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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

30. A caça aos nascidos trouxas


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“GAROTO!” Vernon Dursley gritou, quando Harry levava Ginny escada acima e entraram em seu quarto. “DESÇA AQUI AGORA!”


 


“É melhor você ficar aqui em cima,” Harry disse, rodeando Ginny e abrindo a porta do seu quarto para ela. “Eu estarei de volta em alguns minutos,” adicionou, ao dar meia volta e recuar de volta escada abaixo.


 


“GAROTO!”


 


“O que?” Ginny ouviu Harry responder, enquanto descia.


 


“O que você pensa que vai fazer?” Vernon disparou no instante que seu sobrinho apareceu.


 


“Arrumar minhas coisas,” ele respondeu, como se isso fosse óbvio. “Você estava bem ai quando a sra. Weasley falou para que a gente fizesse isso.”


 


“Como você pode me desafiar, escapulindo sorrateiramente para entrar em contato com aquelas… aquelas… pessoas,” Vernon cuspiu raivoso, com uma veia pulsando em sua testa e começando a suar.


 


“Você tem muita coragem,” sua tia Petunia apareceu, saindo da sala de estar e se juntando ao marido no hall de entrada, “trazendo essa mulher e seus moleques de novo para cá.”


 


“Eu não deixarei nenhuma daquelas aberrações de cabelo vermelho ficar na minha casa!” Vernon esbravejou, seu rosto gordo ficando num impressionante tom de roxo.


 


“NÃO CHAME ELA ASSIM!” Harry rugiu.


 


“ABERRAÇÕES!” Vernon continuou. “Um bando deles. E eu não deixarei nenhum permanecer na minha casa. Não depois do que eles fizeram com o Dudley. Você me ouviu, garoto? Eu não permitirei. Você leve essa… essa garota daqui. AGORA!”


 


“Ele tem um nome sabia?” a hóspede indesejada falou, ao dobrar o canto da escada e aparecer. “E eu também,” ela continuou irritada, descendo o restante dos degraus e parando ao lado de Harry. “É Ginny. E eu ficaria bem feliz de pegar Harry e sair,” ela disse, encarando sua tia e seu tio. “Isso agradaria muito você, certo.”


 


 “O que isso significa?” Vernond ladrou, olhando a impetuosa ruiva ressabiado.


 


 “Não gaste seu folego,” Harry murmurou, virando-se de seu tio para Ginny. “Venha,” ele falou, segurando em seu braço e tentando fazer com que ela o seguisse de volta ao andar de cima.


 


 “Você não ouviu nada do que o professor Dumbledore falou?” Ginny perguntou a Vernon, desvencilhando seu braço de Harry ao falar. Ela ainda não tinha terminado com os Dursley. Não ainda. Ela tinha escutado tantas histórias horrorosas sobre os parentes de Harry e de como eles o tratavam para deixar essa oportunidade passar. Agora que ela estava cara a cara com eles, ela ia colocá-los na linha. “Voldemort está atacando Trouxas, seu idiota. Foi por isso que minha mãe deixou-nos aqui. Porque enquanto Harry permanecer nessa casa, nós estaremos todos seguros. Você deveria se lembrar disso na próxima vez que você...”


 


 “NÃO!” Petunia exclamou, seus olhos arregalados de horror ao perceber quão séria a situação era. “Dudley! Ele está nos Piers. Vernon,” ela gritou, agarrando um dos braços carnudos de seu marido, “nós temos que fazer alguma coisa. Eu vou ligar pros Polkisses.”


 


 “Não, Petunia. Espere!” Vernon exclamou antes que sua esposa chegasse na metade do caminho até a cozinha. “Nós não podemos deixá-lo andando pelas ruas,” ele explicou com toda cor sumindo de seu rosto. “O que faríamos se aquele maníaco mandasse mais demonizadores atrás dele?”


 


 “O que diabos é um demonizador?” Ginny perguntou, virando-se para Harry com uma expressão confusa em seu rosto.


 


“Ele queria dizer dementador,” Harry murmurou entredentes.


 


“Você,” Vernon silvou, desviando-se de sua esposa e apontando um dedo roliço para Harry. “Vá até os Polkisses e traga meu filho pra casa.”


 


“Você está louco?” Ginny gritou. “Nem pensar que Harry vai sair lá pra fora sozinho.”


 


“Ele não vai sozinho,” Vernon guinchou, marchando até Harry, agarrando-o pelo colarinho e empurrando em direção à porta, antes de voltar-se para dar o mesmo tratamento em Ginny. “Você irá com ele.”


 


“NÃO!” Harry berrou, empurrando seu tio para longe de Ginny antes que ele tivesse a chance de tocá-la. “Eu vou,” ele falou, tirando sua varinha do bolso de trás de seu jeans. “Mas Ginny fica aqui.”


 


“O inferno, que você vai,” Ginny exclamou.


 


“PONHA! ESSA! PORCARIA! PRA! LÁ!” Vernon rugiu.


 


“Você quer que eu vá atrás do Dudley ou não?” Harry perguntou. Mas antes que seu tio tivesse a chance de responder, Ginny agiu. Sem aviso, ela espichou-se e apanhou a varinha de Harry de sua mão. “EI!” Harry vociferou, ao perceber que estava sob a mira de sua própria varinha. “Me devolva isso.”


 


“Não me faça ter que azará-lo, Harry,” a jovem ruiva replicou, dando um passo pra trás, mas mantendo a varinha erguida.


 


“PETUNIA!” Vernon ganiu, abrindo os braços e andando para frente de sua esposa. “Fique atrás de mim,” ele adicionou, olhando Ginny como se ela fosse alguma lunática transtornada que tivesse apenas surgido dentro de sua casa e os ameaçado fisicamente.


 


“Ginny?” Harry falou, erguendo suas mãos para o ar, como se isso fosse pará-la. “O que você está fazendo?”


 


“Mamãe vai me matar se eu te deixar sair,” ela respondeu. “E quando ela terminar comigo, irá atrás de você. Confie em mim Harry, um corpo preso é preferível ao que mamãe irá fazer se você sair por aquela porta.”


 


“Nós dois sabemos que você não irá me azarar,” Harry disse calmamente ao dar um passo em direção a ela. “Você seria expulsa.”


