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23. Lucy Christini Cauldwell


Fic: Nós... Irmãos ?


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 23
Lucy Christini Cauldwell






-Isso mesmo Marlene, berre para TODO O MUNDO ouvir, acho que a minha mãe adoraria um interrogatório como aquele de novo!– rebateu a ruiva irritada, com certeza seria ótimo que sua mãe ouvisse isso.
 
-Oh God! Você chupou ele mesmo? - Disse a menina com os olhos cirspados e mordendo o canto da boca fazendo uma cara sexy.
 
-Claro que não Lene. – respondeu a ruiva olhando pro lado, não sabia se ria ou se chorava.
 
-Aham, eu o chupei, mais tudo bem, só pra você saber, eu estarei aqui quando quiser me contar.
 
-Obrigado! – disse Lily abraçando a amiga, mas estranhando essa compreensão toda.
 
-Mas me diz.. ele é salgadinho?
 
-LENE aonde foi parar o “quando quiser, me conta!”? – perguntou a ruiva levemente indignada.
 
-Não disse isso! E não mata você dizer se ele é salgado ou não. - Disse ela simplismente, como se fosse algo banal.
 
-Sei lá Lene, já disse que não chupei ele.
 
-Ok, quando quiser me conta! – disse a morena divertida, recebendo um olhar mordaz da amiga.
 
E elas continuaram caminhando até encontrarem Anna e Dorcas, as duas radiantes e Lily nem ousou perguntar o porque, era nítido que para elas a noite também tinha sido maravilhosa, só que pela primeira vez ela não quis ouvir e atribuiu isso ao fato de estar de TPM como sempre.
 
-Bom dia flores do dia! – disse Dorcas sorrindo mais que abertamente.
 
-Bom dia! – respondeu Lene na mesma intensidade, porém Lily só murmurou um “bom dia” baixinho, mas ninguém pareceu notar, pelo visto continuaria assim, já que elas têm coisas em comum para comentar, pensou a ruiva ciumenta.
E elas começaram o falatório e deixaram Anna começar a contar primeiro e Lily pegou o MP4 e colocou no ouvido, no que todas pararam e olharam indignadas pra ela.
 
-Que foi? – perguntou ela tirando os fones.
 
-Não vai ouvir? – perguntou Lene irritada e magoada.
 
-É meu irmão, seria nojento! – disse ela meio hipócrita.
 
-É, mais eu sou sua amiga. – rebateu Anna mais magoada que Lene.
 
-Olha, me desculpa, mas é que é esquisito, não é que eu não estou dando importância pra isso, mais eu não me sinto bem ouvindo coisas sobre o meu irmão, é como se estivesse falando de como o meu pai e a minha mãe me fizeram, é esquisito.
 
-Nossa Lily.. – disse Anna quase chorando.
 
-Mas isso não quer dizer que eu não vou ouvir, prefiro que você conte primeiro pra elas daí depois, quando estivermos só eu e você, daí você fala com jeitinho sabe, fazendo parecer que não é com o meu irmão, pode ser? – perguntou a ruiva com a voz mais suave que conseguiu, não queria realmente magoar a amiga mais também não queria ouvir sobre a noite delas, sentia-se excluída por isso.
 
-Claro amiga, acho que eu não iria querer ouvir se fosse meu irmão também! – disse Anna compreensiva, mas Lily percebeu que Lene tinha a olhado com uma cara que misturava incredulidade e decepção.
Então Lily, por respeito, não colocou os fones de ouvido mais se concentrou em não ouvir a conversa e uma vez até fez uma pergunta, o que deixou Anna aliviada e fez Lene melhorar a cara brava que dirigia a amiga, então foi a vez de Dorcas contar.
-Ai gente, ele foi tão carinhoso, foi incrível, so sexy, e sabe.. ele realmente tem experiência nisso sabe? E não sei se fico contente ou não, mas ele foi demais e eu estou perdidamente apaixonada!
 
-Okay, agora conte uma novidade! – brincou Lene, no que todas riram, Lily mais uma vez se sentiu mal e forçou-se a acreditar que era tudo TPM.
 
E elas continuaram conversando, Lily estava começando a se sentir confortável, mas era difícil ainda, ela estranhamente se sentia inferior as amigas, e chegou a vez de Lene contar.
-Bem.. o Sirius é..
 
-Simplesmente gigante! – disse Lily fazendo todas rirem.
 
-Realmente Lily e é mais ou menos assim.. – disse a morena querendo mostrar novamente o tamanho, no que Lily virou a cara e disse:
 
-Já falei que não quero ver assim, que horror Lene!
 
-Ih Lily, se você não quer, nós queremos! – disse Dorcas animada, no que era acompanhada por Anna e Lily sentiu que as amigas tinham mudado também e pela milésima vez ela se sentiu excluída, então começou a observar a paisagem, estava se sentindo hipócrita e suja por ser egoísta o bastante e não querer ouvir as amigas, mas também estava se sentindo traída, e isso só aumentava a sensação de hipocrisia dentro dela, ela é quem estava traindo as amigas, não era justo as amigas esperarem por ela, não era justo nem ela pensar que deveria ter tido a primeira vez primeiro, mas não conseguiu evitar esse pensamento, e sem contar que quem estava escondendo coisas ali era ela, e nenhuma das amigas se negou a respondê-la, ja ela, bem... não poderia dizer o mesmo.
 
Ora, é egoísmo pensar isso? Ah, mais quem se importa? Eu tenho que parar com isso, pensou a ruiva, mais uma voz na sua cabeça dizia: ”Egoísmo? Olhe para elas? Elas nem sequer se importam com o fato de você não sentir-se bem com essa conversa e elas ainda te olharam feio quando você não quis ouvir, sem contar que TODAS elas tem o amor da sua vida aos seus pés e nenhuma delas sofreu com você quando o Rafael estava se esfregando com a biscate da Lívia e elas se contentaram com a respostas inúteis  que você deu pra elas,sem contar que depois de começarem a namorar e nenhuma mais tem tempo pra fazer o que fazia antes, olha pra elas, elas não ligam mais pra você”
 
-PARE! – berrou a ruiva, ela não queria mais ouvir aquilo, e percebeu que as amigas pararam e estavam olhando-a com caras interrogativas querendo saber o porquê da ruiva ter berrado.
 
-Que foi Lily?
 
-Ai, eu esqueci o absorvente em casa, me lembrei agora, vão na frente e eu  acompanho vocês depois. – disse a ruiva atropelando as palavras e dizendo tudo muito nervosa, foi a primeira coisa que lhe veio a cabeça e recebendo um olhar inquisidor de Lene ela sorriu amarelo e voltou para trás a caminho de casa.
 
Ótimo, agora eu vou ter que voltar só porque fui retardada o bastante pra dizer alto aquilo, que grande bosta, pensou a ruiva irritada enquanto voltava pra casa, sentia-se irritada e soube que não era TPM, era o seu egoísmo falando muito mais alto.
 
Sentiu as lágrimas queria começar a cair, era realmente perfeito isso, seria ótimo chegar na escola com os olhos inchados, seria melhor ainda explicar o porque disso para as amigas, então decidiu não ir para a escola, inventaria uma desculpa qualquer, ela ao menos tinha o direito de matar aula não tinha?
 
E ainda segurando o chro, e sem saber realmente o porque, Lily foi virando esquinas e se distanciando da escola e de casa, não via direito onde estava indo, mas percebeu que o lugar era familiar, então sentou-se no banco da pracinha e  começou a chorar compulsivamente, TPM realmente só dava nisso.
 
Começou a lembrar das amigas e um medo de perdê-las foi a invadindo por dentro, e se fosse realmente pensar direito, ela também tinha tido uma noite pra lá de especial, não tinha motivos pra ficar se debulhando em lágrimas, mas pensar no Potter não ajudava muito, além de envergonhada, ela se sentia raivosa e fraca, como ela tinha deixado as coisas chegarem a esse ponto?
 
Sentiu então, braços familiares a abraçarem, e encostou a cabeça no peito quentinho de Sirius.
 
-O que faz aqui? – perguntou ela.
 
-Eu sou seu anjo da guarda em tempo integral, esqueceu? – disse Sirius levemente divertido, apertando mais o abraço com a ruiva.
 
-Porque você sempre aparece quando eu preciso de um abraço?
 
-Nasci pra acolher essa pele branquinha e esse cabelo vermelho Lily, só pra isso! – disse ele carinhoso, afagando o cabelo da ruiva.
 
-Realmente estou começando a acreditar que sim, só você pra estar presente em todos os momentos que eu preciso. - Pronto, as lágrimas haviam secados, realmente Sirius Black tinha o poder de mudar tudo nela, dês de o pensamento até o humor.
 
