A Maldita Invenção de Snape
Harry estava se sentindo muito contente de estar em Hogwarts. Ele e Hanna se entendiam muito bem. Sentavam juntos em todas as aulas, se ajudavam com os deveres, jogavam conversa fora, eram muito amigos, além de irmãos. Também tinha o quadribol, os treinos iam começar na próxima semana, não via a hora de poder voar novamente em sua Firebolt. Mas, apesar de estar contente, tinha uma coisa o preocupando. Melhor dizendo, tinha alguém o preocupando. Uma certa ruivinha, irmã do seu melhor amigo, não saia de sua cabeça. Às vezes, quando estava distraído, se pegava pensando nela. Mas, logo se recriminava, não sabia qual seria a reacção de Rony e não gostaria de ficar brigado com ele. Lembrava-se muito bem da última vez que ficaram sem se falar no ano passado, e como havia se sentido mal por isso. Ainda por cima, Harry tinha muitas garotas que se atiravam em cima dele e ele, com certeza, estava aproveitando. Não que fosse um galinha, ou coisa parecida, era apenas um garoto normal de 15 anos. Sempre deixava claro para todas as meninas que queriam ficar com ele, de que no momento não estava disposto a assumir um relacionamento sério. Não queria se apaixonar por ninguém, pois sabia que pela frente viriam tempos difíceis. Voldemort já havia tentado matá-lo algumas vezes. Agora, além de tentar matá-lo, queria fazer a mesma coisa com a Hanna. Ele, definitivamente, queria terminar o que começou há 14 anos atrás.
-Nossa, eu nem vi essa semana passar. – Exclamou Rony na hora do almoço de Sexta-Feira.
-Eu não tenho nenhuma aula durante à tarde e vocês? – Pediu Gina
-Também temos a sexta a tarde livre, – respondeu Mione – vai dar pra adiantar um monte de deveres.
-Adiantar os deveres? Mione é a primeira semana de aula, nem temos tantos deveres assim. Você tá é louca, se acha que vamos ficar dentro do castelo adiantando deveres, com o dia lindo que está lá fora!
-É Hermione. Vamos passear pelos jardins, temos o final de semana inteiro para por em dia nossos deveres. Por favor? – Insistiu Hanna.
-Ok, vocês ganharam, vamos passear lá fora.
-Isso! – Exclamou Gina feliz, com um sorriso radiante, Harry não pode deixar de reparar como ela ficava bonita sorrindo.
Após, uma longa caminhada pelos jardins da escola, os cinco resolveram descansar. Foram se sentar embaixo da sombra refrescante de uma faia que ficava na beira do lago negro. Estavam rindo de uma piada que Rony havia contado, quando:
-Mas vejam só! Senão são os pobretões e a sabe-tudo, puxando o saco das celebridades! – Falou o Sonserino com sua voz arrastada, acompanhada pelas risadas de Crabe e Goyle.
-Qual é o seu problema Malfoy? – Pediu Harry o encarando
-Eu vim falar com a Potter, Potter!
Hanna contou até 10, tentou fazer a voz mais calma do mundo e pediu fingindo total desinteresse:
-O que é?
-Só vim aqui te prestar os sentimentos adiantados. O primeiro jogo da temporada de quadribol é Sonserina contra Grifinória. E, como não vou poder dizer que sinto muito pelo massacre do seu irmão no dia do jogo, pois vou estar comemorando a nossa vitória, achei que seria mais educado, se já lhe desse as minhas condolências. – Terminou com um sorriso debochado, fazendo uma reverência a Hanna.
-Hahaha! Que eu saiba, quem nunca conseguiu ganhar uma partida contra a Grifinória, ou apanhar o pomo durante esse jogo e vencer o Harry, foi você. Ah, mas não se preocupe, vou me lembrar da sua gentileza de hoje à tarde, eu não me esquecerei de mandar para você uns chocolates na ala hospitalar, recheados com poção fortificante. Quem sabe eu apareça por lá para fazer uma visitinha também, e te mostrar as medalhas de campeões.
-Vai sonhando Potter! Nós vamos ganhar, esse jogo já está no papo. – E saiu sem esperar uma resposta.
Hanna estava furiosa, podia jurar que se aquele loiro ficasse ali por mais alguns segundos ela iria pular em seu pescoço e o esganaria.
-Mas que cara de pau! – Ela explodiu – Nojento, atrevido, esnobe, cara de sapo, (isso com certeza era mentira)!
-Calma Hanna, não deixe ele te afetar assim, é exatamente o que ele quer. – Disse Harry, vendo que a garota estava quase espumando de raiva.
Mais algumas semanas se passaram, desde o início das aulas, sem nenhum acontecimento importante. A única coisa de interessante que acontecia na escola era quando Hanna Potter e Draco Malfoy se cruzavam. Aí o tempo fechava, vinha pela frente uma discussão na certa. Hanna não conseguia entender o porquê, mas adorava encontrar Malfoy pelos corredores e ter uma briguinha com ele. Quando isso não acontecia até sentia falta. O que não passava pela cabeça dela era que ele tinha esse mesmo sentimento.
Ao fim do período de Poções, Snape havia preparado uma surpresa para os seus alunos. Harry, Hanna, Rony e Hermione estavam terminando suas poções quando ouviram o professor falar:
-A partir de hoje, vocês terão uma tarefa extra. Deverão fazer uma poção reparadora, para me entregar daqui a dois meses. Eu não fornecerei a vocês a receita e não darei nenhuma explicação sobre ela. Esta tarefa será uma das notas principais deste ano. Ela será realizada em duplas que sortearei agora.