 


“Não seria,” Ginny replicou, dando um passo pra trás para manter a distância entre eles. “Eles tem que me dar um aviso oficial antes. Além do que,” ela adicionou com um sorriso afetado. “Essa é a sua varinha. Se alguém for expulso será você.”


 


Ela tinha razão, é claro. Qualquer mágica que Ginny fizesse naquela casa, com sua varinha, seria atribuida a ele. Já tinha acontecido antes. Ele tinha recebido seu primeiro aviso oficial quando Dobby, o elfo doméstico, apareceu e com um estalo fez um feitiço na cozinha. Dobby não tinha nem mesmo usado uma varinha e mesmo assim Harry continuou levando a culpa. Se Ginny fizesse um feitiço, qualquer feitiço, na casa dos Dursley, Fudge o atiraria pra fora de Hogwarts tão rápido que sua cabeça ia girar. Ela o tinha em suas mãos e sabia disso... ou não?


 


“Por isso mesmo que eu sei que você não fará isso,” Harry devolveu. “Agora pare de brincar e devolva a minha varinha.”


 


Por um momento, Harry pensou que realmente tinha conseguido convencê-la. Ele respirou aliviado, junto com seus tios, quando Ginny relaxou e abaixou seu braço. Só que Ginny não devolveu sua varinha como ele esperava. De fato, quando ele estendeu a mão para pegá-la, ela escondeu-a atrás de suas costas e quando trouxe sua mão de volta à vista, a varinha de Harry tinha sido substituída pela dela própria.


 


Afortunadamente, Dudley escolheu aquele exato momento para voltar para casa e quando ele abriu a porta, esta bateu em Harry e empurrou-o de encontro à Ginny.


 


“DUDINHA!” Petúnia guinchou, enquanto seu marido pulava pra trás, agarrava seu filho pelo braço e abria caminho entre os dois adolescentes caídos no chão.


 


“O que está acontecendo?” Dudley perguntou, ignorando as tentativas da mãe em abraçá-lo, enquanto encarava Harry e Ginny se desembaraçando e levantando-se do chão. “Quem é ela?” ele perguntou, antes de perceber os longos cabelos vermelhos de Ginny e perceber a resposta à sua pergunta. “Onde estão os outros?” ele falou, seus olhos abrindo-se em horror enquanto ele espiava para dentro da sala de estar procurando por mais Weasleys.


 


“Bem, ai está ele,” Harry falou, agarrando o punho de Ginny e puxando-a para sua frente. “Você não precisa mais de nós agora que o Dudiquinha está em casa. Venha,” ele adicionou, empurrando-a pelas escadas acima. “vamos lá empacotar minhas coisas para então podermos sair dessa maldita casa.”


 


“Você sabe que não podemos sair,” Ginny disse, devolvendo a varinha de Harry e subindo espontaneamente. “Dumbledore nos falou para esperar aqui até que ele nos buscasse pessoalmente.”


 


“Mas ele não mencionou quanto tempo isso ia levar, não é?” Harry resmungou, seguindo-a para dentro de seu quarto escuro.


 


“Como você faz para isso funcionar?” Ginny perguntou, inclinando-se e espreitando a lanterna que estava em sua escrivaninha. “Isso não tem um pavio. Não tem nenhum lugar pra colocar óleo.”


 


“Só coloque o pino pra cima,” ele respondeu, abrindo a tampa de seu malão e voltando à pequena cômoda para pegar suas roupas.


 


“Onde?” Ginny questionou, movendo sua mão pelas sombras.


 


“Aqui,” Harry respondeu, alcançando-a, acendendo a lanterna e voltando à sua arrumação.


 


“Uau,” ela disse automaticamente, enquanto se dobrava e entortava os olhos para o faixo de luz saindo através da penumbra. “Então é assim que uma luz elétrica parece. Eu estudei sobre isso em Estudo dos Trouxas, mas eu nunca tinha realmente...”


 


“Acho que eles esqueceram de dizer para você não olhar diretamente para a lâmpada,” Harry falou, puxando Ginny pra longe da escrivaninha. “Você irá machucar seus olhos se continuar fazendo isso.”


 


“Porcaria, essa coisa brilha,” Ginny reclamou, esfregando seus olhos, tentando se livrar dos pequenos flashs brancos que embaçavam sua visão.


 


“Você não ia realmente me azarar, ia?” Harry perguntou, jogando as roupas de seu armário dentro de seu malão.


 


 “Er… realmente ia,” Ginny gaguejou, enquanto sua visão clareava e ela olhava ao redor do quarto bagunçado de Harry. “Eu teria. Se você me levasse a fazer, eu faria,” ela adicionou, observando Edwiges sentada no topo de sua gaiola e indo acariciar suavemente a coruja branca. “Eu receberia um aviso oficial de bom grado se isso fosse manter você a salvo. Além do mais,” ela continuou depois de uma pequena pausa. “Eu ia preferir o Ministério atrás de mim do que minha mãe.”


 


 “Nós podemos abrir a janela?” Ginny perguntou, quando Harry não falou nada mais. Estavam na metade do verão e o quarto no andar de cima estava parecendo uma estufa. “Assim é melhor não acha?” ela falou para Edwiges, depois de afastar as cortinas e abrir as janelas.


 


A coruja piou de volta em agradecimento antes de abrir suas asas e balançar suas penas.


 


 “Vá em frente,” Harry sussurrou quando Edwiges olhou para ele questionando. Ele sabia que ela estava impaciente. Ela tinha ficado dentro daquele quarto escuro por dias. “Mas é provável que não estejamos aqui quando você voltar,” ele completou enquanto ela voava pela janela.


 


 “Você conhece alguém que mora em Abberley ou Lincoln?” Ginny perguntou, agarrando a gaiola de Edwiges e colocando-a no chão ao lado do malão parcialmente cheio de Harry.


 


 “Não. Por quê?” ele respondeu, alcançando Quadribol Através dos Tempos no chão e tacando-o no topo das suas coisas.


 


 “E em Mossley?” ela inquiriu.


 


“Não,” Harry disse, percebendo por que ela estava perguntando. “E você?”


 


“Não,” Ginny respondeu facamente, “mas... Eu tenho quase certeza que Colin Creevey é de Bristol e...”


 


“E o que?” Harry perguntou, claramente chateado por essas novas informações.


 


“Dean Thomas mora em Lewisham,” Ginny sussurrou. “Você não acha...”


