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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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29. Uma forma de castigo


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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-RON! Hermione gritou enquanto subia correndo pelas escadas, tentando alcançá-lo antes que ele chegasse ao seu quarto. Infelizmente ele tinha as pernas mais compridas, o que fazia isso ser impossível. Ela mal tinha chegado ao segundo andar quando a porta do quarto dele bateu. -Ron, abra esta porta! exigiu, esmurrando-a, mas não conseguindo nenhuma resposta.

-DROGA! Hermione gritou, continuando a socar a barreira que estava entre eles. -SE VOCÊ NÃO ABRIR ESTA PORTA AGORA, ela se esganiçou. -EU JURO POR DEUS, EU IREI COLOCÁ-LA ABAIXO!

-EU GOSTARIA DE VER ESSA SUA MALDITA TENTATIVA! Rony gritou do outro lado, - VOCÊ NÃO PODE FAZER MAGIA FORA DE HOGWARTS, LEMBRA?

-Filho da… ela resmungou surpresa em como ele a tinha derrubado prontamente. -Eu vou te mostrar a magia, ela murmurou, girando para longe da porta e parando no começo da escada. -Espere só.

***

-Então, Gina disse, deslizando para o lado de Harry no momento que ela viu o professor Lupin partir. -Sentindo-se melhor?

-Acho que sim, Harry respondeu.

-Você acha? Gina perguntou claramente insatisfeita com essa resposta. -Ou você está ou você não está. Então, qual dos dois?

-Se eu te disser, você vai me deixar sozinho?

-Isso depende, ela replicou.

-Depende de que?

-Se eu vou ou não acreditar em você.

Ele tentou lutar contra isso, realmente tentou, mas no fim Harry apenas não pode segurar o sorriso. Pelo menos isso foi honesto, pensou. Brutalmente honesto. Não podia lhe ajudar, mas era reconfortante. Todos os outros o tratavam com tanto cuidado que estavam começando a deixá-lo doente. Será que ela tinha tido algumas aulas com Hermione? Ele quis saber. Ou talvez ela sempre fora daquela maneira e eu apenas não tinha percebido.

A verdade era que Harry não tinha realmente observado muito Gina. Ele sempre tinha pensado nela como a irmã mais nova de Rony. O ano passado fora a primeira vez que tivera uma verdadeira conversa com ela. Quatro anos. Eu a conheço há quatro anos. Mas o que eu sei realmente sobre ela? Perguntou a si mesmo. Ela voa bem e é admiravelmente boa no Quadribol, considerando que seus irmãos nunca a deixavam jogar. Ela não é definitivamente alguém que eu quereria enfrentar num duelo. Suas azarações para rebater bicho-papão são cruéis. Até mesmo Fred e Jorge as temem e isso quer dizer alguma coisa. Ela tem o mesmo senso de humor que Rony. E seu temperamento também, embora ela seja melhor em controlá-lo. Naturalmente se Hermione não o pressionasse constantemente, nem mordesse a isca quando ele a pressionava, o temperamento de Rony tampouco seria evidente. Mas tudo aquilo era superficial. A maioria daquilo poderia ser aplicada a qualquer membro de sua família. O que eu sei realmente sobre Gina, a pessoa? Pensou, olhando-a como se fosse a primeira vez que ele realmente a via. Evidentemente quase nada.

-Pronto para experimentar um pouco do seu bolo de aniversário?

-Ahm? Harry perguntou, arrastado de volta à realidade pelo som da voz de Gina.

-Eu lhe perguntei se você queria realmente COMER uma parte de bolo da mamãe, ela respondeu, agarrando seu braço e puxando-o para a esquerda de onde estavam. -Você sabe, o contrário de amassá-lo com seu garfo e então jogá-lo no chão.

-Eu não o joguei, Harry retorquiu, soando mais defensivo do que pretendia. -Ele caiu.

-Bem, não deixe cair este pedaço, Gina respondeu, empurrando um prato embaixo de seu nariz. -Ou você estará sujeito a...

Mas ela não terminou sua frase. A chama que apareceu do nada e pairou no centro do quarto tinha atraído sua atenção. E não foi somente a de Gina. Quase todos tinham percebido o flash brilhante de luz. O quarto ficou silencioso enquanto a chama se extinguia e uma única pena dourada flutuava para o assoalho, seguido por um bilhete.

-Fawkes, Harry murmurou, olhando de relance para o rosto assustado de Gina e então para o Sr. Weasley que tinha se abaixado e recuperado a folha de pergaminho do chão.

-O que foi Arthur? Olho-Tonto perguntou, quando viu toda cor escoar do rosto do Sr. Weasley.

-Eles eram trouxas indefesos, Arthur falou, cerrando os punhos e empurrando o pedaço amarrotado de pergaminho na mão de Moody.

