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1. Capítulo Um


Fic: Stay, Malfoy


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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All along it was a fever
(Foi uma febre o tempo todo)
A cold sweat hot-headed believer
(Um suor frio, uma pessoa impulsiva que acredita)

Ela não estava muito confortável em sua posição, embora almejasse o cargo o tempo todo. Finalmente estava ali, depois de anos a fio batalhando. E então ele apareceu. Citar seu nome lhe provocava reações mais perigosas do que citar Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado por seu nome de auto-batismo. Sua vida era apenas a sua vida pacata e sem maiores emoções quando estava só, lendo um livro em sua confortável biblioteca, ou assistindo TV, ou até mesmo na rotineira vida profissional. Amava aquele cargo, e não permitiria que ele a abalasse.

Mas seu corpo não respondia mais aos comandos de seu cérebro, era como se ambos fossem desmembrados, totalmente fora de si, incontrolável. A mão suava discretamente e gelava, e a unha encontrava a junta da pele que se fundia com outra unha e se dispunha a cutucar furiosamente, como que pra amenizar a agonia de estar frente a frente com ele. Era evidente que Draco Malfoy não fazia bem ao seu coração, nem às suas terminações nervosas, nem ao controle tão bem comandado de sua vida. Ele era capaz de desiquilibrá-la só com um olhar daqueles olhos grises, que ela podia jurar que faiscavam de encontro aos seus cor de âmbar. 

- Vou sair um pouco mais cedo, Louise - avisou Hermione à secretária, aquele definitivamente não era um bom dia. Talvez fosse pra casa, ou, que ironia, ficasse vagando sem destino até onde seus pés resolvessem levá-la. 

- Ok. Ah, srta. Granger, deixaram essa caixa pra você. - avisou Louise, lhe estendendo uma caixa retangular com fundo raso, preta com um bonito laço prateado. Franziu os cenhos ao estranhar o "presente". Pegou-o da mão da secretária, desconfiada.

- Sabe quem entregou? - Ela analisou a caixa, sem abrí-la. - Não tem nenhum cartão...

- Uma moça alta e loira, mas não se identificou. Apenas disse que seu patrão mandou entregar à senhorita.

- Ok, já vou indo então, Loue. Obrigada - disse Hermione sorrindo pra funcionária.

- Bom descanso, srta.

- Espero que sim - respondeu ela, sincera. Estava cansada de pensar, tudo o que precisava era dar um descanso pra sua mente.

Saiu do Ministério da Magia e foi andando pelo Beco Diagonal, sem rumo. A pasta de trabalho não muito pesada em uma das mãos, e na outra a estranha caixa que ela estava ardendo em curiosidade pra abrir, mas não tinha bons pressentimentos. Cansada de não ter rumo, aparatou direto pra casa. E tão logo largou a capa em cima do sofá junto com a pasta, sentou-se e desatou o laço da caixa. Levantou a tampa devagar e não pôde conter o susto quando se deparou com um conjunto de lingerie em meio ao papel de seda da mesma cor da caixa. Era todo em renda, tão ousado quanto ela mal se imaginava usando, totalmente transparente. Procurou algum bilhete no fundo e achou um pequeno cartão, não sem antes achar um discreto estojo preto quadrado. Abriu-o: talvez o colar de brilhantes mais lindo que ela já viu, delicado, reto, sem pingentes. Leu o cartão:

"Já que você é inalcançável quando se trata de te achar em pleno Ministério da Magia, resolvi deixar com Louise esse pequeno presente pra mim mesmo. Passarei em seu apartamento às nove em ponto, acho que é esperta o bastante pra saber o que deve fazer com o - corrigindo - nosso presente. Espero que tenha gostado dos diamantes. Ass.: DM."

Filho da puta! Então ele achava mesmo que era assim? Entrega uma droga de joia cara - por Merlin, Cartier! - com um conjunto de renda pra usar pra ele? Ela pensou em voz alta. Depois daquele maldito beijo ele se achava no direito de governar toda a sua vida, como se ela não tivesse direito de ter comando algum sobre ela? 

I threw my hands in the air and said show me something
(Joguei minhas mãos para o alto, eu disse 'mostre-me algo')

He said, if you dare come a little closer
(Ele disse, 'se você se atreve, chegue mais perto')
 
Round and around and around and around we go
(Por aí, por aí, por aí nós vamos)

Ohhh now tell me now tell me now tell me now you know
(Oh, diga-me agora, diga-me agora, diga-me agora, você sabe)

De repente um pensamento perverso lhe passou pela cabeça. "E se eu fizesse exatamente como ele disse? Afinal, não tem critérios sobre o que fazer depois, e mesmo sabendo que ele quer, não sou obrigada." Olhou o relógio. Eram quase oito horas. Pegou a caixa juntando seu conteúdo dentro dela, e subiu as escadas. Iria entrar nesse jogo perigoso que ele lhe oferecia, mas temia pela saúde da sua alma. 

