velocidade insana.


Ciente do efeito de suas carícias sobre ela, o garoto desceu lenta e tentadoramente suas mãos pelos quadris dela, até alcançar as costas dos seus pequenos joelhos, ela estremeceu e segurou forte em seu pescoço, não precisava de palavras, ela sabia exatamente o que ele pretendi fazer e com um único movimento ele a ergueu sobre si, encaixando-a contra sua cintura e em seguida prendeu o corpo dela contra a parede.


Ela gemeu baixinho, cruzando as penas em suas costas enquanto ele a prensava com força, reivindicando seus lábios num beijo apaixonado.


Era surreal, seu coração corria desesperado dentro do peito, sua boca clamava pelo sabor dos lábios dele, sua pele ansiava por suas carícias e sua mente a provocava com delírios indizíveis cada vez que ele a beijava profundamente, com urgência, exigente, malicioso e tão cheio de desejo que a inflamava em brasas.


Lentamente, as mãos dela desceram pelos ombros largos, apertando, marcando em sua pele a sensação dos músculos do peito dele, a respiração dele engatou na garganta quando as pequenas mãos levantaram sua camisa e percorriam famintas o seu corpo, começando pelo abdome, arranhando levemente as unhas sobre o peito firme e seguindo em direção as suas costas com voracidade, o obrigando a levantar os braços para que ela arrancasse sua camisa de uma vez.


Ele sorriu torto em sua direção, ajeitando os óculos redondos, daquele jeito que deixavam suas pernas moles e seu coração disparado de uma única vez, sem pensar duas vezes atirou sua camisa para o lado, seus olhos verdes ganhando um brilho escuro de pura luxúria enquanto ela umedecia os lábios em antecipação.


Em segundos ele colou seus lábios aos dela, sua língua acariciando a pequena e deliciosa boca dela, a mão direita agarrando possessivamente a cintura delgada enquanto com a mão esquerda afundava-se no mar macio dos cachos selvagens.


Ela esticou seus corpo chocando-se contra ele mais uma vez, não haviam palavras para dar significado a essas sensações primitivas que se apoderavam dela, mal lembraria de seu próprio nome depois de sentir contra suas mãos o peito dele, os batimentos apressados e violentos do seu coração.


A boca insaciável dele desceu por sua mandíbula até a base do pescoço dela, e sem pedir consentimento sua mão foi descartando a blusa colegial que ela vestia, botão a botão numa paciência torturantemente sedutora, a cada pedaço de pele revelado, mais beijos aqueciam a sua pele.


Ela Jogou a cabeça para trás e fechou os olhos com força, suas mãos instintivamente agarrando os cabelo negros enquanto murmurava seu nome.


"Haaaarryy"


Ela o sentiu sorrir novamente contra sua pele, antes que se desse conta, o grifinório já havia arrancado sua blusa e agora puxava as alças do sutiã com os dentes e agora se ocupava em explorar o colo alvo e as fascinantes curvas dos seus seios com beijos lascivos.


As pernas redobraram o aperto sobre a cintura de Harry e seus braços instintivamente envolveram a cintura feminina prensando-a contra si, no entanto, fora a sua vez de ofegar e gemer o seu nome quando ela começou a movimentar-se no seu colo, friccionando os quadris numa dança libidinosa. Ela o estava deixando louco em todos os possíveis e impossíveis sentidos dessa palavra.


"Ahhh... Hermione..."


Murmurava com dificuldade, mas em tom de aviso. Não sabia até onde suportaria tanta provocação, ele a desejava com loucura e deixava-a perceber isso das formas mais claras possíveis. Seus beijos ficaram mais sensuais, suas carícias mais afoitas e libertinas, seus abraços ganharam significados muito mais lascivos, bastava que seus amigos e companheiros da grifinória olhassem com um pouco mais de atenção e poderiam perceber o que estava escondido nas entrelinhas.


Porém, para a sorte dos dois, sua amizade camuflava os olhares desejosos, os sorrisos maliciosos e os sussurros ao pé do ouvido capazes de fazer a perfeita e inabalável Hermione Granger estremecer e ficar tão vermelha quanto os cabelos de um Weasley. Harry permanecia ao lado de seus amigos, o trio de ouro seguia firme e forte, mas durante a noite, eram apenas Harry e Hermione.


A sessão de estudos na biblioteca ha muito esquecida, beijos saudosos, discussões, abraços, carícias, planos, promessas, segredos confessados... e muitos sonhos! Mas esta noite era diferente. Escaparam por pouco de Filch, mesmo sob a proteção da capa de invisibilidade de Harry, tiveram que se esconder numa sala vazia, completamente sombria, oferecendo-lhes apenas a luz pálida da lua que permeavam as janelas de vidros embaçados pelo sereno.


Ainda estavam debaixo da capa, quando Hermione fechou os olhos com força praguejando baixinho.


"Eu sabia que deveríamos ter saído mais cedo!"


Resmunga a grifinória culpando-se pela condição de "fugitivos" de Filch.


"Por favor, Mione, ficamos a semana inteira ocupados, eu com o quadribol e você com seus ensaios de runas e aritmância... nós mal tivemos tempo de ficar juntos, não é culpa nossa se Filch está e mau-humor!"


Protesta Harry entre sussurros na tentativa de tranquilizar sua namorada secreta. Estavam chegando ao final de uma semana exaustiva e cada vez ficava mais difícil ficar à sós com Hermione. Suas noites na biblioteca se tornaram mais "movimentadas" graças a aproximação dos OLW's e a um grupo de corvinais obcecados por leitura liderados por Cho, que vigiavam a dupla grifinória enquanto estudavam.


Com um suspiro cansado ele encostou sua testa contra a dela, inalando o perfume suave de seus cabelos cacheados, quase instintivamente suas mãos alcançaram os cachos e ficaram brincando com as mechas suaves. A monitora conseguiu relaxar envolvendo os braços na cintura do moreno.


"Mas, ainda assim... estamos nos arriscando demais! Não é a primeira vez que fugimos de Filch"


Relembra a grifinória deitando a cabeça no peito do namorado, saboreando a sensação de estar tão próxima ao coração de Harry a ponto de ouvir cada uma das batidas poderosas dele.


"Eu não me importo!"


Responde Harry abraçando Hermione e beijando levemente e topo da sua cabeça. Poderia parar o tempo se ela permanecesse em seus braços, era simplesmente reconfortante, seguro, certo estar assim com ela. Poderia jurar que ela nasceu para estar em seus braços e um sentimento de orgulho e possessividade inflamava seu peito.


