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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

2. A prisão perfeita


Fic: Zona de Risco


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: pronto... capitulo 2 postado... !!!! O primeiro não fez muito sentido, certo? Então resolvi postar o 2 logo! LEIAM E COMENTEM!

OPÇÃO DE MÚSICA

- Evanescence - Going Under

CAPÍTULO 2 - A Prisão Perfeita


Algo havia acontecido naquele exato momento, e eles não tinham a menor idéia de como tinham ido parar naquele lugar. De todos os lugares possíveis em que poderiam estar, era justo na biblioteca de Hogwarts que eles se encontravam agora.Foram transportados para lá em questão de segundos sem nem terem tempo de agir contra.

- Malfoy, o que você fez, seu idiota?

A voz de Hermione era gritante, ao mesmo tempo em que ela tentava manter a cabeça livre das dores e as pontadas em suas têmporas. Draco ainda estava caído ao chão, com seu pulso torcido ainda preso em seu peito e seguro ali. Observou muito rapidamente o local e o reconheceu no mesmo instante, sem entender como havia se locomovido até lá.

- O que eu fiz? – Draco agora a fitava.- Nada, Granger.

E, com um impulso rápido, o sonserino se ergueu do chão e se pôs a caminhar pelo local, seguindo em direção à porta de carvalho que dava acesso à saída da biblioteca. Não havia explicações para aquela aparatação.

- Me tira daqui, agora! Você não podia fazer isso. – Hermione estava furiosa

A castanha tinha sua varinha ainda em punho, olhares de profundo ódio e uma vontade intensa de afundar seus dedos na cara do sonserino que estava há alguns metros de distância dela. As coisas não estavam saindo como o planejado, não era ali que ela deveria estar. Seu plano era seguir o rumo dos comensais e proteger seus amigos e seu namorado das ameaças que eles representavam. Não que ela fosse fazer isso sozinha, mas sua ajuda contribuiria de forma considerável. E agora estava presa em uma biblioteca com um dos seus “inimigos mortais”.

Eu poderia estar presa aqui com qualquer um, Merlim, mas por que justo com Draco Malfoy?

Draco, por sua vez, tinha na face uma expressão de um completo misto de dúvidas e curiosidade. Não havia provocado aquilo, mas certamente alguém deveria ter feito. O sonserino analisava as portas, há uma distancia razoável das mesmas, até que, parecendo criar coragem, se aproximou o bastante delas para encostar os dedos na maçaneta e tentar abrí-las. Sua mão saudável travava uma batalha sangrenta com uma simples maçaneta de ferro, enquanto ele jogava seus quadris de encontro a porta, forçando-a a abrir. Mas nada, nenhum progresso em suas tentativas. Continuou forçando a maçaneta, agora um tanto mais forte, e agradecia por ser destro, uma vez que tinha o pulso esquerdo torcido. Sua mão fragilizada segurava a varinha de uma forma um tanto desajeitada já que não havia muita coordenação motora com a mesma, mas foi capaz de lançar alguns feitiços básicos para tentar destrancar a porta. Hermione observava a tudo muito atenta, esperançosa de que conseguissem sair dali. Cada segundo que se passava era uma ponta de esperança que se esvaia do peito da castanha.

- Malfoy, por que você tinha que fazer isso? – Hermione voltara a gritar.

Estava desesperada, desejava mais do que tudo realizar o plano que tinha em mente. Mas estar ali, presa, não ajudava em nada.

- Eu não fiz nada, garota. Não percebeu que foi uma cilada?!

Draco retirou seus olhares da porta e os lançou direto em Hermione, assustando-a pela intensidade da raiva que emanava deles. Draco Malfoy representava algum perigo para ela? Hermione simplesmente queria acreditar que não.

Por que ele ainda não tentou um avada ou qualquer outro feitiço do gênero contra mim?

- Eu sei que você tem a ver com isso, Malfoy, eu vi quando você movimentou a varinha. – Hermione tinha a voz decidida. - Você fez de propósito, Malfoy.

Draco revirou os olhos uma vez, jogando seu corpo contra a porta mais uma vez e se dando por derrotado novamente. Voltou a fitá-la, seus olhos inexpressivos, agora.

- E por que eu faria isso, Granger? Por que eu ia querer ficar preso dentro dessa biblioteca com uma grifinoriazinha estúpida e histérica?

