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22. Capitulo 20


Fic: Alma de Rainha- HHr -Com Trailer Concluída 12.12


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo XX


     Hermione achava que tais perguntas seriam sobre “Harry”, sobre qual seria seu papel, mas, em vez disso, uma jornalista a surpreendeu;


— A senhora concordou em adiar a construção do novo hospital-escola?


     Hermione podia apenas expressar surpresa, virando-se para as servas, que olhavam rigidamente para frente.


— Assinou o acordo hoje mesmo — continuou a jornalista, com ousadia, e Hermione finalmente se deixou desmoronar, sabia naquele instante o que acontecera. Porque era o que ela temera por muito tempo.


    Seus servos e auxiliares haviam esperado pelo momento de fraqueza e aproveitaram a oportunidade, mas não havia nada, nada que ela pudesse fazer. Anos de trabalho em prol de seu povo haviam sido jogados fora por sua própria assinatura.


— Não existe acordo algum. — A voz poderosa de “Harry” preencheu a sala silenciosa.


— “Harry”. — A voz dela estava embargada, sua mão buscando a dele para detê-lo, porque sabia o que fizera, mas ele tirou os dedos de debaixo da mesa e os apertou com firmeza e, de algum modo, naquele momento, uma confiança hesitante surgiu, e Hermione sabia que tudo o que tinha que fazer era se agarrar a ele.


— Sei de fonte segura que o acordo foi assinado — desafiou um jornalista. Depois, acrescentou apressadamente: — Alteza.


— Eu sugiro — a voz de “Harry” também tinha tom de desafio — que peça a sua fonte que providencie o documento, o que ela não pode fazer, porque o documento não existe.


Debaixo da mesa, sua mão soltou a dela, mas ela ainda podia sentir seu calor.


     Era mais do que um toque, era apoio oferecido em silêncio quando ela sentia que não poderia mais continuar; era como as coisas poderiam ser.


     Naquele, o mais triste dos dias, ela viu a possibilidade de uma fantasia se tomar realidade.


— Qual será seu papel? — Outro jornalista deu continuidade à entrevista, fazendo a pergunta que estava na ponta da língua de todos. — Ficará dividido entre Portugal e Inglaterra? Tem alguma palavra para o povo de Londres?


— Hoje, há um choque. — A voz de “Harry” era forte. — Em Londres e em Paris, todo o povo está em choque. Amanhã nós iremos dar boas-vindas a essas mudanças. A França tem um novo rei: o rei Viktor e Londres...


Ele fez a coisa mais corajosa, mais inesperada: “Harry” abriu um leve sorriso.


— Eu disse para minha esposa. Ela beijou um rei e ele virou um príncipe. Mas um príncipe que tem orgulho de servi-los da melhor maneira possível. Terei orgulho de servir ao lado de minha esposa como rei.


     E tudo o que restava para “Harry” fazer era partir de Paris. Andar pelo palácio, olhar para os retratos de seus predecessores de olhos azuis e finalmente entender por que nunca havia sentido que aquele era o seu lugar.


— Você voltará — lhe assegurou Luna. — Paris sempre o receberá de braços abertos.


— Eu sei disso.


— E você, virá para Portugal em breve? — Neville tinha lágrimas nos olhos pelo irmão que havia procurado tanto tempo. Agora que o havia encontrado, ele já estava partindo.


— É claro — disse “Harry”. — Tenho irmãos para conhecer, uma vida para me atualizar, mas preciso ir a outros lugares agora. — Ele olhou para Hermione, que estava calma e comportada, mas ele sabia que ela tremia por dentro.


— Nós não sabemos qual será a reação em Londres. Não é justo que Hermione volte sozinha.


     Ele abraçou seu irmão e sua cunhada e depois beijou o pequeno bebê, que levava sua memória. E mesmo que fosse difícil dizer adeus, ele sabia que não seria por muito tempo. A parte mais difícil ao partir naquela noite, era dar adeus ao seu vizir de confiança, um homem que ele havia considerado esnobe, mas que havia ficado ao seu lado e se oferecido para continuar a fazê-lo.


— Precisam de você aqui, Sírius. — disse “Harry”. — Para mostrar ao rei Viktor como as coisas são feitas.


— Ele pegou o belo colar de esmeraldas e o devolveu a Sírius.  — Para quando for a hora certa.


     França não precisava de mais nada dele dali em diante, por isso ele subiu a bordo do jato real de Londres, sentou ao lado de Hermione e olhou pela janela durante e decolagem, observando as luzes de Londres diminuindo de tamanho e fazendo uma prece pelo povo que ficaria seguro sob a liderança de Viktor.


     Ele estava grato por Hermione estar quieta, mas ainda assim desejava o calor suave de suas mãos. Então Molly entrou.


