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5. Cap Cinco


Fic: Os delírios de Consumo de Gina Weasley


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CINCO

Frugalidade. Simplicidade. Esses são meus novos lemas. Uma nova vida, sem confusão e desordem, meio zen, em que eu não gaste nada. Não gastar nada. Quero dizer, quando se pensa nisso, quanto dinheiro desperdiçamos por dia? Não é para menos que estou com algumas dívidas. E, realmente, não é culpa minha. Eu só estava sucumbindo à draga ocidental do materialismo – e é preciso ter a força de um elefante para resistir. Pelo menos é o que diz o meu novo livro.

Veja bem: ontem, quando minha mãe e eu fomos à Waterstone’s para comprar seu material de leitura para a semana, dirigi-me à seção de auto-ajuda e comprei o livro mais maravilhoso que já li. Sinceramente, ele vai mudar a minha vida. Agora já o tenho, está na minha bolsa. Chama-se Controlando seu dinheiro, de David E. Barton, e é fantástico. Ele diz que nós todos podemos esbanjar dinheiro sem perceber, e que a maioria das pessoas poderia facilmente reduzir os gastos pela metade em apenas uma semana.

Em uma semana!

Você só precisa fazer determinadas coisas como preparar seus próprios sanduíches, em vez de comer em restaurantes e ir de bicicleta para o trabalho, em vez de pegar o metrô. Quando se começa a pensar nisso, percebe-se que é possível economizar em tudo. E como David E. Barton diz, há muitos programas que podemos fazer de graça, como ir a parques e museus ou o simples prazer de um passeio no campo, que esquecemos porque estamos tão ocupados gastando dinheiro.

É tudo tão simples e fácil. E o melhor de tudo é que você precisa, de cara, sair para fazer compras! O livro diz que se deve começar a relacionar cada item comprado num único dia normal de gasto e colocá-lo num gráfico. Ele salienta que é preciso ser honesto e não cortar de repente ou alterar seu padrão de vida – o que é uma sorte, porque o aniversário de Mione é na quinta-feira e eu preciso comprar-lhe um presente.

Assim, na manhã de segunda-feira, paro na Lucio’s a caminho do trabalho e compro um cappuccino tamanho extragrande e um muffin de chocolate, como faço sempre. Devo admitir que fico um pouco sentida quando vou pagar porque este é meu último cappuccino e meu último muffin de chocolate. Minha nova fase de frugalidade começa amanhã – e os cappuccinos não são permitidos. David E. Barton diz que, se você tem o hábito de tomar café, deve fazê-lo em casa e levá-lo para o trabalho numa garrafa térmica, e se você gosta de beliscar, deve comprar bolos baratos no supermercado. “Os comerciantes de café estão depenando você com o que é pouco mais do que água quente e plástico” – revela ele – e acho que ele está certo. Mas sentirei falta do meu cappuccino matinal. Ainda. Prometi a mim mesma que seguirei as regras do livro – e é o que farei.

Ao sair da cafeteria segurando minha última xícara, me dou conta de que não tenho na realidade uma garrafa térmica para o café. Mas tudo bem, comprarei uma. Há umas lindas de cromo brilhante na Habitat. Garrafas térmicas são mesmo muito usadas hoje em dia. Acho que Alessi podia até fazer uma. Não seria legal? Beber café numa garrafa térmica com a grife Alessi. Muito mais elegante do que um cappuccino para viagem.

Sinto-me bastante feliz andando pela rua. Quando chego à Smith’s, entro e olho algumas revistas para me manter em dia – e também compro um lindo caderninho prateado e uma caneta para anotar tudo que gasto. Vou ser realmente rigorosa com isso pois, segundo David E. Barton, o ato em si de anotar as compras deve ter um efeito restritivo. Assim, quando chego ao trabalho, começo minha lista.

Cappuccino 1,50
Muffin 1,00
Caderno 3,99
Caneta 1,20
Revistas 6,40

O que dá um total até agora de... 14,09 libras.