- Porque você é um bruxo das trevas maligno que quer me impedir de lutar contra Voldemort. – Hermione tinha plena certeza de tudo o que dizia.

Draco precisou revirar os olhos novamente, agora muito mais incrédulo das coisas que estava ouvindo. Novamente, estava sendo confundido com um comensal, o que ele simplesmente não era, e precisava provar isso, mais uma vez.

- Como você conseguiu criar uma história estúpida dessas num momento como esse, Granger?

Hermione ponderou a situação, observando rapidamente o ambiente a sua volta e percebendo que estavam a sós ali. Isso já deveria significar muito, era um sonserino que dividia o local com ela. Mas por alguma razão estava começando a perder o medo de estar tão próxima dele e ser um alvo tão fácil naquele momento. Se ele quisesse matá-la, certamente teria tentado isso há muito mais tempo. Mesmo com um pulso aparentemente torcido, ele teria empunhado a varinha muito facilmente e a estuporado em questão de segundos, talvez milésimos.



- Malfoy, eu falo sério. – sua voz agora era fraca. - Existe uma guerra lá em baixo e não podemos ficar aqui...

- E porque não acredita em mim pelo menos uma vez? – Draco também tinha a voz fraca, arrastada, cansado. - Nós somos peças importantes nessa guerra, óbvio que estão tentando nos afastar dela.



Havia sido uma conclusão lógica, na verdade, havia muito mais do que lógica naquilo tudo. Era tudo tão óbvio e, ao mesmo tempo, tudo tão estranho. Não havia explicações para estarem ali, mas alguém certamente havia planejado aquilo.

Draco voltou sua atenção para a porta e a analisou atentamente, como se estivesse conseguindo ver através dela. Hermione não entendia como aquilo podia ter acontecido, mas a falta de defesa os havia colocado juntos em um mesmo ambiente.

- Você tem certeza de que não tem nada a ver com isso, Malfoy?

A castanha ainda estava intrigada, e completamente amedrontada. Se Draco não havia provocado aquilo, certamente havia alguém por trás, e esse pensamento a fazia sentir como se estivessem, agora, correndo muito mais riscos de quando estavam expostos em meio a um corredor.

- Pare de ficar me acusando injustamente, Granger, e me ajude a sair daqui.

Draco agora voltava a tentar forçar a porta e a maçaneta da mesma, sem o menor sucesso, como antes. Hermione o observava aterrorizada com a força com que ele colidia contra aporta, mas agradecia por ele estar mesmo tentando tirá-los dali.

- Eu não faço a menor idéia de como sair daqui, Malfoy. – estava quase em desespero com essa conclusão.

Draco a fitou uma última vez, muito rapidamente, antes de perder seus olhares no que Hermione podia jurar estar do outro lado daquela porta, embora soubesse que o sonserino não tinha poderes algum para esse tipo de façanha.

- Talvez porque não dê pra sairmos daqui, Granger. – mais uma conclusão, agora mais óbvia do que nunca.

- Como assim não dá? Nós precisamos sair, Malfoy...

Hermione soltou a queixa em um tom alto o suficiente para que Hogwarts inteira escutasse, embora soubesse que todos estavam mais preocupados em manter suas cabeças em seus pescoços do que prestar algum tipo de atenção à algum grito vindo de algum canto se não dos comensais tentando destruí-los.

- Se continuar tentando danificar minha audição eu juro que estuporo você agora mesmo. – Draco estava irritado.

Os cabelos loiros platinados do sonserino caiam desajeitados sobre a face do mesmo, de modo que sua visão embaçava com a presença deles. Estavam desalinhados sobre a cabeça, assim como o seu uniforme. Suas condições físicas, naquele momento, eram deploráveis, e Hermione podia dizer isto muito facilmente. A castanha tinha os cachos ainda muito bem modelados, sabia que o efeito de suas poções capilares permaneceriam mesmo a custo de obstáculos, mas seu uniforme estava completamente detonado. Sua saia estava desalinhada, sua camisa branca escolar de botões estava suja e a gravata frouxa em seu pescoço. Boa parte de sua meia-calça preta estava, agora, rasgada, de forma que revelava partes de suas pernas, como parte de suas coxas e tornozelos. Ainda havia sangue escorrendo em sua testa e a ardência parecia retornar agora ainda mais forte. Draco estava quase igualmente em péssimas condições, visto que seu pulso ainda estava torcido e as caretas de dor do mesmo mostravam que não estava sendo agradável essa experiência.