 


“NÃO!” Harry devolveu rápido. “Seu pai mencionou ‘Trouxas indefesos’. Dean e Colin não são indefesos,” ele adicionoiu, sabendo que ele estava blefando ao falar isso.


 


“E se eles estiverem errados, Harry. E se eles não estiverem atrás de Trouxas? E se eles estiverem atrás de nascidos-trouxas?”


 


“Hermione,” Harry murmurou, sentando em sua cama.


 


“Hermione está bem,” Ginny falou francamente. “Ron não ia deixar nada acontecer com ela. É com os outros que eu estou preocupada.”


 


********************


 


Tinha passado quase 40 minutos desde que o sr. Weasley e os gêmeos tinham aparatado de volta em Grimmauld Place. Toda uma hora e quinze minutos desde que Ron havia falado com ela. Ele estava perdido em seus próprios pensamentos desde que Fred tinha escapulido da sala de desenho e voltado à reunião que tinha sido iniciada na cozinha. Francamente, Hermione não sabia como ele conseguira sair o bastante para contar a eles sobre o que tinha acontecido em Lewisham. Mas ele tinha saído e tinha contado. Pelo que dizia respeito aos gêmeos, Ron e Hermione tinham que saber. Dean Thomas tinha sido colega deles antes de tudo.


 


Fred não teve tempo para dar a eles todos os detalhes, para o alívio de Hermione. A verdade era que ela não sabia se podia suportar ouvir isso. Não naquele momento de qualquer forma. Ela não queria saber como eles tinham morrido. Ela não queria visualizar, porque se o fizesse não seriam os parentes de Dean que ela veria, seriam os dela mesma e ela não poderia ficar pensando neles sofrendo por causa dela. Saber quais maldições tinham sido usadas não os seria capaz de trazê-los de volta. Dean tinha morrido. Assim como os Creeveys, assassinados porque eram nascidos-trouxa, mortos porque eles eram Grifinórios e próximos de Harry. De fato, Dean era o único outro grifinório nascido-trouxa da turma deles, o que levava Hermione a imaginar se Voldemort não tinha escolhido ele simplesmente porque não conseguiu pega-la.


 


Será que Dean tomou meu lugar? Ele seria atacado se eu estivesse em casa com meus pais? Se eu não estivesse escondida aqui, será que eu teria sido a primeira vítima em vez dele? Mas, ele já teve uma chance de me matar e não o fez, ela refletiu. De fato, ele parou Lestrange quando ela estava perto de fazê-lo. Mas isso quer dizer alguma coisa? Ele tem outros planos pra mim ou isso foi só coincidência?


 


Hermione não gostava do rumo que seus pensamentos estavam tomando. Especular sobre os planos de Voldemort para ela não estava ajudando em nada. Ficar pensando nos ‘se’ não estava levando a lugar nenhum. Haviam outros problemas para pensar. Coisas que eram muito mais importantes. Como o cara silencioso que estava sentado ao lado dela com seu braço em torno de seu ombro. Não precisava olhar para ele para saber que estava perturbado pelo que tinha acontecido. Quem não estaria? Porém tinha algo mais ali.


 


Ele estava tão quieto, tão calmo. Não era do feitio de Ron ficar sentado por tanto tempo, a menos que estivesse jogando xadrez. Isso realmente o estava deixando silencioso. Ron nunca era silencioso. Quando começava a ficar chateado, ele logo se irritava e gritava para liberar seus sentimentos. Não internalizava as coisas como Harry, ele os deixava a mostra. Somente por alguma razão, ele não estava mostrando desta vez. Ele estava mantendo o que fosse pra si e isso não estava sendo bom pra ele. Se ele não colocasse pra fora por ele mesmo, Hermione decidiu que teria apenas que lhe dar um empurrão.


 


“Você está bem?” ela perguntou gentilmente, mesmo sabendo a resposta para sua própria pergunta.


 


Ao invés de responder com palavras, Ron simplesmente olhou diretamente para ela e balançou a cabeça.


 


 “Eu não penso que você esteja,” Hermione disse, afastando-se um pouco dele e levantando sua cabeça que estava apoiada no peito dele, enquanto ela propositadamente o provocava. Ela tinha esperado que ao menos ele falasse a fim de negar, mas Ron não disse uma palavra.


 


Ele simplesmente balançou seus ombros e olhou-a enquanto dizia, “pense o que você quiser.”


 


Tudo bem, pensou Hermione, mais um pouco e então estará pronto para desabafar um pouco de suas próprias frustrações. Se é assim que você quer que seja. “Olhe, não é o momento de mentir sobre isso” disse, intencionalmente usando um tom acusatório na voz. “Você pode me contar o que você está pensando.”


 


 “Eu não quero falar sobre isso,” Ron respondeu abruptamente.


 


“Eu acho que você deveria.”


 


“Eu já falei que eu não quero,” ele falou, tirando seu braço dos ombros dela e sentando no sofa. “Então desista.”


 


“Então você está se transformando no Harry e me evitando enquanto você pensa?” Ela revidou rapidamente. “Eu acho que não.”


 


“Eu não estou te evitando,” Ron falou irritado. “Eu estou sentado exatamente aqui ao seu lado, não estou?”


 


“Seu corpo está aqui sim,” Hermione replicou, satisfeita de ver a raiva dele vindo a tona. “Mas sua mente obviamente está em outro lugar. Você irá se sentir melhor se falar sobre isso.”


 


“Eu estou bem,” Ron insistiu. “Ou melhor, eu estava até você começar a me aborrecer.”


 


“Não, você não está.”


 


“Sim, eu estou!”


 


 “Então porque é que você está discutindo comigo?” Hermione retorquiu. “Você pode negar o quanto quiser, mas eu o conheço e posso dizer quando alguma coisa está te incomodando. Isso não é só por causa dos ataques. Tem algo mais e eu quero saber o que é.”


 


 “Desista,” Ron rosnou em aviso.


 


 “Não,” Hermione pressionou. “Eu estou preocupada com você,” ela adicionou agora com evidente interesse em sua voz, “e eu não posso ajudar-lhe a menos que eu saiba o que está errado.”


 


 “Não há nada para você se preocupar,” Ron respondeu com um sorriso forçado. Ele tinha estado bem perto de contar, mas não podia estar irritado com ela por se preocupar com ele. “Eu estou muito bem,” ele mentiu.