-E porque está tão triste?
 
-TPM, sabe, meus nervos ficam descontrolados e eu choro ou rio por nada.
 
-Ok, pergunta numero dois. E a escola?
 
-Preciso ir?
 
-Creio que sim, pergunta numero três. O que faz aqui?
 
-Eu meio que briguei com as meninas e inventei ma desculpa e sai correndo, daí vim para aqui.
 
-Ah sim, isso responde a numero um, pergunta numero quatro. Brigou porque?
 
-Bem, não foi um briga, foi só que eu não quis ouvir sobre a noite delas sabe.. – disse a ruiva olhando pra baixo.
 
-Algo do tipo “me sinto humilhada por ser virgem e egoísta por culpar minhas amigas”? – perguntou ele forçando-a a olhar para ele, pegando seu rosto e virou delicadamente, forçando-a a encará-lo.
 
-Quando você aprendeu a ler pensamentos? – perguntou ela levemente divertida.
 
-Quando você aprendeu a confiar em mim e eu conheci a verdadeira Lily Evans.
 
-Então agora eu sou previsível pra você?
 
-Não, você é apenas transparente ruivinha, apenas transparente. - Disse ele com uma piscadela.
 
-Isso é bom ou ruim? - Perguntou ela insegura.
 
-Bem, eu acho que pra mim é uma honra, sabe, acalme-se, eu sou egocêntrico o bastante para afirmar que só eu vejo certas coisas em você, e pode apostar, o James é cego demais e você enrola ele com uma desculpa esfarrapada qualquer.
 
-Porque você sempre me diz o que o Potter vai pensar ou o que ele vê? – perguntou ela fazendo bico.
 
-Porque eu sei que daqui uns dias isso vai aliviar o seu coraçãozinho ruivo.
 
-Daqui uns dias?
 
-É que logo você verá que esta accidentally in love pelo James.
 
-Acidentalmente apaixonada? Pelo James? Ora Siris, faça-me o favor.
 
-Ai Lily, admita ao menos que sente atração física por ele. - Pediu ele maroto.
 
-Ora, eu sinto atração física por qualquer um, até por você.
 
-Ok, vou tentar não me imaginar como qualquer um.. agora diga.. porque não se apaixonar pelo James?
 
-Sirius, já tivemos essa conversa antes e você sabe que seria um erro quase que irreversível se isso acontecesse.
 
-Mais irreversível que os pegas que vocês deram? – perguntou ele irônico.
 
-É, mais que isso.
 
-Ai Lily, porque você não enxerga que já gosta dele pelo menos um pouco?
 
-Eu adoraria ser apaixonada por outra pessoa, mas você sabe o quanto o  Rafael ainda me atormenta.
 
-Eu voto no James.
 
-E eu voto na castidade, agora vamos mudar de assunto?
 
-Sim, vamos pra escola, ainda da tempo de você entrar na primeira aula. – disse ele olhando o relógio e ela, resignada, seguiu-o até a porta da escola.
 
Chegando lá ele deu um beijo na ponta do nariz dela e afagou as madeixas ruivas.
 
-Foi o melhor beijo da minha vida! – disse ela divertida, ficando na ponta dos pés e retribuindo o beijo.
 
-Deixe o James ouvir isso! – brincou ele para completar –E a recíproca é verdadeira minha flor, agora vá!
 
-Deixe a Lene ouvir isso! – retrucou ela sorrindo e entrando na escola.
Quando Sirius já não podia ver mais a ruiva ele sussurrou cansando.
 
-Vida de anjo da guarda não é fácil, ainda mais quando a sua protegida é tão frágil. – E dizendo isso ele voltou para casa, teria que explicar a James o porque de ter saído correndo sem o menor motivo.
 
________
 
Lily entrou pela secretária e perguntou se poderia entrar, então ela, ao receber a afirmação, dirigiu-se a sala e bateu na porta.
 
-Posso entrar?
 
-Claro senhorita Evans! – disse o professor Victor com um sorriso maroto, meu deus, que homem, pensou Lily.
 
E deu uma olhada rápida na sala, tinha um lugar sobrando atrás de Lívia, e um outro na ultima carteira da parede do canto esquerdo, então, sem pestanejar, ela se dirigiu para lá e não olhou para as amigas, percebeu que Lene já estava preparada para tocar quem quer que estivesse no lugar de Lily, mais sentiu que seria bom manter distância por um tempo e a ultima carteira realmente não era a ultima, tinha apenas mais três carteiras a frente, então ela não estava realmente no fundo.
 
Tirou seu caderno de matemática e começou a corrigir a tarefa que por sinal ela não tinha feito, estava se tornando cada dia mais irresponsável, antes ela não tinha nenhuma tarefa faltando, mais agora, iiih, era melhor nem pensar nisso.
 
O professor estava fazendo uma pergunta e Lily viu Lene passar um bilhetinho para Anna que passou para Dori, ficou esperando o bilhetinho chegar ás suas mãos, mais percebeu que provavelmente o conteúdo dele era ela, sentiu o sangue ferver, elas poderiam ter esperado o recreio para falar dela, pensou a ruiva raivosa. Mais foi perceber que talvez não fosse dela e que talvez o bilhete não tinha chegado até ela por causa da distância e continuou tentando prestar atenção na aula, ignorando os olhares nervosos que Lene lançava até ela.
 
Então o professor passou atividades e foi indo de carteira em carteira ajudar os alunos, e vendo que Lily não estava fazendo ele dirigiu-se a ela e colocou os dois braços na parede, de modo com que a encurralou, ele agachou e disse baixinho:
 
-O que está acontecendo com você Lily? Tem estado tão desatenta nas ultimas aulas. – Ele estava próximo demais, próximo demais MESMO e Lily sentiu que ele poderia beijá-la a qualquer momento, não que seria ruim, mais no mínimo causaria a expulsão do professor, e ela tentou não olhar para a boca carnuda dele e disse:
 
-Não sei professor, mais vou tentar não me distrair mais.
 
-Precisa de ajuda pra resolver os exercícios? – perguntou ele com o tom de voz normal e tirando os braços de volta da ruiva.
 
-Acho que sim, não estou entendendo o que é pra fazer aqui.
 
-Vou te ajudar a começar, ai você termina tudo bem?
 
-Claro. – disse a ruiva pegando o lápis e entregando ao professor.
 
-Você faz assim, começa transformando isso daqui se não fica mais complicado, ai é só mudar isso daqui de lugar e fica mais fácil, conseguiu entender?
 
-Sim, mais pode deixar esse X aqui e mudar o Y pra cá?
 
-Tecnicamente não, mais o resultado sempre dará no mesmo, só que quando o Y estiver ao cubo não pode, do mais, pode sim.
 
-Nossa, ficou realmente mais fácil resolver agora.
 
-Aham, bem, depois eu volto pra ver se você terminou, nos próximos o processo é o mesmo, pode ir resolvendo sem problemas. – disse ele se afastando, no que Lily começou a resolver os exercícios, matemática era muito chato, mas fica até que gostável quando se entendia a matéria.
 
Ela já estava fazendo o segundo exercício quando o professor voltou e viu como ela estava fazendo, e ficou admirado com a rapidez da ruiva.
 
-Você é rápida, nem o Filipe terminou o primeiro ainda.
 
-É que o professor resolveu metade do exercício me explicando como começar, agora nesse aqui, se eu deixar isso aqui, eu posso isolá-lo depois e multiplicar pelo que vou dividir quando eu chegar ali? – perguntou ela fazendo exatamente o que tinha dito.
 
-Ual Lily, não tinha pensado assim, mas realmente dá pra fazer! – disse o professor animado dando uns tapinhas nas costas da ruiva, que ficou alegre com o ‘elogio’ e sorriu de volta para o professor, mas ao fazer ela viu o olhar quase raivoso que Lene lhe lançou e  ficou levemente irritada, porque ele estava brava com a ruiva?
Mais eles foram interrompidos quando alguém bateu na porta e o professor foi abri-la.
 
_________
 
Lucy Cauldwell estava apreensiva, ela nunca tinha sentido um frio assim na barriga, talvez só quando ela e Oliver.. bem.. isso não vem ao caso, o importante era que uma nova fase estava começando, e nessa, ela seria Lucy, a verdadeira Lucy, nada de convenções ou babaquices parecidas, e respirando fundo ela segurou firme na bolsa que trazia ao lado.
 
Seis anos na Itália tinham feito muito bem para a morena, sua pele estava mais queimada que nunca e seus olhos verdes adquiriram um tom ousado, ela já era auto-suficiente para ir uma festa desacompanhada, assim como tinha coragem suficiente para convidar um cara qualquer para ir com ela, ou até tirar algum para dançar, se assim quisesse.
 
