
06 - Um Pedaço de Cada Rebelde
Hermione ergueu os olhos de seu serviço assim que percebeu que não estava mais sozinha. Sorriu. Harry havia acabado de passar pelo vão da cozinha e tinha uma semblante radiante.
- Olá rainha dos trouxas! – ele exclamou jogando o Profeta Diário sobre a mesa onde ela amassava vagens para o preparo de suas poções.
- Olá rei dos rebeldes! – ela retrucou no mesmo tom divertido que ele.
Ele riu.
- Seu grande ato se espalhou tão rapidamente que chegou até a ser estampado nos jornais!
Ele ergueu as sobrancelhas surpresa.
- Está brincando! – levantou-se e puxou o jornal com agilidade. Seus olhos buscaram freneticamente sobre a dita reportagem e quando a encontrou em um canto insignificante em uma das quase últimas páginas teve vontade de pular no pescoço de Harry. – Não acredito! – ela quis gritar, mas não tinha quase reação. – Como publicarão isso no profeta? Como deixaram? O editor ainda continua vivo?
Harry deu de ombros.
- Claro que eles colocaram como sendo uma péssima perda para o revolucionário sonho de Lorde Voldemort, mas de qualquer forma não ignoraram o ato, o que é realmente surpreendente. Já é a segunda vez que comentam sobre os ganhos da resistência em cima da ditadura de Voldemort. Estão tentando manipular as pessoas. Querem convencê-las que as regras dele são as melhores, mas ninguém consegue esquecer os anos de pavor que ele disseminou para chegar ao poder! – Harry sorriu encostando-se na bancada de armários da pia. – Ponto para nós, Hermione!
Hermione sorriu. Nada poderia deixá-la mais feliz do que aquela notícia. Desde que Voldemort havia ascendido ao poder o mundo trouxa se tornara um caos. Os departamentos do ministério responsáveis por manter o sigilo dos bruxos aos olhos dos trouxas, faziam seus serviços com restrições muito precisas debaixo das ordens de comensais, no entanto até então nada havia sido revelado tão claramente para o mundo trouxa. Há alguns meses Voldemort anunciou que começaria a dizimar a raça inferior do planeta. Começaria seu limpa sem pudor algum e com o máximo de crueldade possível para que tudo fosse resolvido em pouco menos de um ano. Caçaria os não bruxos tanto quando caçava traidores de sangue e nascidos trouxas. Entretanto todos os ataques devastadores planejados pelas equipes de comensais da morte haviam sidos frustrados graças a Hermione que estivera a frente de cada um deles recuando as tropas de Voldemort e obliviando trouxa por trouxa após cada combate. Havia sido um árduo trabalho. Não só recuar comensais, mas manter as cidades protegidas e com equipe suficientemente preparada para qualquer nova invasão. Estava realmente grata por receber aquela recompensa por seu trabalho.
Ela ainda se lembrava bem de em uma das ativas batalhas que estivera com a Ordem e os comensais num dos bairros de Londres. Trouxas correndo e gritando. Casas ardendo em fogo. Inocentes sendo mortos a sangue frio. E então os braços firmes de Draco Malfoy arrastando-a para longe de uma dos jorros de chamas que eram lançados a rodo por comensais quando ela havia se arriscado imprudentemente para salvar uma garotinha das maldições perdidas que avançavam em sua direção.
“Salvando trouxa hein, Granger! Que patético! Por que não tenta salvar a própria vida?!”
Ele sussurrou no ouvido dela e foi embora tão rápido quanto havia aparecido. Ela havia vacilado.
Eles tinham um acordo.
Havia sido claramente feito quando estavam em um ataque a Hogsmead. Ela precisava de ingredientes para suas poções e todos eles estavam escondidos dentro do armário de vassouras de Rosmerta. O único lugar improvável o suficiente para Snape esconder seu precioso estoque. O trabalho de conseguir a informação foi árduo e o fiel do segredo era realmente difícil de ser capturado. Mas quando finalmente soube do lugar onde o tesouro estava escondido o plano foi armado. A Ordem da Fênix desceu bradando pela tomada do povoado enquanto ela, a única que podia preparar as poções, correu para o velho pub aproveitando a distração das tropas da morte. Ela só não fazia ideia que Malfoy sabia da verdadeira intenção do ataque. Ele havia descoberto minutos antes e não, não abriu a boca para ninguém.
