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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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32. O banho


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry Potter não tinha nenhuma idéia de que horas eram quando ouviu a porta do seu quarto abrir. O tempo já não tinha mais qualquer sentido real para ele. O que importava se era alguma hora ou algum dia? Tudo era a mesma coisa no final. A metade do seu verão já tinha passado e ele mal tinha percebido. Tinha comido quando seu estômago rosnou. Tinha dormido quando seus olhos ficaram pesados. Tinha acordado, do mesmo jeito que sempre fora acordado. Acordado ou dormindo, fizera pouca diferença para ele. Ele era atormentado pelas mesmas imagens de um jeito ou de outro. Não havia como fugir delas, não importa quão duramente tentasse. A única diferença era que não eram somente Cedrico e Sirius, que o perseguiam há muito tempo. Dean e Colin tinham se juntado ao grupo de espectros que o cercavam, dia e noite. Não importava que não tivesse testemunhado realmente suas mortes. Eles continuavam agindo claramente em sua mente. Os detalhes variavam em cada uma das vezes, mas terminava sempre da mesma maneira; com duas pequenas palavras e um ofuscante flash de luz verde.


 


“Harry?” ele ouviu a voz de Ron perguntando incerto. “Você está acordado?”


 


Ele estava, mas como estava de costas para a porta, e ele não queria falar com Ron - ele não queria falar com ninguém - então fechou seus olhos e se concentrou em manter sua respiração profunda e firme, esperando que Ron acreditasse.


 


Devia ter funcionado, porque Ron não falou com ele outra vez. Harry ficou lá e escutou seu melhor amigo movimentar-se pelo quarto. Ele ouviu o whoosh que o cobertor e o travesseiro de Ron fizeram quando foram tirados da cama. Ouviu as gavetas da comoda abrirem e então fecharem. Em seguida acompanhou o som de tecido se deslocando, causado presumivelmente por Ron mudando sua roupa. Então houve um silêncio. Um desconfortável e forçado silêncio, e quanto mais isso durava, mais desanimado Harry ficava.


 


Ele não tinha nenhuma idéia do que Ron estava fazendo, mas o que quer que fosse, estava deixando-o desconfortável. Sabia que Ron ainda estava no quarto. A porta não tinha sido aberta nem tinha sido fechada outra vez. Então que diabos ele está fazendo? Harry perguntou a si mesmo. Por que ele está assim quieto? Ele está só lá, parado, me observando? Está esperando que eu me mexa? Está procurando por sinais de que eu esteja fingindo? Eu sou assim tão óbvio?


 


Aparentemente não, porque enquanto Harry questionava a si mesmo a última pergunta, ele ouviu a porta abrir e então fechar outra vez delicadamente. Não teve que abrir seus olhos ou olhar em volta para saber que estava sozinho. A forte opressão do olhar fixo de Ron sobre ele tinha acabado. Com um suspiro de alívio, Harry rolou sobre suas costas e voltou a encarar o teto.


 


********************


 


“Ele não continua dormindo, não é?” Ginny perguntou ao abrir a porta de seu quarto e ver seu irmão parado ali.


 


 “Não,” Ron disse, passando por ela e entrando. “Ele está fingindo,” adicionou, jogando-se na ponta da cama da sua irmã. “Onde está Hermione?”


 


“Está lá em baixo na cozinha falando com a mamãe,” Ginny respondeu. “E eu não lembro de tê-lo convidado a entrar.”


 


 “Eu bati. Você abriu a porta,” Ron disse, como se aquele fosse todo convite que precisava. “Sobre o que ela está conversando com a mamãe?” perguntou, rezando para que isso não tivesse qualquer coisa a ver com onde tinha dormido.


 


“Bem,” Ginny replicou cautelosamente. “Nós estivemos conversando sobre isso e pensamos que seria melhor se o Harry tivesse uma boa noite de sono antes que nós” ela falou enfatizando o fato de ter se incluído, ”contemos a ele sobre a fuga da prisão. Desse modo ele estará descansado e pensará sobre isso racionalmente.”


 


“Ela já contou a você?” Ron falou, apesar do fato de saber a reposta para a questão. “Foi rápido.”


 


“Bem, você conhece Hermione,” Ginny replicou. “Ela não fica fazendo rodeios.”


 


“Então o que isso tem a ver com a mamãe?”


 


“Bem, mamãe é aquela que prepara o chá especial, sabia?” Ginny respondeu como se Ron fosse uma criança pequena.


 


“E como exatamente ela planeja fazer Harry beber isso?” ele replicou irritado.


 


“Eu imagino que ela vai pedir a ele.”


 


“Sim, exceto pelo fato que ele está fingindo que já está dormindo.”


 


“Como se ela fosse cair nessa,” Ginny falou, rolando os olhos.


 


“Certo,” Ron admitiu. “Você tem razão nisso. Mas e se ele se recusar a tomar?”


 


“Bem é ai que você entra,” Ginny falou, lutando contra a vontade de sorrir.


 


“Eu?”


 


“É,” ela respondeu como se isso fosse óbvio. ”Você é maior que ele. Se ele se recusar, você irá agarrá-lo enquanto nós forçamos o chá garganta a baixo.”


 


“Vocês estão loucas?” Ron exclamou.


 


“Eu estou brincando, seu idiota.”


 


“Oh, certo,” Ron disse, movendo-se desconfortável. Ele conhecia sua irmã e sabia o que ela estava tentando esconder por trás de seu humor. “Er... você está legal?” perguntou, desviando o olhar.


 


“Estou.”


 


“Olhe Gin,” Ron persistiu, a depeito da resposta dela. “Eu sei que você e Dean eram... hum... bem, eu sei e... se você quiser falar sobre isso ou qualquer outra coisa... hum...”


 


“Nós não eramos,” Ginny admitiu relutantemente. “Não estávamos namorando, quero dizer. Nós éramos... apenas amigos. Eu só falei aquilo para... bem isso realmente não importa agora.”


 


“Importa sim,” Ron isistiu. “Então vocês não estavam namorando. Eu não estava namorando Hermione quando... quando todos nós pensamos que... bem... você sabe? Mas isso não mudou o modo como eu me sentia.”


 


“Não é a mesma coisa,” Ginny replicou, soando um pouco culpada. “Eu realmente não o conhecia assim tão bem. Eu era mais próxima de Colin.”


 


“Oh,” Ron respondeu.  Isso faz sentido. Eles estavam no mesmo ano. “Bem, se você quiser falar sobre isso mais tarde ou qualquer coisa... você sabe?”


 


“Quem é você?” Ginny perguntou, olhando fixamente para Ron como se de repente tivesse surgido nele uma cabeça extra. “E o que você fez com o meu irmão?”


 


“Cale a boca,” ele murmurou, rolando seu olhos pra ela.


 


“É mais assim,” Ginny suspirou contente. “Aí está o tolo insensível que eu estou acostumada. Agora mais uma vez, com sentimento.”


 


“Cale-se!” Ron mandou, com um sorriso para sua irmã.


 


“Obrigada.”


 


“Sempre às ordens.”


 


********************


 


Hermione voltou ao quarto com uma caneca vazia e uma cópia do Profeta Diário presa em sua mão.


 


“Mamãe, realmente deixou você pegar isso?” Ginny perguntou, apontando para o jornal, admirada.


 


 “Ela não lutou e tentou tirar isso de suas mãos e arremessou-o na despensa?


 


 “Ela provavelmente teria tentado se o pai de vocês não tivesse entrado na cozinha quando a coruja chegou.”


 


“Ele a enganou, não foi?” Ron perguntou.


 


 “Foi,” Hermione respondeu, colocando a caneca na mesinha ao seu lado e abrindo o jornal. “Ele olhou por alto e passou para mim, apesar dos protestos dela.”


 


“Você não deixou Harry ver isso, deixou?” Ginny perguntou.


 


“Não,” Hermione replicou, alçando seus olhos para fora do joranl o suficiente para encontrar sua jovem amiga encarando-a preocupada. “Eu deixei isso do lado de fora do quarto antes de entrar. Eu pensei que seria melhor que nós olhássemos primeiro. Então não teríamos nenhuma surpresa.”


 


“Que surpresa?” Ron murmurou para si mesmo. “Todos nós sabemos como ele irá reagir.”


 


“Então ele bebeu? Voluntariamente?” Ginny perguntou, movendo-se em direção à caneca vazia.  “Você falou pra ele,” ela adicionou quando Hermione balançou a cabeça.


 


“Por quanto tempo você tomou isso?” Hermione perguntou, incapaz de conter-se.


 


“Uns dois meses,” Ginny respondeu. “Depois disso os pesadelos não eram mais freqüentes e eu era capaz de lidar com eles.”


 


“Bem?” Ron perguntou, quando sua irmã sentou-se ao lado de Hermione, para poder olhar as manchetes da primeira página ela mesma. “Alguma coisa que nós não sabemos?”


 


“Comensais da Morte Escapam de Azkaban”


 


Hermione leu a grande manchete em voz alta. “Esse se parece muito com o artigo que eles escreveram depois da primeira fuga.”


 


“Eles sempre usam as mesmas figuras,” Ginny agregou, encarando a face pálida e contorcida de Antony Dolohov. “Exceto por Malfoy,” ela continuou com um sorriso forçado. “Esse é novo. Lucius Malfoy,” Ginny leu a legenda embaixo de sua elegante fotografia.


 


“Escapou de julgamento após a queda de Voldemort por alegar que estava sendo forçado a agir pela Maldição Imperius. Suposto líder do grupo de Comensais da Morte capturados no Ministério da Magia em junho passado, mas essa alegação ainda não foi confirmada. A verdadeira extensão do envolvimento do Senhor Malfoy com Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, é ainda desconhecida. Nenhuma sentença foi dada, enquanto seu julgamento permanecer pendente.”


 


“Que diabos é essa besteira toda de ‘suposto’ e ‘alegação’? Ron resmungou.


 


“Eu imagino que eles estão sendo cautelosos porque não querem ser processados por calúnia,” Hermione falou, olhando rapidamente o resto do artigo e seguindo para o próximo.


 


“Uh huh. E Voldemort, sendo o cara legal que ele é, libertou ele porque ele era inocente,” Ron retorquiu. “Por favor.”


 


Em vez de responder, Hermione começou a ler outro artigo em voz alta.


 


“Marcas Negras Nublam o Céu – Nascidos-trouxas Massacrados


 


Noite passada, um porta voz do Ministério da Magia, confirmou os boatos de que Marcas negras materializaram-se em pelo menos cinco lugares diferentes ontem à noite. O Senhor Weasley não pode...”


 


“Percy,” Ron grunhiu, fazendo uma careta de desgosto. “Eu não posso acreditar que ele ainda sinta tanta fome de poder…


 


Ignorando-o, Hermione retomou e continuou a ler em voz alta, na esperança que isso o parasse.


 


“Senhor Weasley não pode responder a perguntas, mas ele deu um pronunciamento: Mais cedo nessa noite, Marcas Negras foram vistas pairando sobre cinco diferentes cenas de homicídios. Grupos de Aurores foram imediatamente mandados e eles têm a situação sob sigiloso controle. Eles vasculharam todas as áreas em questão e asseguraram a nós que os Bruxos das Trevas responsáveis por esses crimes horríveis não estão longe.”


 


“Sim, isso é porque todos eles estão fora de Azkaban peitando nossos amigos, seu idiota,” Ron murmurou, entredentes.


 


“Eles colocaram a lista com o nome das vítimas?” Ginny perguntou, encarando o jornal enquanto Hermione olhava rapidamente o restante do artigo.


 


“Não,” ela respondeu, quando terminou. “Só fala que as vítimas eram Trouxas ou Nascidos-trouxas. Só isso. Sem nomes. E não colocaram os locais também.”


 


“Então não tem nada aí que nós já não sabíamos?” Ron perguntou, caindo de costas na cama de Ginny e encarando o teto.


 


“Não,” Ginny respondeu, sentando na borda da mesinha de Hermione. “Então o que nós vamos dizer ao Harry? O que nós lemos sobre a fuga no jornal ou o que Bill nos contou?”


 


“O que Bill nos contou, é claro,” seu irmão replicou. “O jornal não falou que os ataques foram uma distração, mas Bill sim.”


 


“Qualquer idiota pode perceber isso,” Ginny retorquiu. “Até mesmo você.”


 


“Obrigado,” Ron grunhiu, enquanto Hermione resfolegou.


 


“Huh?” ela perguntou, tirando seus olhos do jornal. “Você falou alguma coisa pra mim?”


 


“Do que você está rindo?” Ron perguntou.


 


“Oh,” ela respondeu com um leve sorriso. “Aparentemente o Profeta está explodindo Fudge um pouco. É um pouco como eles fizeram com Harry no ano passado, só que a maioria dos comentários é um pouco mais óbvia. Eu espero que ele curta um pouco do próprio remédio,” Hermione declarou, mudando para a próxima página. “Vejam, é disso que eu estou falando,” ela continuou, como se Ron e Ginny tivessem lido os artigos com ela e soubessem o que ela estava dizendo. “Agora será que o generoso benfeitor do Ministro era de fato um distraidor?”