Sorriu ousada enquanto via o seu futuro professor abrir a porta e não pode deixar de pensar no quando ele era “catavel”. Ate que poderia ser divertido estar nessa sala, pensou ela
 
Okay Lucy, essa é só mais uma parte que você tem que enfrentar daqui para frente e nada é tão ruim quando você sabe a língua deles, acalme-se eles não são aborígenes canibais, pensou ela.
 
Então já dentro da sala ela passou seu olhar crítico pelo local e viu que todos a olhavam, se fosse a seis anos atrás ela coraria dos pés a cabeça, mais agora ela apenas sorriria de um modo sedutor-simpático.
 
-Bem pessoal, essa é Lucy Christini Cauldwell, ela veio da Itália e será a nova colega de vocês. – disse a diretora sorrindo, no que logo começou os cochichos, Lucy levantou a sobrancelha esquerda em um ângulo único e passou a mãos pelos fios negros que batiam-lhe na cintura. 
 
-Então a senhorita veio da Itália? E passou quanto tempo por lá? – perguntou o professor com um sorriso maroto que ele usava para intimidar as alunas, mas se surpreendeu quando ela sorriu travessa e disse mostrando os dentes deslumbrantemente brancos.
 
-Seis anos senhor. – Todos notaram o sotaque e ela ouviu risadinhas em um canto, então dirigiu um olhar desafiador para o lugar e rapidamente o grupinho de meninas se calou.
 
-E exatamente em que parte da Itália você ficou?
 
-É difícil dizer, eu só posso afirmar que estive na Itália inteira.
 
-Bem, então Srta. Cauldwell, pode arrumar um lugar para se sentar! – disse a diretora, no que a menina rodou novamente seu olhar pela sala e percebeu que o único lugar onde tinha uma cadeira vaga era atrás de uma morena com cara de cú, então dirigiu-se até ela, que sorriu ao pensar em tê-la ao seu lado, mas o sorriso da morena morreu quando Lucy levantou a carteira e a levou até onde estava Lily, que sorriu simpática e a ajudou a se sentar.
 
-Bem, a senhorita já está acomodada então eu já posso ir, até mais! – disse a diretora saindo e deixando todos na sala conversando animadamente.
 
-Prazer, eu sou Lucy! – disse a morena se dirigindo a Lily.
 
-Prazer, meu nome é Lilian mais pode me chamar de Lily.
 
-Okay Lily, mas só me diga, é sempre assim? – perguntou ela dirigindo-se ao pessoal que a olhava como se ela fosse um ET.
 
-Geralmente sim, mas não ligue, daqui uns minutos eles param. – sorriu a ruiva para a morena que retribuiu o sorriso.
 
-Então Lucy - começou o professor olhando-a sedutoramente, no que ela não deu o mínimo sinal de deslumbramento – A senhorita tem a apostila?
 
Oras, um olhar sexy desse apenas para me perguntar isso? Você poderia ser mais criativo e ao menos pedir meu telefone, pensou ela.
 
-Não Professor, elas chegam amanhã!
 
-Então sente-se com a senhorita Evans e resolva as atividades.
 
E não foi preciso mais um minuto para que a morena obedecesse prontamente.
 
-Então Lily, ele é sempre sexy assim ou eu estou vendo coisas? – perguntou a morena divertida.
 
-Ele é sempre assim, mas devo dizer que você o impressionou.
 
-E porque?
 
-Bem, quase todas derretem apenas por ouvirem seus nomes pronunciados pela boca dele. – disse a ruiva como se deixasse claro que isso era ridículo.
 
-Ele nem é tão bom assim, e o sorriso do Oliver dá de mil a zero no dele, e se quer saber, para um homem me fazer derreter, Ih, é preciso mais que um sorrisinho, no mínimo uma noitada boa e olhe lá!  - disse a morena enquanto pegava seu caderno.
 
-Heheheehe, homem nesse fim de mundo é artigo de luxo, qualquer cara bonitinho faz as meninas daqui derreterem, e se me desculpe perguntar, mas porque deixou a Itália pra vir morar aqui?
 
-Bem, minha mãe desconfiou que eu estava participando de orgias e me mandou vir morar com o meu pai. – disse a morena como se fosse uma coisa qualquer, deixando a ruiva de cabelo me pé.
 
-Orgias?
 
-É, mais eu não estava participando, deus me livre, é só que eu era arteira demais. Capisci?
 
-Capisco! – respondeu a ruiva divertida.
 
-Já foi em uma orgia? – perguntou a morena interessada, fazendo a ruiva corar.
 
-Não. – disse Lily sentindo o rosto ficar mais vermelho ainda.
 
-Nem eu, e pelo que me contaram, não é legal, e eu não tenho coragem de ir, não sei de onde minha mãe tirou essas idéias, é no minimo horrorivel
 
-Heheehehehehe! – riu a ruiva, mas ela parou de rir quando o professor aproximou-se delas.
 
-Então Signorinas, estão fazendo os exercícios? - Perguntou o professor divertido.
 
-Sim professore, tuttavia non sto studiando questo. - Respondeu Lucy em um italiano perfeito.
 
-Bem, e o que a senhorita está estudando?
 
-Eu já vi isso.
 
-Que série você estava lá?
 
-Il terzo anno! – respondeu ela rapidamente esquecendo-se de falar em português. –Ai, desculpe-me, eu estava no terceiro ano.
 
-Ah sim, bem.. tome isso como uma revisão então, depois precisaremos conversar sobre isso para ver como irá ser a sua adaptação aqui, e Senhorita Evans, conseguiu terminar? – perguntou ele pegando o caderno da ruiva.
-Sim professor. –disse a ruiva apreensiva esperando ele dizer.
 
-Está tudo certinho, bem, ajude a sua amiga a fazer então, e depois conversaremos Senhorita Cauldwell.
 
-Claro professore! – disse ela com um olhar divertido, talvez ele não fosse tão parado assim, um encontro depois das aulas mataria a monotonia.
 
-Você acha que vale a pena perder uma meia hora com ele? – perguntou Lucy a Lily quando o professor se afastou.
 
-Sei lá, acho que sim, mais ele é professor... isso não é totalmente certo né?
 
-Depende do ponto de vista, mais você pode estar certa, além de que o Oliver não sai da minha cabeça. – disse a morena rabiscando um pedaço da carteira enquanto olhava para baixo.
 
-Oliver?
 
-Meu antigo namorado, Oliver Joachim, ele é alemão.
 
-Joachim é sobrenome alemão?
 
-É mais usado como nome, só que ele vem da família dos Joachim’s, você nunca ouviu falar?
 
-Não.
 
-Bem, eles são quase como uma supremacia, e eles se acham, mas o Olli não, ele era tão amável, e era tão bom de cama que foi um desperdício deixá-lo para trás.  
 
-Deve ser horrível deixar um lugar não é?
 
-Sim, mas a gente acostuma, além de que sempre aprende algo novo, e eu gosto, me faz sentir livre.
 
-Bem, eu já tive que mudar muitas vezes e nem sempre foi bom, mas realmente aprendemos algo.
 
-Bem, e quantos anos você tem? Aonde você nasceu? Quem é seu pai? Quem é sua mãe? Me conte tudo! – disse a morena animada, e nem sequer passou pela sua cabeça se essas perguntas eram pessoais de mais ou não.
 
-Bem, eu tenho 16 anos, nasci em Londres e meu pai é o John e minha mãe é a Sarah, eu moro na casa dos Potter’s e meus pais são separados, minha mãe vai casar semana que vem e eu ganhei de brinde um irmão chato que me persegue, certo? – respondeu a ruiva rapidamente, fazendo com que Lucy risse.
 
-Okay, recapitulando, você tem 16 anos, seus pais chama John e Sarah e você é uma Potter, até aqui Ok?
 
-Não, eu não sou uma Potter!
 
-E o que faz morando na casa deles? – perguntou a menina levemente desconfiada, provavelmente pensando alguma besteira.
 
-Bem, como eu disse, meus pais são separados e minha mãe vai casar com Alex Potter em alguns dias.
 
-Ah sim, capisco, então só falta uma parte, who are your brother?
 
-Who are? Bem, tem dois. – respondeu Lily intrigada pelo fato da menina falar inglês também.
 
-Fale-me sobre os dois então. – Era engraçado o sotaque dela, não era forte, era apenas... charmoso.
 
-Bem, o meu irmão de verdade é o Vinicius, ele é mais velho que eu e namora a Anna, ele é uma réplica do meu pai e as vezes é ciumento. Já o James, ah, ele é chato, maroto, irritante, besta, cheiroso, se acha demais, seu esporte favorito é me irritar e eu odeio ele.
 