Ele a esperava lá quando ela chegou, mas ela estava preparada para enfrentar o que quer que fosse e sair viva e com seu tesouro. Ainda assim desbravaram uma briga verbal intensa enquanto ele jogava sobre ela a irresponsabilidade de se ter dado a oportunidade de encontrar com ele. Ele deveria matá-la. Confessou que estava realmente tentando já que ela havia prometido não se deixar ser pega. Ela gritou a ele que estava pronta para enfrentar qualquer multidão de comensais que se colocasse em seu caminho, mas nada que um dissesse ao outro satisfazia as duas partes e em um momento da discussão que o sangue fervia ralo nas veias de ambos ela gritou para que ele a matasse então. Ele apontou sua varinha para ela que fez questão de encostar a própria garganta na ponta quase que afiada do instrumento bem polido e lustroso do comensal. Ela segurou seu pulso com força e gritou que a tentasse matar agora para que ela pudesse provar que escaparia. O silêncio se fez então. Mas antes que ele pudesse reinar por muito tempo, Draco a puxara pelo pescoço e a beijou.
Foi febril o desejo que se seguiu. Mãos ágeis, toques fortes, sôfregos incontidos, roupas se espalhando, barris quebrando, vassouras indo ao chão, gemidos, arfadas, gritos. Eles colocaram o lugar abaixo e ao final de tudo, combinaram que ela se manteria longe durante os combates. Eles iriam se perseguir, mas sempre da maneira mais difícil, colocando as maiores barreiras possíveis entre eles. Para que nunca chegassem frente a frente. Um apontando sua varinha para o outro. E aquele dia em Londres ela havia vacilado por um segundo ao se arriscar pela menininha. Deixara que ele se aproximasse durante um combate. Pelo menos havia sido para salvá-la. Mas ela bem sabia que ele devia estar furioso por isso.
O armário de Rosmerta havia sido um presente. Podia-se dizer que do destino. Eles aprenderam a se encontrar nessas guerras. Eram raríssimas as vezes e o tempo era curto. As vezes podiam trocar só um beijo, as vezes podiam se amar perdidamente, as vezes podiam apenas trocar olhares em silêncio, as vezes podiam apenas deliciar-se com a voz um do outro. Mas cada uma dessas vezes era um presente muito sagrado para ambos. Um presente para que se lembrassem de que se queriam, se amavam e se desejavam, e que precisavam sim de pelo menos um segundo apenas para anestesiar a dor de não estarem caminhando um ao lado do outro. Por serem tão opostos.
- Trouxe um presente. – Harry lembrou-se e Hermione ergueu as sobrancelhas divertida. – Tonks pediu para que te entregasse isso. – ele estendeu a ela um frasco razoavelmente pequeno com algumas ervas imersas em um liquido estranho. Hermione sabia o que era. Tomou o frasco para si e o analisou.
- Harry! – ela exclamou surpresa. – Onde Tonks conseguiu isso?
- Hogwarts. – ele respondeu.
- O que? – ela quase gritou.
- Ela se passou por um dos professores com polisuco. Foi tudo muito rápido. Eles descobriram cedo por ser uma poção não muito inteligente para se usar em um castelo protegido por todas as magias negras possíveis, mas ela conseguiu escapar antes que descobrissem sobre sua invasão.
- Ela vasculhou a sala de Dumbledore? – Hermione apressou-se a perguntar.
- Sim. Mas os cadernos não estão lá.
Hermione murchou. Soltou o ar frustrada.
- Eu sabia que não esconderia lá. Nenhuma das pistas que ele deixou indica Hogwarts. Voldemort encontraria muito facilmente. – ela disse.
- Pelo menos sabemos que não estão lá. Um lugar a menos.
Ele ergueu o frasco das ervas a altura dos olhos.