Harry encarou, estarrecido, o Sr. Weasley. Nunca tinha visto-o tão irritado. Sua esposa era a que perdia geralmente a calma. Se o Sr. Weasley estava com tanta raiva, algo seriamente errado tinha acontecido.

Gina tinha chegado à mesma conclusão. A última vez que ela tinha visto seu pai lívido daquele jeito tinha sido na noite em que ele brigara feio com Percy. O que quer que essa mensagem de Dumbledore tivesse contado, não era boa notícia.

-Certo, Olho-Tonto disse, aos membros da Ordem que tinham se concentrado em torno dele para ler o bilhete. -McGonagall e Hagrid já estão em Bristol. Dedalus, você e Hestia pegam Abberley. Arthur, você e seus meninos vão a Lewisham. Remo, você e Emmeline vão checar Mossley. Doge, você fica comigo. Nós pegaremos Lincoln. Molly…

-Eu sei o que fazer, disse, andando para fora do grupo e dirigindo-se diretamente para Harry e Gina.

-Bem o que estamos esperando? Moddy grunhiu. -Vamos lá.

-O que está acontecendo? Harry perguntou ao ver todos os outros bruxos e bruxas desaparatando atrás da Sra. Weasley.

-Por que papai levou Fred e Jorge para Lewisham? Gina inquiriu, incapaz de manter o medo fora de sua voz. -O que aconteceu?

-Pegue seu casaco, querida, Molly disse, ignorando a pergunta da sua filha e conduzindo-a para a porta. -Nós estamos saindo. Venha Harry, ela adicionou, agarrando seu braço e arrastando-o junto com elas. -Você também.

***


Hermione ainda estava resmungando consigo mesma quando abriu a porta da cozinha e entrou no cômodo como um pequeno furacão, pegando Gui e Tonks completamente de surpresa. O casal pulou e Tonks se afastou de Gui tão rápido que acertou seu cotovelo numa bacia de maçãs que estava na borda da mesa e derrubou-a no chão. Nada disso Hermione percebeu. Ela nem mesmo tomou conhecimento do casal estarrecido quando passou por eles e começou a desarrumar as gavetas onde os talheres haviam sido guardados.

-Estúpido imbecil, eles ouviram seu resmungo, ao puxar uma gaveta completamente para fora do móvel e a despejar de cabeça para baixo no balcão. -Cretino insuportável, gritou, puxando a gaveta seguinte tão forte que esta caiu no assoalho, espalhando seu conteúdo em toda parte. -Eu vou te mostrar a mágica, ela cuspiu enquanto achava o que estava procurando, se inclinava, e apanhava do chão o grande martelo de madeira usado para amaciar carne. Sem pronunciar nem mais uma palavra, Hermione ficou de pé, agarrou uma faca de manteiga, e então saiu da cozinha.

-Pela mãe de Merlin! Tonks gritou, olhando fixamente para a porta agora fechada com olhos arregalados. -Nós não devemos fazer alguma coisa? Perguntou a Gui, ao escutarem os passos trovejantes de Hermione se afastando. -Antes que ela o acerte fatalmente com esse martelo?

-É melhor apenas permanecer fora do caminho quando eles começam com isso, Gui respondeu, puxando sua varinha para fora de seu bolso e usando-a para consertar a bacia que tinha quebrado.

-Eles já... fizeram isso antes? Tonks perguntou completamente surpresa.

-Assim eu escutei, Gui disse indiferente, acenando sua varinha sobre os talheres espalhados pelo chão e fazendo com que voassem de volta para a gaveta. -Eu nunca vi realmente uma briga inteira, ele adicionou, apontando sua varinha na bagunça sobre o balcão. -Mas pelo que me falaram, eles estão sempre discutindo um com o outro. Não é nada demais. Rony sabe contê-la.

-Mas... ela está indo atrás dele com uma faca, Tonks protestou.

-Sim, isso é novo, ele zombou. -Mas é só uma faca de pão.

-Ele é seu irmão, ela gritou em descrença. -Você não está preocupado?

-Melhor uma faca do que uma varinha, ele riu. -Talvez assim ele tenha uma chance decente de desarmá-la.

-GUI!

-Eles irão se acertar, respondeu, obviamente não compartilhando de seu interesse. -Eles sempre se acertam.

Isso não pode ser verdade, pensou Tonks, olhando seu amigo como se achasse que ele estivesse enganado. -Você não viu o jeito dela olhar? Se alguém viesse atrás de mim com um olhar como aquele... Se esse menino sabe o que é bom para ele, seria muito melhor ele fugir para se salvar.

***
Hermione marchou de volta até à porta fechada de Rony, não fazendo nenhum esforço para esconder sua aproximação. Não somente queria que Rony soubesse que estava lá, ela queria que ele soubesse que não iria embora. Sem dizer uma palavra, colocou a faca de pão sob o pino na dobradiça no alto da porta e então bateu levemente com o martelo. Três pancadas e o pino saltou para fora.