 


 “Não você não está.”


 


“Hermione,” ele falou, soando mais que um pouco exasperado.


 


 “Ron,” ela ecoou o nome dele ao encará-lo. Ela não ia ser a primeira a desviar o olhar.


 


Aparentemente Ron tampouco porque continuou a olhando fixamente para ela.


 


“APENAS ME DIGA!” ela exclamou quando se tornou óbvio que nenhum deles ia desistir.


 


“CERTO!” Ron explodiu irritado. “Eu fiquei aliviado, ‘tá bom? É isso o que você queria ouvir?” Mas a raiva era só uma máscara que ele estava usando para tentar esconder o que estava sentindo realmente. Não que isso tivesse funcionado. A culpa que o estava corroendo era evidente em seus olhos. “Quando eu descobri sobre os Creeveys e Dean eu fiquei aliviado,” continuou, tentando por pra fora tudo antes que ela pudesse interrompe-lo. “Eles estavam todos mortos e eu estava contente. Eu dividi o dormitório com Dean por cinco anos e eu estava contente... contente que era ele e não você. Que tipo de um amigo isso me torna? Que tipo de pessoa pensa algo desse tipo?” perguntou miserável.


 


 “Oh, Ron,” Hermione exclamou, procurando por sua mão. “Isso é normal.”


 


“Não é normal desejar que seus amigos estejam mortos,” ele gritou enquanto soltava sua mão da dela.


 


“Você não queria que eles morressem,” ela assegurou-o. “Você não queria que isso acontecesse.”


 


Mas Ron não acreditou nela. Ele nem mesmo a olhava mais. Não queria vê-la detestando-o ao assimilar que tipo de pessoa ele era realmente. Ela ainda não compreendeu, pensou ao abaixar sua cabeça e continuar olhando fixamente para sua bainha de um jeito triste. Mas é só uma questão de tempo.


 


“E isso que você pensou…,” Hermione continuou. “É normal. É normal ficar aliviado por não ser alguém que você…”


 


Ela ainda não entendeu. “Eles estão mortos, Hermione,” Ron gritou sem olhar pra cima. “Dean e Colin e todas aquelas outras pessoas. Estão todos mortos. Aquele monstro os matou.”


 


 “Eu sei.”


 


“Eles eram só crianças. Nunca machucaram ninguém. Eles não eram nenhum tipo de ameaça pra ele. E foi pó isso que foram atrás deles, porque ele é um covarde do caralho. Não teve os colhões de ir atrás de uma família qualquer de bruxos. Foi atrás de Nascidos-trouxas porque sabia que não tinha nenhuma maneira de se defenderem e às suas famílias. E esse bastardo maluco fez isso apenas para torturar o Harry. Esse doente filho da puta. Eu devia ter ficado horrorizado. Eu devia ter me sentido mal. Devia ter ficado triste ou irritado, mas tudo que eu senti foi alívio. Tudo que eu conseguia pensar era como eu estava contente por não ser você. Você não vê como eu sou tão ruim quanto ele?”


 


“Você NUNCA mais diga algo assim outra vez,” Hermione sibilou enquanto se inclinava e batia no braço dele.


 


“AI!” Ron resmungou, olhando pra ela assustado. “Você me bateu.”


 


“Bem, eu tive que fazer algo pra chamar sua atenção, não é?” respondeu irritada. “Agora ouça bem. Você não é nada igual a esse monstro. Você tem mais amor e compaixão em seu dedo mindinho que Voldemort e todos de seus seguidores juntos. Você é uma pessoa boa, decente, honrada e eu te amo. O fato de você estar transtornado apenas vai provar que eu sou certa. O que você sentiu foi perfeitamente normal. Apenas porque ficou aliviado por não ser alguém que você ama, não lhe torna uma pessoa má. Eu fiquei aliviada também, aliviada porque não eram meus pais, ou Harry, ou Ginny. Isso me transforma num monstro?”


 


“Poderia ter sido você,” Ron murmurou, ignorando sua pergunta.


 


“Mas não foi.”


 


“Mas poderia ter sido. Seria se ele pudesse…”


 


“Eu estou bem aqui, Ron,” Hermione disse enquanto jogava seus braços em torno do pescoço dele e o puxava para baixo em um abraço apertado. “Eu não vou a lugar nenhum. Eu prometo.”


 


“Você não compreende,” ele sussurrou ao enterrar seu rosto nos cabelos dela. “Se tivesse sido você… eu faria coisas terríveis. Quando eles a pegaram, quando eu pensei você estava… morta,” ele teve que forçar a palavra a sair. “Eu passei o dia inteiro pensando sobre o que eu ia fazer com aqueles bastardos quando eu pusesse as minhas mãos neles. Eu não quero me transformar nesse homem.”


 


“Você não vai,” ela assegurou-o, prendendo-o firmemente com uma mão enquanto afagava seus cabelo com a outra. “Eu não deixarei. Eu prometo.”


 


“E se você não estiver aqui?” perguntou desolado.


 


“Eu sempre estarei aqui,” Hermione respondeu, limpando as lágrimas de seus próprios olhos antes que pudessem escorrer pelo seu rosto. “Bem aqui,” disse, colocando a mão em seu peito. “Em seu coração. Eu estarei sempre com você, aqui.”


 


“Não é o suficiente,” Ron retorquiu, se afastando e olhando pra ela desalentado.


 


“Eu sei,” ela adimitiu. “Não é o suficiente pra mim também. Mas é tudo que eu posso prometer a você.”


 


“Eu não vou deixar nada acontecer a você,” Ron falou enquanto passava seus braços em volta dela e a abraçava apertado.


 


“Eu sei,” ela respondeu de novo.


 


“Não, eu estou falando disso,” Ron disse. “A coisa da poção. Eu quero fazer isso. Agora.”


 


“Não,” Hermione replicou, pegando Ron compeltamente de surpresa.


 


“Como assim não?” ele perguntou, quando ele conseguiu fechar o suficiente sua boca e formular uma frase coerente novamente.


 


“Não agora. Não desse jeito,” ela tentou esclarecer. “Isso não é algo que se faça correndo ou num impulso.”


 


“Não me venha com essa,” Ron revidou enquanto a soltava e sentava. “Essa coisa toda foi sua idéia. Você explicou tudo para mim. Eu entendi as conseqüências e quero fazer isso.”