"Poderíamos ser expulsos, perderíamos mais de cem pontos para a grifinória, você poderia perder seu posto no time de quadribol e eu perderia meu emblema de monitora, ganharíamos detenções pelos próximos dez meses e..."


Começava Hermione afastando-se do peito de Harry e o encarando severamente enquanto enumerava as temíveis possibilidades de punição ao qual se arriscavam todas as noites. No entanto, Harry tinha outras ideias em mente.


"Eu já disse que nada disso me importa! Se esse é o risco para estar com você, então vale a pena!"


Responde a silenciando com um olhar determinado, a apertando em seus braços com força.


"Harry..."


Murmura Hermione sem palavras, seu coração acelerou após a declaração do grifinório, que assim como ela estava esgotado, estressado, cercado de cobranças por todos os lados, mas mostrava-se decidido em arriscar todas as coisas que eram importantes para ele, tão somente por algumas horas na companhia dela.


"Se esses forem os riscos Hermione, então os considero muito pouco! Você é extremamente mais importante para mim do que quadribol, taças das casas ou fins de semana em Hoagsmead!"


Confessa com um sorriso sincero o moreno e no instante seguinte, Hermione atirava-se em seus braços num beijo urgente e apaixonado e as coisas começaram a esquentar para o casal. Harry estava a ponto de arrancar o sutiã de Hermione quando um grito agonizante cortou a escuridão da sala vazia. Ele mal percebeu... que aquele que gritava como se fosse jogado num mar de chamas, fora ele.


O corpo do grifinório retesou-se completamente, seus músculos contorciam dolorosamente sua mente afundou em branco, seus olhos rolaram febrilmente sobre as pálpebras trêmulas e seu sangue mais parecia ter sido drenado do seu corpo. Hermione desesperou-se ao perceber o namorado empalidecer mortalmente após um grito lacerante cruzar sua garganta. Harry estava frio, os dentes rangendo ferozmente e as mãos apáticas caíam sem forças pelo corpo dela.


Hermione soltou-se dele momentos antes do grifinório cair ao chão em espasmos agitados. Harry encolheu-se ao pés da namorada com as mãos firmemente flexionadas sobre sua cabeça, lágrimas fugiam pelos cantos dos olhos dele enquanto gemidos de agonia escapavam entre dentes. Trêmula e apavorada, ela ajoelhou-se ao lado dele amparando sua cabeça sobre o colo enquanto chamava por ele.


"Harry! Harry você precisa se controlar! Harry por favor me escuta! Você precisa voltar pra mim, não deixa ele te dominar assim!"


Pedia desesperadamente Hermione, abraçando a cabeça do namorado enquanto murmurava palavras carinhosas contra seu ouvido. Estava tão assustada, com tanto medo de perdê-lo que mal deu-se conta do estado de suas roupas, Harry apenas de calças e ela em suas saias do uniforme e sutiã. Se alguém os encontrasse seria um escândalo.


"Harry volta para mim!"


Implorava Hermione não conseguindo conter as próprias lágrimas. Ela encostou sua bochecha contra a testa fria do moreno, deixando as lagrimas umedecerem a tão amaldiçoada cicatriz em formato de raio. A marca do infame bruxo das trevas que destruíra a vida do seu melhor amigo e namorado, Harry.


Passaram-se horas, minutos, segundos, dias, uma eternidade inteira em uma única noite. As luzes frágeis do amanhecer adentrando furtivamente as janelas da sala de aula. Hermione encontrava-se sentada no chão, com as costas escoradas contra a parede, Harry agora dormia pacificamente em seu colo. A mão direita da grifinória permanecia sobre a testa do rapaz, enquanto a mão esquerda encontrava-se estendida sobre o peito dele, onde sentia as batidas do seu coração.


Ela tinha os olhos fechados, mas não dormia, estava nessa posição a tanto tempo que mal sentia as pernas ou os braços, ambos dormentes, a única coisa que a incomodava realmente era a forte dor nas costas. Tinha colocado a blusa de volta, mas não se dera ao trabalho de abotoar todos os botões. A sua preocupação com Harry a fazia esquecer-se do resto do mundo. Ele estivera sob uma tortura desumana durante toda a madrugada. Ela acompanhou cada passo daquele pesadelo ao seu lado e tentou de todas as formas confortá-lo. Chegara ao ponto de apontar a varinha para ele e lançar um encanto "Relaxio" sobre ele para permitir que seus músculos não distendessem completamente.


Abrindo os olhos lentamente, Hermione encontrou-se a acariciar os cabelos que caíam sobre a testa do grifinório. Ele evitava lhe contar sobre esses temidos pesadelos. Rony confessara a ela que muitas vezes Harry acordava no meio da noite murmurando em língua de cobra, ou debatendo-se como se tivesse possuído pelo próprio Voldemort. A lembrança fez a monitora estremecer e segurar o fôlego dentro dos pulmões.


Não conseguiria ficar tranquila enquanto Harry estivesse sofrendo com esses ataques covardes de Voldemort em sua mente. Precisava fazer alguma coisa para ajudá-lo. Tão perdia em pensamentos, ela não notou quando ele abriu lentamente os olhos, saboreando a sensação de acordar no colo macio de Hermione.


O perfume dela, as suas mãos delicadas acariciando-o tão levemente que ele poderia confundi-las com o toque de um anjo. Os cabelos cacheados caindo livremente por seu rosto delicado, a expressão de preocupação e ternura que ela ostentava enquanto perdida em pensamentos... e suas roupas amassadas, segura tão somente por alguns frágeis botões, mostrando-lhes o sutiã que usava e os movimentos rítmicos da sua respiração expondo a deliciosa curva dos seus seios... Ele sentiu algo queimar dentro de si. Eles estavam quase... dando o próximo grande passo na sua relação quando tudo ficou em branco.


Um flash de dor alucinante o tinha feito perder os sentidos e tudo o que conseguia lembrar era acordar nos braços da sua namorada. A pálida luz da manhã dava a Hermione um brilho estéreo, raro, único. Um sorriso bobo formou-se nos lábios do grifinório. Não tinha que ser um gênio para perceber que ela passara a noite cuidando dele. Provavelmente a assustada como a morte! Mas, a sua Hermione era uma garota forte, não deixou o seu lado mesmo diante de alto tão aterrorizante quanto ele ouvia Ron, Neville, Dean e Simas narrarem.