— Alteza, o capitão me disse para pedir desculpas. Sinto muito.


     “Harry” franziu sua expressão enquanto a mulher falava com sua rainha, porque Molly não parecia nem um pouco arrependida.


— Há um pequeno problema técnico, não podemos transmitir as notícias de Londres para o avião.


— Como poderei medir a reação de meu povo? — perguntou Hermione bruscamente, depois mandou Molly sair, cansada demais para discutir. Mas, mesmo ao mandá-la embora, queria chamá-la de volta. Porque, sem Molly, Hermione ficaria sozinha com “Harry” pela primeira vez desde o comunicado e ela não tinha certeza de que gostaria de ouvir as respostas àquelas perguntas.


     Ela não queria descobrir que aquilo havia sido apenas um exercício de relações públicas: um discurso bem feito para conquistar seu afeto para que ela fosse esquentar sua cama à noite.


— Eu estava confuso — ele falou primeiro, e ouvir aquele homem poderoso e seguro admitir uma fraqueza fez com que Hermione virasse o rosto para ele. — Mais confuso do que qualquer homem jamais poderia se sentir. — Eu não tinha nada, Hermione. Não tinha nem mesmo certeza de possuir uma esposa.


— Nós estivemos na frente de um juiz.


— Aquele não era eu.


— Era você na cama naquela noite — disse Hermione. — Você, qualquer que seja seu nome ou título, que tirou muito mais do que minha virgindade. Você me mostrou como as coisas poderiam ser e depois, quando o primeiro sinal de problemas apareceu, você tirou isso de mim.


— Eu queria lhe dar uma chance — disse “Harry”, e Hermione percebeu que era a primeira vez que ela havia tido uma chance. Sim, ela já havia tomado muitas decisões, mas uma escolha pessoal? Não havia tido nenhuma, absolutamente nenhuma questão quanto ao rumo de sua vida.


     Ela fora criada para ser rainha, mas até isso seria tirado dela se um irmão viesse junto.


     Esperava-se que ela se casasse com um homem que nunca havia visto, para produzir herdeiros, para governar a Inglaterra; mas ela nunca tivera escolha. E sim, a seu modo, “Harry” havia lhe oferecido uma opção.


— Eu não sou o que você esperava. — Ele a fez rir, mas o riso engasgou em sua garganta e ela começou a chorar.


— Não preciso conferir sua assinatura. Não preciso ler seu discurso. Eu sei que você está do meu lado. Mas eu menti para você, “Harry”. — Ela engoliu em seco.


— Eu sei — disse ele. — Ouvi você falando com Molly sobre como às vezes o fardo é pesado demais para que você possa carregar.


— Não é que... — Ela balançou a cabeça negativamente. — Eu quero não apenas seu amor, não apenas seu corpo, mas sua sabedoria também. — E ele a envolveu em seus braços. — Eu tenho tanto medo de ir fundo demais, mas não foi só sobre isso que menti.


— Diga-me. — Ele sorriu, e ela não sentia mais medo. Bem, só um pouco.


— Quando voltamos do deserto. — Hermione engoliu em seco. — Quando você foi para Portugal, menti para você.


— Não compreendo.


— Quando você perguntou se eu estava grávida.


     Ele estava lívido, mas havia um esboço de sorriso esperando para aparecer e isso a estimulou a prosseguir.


— Eu menti quando disse que não havia bebê...


Ele a beijou e foi maravilhoso, mas ele não entendia muito bem a situação...


— Por que você mentiria? Você devia saber o que ia encontrar, e toda aquela história de clínicas de fertilidade...


— Eu jamais abdicaria de meu título, a não ser que o perdesse, ou se aquele terremoto tivesse sido grande demais e eu estivesse voltando hoje à noite para enfrentar uma catástrofe. “Harry”, eu queria estar certa do que você estava me dando e queria que você visse tudo de que estávamos desistindo. Era tudo ou nada, e eu queria que você compreendesse isso. Posso lidar com qualquer coisa, se puder dormir a seu lado à noite.


— Então, agora nós temos tudo.


     O medo, a solidão, aquilo que ele havia sentido durante tantos anos, tudo saiu de seu peito e deixou seu coração batendo livremente, enquanto as doces palavras dela lhe banhavam os sentidos.


     Ela teria um bebê. E enquanto eles tentavam assimilar a notícia, ele não era rei, nem o consorte para uma rainha, e Hermione não era rainha. Em vez disso, eles eram um casal. Mortais que haviam feito um milagre.


     As notícias não eram mais sobre a linhagem dos herdeiros; uma nova família real estava emergindo e reinaria com uma nova compreensão do que realmente importava na vida.