- Tente, e vai se arrepender amargamente de uma estupidez dessas.

A voz de Hermione quebrou um silêncio que havia se estendido por longos segundos desde a ameaça do sonserino. Draco parecia intrigado com aquilo, não estava esperando resposta alguma à ameaça.

- Eu só me arrependo de uma coisa, Granger... – sua voa agora era arrastada, com um tom de rudeza na mesma. - Ter cruzado com você por esses corredores.

Hermione sentiu seus nervos à flor da pele e uma vontade imensa de jogar algum feitiço eficiente sobre o sonserino. Mas havia algo que a alertava para não tentar nada disso. As expressões de ambos eram de completa fúria, mas o encontro de seus olhares causava um tipo de desconforto desconhecido até então.

- Se não tivesse tomado o meu tempo, não estaríamos aqui, agora. – Hermione protestou, ainda com a varinha apontada na direção dele.

- Se tivesse me ouvido quando disse no quão perigoso eram aqueles corredores...

Mas Draco não precisou concluir para que Hermione entendesse o que ele queria dizer. Draco se afastou da porta e se direcionou para uma mesa próxima, encostando cansado na mesma, ignorando completamente a quantidade infinita de cadeiras ali, onde poderia descansar o corpo por alguns segundos.

- Se tivesse me ouvido Granger, eles não teriam nos feito cair nessa cilada... – Draco completou a frase anterior, após algum tempo de silêncio.

Hermione caminhou sorrateira na direção dele, varinha em punhos e cenhos franzidos. Alguns fechos de luz entravam pelas vidraças da biblioteca, a Lua estava cheia e era a única responsável pela iluminação do local. Estava difícil visualizar com clareza a face de Draco, mas Hermione conseguia fazê-lo cada vez que se aproximava mais dele.

- “Eles” não “teriam”? - sua voz era baixa, agora, não havia necessidade para gritos. - E quem poderia ter feito isso, Malfoy?

- Madame Pince, Granger. – Draco sorriu de sua própria piada.

Hermione não pareceu achar a menor graça da piada, apenas apontou a varinha ainda mais na direção dele, como se não tivesse direcionado-a para canto algum desde o inicio. Draco percebeu a expressão de fúria da grifinória e tentou desfazer o risinho divertido de seus lábios, baixando seus olhares para a varinha e lembrando de quando a presenciou tremer diante dele.

- Pode soltar isso, se quiser. Eu não vou estuporar você, Granger. – sorriu mais uma vez, apontando sua própria varinha na direção dela.

- Sem brincadeiras, Malfoy.

Draco revirou os olhos por algum tempo, entediado com toda a postura de Hermione, ele representava mesmo tanto perigo assim?

- Comensais, é lógico. Tentando nos impedir de lutar.

Por fim, Draco respondera a pergunta anterior de Hermione, com a voz baixa e os olhares dispersos no chão abaixo de seus pés. Seu pulso ainda latejava quase tão forte quanto antes, mas era como se não sentisse mais dores. Estava se acostumando com as fraturas e a condição de agora.

Hermione o fitou, pensativa e séria, por algum tempo, baixando, finalmente, sua guarda. Baixou a varinha e se aproximou ainda mais do sonserino, de modo que pudesse visualizar melhor sua face, sobe a luz do luar que invadia o lugar.

- O que, exatamente, nos impede de sair daqui, Malfoy?

Draco ergueu seus olhares no mesmo momento e fez com que eles se encontrassem com os de Hermione, de modo que puderam se fitar muito nitidamente por alguns longos segundos, antes de Draco formular a resposta correta para aquela indagação.

- Feitiços.

Uma resposta curta, e que simplificava toda a situação. Era isso que Draco havia concluído quando observou, atento, a porta e quando percebeu que seus feitiços não estavam sendo suficientes para desfazer o que estava mantendo a porta extremamente lacrada.
Hermione estava impaciente, o nó voltava a se formar em sua garganta e isso indicava que mais uma onda de histeria estava prestes a atingi-la.

- Malfoy, um bruxo das trevas deve saber como desfazer esses feitiços.

Draco gargalhou alto e a fitou-o com expressões de profunda incredulidade. Estava acostumado a escutar aquilo, mas num momento como aquele, havia sido ainda mais divertido do que em qualquer outra situação.

