Severus estava a vigiando viu tudo, desde a parte em que salvou Harry, quando destruiu a horcrux até a parte em que pediu para ficar sozinha, ele então decidiu ir embora, não queria ser visto por ninguém, ela estaria o odiando não?
Mas se assustou ao ver que ela percebeu que tinha alguém ali.
-Tenho que ir embora, ela não iria querer me ver.
Mas ao ouvir a palavra covarde sendo gritada não aguentou, ele não era um covarde.
Sem perceber já estava atrás de sua amada, e disse ao seu ouvido em um murmúrio.
-Nunca... mais... me chame de covarde, Granger!
Ele a sentiu tremer ao ouvir sua voz, e logo após desmaiou.
Severus a pegou em seus braços, e a deitou no chão forrado com sua capa.
Ficava andando em círculos, não sabia o que fazer, então ficou de pé em frente à Hermione.
-Acorde Granger, acorde! Isso é uma ordem!
Ele percebendo que ela estava molhada, por entrar no lago para salvar Harry, murmurou um feitiço para deixá-la seca.
Severus estava desesperado, não podia pedir ajuda não havia ninguém por perto.
Agachou-se para ficar mais perto de Hermione e pegou em sua mão, olhava para ela, estava pálida.
-Hermione, por favor, acorde meu amor.
Olhava para os lados, não havia ninguém, o que faria agora?
Hermione abriu os olhos, não estava se lembrando do que aconteceu, mas tudo veio em sua cabeça como um baque.
- Ai! Minha cabeça!
-Herm... Granger, como está?
-Minha cabeça dói, e... Sev... SNAPE? O que está fazendo aqui? Você não pode sair por ai, está sendo procurado pelos aurores!
- Fique quieta Granger. Não se preocupe comigo, sei me defender, ao contrario da Srta. que fica andando sozinha por ai, porque não foi embora com Potter?
- Porque queria saber quem estava nos vigiando e... ERA VOCÊ!
- Como sempre uma sabe-tudo insuportável.
Hermione abaixou a cabeça, apesar de perceber que ele disse em um tom brincalhão, não gostava de ser chamada assim, principalmente por ele.
- Me desculpe, você não é insuportável. – Ele tocou o rosto de Hermione e o levantou para ver seu olhar.
- Obrigada. Ela então sorriu, um sorriso puro e verdadeiro.
Severus há tanto tempo não via aquele sorriso, estava tão feliz por poder vê-lo novamente, que nem percebeu que estava o retribuindo.
- Não compreendo. - Severus desfez seu sorriso fazendo uma cara de confuso.
- O que?
- Parece que, você não me odeia como todos me odeiam.
- Eu, sei de tudo. – Severus a olhou espantado. Hermione levantou-se para poder explicar melhor. – É sei sim, não se assuste, Dumbledore me deixou uma carta me contando tudo, mas mesmo se não soubesse não conseguiria te odiar.
- Não? Por que?
- Por que...
- Por que?
-Por que... você é um homem de Dumbledore, ele tinha total confiança em você.
- Ah... claro. Bem é melhor você ir, e tome mais cuidado Granger.
- E você? Ficara bem?- Disse Hermione devolvendo a capa ao príncipe mestiço.
- Não!
- Não? Porque?
- Porque eu preciso de você. – Ele a tomou em seus braços e a olhou nos olhos. – Eu te amo Hermione!
Ele então a beijou, um beijo gentil, sensível, com muito romantismo, carinho e sensualidade, um beijo de entrega que nenhum dos dois jamais esquecerá.
Hermione interrompeu o beijo olhando para o chão.
- Você deixou cair sua capa ...
- Shiiiiiii – Severus calou seus lábios com mais um beijo.
- Te amo Severus, te amo para sempre.
- Te amo, para sempre Hermione. – Nesse momento alguma coisa os distraiu, algo começou a brilhar, mas o brilho não vinha de longe, vinha de cada um deles.
- Severus, o que é isso?
- Isso? Nada! Não é nada. E você? O que é que está brilhando ai?
- Er... Nada também!
- Mostre o seu Granger
- Eu? Mostrar o que? E porque você tem que ficar sempre mandando?
- Porque sou seu professor!
- Foi, não é mais.
Nisso o brilho que vinha deles estava se apagando. Então cada um olhou em direção ao seu peito de onde vinha o brilho e logo após se observaram por alguns segundos.
- Esta bem, me... d-d-desculpe Hermione, eu mostro o meu primeiro, mas não ria de mim, foi Dumbledore que me deu, não faz sentido. – Severus colocou sua mão por dentro das vestes e retirou debaixo delas o Colar que Dumbledore havia lhe dado, o colar Grifinório.
Hermione ao ver o colar ficou estupefata.
- Sev.. S...Severus? Você está usando um colar da Grifinória?
- Ora, algum problema? Alvo me deixou após sua morte, não podia fazer a desfeita de não usar, e – Hermione viu Severus corar levemente – e... Ele me faz lembrar... de você!
- Ah Severus que lindo, nunca imaginaria um sonserino usar um colar grifinório, como nunca imaginaria também (nesse momento ela retira o seu colar debaixo das vestes) uma grifinória usar um colar sonserino.
- Eu sempre soube que no fundo você tinha traços sonserinos Granger. (risos)
- Ah seu bobo, pra falar a verdade a partir do momento que te conheci meu coração se tornou sonserino.
Ambos se olharam e perceberam o quanto ficaram corados com aquele comentário, e os colares voltaram a brilhar.
- Acho que descobri pra que eles servem.
-Eles, quem?
- Os colares, cada vez que nos “declaramos” ou demonstramos nosso amor eles começam a brilhar.
- E isso serve para?
- Ah Severus, você sabe mesmo estragar um clima, isso é lindo.
- Hermione, você precisa ir, Potter deve estar preocupado e vir atrás de você e não seria uma boa ideia ele nos achar aqui.
- Sim, eu já vou.
Eles se beijaram para se despedirem, e começaram a caminhar, em silencio, até que Hermione o quebrou.
- Severus, mais alguém esteve aqui esta noite.
- Como?
- Além de nós, você, Harry e eu, mais alguém esteve aqui.
- Porque acha isso?
- Harry disse que viu um patrono...
- Era o meu.
- O seu?
- Sim, porque?
- Por nada, bem estamos chegando, melhor você ir, se cuide e, por favor, de um jeito de me dar noticias.
- Tentarei meu amor, mas se as noticias não forem das melhores quero que não fuja de seu foco de ajudar Potter a destruir o Lord das Trevas.
- Porque você disse isso Severus? O que esta acontecendo?
- Tenho que ir, se cuide meu amor, não se esqueça do que disse, seja firme. - Após isso Severus desaparatou.
Hermione já estava quase em frente à barraca, estava feliz, além de destruir uma horcrux, reencontrou seu amor, mas o que ele havia dito a ela há minutos atrás não a deixou sossegada.