 


 “Um, ok,” Ron disse, olhando rapido para sua irmã para ver se ela entendera o que aquilo significava.


 


 “Eles estão sugerindo que Malfoy, O ‘grande benfeitor’ de Fudge, estava pagando-o para que olhasse pro outro lado,” Hermione explicou.


 


“Você acha que Fudge está no bolso de Voldemort?”


 


“Exatamente.”


 


“Então em outras palavras, ele sabia sobre os ataques e a fuga da prisão, mas não fez nada sobre isso.” Ginny falou.


 


“Essencialmente,” Hermione concordou. “Mais ou menos por aí.”


 


“Você acha que isso é verdade?” Ron perguntou, sua testa franzida enquanto ele contemplava a acusação.


 


“Eu espero que não,” Hermione replicou, “Isso parece mais como ele sendo apenas um burro incompetente,” ela continuou, atirando o jornal na mesa ao lado de Ginny. “Ao menos eu espero. Pelo bem de seu irmão.”


 


“Não se preocupe com Percy,” Ron rosnou. “Ele é apenas outro rato. Ele irá abandonar quele barco no minuto que ele começar a afundar.”


 


Hermione percebeu que Ron não era o único que estava carrancudo, sua irmã estava com ele. Um olhar para seu rosto foi tudo que Hermione precisou para saber que Ginny concordava com a opinião do irmão e estava tão desgostosa quanto ele.


 


********************


 


Foi apenas algumas horas depois que aconteceu de Bill apanhar seu irmão mais novo caminhando pelo corredor do segundo andar. “Ron,” ele falou, vindo atrás dele, colocando sua mão no ombro do irmão e dirigindo-o para longe das escadas e voltando em direção aos quartos, “Eu preciso ter uma palavrinha com você. Em meu quarto.”


 


“Que?” Ron exclamou, sinos de alarme badalando alto em sua cabeça. Eu sabia que não deveria ter vindo checar o Harry. “Mas… agora?” perguntou, encolhendo seu ombro na tentativa de livrar-se do agarrão de seu irmão.


 


“Sim, agora,” Bill insistiu.


 


“Mas, Hermione e Ginny estão esperando por mim.”


 


“Isso vai levar poucos minutos,” Bill replicou, abrindo a porta do próprio quarto e empurrando Ron para dentro.


 


Oh Deus, Ron gemeu internamente, enquanto a porta batia atrás dele. Não deixe que isso seja sobre o que eu penso que seja.


 


“Então,” Bill falou, colocando-se entre seu irmão e a porta. “Você e Hermione passaram a noite juntos, não foi?”


 


“AH NÃO!” Ron exclamou, balançando a cabeça enquanto avançava para a porta. “Nem no inferno eu terei essa conversa com você novamente. Você me encrencou o bastante na primeira vez.”


 


“Você pode voltar aqui um minuto?” Bill perguntou, agarrando Ron pelos ombros e empurrando-o de volta para o meio do quarto.


 


“Sem chance!” Ron ladrou. “Na-nã! Eu não irei ouvir isso,” ele protestou duramente. “Ela me disse para não ouvir você e ela está certa. Agora saia do meu caminho.”


 


“Hermione falou pra você não me ouvir?” Bill perguntou, arqueando uma sobrancelha em surpresa. “Você contou a ela o que eu falei?”


 


“É claro que eu contei a ela. Você estragou tudo. Eu não tive opção a não ser contar a ela,” Ron admitiu. “Era isso ou deixá-la pensar que eu sentia tanta repulsa por ela que não queria mais tocá-la.”


 


“O que?”


 


“Eu não quero falar sobre isso,” Ron tossiu, voltando-se em direção a porta novamente. “As coisas estão bem. As coisas estão ótimas. Agora saia do meu caminho.”


 


“Eu terei que usar minha varinha em você, irmãozinho?” Bill perguntou. “Porque se for assim que eu vou conseguir fazer com que você cale sua boca e fique quieto por cinco minutos eu vou fazer.”


 


“Está bem!” Ron gritou, cruzando os braços em frente ao peito e encarando seu irmão. “Só diga o que quer que você tenha que dizer e acabe com isso.”


 


“Aqui,” Bill falou, apanhando um usado e muito destruído livro do alto de seu armário e empurrando nas mãos de seu irmão.


 


“O que é isso?” Ron perguntou, olhando para a indescritível capa, procurando por um título e não encontrando nenhum.


 


“Isso,” Bill respondeu, “É um legado Weasley. Eu dei a Charlie, que deu ao Percy, que acredite ou não, realmente passou adiante para Fred. Era suposto que Fred desse a você, mas obviamente ele não o fez. Ele veio com uma desculpa esfarrapada sobre ser a vez de George,” Bill explanou. “Como se George já não tivesse lido da primeira a última página. Além do que, George não tem uma namorada e quando ele tiver, ele que compre seu próprio maldito livro. Esse é meu e eu decidi que é a sua vez de aproveitá-lo.”


 


Ron não sabia o que o havia possuído para fazer isso, mas antes mesmo que registrasse o fato ele já tinha feito, ele abriu o livro e olhava fixamente para as surradas páginas. “INFERNO SANGRENTO!” ele gritou, seus olhos arregalados como pires. “Esse é um livro de sexo,” ele choramingou, fechando-o com força enquanto ruborizava tão profundamente que seu rosto parecia um tomate maduro.


 


“Sim , eu sei,” seu irmão mais velho respondeu calmamente.


 


“Com figuras em movimento,” Ron exclamou alto.


 


“Você irá achá-lo bastante educativo.”


 


“INFERNO SANGRENTO!” Ron gritou novamente. “Um legado Weasley? EU NÃO VOU DAR UM LIVRO SOBRE SEXO PARA GINNY!” ele exclamou indignado.


 


“É claro que não,” Bill retorquiu, batendo no alto da cabeça de Ron. “Qual o problema com você? Quando você terminar de usá-lo, você dará ao Harry.”


 


“Eu também não vou dar isso ao Harry,” Ron declarou, seu rosto ainda muito vermelho. “Ele irá pensar que eu sou um pervertido.”


 


“Eu tenho novidades para você, Ron,” Bill zombou, abrindo a porta e andando para o corredor. “Você é um pervertido. Tanto quanto Harry e qualquer outro garoto que você conheça. Não perca seu tempo lutando contra isso. Só aceite. É muito mais divertido desse jeito. Você só é jovem uma vez, sabia?”


 


“Eu vou contar pra mamãe que você falou isso se eu for pego com ele,” Ron disse, enquanto seu irmão começava a ir embora. “Vou por a culpa toda em você e nesse seu pequeno livro indecente.”


 


“É seu pequeno livro indecente agora,” Bill riu. “O que você vai ou não vai fazer com ele, não é da minha conta.”


 


“Veremos se a mamãe concorda com isso.”


 


“Isso é muita gratidão de sua parte,” Bill deu de ombros sabendo que Ron falava por falar. “Um simples muito obrigado seria suficiente.”


 


O que diabos eu tenho que fazer com isso? Ron se perguntou, olhando para baixo para o livro em sua mão como se ali estivesse sua própria versão privada da Caixa de Pandora. Isso era problema. Puro e simples. O conhecimento que ele podia extrair daquele pequeno objeto em suas mãos poderia ser muito útil. Mas era muito perigoso também. Se sua mãe encontrasse-o ela ia surtar. E se Hermione o flagrasse olhando-o... bem ele não queria ver a sua reação. Ela ia cair em cima dele tão rápido que sua cabeça ia girar. Ele não ia precisar de um livro pornográfico então. Essa seria a única ação que ele faria.


 


Mesmo assim, não havia nenhuma maneira dele deixar esta oportunidade escapar. Ele estava tentado a esconder-se em algum lugar secreto, em algum lugar onde ninguém pensaria em procurá-lo, e estudá-lo a fundo. Mas não podia. Era suposto que ele estivesse lá em baixo. Sua irmã e sua namorada estavam esperando-o. Se não aparecesse uma delas, ou pior, ambas, viriam procurá-lo. Eventualmente iriam encontrá-lo e quando conseguissem… bem, isso podia ser completamente embaraçoso.


 


Não, ele tinha que começar livrando-se daquilo, e rápido. Mas onde eu o coloco? Ron queria saber como ele se desviaria do hall. Não poderia deixá-lo em seu quarto, porque se o fizesse, Harry podreia encontrá-lo. E certamente não poderia deixá-lo no andar de baixo com ele. Se Hermione o visse com um livro, iria querer saber o que era. E se ele se recusasse a lhe dizer, ela começaria a suspeitar de algo e exigiria vê-lo. Não, ele não manter aquilo com ele. Ele teria que escondê-lo em algum lugar antes que voltasse ao quarto das garotas. Harry ainda está adormecido, lembrou-se. Eu apenas deixarei-o dentro de meu malão por agora e procurarei um lugar para escondê-lo mais tarde.


 


********************


 


“Você ouviu o que eu disse, Harry?” Hermione perguntou, olhando de relance para Ron e então de volta para seu melhor amigo, que ainda não tinha reagido à notícia das fugas.


 


“Os ataques foram todos uma distração,” Ron disse, perscrutando ansiosamente o rosto de seu melhor companheiro, procurando por um sinal de como ele estava recebendo a noticia.


 


“Assim vocês estão dizendo,” Harry respondeu, alcançando e apanhando a cópia de Hermione do Profeta Diário das mãos dela. “Aqui não fala nada disso,” disse, após ter passado os olhos nos artigos da primeira página, e ter lançado o jornal em sua cama.


 


“Olhe Harry,” Hermione começou, depois de trocar outro olhar com Ron.


 


“Nós contamos a você o que Bill nos contou.”


 


 “Quando ele voltou,” Ginny adicionou. “Ele estava lá. Viu a coisa inteira com seus próprios olhos. O professor Dumbledore disse a Fudge que os ataques eram todos os uma distração depois que ele falou com a mãe de Colin. Ele disse ao Fudge para enviar seu aurores à Azkaban, mas você sabe como o Fudge é? Não gosta que lhe digam o que fazer. Ele ignorou Dumbledore, então a Ordem agiu imediatamente. Bill irá dizer isso tudo a você ele mesmo se você lhe perguntar,” ela adicionou. “Só espere até que mamãe não esteja por perto.”


 


“Não, eu acredito em vocês,” Harry respondeu, muito mais calmo do que qualquer um esperava. O que eles não entendiam era que estas eram realmente boas notícias. Se os ataques eram uma distração então não era sua culpa. Todas aquelas pessoas não tinham morrido por causa dele. Bem, tinham de alguma maneira, mas na maior parte era porque Voldemort quis jogar o Ministério numa desordem e ter a atenção dos aurores focada em todos os lugares menos onde deveria realmente estar.


 


“Você acredita?” Ron perguntou, olhando pasmo de incredulidade para Harry.


 


“Você está reagindo muito bem,” Hermione falou candidamente.


 


“Você esperava que eu ficasse furioso?”


 


“Bem, sim,” Ron respondeu. “Quer dizer, você não está? Aquele bastardo doentio...”


 


“Ron,” Hermione interrompeu antes que ele pudesse ir adiante com seu discurso.


 


 “Bem, eu estou com raiva disso,” Ron murmurou, “Então isso só serve para mostrar que você pode ficar também.”


 


“Oh, eu estou com raiva,” Harry replicou, cerrando os punhos ao lado do corpo enquanto ele falava.


 


Foi então que Ron observou a fúria fria queimar nos brilhantes olhos verdes de Harry. Ele estava lutando para conter sua raiva, mas ela estava lá, fervendo em fogo baixo, apenas abaixo da superfície, tentando escapar. Somente por alguma razão, Harry estava controlando-a. Era realmente aterrorizante ver aquela quantidade de ferocidade presa dentro de seu melhor amigo. Hermione poderia ser completamente intimidante quando estava verdadeiramente irritada. Ela podia ser pequena, mas era impetuosa e propensa a agir de maneiras inesperadas. Mesmo assim, Ron suspeitou que as faíscas que ele viu sair dela quando foi sequestrada, não eram nada comparada ao inferno que Harry estava tentando esconder. Ele odiaria estar do lado oposto quando essa ira escapasse.


 


 “Mas não tem nada que eu possa fazer sobre isso agora,” Harry continuou.


 


“O que você quer dizer com agora?” Hermione perguntou apreensiva. “Você não está planejando ir atrás dele, está?”


 


“Isso é loucura!” Ginny exclamou.


 


“Eu não tenho que ir atrás dele,” Harry admitiu, querendo saber como reagiriam se eles soubessem sobre a profecia. “Tudo que eu tenho que fazer é sentar e esperá-lo vir atrás de mim.”


 


“Oh Harry,” Hermione choramingou. “Não.”


