Desculpeem a demora, mais um capitulo para vocês..
Esses trouxas gostam de acabar com as brincadeiras tão rápido, pensei. O homem foi em direção á porta, mas antes que chegasse lá apaguei a luz novamente e eles gritaram. O pavor deles era hilariante.
– O que você quer? - gritou o menino para o ar.
Por mais forte que fosse a vontade de rir eu me controlei, ele pensava mesmo que eu era um fantasma? Liguei as luzes e subi as escadas correndo e fazendo barulho, para que eles me seguissem. Entrei no quarto e fechei a porta com força e a tranquei.
– Accio vassoura - eu disse e esperei alguns segundos para que a vassoura chegasse.
– Quem está ai? - ouvi a mulher perguntar do andar de baixo enquanto eu ainda esperava a vassoura.
Eu vi minha vassoura ao longe vindo em minha direção. Ela quebrou a janela causando um estrondo e ouvi o grito dos trouxas no andar de baixo. Murmurei Alohomora, já em cima da vassoura e abri a porta. Voei para o quarto em frente e comecei a quebrar todas as besteiras que via pela frente, para ver se algum deles resolvia subir.
– O que você quer? - a menina perguntou com uma voz rouca escancarando a porta, ótimo funcionou.
Aquele quarto rosa com uma parede escura e muitos bichinhos de pelúcia agora despedaçados só poderia ser dela, eu até que a fiz um favor, pois aquele quarto era bem enjoativo.
– Teddy! - ela gritou e saiu correndo em direção ao urso de pelúcia.
Ela amava aquele bichinho de pelúcia mesmo? Isso podia ser útil... Voei até perto do bicho que estava sem cabeça e coloquei um dos fogos de artifícios das Gemialidades Weasley que eu guardava no bolso para emergências. Depois voei até o andar de baixo onde as três outras pessoas da família esperavam na ponta da escada a menina. Passei por eles e liguei a televisão, eu precisava da atenção deles.
– AI MEU DEUS! - gritou a mulher se assustando com o barulho da televisão e assim como eu queria, a menina desceu correndo segurando com uma mão o corpo do urso e a cabeça com a outra.
Eu estava quase acabando com meu trabalho, só precisava fazer com que a menina jogasse o urso no chão ou o apertasse muito para que os fogos disparassem.
Comecei a mexer no lustre da sala, ele ia de um lado para outro enquanto os quatro o observavam assustados. Balancei ainda mais forte para que ele caísse no chão enquanto me encostava no teto para que quando o lustre caísse eu não me machucasse com os pedaços de vidro. Não precisou de muitos segundos para que o lustre caísse e uma serie de fogos de artificio invadissem a sala.
A mulher pulou a janela e foi seguida pelo marido e as crianças, sendo que a menina agora apresentava muitos arranhões no rosto. Voei para o lado de fora e vi Fred e Tiago atrás da árvore assustados enquanto um carro sumia na curva indo à alta velocidade.
– Eu peço a vocês uma única coisa e nem isso vocês são capazes de fazer? - perguntei a eles tirando a capa da invisibilidade.
– Dessa vez você foi longe demais. - Fred disse segurando o meu braço e o apertando.
– Ah, qual é. - eu disse tirando o meu braço de sua mão. - Vocês falam como se fossem santos, me poupem.
– DESIRÈE! - Fred gritou e eu apenas o olhei com indiferença. - Você viu como eles saíram da casa?
- Sim. Saíram de carro, porque vocês foram incompetentes e não fizeram o que eu pedi. - eu disse o cortando mesmo sabendo que aquela era uma pergunta retorica.
– NÃO. EU QUERO DIZER QUE A MENINA ESTAVA SANGRANDO E ESTAVA SEM UMA SOBRANCELHA! - Fred disse descontrolado.
– Sério? Eu nem percebi que faltava uma sobrancelha nela quando pulou a janela. - eu disse pensativa.
– Você foi longe demais.
– Fica calmo, vai crescer.
– Desirèe você não entende não é mesmo?
– Eu entendo muito bem Friederich. Entendo que não poderei mais contar com você. - eu disse a ele. - E você Tiago, vai ficar ao lado de seu primo também?
– Entenda Desirèe você foi longe demais... - ele disse passando a mão pelos cabelos.
– ÓTIMO! - eu disse colocando a capa e voando para longe.
– Desirèe volte aqui! - ouvi Fred dizer com raiva. - Devolva a capa!