-Nossa, fiquei interessada nesse James, diga-me, vocês já ficaram? – perguntou Lucy com os olhos brilhando.
 
-Porque?
 
-Ah, sei lá, vocês não são irmãos de sangue, se conheceram a pouco tempo, eu acho né, e bem, se ele não tiver treze anos, ele é catavel né?
 
-Catavel? Bem, ele é insuportável se quer saber, mais não, ele não tem treze anos.
 
-Bem, se fosse meu irmão eu já tinha ficado a muito tempo, mas e sobre os homens dessa cidade, algo de interessante?
 
-Quer saber a verdade verdadeira? – perguntou Lily fazendo uma careta de dor.
 
-Oun, depois dessa sua cara eu não tenho toda certeza, mas pode mandar, eu sou forte.
 
-Não há homens que prestam aqui, e os que prestam tem namorada, ou seja, nadica de pitibirica.
 
-Ah.. nossa, você me assustou – começou Lucy com um suspiro aliviado. – Lily, namoros a gente destrói, não tem importância, só não pode ficar com homem casado, isso é, se não me engano, a terceira regra do meu livro.
 
-Você escreve um livro?
 
-Sim, ainda não publiquei, mais vou fazer logo-logo, e por falar nisso, quer dar uma olhadinha nele? Tem tudo o que você precisa saber para sobreviver na selva.
 
-Na selva?
 
-É, sabe, o mundo de hoje parece mais um selva, e as mulheres estão cada vez menos civilizadas, então esse é o meu manual para a mulher bem resolvida, regras básicas de sobrevivência e dicas para lidar com os homens e tem também umas tiradas sensacionais criadas por mim mesma para as cantadas nada criativas dos homens de hoje.
 
-Uaal, adorei, nossa, nunca tinha visto tiradas pra cantadas, me fala uma? – perguntou a ruivinha com os olhos brilhando.
 
-Bem, por exemplo, se você ta em uma festa, daí chega um cara horroroso e brega e diz “Nunca acreditei em amor a primeira vista, mais agora que vi você passei a acreditar”, daí você olha pra ele com o pior sorrisinho sarcástico que tem e diz “Nem eu em assombração, mais depois que te vi não duvido de mais nada” e sai, deixando o palerma com cara de nada.
 
-Nossa, a-d-o-r-e-i, muito legal, vou querer esse livro emprestado viu?
 
-Ah pode deixar, eu empresto sim, e o que acha de passar depois da escola na casa em que eu to ficando, eu vou ficar lá mais uma semana daí depois eu vou pra que eu irei morar definitivamente, e sabe, aquela mansão é vazia só comigo lá dentro. – disse a morena como se odiasse a situação.
 
-Sim, mas onde fica? É longe?
 
-Não, é pertinho, nem uma quadra direito, mais o melhor de tudo é que lá tem um Studio onde eu posso dançar a vontade.
 
-Você dança?
 
-Sim, faço street, balett, já fiz dança do ventre, e faço ritmos latinos também.
 
-Que legal, eu só danço balett, mas vou me formar esse ano.
 
-Sério? Eu também, ai, depois de terminar eu vou ter que encontrar outra coisa pra fazer, mais uma coisa é certo, não vivo sem dança.
 
-Eu também estava pensando a mesma coisa, mas acho que é até bom eu tirar mais um peso das costas, ano que vem é vestibular e eu pretendo me matar de estudar.
 
-Verdade, eu também penso a mesma coisa, mas não sei se vou prestar vestibular, minha mãe vai mandar minhas notas pra Oxford, Harvard, Princeton, mais se vou ser aceita ou não é outros quinhentos,  e eu realmente não tenho certeza se vou fazer Direito, o que ela quer, sabe, pra mim é mais interessante fazer jornalismo já que é o caminho mais fácil pra eu me tornar um escritora.   
 
-Bem, ao menos você sabe o que quer, já eu, ih, eu não faço a mínima idéia, e fiz até um teste vocacional pra ver o que dava, e acredite ou não deu Matemática, acredita?
 
-Nossa, e pelo visto você odeia matemática né?
 
-Com todas as minhas forças, mas não se compara com Física, deus do céu, odeio física demais, queria matar Isaac com as minhas próprias mãos quando chega época de prova, mas nos outros dias eu até gosto dele. – brincou a ruiva.
 
-Olha, se eu te dizer que estou perdida com as matérias, nesse último ano eu me mudei três vezes e espero que essa seja a última vez, não sei onde minha mãe está com a cabeça para querer que eu passe ao menos pela porta de Harvard se nós mudamos de casa umas mil vezes.
 
-Nossa, e porque vocês mudam tanto? Se for pessoal não precisa responder.
 
-É mais por causa do trabalho dela, por isso mudamos, e não se preocupe, perguntas pessoais são feitas para serem perguntadas, é mais legal quando isso acontece. – disse ela tranqüilizando a ruiva que ficou vermelha por perguntar.
 
E elas continuaram conversando e Lily até esqueceu porque estava de mau humor há uns minutos atrás, realmente Lucy era muito engraçada além de fazer uns comentários pervertidos entre um minuto e outro.
 
Mais novamente alguém bateu na porta e todos se calaram, porém era apenas Ângela querendo conversar com Lily, que ao ver a Doutora, pediu licença e saiu da sala.
 
-Bom dia Lily.
 
-Bom dia Dra.
 
-Lily, fiquei sabendo o que aconteceu ontem e acho que a gente precisa conversar né? – perguntou a Dra com um sorriso vacilante.
 
-Sim, precisamos...
 
-Vem, vamos a minha sala. – E dizendo isso Ângela levou Lily até sua sala e sentou-se de frente com ela. – Então Lily, o que houve?
 
E Lily contou para Ângela como tudo aconteceu, exatamente todos os detalhes, menos o que aconteceu depois do jantar.
 
- E os pesadelos Lily? Como foram?
 
-O estranho foi isso doutora, eu não tive pesadelos. – disse a ruiva recordando do sonho que tinha sido muito tranqüilo, ela estava em um jardim e conversava com alguém ao mesmo tempo que via uns nenéns brincando na grama, um monte deles, cada um de um jeito, um loiro, um ruivo, um moreno, um japonês, outro gordinho, e um dos olhos verdes vivos, assim como os dela.
 
-E o que você sonhou?
 
-Eu estava em um jardim, era de manhã cedo mas estava quente, e eu estava falando com alguém, essa pessoa estava atrás de mim e enquanto isso eu via vários bebes brincando e um deles tinha os olhos da cor do meu e ele olhava pra mim rindo, foi só isso.
 
-Nossa Lily, você não sabe o quanto me deixa feliz saber que você não esta mais tendo pesadelos, porém essa sua “recuperação” foi muito rápida, tem alguém que poderia ser o responsável por isso?
 
-Creio que não..
 
-Bem, tem alguém com quem você tem desabafado?
 
-Pensando por esse lado tem alguém sim, o Sirius, ele vem me ajudado bastante e conversado comigo.
 
-E ele sabe de tudo?
 
-Sim, não de toda a historia já que não teria lógica contar pra ele, mais ele sabe sim.
 
-Que bom Lily, é muito bom você conversar sobre isso com alguém que não seja eu, sem contar que a opinião de um homem na maioria das vezes é mais eficiente, visto que a maioria deles apenas nos fazem rir.
 
-Com certeza, e Sirius é o meu ouvinte particular... – Sem contar que é meu anjo da guarda, pensou a ruiva.
 
-Bem, mudando de assunto, eu vou cancelar a dança, não sei se vai ser bom vocês dançarem depois de terem se machucado, e eu fiquei sabendo que o James tinha sido o mais atingido.
 
-Não, não cancele não, te dou minha palavra que o Potter está mais que bom, realmente ele está ótimo, ontem a noite nem parecia que ele tinha sofrido dano algum.
 
-Ontem a noite?
 
-Ahmmm, é que a gente discutiu ontem também e ele já esta 100 por cento.  – mentiu a ruiva.
 
-Ok, então hoje ás duas horas pode ser?
 
-Claro, ah, e a propósito, posso chamar mais alguém pra participar? – perguntou a ruiva lembrando-se de Lucy, quem sabe ela não gostaria não é?
 
-Sim, pode sim, e a diretora vai querer que nós apresentemos antes pra ela, mas eu disse que não estávamos todos ensaiados, daí ela disse que não passa da semana que vem, e os meninos irão vir hoje, não sei ao certo quantos o Vinicius irá levar, mas deve ser o suficiente.
 