Ela estava perdida em pensamentos, Harry sorriu, com cuidado, puxou uma de suas mãos até os lábios a beijando sob a palma. A monitora despertou alarmada tomando fôlego.


"Oh Harry!"


Murmurou antes de abraçá-lo com força.


"Estive tão preocupada! Você não acordava, ficava debatendo-se e falando coisas que eu não entendia..."


Dizia freneticamente a grifinória enquanto Harry levantava-se para acomodá-la melhor em seus braços. Estava tão aliviada por ele estar bem que enterrou o rosto na curva do seu pescoço e permitiu-se chorar todo o desespero que sentia.


"Shhh Mione, eu estou bem! Eu estou bem!"


Tranquilizava o moreno, culpando-se por tê-la assustado tanto, afinal ele sabia que esses pesadelos viriam quando estava sob forte pressão ou estresse, mas por outro lado, sentia-se extremamente feliz por tê-la ao seu lado, por saber que estivera na segurança dos braços da sua Hermione e que fora real, era a voz dela o chamando de volta à realidade, fora dos delírios e visões de Voldemort.


"Me perdoa Mione, eu não queria te assustar assim!"


Pede Harry após alguns momentos de silêncio onde fora a sua vez de confortar a namorada. Ele afastou-se do abraço, apenas o bastante para olhá-la no fundo dos olhos castanhos que tanto admirava.


"O que realmente aconteceu Harry? Não pareceu um pesadelo comum... nós... bem... você parecia bastante acordado aquela hora!"


Questiona Hermione não conseguindo conter o embaraço ao lembrar o que os dois estavam fazendo na noite passada. Agora a monitora encontrava-se fortemente corada e seus olhos mal encaravam o moreno de olhos verdes.


Harry gemeu interiormente. Hermione era difícil de enganar, ele não desejava desperdiçar o pouco e tão valioso tempo que tinham a sós discutindo sobre Voldemort e as formas que ele encontrou de torturar Harry mentalmente. Com um suspiro resignado, o moreno fechou os olhos a assentiu, contaria tudo o que sua namorada desejasse, ela merecia mais do que ninguém saber o que estava acontecendo.


"É Voldemort!"


Diz o escolhido sem rodeios. Seu semblante ganhando uma sombra amarga com o nome do assassino dos seus pais. Hermione mordeu o lábio inferior e obrigou-se a manter-se firme, ouvindo o que ele teria a dizer sem mais pressioná-lo.


"As vezes eu sinto que ele esta entrando nos meus sonhos... é estranho... no começo eu pensava que eram apenas pesadelos... mas depois foram ficando mais reais..."


Começa Harry logo interrompendo-se, ainda confuso sobre como explicar isso à Hermione. Agitado ele esfregou os cabelos rebeldes e retomou a explicação.


"Acontece que desde o torneio tribruxo... desde a morte de... Cedric e o retorno e Riddle... eu tenho sonhos, como se eu estivesse enxergando através dos olhos dele! Eu via assassinatos, torturas, os comensais da morte... Era terrível!"


Confessa Harry num esforço sobre-humano, e Hermione segura sua mão fortemente em apoio.


"No começo eu apenas assistia a tudo, como numa penseira, mas agora... agora eu posso sentir muitas coisas, é como se existisse uma ligação entre mim e Voldemort!"


Desabafa o moreno severamente e Hermione não consegue segurar-se com o turbilhão de ideias atormentando a sua mente.


"Ele usou o seu sangue Harry! No final do torneio tribruxo, ele precisou do seu sangue no ritual para ressurgir! Isso pode ter criado um vínculo entre vocês e poderia explicar essas visões se tornando mais reais e os pesadelos ficando muito mais incontroláveis! Deveríamos falar com Dumbledore o quanto antes e..."


Empolga-se a garota, com os olhos amplos em pavor e as mãos agitadas por todo o ar, Harry quase poderia ouvir seu cérebro trabalhando em todas as possibilidades e livros que ela definitivamente iria procurar em suas pesquisas para ajudá-lo.


"Hermione! Hermione acalme-se!"


Pede o moreno tendo que segurá-la com força em seus braços ou ela teria corrido para a biblioteca no estado em que se encontrava, com olheiras sob os olhos, cabelos desarrumados e a roupa completamente desgrenhada. Com um olhar questionador ela estava prestes a protestar quando ele tomou seus lábios num beijo calmo e profundo, pacificando toda a agitação do corpo da monitora.


Quando se separaram do beijo, ele encostou sua testa contra a dela.


"Isso é algo para nos preocuparmos mais tarde Mione!"


Diz Harry com a voz rouca fazendo a grifinória estremecer.


"Eu simplesmente odeio quando isso acontece... Ainda mais numa hora tão... arg! Esses pesadelos sempre me pegam no pior momento possível, mas dessa vez ultrapassou os limites!"


Revela o moreno com um tom de voz furioso e ao mesmo tempo extremamente sensual. Hermione fechou os olhos com força e mordeu o lábio inferior contendo o desejo de suspirar, ele possivelmente desconhecia o poder que tinha sobre ela quando agia assim, imaginou a grifinória.


"Harry... temos que voltar antes que deem por nossa falta"


Tenta Hermione usando o pouco que lhe restava de sanidade. Em poucas horas toda Hogwarts estaria desperta, mesmo num sábado de manhã, Hogsmead era motivo o bastante para arrancar até os mais preguiçosos de suas camas bem cedo.


"Quem se importa com os outros Mione... eu quero você!"


Murmura ele distribuindo beijos languidos pelo pescoço alvo descendo lentamente até a curva dos seios da morena que apertou as unhas sobre os ombros dele em resposta.


"Harry, por favor!"


Implorou Hermione numa voz quase chorosa e o moreno finalmente cedeu. Com um suspiro derrotado, ele não poderia dizer não à sua namorada depois de todo o susto que a fizera passar noite passada. E com um esforço maior ainda ele levantou-se primeiro, estendendo a mão para ajudá-la a ficar de pé e logo em seguida a prensou contra a parede num beijo ardente e cheio de desejo, seus braços envolveram a cintura dela com força, moldando o corpo macio ao seu e as mãos de Hermione seguiram instintivamente pra o pescoço do grifinório.