- Pelo menos temos poção por mais um ano. – corrigiu Hermione e ele abaixou o frasco deixando-a focar os olhos verdes vibrantes de Harry. – É o tempo que temos, Harry. Um ano. Não podemos passar disso! Eu estive pensando em plantar essas ervas lá fora, mas como estamos sempre mudando seria impossível! Eu não conseguia enxergar outra solução a não ser voltarmos a nos esconder.
Ele cruzou os braços. Seu ar era sério. Como sempre.
- Quim e eu vamos ao oriente. – ele falou. – Você e Rony deverão estar cuidando dos últimos cadernos enquanto isso.
Hermione estreitou os olhos com a notícia.
- Pensei que tivéssemos combinado em não nos separarmos mais! – ela apressou-se – Não se lembra do que houve da última vez? Foram mais de meses para voltarmos a nos encontrar! Eu mal sabia onde estavam! Eu mal sabia se estavam vivos! Os orientais estão com Voldemort! Não pode simplesmente dar as caras como Harry Potter por lá...
- Hermione! – Harry a cortou quando o tom dela passou a aumentar. – Os orientais estão com Voldemort forçadamente. Sabe que é um acordo frágil! São magos muito poderosos e eles do nosso lado com Voldemort acreditando que estão do dele é uma carta a mais para nós! – ele exclamou. – Sabe que é muito arriscado apostarmos tudo que temos nos cadernos de Dumbledore. Você quem disse isso! – ela soltou o ar fechando os olhos. Ele se aproximou tocando o rosto da castanha. – A guerra tomou uma consistência boa para o nosso lado agora. Não será como da última vez quando nos separamos. Estaremos de volta antes mesmo que você perceba.
- Não é tão simples assim. – ela interveio. – Quando o Sr. Weasley sugeriu os orientais eu realmente acreditei que ninguém estivesse cogitando a ideia! Pode dar certo, Harry. Mas se der errado nós estamos realmente perdidos.
- Sabemos disso. – ele informou. – Por isso seremos cautelosos. Muito cautelosos. Ainda vamos nos reunir com todos para discutir a situação. Precisamos fazer algo. Não temos informações da Ordem de Merlin há quase um mês...
Ele foi obrigado a parar quando ambos escutaram um estalo vindo do lado de fora. Alguém havia aparatado. No segundo seguinte o som da porta da sala sendo aberta chegou ao ouvido deles e no outro Rony Weasley passava pelo vão da cozinha vindo com sua cabeleira ruiva e acompanhado de Luna Lovegood que tinha o nariz enfaixado do última acidente que havia sofrido no resgate de um dos membros da Ordem da Fênix.
- Desculpe incomodar qualquer coisa entre vocês. – Rony disse balançando para eles um rolo de pergaminho enorme que segurava nas mãos. – Tenho informações frescas vindas direto da sede da Ordem. Hermione, tire essa porqueira de cima da mesa!– ele pediu fazendo menção de que precisaria de toda a área da mesa para abrir o rolo.
- Parabéns pela reportagem no Profeta, Hermione. – Luna disse apressando-se para ajudar a amiga a transferir os ingrediente que vinha amassando para a bancada da pia. A castanha sorriu grata em resposta. - Foi uma honra lutar com você. – brincou a loira e Hermione riu.
- Primeiro. – começou Rony abrindo o pergaminho enorme sobre a mesa a medida que foi ganhando espaço. – Draco Malfoy foi promovido a braço direito de Lorde Voldemort. – ele anunciou e Hermione sentiu o coração pular derrubando desastradamente um minúsculo frasco de vidro vazio que tentava colocar dentro de uma de suas caixas.
- O que aconteceu com Snape? – Harry perguntou com as sobrancelhas erguidas em surpresa pela notícia.
Rony deu de ombros.
- Aparentemente Snape vem estando totalmente focado na educação daqueles monstrinhos que eles estão criando em Hogwarts. É uma tarefa difícil estar responsável pela cultura da futura população bruxa da ditadura de Voldemort e Malfoy tem estado ativo demais na guerra. Ele descobriu com antecedência quase metade dos ataques da Ordem esse ano. Poucas foram as vezes que chegamos para um ataque direto e os comensais não estavam preparados para nos recebeu. – o ruivo disse.