-Bom, já vou indo, o recreio será daqui uns minutos. – E dizendo isso Lily saiu da sala da doutora e foi para a sua, tinha esquecido completamente da dança, mas estava animada ainda, mesmo que ela fosse dançar com James, e o pensamento a fez sentir um frio na barriga, ela dançaria com ele depois de tudo que tinha acontecido ontem a noite, bem, não iria ser um tarefa fácil essa, e se ele quisesse repetir a dose? E se ela quisesse repetir a dose?
 
Entrou na sala e passou do lado de Lene que lhe entregou um bilhete, então foi rápido pra sua carteira e abriu.
Você ta brava com a gente? E que houve Lil’s? Porque chegou atrasada?

 
Lily olhou para Lene e fez que não com a cabeça, ela não estava brava, então fez sinal para que conversassem depois, na hora do recreio.
 
Lucy leu o bilhete por cima dos ombros de Lily e perguntou:
 
-Você ta brigada com a sua amiga?
 
-Acho que não, mas deixa isso pra lá, tenho uma pergunta pra te fazer.
 
-Diga!
 
-Quer entrar em um coreografia com a gente?
 
-Oh My God!  - sorriu a menina animada, e Lily soube na hora qual era a resposta.
 
______________
 
Sirius voltou para casa caminhando e encontrou James na porta, olhando pra ele com uma interrogação estampada na testa, literalmente, e com cara de poucos amigos.
 
-Ok, agora que você voltou, o que foi isso? – perguntou o maroto ligeiramente irritado.
 
-Eu pensei que tinha esquecido isso no lugar do ataque de ontem, mas tava no meu bolso. – disse Sirius mostrando algo para James que faltou morrer ao ver o que era.
 
-Sirius, você perdeu a sua.. e.. ai meu deus... você só percebeu agora? – Agora sim James estava super irritado.
 
-Eu não perdi e outra, eu não estava a usando ontem, igualmente a você, pelo que eu sei.
 
-Bem, deixe de besteiras, preciso conversar com você, vou morrer se não desabafar! – disse James colocando a mão na testa em um ato cansado.
 
-Que houve cara? – perguntou Sirius preocupado.
 
-Vamo’ dar um volta, não quero que ninguém me ouça. – disse James olhando para a porta de casa, e vendo que Sirius já estava pronto para mais uma caminhada, acompanhou o amigo.
 
-Ok, já estamos longe do seu pai, pode desembuchar. – disse Sirius quando eles viraram a esquina.
 
-Como sabe que é do meu pai?
 
-Se o assunto for Lily Evans é do seu pai que você tem que ter medo.  – disse Sirius rindo para o amigo.
 
-Não sei porque. – rebateu James irritado.
 
-Porque você é irmão dela esqueceu? É... você esqueceu. – disse Sirius respondendo a própria pergunta.
 
-Veio, se você soubesse como estou me sentindo, sabe.. ela.. eu.. aff, nem sei o que dizer. – respondeu o maroto amargurado, passando as mãos nervosamente pelo cabelo, deixando-os levantados.
 
-Cara! Eu acho que você ta apaixonado pela ruiva. – disse Sirius simplesmente, como se aquilo fosse a salvação de todos os problemas do mundo e ele não se importasse muito.
James olhou incrédulo para o amigo, os olhos tão arregalados que Sirius teve vontade de rir, só não o fez por respeito ao amigo.
 
-‘Cê bebeu? Eu apaixonado pela ruiva? Sirius, eu to falando sério véi.. eu não sinto paixão por ela.. é um tipo de.. desejo.. ela me tira do sério...
 
-Você se sente como se estivesse caindo em queda livre, e quando ela se aproxima é como se finalmente você tivesse conseguido abrir o pára-quedas, ela é a corda que você sente amarrado ao seu pé quando vai pular de Bang Jump e está tremendo de medo, e ela também é o seu... passa-tempo é uma palavra muito cruel.. bem.. ela é a que ocupa a maior parte dos seus dias. – afirmou Sirius, ele não estava perguntando, ele estava apenas dizendo para seu melhor amigo como ele se sentia.
 
-Então, em nenhum momento tem paixão ai no meio, sabe eu me sinto exatamente assim.. – sisse James como se confessasse uma chacina que ele tinha feito sozinho.
 
-Quer saber como eu sei disso? – perguntou Sirius maroto, mas com um sorriso caridoso.
 
-Como?
 
-Eu me sinto exatamente assim com a Lene cara, e se quer saber, eu confessei que amava ela ontem a noite e cara, eu nunca disse nada do tipo pra ninguém, exatamente ninguém. – rebateu Sirius como se confessasse um crime também.
 
-Então você sugere que eu me de declare pra ruiva? É isso? – perguntou James num misto de ironia e incredulidade.
 
-Não, eu quero apenas que você assuma que esta caidinho pela ruiva, o que não é de se espantar, ela é um pitelzinho, gostosa que dá medo, sem contar aquele perfume dela, meu deus. – começou Sirius maroto, ele estava jogando verde e tinha certeza que iria colher bem maduro.
 
-Cala a boca Sirius, ‘cê é louco? Como é que fala dela desse jeito? Perdeu a noção do perigo? – Falou James vermelho e muito irritado, Sirius começou a gargalhar.
 
-Por mais clichê que seja cara, olha pra você, nunca a gente teve discussões por um ficar falando da garota do outro, e agora, eu fiz um comentário leve em comparação aos que já fiz, e você fica irritado desse jeito, cai na real James, você gosta dela sim.
 
-Estou te falando Sirius, não é paixão ou algo do tipo, é uma coisa... é mais que físico e químico sabe? É.. sei lá.. eu gosto de tê-la perto de mim, é bom sentir-se perto dela.. e as vezes eu acho que eu gosto é de mantê-la em meu bolso. – disse James primeiramente encantado, mas a última frase saiu amargurada.
 
-Vou te dar um conselho, se for pra ter a Lily nos bolsos realmente como um passatempo, fazendo dela um brinquedinho que você usa quando quer, desiste cara, ela já sofreu demais no bolso daquele merdinha lá e eu não vou deixar você fazer a mesma coisa, ela é preciosa demais pra você fazer isso com ela.
 
-Se eu não te conhecesse, eu diria que você ama a ruiva cara, mas eu não quero mantê-la nos bolsos, eu quero apenas paz sabe? Mais quando eu chego perto dela, tudo muda, tudo o que eu tinha pensado pra agradar ela e deixar a gente em paz some da minha cabeça eu um desejo sádico de provocar e esperar pelas reações dela me invade e eu perco a noção de tudo, perco o juízo, perco o chão, perco o pouco de sanidade que me resta, cara, eu perco tudo. – desabafou James, e Sirius tinha cara indignada.
 
-Primeiro, eu amo a ruivinha sim, ela é a irmã que eu tenho mas nunca tive, e outra, cê tem que se controlar cara, passou o tempo em que uma menina te fazia perder o controle, se já passou dessa fase cara!
 
-Sirius, se você soubesse o que acontece quando eu beijo ela.. é surreal, é..
 
-Provavelmente você arma a barraca né? Todo mundo conhece essa sua faminha de que qualquer coisa faz você subir.
 
-Cala boca Sirius, eu to falando sério, e eu não armo a barraca coisíssima nenhuma , o que acontece é.. é inexplicável.
 
-Depois ainda me diz que não esta apaixonado, cara, cai na real, eu sou seu amigo e não vou te criticar muito por se apaixonar por ela, na verdade, eu não vou te criticar é nada, vou só e te zoar.
 
-Sirius, eu me conheço o suficiente pra dizer que não é paixão e muito menos amor, é uma coisa que não existe, não existe, eu devo estar enfeitiçado, só pode.
 
-Em todos os sentidos né?
 
-Nem brinque com isso, mas uma coisa eu sei, eu precioso ficar longe dela, eu e ela juntos somos um perigo, é a mesma coisa que juntar fulminato de prata e água, na verdade, é pior que isso.
 
-Fique longe dela então.
 
-Diga-me como cara? diga-me como, se acha que eu não passei a noite inteira pensando nisso?
 
-Te digo, eu acho que você passou a noite inteira pensando em outra coisa, mas depois você me fala disso, e sobre sair de perto dela.. pode haver uma solução.
 
-Qual?
 
-Logo após o casamento arrume um jeito de sumir daqui, vá viajar, eu vou com você se quiser, e a gente pode ir pro Caribe, Bahamas, sei lá, algum lugar tropical, daí a gente termina as férias lá e volta aqui só no dia de voltar pra escola, o que acha?
 
-Sirius, ótima idéia, eu te amo cara, realmente você é a solução dos meus problemas – disse James animado, olhando para o amigo como se ele fosse um Deus ou algo do tipo, feliz da vida, mas Sirius estava sério, ele sabia muito bem que James arrumaria as malas pra fazer essa viajem, mas estava em duvida se o amigo conseguiria deixar a ruiva para trás.
 