 


“Não o que?” Harry perguntou, sabendo perfeitamente bem o que ela estava querendo dizer. Ele só queria ver se ela iria falar.


 


“Soe tão resignado,” Ron respondeu por ela. “Soou quase como se você estivesse esperando ele vir e… matá-lo. Como se você o quisesse para alguma coisa?”


 


“Não importa o que eu quero,” Harry admitiu, decidindo-se que aquele não podia ser o momento certo de compartilhar de seu segredo com eles, especialmente com Ginny ali. Dizer a Ron e Hermione que tinha que se transformar num assassino iria ser difícil o bastante. Mas Ginny era diferente. Não a conhecia assim como conhecia os outros dois, e ele não tinha nenhuma maneira de saber como ela reagiria. A última coisa que queria era que ela ficasse com medo dele. Voldemort já tinha a feito passar o inferno uma vez. O menos que ela soubesse sobre tudo aquilo era melhor. “Irá acontecer de qualquer maneira,” ele suspirou, finalmente resignado com seu destino.


 


“Não se eu tiver alguma coisa a dizer sobre isso,” Hermione falou firmemente.


 


Eu espero que você venha atrás de mim, bastardo, pensou Harry. Porque eu vou ficar esperando e eu definitivamente irei estar pronto desta vez. Eu não vou deixá-lo mais ferir qualquer um que eu goste.


 


********************


 


 “O que você acha?” Hermione perguntou a Ginny enquanto elas caminhavam de volta ao quarto.


 


“Eu não sei,” a jovem ruiva admitiu. “Eu realmente não sei. Ele não reagiu do modo como eu esperava que ele fizesse.”


 


“Talvez Ron seja capaz de conseguir mais dele.”


 


Talvez,” Ginny respondeu. Mas eu duvido.


 


********************


 


Tinham passado três dias desde sua conversa com Harry sobre a fuga da prisão, e em todo aquele tempo, ele mal deixou o seu quarto. As únicas vezes que ele se arriscou a sair em todo esse tempo foi para usar o banheiro. Se não saisse de seu quarto, não teria que ver a casa sem Sirius. Ron e Hermione pareceram compreender e nenhum deles o pressionou. De fato, Ron realmente permaneceu em exílio com ele nos dois primeiros dias, apenas para certificar-se que ele tinha companhia.


 


Era bastante óbvio, para Harry de qualquer modo, que os dois tinham discutido em algum momento e tinham concordado que Ron deveria ser aquele que ficaria a disposição dele. E quando ele soube que seus ânimos estavam no lugar certo, ele não pôde evitar ficar aborrecido. Aquilo era mais que incômodo, era realmente irritante. De fato, Ron estava vivendo seu último instante de vigor. Ele estava sempre lá, parado, no caminho. Mesmo agora quando Harry queria dormir não podia, porque Ron se mantinha agitado virando-se em sua cama.


 


Naturalmente Harry não era único que estava frustrado pelo atual arranjo. Ron estava tão incomodado quanto seu melhor amigo. Não era culpa dele se não podia dormir. Não era como se ele quisesse gastar a metade da noite mexendo-se e virando numa tentativa vã de conseguir se acomodar. Ele não poderia evitar penar que Hermione estava aninhada acima dele. Hermione, sua namorada, que mal tinha visto, ou falado, em dias. Mas apenas porque não podia explicar qual era o seu problema a Harry, não dava a ele motivo para jogar um despertador em cima. E ele quase tinha acertado nele também.


 


Ron precisava de uma pausa. Ele tinha que sair do quarto, antes que ficasse completamente louco ou antes que Harry encontrasse algo realmente enorme para jogar nele, sua mente imaginou. Ron saltou da cama, agarrou seu travesseiro e um cobertor, e foi para a porta. Quase a tinha alcançado quando parou e retornou ao pé de sua cama.


 


 “O que foi agora?” Harry gemeu no escuro.


 


“Cale a boca e beba seu bendito chá,” Ron rosnou, abrindo a tampa de seu malão e esquadrinhando dentro dele. “Isso o fará dormir.”


 


Isso tomou-lhe um minuto até achar o que estava procurando, mas suas mãos eventualmente esbarraram na capa esfarrapada do livro que Bill tinha lhe dado. Material da leitura em mãos, Ron fechou seu malão com uma batida, marchou até a porta, e saiu do quarto.


 


********************


 


 “Ron!” Hermione uivou em surpresa, quando abriu a porta do banheiro e viu-o parado exatamente do outro lado. “O que você está fazendo aqui?” ela perguntou tranquilamente, colocando sua cabeça no corredor e espreitando adiante como se esperasse que Harry estivesse com ele. Ela sabia que as coisas tinham ficado tensas entre eles na noite anterior, e que Ron tinha acabado no sofá da sala de desenho. Ele tinha tirado-a da cama tão logo deixou seu próprio quarto e contado a ela sobre tudo que tinha acontecido.


 


Eles tinham decidido que talvez não fosse assim uma boa idéia para Ron passar tanto tempo com Harry. Eles teriam que se dividir em turnos para ficar com ele. Ron, que dormia no mesmo quarto, ficava com as manhãs e Hermione apareceria perto da hora do almoço e renderia-o. Ela não ficaria muito tempo. Harry obviamente queria algum tempo para si mesmo, mesmo que fosse a maioria das vezes, ela deixaria o almoço dele, conversaria com ele  por um tempo, ou tentaria, e então sairia.  Seu turno não ia até a noite realmente. Sendo a mais persistente dos dois ou “a implicante” como Ron tinha dito, estava a cargo de tentar tirar Harry de seu quarto. E maravilha das maravilhas, isso tinha funcionado. Talvez ele estivesse cansado de olhar fixamente para as mesmas quatro paredes, ou talvez ele somente estava tentando parar sua ladainha, mas só levou um dia para ele desistir e segui-la até a sala de desenho.


 


Aquela primeira noite havia sido bastante cansativa. Harry passara a maior parte do tempo encarando a tapeçaria na parede. Ron tentou distraí-lo com um jogo de xadrez, mas mesmo enquanto jogavam, seus olhos sempre retornavam ao lugar onde o nome de Sirius tinha sido queimado.


 


No meio de seu segundo jogo, Hermione perdeu a cabeça, pelo menos essa foi a opinião de Ron na hora, e cuspiu que ela havia perdido Sirius também. Ginny abandonou imediatamente seu trabalho de casa e olhou na direção de Harry para ver qual seria sua reação. Ron não se incomodou em esperar por uma reação; ele chutou Hermione por baixo da mesa, tentando fazê-la se calar. Mas Hermione, como sempre, o ignorou. Ela simplesmente desviou seus pés para ficarem fora do alcance e continuou a falar, apesar do olhar do horror no rosto de Ron. Ela não pressionou Harry a falar sobre seus sentimentos, ao contrário ela lhe falou sobre os seus próprios. Ela só quis que ele soubesse que não tinha sido o único que perdeu Sirius, ou o único ali que achava difícil estar naquela casa sem pensar nele.


 


A boca de Ron realmente despencou de incredulidade quando Harry começou fazer perguntas para Hermione e então assentir com a cabeça como se concordasse com suas respostas. Ao contrário de deixá-lo nervoso, ou pior, fazê-lo correr dali, a conversa pareceu relaxá-lo um pouco. Ele parou de olhar fixamente para a árvore da família Black, em todo o caso. Ele voltou por si mesmo na tarde seguinte, o que era um bom sinal. As coisas com Harry estavam melhorando; pelo menos Hermione tinha pensado isso, mas talvez ele tivesse voltado a trás. Talvez essa fosse a razão de Ron estar aqui.


 


“Foi o Harry?” ela perguntou ansiosa. “Ele teve uma visão ou algo assim? O que houve de errado?”


 


 “Nada errado,” Ron respondeu enquanto dava um passo atrás, colocava as duas mãos em seus ombros, e empurrava-a de volta ao lugar de onde ela tentava sair. No instante em que ambos tinham entrado totalmente, ele fechou a porta com um chute, voltou-se de costas e girou a chave fechando-a. “Eu queria apenas vê-la,” ele admitiu com um sorriso tímido. “Foram anos desde que tivemos um tempo ‘de qualidade’ sozinhos,” ele adicionou, arqueando suas sobrancelhas sugestivamente. Então sem mais nenhuma palavra, ele lançou-se sobre ela.


 


O que ele não mencionou foi que ele tinha gasto a última hora lendo um livro muito sugestivo que seu irmão Bill, tinha lhe dado recentemente, e ele era ‘quente’ como o inferno. A ironia era que finalmente encontrara um livro que não conseguia largar e não podia falar sobre ele com Hermione. Ele era informativo; era educacional; mas ele também era MUITO pornográfico e ele não achava que seria algo que ela aprovaria.


 


“Você está louco?” Hermione silvou, uma vez que tinha conseguido juntar todas as suas forças para afastar-se de seus lábios famintos. “Alguém pode nos ver,” ela murmurou, não se importando mais realmente. Ron estava certo, tinha passado tanto tempo desde que tinham estado sozinhos junto daquele jeito. Ela apenas estava pensando sobre quanto estava sentindo falta daquilo, quanto sentia saudade dele, e ali estava ele; sua fantasia tinha virado realidade. Há poucos momentos, tinha estado no chuveiro pensando nele, e agora ele estava aqui. Sua boca estava em seu pescoço. Sua mão estava deslizando em suas costas, e mais uma vez, seu corpo inteiro estava formigando com as ondas de desejo que somente ele podia extrair.


 


 “No banheiro?” Ele murmurou, sua respiração quente no ouvido dela.


 


“Mmmmm... não,” Hermione gemeu, quando sentiu os dentes dele se fecharem em seu lóbulo e morde-la carinhosamente. “Não, quando nós sairmos.”


 


 “Oh, eles não vão,” ele riu, mantendo levantada a mão que não estava vagueando sobre suas costas e mostrando-lhe o que estava nela.


 


“Harry sabe que você está com isso?” Hermione perguntou. Ele óbviamente tinha pensado naquilo muito mais do que ela suspeitava. Aquele não era um ato espontâneo. Tinha sido planejado.


 


“Claro!” Ele riu. “Essa é uma conversa que eu quero ter. ‘Ei Harry, se importa de me emprestar sua capa de invisibilidade um pouco. Eu estou saindo pra molestar Hermione e não queria que minha mãe me visse.’ Não, ele tomou seu chá cedo essa noite,” Ron confessou. “Ele estará fora do ar por horas.”


 


“O que acontece se eu não quiser ser molestada?” ela caçoou, propositadamente jogando areia em seu plano apenas para ver o que aconteceria.


 


“Você irá querer até lá tenho certeza,” ele replicou com um sorriso confiante.


 


 “Seu verme idiota,” ela riu, golpeando-o no braço.


 


“Você ama isso,” Ron declarou, enquanto empurrava suas costas e estendendo a mão em volta dela para abrir a água do chuveiro.


 


“Planejando tomar um banho frio?” Hermione perguntou de brincadeira ao observar Ron tirar sua camiseta pela cabeça e jogá-la no chão.


 


“Pode ser,” ele informou, desabotoando também o seu pijama, “quando eu estiver cuidando de você.”


 


Oh sério? Hermione pensou, entre satisfeita e surpresa. “Só que eu já tomei banho, obrigada,” ela brincou, deliberadamente mordendo seu lábio inferior enquanto deixava seus olhos cairem para as cuecas boxers que ele usava. “Eu vou só olhar,” ela adicionou, sorrindo quando percebeu o quão desperto ele já estava.


 


“Olhar?” Ron resfolegou, puxando o nó que mantinha o roupão de Hermione fechado, abrindo-o e correndo suas mãos sobre seus ombros enquanto o tirava. “Onde está a graça nisso?” ele perguntou, desapontado em descobrir que ela estava usando uma camisola por baixo.


 


Hermione realmente não sabia o que a havia possuído para fazer aquilo. Talvez o que quer que ele tivesse a contagiara ou talvez ela ainda estivesse sobre a influência das fantasias eróticas que tivera no banho, mas antes mesmo que ela parasse para pensar sobre aquilo, estava tentando seduzi-lo.


 


“Então você nunca pensou sobre como seria me observar... tomando banho?” ela perguntou, escolhendo as palavras com cuidado. “Para me ver... molhada, com minhas mãos correndo sobre meu próprio corpo?”


 


“OH DEUS!” Ron gemeu ruidosamente. “Sim,” ele admitiu sua voz baixa e rouca. “Deus, sim. Por favor,” ele implorou, seus olhos queimando com desejo.


 


Bem, isso foi fácil. Hermione pensou, tentando não sorrir. Ela amava quando conseguia fazer aquilo com ele. Tinha algo de gratificante em levá-lo ao limite. Antes de admitir seus sentimentos por ele, ela sempre conseguia isso deixando-o irritado, mas assim era muito mais divertido. Isso ainda a surpreendia; esse poder que ela tinha sobre ele. Umas poucas palavras e ele já estava implorando. Parecia errado ficar satisfeita com isso, mas ela estava. Muito satisfeita, de fato.