- Isso também porque ele vem atrasando Hermione já faz um bom tempo com essa história dos trouxas. – Luna acrescentou.
Hermione assentiu
- Oak Wood, Oldfield, Hollin, Bales. Em todas tivemos que recuar pelo menos uma vez. – confirmou Hermione.
- Talvez Voldemort tenha pedido para que ele esteja na sua cola já que evidentemente tem sido a melhor entre todos ao aprender como usar as poções de Dumbledore para conseguir fazer magias poderosas. – Harry tentou justificar.
- Não gostei da forma como ele te olhou quando estávamos recuando de Charity. – Rony disse como se tivesse acabado de se lembrar de algo.
- O que quer dizer? – Hermione perguntou enquanto sentia que suas mãos suavam.
- Não sei. – Rony parecia confuso. – Ele te olhou como se você pudesse entender o que ele estava querendo dizer se olhasse de volta. Ele queria que você olhasse de volta. Ele queria você. – o ruivo pareceu entrar em uma guerra mental. – Não para te matar, te levar para Voldemort ou algo do tipo. Ele queria você.
- Acorda, Ronald Weasley! – Luna exclamou achando divertido as palavras do homem. – Ela é a rainha dos trouxas e ele o braço direito de Voldemort! Não tem como se odiarem mais.
Hermione sentiu uma pontada de alívio tocar seu nervosismo. Se Luna que sempre pescava as coisas mais absurdas no ar não cogitava a ideia então Draco e ela estavam realmente conseguindo disfarçar bem.
- Eu não sei! – Rony retrucou um tanto indignado pelo modo como Luna o tratara como idiota – Hermione tem essa coisa meio sexy quando aparece na frente do combate ordenando todas aquelas magias poderosas. É estranho, mas Draco Malfoy também é homem!
- Rony! – protestou Hermione ao sentir que seu rosto queimava. Talvez ela estivesse ficando rubra.
- Hei! – Harry protestou igualmente.
Rony deu de ombros. Não deixava de ser uma hipótese.
- De qualquer forma. – prosseguiu o ruivo voltando-se para o pergaminho que abrira sobre a mesa. – Vamos reunir o maior número de pessoas possíveis. Haverá uma ação em massa!
Todos se aproximaram para ver o que estava desenhado no enorme papel. Hermione sentiu um dos braços de Harry apoiar em seus quadris quando ele se aproximou da mesa, apoiou uma mão nela e a outra em Hermione. Ela permaneceu imóvel a ação do homem. Por um motivo, que ela julgava muito injusto, gostava e não gostava quando ele a tocava.
- Vamos todos atacar o Ministério da Magia. – Luna disse animada. Hermione ergueu as sobrancelhas assustada.
- A Ordem de Merlin entrou em contato hoje logo que você deixou a sede, Harry. – Rony continuou. – Eles encontraram o último livro de Dumbledore.
Hermione deixou seu queixo pesar. Harry se mexeu inquieto.
- Como eles sabem que é de Dumbledore? – perguntou ele.
- Tinha um aviso junto. – Rony respondeu. – O aviso estava em formato de profecia como aquela que encontramos com o seu nome no quinto ano! Eles conseguiram pegar porque a intenção era nos ajudar.
- O Ministério! Claro! – Hermione exclamou de repente. Voltou-se para Harry. – O Departamento de Mistérios, Harry! Como nunca pensamos nisso? Era tão óbvio!
- Sim! O Departamento de Mistérios! – Rony interveio. – Está exatamente lá. Muito bem escondido! Tanto que a descoberta levou um tempo maior do que esperávamos que levaria.
Harry ainda estava inquieto.
- É completamente irracional levarmos quase toda a tropa para o Ministério. – ele disse e Hermione teve que concordar.
- Vamos perder muita gente se usarmos todos os nossos aliados para um ataque ao Ministério. – ela completou em seguida.