Se afastaram minutos mais tarde por falta de ar, o brilho maroto nos olhos verdes quase fizeram a resistência de Hermione, ruir. Era uma missão impossível tentar resistir a Harry, ele a tinha em suas mãos com apenas um sorriso. Ela encontrou seus olhos e engoliu em seco quando ele falou novamente:


"Será inesquecível! Eu prometo."


Não eram precisas mais palavras, ela sabia muito bem a que ele se referia. A sua primeira vez, e tão somente o pensamento fez a monitora ruborizar até a raiz dos cabelos. Estiveram tão perto noite passada, não conseguiam conter seus mais lascivos desejos, suas mãos ganhavam vida própria, seus lábios exigentes ansiando por saborear a pele um do outro, a necessidade selvagem de sentir o corpo do outro contra o seu.


Harry deixara bem claro o quanto queria isso, tanto ou mais do que ela poderia imaginar, beijos já não eram mais suficientes para acalmar a vontade que Harry tinha de marca-la como sua, os sentimentos que Hermione despertava dentro dele eram tão intensos, poderosos e dominantes que nublava seus pensamentos e fazia ferver seus sentidos.


Ele a admirava, a adorava, a desejava, a ansiava... a amava acima de tudo... sonhava com o roçar macio de seus lábios rosados, com a sensação maravilhosa de percorrer a pele suave de seu corpo com as próprias mãos, o seu perfume o inebriava, seu sorriso o encantava, sua voz o hipnotizava, o simples toque de sua mão era suficiente para fazê-lo esquecer-se do resto do mundo e só pensar nela.


Hermione era seu mundo, a garota mais incrível, doce, carinhosa, leal, corajosa, forte, determinada, bela e assustadoramente inteligente que conhecera na vida. Tinha tanta sorte em tê-la consigo! Pensou orgulhosamente o moreno, não cansaria nunca de contempla-la, era tão linda, mesmo com o rosto marcado pelo cansaço e as roupas em desalinho, para Harry, Hermione estava magnífica. Ele sorriu novamente apertando sua mão em volta dos dedos frágeis da namorada.


Ficava a cada segundo mais difícil não avançar o sinal e fazê-la sua sem pensar nas consequências. Mas, Harry não era assim, e jamais se perdoaria se forçasse Hermione a algo que não se encontrava preparada, mesmo tendo plena consciência de que a grifinória seria mais do que capaz de fazê-lo parar se estivesse sentindo-se incomodada, afinal uma das maiores qualidades de Hermione era não ter medo de falar exatamente o que pensava para ele.


Harry esperava que a primeira vez fosse marcante, especial e incrível para os dois e poderia apostar sua firebolt nisso, ele o faria incrível para ela... por ela.


Alguns minutos mais tarde, depois de recuperar a capa da invisibilidade, Harry ajudou Hermione com os encantos de limpeza e correção para os seus uniformes antes de seguirem de mãos dadas para a torre grifinória.


Harry esperou até que a namorada subisse as escadas do dormitório das garotas para finalmente jogar-se no sofá no salão comunal. Não tinha mais sono, seu desejo de ir para a cama perdendo-se nos pensamentos do que acontecera enquanto estivera desacordado no colo de Hermione.


Voldemort mais uma vez interferia em seus pensamentos, o assombrava, intimidava em visões e pensamentos. Levando uma das mãos à cicatriz ele continuou a recordar as palavras de Hermione, talvez aquele ritual no cemitério, usando o sangue de Harry tenha fortalecido a conexão entre eles, agora talvez Voldemort soubesse disso e tentasse deliberadamente feri-lo, ou o lorde das trevas simplesmente ignorasse o fato e continuasse agindo sem importar-se com as consequências.


Com um suspiro cansado ele jogou a cabeça para trás fitando o teto com desinteresse. Sabia que mais um confronto com o lorde das trevas seria inevitável. Mas, não queria apenas esperar para ver, seus amigos estariam em perigo caso falhasse e agora Voldemort contava com seguidores fieis e poderosos no mundo mágico. Mais uma vez, Hermione tinha razão, era preciso falar com Dumbledore!


Levantando-se rapidamente, Harry logo percebeu que ainda era cedo para falar com o velho diretor, mas, uma ideia surgiu em sua mente... Com um sorriso maroto, ele jogou a capa da invisibilidade sob as costas e seguiu apressado para o corujal, dessa vez mandaria Edwiges atrás de Sírius, seu padrinho com toda a certeza o ajudaria a encontrar uma solução para seus conflitos.


Duas horas mais tarde, o salão comunal da Grifinória estava uma agitação só. Rony conversava agitadamente com os seus colegas de quarto, interrogando-os sobre o paradeiro de Harry. O Weasley fora dormir tarde e ainda assim não tinha visto sinal do moreno, mesmo que fosse o mais distraído do trio de ouro, ainda se preocupava com o amigo e com a piora de seus pesadelos nos últimos dias.


"Estou falando sério! Ele não esteve no dormitório a noite inteira e ninguém o viu no Grande salão!"


Insiste Dean jogando as mãos para o alto em rendição.


"Ele poderia ter passado a noite com alguma garota, sabem disso não é? E com certeza não iria gostar de ver dois marmanjos discutindo sobre isso!"


Sugere Seamus com um sorriso malicioso deixando Rony vermelho como um tomate maduro ao imaginar a vida intima de seu melhor amigo.


"Harry não faria algo assim! Ele teria me dito alguma coisa, somos melhores amigos seu idiota!"


Rebate o ruivo com um tapa na nuca do colega, distraindo-o da imagem de Harry se agarrando com uma garota, era traumatizante demais para o Weasley.


"Talvez ele tenha perdido a hora voando por aí! Ele sempre faz isso quando tá com a cabeça cheia!"


Interrompe Neville dando de ombros, afinal não seria a primeira vez que Harry chegava tarde da noite depois de horas voando em sua vassoura, alegando que isso o ajudava a colocar a cabeça no lugar.


"A firebolt estava em cima da cama Neville! Precisa de óculos?"


Responde Rony estreitando os olhos para o Longbottom.


"Won Won você não acha que está exagerando demais de preocupação com o Harry?"


Intervém Lavender segurando amavelmente o braço do ruivo falando no tom mais meloso que poderia conseguir.


"Lav Lav eu estou falando sério! Harry não iria sumir assim de uma hora para outra sem me dizer nada!"