 


 “Mas… Eu não sei se eu consigo somente olhar,” Ron admitiu.


 


“O que exatamente você tem em mente?” ela perguntou timidamente.


 


“O que você acharia se eu olhasse você,” Ron murmurou, alcançando a barra da camisola dela e subindo-a lentamente por suas pernas, “e quando eu não conseguir mais resistir, nós trocarmos as suas mãos pelas minhas?”


 


“Em outras palavras,” ela disse, percebendo que ia transformar seus sonhos em realidade, “você lava minhas costas, eu lavo as suas?”


 


“Algo do tipo?”


 


“Está bem,” Hermione concordou, depois de pensar por um minuto, “mas apague as luzes primeiro.”


 


“Eu já vi você nua,” Ron replicou tranqüilo enquanto caminhava lentamente, tirava a redoma e apagava os lampiões que iluminavam o cômodo.


 


“Eu sei,” ela reconheceu, corando levemetne enquanto Ron assoprava as chamas e recolocava as redomas. “Mas... faça isso, ok?”


 


“’Tá bom, amor,” Ron riu, indo até o lampião do outro lado do espelho e apagando-o também. “Mas eu ainda posso ver você,” adicionou, movendo-se até o lampião que ainda queimava na parede oposta. “Quer que eu apague esse também?”


 


“Não,” Hermione respondeu, esperando virar o jogo com ele novamente, “senão eu não serei capaz de ver você.”


 


“Você pode me ver sempre que quiser,” Ron informou-a, colocando suas mãos na cintura dela e esmagando seus corpos um no outro. “Tudo que tem que fazer é pedir.”


 


“Vou me lembrar disso,” Hermione riu, guardando essa pequena informação ao atirar seus braços em volta do pescoço dele. “Agora cale-se e me beije,” ordenou, sabendo que uma vez ele o fizesse, a parte racional de sua mente sumiria e todo o embaraço que estava sentindo iria desaparecer.


 


“Você é tão mandona,” Ron provocou, um momento antes de dar o que ela exigia e cobrir os lábios dela com os seus.


 


Você sempre tem que conseguir a última palavra, não é? Foi a última coisa que Hermione pensou antes de reconhecer que sua sanidade tinha ido embora.


 


De algum modo durante a torrente de beijos, Hermione descobriu-se sem sua camisola. Por um pequeno momento ela se perguntou como Ron tinha conseguido passá-la por sua cabeça sem deixar os seus lábios. Ela só percebeu que ele tinha desabotoado a camisola e deixado-a cair no chão, quando a roupa enroscou em seus pés e ao tentar dar um passo tropeçou. Por sorte os braços de Ron ainda estavam em torno dela e ele rapidamente a puxou de volta firmemente contra ele.


 


Tão logo ela estava novamente de pé, Ron soltou-a, deu um passo para trás e apoiou-se na pia. Respirando fundo, como se tivesse corrido em vez de ter ficado parado, Ron deixou seus olhos percorrerem o corpo de Hermione.


 


Não era a primeira vez que ele fazia isso, e Hermione lembrou a si mesma que provavelmente não seria a última, contudo ela não pode evitar e corou quando sentiu o peso do olhar dele e percebendo que ele estava focalizando a única parte que ainda estava coberta. Ainda era um pouco perturbador ter a atenção dele voltada para essa parte em particular de sua anatomia. Era lisonjeador, mas desconcertante ao mesmo tempo. Sabendo o que ele queria que ela fizesse, mas ainda um pouco envergonhada de fazê-lo, ela acabou optando por distraí-lo.


 


 “Você primeiro,” ela falou, movimentando-se de um lado ao outro desconfortável.


 


Infelizmente, Ron não estava tão distraído. Obviamente ele não tinha as mesmas dúvidas que ela. Sem pensar um segundo a mais, ele empurrou sua cueca para o chão, enquanto chutava-a para o canto e parou em frente dela em toda sua glória.


 


E que vista gloriosa era. Não que ela tivesse muito para comparar. Não era como se ela tivesse visto muitos homens despidos. Certo, ela não tinha visto nenhum outro homem nu. E a verdade era, ela não queria realmente ver. O único que quis ver era o que estava à sua frente. Ele era alto; era magro; sua bela pele era coberta de sardas, e ele era absolutamente perfeito, porque era Ron. Mas a melhor parte era ver o modo como ela afetava seu corpo. Era estimulante. Era fortalecedor. Era intensamente sexy.


 


Lá no fundo Hermione sabia que era uma típica reação masculina. Não era por qualquer coisa que ela tivesse feito, por si mesmo. Era a maneira que a maioria de machos adolescentes responderiam a uma fêmea quase despida. Era simplesmente uma reação biológica que tinha sido programada dentro dele no nascimento. No entanto ao mesmo tempo, ela sabia que aquilo era muito mais. Não era só luxúria, embora o desejo erradiasse dele de forma tão tangível que o ar em torno deles parecia um turbilhão. Mas havia amor também. Estava em seus olhos. Estava em seus lábios. Estava em seu toque. E era aquilo; seu amor, seu carinho, seu desejo em cuidar dela e o fato de pôr as necessidades dela antes das suas próprias, que faziam aquilo tudo estar correto. Não importava o que aconteceria ou deixaria de acontecer, sabia que Ron se importava e que sempre a respeitaria.


 


Mas respeitando ou não, ainda era difícil despir-se com ele a observando. Você é uma grifinória, Hermione lembrou-se, ao respirar profundamente e virar-se de modo a encarar o chuveiro em vez dele. Ter virado de costas pra ele enquanto tirava sua calcinha definitivamente tornou isso mais fácil. Sabia que ele estava comendo sua bunda com os olhos, e evidentemente ele gostou do que viu, porque gemeu realmente alto quando sua calcinha chegou ao chão e ela dobrou-se para apanhá-la.


 


Achando melhor que virar-se e encarar a direção de onde o barulho tinha vindo, Hermione pulou para o chuveiro e cerrou a cortina, eficazmente obstruindo a vista dele. Naturalmente ela mal pisara embaixo da corrente de água, quando a cortina se abriu e Ron se juntou a ela. Mas ele não se aproximou. Mais propriamente, ele hesitou e simplesmente decidiu observá-la.


 


Isso foi tudo uma brilhante idéia sua, Hermione lembrou-se. Se estivesse realmente desconfortável não tinha ninguém para responsabilizar além de si própria. Isso é ridiculo. Você está sendo boba, ela repreendeu a si mesma. Oh esqueça isso. Já basta de observar, ela decidiu-se. Só beije-o.


 


“Venha cá,” ela falou, forçando-se a virar e encará-lo. Uma vez que ele estivesse perto e eles se beijassem, ela sabia que os olhos dele estariam fechados e o desconforto de estar sendo observada sumiria.


 


“Merlin, você é maravilhosa,” Ron murmurou, seus olhos queimando de desejo enquanto via os pequenos filetes d’água caírem em seus ombros e cascatearem sobre seus seios como uma cachoeira.


 


“Ron,” Hermione murmurou, incapaz de impedir a si mesma de corar novamente. “Se você não me beijar, agora mesmo, Eu juro que vou...” Mas ela não chegou a terminar sua ameaça. Os lábios de Ron encontraram-se com os dela, sendo seguido por seu corpo inteiro. A colisão foi tão forte que Hermione realmente bateu contra o ladrilho da parede bem ao lado do chuveirinho preso ali.


 


“Desculpe,” ele murmurou, movendo suas mãos dentro dos cabelos molhados dela e usando-as para proteger a parte de trás da cabeça dela enquanto continuava beijando-a o mais profunda e apaixonadamente que ele conseguia.


 


Ele só não conseguia ter o suficiente dela. Queria devorá-la por inteiro, mas apesar de sua melhor tentativa, sua boca simplesmente não era o bastante. Ele precisava de mais. Ele queria beijar cada polegada de seu corpo. Ele queria correr sua língua por seu pescoço e sobre seus seios. Ele queria sugar a água imediatamente antes que tivesse a chance de fluir pelo seu corpo. E antes mesmo que percebesse, era exatamente o que estava fazendo.


 


Soltando sua cabeça, Ron colocou ambas as mãos nos ombros de Hermione e deslizou-as lentamente por seu peito, moldando-as em seus seios enquanto movia sua boca sobre sua garganta delgada. Hermione ofegou suavemente quando os polegares dele começaram a friccionar os bicos de seus seios, fazendo com que endurecessem. Gemeu outra vez, mais alto, quando ele substituiu sua mão direita por sua boca e sugou-a com força.


 


“Oh Ron,” ela ofegou, enlaçando os dedos de uma das mãos nos cabelos úmidos dele.


 


Sem pensar, Ron afastou-se dela e olhou para seu rosto. Ele não pode evitar. Era a primeira vez que ela realmente chamava seu nome enquanto ele estava tocando-a e foi como música em seus ouvidos. Não foi um grito de paixão, mas aquilo não importava. Havia tanta emoção em sua voz quando falou que fêz o coração dele inchar, ao mesmo tempo que sentiu seu estômago sacudir de prazer.


 


“O que foi?” Hermione perguntou ansiosa, quando abriu seus olhos para ver o porquê ele tinha parado e decobriu-o olhando pasmo para ela em surpresa.


 


“Eu te amo,” ele respondeu, dizendo a primeira coisa que pipocou em sua mente.


 


“Eu também te amo,” sussurrou, incapaz de conter seu sorriso. Aquela não tinha sido definitivamente a resposta que esperava. Mas um olhar em seu rosto foi tudo que precisou para saber que ele falava com o coração. Sentiu seu próprio coração vibrar enquanto as borboletas começaram a voar em seu estômago e a ansiedade em no meio de suas pernas se intensificou.


 


“Eu quero mostrar a você,” Ron falou, pedindo com o olhar. “Por favor, me deixe amar você.”


 


“Eu... eu pensei que você...,” ela gaguejou enquanto seus olhos se arregalavam. “E sobre a poção?” perguntou incerta. “Você mudou de idéia?”


 


“Não,” Ron respondeu, a despeito do fato que sua libido estava implorando que ele parasse com os rodeios e transasse com ela propriamente. “Não é isso que eu pretendo,” adicionou. “Só... deixe-me mostrar a você,” ele implorou. “Se você não gostar, eu paro. Prometo.”


 


“Tudo... tudo bem,” Hermione falou timidamente. “O que você quer que eu faça?”


 


“Nada,” ele respondeu, ajoelhando-se como se estivesse a ponto de adorá-la. “Só... confie em mim,” ele adicionou, colocando suas mãos em seus quadris e inclinando-se para beijar sua barriga.


 


“Sempre,” ela replicou, fechando os olhos e deixando-se encostar nos ladrilhos da parede. “Mas você não tem que fazer isso,” adicionou, seu coração martelando de encontro ao peito em antecipação.


 


Ron respondeu beijando sua barriga novamente, enquanto descia devagar suas mãos em torno dela e apertava sua bunda. “Eu quero,” ele murmurou erguendo seus lábios de sua cintura e recolocando-os na parte de cima de sua coxa. “Eu tenho querido isso por muito tempo,” ele confessou, beijando-a gentilmente enquanto massageava-a com seus dedos fortes. “Merlin, Mione,” ele suspirou quando ela abriu um pouco suas pernas para dar a ele melhor acesso. “Você é tão suave,” murmurou, soltando a parte esquerda de seu corpo e acariciando-a com seus dedos por trás.


 


“Oh Deus,” Hermione exclamou baixinho, quando os dedos dele deslizaram próximos aos seus grandes lábios e entraram em sua parte mais pulsante.


 


“Diga que você me quer,” Ron falou, sua voz baixa e grave de tanto desejo contido. “Diga pra mim que você quer que eu te toque,” ele exigiu, espalmando sua mão livre em torno dela e abrindo suas pernas ainda mais enquanto ele a atormentava com seus dedos.


 


“Por favor,” ela suplicou quando ele abandonou-a abruptamente.


 


“Diga,” ele insistiu, posicionando suas mãos em sua lateral e beijando a parte interna de sua coxa.


 


Hermione esperou, desejando que ele continuasse mesmo se ela não fizesse o que tinha pedido, mas Ron simplesmente ficou esperando por ela. Continuou a beijá-la delicadamente, movendo sua boca de uma perna a outra, chegando perto, mas nunca realmente tocando onde ela queria.


 


“Por favor, Ron,” ela disse, empurrando a parte de baixo de seu corpo para frente como se estivesse se rendendo e atendendo ao seu pedido. Se ele quisesse o poder, poderia tê-lo. Poderia ter qualquer coisa se apenas a livrasse da ardência que percorria seu corpo. “Me toque. Por favor. Eu preciso de você para..."