Nossa. Acho que é um bocado, levando em conta que só são 9:40 da manhã.
Mas o caderno e a caneta não contam, não é? São uma espécie de exigência do treinamento. Quero dizer, como você vai anotar todas as suas despesas sem um caderno e uma caneta? Pensando assim, subtraio ambos e agora meu total dá... 8,90 libras. O que é muito melhor.

De qualquer modo, estou no trabalho agora. Provavelmente não gastarei mais nada o dia todo.

Mas, meu Deus. De algum modo, ficar sem gastar nada é absolutamente impossível. Primeiro, Guy, do setor de contabilidade, vem com um outro presente de despedida para darmos. Depois, preciso sair e almoçar alguma coisa. Sou muito contida com meu sanduíche – escolho ovo com agrião, que é o mais barato na Boots, e eu nem gosto de ovo e agrião.

David E. Barton diz que, quando fazemos um esforço real, especialmente nos estágios iniciais, devemos nos recompensar – então eu pego uns óleos de banho de coco, no balcão de produtos naturais, como um pequeno presente. Depois, percebo que o creme hidratante que uso está em promoção oferecendo pontos de Vantagem.

Adoro pontos de Vantagem. Eles não são uma invenção maravilhosa? Se você gasta o suficiente, pode conseguir prêmios muito bons, como uma bela diária num hotel. No último Natal eu fui muito esperta – acumulei pontos suficientes para comprar um presente para minha avó. O que aconteceu de fato foi que já havia conseguido 1.653 pontos – e precisava de 1.800 para comprar para ela um kit de rolos quentes para cabelo. Então comprei para mim um vidro grande de perfume Samsara e ganhei 150 pontos extras no meu cartão – com isso, com isso consegui o kit de rolos quentes absolutamente de graça! O único problema é que não gosto muito do perfume Samsara – mas isso eu só percebi quando cheguei em casa. Mesmo assim não importa.
A maneira inteligente de usar pontos de Vantagem – como em todas as ofertas especiais – é descobrir a oportunidade de usá-la, pois pode não surgir no seu caminho outra vez. Assim, pego três potes de creme hidratante e compro. Pontos de Vantagem em dobro! Acaba saindo de graça, não é?

Depois, preciso comprar o presente de aniversário de Mione. Já comprei um conjunto de óleos aromáticos – mas outro dia vi um lindo cardigã rosa de angorá, na Benetton, e sei que ela adoraria. Sempre é possível devolver os óleos aromáticos, ou dar de presente a alguém no Natal.

Entro na Benetton e pego o cardigã rosa. Estou quase pagando... quando percebo que eles têm em cinza também. O cardigã angorá mais perfeito, macio, cinza-pomba, com pequeninos botões de pérola.

Ah, Deus. Você vê, o negócio é que estou procurando um bom cardigã cinza há anos. Juro que estou. Pode perguntar à Mione, minha mãe, qualquer um. E a outra coisa é que não estou ainda no meu novo regime frugal, não é? Só estou me monitorando.

Segundo David E. Barton, é preciso agir o mais natural possível. Portanto, devo seguir meus impulsos naturais e comprá-lo. Seria falso não fazê-lo. Arruinaria todo o processo.
E só custa quarenta e cinco libras. E eu posso comprar com o VISA.

Analise por outro ângulo – o que são quarenta e cinco libras no final das contas? Quero dizer, nada, não é?

E eu compro. O pequeno cardigã mais perfeito do mundo. As pessoas me chamarão de a Garota do Cardigã Cinza. Poderei viver nele. Realmente, é um investimento.

Após o almoço, preciso ir até a Image Store para escolher uma foto para a capa do próximo número da revista. É minha tarefa favorita, sem dúvida – e não entendo por que Philip sempre passa para outra pessoa. Basicamente significa que vou sentar e beber café a tarde toda enquanto examino fileiras e fileiras de transparências.