 


“Não,” Hermione repetiu. “Eu tive um ano para pensar sobre isso e então decidir utilizar a idéia. Você só soube disso hoje. Você precisa de mais tempo e...”


 


“Para o inferno com isso. Eu não preciso pensar mais sobre isso. Isso irá funcionar e eu quero fazer isso. Agora.”


 


“Mesmo se eu concordasse com você, nós não poderíamos,” ela respondeu, cruzando os braços em frente ao peito ao falar. “A poção ainda não está pronta.”


 


“Merda,” ele praguejou baixinho. “Deixe-me adivinhar, isso levará ainda um maldito mês para que você consiga concluir, certo?”


 


“Uma vez que nós estivermos de volta à escola e que eu consiga o restante dos ingredientes que eu preciso tirar do armário de suprimentos de estudantes.”


 


“Inferno sangrento, Hermione. Eu não ou conseguir esperar por isso muito tempo. Eu quero te proteger daquela porra de maldição agora. Não dois malditos meses a partir de agora. Você me diz que o que você precisa e eu mandarei Fred e George conseguirem amanhã.”


 


“Você tem que se acalmar um minuto e pensar racionalmente sobre isso,” Hermione alegou. “Apenas porque eu contei a você sobre meu plano não significa que eu estou pronta para executá-lo. Eu nem mesmo sei trazer de volta a alma para o corpo ainda.”


 


“MALDIÇÂO!”


 


“Ron, por favor. Você tem que praguejar tanto?”


 


“Mas… você está planejando fazer a poção uma vez que nós estamos voltando pra escola, certo?”


 


“Prepará-la, sim,” Hermione respondeu. “Mas não estava planejando bebê-la até… a menos que nós necessitássemos realmente.”


 


“Espere, me deixe entender isso direito,” Ron falou sarcástico. “Você tem tido toda essa dificuldade de conseguir esses ingredientes ilegais…”


 


 “Ingredientes restritos,” ela interrompeu.


 


“... para preparar uma poção que você nem mesmo pretende usar?” continuou. “O que você está querendo fazer? Guardar isso em seu malão para o caso de Voldemort decidir atacar-nos em Hogwarts? Nem vem, Hermione. Você sabe que isso não é algo anunciado e nem sequer ao Harry. Se ele por na cabeça de ir atrás de Voldemort outra vez, você pensa que ele irá ficar esperando até que nós voltemos rapidamente até a torre para então beber uma poção que ele nem tem conhecimento?”


 


Tanto quanto ela odiava admitir, ele tinha um bom argumento. “Esta conversa não vai nos levar a lugar nenhum,” Hermione disse, soando um tanto exasperada. “A poção não está pronta e eu não vou contar aos seus irmãos sobre ela, portanto eu não posso fazê-la até que nós estejamos de volta à escola. E mesmo se estivesse pronta, eu ainda não a tomaria. Não até que você tenha algum tempo para pensar realmente em todas as coisas.”


 


“Você já começou a tomar aquelas pílulas?” Ron perguntou, mudando de assunto tão rápido que Hermione precisou de um momento para entender sobre o que ele estava se referindo.


 


“O QUE?”


 


“Aquele medicamento trouxa que você pediu para que eu pegasse em seu quarto. Você sabe, aquele que não deixará você...”


 


“Eu sei qual você está falando,” ela interrompeu antes que ele pudesse terminar.


 


“Você o está tomando?” Ron perguntou novamente.


 


“Sim,” Hermione respondeu, incapaz de impedir seu rosto de corar.


 


“Você está?” Ele falou claramente chocado com sua resposta. “Sério?”


 


“Sim, Rony. Sério.”


 


“Então isso não é a… você sabe… a parte sexual,” ele disse, abaixando sua voz, “que você não está preparada? Porque se for isso, então…”


 


“Não,” Hermione respondeu, seu rosto transformando-se em diversos tons escuros. “Não é isso.”


 


“Você tem certeza?” Ron perguntou. “Porque eu não estou tentando te pressionar ou apressar ou qualquer outra coisa.”


 


“Eu só não quero que você faça algo por pena ou impulso,” ela retorquiu. “Eu penso que você deve tirar algum tempo e pesar realmente todas as conseqüências antes de se decidir. Quer dizer, estamos falando de estar conectados todo o tempo. Você não estará apto a manter qualquer segredo. Você não terá nenhuma privacidade. Eu irei saber tudo o que você sentir, quando estiver sentindo.”


 


Sim, é com isso que estou contando, Ron pensou. Eu irei sentir o que você estiver sentindo e no instante que estiver em perigo, eu saberei. “É o nosso acordo?” ele sugeriu. “Eu irei pensar sobre as conseqüências pelos próximos dois meses se você prometer pra mim que você vai pensar em tomar a poção assim que ela estiver pronta.”


 


“Tudo bem,” ela suspirou. Era um pedido razoável. Só porque ela falou que iria considerar, não significaria que ela tinha que concordar com isso.


 


“HARRY!” Eles ouviram alto a voz de Ginny vindo do corredor. “ESPERE! Você não pode apenas...”


 


Ron e Hermione apenas tiveram tempo de se afastar um do outro quando a porta abriu com estrondo e o muito irritado melhor amigo deles marchou para dentro do quarto, seguido por Ginny que obviamente estivera correndo para alcançá-lo e estava ligeiramente sem folego.


 


“…ir entrando ai,” ela terminou fracamente.


 


“O que diabos está acontecendo?” Harry quis saber no instante que viu Ron e Hermione no sofá.


 


“O que?” Ron exclamou, saltando sobre os próprios pés e lançando um olhar feroz para sua irmã. “Nada.”


 


“OH HARRY!” Hermione gritou, jogando-se sobre ele e puxando-o para um abraço. “Ninguém nos contou que você estava vindo. É tãoooo bom ver você. Nós estávamos tão preocupados e...”


 


“Então o que está acontecendo,” Harry perguntou, enquanto colocava uma mão no ombro de Hermione e gentilmente a afastava dele para poder ver seu rosto.


 


“Er...,” Ron começou a gaguejar.


 


“Bem?” Harry perguntou impaciente. “Quem foi atacado?”