 


“Para que?” ele perguntou com um forte rosnado, movendo sua mão entre suas pernas e impulsionando dois de seus dedos no calor de seu corpo. “Oh deus,” ele murmurou de encontro à sua coxa, roçando-a com sua respiração. “Você está tão molhada. Tão malditamente apertada. Oh deus,” murmurou outra vez enquanto começou a movê-los lentamente para dentro e fora dela, fazendo com seus dedos o que queria fazer com seu pulsante membro.


 


Ron quase perdeu completamente o controle quando Hermione levou sua própria mão para baixo e começou se tocar. “Oh, porra,” exclamou, tirando sua própria mão e observando-a com os olhos arregalados, chocado e extremamente excitado com suas ações. Aquela devia ser a coisa mais sexy que já tinha visto. Ele tinha lido sobre estimulação manual em seu livro. Tinha estudado os retratos e pensou que tinha uma idéia razoavelmente boa de como fazer. Mas aquilo era muito melhor do que uma foto que se movimentava.


 


 “Aqui,” Hermione gemeu baixo. “Toque-me aqui,” ela instruiu, mostrando-o o que ela gostaria que fizesse.


 


Mas ele não podia. Ele não conseguia se mover; não conseguia pensar; tudo que ele podia fazer era olhar. Era como se ele tivesse sido petrificado. Não até que seu suprimento de ar acabou, seus instintos básicos voltaram, e ele se recordou de como respirar. Puxou o ar numa respiração profunda, soltou-o com um gemido estrangulado, e puxou novamente. Mas respirar tinha ajudado. A névoa que embaçava seu cérebro se dissipou e as instruções que tinha memorizado retornaram.


 


Com seus olhos ainda colados nos movimentos dos dedos de Hermione, ele fêz a primeira coisa que surgiu em sua mente, agarrou seu pulso, afastou sua mão para longe de seu corpo, puxou para si e então fechou sua boca sobre aqueles dedos para poder prová-la.


 


Escorar, pensou, forçando-se a lembrar o que tinha que fazer enquanto sugava seus dedos. O livro disse que eu precisava escorá-la, a menos que a colocasse deitada. Merda. Por que eu não a mando se deitar? Isso levou-o por um momento a imaginar como poderia ajudá-la a ficar de pé sem usar as mãos, mas então a inspiração golpeou-o e ele agarrou a perna esquerda dela e jogou-a sobre seu ombro.


 


Pega de surpresa, Hermione puxou seus dedos para fora de sua boca e agarrou o alto de sua cabeça enquanto oscilava, tentando recuperar o equilíbrio.


 


 “Inferno sangrento,” Ron sussurrou, uma vez que ela tinha se endireitado e ele tinha olhado de relance para baixo e descoberto exatamente o modo como ela se abrira para ele agora. Isso é tãoooooo melhor do que qualquer estúpido livro, ele pensou, estudando-a de perto. Antes que percebesse o que fazia, ele identificou as partes dela em sua mente enquanto procurava por uma delas em particular.


 


Certo, você pode fazer isso, ele assegurou a si mesmo, procurando por seu clitóris e imitando suas ações anteriores. Apenas… seja delicado, ele lembrou-se ao começar a tocar o local com seus dedos. Como o livro disse.


 


Mas ele devia ter feito algo errado, porque ela não reagia da maneira que o livro predisse. De fato, não estava reagindo de modo algum. Rezando para que os olhos dela estivessem fechados, Ron olhou para cima na esperança de discernir uma resposta em seu rosto. Mas aquilo não era uma ajuda real tampouco. Suas bochechas estavam coradas; os olhos fechados; sua cabeça descansava de encontro ao azulejo da parede, mas se ele tivesse que nomear o que via, ele diria que ela parecia satisfeita e esse NÃO era o resultado que procurava.


 


Maldição, ele pensou, tentando frear seu crescente acesso de pânico. Eu sou uma droga nisso. Maldito livro inútil. Ah, esqueça-o. Estúpidas listas de verificação e todas aquelas benditas etapas a seguir. Faça isto, mas somente em seguida àquilo. Ao inferno com ele, decidiu-se, acalmando sua mão. Eu não sou nada bom nisto, então ela provavelmente não me deixará fazer isso outra vez, então somente desta vez eu vou fazer o que eu quero.


 


Em algum lugar no fundo de sua mente, Ron se sentiu um pouco culpado pela sua precipitada decisão. Ele tinha querido dar prazer a ela e agora estava sendo egoista. Mas um pouco de culpa não iria pará-lo. Ele pararia quando Hermione dissesse a ele para fazê-lo e nenhum instante antes. Sua mente se recompôs, ele esqueceu a lista de verificação e fez o que teria morrido para fazer desde o momento em que tinha ajoelhado na frente dela; ele abriu-a ainda mais com seus dedos e dardejou sua lingua em sua úmida passagem.


 


Hermione deu um salto no instante que sentiu a língua de Ron e seu corpo inteiro estremeceu. Ela não podia acreditar que aquilo estivesse acontecendo; que ele realmente fazia aquilo com ela, que ele queria fazer-lhe aquilo. Usar seus dedos era uma coisa, mas ele realmente estava usando sua boca e aquela incrível língua dele nela. Era o conhecimento do que ele fazia, mais que realmente as sensações, o que fizeram seu sangue ferver e causaram o tremor.


 


“Oh deus,” Hermione murmurou um pouco depois, quando seus lábios se fecharam em seu clitóris e ele chicoteou-o com sua língua.


 


Encorajado pela resposta dela, Ron voltou a ficar ousado, cravando seus dedos de volta no corpo dela e movendo-o de encontro a sua língua.


 


“Por favor,” ela choramingou, quando sentiu a pressão começar a se formar dentro dela. Ela estava tão perto. A represa que segurava suas emoções estava realmente começando a rachar. Era inacreditável que alguém estivesse fazendo isso com ela; fazendo com que se sentisse daquela maneira. Não, não apenas alguém, Ron. Era sempre Ron. Mesmo quando ela se tocava, imaginava que era ele. Mas ele era aquele que a tocava agora. Era aquele que a fazia gemer. Ele era aquele que friccionava seu clitóris com seus dedos.


 


“Mais forte,” Hermione gemeu, cobrindo a mão dele com a sua própria e aplicando mais pressão. “Assim,” ela instruiu, mexendo seus dedos em movimentos circulares.


 


“Merlin, Mione!” Ron murmurou sensualmente enquanto observava suas mãos movendo-se em harmonia.


 


“Oh... oooh deus,” ela exclamou, soltando-o e escorregando pela parede como se seus joelhos tivessem enfraquecido.


 


Ron não tinha nenhuma escolha agora, ele tinha que mantê-la em pé. Relutantemente, removeu sua mão esquerda de seu corpo e envolveu-a, usando isso e seu ombro para mantê-la fixa à parede. Ele esforçou-se, tentando decidir para onde olhar. Ele queria prestar atenção no que fazia com sua mão direita porque ela era a responsável por aquela reação, mas queria ver seu rosto quando ela ruísse. No fim, a decisão dele foi tomada quando Hermione chamou seu nome.


 


“Oooh… ooooh isso assim… o deus… sim… Oh… oh... Oh… Rooooonnnnn!” ela gritou, seu corpo tremendo de encontro a ele. Mas ele não olhava mais para seu corpo. Não poderia afastar seus olhos do rosto dela. Seu cabelo estava molhado e aderindo à parede na qual ela tinha deslizado; sua face estava vermelha como uma beterraba; os olhos fechados; sua cabeça pendia para um lado; Ela estava mais relaxada e serena naquele instante do que ele já tinha visto em seu olhar em todos os anos que a conhecia. E era tudo por causa dele. Ele tinha lhe feito aquilo. Ele tinha ficado tão preocupado de não conseguir, mas tinha conseguido. Tinha feito ela gozar e tinha sido brilhante. Aquilo foi além de brilhante.


 


“Merlin, isso foi quente,” Ron rosnou, dolorosamente ciente de suas próprias necessidades agora. “Mione,” ele pediu, liberando a pressão que fazia em seu lado e deixando-a deslizar pela parede até que ela se sentou praticamente no assoalho, pressionando então seu duro membro de encontro à parte interna de suas coxas. “OH DEUS! POR FAVOR!” implorou, quando ela se moveu e ele sentiu sua umidade de encontro a sua pele sensível. “Eu quero você. Eu preciso de você. Por favor.”


 


“Não aqui,” ela exclamou alarmada, tirando sua perna de seu ombro e usando seu pé para afastá-lo. “Não na água. Nós não podemos.”


 


“Você vai ver o inferno ao sair dai, Ron,” a voz de Fred chamou através da porta do banheiro enquanto ele batia nela. “Proteger o cômodo não vai lhe ajudar agora,” ele silvou. “Mamãe está vindo. George não pode atrasá-la por muito tempo. Se você não estiver em seu quarto, ela virá procurar por você. Saia dai. AGORA!”


 


“OH PORRA!”


 


“Oh meu deus,” Hermione choramingou. “Fred e George nos ouviram.”


 


“Maldição!” Ron xingou, saltando para fora do chuveiro e tirando sua roupa do chão. “Maldição. Maldição. Maldição.” ele cantarolou, vestindo sua cueca e tentando enfiar suas pernas molhadas em suas calças jeans, quase caindo de bunda no processo.


 


“Não se vista,” Hermione guinchou, jogando a capa de invisibilidade de Harry sobre ele. “Apenas saia.”


 


“Mione?” ele retorquiu, dando alguns passos em direção à porta, e então parando e olhando de volta para ela miseravelmente.


 


“Eu sei,” ela suspirou, fechando seu roupão. “Vá agora. Ron?” adicionou, enquanto ele abria a porta e quase esbarrava em Fred, que estava parado na entrada sorrindo maliciosamente. “Obrigada.”


 


“Não precisa,” Fred respondeu, pensando que Hermione estivesse agradecendo a ele.


 


“Idiota,” Ron exclamou, afastando seu irmão do caminho. “Você pode parar de comer minha namorada com os olhos agora.”


 


“Aproveitando seu novo livro, não é?” Fred riu.


 


“Que livro?” Hermione perguntou da entrada.


 


“Agora não,” Ron rosnou, encarando Fred e então empurrando-o de volta à sala e fora de vista.


 


******************


 


“Aí está você,” Ron disse, enfiando sua cabeça dentro do quarto das meninas e espiando Hermione encurvada sobre a mesa, seu nariz apertado num livro e sua pena voando sobre uma folha de pergaminho. “O que você está fazendo?” perguntou. Tinha se passado dois dias desde o encontro deles no banheiro e ele tinha esperança de poder convence-la a escapulir com ele por um momento.


 


“Trabalho de casa de poções,” ela respondeu, sem se dar ao trabalho de olhá-lo.


 


“Mas você terminou seu trabalho há séculos atrás.”


 


“Sim.” Ela concordou, “mas e você? Nós vamos voltar à escola em duas semanas. Você não acha que já era hora de ter começado?”


 


“Eu comecei,” Ron protestou fracamente.


 


“Mas você ainda não terminou nenhum,” Hermione mandou de volta.


 


Como ela conseguia ler, escrever e resmungar tudo ao mesmo tempo, Ron nunca compreendeu.


 


“Mas você já,” ele disse, tentando mudar o assunto, “então o que você realmente está fazendo?”


 


“Eu te falei. Eu estou fazendo o trabalho de casa de Poções.”


 


“Mas por quê? Eu achei que você já tivesse terminado.”


 


“Eu terminei, mas Harry não,” ela respondeu candidamente.


 


“O QUE?” Ron gritou, incapaz de esconder sua indignação. “Você não está realmente fazendo o trabalho de casa de Harry para ele, está?


 


“Apenas o de Poções,” ela respondeu calmamente. “E pare de me olhar desse jeito,” ela repreendeu, seus olhos ainda colados em seu livro. “Você sabe como o professor Snape é. Os outros professores compreenderão porque Harry não levou nenhum de seus trabalhos feito. Deixarão passar e darão a ele algum trabalho extra só para camuflar quando voltarmos à escola. Mas não Snape. Ele irá…”


 


“Usará isso como desculpa para chutá-lo para fora da classe,” Ron terminou por ela. “O vingativo filhinho da p...”


 


“Ron!” ela ralhou. “E nós não podemos deixar isso acontecer, podemos?” ela continuou. “Porque se ele tiver que sair de Poções ele não pode vir a ser um Auror.”


 


“Hermione?” Ron falou esperançoso.


 


“Nem pense nisso,” ela lançou.


 


“Mas... ‘tá bem,” ele suspirou. “Eu somente copiarei o do Harry quando ele terminar,” ele provocou.


 


“Faça isso e você irá ser expulso junto com Harry.”


 


“Mas nós sempre fazemos nosso trabalho de casa juntos,” Ron rosnou. “Se os nossos ensaios não estiverem similares, Snape saberá que tem algo errado.”


 


A pena de Hermione congelou no meio do pergaminho e ela finalmente levantou seus olhos para Ron. “Está certo,” ela disse, depois de estudá-lo intensamente.