- “Um bruxo das trevas”? – o sonserino a observava atento. - Repita isso e eu mesmo me encarrego do avada que Voldemort desejaria jogar em você, Granger.

A castanha não gostara muito da ameaça, como das outras vezes, mas estava captando o espírito esportivo de Draco e não se deixaria abalar por um simples jogo de ameaças. Forçou um sorriso falso e o fitou o mais séria que pôde, mostrando que nada do que ele dissesse ou tentasse iria amedrontá-la... ao menos não mais do que ela já estava com o rumo que sua vida havia tomado.

- Muito engraçado, mas essa sua cara pálida não me assusta nem um pouco, Malfoy.

- É mesmo? Que bom, porque eu não tô aqui pra assustar ninguém mesmo. – e desfez o sorriso de sua face ligeiro. - Na verdade, eu nem deveria estar aqui.

Hermione soltou um riso alto e despejou olhares grosseiros diretos em Draco.

- Idem, Malfoy! – e desfez o sorriso, voltando a fitar a porta um pouco distante dali. - Mas já que está, arranje um jeito de nos tirar daqui.

- E por que eu que tenho que fazer isso?

- Porque você é um cavalheiro, Malfoy. – sorriu irônica, esperando por uma reação grosseira da parte dele.

Por alguma razão,os dois estavam mantendo uma conversa civilizada, embora houvessem ameaças e ironias em todas as suas palavras. Mas já não havia mais varinhas apontadas e nem demonstrações físicas de superioridade. Draco não ousaria machucar Hermione, não era esse o seu plano, nunca fora. Mas, desde o inicio, era essa a intenção de Hermione: machucá-lo. Para ela, ele só significava perigo e risco, e o aniquilaria de seu caminho se isso fosse necessário.

- Ah, agora eu sou um cavalheiro é?! – Draco sorriu, irônico, observando-a por alguns instantes. - Minutos atrás eu era um... bruxo das trevas.

E, dizendo isto, Draco ergueu sua varinha na altura da face de Hermione, apontando-a cada vez mais na direção dela, com um riso divertido nos lábios, ainda em sua posição de antes, apoiado contra a mesa. Provocou, com a sua brincadeira, uma reação de recuo de Hermione, que já se afastava consideravelmente dele.

- Tire essa varinha da minha cara, Malfoy. – ordenou, furiosa.

- Só estou fazendo o que bruxos das trevas fazem... - e se encaminhou na direção dela.

Draco conseguiu assustá-la quando agiu daquela forma. Seu caminhar pesado na direção de Hermione estava provocando alguns arrepios na castanha, que estava lutando para não transparecer o quanto temia qualquer tipo de reação do sonserino. A fama de Draco durante anos não deixou a desejar, mas isso não significava que ele possuía uma fama aceitável. Na verdade, Draco sempre foi um predador constante na vida de Hermione, desde seus primeiros dias naquela escola, quando cruzava seus caminhos com ele e travava batalha verbais com o mesmo. Aquilo podia machucar mais do que avadas e crucius, mas ela nunca deixaria que ele desconfiasse disso. Hermione era madura agora, tinha a consciência de seus atos e a responsabilidade de uma bruxa sábia. Agora, ela não se abalava por tão pouco.

- Então me diga quando eu devo rir, certo?! – a castanha ironizou, ainda recuando.

- Sem graça você, Granger.

Draco ainda se aproximava dela, com a varinha apontada em sua direção. O que ele realmente estava pretendendo com aquilo, a castanha ainda tinha dúvidas. Mas se era apenas uma brincadeira, desejava que ele não brincasse com feitiços também.

Por fim, o sonserino se rendeu de seu joguinho e, desfazendo um sorriso irônico de seus lábios, deu lugar a um sorriso divertido, discreto, enquanto desviava seu caminho em direção à uma das vidraças da biblioteca, avistando a floresta ao longe, a lua cheia ao alto e intermináveis feixes de luz por todo o jardim abaixo de onde estavam.