Porque, claro, não temos orçamento para criar nossas próprias capas. Deus, não. Quando comecei no jornalismo, achei que poderia participar de filmagens, conhecer modelos e ter momentos de muito glamour. Mas não temos nem um fotógrafo. Todas as nossas revistas usam bancos de fotografias como a Image Store, e as mesmas imagens tendem a aparecer de novo, várias vezes. Há uma fotografia de um tigre rugindo que já esteve pelo menos em três capas de finanças pessoais no último ano. Mesmo assim, os leitores não se importam, não é? Na verdade eles não compram a revista para ver a modelo. Kate Moss.

A minha sorte é que o editor de Elly também não gosta de escolher capas – e eles também usam a Image Store, como nós. Assim, sempre procuramos dar um jeito de irmos juntas e aproveitarmos para conversar. Melhor ainda, a Image Store é lá em Notting Hill Gate, portanto posso perfeitamente levar séculos para chegar lá e voltar, sem nenhum problema. Geralmente não me preocupo de voltar para o escritório. É a maneira perfeita de passar uma tarde. (Isto é, uma tarde paga. Claro, pensaria diferente se fosse um sábado.)
Chego lá antes de Elly e digo à garota da recepção: “Gina Weasley da Successful Saving”, mas gostaria mesmo de poder dizer “Gina Weasley do Wall Street Journal”. Depois, sento numa cadeira macia de couro preto, folheio um catálogo de fotografias brilhantes de famílias felizes, até que um dos rapazes bem-vestidos que trabalham lá se aproxima e me encaminha para uma mesa iluminada, reservada para mim.

- Meu nome é Paul – diz ele – e estarei auxiliando você hoje. Sabe o que está procurando?

- Bem... – digo, e num gesto importante, consulto meu caderno. Tivemos uma reunião para fechar a capa ontem e acabei escolhendo a matéria. Organização de portfólio: conseguindo o equilíbrio certo. Antes que você durma com tanta chatice, quero apenas informar que no mês passado a matéria de capa foi Contas de depósito: colocadas em teste.

Por que será que não podemos, pelo menos uma vez, colocar os cremes de bronzeamento em teste? Ora.

- Estou procurando fotografias de escaladas – explico, lendo minha lista. – Ou cordas bambas, ou monociclos...

- Imagens de equilíbrio – diz Paul apreendendo. – Nenhum problema. Gostaria de um café?

- Sim, por favor. – Sorrio e relaxo na minha cadeira. Entendo o que quero dizer? É tão agradável este lugar. E estou sendo paga para sentar nesta cadeira, sem fazer nada.

Alguns momentos depois, Elly aparece com Paul e olho surpresa para ela. Está bem bonita, num tailleur cor de berinjela e salto alto.

- Então são nadadores, barcos e imagens européias – diz-lhe Paul.

- Isso mesmo – confirma Elly e afunda na cadeira ao lado da minha.

- Deixe-me adivinhar – digo. – Alguma coisa sobre moedas flutuantes.

- Muito bem – diz Elly. – Na verdade é “Europa – afunda ou nada?” – Diz ela numa voz incrivelmente dramática, e Paul e eu começamos a rir. Quando ele se afasta, observo-a de cima a baixo.

- E então, por que está tão bonita?

- Sempre estou bonita – esquiva-se ela. – Você sabe disso. – Paul já está trazendo no carrinho pilhas de transparências na nossa direção e Elly olha por cima delas. – São as suas ou as minhas?

Elly está evitando o assunto. O que está acontecendo?
- Você tem uma entrevista? – pergunto num rápido lampejo de genialidade. Ela me olha, enrubesce e tira uma folha de transparências do carrinho.

- Números de circo – diz ela. – Ilusionistas. Era isto que você queria?

- Elly! Você tem uma entrevista? Me diz!

Por um instante fez-se silêncio. Elly olha para a folha e depois para mim.

- Sim. – Morde o lábio. – Mas...

- Que bom! – exclamo, e umas meninas com aparência educada no canto da sala dirigem-nos o olhar. – Para quem? – digo mais calma. – Não é para a Cosmo, é?

Somos interrompidas por Paul que se aproxima com um café e coloca-o na frente de Elly.

- Nadadores chegando – diz ele, depois sorri e se afasta.