Responde Ron com uma careta pelo apelido que acabara de usar com a namorada. Lavender o estava deixando maluco. Dean, Seamus e Neville seguravam risadas abafadas ao assistir a troca de apelidos carinhosos entre eles.


"Eu aposto que ele estava ocupado com alguma garota!"


Insiste Seamus em voz alta e nesse instante os gêmeos aparecem num passe de mágica atrás deles.


"Sinto cheiro de aposta grande no ar!"


Fala cantante George enquanto Fred esfregava as mãos em animação absoluta.


"Onde estará nosso precioso menino que sobreviveu?"


Provocava Fred com um sorriso maligno. Rony fez uma careta de horror, agora definitivamente Harry iria trucida-lo por causar tamanha comoção.


"Façam suas apostas! Foi sequestrado por sonserinos? Encontrou o amor nos braços de uma garota sortuda? Ficou preso em algum armário de vassouras? Se transformou num hipogrifo mágico?"


Anunciava George reunindo alunos de todas as idades ao seu redor. Seamus apostou um galeão na sua opção enquanto Angelina balançava negativamente a cabeça em reprovação, em meio a isso Ginny descia as escadarias com uma expressão confusa no olhar, se aproximando de Dean ela senta-se ao seu lado e sussurra discretamente para ele:


"O que os gêmeos estão aprontando dessa vez? Será que tenho que enviar uma coruja para a minha mãe de novo?"


Questiona sem tirar os olhos dos irmãos mais velhos.


"Harry passou a noite fora do dormitório e agora todos estão procurando as possíveis explicações para o sumiço do herói do mundo mágico"


Brinca Dean, mas a expressão de choque de Ginny não acompanhava o bom humor do namorado.


"Como assim o Harry sumiu? Ele não é de fazer esse tipo de coisa!"


Protesta visivelmente preocupada a ruivinha.


"Ginny querida, ele provavelmente estava com Cho, se lembra de como ela estava cercando ele noite passada? Vai ver eles se acertaram como Seamus disse."


Tranquiliza Dean passando o braço sobre os ombros de Ginny.


"Eu sei, mas o Harry estava com Hermione, ele nunca deixaria a Mione para ficar com a Cho!"


Garante a Weasley e agora Dean levantou uma sobrancelha sugestivamente.


"Está dizendo que ele passou a noite com Hermione?"


Sussurra o garoto sem desejar chamar atenção para o nome da amiga nascida trouxa e Ginny engasgou com as próprias palavras.


"É obvio que não seu idiota! A Mione ainda está dormindo lá em cima!"


Rebate Ginny estreitando os olhos em represália, como raios Dean poderia pensar uma coisa dessas da Mione? Ela provavelmente teria obrigado Harry a voltar para a torre grifinória antes do horário de recolher para não perderem pontos da casa! No entanto, o garoto lhe trouxera uma boa ideia.


A ultima pessoa a ver Harry antes dessa confusão toda foi Hermione, ninguém melhor do que ela para esclarecer as coisas, e caso não soubesse de nada, ela ainda seria a pessoa mais indicada para encontrar o grifinório de olhos verdes e óculos redondos.


"Mas, você me deu uma boa ideia de como encontra-lo"


Completa Ginny com um sorriso convencido, antes de beijar rapidamente o namorado e correr de volta as escadarias do dormitório, encontrando Rony discutindo com Lavender.


"Não custa você fazer isso por mim Lav Lav!"


Pedia Ron impaciente.


"Vamos perder nosso passeio a Hogsmead se continuarmos aqui Won Won!"


Choramingava a loira com uma expressão exageradamente dramática. Parvati ao lado da amiga revirava os olhos.


"É só perguntar pra Hermione se ela sabe onde o Harry está! Não vai nos atrasar em nada!"


Esbraveja o ruivo ficando vermelho de raiva.


"Por que está gritando comigo Won Won?"


Desespera-se Lavender quase em lágrimas e Rony deu-se por vencido.


"Ah esquece!"


Resmunga jogando as mãos para o alto em rendição, e logo em seguida foi engolido por um super abraço da namorada.


"Sabia que ouviria a voz da razão Won won! Vamos para Hogsmead enquanto é tempo!"


Comemorava Lavender com um sorriso de orelha a orelha deixando Ron, Parvati e Ginny lívidos. Como era possível estar tão radiante assim, se a segundos atrás estava chorando?


"Que barulho é esse?"


Resmunga Hermione no topo da escadaria encarando seus colegas com curiosidade. Os olhos de Rony brilharam ao ver a amiga.


"Graças a Merlin! Hermione precisamos da sua ajuda! O Harry desapareceu e não conseguimos encontra-lo em lugar algum!"


Fala tudo de uma única vez o Weasley mal deixando a monitora processar as informações que ele lhe dera. Lavender percebendo que o foco da atenção do seu namorado agora estava em Hermione abriu a boca com indignação pronta a protesta, quando foi silenciada por Ginny.


"O que esse cabeça de vento está tentando dizer é que o Harry passou a noite fora do dormitório e agora todos estão apostando sobre com quem ele passou a noite!"


Diz acusadoramente a ruiva lançando um olhar fulminante ao irmão.


"Aposto que ele vai ficar muito feliz quando descobrir a confusão que o Rony causou por causa disso!"


Conclui deixando o irmão pálido de terror.


"Eu só estava preocupado com meu melhor amigo okay? Não é como se eu tivesse como controlar os gêmeos"


Defendeu-se Ron encarando desafiadoramente sua irmãzinha.


"Mas tem como controlar essa língua grande de ter falado pra todo o salão comunal ouvir!"


Rebate a mais nova cruzando os braços e batendo o pé em desgosto.


"CHEGA DE DISCUSSÃO OS DOIS!"


Bradou Hermione se colocando entre eles com uma expressão severa, tentando bravamente não se deixar corar, afinal se Harry passara a noite com alguma garota, fora com ela.


"Em primeiro lugar... Rony você tem certeza que o Harry não voltou ao dormitório em nenhum momento dessa manhã?"


Inquiriu Hermione lançando um olhar sério para o amigo ruivo.


"Certeza absoluta Hermione!"


Responde Ron.


"Já procuraram por ele fora do salão comunal?"


Pergunta a monitora agora olhando para Parvati, Lavender e Ginny.


"Grande salão, corredores, pátio, salas de aula... nada!"