*---*---*---*

Eu só desejava saber onde Pansy está nesse momento. Se está em segurança, na torre sonserina, ou se está tentado enfrentar os comensais como muitos alunos estão fazendo antes de eu vir parar aqui, nessa biblioteca. Eu sinceramente desejava estar com ela quando esses comensais imundos invadiram o castelo e me forçaram a perdê-la de vista. Blás cuidará dela, eu tenho essa certeza. Mas e quanto a Granger? Quem cuidará dela? Potter deve estar preocupado, agora.Ele sabe que a Intragável não se manteria em sua torre enquanto ele se arriscava com Voldemort. Eu sinceramente não desejava estar no lugar dele, eu provavelmente morreria de remorsos se algo acontecesse a ela, se eu sentisse por ela o mesmo que ele sentia. O mesmo que eu queria poder sentir por Pansy. Amá-la não era o suficiente, eu não sentia mais nada além disso, e eu nem tinha mesmo certeza se o que pulsava em meu peito era amor ou algum outro tipo de sentimento. Eu queria protegê-la, manter seus ossos em seu corpo, mas eu não sentiria remorsos se algo acontecesse a Pansy. Eu a amava, acima de tudo, mais pelo que Pasnsy era do que pelo que ela representava para mim. Eu posso sentir os olhos da Granger me espreitando curiosos enquanto eu observo os jardins abaixo da vidraça. Posso imaginar as perguntas que ela está desejando me fazer, e eu posso sentir um medo terrível de ter que respondê-las.

- Malfoy.

Hermione o chamou, com a voz sussurrante, aproximando-se cada vez mais dele, de forma que não precisava aumentar seu tom para a conversa que pretendia iniciar.

- Você o viu? Antes de... cruzarmos nossos caminhos. – tinha a voz embargada, embora não chorasse... ainda. – Você viu o Harry... lutando, Malfoy?

Ela fez a pergunta que eu não desejava responder a ela. Eu responderia, se eu não estivesse sentindo o que eu estou sentindo agora. Poderia ser pena? Compaixão? Poderia ser qualquer coisa... mas eu não quero admitir. Eu poderia ousar do momento para magoá-la, para feri-la, para humilhá-la. Havia uma resposta para aquela pergunta, mas eu queria ignorar.

- Sabe se existe alguma saída... de emergências aqui?

Uma pergunta em vez de uma resposta. Era com Draco Malfoy que Hermione estava tentando trocar palavras. A castanha balançou a cabeça negativamente, deixando que Draco se afastasse dali. O sonserino procurava por qualquer porta que poderia existir escondida atrás de estantes e balcões, mas não havia passagem alguma para que eles pudessem sair dali. Estava frustrado, sabia que estavam perdendo uma guerra e arriscando suas vidas presos naquela biblioteca.

- Malfoy, você deve estar curtindo com a minha cara, só pode. – virou-se, irritada, na direção dele.

- E por que eu perderia meu tempo nisso?

O loiro não esperava que ela se recuperasse tão rápido de seu transe momentâneo, mas tinha de desviar os pensamentos dela das perguntas que ele não responderia.

- Você fez de propósito, só pra me impedir de derrotar Voldemort. – Hermione concluiu suas suspeitas.

Estava mesmo certa do que estava dizendo. Mas Draco só conseguia achar graça naquilo tudo. Ria divertido, enquanto lutava com um balcão procurando por alguma passagem secreta, talvez.

- Por que eu faria isso, Granger? Eu também luto do seu lado, esqueceu disso?

E dizendo isto, a fitou muito sério e curioso, esperando ansioso pela reação dela. A grifinória sabia que ele lutava ao lado dela, sabia de sua participação na Ordem, sabia que ele não possuía marca alguma?

Eu não queria, mas agora eu precisava acreditar. Draco Malfoy realmente lutava no mesmo lado que eu. Harry havia me dito algo sobe isso, mas eu nunca quis acreditar numa loucura dessas. E agora eu tinha certeza, porque eu podia ver sinceridade nas palavras dele, nos olhares dele. Eu sabia que ele estava esperando pela minha reação, que ele estava esperando que eu soltasse algum tipo de gargalhada e pedisse para ele parar de brincadeiras. Mas eu não faria isso, eu acreditava nele. E, pela primeira vez, eu estava completamente segura com ele naquela sala.

- Talvez porque você tenha resolvido mudar de lado, Malfoy. – sorriu, como se houvesse conquistado vitória. - Simples.

- Você é pirada, Granger. – Draco sorriu também, desistindo de sua caçada por portas e passagens.