- Para quem? – Repito. Elly se inscreve para tantos empregos que me perco.

- É a Wetherby’s – responde ela, e um rosado sobe seu rosto.

- Wetherby’s Investments? – Ela faz que sim com um leve aceno da cabeça, e eu franzo a testa perplexa. Por que está se inscrevendo para a Wetherby’s Investments? – Eles têm alguma revista interna ou algo assim?

- Não estou me candidatando a jornalista – diz ela numa voz baixa. – Estou me candidatando a gerente de fundos.

- O quê? – digo, pasma.

Sei que os amigos devem apoiar as decisões profissionais uns dos outros e tudo mais. Mas, com todo respeito, gerente de fundos?

- É provável que eu nem consiga o emprego – diz e desvia o olhar. – Não é nada tão bom assim.

- Mas...

Estou sem fala. Como pode Elly sequer estar pensando em tornar-se gerente de fundos? Os gerentes de fundos não são pessoas reais. Eles são os personagens de quem nós rimos nas viagens de trabalho.

- É só uma idéia – diz ela, defensiva. – Talvez eu só queira mostrar a Carol que consigo fazer outra coisa. Entende?

- Então é como... uma barganha também? – arrisco.

- Sim – responde e encolhe os ombros levemente, em sinal de indiferença. – Um instrumento de barganha.

Mas não soa muito convincente e, pelo resto da tarde, Elly não está nem um pouco para conversas como normalmente. O que aconteceu? Quando saio da Image Store a caminho de casa ainda estou quebrando a cabeça com isso. Vou até High Street Kensington, atravesso a rua e hesito em frente à Marks and Spencer.

O metrô está à minha direita. As lojas, à minha esquerda.

Devo ignorar as lojas. Preciso praticar a frugalidade, ir direto para casa e fazer meu gráfico de gastos. Se precisar de diversão, posso assistir a um pouco de televisão de graça e, talvez, fazer uma sopa nutritiva e econômica.

Mas não há nada de bom passando hoje, pelo menos até a hora de EastEnders. E não estou com vontade de tomar sopa. Sinto-me como se precisasse de alguma coisa para me animar. Além disso – minha cabeça trabalha rápido – estarei desistindo de tudo isso amanhã, não é? Preciso me empanturrar antes que o jejum comece.

Com uma onda de alegria, corro em direção ao Barkers Centre. Não vou enlouquecer, prometo a mim mesma. Só um pequeno presente para continuar e não desistir. Já comprei meu cardigã – portanto, roupas não... e comprei um par de sapatos altos no outro dia – portanto, isso também não... apesar de ainda haver uns bons sapatos do tipo Prada-y na Hobbs... Humm. Não estou bem certa.

Chego à seção de cosméticos da Barkers e de repente já sei. Maquiagem! É o que preciso. Uma máscara nova e talvez um batom novo. Feliz, começo a andar pela sala clara e inebriante, evitando os sprays de perfume e testando os batons na parte de trás de minha mão. Quero um batom bem claro, decido, meio bege-rosado; e um delineador de lábios para combinar...

No balcão da Clarins, minha atenção é tomada por um grande aviso promocional.

Compre dois produtos para a pele e receba GRÁTIS uma sacola de beleza contendo adstringente, tonificante e creme hidratante tamanho amostra, batom Autumn Blaze, máscara Extra Strenght e uma amostra de Eau Dynamisante. Estoques limitados, portanto não perca tempo.

Mas isto é fantástico! Você sabe quanto custa normalmente um batom da Clarins? E aqui estão eles, dando isso de graça! Numa grande excitação começo a procurar todos os produtos para a pele tentando decidir quais comprar. Que tal um creme para o pescoço? Nunca usei isso antes. E um pouco deste hidratante revitalizador. E depois conseguirei um batom de graça! É um alto negócio.
- Olá – digo à mulher de uniforme branco. – Quero o creme para pescoço e o hidratante revitalizador. E a sacola de beleza – acrescento, de repente petrificada de medo de ser tarde demais... Os estoques limitados podem ter acabado.