Responde Parvati se pronunciando pela primeira vez na discussão. Preocupada, Hermione levanta o pulso esquerdo encarando o relógio, ainda não era hora da biblioteca abrir, o que excluía a possibilidade de Harry estar lá. Lançando um olhar pela janela do salão ela volta a perguntar.


"Já procuraram no campo de quadribol?"


"Não, mas sua vassoura continua no quarto!"


Responde Rony rapidamente.


"Ele poderia estar caminhando em volta do lago!"


Sugere de má vontade Lavender recebendo um cutucão de Parvati. Todos olharam para ela, não pela sugestão, mas pelo tom irritadiço que usava.


"Ele provavelmente queria um tempo sozinho! Não precisa me olharem desse jeito!"


Reclama a loira dando as costas e saindo do salão comunal furiosa. Hermione apenas respira fundo ignorando os ciúmes de Lavender e agora olhando diretamente nos olhos de Ron ela sussurra.


"Não aparece no mapa?"


Questiona com preocupação na voz, tinha quase certeza de que ele seguiria para o dormitório logo depois dela.


"O mapa e a capa ainda estão com ele"


Responde baixinho o ruivo olhando para os lados sorrateiramente.


"Ótimo! Assim fica mais difícil encontra-lo."


Pragueja Hermione antes de esfregar com força as têmporas. Dormira tão pouco, mas estava ansiosa para poder falar com Dumbledore e investigar nos seus livros as formas de ajudar Harry e se livrar daquela ligação com Voldemort, talvez algumas runas ou ritual pudesse ajuda-lo a deter os avanços do Lorde das trevas sobre a mente do grifinório.


"Vamos nos dividir! Gina você pode ir com Dean procurar o Harry no lago! Rony, pegue a vassoura e siga até o campo de quadribol. Procure por todos os lados! Chamem Neville e Seamus para procurarem na cabana de Hagrid e na sala do diretor respectivamente, eu seguirei para o corujal! Ele não estava bem noite passada e não seria muito seguro deixa-lo sozinho!"


Anuncia determinada Hermione e agora metade do salão comunal a assistia com os olhos amplos e o queixo caído em choque.


"Não seria melhor avisar a McGonagall?"


Sugere Collin enquanto consertava sua inseparável câmera.


"Se o Harry estiver apenas caído no sono e perdido a hora de voltar? Nós poderíamos evitar perder pontos para a grifinória o encontrando antes da nossa chefe de casa! Temos uma hora antes do passeio a Hogsmead ser aberto, se até lá não encontrarmos Harry, falaremos com os professores!"


Responde convicta Hermione e no instante seguinte, Ron, Ginny, Parvati, Collin, Dennis, Seamus, Neville e Dean seguiam suas ordens. Ela tinha o coração apertado em preocupação, Harry não estava realmente bem para sair por aí sozinho, deveria ter ficado no dormitório e descansado mais um pouco antes de procurar Dumbledore.


Conhecendo o moreno, poderia apostar que não conseguiu ficar quieto por muito tempo e se não estava com o diretor, estaria com Edwiges, provavelmente tentando entrar em contato com Sírius, ainda fugitivo da prisão. Foi exatamente por essa razão que insistiu em procura-lo no corujal sozinha.


Seus passos eram rígidos, seu corpo ainda protestava pela noite que passou em alerta cuidando de Harry. Seus músculos estavam tensos e seus olhos pesados, quando finalmente chegou ao ultimo degrau do corujal, encontrava-se ofegante. Ignorando o cansaço, ela levantou o rosto e procurou o namorado, vasculhando o local com o olhar.


"Harry?"


Chamou suavemente a grifinória, entrando com cautela na cúpula cheia de aves.


"O que faz aqui Granger?"


A voz intimidadora de Draco Malfoy a fez pular de susto e voltar-se ao sonserino que a encarava questionador, no entanto, sem apresentar nenhuma posição ofensiva. Na verdade, Hermione percebeu, ele estava nas vestes escolares, e em seu ombro uma incrível coruja cinzenta de olhos escuros a fitava de forma penetrante.


"Malfoy! Eu... estava a procura do Harry"


Diz a grifinória levando alguns instantes para recuperar-se do susto. Draco apenas assentiu e seguiu em direção à janela onde havia um espaço para sua coruja. Deixando-a ali, deu as costas à monitora murmurando baixo o suficiente para apenas ela ouvir.


"Potter não está aqui! Ele e está com o diretor Dumbledore."


Depois do aviso, o sonserino sumiu da sua vista. Deixando para trás uma Hermione seriamente confusa, ela poderia jurar que Harry estaria ali, com toda certeza enviara alguma mensagem para Sírius, já que Edwiges estava longe de ser encontrada.


Resignando-se ela evitou imaginar os motivos que fariam Malfoy conhecer o paradeiro de Harry quando ela mesma não poderia aponta-lo, o sonserino não parecia estar brincando ou agindo de forma desagradável como de costume.


Entender Draco era como tentar solucionar um enigma com apenas metade das peças a sua frente, e Hermione preferia encontrar o seu namorado de olhos verdes antes de trabalhar em teorias para o "bom comportamento" do seu maior inimigo dentro de Hogwarts.


O resto da manhã se passou tranquilamente, depois que Hermione encontrou seus amigos e anunciou que Harry estava todo o tempo com o diretor Dumbledore e uma nova onda de suspeitas ocupou o salão comunal, no entanto, para decepção dos gêmeos, as apostas foram suspensas e a maioria dos grifinórios seguiram para Hogsmead normalmente.


Hermione, porém ficou para trás. Iria esperar por Harry! Estava determinada a fazê-lo apesar da insistência de Ginny, Dean, Rony e Neville em levá-la a Hogsmead, mas ela despistou-os afirmando ter de estudar para os OLW's na biblioteca. Ela sabia que assim que o namorado terminasse a longa conversa com o diretor da escola, a procuraria, talvez até precisasse de sua ajuda para a realização de alguma magia ou na preparação de alguma poção de sono sem sonhos.


Por isso, a monitora de olhos castanhos concentrou-se em todo material disponível na biblioteca para rituais de sangue, sonhos e ilusões mágicas através do tempo. A biblioteca de Hogwarts aos sábados pela manhã era considerado o lugar mais deserto e solitário de toda a escola, Madame Pince abria suas portas unicamente pela insistência de sua mais fiel amante dos livros, Hermione Granger.


