Alvo acordou feliz, mal podia acreditar, estavaem Hogwarts. Tiagojá tinha levantado, então Alvo se vestiu rápido e desceu a sala comunal da Grifinória e encontrou Megan e Rose conversando animadamente com vários livros nas mãos.
__ Nossa, demorou a descer. Estamos esperando há minutos! – disse Rose rindo da careta de Alvo – Vamos, ou perderemos o café.
Os três desceram a escadaria, e logo chegaram ao salão comunal, estava tranqüilo, vários estudantes liam os horários das aulas que o Prof. Longbottom entregava. Rose, Megan e Alvo se sentaram ao lado de Tiago que comia seu mingau de aveia.
__ Já recebeu seu horário? – perguntou Megan a Tiago enquanto se servia de suco de abóbora –
__ Já e não gostei muito. Aula dupla de Trato de criaturas mágicas, com o pessoal de Lufa-Lufa – suspirou Tiago olhando seu horário –
__ Nós pegamos aula dupla de poções com a Sonserina! – reclamou Alvo olhando seu horário –
__ Sério? – riu Tiago – Vocês tiraram à sorte grande não?
__ Para Tiago. – disse Rose impaciente – O Malfoy vai estar lá.
__ E você tem medo do Malfoy, Rose? – desafiou Tiago – Ele não é de nada, é um idiota, como foi o pai!
Tiago se levantou e saiu do salão. Rose, Alvo e Megan terminaram o café e saíram apressados do salão para aula de Poções. Era numa masmorra toda empoeirada, e cheia de teias de aranha.
__ Sejam bem-vindos à aula de Poções – começou o professor – Sou o Professor Jason Haver. E nesta aula, vocês farão duplas, um grifinório e um sonserino. Sr. Potter e Sr. Kills, Srta. Weasley e Sr. Malfoy, Srta. Bucker e Srta. Thompson. Quero que abram seus livros na página 13, e vejam a receita da poção polissuco.
A mão de Rose se ergueu no ar, e todos olharam para ela, igualzinha à mãe, tirando os cabelos ruivos.
__ Mas, professor, a poção polissuco é muito avançada, não acha? – ela disse –
__ Se não me engano, me contaram que sua mãe preparou uma no 2º ano, então, todos serão capazes. Boa sorte! – e o professor se sentou na escrivaninha deixando Rose boquiaberta com a tranqüilidade dele –
Rose começou a separar os ingredientes, sem olhar para Scorpius Malfoy, Alvo observava de longe se Malfoy estava sendo rude com a prima.
__ Acho que ele disse em dupla, não? – perguntou Scorpius com sarcasmo, como o pai –
__ Disse. Estou facilitando para você Malfoy! – disse Rose com rispidez –
__ Me deixa ajudar, nossa, igualzinha a todos os Weasleys...
__ Seu pai que disse isso não foi? Pois bem, eu também sei coisas muito ruins a respeito dos Malfoys!
Distraída, Rose quase colocou o ingrediente errado, mas, Malfoy segurou a mão dela em tempo.
__ Que isso? – ela perguntou assustada, olhando pra sua mão que estava sendo segurada por Scorpius –
__ Isso não está na receita! – ele disse rindo –
__ Ah, errei. – disse ela se soltando da mão de Malfoy – Mas, se sabe tão bem assim, continue fazendo!
__ Tá bem então! – ele disse folheando o livro e acrescentando ingredientes –
Passado alguns minutos ele terminou a poção, e o professor deu parabéns aos dois, e fez uma pergunta à Scorpius:
__ E o que falta agora?
__ Hum.... – Scorpius pareceu confuso –
__ Falta o fio de cabelo da pessoa que queremos nos transformar – interrompeu Rose –
__ Muito bem, Srta. Weasley, 10 pontos para Grifinória! – sorriu o Professor Haver – Podem guardar tudo.
Rose arrumou as coisas e saiu de perto de Malfoy, Megan e Alvo esperavam-na do lado de fora.
__ E ai, como foi com o Malfoy? – perguntou Megan olhando para Alvo –
__ Ah, Tiago tinha razão, idiota como o pai! – respondeu Rose com medo de estar sendo injusta –
__ Bom então vamos, a gente ainda tem aula de Herbologia com o Prof. Longbottom - disse Alvo não olhando para Rose –
Eles foram para as Estufas e os alunos estavam murmurando entre si à porta da Estufa 3, ouviam-se gritos.
__ O que é isso? – perguntou uma garota de tranças e óculos –
__ São gritos! – admirou-se Alvo olhando Megan e Rose –
Então a porta estufa se abriu, e viram o Prof.Longbottom sujo de terra e com fones de ouvido laranja. Fez sinal para que todos entrassem. Os alunos entraram e ficaram de frente pra umas plantas num vaso.
__ Bem vindos, sou o Prof.Longbottom, e vou ensinar Herbologia. – começou ele – Hoje vamos reenvazar mandrágoras. E não é um trabalho fácil, e alguém sabe o por quê?
As mãos de Megan e Rose se ergueram no ar, as duas se entreolharam e riram.
__ Srta. Bucker! – apontou Prof.Longbottom para Megan –
__ Não é fácil porque o grito de uma mandrágora pode ser fatal! – Megan respondeu olhando assustada para a planta que estava na frente dela –
__ Muito bem, 10 pontos para Grifinória! - Prof.Longbottom sorriu – Mas, estas mandrágoras são novas demais para causar a morte de alguém! Mas, por precauções coloquem os fones! – os alunos obedeceram e colocaram os fones –
Prof.Longbottom agarrou o caule da planta com uma das mãos, e puxou com força para cima, e saiu uma criaturinha que gritava, e parecia uma batata. Ele colocou-a num outro vazo, e o encheu de terra. Fez sinal para os alunos reenvazar as outras. Então cada aluno agarrou o caule e puxou a mandrágora com força. Megan fez careta quando a dela saiu do vaso, Alvo riu da cara que a mandrágora tinha, e Rose gritou junto com a mandrágora dela. Após todos reenvazarem as mandrágoras, Prof.Longbottom explicou sobre os benefícios dessas plantas tão incomuns.
__ No meu 2º ano em Hogwarts, nascidos trouxas estavam sendo petrificados e o suco de mandrágora os fez voltarem ao normal. – disse Prof.Longbottom com voz sonhadora, como se relembrasse o momento –
Então a mão de Thomas Walker se ergueu no ar.
__ Prof.Longbottom, por que os nascidos trouxas estavam sendo petrificados? – ele perguntou pálido –
__ Porque alguém havia aberto a câmara secreta de Salazar Sonserina e liberado o monstro que morava nela, um basilisco pra ser exato. E quem descobriu que era um basilisco e como ele entrava no castelo foi Hermione Granger, que foi petrificada também. Ela, Harry Potter e Rony Weasley, foram quem deteram o basilisco e salvaram os nascidos trouxas. – o rosto de Neville Longbottom se iluminou num sorriso quase imperceptível -
Alvo e Rose se encheram de orgulho, os pais nunca tinham contado esta história para eles. Quando a sineta tocou, todos saíram correndo das estufas e foram para o almoço.