— Estou tão nervosa — admitiu Hermione, olhando para a tela da televisão. O rosto de Viktor, o novo soberano da França, piscou diante de seus olhos, depois, imagens dos irmãos, Rafiq e Tahir e imagens do povo nas ruas e sua reação de choque ao tentar compreender tudo o que havia acontecido. Sua mente, como costumava fazer, mesmo nos momentos de maior ternura, se voltou para seu próprio povo e para como eles aceitariam as novidades.


— Tanta coisa mudou.


— Tanta coisa foi consertada — redarguiu “Harry”, e o noticiário foi desligado enquanto as luzes da cabine eram diminuídas e eles se preparavam para a aterrissagem.


     Hermione podia sentir seu coração martelando em seu peito enquanto tentava avaliar qual seria a reação de seu povo. Ela havia saído de lá como uma rainha virgem envolta num robe para unir a Inglaterra a França e prometera voltar com um rei...


     Mas, quando a mão dele envolveu a dela, Hermione soube que, assim como esperava que seu povo também soubesse em breve, que ele era muito melhor do que o que diziam sobre ele. O povo teria seu tão aguardado rei. Mas, talvez demorasse até que ele fosse aceito.


— O que são essas luzes? — “Harry” olhou pela janela, para a nova terra que o aguardava.


— Deve ser o palácio — disse Hermione, sem seguir seu olhar, seus olhos fixos adiante, porque ela odiava aterrissagens.


— Não, nas ruas — começou “Harry”, mas não prosseguiu, sentindo sua tensão e segurando a mão dela enquanto o trem de pouso tocava a pista e o avião lentamente parava, numa aterrissagem perfeita.


     As luzes da cabine se acenderam e Molly se aproximou com a assistente de maquiagem.


— Agora não. — Hermione balançou a cabeça. — São duas da manhã.


— Mas haverá fotógrafos.


— Então me proteja! — disse Hermione. — Não quero fotógrafos até que eu saiba da reação de meu povo e... — Ela parou onde estava. — Graças aos problemas técnicos, não pudemos assistir ao noticiário. Não quero que isso se repita.


     Mas Molly não estava ouvindo e instruiu a maquiadora para que continuasse, o que ela fez, mexendo nos cabelos e no vestido de Hermione mesmo com ela parada. Hermione estava nervosa demais para reclamar, distraída demais para perceber o sorriso secreto de Molly. Mas “Harry” percebeu.


     Seu cenho franzido, olhando em direção a Molly indicava uma pergunta, e não chateação, mas ela não respondeu, apenas baixou os olhos modestamente, e ainda assim aquele sorriso dançava em seus lábios. E então a porta foi aberta e Hermione simplesmente perdeu o fôlego.


     A pista ficava em solo real, mas mesmo assim gritos vindos das ruas próximas cobriram a distância. As luzes que “Harry” havia visto eram velas sendo seguradas. Certamente todas as famílias de Londres haviam saído para saudar a realeza!


— Saúdem o rei James, da Inglaterra!


— Saúdem a leal rainha Hermione!


— Eu queria que fosse uma surpresa — Molly falou sem permissão. — Seu povo a ama, Hermione, todos só querem vê-la feliz. — Olhos escuros e sábios se viraram para “Harry” — Eles também o amam, Alteza...


Estava escuro, era tarde, mas eles nem pensavam em ir deitar.


     Londres queria celebrar e o novo casal real deveria participar. Um carro aberto foi chamado e eles desfilaram acenando enquanto eram levados pelas ruas em meio ao clamor da população. Londres nunca estivera tão vibrante.


Aquela era o novo começo pelo qual eles haviam ansiado.


— Estou em casa. — As palavras de “Harry” se perderam no ruído ensurdecedor da multidão, e Hermione teve que se inclinar em direção a ele para tentar compreender o que ele dizia, mas o barulho era alto demais para que ele pudesse explicar.


     Durante anos, intermináveis e solitários anos, havia ocorrido uma busca por algo que ele não conhecia: paz, felicidade, por si mesmo. E ali estava ela, a liberdade.


A liberdade que o amor lhe trazia, a liberdade de ser ele mesmo.


     Era uma liberdade que não podia ser encontrada num palácio que ele não havia herdado por direito, e muito havia mudado para que ele encontrasse a liberdade verdadeira numa terra da qual fora separado havia duas décadas.


— Estou em casa — disse ele novamente e, daquela vez, Hermione o ouviu e não precisou de esclarecimento ou explicações, porque sentiu o mesmo. Seu povo, sua vida, suas responsabilidades não seriam mais um fardo. O amor reinava naquela terra.


— Também estou em casa — disse Hermione. — Meu lar é com você.


 


Fim!

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