Estava tão concentrada que mal percebeu alguém adentrando apressadamente a biblioteca a sua procura. Foi mais um grande susto quando Harry sentou-se bruscamente na cadeira a sua frente. Seus olhos ampliaram-se ligeiramente assombrados e o livro escapou da sua mão quando finalmente o encarou.


"Harry! Você me assusto..."


A grifinória simplesmente perdeu a voz quando percebeu o estado do namorado. Os olhos estavam profundamente vermelhos, o rosto pálido, os cabelos mais bagunçados que o normal e a respiração pesada como se estivesse levando o peso do mundo sobre suas costas, ela conhecia aquele olhar eram sempre acompanhado por algum grande acontecimento e pela experiência dos últimos anos... nunca seria algo bom.


As mãos da monitora contraíram-se e ela mordeu o lábio inferior levantando-se e apressadamente seguindo para o lado dele, sem uma única palavra, Harry a puxou pela cintura até que estivesse sentada no colo dele. Assim que os braços de Hermione o envolveu, ele deitou a cabeça na curva do pescoço dela e chorou. Seus ombros tremiam e Hermione o prendeu mais forte no seu abraço, beijando repetidas vezes os cabelos negros do grifinório.


A preocupação estampada no rosto da monitora enquanto segurava Harry em seus braços era comovente. O coração de Hermione estava apertado, seu cérebro trabalhando num lista sinistra de possibilidades para deixar o moreno nesse estado e nenhuma das opções eram muito positivas. Estava em um esforço hercúleo para não interrogar o namorado e descobrir o que estivera fazendo com Dumbledore, por que demorara tanto tempo ou o que tinham descobertos sobre o ritual feito por Voldemort no ultimo dia do torneio tribruxo!


Depois de um longo tempo, Harry finalmente acalmou-se o bastante para encarar os olhos assustados e cobertos de preocupação de sua namorada.


"Eu sinto muito, Hermione! Realmente, eu não queria..."


Diz Harry fechando os olhos com força quando as lembranças retornavam à sua mente, eram tão fortes que ele interrompeu-se entre soluços. Suavemente ela levou as mãos ao rosto dele, enxugando os rastros de lágrimas e beijando de leve seus lábios.


"Está tudo bem Harry! Não precisa contar tudo agora!"


Diz a grifinória com um sorriso fraco, mas o moreno protestou balançando o rosto negativamente.


"Eu vi! Eu vi Voldemort o torturando, eu vi a maldita cobra o atacando até a morte e não pude fazer nada! Simplesmente NADA! Nem mesmo Dumbledore acreditou em mim até que fosse tarde demais!"


Vociferou o garoto tomado por uma fúria selvagem. Hermione prendeu a respiração surpresa com a reação do namorado, sua curiosidade crescendo a níveis insuportáveis tal como o medo espalhando-se rapidamente por seu corpo como se fosse um vírus se multiplicando sob seu sangue.


"Quem você viu Harry?"


Questionou severamente obrigando-o a olhá-la nos olhos.


"Eu vi o Sr. Weasley morrer Hermione! Eu vi o pai da Gina e do Rony morrendo."


Revela em desespero o moreno e a monitora empalideceu apertando as mãos firmemente nos ombros de Harry, impedindo-se de cair. O Sr. Weasley, como ele poderia ter sido morto por Voldemort? Como isso seria possível? Ele era membro da Ordem, trabalhava no Ministério da Magia! Deveria estar seguro! Não era possível!


"Harry... como..."


Começa nervosamente Hermione, mas Harry a interrompe com raiva em sua voz.


"Eu não sei! Eu não sei de mais nada! EU SÓ SEI QUE VI ELE MORRER HERMIONE! Eu não estou ficando louco como Snape falou!


Defendeu-se o garoto levantando-se asperamente enquanto suas mãos apertavam fortemente os braços da namorada.


"SÍRIUS TERIA ACREDITADO EM MIM, MAS AQUELE BASTARDO TINHA QUE ME FAZER POR MALUCO!"


Continuou Harry estourando toda sua dor contra Hermione que o ouvia com os olhos arregalados em choque, ela jamais vira Harry tão enfurecido assim, era assustador a forma como gritava com ela, sem mencionar o aperto doloroso das mãos dele sobre seus braços.


"Harry está me machucando!"


Murmura ela tentando ganhar a atenção do grifinório.


"Eu tentei Hermione! Eu fui até Dumbledore, Contei tudo o que tinha visto, inferno eu estava delirando no corujal e até mesmo o imbecil do Malfoy acreditou em mim!"


Esbravejava ele tão cheio de mágoa que sua magia estava despertando reações perigosas ao seu redor. Hermione ofegou quando viu as estantes estremecerem e alguns livros cruzarem o teto como balas contra as paredes escuras.


"Harry você tem que parar!"


Diz a monitora mais alto, ignorando o aperto de aço em seus braços.


"HARRY POTTER PARE AGORA!"


Gritou Hermione com todo o fôlego que possuía, despertando o moreno da explosão de raiva. O temor nos olhos verdes quase fizeram a grifinória se arrepender por ter gritado com ele.


O moreno soltou seus braços rapidamente como se tocassem em fogo, abrindo a boca um par de vezes sem conseguir realmente dizer alguma coisa, horrorizado por estar machucando Hermione.


Ele olhou em volta alarmado, o que ele estava fazendo? Iria colocar a biblioteca abaixo arriscando assustar Hermione a ponto de afastá-la dele definitivamente? Além de culpado, Harry sentia-se envergonhado pelo que aconteceu, esteve fora de controle.


Esfregando as mãos febrilmente sobre os cabelos ele deu as costas à namorada, pronto para ir embora, talvez fosse mais segura para os dois se ele estivesse sozinho, bem longe dela. Percebendo a confusão do namorado, a monitora toma as rédeas da situação se aproximando dele e segurando firmemente seu braço direito com determinação.


"Harry, não é errado sentir raiva e não existe nada mais justo do que abrir seu coração e colocar para fora toda essa dor que está sentindo! Eu NÃO estou com medo de você! Só não quero vê-lo se machucar ainda mais!"


Diz a grifinória olhando profundamente seus olhos verdes com tal resolução que Harry sentia-se incapaz de protestá-la.


"Eu estava ferindo você Hermione... eu jamais vou me perdoar por isso!"


Diz o moreno olhando diretamente para os braços dela, vendo as marcas vermelhas que seus dedos deixaram na pele branca e suave da namorada.


"Oh não Harry! Não venha com desculpas para se isolar novamente! Nós dois sabemos que fazer isso não vai melhorar as coisas!"