 


“Sério?” Ron perguntou, todo seu rosto iluminado.


 


“Vá pegar seu material,” disse, empurrando seu ensaio no meio do livro que estava lendo e então fechando-o. “Eu encontrarei você no quarto de desenho e nós trabalharemos nele juntos.”


 


“Você está dizendo que eu ainda tenho que escreve-lo eu mesmo?” Ele queixou-se parcialmente desanimado. Escrever um ensaio com Hermione não seria nem tão difícil quanto escrever por si próprio. Se ele se atrapalhasse no meio do caminho e fingisse que não compreendia o que lia, ela teria prazer em dizer-lhe o que escrever. Com um pouco de sorte, teria terminado em uma hora ou duas.


 


“O Harry escreve o ensaio pra você quando você estuda com ele?”


 


“Não,” Ron cacarejou.


 


“Bem, então...?” Ela disse, levantando-se de sua cadeira e arrebatando um frasco de tinta e sua pena da mesa.


 


“Mione?” Ron perguntou da entrada. “Você pode me ajudar com o meu ensaio de Transfiguração quando nós terminarmos? Eu realmente tentei faze-lo você sabe, mas o livro é confuso e faz muito mais sentido quando você explica para mim.”


 


“Onde está Harry?” ela perguntou, em vez de responder a pergunta.


 


“Ele foi alimentar Bicuço.”


 


“Sério?” Hermione perguntou, soando mais que um pouco chocada. “Eu não pensei que ele fosse querer chegar perto daquele quarto. Bicuço deve lembrá-lo de Sirius.”


 


“É,” Ron admitiu.


 


“Talvez ele esteja pronto para enfrentar isso.”


 


“Isso ou ele estava procurando um lugar para pensar.”


 


“Eu penso que ele está sentindo-se melhor,” ela respondeu. E era verdade, ele estava sentindo-se melhor. Harry passava a maioria de noites, e mesmo certas tardes na sala de desenho agora. Tinha parado de evitar a todos e realmente esteve conversando com cada membro da família de Weasley sobre um assunto ou outro. Ainda não descia até a cozinha, mas aquilo não era realmente um problema. A sra. Weasley agora enviava as refeições lá para cima para o trio e Ginny. Eles comiam geralmente na sala de desenho, ou no salão comunal do Largo Grimmauld, como Ginny gostava de chamá-lo.


 


“Bem, você sabe como ele é, não é?” Ron lembrou-a. “Alguns dias são melhores que outros.”


 


“Está bem,” Hermione suspirou. “Bom vá pegar seu material. E não se esqueça de trazer meu livro de Transfiguração com você,” ela adicionou, abraçando seu livro antes de empurrá-lo pelo salão.


 


********************


 


“Já era tempo de você aparecer,” uma voz suave falou momentos depois que Harry entrou no quarto em que Sirius mantivera Bicuço e fechou a porta.


 


“O que você está fazendo aqui?” Harry perguntou, girando ao redor alarmado e olhando fixamente os profundos olhos castanhos de Ginny.


 


“Esperando você,” ela respondeu, lançando outro rato morto para o hipogrifo. “Eu tenho vindo aqui em cima todos os dias desta semana realmente,” ela continuou. “Eu sabia que era apenas uma questão de tempo até que você…”


 


“Até que eu o que?” Harry perguntou ressentido. Será que ele era tão previsível?


 


“Até você rever a cena do crime.”


 


“Que?”


 


“Você me ouviu,” Ginny respondeu casualmente, lançando outro rato no assoalho. “Você não pode ir ao Departametno de Mistérios, então esse seria logicamente o próximo lugar. Era aqui. ou no quarto de Sirius. Eu admito que não tinha certeza de qual você ia escolher, então eu tenho esperado por você nos dois.”


 


“Eu não sei do que você está falando,” Harry grunhiu, virando de costas pra ela e movendo-se em direção à porta.


 


“Não tente empurrar essa porcaria de ‘você não sabe o que eu estou sentindo’ pra cima de mim,” Ginny gritou, saltando de sua cadeira e se posicionando entre ele e a porta. “Você sabe exatamente o que eu estou falando,” berrou enquanto avançava nele. “E você sabe que eu sei que você sabe. Eu estive onde você está, e eu posso ler os sinais bem demais.”


 


“Eu não quero falar sobre isso,” Harry rosnou, desviando seus olhos para o chão.


 


“Eu tenho certeza que você não quer,” ela replicou, cruzando os braços em frente ao peito e preparando-se para a batalha, “Mas você vai.”


 


“Oh, eu vou, é? Harry gritou, sua raiva aumentando.


 


“Vá em frente, grite o quanto você quiser,” Ginny respondeu. “De fato, talvez você deva arremessar alguma coisa enquanto estiver fazendo isso. Isso fará você se sentir melhor. Aqui,” ela disse, arrebatando o saco dos ratos do assoalho e jogando-o para Harry. “Jogue estes em Bicuço, um de cada vez. Não se preocupe,” ela adicionou, quando seus olhos se arregalaram. “É um jogo que eu faço com ele. Ele apanhará cada um deles ainda no ar antes que você o acerte.”


 


“Eu não vou jogar coisas no Bicuço,” Harry respondeu, deixando o saco cair aos seus pés e chutando-o em direção ao hipogrifo. “Ele não fez nada errado.”


 


“Nem Ron e Hermione, mas isso não impede que você faça isso com eles.”


 


“Eu não fiz isso,” Harry protestou ruidosamente. “Eu não gritei com eles nem uma vez.”


 


“E sobre o relógio?”


 


MERDA! Ele pensou, seu queixo caído em surpresa. Ron disse a ela sobre o relógio. “Essa foi a única vez,” disse, tentando justificar suas ações, “e ele estava me deixando maluco.”


 


“Então você arremessou o relógio nele?”


 


“Ron atira coisas o tempo todo. Não é grande coisa.”


 


 “Uh huh.”


 


“Eu não ligo se você acredita em mim.”


 


“O ponto Harry é que você não acredita em si mesmo. Pare de lutar e apenas deixe isso acontecer.”


 


“Deixar o que acontecer?” Ele perguntou, genuinamente confuso agora.


 


“Você está quase lá,” Ginny respondeu. “Você conseguirá após a negação e a raiva. Você fêz tudo isso e percebeu que nunca ia funcionar. Você esteve empacado no estágio da depressão por semanas. Há somente um estágio à frente. Aceitação. Você viu a luz no fim do túnel e foi por isso que você veio até aqui. Porque você está acostumado à raiva e à depressão e você se sente culpado por deixar isso tudo ir embora e superar. Bem lá no fundo você continua sentindo que precisa ser punido. Como se você não merecesse ser feliz após o que fêz. Sirius se foi. Ele nunca será feliz outra vez, e você não deve ser feliz tampouco. É isso que você está pensando, não é.”


 


 “NÃO FALE SOBRE ELE! VOCÊ MAL O CONHECIA!”


 


“Você tem idéia de quantas vezes eu me encontrei parada do lado de fora do banheiro da Murta que Geme?” Ginny perguntou, ignorando completamente a explosão de Harry. “Quantas vezes eu desci para o jantar e em vez disso acabei no corredor onde Justin e Nick Quase sem Cabeça foram atacados? Você sabe o quão difícil era olhar diariamente para Colin na classe no começo de nosso segundo ano? Ou como eu me sentia culpada cada vez que eu encontrei Hermione na biblioteca e ela era legal comigo? Eu quase matei um dos melhores amigos do meu irmão e ela era legal comigo depois. E a parte mais doentia era que eu queria me sentir culpada,” Ginny admitiu tristemente. “Todos agiam como se eu não fosse responsável. Ninguém estava me castigando então eu decidi castigar a mim mesma. Eventualmente eu percebi o que todos vocês já sabiam. Não era realmente minha culpa. Eu cometi um erro. Um tolo, estúpido e vital erro. Mas isso foi tudo. Eu não fiz isso de propósito. Eu não sou uma pessoa má. Eu não ataquei aquelas pessoas. Tom Riddle fez. Você cometeu um erro, Harry. Isso é tudo. Você não o fêz de propósito. E nem você é uma pessoa má.”


 


“Você não sabe sobre o que está falando,” Harry murmurou, esforçando-se para manter as emoções dentro dele em vez de extravasá-las. A raiva ele podia segurar, mas não o opressor excesso de tristeza e o sentimento de perda. Não, ele não podia ruir na frente de Ginny. Não podia deixar esses sentimentos fluírem na frente de qualquer um.


 


“Você não matou Sirius, ou qualquer outra pessoa,” Ginny persistiu. “Voldemort matou. Lá no fundo você sabe que ele odiaria ver que você desse jeito. Ele odiaria que você se responsabilizasse por algo que Voldemort fez. Você está se punindo por algo que não foi sua culpa.”


 


“FOI MINHA CULPA!” Harry rugiu com toda força de seus pulmões. Melhor focalizar a raiva que a dor.


 


“Mesmo se fosse,” Ginny disse suavemente, “Nós dois sabemos que Sirius não ia querer que você se castigasse. Ele amava você Harry. Ele ia querer que você fosse feliz. Ele ia querer que você superasse.”


 


“Você não sabe o que ele queria,” Harry grunhiu. “Ninguém sabe, porque ele está morto.”


 


“Sim, ele está. Bellatrix Lestrange o matou,” Ginny disse abruptamente. “Ela o matou porque ele estava tentando impedi-la e a Voldemort de ferir você. O seu bem-estar era mais importante para ele do que ele mesmo,” ela falou, lutando contra suas lágrimas. “E é assim que você o agradece. Você está usando sua morte como uma desculpa para chafurdar em autopiedade.”


 


“CALE A BOCA, PORRA!”


 


“Eu aposto que se sentiu melhor, não foi?”


 


“VOCÊ NÃO SABE QUEM EU SOU! VOCÊ NÃO SABE NADA SOBRE MIM! TUDO QUE VOCÊ VÊ QUANDO OLHA PRA MIM É UM ESTÚPIDO, TRÁGICO E INCOMPREENDIDO HERÓI! O MALDITO GAROTO QUE SOBREVIVEU! O SALVADOR DO MUNDO BRUXO! BEM, ESSE NÃO SOU EU!”


 


“Quem é você então?”
 


“NÃO IMPORTA QUEM EU SOU!” Ele urrou. “TUDO QUE IMPORTA É O QUE EU TENHO QUE ME TORNAR!”


 


“Oh é?” Ela pressionou, sem se intimidar com a ira dele. “E o que é?”


 


“UMA MERDA DE ASSASSINO! UM TIPO DE SUBSTITUTO PARA O LORD VOLDEMORT!”


 


“Você está fora de si,” Ginny zombou.


 


Harry não soube o que dizer. Ele realmente não podia acreditar nisso. Tudo que podia fazer era ficar lá com sua boca escancarada para ela como um idiota, quando ela riu para ele. Ele lhe contou que iria se tornar um assassino e ela teve a audácia de rir dele.


 


 “Um assassino,” Ginny riu. “Por favor. Você vai ter que fazer melhor que isso, Harry.”


 


“É a verdade,” ele gritou, dizendo a primeira coisa que surgiu em sua mente. “Isso é o que aquela estúpida profecia disse.” Isso certamente irá chamar a atenção dela, Harry pensou quando Ginny parou de rir e olhou-o estranhamente. Não é mais tão engraçado agora, não é?


 


“Então você ouviu-a? Antes de Neville quebrá-la? Você podia ter-lhe dito isso, você sabe? Ele se sentiu horrivel por ter deixado acontecer. Ele disse que isso o deixaria desnorteado.”


 


“Eu fiquei contente por ele ter quebrado,” Harry respondeu honestamente. “Só assim ninguém nunca mais irá ouvi-la.”


 


“Se você ouviu a profecia, por que Neville não ouviu?” Ginny perguntou, olhando para ele, como se ainda não estivesse interiamente certa de acreditar em sua história.


 


“Eu não ouvia aquela...” ele começou, mas Ginny o cortou antes que pudesse terminar.


 


 “Então como você sabe que dizia isso?”


 


“Dumbledore me contou, ok?”


 


“Espere um minuto,” Ginny disse, “Deixe-me compreender isso direito. O professor Dumbledore lhe contou isso e esse tempo todo, ele esteve treinando você para que virasse um assassino para então poder substituir o Lord Voldemort? Por favor.”


 


 “Essa é a verdade.”


 


“Não, não é. Você deve ter entendido errado.”


 


“Não, não entendi,” Harry insistiu.


 


“Sim, você entendeu, “Ginny disparou de volta. “Apesar do que você possa pensar, eu conheço você Harry, e eu conheço Tom Riddle. E vocês dois são tão diferentes quanto a noite e o dia. Não há nenhuma maneira de você se transformar em qualquer coisa como ele. Isso não é possível.”


 


 “É isso que a profecia diz.”


 


“O que exatamente ela diz?” Ela desafiou.