Só havia, realmente, uma saída, e era aquela porta de carvalho que ele teria que tentar destrancar. Mas podia sentir os feitiços pulsando por elas, e não havia nada que pudesse fazer quanto a isso. Apontou sua varinha novamente para a porta, a uma distância razoável, ponderando o feitiço que usaria para tentar destravá-la. Estava concentrado na façanha, aproveitando o momento em que Hermione fazia silêncio. Até que...

- Ahá!!

Draco deu um salto para trás, assustado, apertando com mais força do que deveria a varinha em seu pulso torcido. Por alguma razão, estava se recusando a inutilizar aquele braço e, com isso, estava conseguindo deixar de sentir o latejo e se acostumando com as pontadas e o crescente inchaço.

- Quer parar de tentar me assustar, Granger?

- Eu já entendi tudo, Malfoy. – Hermione tinha a voz decidida, olhares e expressões sérias. - É um plano, não é? Algo como despistar a sangue-ruim e o amiguinho ruivo para deixar Harry mais vulnerável. Saquei!

Draco precisou arregalar os olhos por alguns segundos para digerir toda a informação e, caindo em si, a fitou ainda com o cenho franzido e curioso pelo o que ela diria a seguir.

- Então quer dizer que é isso que eles estão tentando fazer com você? – tinha agora um meio sorriso . - E o que eu estou fazendo aqui?

- Não, Malfoy, é você quem está tentando fazer isso comigo. – Hermione esclareceu, aproximando-se dele. - Porque você é das trevas, agora.

- Então me responde, eu não seria mais útil se estivesse entre eles e não aqui trancado com a “sangue-ruim”?


Draco endireitou seu corpo para observá-la melhor, aquelas conclusões estavam se tornando interessantes.

- Não me ofenda. – Disse Hermione,ameaçando empunhar a varinha novamente.

- Mas foi você quem se ofendeu primeiro. – fez uma expressão de indignação.

- E depois, você só está aqui pra tomar conta de mim.

Hermione concluiu, por fim, dando-lhe as costas e se afastando dele, seguindo para um estante de livros próxima. Draco estava se divertindo com as suposições da grifinória.

- Ah, é?! Por quê? – acompanhou a castanha com os olhares. - Preciso trocar sua fralda, passar talquinho?

- Isso soou pornográfico, Malfoy. – fez uma expressão de repulsa.

- Que seja! - e sorriu, muito largamente.

Como ele pode sorrir numa hora dessas? Eu estava falando sério, quanto ao fato de ser um plano, de tudo isto ser planejado. Certo, não existe muita possibilidade de isto ser verdade, mas me pareceu uma suposição muito aceitável. Mas Draco Malfoy estava tirando sarro de minhas conclusões. Certo, eu só estou tentando culpá-lo por isso tudo, porque eu preciso de um culpado. Não posso simplesmente cruzar meus braços e esperar que o dia amanheça, que os comensais terminem o que vieram fazer, simplesmente não posso permitir que Voldemort vença essa guerra estúpida, que ele derrote meu Harry. Não. Eu naõ tenho a menor idéia do que está acontecendo com Harry, mas eu sei que Malfoy sabe. Porque será que eu tenho a impressão de que ele está me poupando de algo?

- O que vamos fazer, Malfoy?

Hermione indagou, após alguns segundos em silêncio.

- Por que você também não se esforça e sugere alguma coisa? – estava irritado, agora.

Draco era o único ali que estava se esforçando para encontrar possíveis saídas naquela biblioteca. Mesmo que ele estivesse falhando constantemente.

- Talvez porque eu não tenha nenhuma idéia.

- A fama de sabe-tudo era só fachada, não é?! – e sorriu, mais uma vez, com sua piada.

- Você está muito engraçadinho hoje, Malfoy.

A cada novo minuto tudo escurecia cada vez mais. A lua já não era mais suficiente para iluminar o local e a brisa gelada já invadia sem permissão algumas brechas de algumas persianas ao longe, em janelas ao alto. Nenhum casaco, nenhuma capa para aquecê-los, e uma noite estava se encaminhando cada vez mais depressa até eles. Precisavam fazer algo que os tirassem dali.

- É mesmo?! Pois eu deveria estar, no mínimo, nervoso, porque vou ter que ficar aqui preso com você. – e soltou um suspiro de indignação.

- Essa vai ser minha pior experiência. – suspirou, também, apoiando-se contra a instante e fitando o local, desanimada.