Mas não acabaram! Graças a Deus. Enquanto meu cartão VISA está processando, a mulher me entrega uma bela sacola de beleza vermelha (que devo admitir é um pouco menor do que eu esperava), que abro contente. E lá está mesmo meu batom de graça!

É uma espécie de cor vermelho-amarronzada. Um pouco estranha, devo dizer. Mas se eu misturar com alguns dos meus outros e acrescentar um pouco de brilho, vai ficar bem bonito.

Quando chego em casa, estou exausta. Abro a porta do apartamento e Mione vem correndo como um cachorrinho.

- O que você comprou? – pergunta gritando.

- Não olhe! – respondo gritando também. – Não tem permissão de olhar! É seu presente.

- Meu presente! - Mione fica tão ansiosa com aniversários. Bem, para ser sincera, eu também.

Corro para meu quarto e escondo a sacola Bennetton no armário de roupas. Depois desembrulho todo o resto das minhas compras e tiro meu caderninho prata para listá-las. David E. Barton diz que isto deve ser feito imediatamente, antes que as coisas sejam esquecidas.

- Quer uma bebida? – vem a voz de Mione através da porta.

- Sim, por favor! – grito de volta, escrevendo no meu caderno e um momento depois ela chega com um copo de vinho.

- EastEnders num minuto – diz ela.

- Obrigada – digo, sem dar muita importância e continuo escrevendo. Estou seguindo exatamente as regras do livro, tirando todos os meus recibos e anotando, e me sinto realmente satisfeita comigo mesma. Só mostra que, como David E. Barton diz, com um pouco de esforço e atenção, qualquer um pode ter controle sobre suas finanças.

Pensando bem, comprei um bocado de hidratante hoje, não foi? Para ser sincera, quando estava no balcão da Clarins comprando meu creme vitalizador, esqueci de todos os potes que havia comprado na Boots. Mesmo assim, não importa. Sempre é preciso ter creme hidratante. É imprescindível, como pão e leite, e David E. Barton diz que nunca se deve economizar no fundamental. Fora isso, não acho que fiz tão mal assim. Claro que não somei tudo ainda, mas...

Tudo bem. Então aqui está minha lista final e completa:

Cappuccino 1,50
Muffin 1,00
Caderno 3,99
Caneta 1,20
Revistas 6,40
Sanduíche de ovo e agrião 0,99
Óleo de banho de coco 2,55
Cremes umectantes da Boots 20,97
Dois cardigãs 90,00
Evening Standard 0,35
Creme para pescoço Clarins 14,50
Creme hidratante Clarins 32,50
Sacola de beleza Gratuita!
Creme de banana 2,00
Bolo de cenoura 1,20

E chega a um total geral de... 173,96 libras.

Olho para esse número em estado de choque.

Não, sinto muito, isto não pode estar correto. Não pode estar correto. Não posso ter gastado mais de 170 libras em um dia.

Quero dizer, não é nem o fim de semana. Estive no trabalho. Não teria tido tempo para gastar tanto assim. Deve haver algum erro em algum lugar. Talvez eu não tenha somado tudo certo. Ou talvez eu tenha repetido a mesma coisa duas vezes.

Meus olhos correm com mais cuidado pela lista e de repente paro triunfante. “Dois cardigãs.” Eu sabia! Só comprei...

Ah, sim. Comprei mesmo dois, não foi? Droga. Ah, Deus, isto é deprimente. Vou assistir a EastEnders.













Endwich Bank
AGÊNCIA FULHAM
3 Fulham Road
Londres SW6 9JH

Srta. Ginevra Weasley
Apto. 2
4 Burney Road
Londres SW6 8FD

6 de março de 2000

Prezada Srta. Ginevra Weasley,

Agradeço sua mensagem na secretária eletrônica de domingo, 5 de março.

Sinto muito saber que seu cachorro morreu.

Ainda assim, devo insistir que a senhora entre em contato comigo ou com minha assistente, Erica Parnell, dentro dos próximos dias, para analisarmos sua situação.

Atenciosamente

Derek Smeath
Gerente


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