 


Harry estudou Ginny de perto por um momento e então percebeu que diabos tinha feito; ele já tinha dito a ela quase tudo. Se ele lhe dissesse as palavras exatas, ela saberia que ele estava dizendo a verdade e provavelmente correria dali. Ou pelo menos esta conversa terminaria. “Aquele com o poder vencer o Lord das Trevas se aproxima…” ele começou, recitando as palavras que gravara em sua mente. “Nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês… e o Lord das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lord das Trevas desconhece… e um dos dois deverá morrer na mão do outro, pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver.”


 


 “E onde exatamente é a parte que diz que você irá virar um assassino?“ Ginny perguntou, sua testa franzida em concentração.


 


“Você por acaso não ouviu a parte do ‘um não poderá viver enquanto o outro sobreviver’?” Ele replicou sarcasticamente.


 


“Isso não é assassinato, seu idiota.”


 


“O QUE!” Harry exclamou incrédulo.


 


“Isso é auto defesa, seu estúpido idiota. Não é assassinato se você está defendendo sua própria vida.”


 


“O que?” Harry perguntou novamente.


 


“Vamos Harry,” Ginny disse, arqueando uma sobrancelha em surpresa. “Você não pensou seriamente que isso significava que você teria que se transformar num assassino sem coração, não é? Ora qual é.”


 


 “Bem, sim,” Harry admitiu.


 


“Isso é ridículo,” Ginny gargalhou. “Você devia perceber isso.”


 


“Não é,” ele protestou, sentindo-se um pouco estúpido, mas não querendo demonstrar.


 


“Mas você é o herói trágico, lembra?” Ginny respondeu, usando suas próprias palavras contra ele. “Se alguém está em apuros, você tem que salvá-los. É o que você faz. É quem você é. Você é o herói, não o bandido.”


 


“Eu também não sou o herói,” ele replicou.


 


“Isso é engraçado,” ela disparou. “Eu tenho a impressão de lembrar de alguém me contando que você uma vez matou um basilisco com uma espada e resgatou uma bela donzela. Os trouxas não escrevem histórias de fadas sobre coisas como essas?”


 


“Contos de fadas,” ele corrigiu sem realmente saber por que. Era oficial. Estava ficando desparafusado. Estava virando a Hermione. “Um… olhe Ginny, eu apreciaria realmente se você não dissesse a Ron ou Hermione sobre essa coisa da profecia. Ou qualquer outra coisa sobre esse assunto. Você sabe,” ele disse desconfortável. “Eu apenas prefiro fazer isso eu mesmo.”


 


“Certo,” ela concordou, muito mais prontamente do que ele suspeitaria. “Se é isso que você quer. Sorte sua, eu sou boa em manter segredos. Mas apenas pra você saber, eles não comprarão a coisa de Lord das Trevas em treinamento também. Embora Fred e George irão morrer quando ouvirem sobre isso. Eles podem mesmo começar a segui-lo, anunciando você como um ‘bruxo das trevas, de fato’ cada vez que você entrar.”


 


 “Cale a boca.”


 


“Oh vamos, isso foi engraçado.”


 


“Só porque não foi você quem eles estavam aborrecendo.”


 


“Sim, bem,” Ginny respondeu, “tente suportá-los por quinze anos e então nós conversaremos sobre quem se deu mal.”


 


********************


 


Ron e Hermione não tinham nenhuma idéia sobre a conversa que tinha ocorrido entre Harry e Ginny no quarto de Bicuço, mas eles definitivamente observaram a mudança repentina na atitude dele. Ele não estava nem de longe rabugento ou quieto como tinha ficado antes. Era óbvio aos dois que algo tinha acontecido enquanto Harry estava com o hipogrifo. Eles podiam realmente ver um vislumbre do velho Harry brilhando às vezes. Ele sorrira das piadas de Ron, e até mesmo riu de umas duas delas.


 


Mas o mais animador progresso tinha ocorrido somente no dia anterior quando Harry procurou o professor Lupin e gastou a maior parte da tarde com ele. Aquele era um grande sinal, na opinião de Hermione. O professor Lupin era o mais próximo que Harry tinha de um pai e desde que ele também era o melhor amigo de Sirius, sabia definitivamente o que Harry estava passando. Se alguém podia compreender sua tristeza e lhe ajudar com ela, era Lupin. Ela só desejava que Harry não tentasse mantê-lo à distância, por medo de que algo acontecesse a ele. O velho professor de Defesa Contra as Artes das trevas deles precisava de Harry, tanto quanto Harry precisava dele.


 


Perdida em seus próprios pensamentos, Hermione realmente não prestava atenção ao jogo de xadrez que estava ocorrendo a sua frente. Não precisava realmente prestar atenção ao jogo para saber quem ganharia. Ron podia brincar com seu oponente de tempo em tempo, e deixá-los pensar que tinha uma vantagem, mas ninguém nunca o derrotava. Como Harry podia jogar com ele repetidas vezes sem ficar frustrado com isso, ela nunca compreenderia.


 


“Terminaram de empacotar?” A sra. Weasley perguntou, aparecendo no quarto e deixando uma bandeja com sanduíches na escrivaninha, ao lado do quase terminado dever de História da Magia de Ginny.


 


“Sim,” Ron respondeu enquanto estudava o tabuleiro.


 


 “Como está ficando seu ensaio, querida?” A sra. Weasley perguntou para sua filha.


 


“Quase pronto,” Ginny respondeu com um suspiro de alívio. “Eu só tenho que colocar a conclusão.”


 


“E o seu Harry?” A sra. Weasley inquiriu. “Terminou todo o seu trabalho de casa?”


 


“Sim,” Ron respondeu antes mesmo que Harry tivesse tempo para registar a pergunta e responder. “Hermione nos ajudou com ele. Você sabe como ela é,” continuou. “Uma completa nazista com relação aos deveres,” ele sussurrou.


 


“Como é,” Hermione gritou enquanto esmurrava-o no braço. Isso iria ensiná-lo a não dizer qualquer outra coisa semelhante enquanto ela estava sentada bem ao lado dele.


 


“Bem, certifiquem-se apenas que realmente empacotaram tudo até o fim da noite,” a sra. Weasley disse ao sair. “Porque nós estaremos saindo muito mais cedo que o normal. Qualquer coisa que não estiver empacotado pela amanhã de manhã terá que permanecer aqui. Incluindo esse jogo de xadrez,” adicionou.


 


“Sim, mãe,” Ron murmurou, rolando seus olhos enquanto ela deixava o quarto. “Você só nos disse isso umas cem vezes,” ele mandou depois dela. “Talvez eu seja obrigado a deixar Pichí fora de sua gaiola,” ele disse, inclinando-se para frente e movendo seu cavalo. “Deixar o pequeno tolo aqui só para irritá-la.”


 


“Eu estou certa que Edwiges apreciaria isso,” Ginny riu. “Naturalmente ela iria devolvê-lo para você com uma carta inclemente.”


 


“Pelo menos eu não terei que cuidar dele no trem,” Ron respondeu. “Você sabe,” continuou enquanto Harry fazia seu movimento. “Isso pode não ser realmente uma má idéia. Eu poderia escrever a mim mesmo uma carta ou algo do tipo e mandá-lo na frente.”


 


“A não ser que ele lhe entregue no trem,” Hermione informou-o com um sorriso falso. Era estava prestes a sugerir que ele escrevesse a Hagrid quando algo grande e preto caiu do teto e aterrou em sua perna. Afastou-o instintivamente, sem saber nem se importar com o que era, enquanto ficava de pé num salto.


 


Infelizmente aquilo aterrisou no sofá bem ao lado de Ron, que foi capaz de ver o que era. Ele pulou fora do sofa tão rápido e acabou batendo no tabuleiro de xadrez enquanto rapidamente colocava alguma distância entre ele mesmo e a aranha. Ele tinha atravessado o quarto, ficando atrás da cadeira de Harry no tempo em que as peças do xadrez batiam no assoalho atapetado.


 


“Por que você fez isso?” ele berrou para Hermione, afastando-se ainda mais, quando Bichento saltou da parte de trás do sofa e golpeou a aranha no assoalho.


 


“O que?” Hermione perguntou, tentando não rir. Infelizmente, Harry e Ginny já estavam rindo, o que tornou mais difícil para ela se conter.


 


Ignorando as peças de xadrez, Bichento saltou no assoalho e agarrou a aranha antes que ela pudesse escapar. Ron observava horrorizado, enquanto o gato o prendeu-o com a pata, então pegou-o em sua boca, e comeu-o.


 


 “EEEEEWWWWWWW!” ele guinchou com um tremor.


 


Aquela foi a gota dágua. Ela não conseguiu mais se conter. No mesmo instante que Hermione começou a rir, ela viu as emoções fluirem através do rosto de Ron. Ele estava magoado, aborrecido e ofendido, tudo ao mesmo tempo. Ela realmente não quis rir dele, mas ela não conseguiu evitar. Antes que ela pudesse se controlar, ele virou-se e saiu a passos largos para fora do quarto.


 


“RON!” Hermione chamou, sabendo que eles o estavam deixando constrangido. “Não vá,” ela pediu. “Nós vamos parar. De verdade.”


 


Isso é claro, fez com que Harry e Ginny rissem ainda mais alto.


 


“Nós provavelmente vamos parar,“ Ginny se controlou para dizer. “Bem, ao menos Bichento salvou-o da grande aranha má.”


 


 “Ginny,” Hermione riu. “Isso não foi legal.”


 


“Eu vou lá falar com ele,” Harry falou, forçando-se a parar de rir.


 


“Não,” Hermione protestou, “Sou eu quem devo fazer isso. Ele acha que eu joguei aquilo nele de propósito. Você ajeita o tabuleiro,” ela disse, levantando-se do sofá. “Eu vou trazer ele de volta.”


 


“Você tem certeza?” Harry perguntou, olhando para ela com duvida. “Se você diz,” adicionou, encolhendo seus ombros. “Eu irei jogar com Ginny só até vocês dois terminarem de brigar.”


 


 “Nós não vamos brigar,” Hermione disse, andando para fora do quarto.


 


“É, eu percebi isso,” Harry sussurrou. “O que está acontecendo com eles?” perguntou a Ginny enquanto tomava o lugar de Ron no sofá. “Como eles pararam de discutir todo o tempo? Eles estão se controlando por minha causa, não estão?”


 


 “Algo assim?” Ginny respondeu evasiva. “Você sabe, porque eles não querem chatear você.”


 


“Não se pode dizer que eu vou sentir muita falta disso,” Harry replicou quando se posicionou em frente ao tabuleiro de xadrez.


 


********************


 


Ron parecia tão miserável quando Hermione o encontrou amuado em seu quarto a que não pode evitar. Andou até a ele sem dizer uma palavra e beijou-o.


 


“Você é absolutamente adorável,” ela disse com um sorriso, quando se afastou.


 


“Aquilo não foi muito agradável, Hermione,” Ron murmurou, obviamente ainda constrangido e um pouco magoado.


 


“Eu não fiz de propósito,” ela o assegurou. “Eu me assustei. Eu espantei-a antes de perceber o que era.”


 


Ron olhou para ela incerto. Não ajudou o fato dela estar mordendo os lábios para não gargalhar novamente.


 


“Me desculpe. Eu não pude evitar,” ela admitiu, esforçando para se controlar. “Aquilo na verdade foi encantador.”


 


“Oh que legal,” Ron exclamou. “Vocês três rindo de mim foi encantador?”


 


“Não, sua reação. O fato de você não tentar esconder que estava com medo. Eu acho charmoso que você possa ser...”


 


“Eu não estava com medo,” Ele gritou indignado. “Eu só não esperava que você jogasse uma enorme aranha cabeluda em mim, só isso.”


 


“Ron, tudo bem. Todos nós sabemos que você não gosta de aranhas. Não é nada para se envergonhar.”


 


“Eu não estou com vergonha e não estou com medo,” ele falou na defensiva, sua voz subindo umas oitavas. “Eu entrei na Floresta Proibida e encarei as acromantulas carnívoras de Hagrid, não foi?”


 


“Sim, você fez isso,” ela disse agarrando a mão dele, não rindo mais. “E não pense que eu em algum momento vou esquecer isso,” ela adicionou, dando-lhe outro beijo. “Por que nós não voltamos lá pra baixo?”


 


“Para você poderem rir de mim mais um pouco?”


 


“Não foi assim, Ron. Nós não estávamos achando graça de você, foi só...”


 


“Só o que?”


 


“A situação. Ela foi engraçada. Eu também pulei. Como você sabe se eles não estavam rindo de mim? E também,” ela adicionou enquanto ele dava a ela um olhar cínico, “é bom para Harry rir.”


 


“É, certo,” ele murmurou, olhando para seus pés.


 


“Harry e eu não ligamos se você tem... se você não gosta de aranhas. Nós temos nossas próprias fobias, sabia?”


 


“Eu vi o seu bicho-papão. Ele não vem de nenhum medo irracional.”


 


“Eu tenho medo de altura.”           