Todos olhavam com cara de espanto para o professor, que continuou:
-A poção reparadora é ótima para curar qualquer feitiço, que lhes foi lançado. Mas, ela só ajudará se for tomada até 30 minutos após receberem o feitiço. E é claro, não funciona contra a maldição da morte. E se for feita de maneira leviana, pode se tornar um fortíssimo veneno.
Snape tirou a varinha das vestes e conjurou um pequeno caldeirão, colocou a sua mão dentro e tirou dois pedaços de pergaminho.
-Já temos uma dupla: Daniel Reston e Hermione Granger.
Daniel era um garoto Sonserino muito bonito, tinha cabelos muito escuros, lisos, e grandes olhos azuis. Na definição de Gina para os garotos de Hogwarts, ele era: lindo e sarado. Se o garoto não fosse um Sonserino, Mione teria dado um grande sorriso, mas sabia que se fizesse isso, Rony a mataria.
-Harry Potter e Ronald Weasley.
-Pansy Parkisson e Dino Thomas.
-Emília Bulstrod e Simas Finingan.
-Draco Malfoy e Hanna Potter.
Enquanto o professor dizia as outras duplas, Hanna sentiu suas pernas sumirem. Estava congelada, e a cor fugiu de seu rosto. Olhou para Harry, achando que talvez não tivesse ouvido direito, mas pela cara do seu irmão, viu que havia ouvido perfeitamente. Após o professor ter distribuído todas as duplas, criou coragem e perguntou:
-Professor será que eu não poderia trocar de dupla, ou então, fazer a poção sozinha?
-De jeito nenhum senhorita Potter. – Deu um sorrisinho afetado para ela e continuou: - É com a dupla que lhe foi sorteada, ou sem nota. E com as suas notas senhorita, sugiro que faça essa poção muito bem feita.
Draco a olhou com um sorriso desdenhoso, Hanna não pode deixar de notar como ele ficava lindo quando sorria daquela forma, e falou baixinho para os amigos:
-Também, ele só sabe colocar defeitos nas poções que eu e Harry preparamos.
Na hora do almoço Hanna desabafava furiosa:
-Eu não acredito na minha sorte! Logo o esnobe, metido, tinha de ser a minha dupla? Ah, não sei o que fiz para merecer isso. Snape só pode estar querendo se vingar de mim, e alterou aquele sorteio!
Gina estava chegando à mesa e ouviu parte da conversa, falando:
-Snape também deu um trabalho extra para vocês?
-Sim, em duplas. – Respondeu Harry. – Fazer uma poção revigorante.
-E adivinha qual é a minha dupla? – Falou Hanna furiosa para Gina, sem dar tempo da amiga responder completou: - O loiro aguado, filhinho de papai, do Malfoy!
-Eca! – Exclamou com cara de nojo – A minha não é tão ruim assim, fiquei com um garoto da Corvinal, o Lucas Summer. Nós devemos fazer uma poção para curar feridas causadas por animagos.
-É aquele gatinho que joga como artilheiro no time da Corvinal? – Perguntou Parvatti, se intrometendo na conversa dos amigos.
-O próprio.
Harry não gostou de ouvir nada daquilo, que história é essa de Gina ficar com o gatinho da Corvinal como dupla? Onde já se viu gatinho?
-Não consigo me lembrar quem é. – Disse Hermione
-É aquele sentado no final da mesa da Corvinal, moreno de olhos verdes, que está abanando pra Gina agora. – Falou Parvatti
-Ah, mas eu devo ter feito alguma coisa de muito grave pra Merlim! Gina fica de dupla com o gatinho de olhos verdes, Mione com o sarado de olhos azuis e eu… com o loiro aguado, metido, e mimado do Malfoy!
-Que jeito é esse de se referir aos garotos Hanna? – Pediu Harry indignado, já estava furioso por Gina ter concordado que o tal Summer era um gatinho, e agora, sua própria irmã dizendo isso. “Afinal, o que ele tem de tão especial? Eu também sou moreno e tenho olhos verdes.”
-O que é? Eu disse alguma mentira Mione, Gina?
-É obvio que não! – Respondeu Mione impulsivamente.
Rony, que estava tomando suco nessa hora se engasgou, ficou com muita raiva e disse:
-Como vocês podem achar um Sonserino sarado?
-Ora Rony! – Começou Gina – Não é porque ele é um Sonserino, que não pode ser bonito. Olha só o Malfoy, é um Sonserino puríssimo, e a maioria das garotas da escola tem uma queda por ele. Até mesmo algumas da Grifinória.
-É verdade, eu o acho o garoto mais bonito da escola. Pena que a maioria das garotas pensem que nem eu. Aí ele pode ficar com a que ele quiser. – Concordou Parvatti – O único problema é que ele sabe disso, e é um baita de um galinha!
-Vocês são umas loucas! Meninas… quem consegue entender vocês? – Falou Rony, com uma cara de aparvalhado para as garotas.
Harry, intimamente, concordou com cada palavra que Rony disse. “Como essas criaturas podiam ser tão complicadas?”
Quando os meninos iam saindo do Salão Principal:
-Potter! – Resmungou uma voz fria atrás deles.
Harry e Hanna se viraram ao mesmo tempo e responderam juntos:
-O que é agora Malfoy?
-Nós temos que dar início ao nosso trabalho, o quanto antes começarmos, antes terminamos e posso me livrar da sua desagradável presença logo.
-Pois, eu penso exatamente como você! – Respondeu Hanna espumando de raiva.
-Então me encontre amanhã, depois do jantar na biblioteca. – Sem dar tempo de Hanna responder, o Sonserino virou as costas e foi embora.