- Temos que simular algo para distraí-los. – Rony justificou. – Como se estivéssemos planejando tomar o Ministério. Se usarmos boa parte da tropa da Ordem Voldemort mandará boa parte de todos os soldados dele também.
- E vamos combinar que tem uns comensais da morte que mais servem para dar volume do que para lutar propriamente. – foi a vez de Luna.
Harry teve que concordar.
- Eu não posso remover o pessoal que loquei para proteger as cidades que já tomamos. – Hermione disse.
- Não creio que Quim irá te pedir para remanejar o pessoal. – Rony disse. – Estamos todos convocados para a sede da Ordem hoje para discutirmos sobre isso. Vamos ter que fazer um ótimo plano por isso não devemos ter muita pressa. – ele apontou para o pergaminho aberto – Essa é a planta baixa do Departamento de Mistérios. A Ordem de Merlin nos enviou. Precisamos ter essa planta aqui! – ele apontou para o cérebro. – Cada linha dessa! – Rony se levantou do banco que havia sentado na mesa. – Todos em vinte minutos na sede da Ordem. – apontou para o relógio. – Vou ajudar Luna a encontrar um lugar para o pai dela se esconder. Estarei lá em vinte minutos também. – ele saiu da cozinha e Luna o seguiu. – E temos que mudar a cabana de lugar. Encontrei um acampamento de comensais a uns 300 metros daqui! – ele gritou da sala. Saiu pela porta e aparatou do lado de fora.
Na cozinha Harry e Hermione permaneciam em silêncio. Ela caminhou para o outro lado da mesa para analisar a planta na posição certa. Era confusa. Harry havia voltado a se encostar na bancada da pia e parecia digerir ainda todas as informações que havia recebido.
- Ainda vai se encontrar com os orientais? – Hermione perguntou baixo.
- Quim provavelmente vai deixá-los para segundo plano agora. – Harry disse depois de uma pausa de silêncio. – Acho loucura concentrar tanta gente em um lugar só. Esse ataque pode levar dias. Voldemort não vai recuar tão cedo sabendo que o pilar do poder dele está sendo atacado.
- Se precisássemos recuar seria complicado. – Hermione ponderava – Estaríamos encurralados.
Harry assentiu em concordância.
- Sei que está cansada, Hermione. – ele aproximou-se da mulher. – Todos estamos. – ela ergueu os olhos para ele. Parecia tão cansado quanto ela. – Eu estou realmente tentado.
Ela sempre sentia uma aflição quando olhava para ele e se lembrava da profecia. De que poderia perdê-lo. Seu Harry. Seu melhor amigo. O menino inseguro e assustado que quase não falava. O menino que ela havia conhecido com onze anos. Ela se orgulhava tanto do homem que ele havia se tornado que não seria nem um pouco justo que a profecia se cumprisse decretando vitória para o lado de Voldemort. Ela precisava daquele último caderno. Precisava saber qual era a última ordenança de Dumbledore. Haviam conseguido cumprir com todos os outros e se seguissem o último detalhadamente não havia sombra de dúvidas que Voldemort pereceria.
- Eu sei que está, Harry. – ela cercou o tronco dele e descaçou sua testa em seu peito. – Se conseguirmos esse último caderno vamos chegar bem mais perto do fim.
Ele tocou o rosto dela fazendo-a ergueu os olhos novamente para ele. Harry inclinou-se e selou seus lábios no dela. O primeiro instinto de Hermione era recuar. Era o seu primeiro instinto sempre quando ele fazia aquilo. Mas ela permaneceu imóvel.