 


“O que?”


 


“Eu não gosto de lugares altos,” Hermione admitiu. “Eu fico bem, contanto que eu não olhe para baixo, mas quando eu faço me causa vertigens e eu fico com medo de cair.”


 


“Eu nunca vi você tonta na torre de astronomia. Você não hesita em se aproximar dos telescópios e eles ficam perto da borda.”


 


“Está escuro e nós olhamos o céu, não o chão.”


 


“Não está escuro quando olhamos um jogo de quadribol.”


 


“Eu sei.” Aquele maldito jogo que tem que ser jogado a 50 pés de altura, ela pensou. “E eu me encolho cada vez que um de você se inclina na vassoura.”


 


“E cobre seus olhos,” Ron falou, imaginando-a em sua mente.


 


“Sim.”


 


“Eu sempre pensei que você estivesse apenas nervosa com o jogo.”


 


“Não,” Hermione respondeu, balançando a cabeça. Eu tenho medo que um de vocês caia e quebre o pescoço, pensou, mas não disse essa parte em voz alta.


 


“Mas... você subiu num trestálio. Você voou até Londres.”


 


“E você encarou as acromantulas de Hagrid. Algumas vezes nós não temos escolha, Vamos lá,” ela falou, agarrando sua mão e arrastando-o em direção à porta. “Se nós não descermos, Harry virá procurar por nós e aí irá querer saber o que estamos fazendo sozinhos.”


 


********************


 


“Rubesco,” Tonks exclamou, apontando sua varinha para a parte de trás da cabeça de Hermione e dando um rápido assovio. “Bom?” perguntou, olhando fixamente para o reflexo da jovem no espelho e observando seu cabelo mudar do seu tom normal de marrom para um profundo castanho avermelhado com mechas tão vermelhas quanto as de Ginny.


 


“Absolutamente não,” Hermione exclamou, estudando seu próprio reflexo com acentuada agitação.


 


“Realmente, você fica muito bonita como ruiva,” Ginny respondeu, tentando acalmar os nervos de sua amiga. Sabia que Hermione não estava exatamente de acordo com a idéia de mudar sua aparência. Ainda assim, era necessário, gostando ou não. “Pode você torná-lo mais liso?” Ginny perguntou a Tonks.


 


“Bem, isso é um pouco mais difícil,” a jovem Auror admitiu. “Perdi anos para aprender a fazer isso direito. Eu usei acidentalmente o ‘Mina’ uma vez,” ela riu. “Eu somente percebi que significava liso, como em carecas, quando todo meu cabelo caiu. Eu nunca fiquei tão feliz em ser uma Metamorfomaga,” confessou. “Linare,” Tonks gritou, seguindo o encantamento com um voleio complicado de seu punho. “Assim?” perguntou, enquanto o cabelo cheio de Hermione se transformava em liso e sedoso bem em frente aos seus olhos.


 


“Perfeito,” Ginny exclamou com alegria. “Você tem que ensinar a ela como fazer isso sozinha.”


 


“Isso ficou muito bonito,” Tonks adicionou. “Você está deslumbrante.”


 


“Ron vai odiar,” Hermione lamentou. “Eu pareço sua irmã.”


 


“Mais como uma prima,” Ginny escarneceu. “Uma daquelas que não tem as sardas Weasley.”


 


“NÃO!” Hermione declarou alto, imaginando o olhar de horror emplastrado no rosto de seu namorado.


 


“Oh, está bem,” Tonks suspirou. “E o que acha disso? Albesco,” ela disse ondulando sua varinha de novo e transformando o cabelo de Hermione num louro platinado.


 


“E parecer uma daquelas Rameiras Francesas?” Hermione cuspiu. “Eu. Acho. Que. Não.”


 


“Bem, de qualquer forma você sabe que Ron irá gostar,” Ginny zombou num sussurro. Infelizmente Hermione ouviu-a.


 


“Cale a boca.”


 


“Você só não gosta dela porque Ron convidou-a para o Baile de Inverno.”


 


“Ron convidou a namorada de Bill para sair?” Tonks perguntou, abaixando sua varinha em surpresa. “O que há entre os rapazes Weasley e aquela vaca arrogante? Toda vez que ela entra num lugar eles viram uns bundões completamente fora deles mesmos.”


 


“Ela é parte Veela,” Hermione grunhiu.


 


“E tem obviamente uma mira ruim. Alguns anos atrás, ela estava pondo o charme em ação, tentando pegar algum cara na escola para convidá-la pro baile, ela só esqueceu que já tinha sido convidada e acertou o idiota do meu irmão. Então Ron a convidou pro baile e Hermione ainda não a perdoou por isso,” Ginny riu.


 


“Isso não é verdade,” Hermione retorquiu. “Eu nunca gostei dela. Mesmo antes disso. Como gostar? Ela passava o tempo todo saracoteando por Hogwarts como uma princesa, com seu nariz empinado, se lamentando sobre como era `orrible' nossa escola. “Essa comidê de ‘ogwarts é muito pessad’.” Hermione atentou imintando um impressionante sotaque francês. “Eu irrei ficarr gorrda e os garrotos irram parrarr de ficarr me bajulan’. Tem muito vent’ nesse castelle. As arrmadurras son feias e esse terrible poltergeist non serria encontrado no magnifique palácio de Beauxbatons. Nós temos corrais de ninfas da florresta que cantam parra nós enquant’ comemes nossa comida soberbe. E temos grandes esculturres de gelo que brrilham como diamantes.”


 


 “Ei, isso foi muito bom,” Ginny gargalhou. “Eu não sabia que você fazia imitações. Imita o Krum?”


 


“Não,” Hermione respondeu rabugenta.


 


“Vamos, Hermi-o-ni-ni, você sabe que quer,” Ginny arreliou, ganhando de volta um olhar de desprezo. “Você realmente a odeia, não é?” ela perguntou.


 


 “Eu não odeio ela,” Hermione replicou. “Eu só não confio nela.”


 


“Do que você está falando?” Tonks perguntou, sem se preocupar em esconder como tinha estado distraída durante a imitração de Hermione.


 


“É só que sempre pareceu muito conveniente para mim que ela permanecesse para trás para melhorar seu ‘Englissh', quando ela o fala perfeitamente bem. Seria o disfarce ideal para um espião, não?”


 


“HAAAAAAA!” Ginny gritou, se inclinando e agarrando-a nos braços. “Você está acusando Bill de confraternizar com o inimigo. Hahahaha! Espere até que eu diga isso ao Ron.”


 


 “Você sabe?” Tonks falou pensativa. “Essa não é uma idéia tão absurda realmente. Se ela for realmente uma Veela.


 


“Ela é.”


 


“Voldemort sempre confiou em informantes e quem melhor para espiar o nosso lado do que uma Veela. Bill nunca me disse, mas eu devia ter adivinhado. Faz muito sentido agora. Por isso é que ele se transforma num completo idiota cada vez que ela entra num lugar. Aquela desavergonhada, ela estava encantando-o.”


 


“Exatamente.” Hermione concordou.


 


“Vocês estão se escutando?” Ginny exclamou sobre suas gargalhadas. “Isso é ridiculo.”


 


“Ela certamente agarrou Bill o mais rápido que pode,” Hermione falou baixo.


 


“Bem, ele é o cara mais sexy de Gringotes,” Tonks murmurou.


 


“OH... PARE AI!” Ginny guinchou lutando com o riso. “Bill… sexy!”


 


“Você só não vê porque ele é seu irmão,” Hermione informou-a.


 


“Você também não,” Ginny exclamou com hilariedade.


 


“Ora vamos, Ginny,” Tonks replicou. “Você tem que admitir, ele é muito mais bonito que o resto dos colegas dele.”


 


“Ainda mais que ela sabe que ele é próximo de Harry,” Hermione sussurrou.


 


“Isso é porque eles são duendes,” Ginny piou, em resposta ao comentário de Tonks. “A menos que você goste de baixo, franzido e cabeludo...”


 


“Nós podemos voltar ao meu cabelo?” Hermione falou irritada.


 


“Certo,” Tonks disse, acenando sua varinha outra vez. “Auricoma,” ela gritou, transformando o cabelo de Hermione num tom de loiro mel. “O que acha desse?” perguntou.


 


“Esse está melhor, mas continua parecendo esquisito. Eu tenho que fazer isso? Não é suficiente que você já tenha arrumado? Eu não posso somente...”


 


“Você ouviu Moody,” Tonks disse abruptamente, cortando-a. “E eu tenho que concordar com ele dessa vez. Eles ficaram com você o suficiente para obter uma amostra de cabelo e nós não podemos correr o risco deles que plantarem uma impostora sob a poção polisuco no trem. A última coisa que nós precisamos é de um comensal da morte espreitando pelo Expresso de Hogwarts tentando chegar em Harry. Alterar sua aparência é o melhor para assegurar que isso não vai acontecer. É para sua própria segurança e também  de todos os outros. Então vai ser este ou o vermelho,” Tonks insistiu. “A menos que você queira tentar outra vez o preto?”


 


“Não,” Hermione suspirou. “Eu acho que esse está bom. É só por um dia. Eu posso viver com isso.” Se eu tenho que, ela continuou em sua mente.


 


“Isso vai durar umas cinco horas,” Tonks informou-a, guardando a varinha. “Mas não tem problema. Só me procure no trem que eu refaço o feitiço antes que ele acabe.”


 


“Você vai ficar no trem conosco?” Ginny perguntou, virando-se da frente do espelho e encarando Tonks surpresa. “Todo o caminho até Hogwarts?”


 


“Ela não será a única,” Bill disse, andando através da porta aberta e entrando no quarto das garotas. “Dumbledore pediu um pequeno destacamento de segurança.”


 


“Você vai estar lá?” Ginny perguntou ao seu irmão.


 


“É claro,” Bill replicou ofendido. “Eu não confiaria em qualquer um para tomar conta da minha irmãzinha agora, não é?”


 


“BILL!” A voz de Ron ecoou pelo corredor, chamando a atenção de todos. “Mamãe disse para se apressar com aqueles malões,” ele adicionou, sua voz ficando mais alta à medida que ficava mais próximo. “Ela me dise para vir ajudar-lhe com os...” Mas o resto da frase morreu nos lábios de Ron quando ele parou brevemente na entrada e ficou lá, olhando boquiaberto para Hermione com desânimo. “Inferno sangrento, Hermione!” ele exclamou alto. “O que você fêz com o seu cabelo?”


 


“Ficou bom, não acha?” Bill perguntou de propósito, acotovelando seu irmão mais novo nas costelas.


 


“Não,” Ron respondeu sem pensar. Ele estava tão concentrado nos cachos sedosos e dourados de Hermione que não registrou nem mesmo Bill balançando sua cabeça tristemente e se afastando dele. “Eu gostava mais do jeito que era,” Ron continuou. “Deixe-o daquele jeito.”


 


“Você é muito idiota,” Ginny declarou, rolando os olhos. “Não lhe escute, Hermione,” ela disse girando pra longe de Ron com desgosto. “Está muito bom. Até mesmo Bill pensa assim. Ele só está com medo dos caras no trem perceberem e ele ter que competir com eles por sua atenção. Embora,” ela adicionou, como um aviso ao idiota de seu irmão, “por que você iria querer sair com alguém desprezível que insulta você, está além do meu entendimento.”


 


 “Eu não a insultei,” Ron gritou em protesto. “Eu só disse que gostava dele muito mais antes. Por que teve que mudá-lo?”


 


“SE VOCÊS TODOS NÃO DESCEREM AQUI AGORA MESMO!” A sra. Weasley  vociferou pela escada. “VOCÊS VÃO PERDER O TREM!!”


 


“ESTAMOS INDO MÃE!” Bill gritou de volta, puxando sua varinha e apontando-a para o malão de Hermione. “Locomotor Malão,” disse, fazendo com que este se levantasse no ar e seguisse-o para fora do quarto. “Tonks, pode você levar…”


 


“’Tá ok,” ela disse, apontando sua varinha para o malão de Ginny e seguindo Bill pela porta.”


 


“Você pode levar o Bichento,” Ginny falou, apanhando o gato de cima da cama de Hermione e empurrando-o para seu irmão.


 


“Ah eu posso?” Ron perguntou sarcasticamente.


 


“Certo, seja um idiota. Eu vou levar o gato da sua namorada pra ela,” Ginny falou, antes de deixar o quarto.”


 


“Merda, Ginny. Espere,” Ron disse, mas ela já tinha saído. “Desculpe,” murmurou, virando da porta aberta e aventurando um rápido olhar para Hermione.


 


“Pelo que?” Hermione perguntou, movendo-se pelo corredor até a escadaria.


 


“Por ser um idiota,” Ron respondeu, seguindo-a.


 


“Você só estava sendo você mesmo,” Hermione disse suavemente, pegando a mão dele e dando-lhe um aperto rápido antes de soltá-la outra vez. “E eu não o quero de nenhum outro jeito.”

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