Defende-se Hermione ficando frente a frente com o garoto.


"Eu não vou te deixar passar por isso sozinho! Não posso ficar de braços cruzados enquanto você fica se culpando pelas maldades que um psicopata das trevas faz! Você não é Voldemort!"


Bradou ela ferozmente empurrando Harry com força enquanto se fazia ouvir.


"Você não fere as pessoas Harry, você vai até as ultimas consequências para salvá-las e não se atreva jamais a se culpar ou pensar o contrário porque é a verdade! Você é a pessoa mais digna e altruísta que já conheci e também o mais nobre! Já enfrentou coisas demais por conta própria, por favor, me deixa te ajudar agora, me deixa cuidar de você!"


Completa a grifinória com lágrimas nos olhos castanhos dourados e a respiração acelerada, o rosto delicado encontrava-se vermelho pela explosão e os cabelos cacheados espalhados por todas as direções possíveis.


Harry assistia a força da revolta de Hermione e ouvia cada uma de suas palavras sentindo a garganta secar e o peito doer por dentro. Ela não queria se afastar dele, ela não o deixaria sozinho... comovido, o moreno a abraçou com força, surpreendendo a própria monitora.


"Me perdoa Mione!"


Pede o garoto enterrando o rosto nos cachos da namorada.


"Quantas vezes tenho que repetir que estou bem Harry? Estou mais preocupada com o que está acontecendo aqui!"


Explica Hermione com a mão direita levemente prostrada sobre o coração do moreno de olhos verdes. Harry cerrou os dentes tomando força para confessar seus verdadeiros temores para Hermione. Era difícil, ele não tinha o hábito de contar seus medos a ninguém, mas sabia que poderia confiar nela com a própria vida e se existia alguém que merecia saber tudo o que sentia, seria ela.


"Ron não vai me perdoar depois que descobrir! Gina, os gêmeos... como vou poder encarar a senhora Weasley depois disso? Maldição eles foram como uma família para mim desde o segundo ano!"


Diz o grifinório escorando-se molemente contra uma das estantes e permitindo escorregar até sentar-se displicente no chão, tirando os óculos e pressionando os olhos com força com o polegar e o dedo indicador da mão.


Hermione ajoelhou-se ao seu lado calmamente.


"Tem mesmo certeza de que não tem como o senhor Weasley escapar? Você disse a Dumbledore, talvez a Ordem consiga encontrá-lo a tempo!"


Encorajava ela desesperada para tirar aquela tristeza e decepção do coração de Harry.


"Seria um milagre se ainda estivesse vivo."


Responde amargamente o moreno, com o olhar distante, sem realmente escutar as próprias palavras. Estava esgotado, arrasado física e mentalmente, a medo de perder seu melhor amigo Rony, de enfrentar o desprezo dos gêmeos e de Gina, de enfrentar as acusações da senhora Weasley que fora tantas vezes como uma mãe para ele.


Um longo período de silêncio prosseguiu, em luto, em respeito a memória do patriarca Weasley, pela condição que Harry se encontrava, pelo longo tempo que ele esteve desaparecido com Dumbledore, a monitora tinha quase certeza de que o Sr. Weasley não teria muitas chances...


Ele estremeceu novamente, esforçando-se para não chorar como Hermione segurou a mão do namorado e manteve-se a enxugar suas próprias lágrimas com a mão livre. Não seria fácil contar isso aos irmãos Weasley, no entanto seria inevitável era doloroso para ambos somente a ideia de revelar a morte de um pai, mas Harry sentia-se o único na responsabilidade de fazê-lo, ele devia isso a família de ruivos que o recebeu de braços abertos... até agora.


"Eles jamais te culpariam por isso Harry."


Diz Hermione como se tivesse o poder de ler seus pensamentos.


"Hermione ..."


Começava ele em protesto, mas a grifinória fora mais rápida.


"Harry, o senhor Weasley entrou nessa guerra consciente dos perigos que o cercavam, e isso já acontecia muito antes de você nascer! Ele estava na Ordem como Moody, Remus, Sírius e Dumbledore e nunca se mostrou arrependido por lutar pela paz no mundo mágico!"


Argumentava ela apertando sua mãos com força.


"Isso não muda as coisas Hermione! Voldemort retornou por minha causa e agora ele esta... morto como Cedric!"


Diz o grifinório secamente.


"Ele não lutava por sua causa Harry, ele lutava pelo que acreditava se justo, pelos nascidos trouxa, pela liberdade da ameaça das trevas, para oferecer um mundo melhor para sua família! Mesmo se você não estivesse aqui eu tenho certeza de que ele estaria lutando da mesma forma!"


Protestava Hermione fervorosamente.


"Se convencer do contrário não vai trazê-lo de volta Harry! Agora precisamos ser fortes, por que nossos amigos vão precisar de todo o apoio que possamos dar!"


Continua mais pacificamente levantando-se e estendendo a mão para ele.


"Isso se eles ainda quiserem a minha presença por perto!"


Murmura tristemente o grifinório e Hermione entrelaça seus dedos em apoio.


"Bastar não esquecer que eu estarei do seu lado todo o momento"


Sussurra Hermione ternamente antes de agitar a varinha no ar para limpar o rosto de Harry e o seu. E assim, de mãos dadas, eles seguiram em direção ao salão comunal, onde McGonagall estaria esperando o retorno dos Weasley's.


 

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Comentários: 3

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Enviado por Vanessa Jean Potter em 07/04/2013

Cara, não dah pra descrever a perfeição que eestah sendo a sua fic. Jah li e reli várias e várias vezes... e simplesmente naum consigo enjoar, ao contrário, dah vontade de ler tdo de novo.
Suas fics são ótimas Mari, tão intensas e profundas, tão românticas.... espero que não demore mto pra atualizar. À mim soh resta esperar um novo capítulo e deixar a minha imaginação trabalhar, apesar de preferir a sua. ^^
Parabéns pela fic!!!
E naum demora, PELASE!!!

Nota: 5

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Enviado por Laauras em 03/03/2013

Leitora nova, apaixonada pela fic. História sensacional com pitadas de todos os gêneros...
Ainda não acreditando q tio Arthur morreu!! Att logo, pf! 

Nota: 5

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Enviado por rosana franco em 26/02/2013

Não acredito que o pai do Rony morreu! Esperando o próximo capitulo.

Nota: 5

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