Havia algo diferente em seu relacionamento com Harry. Eles eram dois amigos. Amigos. Era isso que eram. Mas aquela guerra os aproximou tanto que eles foram quebrando tantas barreiras com o passar do tempo que quando se deram conta já eram íntimos em um grau sério. O fio que os unia era fino, porém era extenso, estável, confiável e consistente. Poderiam carregar a maneira como se interagiam por uma vida inteira. Seria monótono. Mas os satisfazia e era confortável, embora Hermione sempre tivesse seu instinto em recuar porque o primeiro nome que lhe gritava na cabeça era o de Draco Malfoy. Era como se levasse um susto todas as vezes que Harry a tocava. Talvez ele sentisse a mesma coisa. Acontece que o que os unia era o previsível. Eles eram previsíveis. Harry Potter e Hermione Granger. Previsíveis demais aos olhos de qualquer um, até mesmo aos olhos dos próprios. O herói e a heroína. Quem nunca havia imaginado?
- Vou a sede. – ele se afastou. – Te encontro lá em vinte minutos. – Ela assentiu e ele a deixou sozinha para organizar seus serviços de poções.
O que ela tinha com Harry não era nada que se aproximasse do que ela sentia por Draco Malfoy. Malfoy era sua casa, sua paixão, seu desejo, suas vinte e quatro horas de devoção mental. Ele era seu coração acelerado, suas mãos suando, seus pelos se arrepiando, sua noite mal dormida. Harry era apenas sua realidade. Sua simples e cruel realidade. Certamente Malfoy também teria a dele.
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Próximo Capítulo: Encontre-me em Guerra
NA: Devo confessar que por mais que esse capítulo seja parado e a narração dele conte algumas coisas entre o Draco e a Hermione durante algumas bratalhas apenas de modo superficial, a verdade é que eu realmente o amo! O amo apenas porque ele carrega o poder da narrativa explicativa e subjetiva e eu simplesmente amo essa intenção.
Bem, estamos chegando na reta final da fanfic. Apenas mais alguns capítulos (2 + epílogo) e estaremos dizendo Bye-Bye! Espero que tudo dê certo com as postagens porque janeiro retoma as atividades pós break dos holidays e a adaptação para o estágio que eu estou é um caos! Enfim, farei o meu melhor.
Espero que todos apreciem o capítulo.
NOTÍCIA IMPORTANTÍSSIMA!!!
Para quem ainda não vasculhou o F&B, estou com uma nova fic de capítulo único e pequenininha, porém muito significativa no quesito de satisfação pessoal. :D A narrativa é uma extensão imaginativa do capítulo passado que tivemos aqui nessa fanfic, tanto é que tem até uma parte no diálogo entre eles que há uma repetição singela de uma das respostas do Draco. Enfim, para quem quiser ler e comentar, eu ficarei IMENSAMENTE grata.
MADE OF STONE - http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=44946
Desde já eu agradeço a todos vocês que estão sempre aqui dando o maior incentivo para minha pessoa! :D Cada comentário me dá mais ânimo para escrever novas fanfics! Obrigada!
RESPOSTA AOS COMENTÁRIOS:
Nicole Ninfadora: Hei, muito obrigada por compreender tão bem a essência do capítulo passado! vc disse simplesmente tudo que eu queria!! Quanto ao seu comentário na Made of Stone, eu sinto muito em desapontar dizendo que eu não planejo nenhuma continuação. :( Eu sei como é triste para leitores quando os autores não seguem aquilo que esperamos! :( Mas para compensar posso dizer que estou no projeto de uma nova fanfic que pode superar uma continuação. Obrigada por todo o apoio!! Vc foi a primeira leitora dessa fic a comentar na short made of stone!!! Muito obrigada de verdade!!! :)
Luana Mara: Aqui estamos com mais um capítulo!! Espero que tenha gostado!! Muito obrigada pelo apoio e pode ter certeza que o dia que eu conseguir escrever algo que não seja sobre Harry Potter eu levarei o projeto adiante! meu sonho na verdade! Mas não consigo me desvincular de Harry Potter! Haha! Deixe seu comentário sobre esse capítulo! Obrigada! :)