-QUE MERDA QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? Rony exclamou quando o alto de sua porta balançou para o lado.

-MÁGICA! Hermione gritou de volta, se ajoelhou no chão e prosseguiu martelando também o pino para fora da dobradiça inferior. Ficando de pé, enfiou seus dedos entre a porta e a parede, criando uma abertura. Então agarrou uma parte da porta e puxou-a para si até que a sentiu se destrancar. Sua tarefa tinha terminado, Hermione soltou a porta e observou, com satisfação, como ela desabou no meio do quarto, com um estrondo.

-Você... você... você derrubou a maldita porta, Rony balbuciou ao olhar embasbacado para o chão em profundo espanto.

-Eu falei que eu iria fazê-lo, seu grande imbecil! Hermione exclamou ao entrar no quarto, o martelo ainda seguro pela sua mão esquerda.

-Bem... bem... você pode sair agora! Rony exclamou, tirando seus olhos da porta e travando-os em sua furiosa namorada.

-Eu não vou a lugar algum, Ela gritou. -Não até você escutar tudo o que eu estou tentando te contar.

-Eu já ouvi o bastante. Eu não quero ouvir mais nada.

-ISSO. NÃO. VAI. FUNCIONAR. COM. O. HARRY! Hermione berrou.

-Sim, você já me contou, Rony respondeu com uma careta de desgosto - Isso não irá funcionar a menos que você... Mas ele não conseguia obrigar-se a terminar de dizer as palavras. As imagens passando por sua cabeça eram ruins o suficiente. Ele não precisava nomeá-las. ... a menos que você faça... com ele. Eu entendi Hermione.

-Não Ron, você não entendeu. Ela proclamou em voz alta. -Foi você quem mencionou Harry em primeiro lugar, não eu. Você achou que ele era o único que precisa de proteção e pressupôs que eu me ligaria a ele, apesar do que eu falei. Assim eu direi outra vez, e talvez desta vez você realmente me escute. Hermione deu uma pequena pausa só para se certificar que tinha sua total atenção e então continuou, -A única pessoa com a qual eu tenho todas as intenções de fazer isso é você, seu grosso estúpido. Eu não poderia ligar-me a Harry, mesmo se eu quisesse. Tem que ser um ato de amor. Eu não o amo. Ele não me ama. Não dessa maneira. A ideia de dormir com ele é… bem, é repulsiva. Ele é como se fosse meu irmão pelo amor de Deus. E mesmo se isso não fosse uma condição, ainda não funcionaria. Se eu e ele ficássemos juntos, o processo todo seria maculado pela nossa traição a você. Você compreende o que eu estou dizendo? perguntou. -Eu não posso proteger Harry. Eu só posso proteger você.

-Eu estou realmente confuso aqui, Hermione, Rony disse, passando suas mãos pelos cabelos, exasperado. -Eu pensei que essa coisa toda de contra maldição fosse para proteger Harry, ele adicionou, sentando-se na borda de sua cama.

-Nós podemos usar a contra maldição para proteger qualquer um, ela tentou esclarecer. -Mas somente depois que nós tivermos a poção. Senão é suicídio. Nós precisamos da poção para proteger nossas almas. Nós não podemos apenas bebê-la ou a conexão será somente provisória. Ela irá permanecer por no máximo umas duas semanas a menos que mantenhamos a ligação.

-E como exatamente e suposto que façamos isso? Nós não temos que beber a poção a cada duas semanas, não é? Ron perguntou, horrorizado só pela ideia. ‘É claro que eu tenho esperanças de que isso tenha o gosto melhor do que a poção Polissuco’, ele pensou, ignorando completamente o fato de que as bochechas de Hermione tinham ficado de um vermelho brilhante ao ouvir sua pergunta.

-Bem, ela respondeu, desviando seus olhos, - como eu disse, se chama Poção de União por uma razão. A maneira a mais eficaz de manter a ligação é ter... relações regularmente.

-A-LO-U, a mente de Rony gritou, envolvida por esse bocado de informação. -De quanto regular estamos falando? perguntou. Seu rosto inteiro iluminado de excitação. Qualquer plano que envolvesse transar regularmente não poderia ser de todo mau. De fato, era apelação. Quanto mais ele pensava sobre isso, melhor soava. ‘Nós poderíamos começar agora mesmo. Ok, a poção ainda não está pronta’, lembrou-se, ‘mas nós sempre podemos começar praticando um pouquinho’. ‘Não era ela que sempre me chamava atenção de quanto é importante praticar um novo feitiço’? Não tinha hora melhor para começarem a praticar do que agora, quando a casa estava vazia.