- Confessa, Granger. – Draco sorriu, fitando-a . - Isso era tudo o que você queria, não é ?

E eu ainda posso me sentir segura com um trasgo desses? Merlim, desde quando Draco Malfoy é algum tipo de poço de segurança?

- Ficar trancada com você? – Hermione franziu o cenho, incrédula. - Merlim, prefiro o crucius.

Draco sorriu, imaginando que se fosse realmente um comensal, aquele tipo de súplica seria atendido muito facilmente. Mas machucá-la era a última coisa que passava por sua cabeça, agora.

- Cuidado, Granger, com as coisas que pede, eu ainda sou um bruxo das trevas, esqueceu?!

- Há Há !

A risada irônica da castanha ecoou feroz pela sala que, por estar completamente vazia, fazia com que o eco soasse muito mais alto do que o normal. Mas isso não havia assustado Draco em nada, só o deixado ainda mais divertido e disposto a irritá-la.

- E eu não estava falando de mim, estava falando sobre você ficar trancada em uma biblioteca. – sorriu, vitorioso.

- Ah... até que não é tão mal assim. – e demonstrou ter entendido, por fim, o que ele estava tentando dizer. - Posso arremessar alguns livros na sua cabeça.

E, dizendo isto, Hermione apanhou um livro próximo da mesma estante em que estava encostada, direcionando-o na direção de Draco e tomando impulso para isso.

- Nem pense nisso, Granger.

Draco tentava se proteger de todas as formas possíveis, colocando as mãos sobre a face e esperando que ela errasse a pontaria.

- Tarde demais, já pensei. – impulsionou ainda mais até que...

Draco a impediu de tacar-lhe o livro em sua direção, apontando sua varinha na direção de Hermione. Um livro não seria páreo para uma varinha, e para um “bruxo das trevas” muito menos. Com um aceno e algumas palavras, Draco conseguiu fazer com que o livro que Hermione segurava voasse para longe imediatamente.

- Então vamos duelar, é isso? – Hermione retirou sua varinha depressa.

- Deixa de bobagens, Granger.

Agora, estavam apontando suas próprias varinhas um em direção ao outro. Havia uma única certeza em suas faces: se algum deles tentasse algum feitiço, o outro ousaria da magia para sua própria proteção, mesmo que isso representasse arriscar suas vidas.

Mas nenhum deles estava realmente cogitando essa idéia estúpida. Não poderiam se deter em discussões inúteis quando estavam prestes a passar uma noite inteira presos naquele lugar.

- Eu duelaria, se fosse contra Voldemort. – Draco direcionou-lhe um olhar de reprovação.

- Está com medo que eu possa derrotá-lo, Malfoy.

- Eu só não duelo com mulheres. – e sorriu, baixando sua varinha. - Detesto parecer covarde.

- Unf!

Hermione se deu por vencida, finalmente, abaixando sua varinha também. Se ele não duelaria, ela não o forçaria a isso.

A noite, agora, estava cada vez mais próxima. A lua, ao longe, brilhante, inebriava Hermione por completo. Fazia a castanha lembrar que havia uma guerra e que aquele não era o lugar onde deveriam estar.

- Podemos sair pelas janelas, Malfoy.

Dizendo isto, Hermione se aproxima da mesma vidraça em que Draco havia se postado a observar os jardins. Tinha os olhos brilhantes e tudo caia perfeitamente como uma possível solução para os problemas.

- E quebrar a cara lá em baixo? – Draco comentou, seguindo-a.

- Não me parece muito alto.

E, encurvando-se um pouco para a frente, Hermione tentou medir com seu olhar a real altura de onde estavam. Definitivamente, parecia muito alto. O jardim estava pequeno diante dos olhos dela, iluminado pelos feixes de luz e as silhuetas minúsculas do que ela podia prever serem comensais.

- Então acabei de decidir: você vai primeiro, e me diz como é a queda. – Draco sorriu.

E, aproximando-se ainda mais, faz menção de tentar erguê-la no colo, segurando sua cintura e tentando flexioná-la para que pudesse pegá-la. Hermione protestou, afastando-se dele no mesmo instante e apontando sua varinha de forma que pudesse mantê-lo longe.

- Deixe de bobagens, Malfoy . – sentia o coração pulsar forte.