Tomou seu banho demoradamente, relaxando todos os músculos tensionados apenas pelo pensamento do propósito que ele tinha em fazer todas aquelas provocações, mesmo o único beijo entre eles ter sido há meses atrás, num deslize, num momento de fragilidade que ela repudia toda vez que se lembra. Vestiu a lingerie torcendo pra que não ficasse bem nela, mas se surpreendeu ao ver o quão bonita havia ficado nela, além de ter vestido perfeitamente em seu corpo, sem medidas a mais ou a menos. O xingou em pensamento, sem conter um sorriso. Pegou um de seus trench coats favoritos e vestiu por cima, amarrando o cinto com um nó. Calçou saltos altos e terminou de ajeitar os cabelos, qu lhe caíam como cascata de cachos por suas costas e ombros. Sem nenhuma maquiagem, era apenas ela, o casaco e a lingerie quase infame que vestia.

Olhou mais uma vez o relógio do quarto, faltavam dois minutos pras nove. Desceu para a sala de estar e se sentou em uma poltrona, jogando a cabeça pra trás e fechando os olhos, tentando relaxar um pouco mais. E então a campanhia tocou, e junto com ela sentiu seu coração falhar uma batida. Se levantou devagar, alisando o trench coat em menção de desamarrotar o pouco que havia amarrotado por se sentar e caminhou até a  porta. Respirou profundamente tocando a maçaneta da porta, e então abriu. O estômago despencou quando o viu ali parado à soleira da porta, camisa e calça pretas, cabelo bem penteado pra trás e uma das mãos no bolso. 

- Boa noite, Granger - cumprimentou ele, adentrando a sala e parando atrás dela enquanto ela fechava e trancava a porta. Ela girou nos calcanhares e o olhou. Como era bonito, e mal sabia que tanta beleza era o começo de sua perdição.

- Igualmente, Malfoy. - ela disse, com cara de poucos amigos e cruzando os braços. -Me diga o que pretende com todo esse circo. 

- Vejo que não está usando o colar... não gostou dele?

- Não o quero - ela disse, caminhando até o criado mudo e pegando a pequena caixa.  - Toma, não posso e nem quero aceitar. Só quero que me explique o porquê dessa perseguição toda!

- Por favor, Granger - ele disse impassível, tomando o delicado colar nas mãos e caminhando a ela. - Deixe eu colocar isso em você... por favor. 

Ele afastou os cabelos dela e pôs o colar em seu pescoço, abotoando-o. Ela sentiu sua pele queimar onde os dedos dele a haviam tocado com tanta gentileza. Fechou os olhos momentaneamente e se afastou, ficando de costas pra ele, em silêncio.

- Talvez você entenda o propósito disso tudo depois dessa noite, Hermione. - Ela estacou ao ouvir seu primeiro nome sair dele. - Sem reservas, sem tratamentos por sobrenome, por favor.

Ele havia falado aquilo de forma tão suave que quase acreditou que podia ser verdade, que poderia existir uma faceta boa de Draco Malfoy. Não falou nada; se virou devagar de frente pra ele e o encarou. Sentiu mais uma vez que o olhar dele queimava de encontro ao seu, rosto sereno, como se aguardasse uma palavra, um movimento. Então se deu por vencida, era uma batalha que ela sabia, era incontestável a perda.

Not really sure how to feel about it
(Não tenho muita certeza de como me sentir sobre isso)

Something in the way you move
(Algo no seu jeito de se mexer)

Makes me feel like I can't live without you
(Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você)

Levou as mãos devagar até o cinto do trench coat e desatou o nó, sem perder o contato visual com Draco. Desabotoou um, dois, três, quatro botões, num tempo que parecia não contar minutos ou horas. Sob o olhar atento a cada movimento, ele a viu se despir lentamente do casaco, que escorregava pela pele macia do banho recém tomado pelos braços e costas, até se chocar com o chão, revelando mais de sua musa. Não conseguia se mover dali, a respiração entrecortada denunciava seu nervosismo perante ela, tão linda e mais linda do que imaginou que ela conseguiria ser. Ela, motivo de seus tormentos noturnos por todos aqueles meses. E não podia perder aquela chance única que, ele saberia mais tarde, desecandearia outras tantas oportunidades únicas.

- Você... você tá linda, Hermione - conseguiu dizer, sem se mover. Ela lhe sorriu timidamente em troca, mostrando que não estava tão confortável daquele jeito na frente dele, mesmo sabendo que estava realmente muito bonita.

E então se aproximou, devagar, receoso de que ela se afastasse, mas ela não o fez. O observou se aproximar, a garganta seca, sem fôlego diante dele, tão bonito. Parou a centímetros dela, um sentindo a respiração descontrolada do outro, os olhos que não paravam de se encarar. 

Draco não pôde se conter mais; estudou o rosto de Hermione, afastou uma mecha teimosa de seu rosto e levou uma das mãos ao rosto, a acariciando com o polegar. Ela fechou os olhos, e então finalmente ele colou sua boca na dela, experimentando o beijo mais doce que nunca havia provado.

Continua 


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Comentários: 2

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Enviado por alana_miguxa em 14/02/2013

adorei o primeiro capítulo. tu vais contar depois como foi esse primeiro beijo deles há meses atrás? ehhehe
posta logo que estou super curiosa. tu escreves muito bem.  

Nota: 5

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Enviado por MaisQuePleura em 12/02/2013

Gostei do 1ºcapítulo.
Já falei que você escreve muito bem.
Curiosa pra saber o que vai acontecer com esse casal. Me parece que o Draco gosta dela, mas nada se sabe até o final. Não é mesmo?
Beijo e até o próximo capítulo. 

Nota: 5

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