-Vou providenciar as coisas da viajem hoje mesmo, e depois, logo após o casamento eu falo com o meu pai, um dia depois, daí a gente embarca, pode ser? – começou James, mais a expressão dele mudou quando olhou para o amigo – Epa, pera ai, você não vai comigo.
 
-Ué, e porque não? – perguntou Sirius assustado.
 
-Vai deixar a Lene pra trás cara? A gente já vai voltar pra escola e eu não vou deixar você perder as férias atrás de mim, quer saber, você fica. – disse James decidido, Sirius urrou de raiva e disse:
 
-Bota nessa sua cabeça maluca que nos somos PARCEIROS, IRMÃOS, AMIGOS, EU SOU VOCÊ E VOCÊ É EU, eu nunca, nunquinha, nunquérrima, deixaria você ir viajar sem mim, ta louco cara?
 
- Eu não vou estragar as suas férias e muito menos o seu relacionamento com a Lene, você sabe que vai ficar um ano sem vê-la não sabe? Então, você fica, acho que seria uma experiência nova viajar sozinho, não que eu não queria sua companhia, mas é que eu realmente preciso esfriar a cabeça e não posso resolver a minha vida e arruinar a sua.
 
-Mas porque cara?
 
-Você mesmo disse que se declarou pra Lene, vocês dormiram juntos e eu não vou te tirar dela uma semana depois de vocês terem feito juras de amor eterno e blá blá blá – desdenhou James.
 
-Certeza disso?
 
-Absolutíssima certeza.
 
-Okay, agora me conte sobre a sua noite.
 
-Nossa, desanimou total.. bem..vou contar então...
 
-Ai ai, quem vê assim acha que a noite foi ruim.
 
-Por isso mesmo que desanimou, a noite foi.. ótima, e isso é o pior de tudo cara, o pior.
 
- Quem vê assim pensa que foi muita coisa.
 
-Sirius, foi muita coisa, coisa demais.. demais...
 
-Sério? Foi tipo.. um amasso?
 
-Bem mais que um amasso.
 
-Meu Deus vocês transaram! – disse Sirius incrédulo, as mãos na cabeça, olhando abismado para o amigo.
 
-Não exagera Sirius, mas chegou perto, só faltou enfiar pra ser, se quer saber! – disse o maroto com um leve vestígio de vergonha, fazendo Sirius rir maliciosamente.
 
-Quase? Nossa, não acredito que a Lily chegaria tão longe com você.
 
-Oras, seu besta, e porque não?
 
-Porque ela é inteligente, só isso, e é por isso que ela deve ter seguido meus conselhos. – disse o maroto enigmático.
 
-Conselhos? Que conselhos?
 
-Nada, mas fiquei curioso, me conte sobre a noite, ai ai, doce ilusão, e eu que pensei que foi só um beijinho, e olha, ela pareceu tão calma quando a gente conversou, quem diria em ruivinha, quem diria. – Novamente Sirius parecia enigmático e James não estava com muito animo pra enigmas.
 
-Hãn? Você falou com ela de noite? – Sirius percebeu que a voz do maroto tremeu, seria um indicio de raiva?
 
-Depois te conto, eu quero saber primeiro o que houve.
 
-Ok, bem, lembra daquela conversa que eu e a ruivinha teve no jantar?
 
-Sei, aquela que ninguém entendeu nada e que eu aposto que tinha algo passando pelas entrelinhas ali?
 
-A própria, bem, tinha algo mesmo, eu e ela discutíamos de um jeito.. discreto.
 
-Discreto? Fala sério cara, se não fosse pelas palavras qualquer um percebia que vocês estavam quebrando o pau, principalmente pelo tom de voz.
 
-Bem, se você não percebeu, acho que ninguém mais, bom, naquela conversa/briga, eu disse umas coisas pra ela e marquei um encontro.
 
-Disse algumas coisas? Que coisas?
 
-Ah, que ela ficava linda de vermelho, que eu iria fazer ela gemer.. só merda...
 
-VOCÊ DISSE QUE IA FAZER ELA GEMER? – berrou Sirius em um misto de incredulidade e divertimento, sem contar é claro, o olhar pra lá de maroto.
 
-Cala a boca Sirius, o calor da discussão me fez falar merdas, e uma delas foi marcar um encontro.
 
-Ui, um encontro.. aonde exatamente? Na biblioteca?
 
-Como sabe? – perguntou James assustado, se Sirius tinha ouvido essa parte, sei pai também ouviria.
 
-NÃO ACREDITO QUE FOI NA BIBLIOTECA, cára! Levasse ela pro seu quarto, fala sério. – disse Sirius rindo da cara do amigo, que após ouvi-lo suspirou aliviado.
 
-Véi, vai cagar, fala sério,deixa eu terminar de contar...
 
-Ok, ok senhor ‘eu-quero-um-encontro-na-biblioteca-porque-meu-pai-não-vai-estar-la-porque-ele-não-fica-na-biblioteca-a-noite-e-porque-elenão-vai-me-matar-se-descobrir’ .
 
-Cala a boca e me escuta.. bem.. daí, marcado e encontro, eu fiquei esperando e deu a hora e eu desci pra biblioteca.
 
-Que horas você marcou?
 
-Meia-noite.
 
-E que horas você foi lá? – perguntou Sirius com um sorriso sarcástico.
 
-Onze e meia, satisfeito? – respondeu o maroto irritado.
 
-Muito, muitíssimo, então quer dizer que você estava ansioso pra dar uns catas na ruivinha? Hm.. bom saber..
 
-Sirius, cala a boca e deixa eu terminar de contar a porra da história.. pode ser? – Apesar do seu tom irritado, Sirius sabia que James estava calmo por dentro.
 
-Ok, ok senhor ‘eu-estou-irritadinho-porque-marquei-um-encontro-e-fiquei-lá-meia-hora-esperando’.
 
-Sirius, você esta conseguindo me tirar do sério.
 
-Sério?
 
-Cala boca, agora deixa eu continuar...bem, eu fui lá e fiquei esperando, se quer saber, apesar de você ser um vagabundo filho da puta que só que zoar comigo, essas foram as meia-hora mais longas da minha vida.
 
-Caracoles vei, você não respeita as prostitutas não? Comparou-as com a minha, se deus quiser, falecida mãe.. elas, profissionais do sexo, que servem as vontades carnais humanas, ser comparada com a Sra. Black nojenta, véi, mais respeito pelas putas.
 
-Ok, ok, desculpem putas do mundo, mais continuando, e sem dramas Sirius, eu fiquei lá esperando..
 
-Epa, pera ai, eu ainda não comentei sobre a sua confissão, bem, vou fazê-lo, caraca véi, quando foi que você ficou ansioso assim por um encontrinho as escuras com uma ruiva linda? – caçoou Sirius.
 
-Cala a boca vei, já disse isso mil vezes, mas bem, vamos lá, eu fiquei ansioso, Sirius Black, porque eu não tinha motivo para o encontro.
 
-Ué? Como não? Ficar com a Lily não era o objetivo?
 
-Bem, na verdade.. não, é que tipo, no calor da discussão..
 
-Novamente o calor da discussão, meu deus, vocês estão fazendo um inferninho aqui no mundo sabia? O titio demo não vai ficar satisfeito...
 
-Sirius SHUT UP! Deixe eu continuar, bem, no calor a discussão, como eu ia dizendo, eu disse que precisava falar com ela, mais falar o que? Eis a questão..
 
-Falasse a verdade ué.
 
-Ah sim, eu iria chegar nela e dizer: “Sabe Lily, você é muito gata e esses seus cabelos ruivos, por si só, já me deixam excitados, não que seja muita coisa, eu tenho fama de ficar animadinho rápido, e tipo, eu estava pensando se eu não poderia te jogar em cima dessa mesa e a gente não poderia brincar um pouquinho, o que acha?”  É Sirius, eu deveria ter dito isso, seria fenomenal o tapa que eu ia levar, com certeza.
 
-Fala sério cara, pela primeira vez você fala a verdade... – zombou Sirius.
 
-É, eu sei que ia levar um tapa fenomenal mesmo..
 
-Não, eu to falando do que você deveria ter dito pra ela, realmente a verdade crua e nua, e bota nua nisso heim.
 
-Sirius, por favor, pare de perverter tudo o que eu digo, por favor, por favorzinho, cara, deixa eu continuar?
 
-Com toda certeza, estou adorando isso aqui, e olha que ela nem apareceu ainda.
 