 


“Oh,” Ron respondeu, ao perceber que Ginny não tinha os denunciado depois de tudo. “Um... você sabe como a mamãe é,” ele adicionou, olhando com preocupação em direção à Hermione. “Ela não nos deixa chegar perto da cozinha agora.”


 


“Se nós não estivéssemos lá quando Hagrid apareceu nós não saberíamos de nada,” Hermione falou cuidadosamente.


 


“QUEM FOI?” Harry berrou.


 


“Foi Dean, não foi?” Ginny perguntou, sua voz tremendo ligeiramente. “Papai e os gêmeos foram para Lewisham e é lá que Dean mora. O que aconteceu? Ele está...”


 


Hermione se afastou de Harry e foi imediatamente para o lado de Ginny. “Oh Ginny,” ela disse, passando os braços pelos ombros de sua amiga e abraçando-a gentilmente. “Eu sei que você esteve escrevendo pra ele. Eu sinto muito.”


 


“Ele está... morto?” Ginny perguntou, a cor se esvaindo rapidamente de seu rosto.


 


Hermione olhou para Ron rapidamente e então balançou sua cabeça. “Eu sinto muito,” ela disse novamente. Isso era uma resposta estúpida, mas era a única coisa que ela pensava para dizer.


 


“E Colin?” Harry perguntou sem emoção, a despeito do fato de seus olhos estarem embaçados de tanta raiva. “Ele era o de Bristol, não era?”


 


“Hagrid veio de Bristol para chamar Bill e Tonks,” Ron respondeu, olhando Harry apreensivamente. Seus punhos estavam cerrados com tanta força que suas juntas estavam brancas. Harry continuava controlando sua raiva, mas quando ele a liberasse, Ron sabia que ia ser ruim. “Ele não sabia que nós estávamos na cozinha quando começou a contar o que tinha acontecido.”


 


“E?” Harry falou, quando Ron não ofereceu informações adicionais. “O que aconteceu?”


 


“Hagrid falou que eles vieram atrás de Colin primeiro porque não queriam que ele defendesse sua família,” Hermione falou baixo. “Então eles mataram seu pai e... Dennis.”


 


“Oh Deus,” Ginny murmurou, enquanto caia sentada no sofá. “E Emma?” Ela perguntou quando Hermione sentou-se ao seu lado.


 


“A irmã deles?” Ron perguntou, olhando pra sua irmã com uma expressão penalizada.


 


“Não,” Hermione respondeu. “Hagrid falou que ela está bem.”


 


“Quem mais?” Harry grunhiu com raiva.


 


“O que?” Hermione perguntou.


 


“Esses são todos que nós sabemos,” Ron ofereceu débilmente. “Eu te falei. Mamãe não não deixou mais chegar nem perto da cozinha.”


 


“Tiveram pelo menos mais três ataques,” Ginny falou um tanto mecanicamente. “Moody mencionou Abberley, Mossley e Lincoln.”


 


“Eu não sei, Gin,” Hermione respondeu honestamente. “Nós não ouvimos nada sobre isso. A única razão de sabermos qualquer coisa foi porque Hagrid deixou escapar antes de saber que estávamos lá.”


 


“Isso é tudo o que vocês sabem?” Harry perguntou, olhando de Ron para Hermione com desconfiança.
 


Os dois olharam rapidamente um pro outro antes de encontrarem os olhos brilhantemente verdes de Harry uma vez mais.


 


“Um...,” Hermione murmurou enquanto se mexia desconfortavelmente. “Talvez você devesse se sentar, Harry,” ela sugeriu.


 


“SÓ ME FALE!” Harry berrou.


 


“Er... Hagrid disse algo sobre... sobre... eles deixarem uma mensagem para você com os Creevey,” Ron respondeu. Ele teve que forçar-se a não hesitar enquanto as palavras saiam da sua boca. Ele tinha certeza absoluta que não revelar totalmente a informação era o que ia finalmente levar seu melhor amigo a perder o controle, mas ele estava errado.


 


“E o que foi que Voldemort falou?”


 


“Eu não sei,” Ron admitiu. “Mamãe interrompeu Hagrid antes que ele dissesse mais alguma coisa.”


 


“Tudo que sabemos,” Hermione interpelou, “é que ele escolheu hoje por uma razão.”


 


“AQUELE BASTARDO DOENTE!” Ron vociferou quando seu gênio levou a melhor sobre ele. “Ele estava tentando levar você além do limite, companheiro. Foi por isso que ele atacou os nascidos-trouxa hoje. Para que você se sentisse responsável.”


 


“RON!” Hermione esganiçou.


 


“Que?” Ron devolveu. “É a verdade.”


 


“Algumas vezes você é um estúpido insensível.”


 


“Eu realmente não preciso dessa merda justo agora,” Harry falou ao se levantar e sair do quarto, para assombro dos seus amigos.


 


“Isso foi amável,” Ginny disse. “Você dois tinham que começar a bater boca, não tinham?”


 


“Foi melhor do que eu imaginei quando pensei,” Ron murmurou, mais pra si mesmo do que pra qualquer outra pessoa. “Pelo menos ele não explodiu com a gente.”


 


“Teria sido bem melhor se ele tivesse feito,” Ginny adicionou com um suspiro. Melhor para o progresso que ela teve com ele na festa. Um único sentimento levou Harry diretamente pra onde ele estava no começo. Na verdade, ela reletiu, ele está provavelmente pior agora do que estava antes.


 


“Nós não estávamos batendo boca,” Hermione replicou automaticamente. “Estávamos?” ela perguntou a Ron.


 


“Um de nós provavelmente deve ir atrás dele,” Ron falou, prendendo seu olhar em Hermione. “Antes que ele perceba que não pode se isolar no nosso quarto e resolva se esconder junto com seu mau-humor em outro lugar.”


 


“Eu vou,” Hermione se voluntariou, levantando do sofá de um pulo e movendo-se em direção ao corredor que Harry passou atormentado.


 


“Não,” Ron disse, agarrando seu braço e impedindo-a antes que ela pudesse sair do cômodo. “Eu sou melhor nisso,” ele adicionou, alcançando seu olhar novamente e então olhando de relance pra Ginny. “Você fica aqui.”


 


“Ok,” Hermione concordou. Ron estava certo. Harry não era o único que precisava de alguém para conversar e Ginny estava mais propícia a se abrir com ela do que com seu irmão no momento. “Ron?” ela falou, alcançando e agarrando sua mão justo quando ele cruzava a soleira da porta. “Você está bem?”