Sara C: Ebaaaaaa!! Leitora nova!! Seja muito bem vinda e obrigada por dar apoio e acompanhar! Espero de verdade que esse capítulo tenha a deixado feliz! Deixe seu sincero comentário sobre ele! Significa muito e espero que aprecie o resto da história como tem apreciado até então!! Obrigada! :)
M R C: Tbm acho bem cruel ele ter que matá-la, mas acho boa a intenção de que ele agora ele ta tentando confiando que a Mione sempre estará fugindo. Até porque com todo o poder que as poções do Dumbledore tem dado para ela até eu me sentiria segura em ir lá tentar matar sabendo que ela ia conseguir fugir! hahaha Espero que tenha gostado do capítulo e que goste o resto da fic como tem mostrado gostar até agora! Espero não falhar! Dê uma passadinha na fic nova se puder e comente sobre esse capítulo! Obrigada! :)
Juliana Vieira: Ai, é realmente deprimente eles não poderem ficar juntos por causa da guerra! Mas é isso que torna tudo mais interessante. Sabe aquela história de o perfeito e o proibido. Então. Se fosse lícito não teria toda a aventura, emoção e intensidade! hahaha Bem, espero que tenha gostado do capítulo e espero que dê uma passadinha na nova fic! Deixe seu comentário e muito obrigada pelo apoio! :)
Gabriela-15: Bem, quanto aos personagens que morreram no livro eu sempre me recusarei a aceitar que o Fred morreu, então você pode considerar que pelo menos ele estará vivo! hahaha Mas para a fic não importa muito quem morreu e quem está vivo e embora eu estaja desconsiderando muita das coisas do livro adiando um pouco a guerra e fazendo toda uma firula, o que importa mesmo é Draco e Hermione, o resto ficará sempre sujestivo. Pode pensar o que quiser! Estou dando essa liberdade! Gosto quando isso acontece! Espero que não a incomode! Enfim, tomara que tenha gostado desse capítulo e que goste do restante da história! Muito obrigada pelo apoio! :)
Ariene S. Malfoy: *.* Posso amar pra sempre todas as vezes que me chama de diva?? hahahaha Gosto muito!! Sobre o capítulo passado, realmente eu quis fazer algo que eu nunca tinha lido em nenhuma fic, embora eu não seja uma leitora tão ativa, não sou de se desperdiçar! Tentei mesclar o físico com o emotivo sem ser muito brusca nas palavras! Fiquei muito feliz por receber comentários positivos com relação a isso! :) Espero que possa dar uma passadinha na nova fic e quanto a esse capítulo tomara que tenha gostado. A fic ta chegando no finalzinho e espero mesmo que eu não venha a decepcionar! Obrigada pelo apoio, de verdade! :)
gisalefay: Leitora nova! Eba! Seja muito bem vinda! Fiquei muito feliz por ter captado a intenção da fanfic e muito feliz por estar gostando! Obrigada pelo apoio! :)
Aline Ferreira Ril: Obrigada de verdade pelo elogio! Fico muito feliz em saber que está gostando da história e a palavra que usou para definí-la me fez abrir um sorriso muito enorme! Seja super bem vinda e espero que aprecie o restante da história! Se puder dar uma passada na nova fic eu ficaria muito agradecida! :)
Landa MS: Fico muito satisfeita que tenha gostado do capítulo passado e que tenha entendido toda a sutileza que eu quis passar! Simplesmente adoro entrar nos pensamentos dos personagens e adoro quando autores descrevem isso portanto eu não poderia ficar pra trás nas minhas! ahaha Espero que goste desse embora ele seja um pouco restrito no quesitos Draco e Hermione! E muito obrigada pelas informações que me passou! Vou tentar enviar uma solicitação e ficar no pé para liberarem os capítulos para os leitores! Seus comentários significam muito porque eu fico imaginando o tanto de fic que vc já deve ter lido durante esse tempo todo de site!! Eu com certeza lerei O Preço de Amar um Malfoy! É uma das minhas prioridades embora eu esteja com ressaca literária porque acabei de ler um livro muito bom e ainda estou completamente inerte no mundo dele! Mas recomendação sua é recomendação boa! Lerei com certeza! Obrigada pelo apoio e por sempre comentar! Significa horrores!! :)
PESSOAL, FELIZ ANO NOVO! TENHAM UM ANO REPLETO DE PAZ, AMOR, ALEGRIA E SAÚDE!!