-Bem, daí eu fiquei lá esperando né, sentei na cadeira do meu pai e fiquei rodando igual um retardado, crente que ela não iria aparecer, daí, quando eu já tava indo embora, quem aparece? É a Lily, daí ela disse “Porque de um encontro ás escuras Potter? Pretende algo com essa escuridão?” e eu estranhei, o tom de voz dela tava diferente, mais confiante, daí eu disse algo.. não lembro direito, acho que disse que sim, que eu queria tirar a roupa dela e analisar aquele corpinho lindo no escuro, e eu acho que ela ficou brava com o meu tom irônico,daí ela desconversou e disse “De um maníaco como você eu não duvido nada, e se seu plano for me matar intoxicada, ta conseguindo” daí eu não entendi direito e ela disse que era porque eu estava bem perfumado,daí.. tcho lembrar...
 
-Cara? Você lembra exatamente tudo o que ela disse?
 
-Mais ou menos, porque?
 
-Nada não... Continua vai, e se quer saber, eu sei que você enxerga muito bem no escuro e que daria pra ver ela peladinha ali, só ela tadinha, que pensou que se estivesse no escuro, você não a veria.
 
-Pior, mais deixe eu continuar...  daí eu disse que ela adorava o meu perfume e que era o favorito dela, daí ela perguntou como eu sabia, daí eu disse que sabia e que só isso já era importante e que ela era muito curiosa, daí ela disse: “Por falar em curiosidade, porque marcou um encontro aqui? Quer mesmo tirar a minha roupa e me fazer gemer?” Daí eu fiquei sem saber o que dizer né, daí eu disse ”Posso fazer os dois se quiser... mas eu quero olhar nos seus olhos quando o fizer.” E ela perdeu a pose que tinha antes de mulher controlada, daí eu disse ”Você é muito esquentadinha Evans, tem que aprender a controlar seu gênio” daí ela disse que ele costumava voltar ao normal quando ela metia a mão na cara de quem a tirasse do sério, daí ela começou a andar e eu vi que ela ia bater na quina da mesa e a segurei, na verdade, eu enconchei mesmo, e foi de propósito, pra deixar ela com raiva..
 
-Uaal, encochou a ruiva hem? E ta vivo pra contar, sortudo você... e aposto que você adorou a idéia de ter um motivo pra isso.. mais não precisa dizer.. pode continuar com a história.
 
-Daí ela perguntou como eu sabia que ia bater numa quina – continuou James irritado, como se não tivesse sido interrompido. – Daí eu disse que nasci assim e que enxergava melhor no escuro e que era lindo o sutiã dela, porque tipo, a blusa dela tinha escorregado e mostrado um pequeno pedaço, e eu fiquei doido quando vi que era vermelho.
 
-Vermelho? – perguntou Sirius assustado pra depois sorrir maroto, então quer dizer que a ruivinha estava ouvindo os conselho dele? Hm, bom saber.
 
-É, daí ela disse que não foi de propósito, daí eu disse que ela fica linda quando cora e ela perguntou como eu sabia que ela estava corada, daí eu disse que enxergava melhor no escuro e que era pra ela acreditar, mas ela não pareceu crer muito não, daí tipo, como a nossa discussão tinha sido por causa da cor vermelha, eu disse pra ela que enxergava cores perfeitamente no escuro e que era pra ela sentir raiva quando visse a cor do sutiã, mais pelo visto ela pareceu não saber a cor, deve ter posto sem reparar, daí ela perguntou como eu fazia isso de enxergar no escuro e eu disse mais uma vez que ela porque eu tinha nascido assim e ela disse que não era uma resposta satisfatória, daí eu disse que é a única que eu poderia dar, daí ela ficou bem irritadinha e disse que realmente e não poderia satisfazê-la de forma alguma...
 
-AII, essa doeu em mim, ruivinha brabinha essa hem.. – disse Sirius.
 
-Pior.. daí eu não disse nada fiquei com raiva e joguei ela em cima da mesa e ela ficou meio assustada, porque eu subi em cima dela e disse “Não fala isso, eu posso te fazer minha em cima dessa mesa, e não é muito romântico para uma primeira vez, alem de que não vai ser nada confortável.. pra você!”, e  ela mandou eu não brincar com isso e tals..
 
-Caraca, você falou que ia transar com ela e que não seria bom pra ela e ainda teve a audácia de afirmar que não seria agradável para uma primeira vez?
 
-Pior vei..
 
-Realmente ela te deixa louco.. só pode..
 
-E muito, mais deixa eu continuar, ela mandou eu não brincar com isso e tals, daí eu aproveitei pra deixá-la irritada e disse “Ficou tentada é?”  e ela não disse nada daí eu disse ”Quem cala consente” ai ela respirou fundo e disse ”Fiquei quieta porque estava recitando um mantra pra me controlar e não te tirar de cima de mim e te jogar violentamente no chão.“
 
-Nossa, ela tem resposta pra tudo, ai sim hem minha ruivinha..
 
-Sua ruivinha o escambal e realmente, ela tem as melhores respostar pra tudo...dai eu perguntei porque ela já não tinha me jogado no chão, daí ela disse que se o fizesse, teríamos que explicar o porque de estarmos a meia noite, numa biblioteca, no maior escuro.. daí ela aproveitou pra me perguntar o porque disso.. daí eu disse que queria pedir desculpas.. daí ela disse “Poderia começar saindo de cima de mim, não me sinto confortável deitada em uma mesa com um cara sobre mim, sem contar que você está entre as minhas pernas, se é que você entende.
 
-Uaal cara, você estava entre as pernas dela? Meu deus, não posso nem imaginar.. fala sério cara... quando você falou que tinha acontecido bastante coisas, eu não podia imaginar que era tanto assim...
 
-Posso continuar?
 
-Claro, isso aqui ta melhor que filme pornô!
 
-Cala a boca Sirius.. mais continuando, daí eu disse ” Fica calma ruiva, eu não estou excitado se quer saber, é só que eu sou bem dotado, se é que você me entende.” e ela retrucou: “Potter, se você estivesse animadinho encostado em mim, com certeza seu pai já estaria te perguntando o que estávamos fazendo aqui.”
 
-Ui, ela é mau, realmente muito mau.
 
-Daí eu disse – continuou o maroto ignorando o amigo – “Significa que se você sentisse algo, eu já estaria morto, é isso?“ Daí ela disse que a linha de raciocínio era por ai e eu fiquei irritado e disse “Nossa, você realmente é inocente, meninas da sua idade não ficam satisfeitas em perceber que não excitaram um cara sabia?“
 
-Pegou pesado cara...
 
- Pior.. daí ela respondeu “Obrigada pela parte que me toca, mas saiba Potter que eu posso excitar muito bem um cara sabia?” e eu disse “Sério? Não acho.. prove-me!”, me arrependo até agora de ter dito isso...
 
-Caraca... se disse isso mesmo? E porque se arrepende? Ela provou?
 
-E como provou.. Sirius, ela pegou, apertou a minha bunda e me prensou sobre ela.. ta entendendo?
 
-OOOH! Meudeus – falou o maroto rapidamente  - A ruivinha só poderia estar sendo possuída.. não acredito...
 
-Pior, e o pior de tudo.. é que eu..dei sinal de vida.
 
-Sério? Hahahahaha, ela deve ter ficado horrorizada..
 
-E ficou, quando ela percebeu, ela gritou, sorte a minha que eu percebi e tapei a boca dela, daí eu pulei rapidamente de cima dela  e sai de perto e disse “Caramba Evans, não era pra ter aceitado a provocação, merda, olha meu estado?”  daí eu disse de novo “Eu vou te soltar mais não grita”  daí eu a soltei e sentei na cadeira do meu pai,ela sentou na mesa e começou a respirar como se tivesse vindo de uma maratona, daí tipo eu cruzei as pernas sem querer e meio que apertou ele sabe? Daí eu comecei a respirar lenta e calmamente, pra ver se melhorava.. daí ela achou que eu tava me masturbando.. acredita?
 
-Sério? Hahahahahaha, nossa, a ruivinha ficou muito tempo perto de mim hem.
 
-É cara, você ta pervertendo ela.. mas daí eu disse que não faria isso perto dela e eu nem sei que surtiu efeito, acho que ela acredita ate agora que eu tava lá.. batendo uma... daí depois, quando eu já tava calmo, eu disse “Pronto Evans, já estou bem melhor, só não chegue muito perto.” Daí ela, irritada retrucou “Como se eu quisesse” daí eu disse que ela pareceu querer quando fez aquilo, e isso deixou a ruivinha brava cara, daí ela disse que eu não era ao gostoso como imaginava, daí eu rebati “Se não fosse você não teria gritado só porque eu dei sinal de vida.”
 
-Você é mau hem, pra quem está doido por ela, você esta abusando da sorte.
 
-Eu não estou doido por ela. – rebateu o James bravo, as vazes Sirius dizia as verdades que ele não queria ouvir.
 