 


“Sim, eu estou bem,” ele respondeu, dando a ela um sorriso fraco. “Realmente. E você?”


 


“Eu estou legal,” Hermione assegurou-o. “Eu te amo,” ela sussurrou.


 


“Eu também,” murmurou ao voltar e plantar um rápido beijo na testa dela. “É melhor eu ir,” ele falou se afastando.


 


“Tudo bem,” ela respondeu, enquanto ele se dirigia em direção às escadas. Hermione permaneceu no corredor e esperou até que Ron tivesse for a de vista, então ela respirou fundo, deu meia volta e marchou de volta à saleta para confortar Ginny.


 


********************


 


Ron entrou no próprio quarto para encontrar Harry parado no meio olhando boquiaberto para a porta solta que estava encostada na parede.


 


“O que diabos aconteceu com a nossa porta?” ele questionou, dando uma volta em torno dela e olhando com raiva para Ron como se ele tivesse removido a porta só para irritá-lo.


 


“Eu, na verdade, tentei me trancar um pouco no meu quarto,” Ron respondeu. “Isso não agradou muito à Hermione. Então quando eu não a deixei entrar, ela… um… meio que colocou a porta abaixo.”


 


Ron observou a sobrancelha de Harry arquear enquanto ele processava esse bocado de informação. Sob diferentes circunstâncias, ele tomaria isso como um sinal de divertimento, mas ele sabia que Harry não estava alegre. Ele estava zangado. Ele estava mais que zangado. Ele estava fervendo de ódio. Isso era evidente no modo que sua mandíbula estava trincada e seus punhos estavam cerrados. Mas ele estava tentando reprimir isso, tentando acalmar isso. Por que, Ron realmente não entendia.


 


Se fosse ele, estaria berrando. Bem, ele tinha quebrado coisas e gritado. Mas esse era Harry, e ele não era nem um pouco previsível. Essa foi uma das razões porque Ron decidiu ir atrás de Harry ele mesmo a deixar que Hermione o fizesse. Harry estava muito imprevisível. Hermione poderia pressioná-lo até que ele explodisse e quando isso acontecesse não haveria ninguém pra contar o que ele fez ou disse. Ron entendia isso e não como Hermione, ele sabia quando recuar.


 


“Juro por Deus, cara,” Ron falou, esperando que aliviasse a tensão no quarto. “Isso foi incrível. Você tinha que ter visto. Ela mandou o inferno todo atrás de mim.”


 


“Sim, eu acredito,” Harry repondeu pensativo.


 


“Olhe,” Ron adicionou, percebendo que aquelas brincadeiras não estavam realmente ajudando. “Eu entendo que você está chateado e eu sei que você quer ficar sozinho agora. Mas, você sabe,” ele falou desconfortávelmente, ao andar até o guarda-roupa posicionado na parede entre as duas camas, “se você quiser alguma companhia mais tarde… Eu estarei por perto. Ok?”


 


“’Tá,” Harry concordou sem muita convicção, tornando um tanto óbvio que ele não estava realmente escutando.


 


“Venha, Pichí,” Ron ordenou, erguendo-se sobre os pés e tirando sua minúscula coruja do topo do guarda-roupa no instante em que ela ficou ao seu alcance. Tão chato como aquele pequeno tolo era, Ron não quis que ele fosse apanhado pelo fogo cruzado se Harry perdesse o controle e decidisse demolir seu quarto ou algo assim. “Eu só vou pegar algumas coisas,” adicionou, agarrando seu travesseiro e um cobertor para fora de sua cama, “e então vou sair do seu caminho.”


 


“Você não tem que…”


 


 “Não se preocupe com isso, cara” interrompeu Ron, enquanto colocava seu travesseiro embaixo do braço e ia para a porta. “Essa não será a primeira vez que eu vou dormir no sofa da sala de desenho. Não é nenhum problema. Oh, e Harry,” disse, enquanto andava até a soleira e chegava ao corredor, “o que aconteceu hoje não foi sua culpa.”


 


********************


 


 “Sua mãe trouxe alguns sanduíches aqui em cima para nós,” Hermione disse quietamente, quando abriu a porta que conduzia ao pequeno quarto do lado oposto ao retrato da Sra. Black e localizou Ron sentado no assoalho. “Porque não você volta lá pra cima?”


 


“Não estou com fome,” Ron respondeu, encarando o local onde o bicho-papão assumiu sua forma e caiu morto.


 


“Você não comeu o dia inteiro,” Hermione disse, respirando profundamente e forçando seus pés a carregá-la para dentro do quarto. Poderia não ajudar mas ela queria saber o que Ron fazia escondido ali dentro. Ele sabia que ela não gostava daquele comodo; que ela o evitava. Então ele tinha procurado apenas um lugar quieto para ficar sozinho ou estava se escondendo dela?


 


“Eu falei que não estou com fome,” ele disse novamente.


 


“Tudo bem,” ela respondeu, entrando ainda mais no quarto e ajoelhando-se no cobertor que ele esticara sobre o chão. “Você quer que eu vá embora?” perguntou.


 


Ele levou um minuto para responder, mas quando tirou seus olhos do assoalho e os travou nela, agitou sua cabeça. “Não, tudo bem,” ele assegurou-a. “Eu só estava pensando sobre… tudo,” adicionou. “Você sabe, como você  me disse para fazer?” Isso era parcialmente verdade.


 


Ele estivera pensado sobre a Poção da União e as similaridades entre o que ela sugeria e o Lànain. Era notável realmente, considerando que ela não tinha nenhum conhecimento do antigo ritual de ligação ou dos detalhes sordidos que cercavam seus ideais. Ron tinha gastado os últimos 20 minutos discutindo consigo mesmo se devia ou não lhe dizer que no Mundo Mágico, se você se ligasse a uma outra pessoa daquela forma, você estaria essencialmente casado com ela. No entanto ele ainda não estava nem perto de chegar a uma decisão


 


Numa mão, se ele lhe dissesse, ela poderia surtar e adiar o uso da poção por muito mais tempo. Na outra, se não lhe dissesse, então ele não seria melhor do que aqueles fanáticos puro sangue que criaram o Lànain em primeiro lugar. Havia uma diferença entre se casar com alguém sem seu conhecimento e casá-los contra a sua vontade? Ok, havia uma diferença, mas essa era dissimuladamente uma ou outra maneira.