Não havia esperado pela brincadeira sonserina, e o susto a dominava agora. Com um movimento despreocupado, Hermione tentou apoiar-se no parapeito da janela, mas foi impedida por um grito e um puxão forte que a carregou para longe dali sem que ela pudesse ao menos protestar.

- Não toca ai não, Granger.

A castanha estava assustada, aquela reação havia sido rápida e inesperada, de forma que ela só pôde arregalar os olhos e tentar manter sua respiração constante.

- Malfoy, o que deu em você?

- As janelas também estão enfeitiçadas, veja.

Draco agarrou, próximo dali, sobre uma mesa, um exemplar de Artes das Trevas, muito ironicamente, e o impulsionou por cima de sua cabeça, atirando-o de encontro à vidraça grosseiramente. Hermione não poupou uma expressão de susto pela atitude do sonserino, mas antes que pudesse protestar ou dizer qualquer coisa, havia sido puxada novamente por Draco e, estava agora, agachada ao chão com a cabeça protegida no peito másculo? Por essa eu não esperava. e pelos braços do loiro envoltos em seu corpo. Hermione sentiu algo voar por sobre sua cabeça, percebeu a corrente de ar que se formou ao seu redor e, em questão de segundos, ouviu um estrondo que, mais tarde, constatou ter sido causado pelo mesmo livro que Draco atirara contra a vidraça.

Sim, eu seria atirada, como aquele livro, violentamente contra as estantes se eu não tivesse sido avisada a tempo de encostar um fio de cabelo se quer naquela janela. Como ele podia saber que isto aconteceria? E se minhas suspeitas de “bruxo das trevas” estivessem corretas?

- Como sabia, Malfoy? – sua voz era sussurrante, visto que não precisava aumentá-la, estava muito próxima dele agora.

- Talvez eu conheça alguns feitiços das trevas. – e sorriu, inutilmente, afinal, ela não veria seu sorriso.

Havia uma maciez a mais nos cabelos encaracolados de Hermione, Draco podia sentir isso, com seu queixo roçando neles. Podia sentir o cheiro de essências florais, podia sentir a respiração ofegante da castanha em seu peito. Percebendo que não havia mais perigo algum, Draco afrouxou o laço que havia formado em volta dela permitindo que ela afastasse sua face de seu peito, para que pudesse fitá-lo, mesmo que a pouca iluminação não ajudasse muito. Os olhos de Hermione estavam atentos a qualquer ameaça, mas sabia que agora as únicas ameaças eram aquelas vidraças. Draco deixou que seus olhares encontrassem os da grifinória e que eles dissessem por ele o que desejavam dizer. Mas Hermione foi mais rápida, tentando controlar um meio sorriso insistente.

- Viu, eu estava certa o tempo todo.

Draco sorriu, em resposta à constatação de Hermione. Mas, rapidamente, desfaz o sorriso. Não que estivesse se repreendendo por ele, não tinha essa necessidade, por alguma razão, aquela pouca convivência com a castanha estava sendo agradável para ele. Desfez o sorriso porque havia visto um rastro de sangue escorrendo pela testa de Hermione. Instantaneamente, Draco agarrou-a pelos ombros e observou o ferimento aparentemente profundo. Hermione sentiu necessidade de procurar equilíbrio, visto que a posição de agachamento não estava ajudando muito e, pra isso, agarrou com força a camisa de Draco, trazendo-o inconscientemente para próximo dela.

- Você está sangrando, Granger.

N/A ² --> AHhhh... o que acharam? Sejam sinceros...!!! Agora é o seguinte... eu só posto o prox. se eu receber COMENTÁRIOS... mas assim... tipo MUITÃO... hehehe... pelo menos alguns... sejam caridosoos... comentem... !^^
obrigadaaa....

Ju... por estar betando HAua
Naty... te adoro... e valeu por ter vindo conferir a short! ^^
Lisa... valeu tbm por ler e comentar... adorei seu coment!

valeu pela forçaa... espero q mais gente comente neh \o/ HuahUA

bjusss

aah... ajudem a divulgar a fic..plix?! hehehe


Se alguém quiser me add no msn ou no orkut, fiquem a vontade ok?! eu vou adorar! ^^

msn: cris_cavalheri@hotmail.com
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bjus e obrigada pelos coments

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Comentários: 1

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 25/12/2013

Meninaaaaaaaaaaaaa! Ameeeei!

Nota: 5

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