-Ah não, sou eu que estou, fui eu que levei ela pro escuro e ainda fiquei excitado perto dela...
 
-Ei, também não precisa jogar na cara né?
 
-Humpf! Sei.. agora continua..
 
-Bem, agora a conversa ficou mais séria e a gente tocou em um assunto meio delicado.. tipo, eu perguntei se era a primeira vez que ela.. bem.. ela.. – começou James, mais ficou envergonhado demais pra continuar.
 
-Ela o que? Me diz que você não perguntou se foi a primeira vez que ela sentiu um cara!
 
-Bem, eu não disse isso.. não desse jeito.. mas a idéia é a mesma se quer saber..
 
-Véi do céu, depois que ela fala que te odeia eu acho exagero, mas ela tem todos os motivos do mundo pra isso..
 
-Bom.. o importante e esquisito foi que ela não me bateu, não me xingou, não gritou, não fez nada, ela só me respondeu..
 
-Sério?
 
-Aham.. seríssimo cara!
 
-E o que ela disse?
 
-“ Desse jeito... sim!” daí eu corei né cara, fiquei morrendo de vergonha, remorso, e tudo mais, daí eu perguntei se ela estava falando sério, daí ela ficou meio ofendida e disse que não costumava se esfregar nos caras, daí eu perguntei se ela não dava nem uns amassos e ela disse que não dava amassos e eu perguntei o porque e ela disse que era porque não tinha namorado, daí eu perguntei porque ela não tinha namorado e o que ela disse foi que me deixou com o queixo caído.
 
-E o que foi?
 
-Foi que ela tinha perdido tempo demais atrás do Rafael e não tinha tempo pra namorar com ninguém porque ela estava mais ocupada em se manter no bolso dele, ou coisa assim, não lembro direito.
 
-Aff... aquele retardado de novo, olha.. se eu pudesse.. eu matava ele..
 
-Eu também, mas daí ela deu um ponto final na conversa e saiu, mas eu segurei ela e pedi pra ela esperar, daí ela me perguntou o porque e eu disse que queria me desculpar, daí ela perguntou se eu tinha chamado ela lá só pra isso e eu disse que basicamente sim,daí ela disse que eu poderia ter pedido desculpas enquanto conversávamos e  eu disse que no calor da discussão eu marquei um encontro, daí ela falou que se era só para aquilo ela já ia subir.. só que daí eu agarrei ela e a levei para trás das cortinas..
 
-Olha, espertinho você... foi agarrar ela atrás da cortina é..
 
-Quem dera se fosse por isso..
 
-Ué.. não entendi..
 
-É que meu pai tinha chegado, eu ouvi passos descendo as escadas e puxei ela a tempo dele não nos ver na biblioteca.
 
-SEU PAI?
 
-Isso, meu pai.. cara.. eu gelei.. senti meu estomago afundar.. quis morrer e senti que eu iria morrer mesmo, e que seria pelas mãos do meu pai...
 
-Ele viu vocês?
 
-Tsc tsc, graças a deus não.. e tipo.. ele tinha trazido com ele uma lanterna e tudo tinha ficado mais claro, daí eu comecei a enxergar mau de novo né, daí a ruiva percebeu e meu deu os óculos..
 
-Oh.. que romântico... – desdenhou Sirius.
 
-Cala a boca.. deixa eu terminar. .se não eu paro por aqui..
 
-Ah.. o veadinho ficou irritadinho né? Anda.. continua logo então..
 
-Veadinho é a mãe... mas deixa eu terminar.. daí né..eu disse pra ela que meu pai tava ali e que a gente tava ferrado.. e ela ficou mais branca que eu e perguntou se ele tinha escutado a nossa conversa.. daí eu disse que provavelmente sim.. e ela perguntou o que faríamos agora e eu disse que não sabia.. e tipo..eu tava falando isso tudo no ouvido dela, daí, sem motivos.. eu coloquei a mão na cintura dela.. e ela nem deve ter percebido, daí eu comecei a mexer no cabelo dela, daí eu abobado disse “Seu cabelo está molhado” e ela perguntou o que eu estava fazendo e se eu tinha enlouquecido de vez.. e eu disse que não sabia e que se eu soubesse, eu parava.. daí eu tirei a mão do cabelo dela e fui descendo pelo ombros e deixei as mãos na cintura dela, daí eu comecei a encará-la e cara.. senti meu estômago gelar quando eu vi os olhos dela, daí ela ficou com vergonha e olhou pra baixo.. ai eu fiquei doido de vez... só pode..
 
-Porque? – Sirius parecia uma criança que estava ouvindo pela primeira vez uma história excitante na vida.
 
-Bem, eu abaixei a cabeça junto com ela, de modo com que continuei olhando pros olhos dela, daí eu disse ” Seus olhos são as coisas mais lindas que eu já vi!”, só que eu.. bestão.. disse isso alto e meu pai ouviu e pareceu procurar de onde vinha o ruído, daí ela perguntou se eu era doido...
 
-Doido por ela, só pode.. James.. se você dizer que não esta apaixonado eu te mato..
 
-Ai Sirius.. pense o que quiser.. só deixa eu continuar.. daí eu disse que provavelmente era doido..
 
-Viu.. assumiu que é doido por ela.. finalmente hem..
 
-Shut Up! Me deixa continuar.. bem.. daí meu pai parece sentar na poltrona que graças a deus era de costas para a cortina, daí ele começou a mexer em uns papeis lá e minhas atenções viraram totalmente para ruiva.. e eu... bem.. eu provei que a minha sanidade não estava muito alta.. daí eu olhei pra ruiva e vi que o blusão dela tinha escorregado.. daí apareceu o sutiã dela.. cara... meu coração ficou a 200 por hora quando eu vi aquilo.. o sutiã dela era.. vermelho, exatamente vermelho.. tipo. Eu tinha visto isso no escuro, mas não foi a mesma coisa de ver o sutiã dela ali, vermelho, ao vivo e a cores.. daí ela ficou super envergonhada e já ia levantar o blusão, só que eu segurei o braço dela e beijei os ombros dela e sussurrei em seu ouvido “Vermelho!” daí disse que não tinha sido de propósito, daí eu disse que sabia que não tinha sido, daí ela arrepiou toda quando eu comecei a beijar o pescoço dela..
 
-Você o que? – perguntou Sirius rindo incrédulo.
 
-Comecei a beijar o pescoço dela, por que?
 
-Nada James, exatamente nada.. – respondeu Sirius irônico.
 
-Vou ignorar esse seu comentário, deixa eu continuar.. então. Daí eu comecei a beijar o pescoço dela e ela arrepiou, ai eu, provavelmente mais doido do que já estive em toda a minha vida junto, desci os beijos e comecei a beijar os ombros dela, daí eu peguei ela pela cintura e a aproximei de mim, ela estava gelada cara, e super arrepiada...
 
-Nem imagino o porquê..
 
-Daí ela, para a minha surpresa total, colocou os braços em volta do meu pescoço.
 
-Não acredito que ela compactuou com isso..
 
Mas Sirius não terminou de falar, ele foi atingido por algo antes de sequer pensar em algo para dizer.
(J/L) - (J/L) - (J/L) - (J/L) - (J/L) - (J/L) - (J/L)
N/ª Capiiitulo POSTAAADO! espero que curtam.. ficou um pouco confuso nééé? beem.. é isso.. COMENTEEM VIOOO! beeijos;*

 
N/b-O.O...OMG....
Toh aki chocada e petrificada em frente ao PC sem saber a minima oq escrever nesse momento...O.O...
MEU DEUSINHO OQ ATINGIU O SIRIUS?????????
Aiehhh cara agora eu toh curiosa...eu não toh soh curiosa não...EU TOH SUPER, HIPER, MEGA, HULTRA curiosaa...
Aiiehh VANESSA DO CÉU POR TUDO QUE EH MAIS SAGRADO NÃO DEMORA PARA ESCREVER O PROX CAP...o.O...
Bem...acho que jah fiz minha apelação por cap neh???o.O...rsrsrsrsrsrrs...
Bem amei a conversa do Sirius e do James..
Mas eu toh aki pensando eh que ou quem atingiu o Sirius...sera que eh o Remo???ele pode ter dado um tapa na cabeça de Sirius em sinal de cumprimento...ou foi o James que se iiritou com ele e deu um soco neh???
Kara que hipóteses mais malucasss...O.o....
Bem..eu soh kero ver o cap...foi bom ver a cena toda dele com a Lily contado por James e comentada por Sirius...
Srsrsrsrsrsrsrsrrsrs...
Bem como sempre COMENTEM...
Beijãoo!!
Lethicya Black














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