 


Então outra vez, os planos de Hermione eram baseados no amor. O Lànain era sobre posse e manter a pureza da linhagem. Eram duas coisas completamente diferentes. Mesmo que os resultados finais fossem similares, os meios e as razões atrás dos dois, eram mundos à parte. Não era como se estivesse forçando-a a aceitá-lo. Não estava tentando enganá-la por nada. Era idéia dela em primeiro lugar. A única razão pela qual a considerava e tudo mais era porque estava desesperado para protegê-la e esta era a melhor maneira de fazê-lo. Além do mais, aquilo não seria algo permanente. Hermione tinha lhe dito que a poção iria enfraquecendo se eles não mantivessem a ligação. Quando toda esta  porcaria tiver acabado nós poderemos simplesmente deixar a poção ir perdendo o efeito e a conexão se dissolverá. Nós voltaremos ao normal e ela nunca precisará saber que tecnicamente falando, ela tinha sido sua esposa. Esposa? Aquilo era tão irreal. O que Hermione não sabe não a machuca, nem a mim.


 


Ele ainda teria que pensar sobre aquilo. Longa e duramente. Mas tinha dois meses inteiros para fazê-lo. Era de Hermione que ele estava falando, depois de tudo. Ela estava destinada a perceber aquilo cedo ou tarde e quando ela o fizesse, não seria bonito. Ela iria perdoá-lo, eventualmente. Ron não tinha nenhuma dúvida sobre isso. Mas sua indignação não seria nada comparada a da sua mãe. Se ela descobrisse qualquer coisa sobre aquilo, não teria que se preocupar em liberar Hermione da conexão, porque sua mãe a transformaria numa viúva.


 


“Isso é bom,” Hermione sussurrou, completamente inconsciente da batalha furiosa na mente de Ron enquanto se precipitava para mais perto dele e se aninhava ao seu lado. “Não me deixe perturbá-lo,” ela adicionou, envolvendo seus braços no peito dele e inclinando sua cabeça de encontro a seu ombro.


 


 “E o Harry?” Ron perguntou.


 


“O que tem ele?” ela replicou confusa com a reação dele.


 


 “E se ele nos vir?”


 


“Eu não posso confortar um amigo?”


 


“Você está me abraçando,” Ron disse.


 


“Eu abraço a Ginny,” Hermione afirmou francamente desinibida.


 


“Ginny é uma garota.”


 


“E daí?”


 


“Eu não sou.”


 


“Sim, eu tinha percebido isso,” ela brincou. “Isso é muito bom também, porque se você fosse eu certamente não poderia fazer isso,” ela completou, inclinando-se e dando nele um rápido e casto beijo.


 


“Você entendeu o que eu quis dizer,” Ron replicou, com um sorriso forçado para ele mesmo.


 


“Não se preocupe com Harry,” Hermione lamentou. “Eu o chequei antes de vir procurar por você. Ele me disse com meias palavras que ele queria ser deixado sozinho. Eu não acho que ele irá procurar por nós.”


 


“Então ele está mantendo a porta fechada, não é?” Ron perguntou.


 


“Aparentemente.”


 


“E ele abriu-a pra você?”


 


“Eu suponho que ele não quis me ver pô-la abaixo novamente,” ela brincou. “Não se preocupe,” ela adicionou, séria mais uma vez. “Eu não o pressionei ou algo assim. Eu só quis ver como ele estava e deixei algo para ele comer.”


 


“Ok,” Ron respondeu, mais que um pouco surpreso por esta virada nos acontecimentos. De verdade, ele tinha pedido para ela não ser tão maternal com Harry, mas ele não pensou que ela realmente o ‘abandonasse’. Especialmente agora, dada às circunstâncias. “Então, como está Ginny?”


 


“Quase igual a você,” Hermione respondeu tristemente. “Ela precisava de um tempo para si mesma. Ela foi pro nosso quarto.”


 


“Mmmmh,” ele murmurou e então ficou quieto novamente.


 


“E você?” Hermione perguntou.


 


 “O que tem eu?” Ron respondeu.


 


“Você quer um tempo só pra você?”


 


“Não,” ele respondeu sem realmente pensar sobre isso.


 


“E por que está com o travesseiro e o cobertor?” Hermione inquiriu.


 


“Só estou dando um pouco de espaço pro Harry.”


 


“Você não vai dormir aqui, vai?” ela perguntou bruscamente, empalidecendo ante o mero pensamento. Esse quarto causava pesadelos nela.


 


“Eu não planejei isso,” Ron admitiu. “Mas eu não queria atrapalhar você e Ginny enquanto estavam conversando. Eu ia dormir no sofá da saleta de desenho, mas...”


 


“Mas o que?”


 


“Você precisará mais dele. Quer dizer... se você for deixar Ginny ficar com o quarto só pra ela.”


 


“Eu prefiro ficar aqui com você,” Hermione disse sinceramente. “Se você não se importar.”


 


“Aqui?” Ron perguntou, arqueando uma sobrancelha para ela.


 


 “Se for aqui que você vai dormir.”


 


“Não,” Ron disse, ficando de joelhos. ”Vamos voltar para a sala de desenho.”


 


 “Harry pode nos ver.”


 


“Então nós encontraremos algum outro lugar.”


 


“Não, Ron,” ela falou, segurando em seu braço antes que ele pudesse se levantar. “É só um quarto,” ela falou para tranqüilizar a si mesma. “É igual a qualquer outro. Eu ficarei bem enquanto você estiver comigo. Além do mais,” ela adicionou deitando-se no cobertor e puxando-o para baixo com ela. “Ninguém pensará em nos procurar aqui. Vamos criar um monte de lembranças boas aqui, vamos?”


 


“Mione,” Ron suspirou, ao se acomodar ao lado dela e senti-la mexendo em seus cabelos.


 


 “Hummmmm?” ela gemeu um segundo antes de seus lábios encontrarem seu caminho no pescoço dele.


 


“No caso de eu não falar pra você mais tarde, porque Harry está aqui e tudo mais,” ele falou, encostando-se ainda mais em seu corpo. “Eu te amo.”


 


 “Eu sei,” Hermione sussurrou com sua boca bem perto da orelha dele. “Agora cale-se e me mostre.”

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