‘Tolo insensível’, pensou Hermione, não gostando do rumo que a conversa tinha tomado ou dos pensamentos que sabia que estavam passando pela cabeça dele. Lá no fundo ela sabia que ele não percebeu como aquilo que disse tinha soado. Ela sabia que ele se importava com ela e não estava fazendo aquilo apenas por causa do sexo, mas seu comentário ainda assim a irritou. O fato de que ele em nenhum momento percebeu que estava tratando-a como se fosse um pedaço de carne, enjoava-lhe ainda mais. -Eu suponho que isso depende, ela respondeu tecnicamente.

-O que? Rony perguntou. Ele estava tão perdido em seus próprios pensamentos que realmente não escutou o que ela tinha respondido.

-Eu falei que isso depende.

-Do que? Rony pressionou. Somente depois de perguntar, notou que ela estava irritada com ele.’ O que eu fiz agora’? Ele se perguntou, surpreso.

-Se você vai ou não continuar a agir como um maldito tarado que se importa somente com qual frequência vai ter sorte.

-Hermione! gritou, paralisado pelo fato dela ter captado seus pensamentos. ‘Uh oh! Eu acho que isso significa que não iremos praticar’.

-Talvez você queira ler minhas anotações antes de tirar suas próprias conclusões, ela sugeriu.

-Hum, ok, concordou prontamente, esperando que pudesse acalmá-la.

-Eu vou apanhá-las, Hermione avisou, entortando seus lábios e estreitando a os olhos antes de girar sobre os calcanhares e rumar para a porta.

-Espere! Rony gritou, quando percebeu que ela poderia não voltar. -Me desculpe, adicionou, saltando para fora de sua cama e diminuindo a distância entre eles. -Não fique com raiva.

-Você está se desculpando pelo que? ela perguntou, voltando a olhar pra ele.

-Er... por qualquer coisa que eu tenha feito, ele respondeu, colocando uma expressão triste em seu rosto e encarando-a com sua melhor versão de olhar de cãozinho perdido.

‘Merda’, Hermione pensou, ao sentir que ela começava a amolecer. -Você não sabe nem mesmo pelo que está se desculpando, ela falou, mais para lembrar-se que estava irritada, do que por outro motivo.

-Mas eu sei que sinto muito, Rony devolveu, dando a ela um de seus irresistíveis sorrisos tortos. -Eu sei que posso ser um cretino, mas eu às vezes não consigo perceber. Você vai me perdoar, não vai? Por favor?

Ele não precisava realmente implorar neste momento. Podia ver que tinha começado a convencê-la completamente. Ela estava tentando não demonstrar, mas sua atitude tinha mudado. Sua linguagem corporal estava menos rígida do que há alguns momentos. Mesmo assim, ele não estava certo de que de tentar tocar nela agora seria boa ideia.

-Mione?

-Oh, eu suponho que sim, ela suspirou, mordendo seu lábio inferior para conter um sorriso. -Você espera aqui, disse, decidindo-se que era definitivamente melhor se permanecessem em um quarto sem porta pelo resto do tempo. -Eu irei pegar minhas anotações e já volto.

***

-Hermione? Rony chamou quando alcançou o final da página. -O que isso significa? perguntou, apontando para a linha que tinha acabado de ler, Poção de União + sangue (sacrifício) + amor = proteção adicional? -Sacrifício? Que merda de sacrifício? Exigiu. -Eu entendi que obviamente isso é mais que somente furar seu dedo e adicionar algumas gotas de sangue à poção. Você não está planejando cortar sua mão fora ou qualquer outra coisa semelhante, está? perguntou, lembrando obviamente do sacrifício que Rabicho fez para restaurar um corpo para seu mestre.

-Claro que não, Hermione bufou. -Honestamente? Só continue lendo, ela adicionou. -Isso tudo fará mais sentido do que você pensa.

Rony estudou-a atentamente por um momento, então colocou o pedaço de pergaminho que tinha acabado de ler no topo da pilha ao seu lado e deixou seus olhos percorrerem a próxima página das anotações de Hermione.

Sangue = vida; é como doar propriedades vitais.

**SANGUE DE VIRGENS TEM FORTES PROPRIEDADES MÁGICAS!**

Sacrifício = derramar sangue.

PRECISA SER NUM ATO DE AMOR!

Adicionar sangue na poção para aumentar a proteção.

Meu sangue o protege.

O sangue dele me protegerá?

Ou

Sêmen = vida; é como doar propriedades vitais.

Também derramado durante um ato de amor.

-INFERNO SANGRENTO! Rony gritou, seus olhos indo do início ao fim da página, encarando a ultima linha, que estava escrita em tinta vermelha como se fosse uma anotação escolar.

Poção de União + sangue + sêmen + amor = proteção + ligação de almas

O sacrifício ao qual ela se referia em suas anotações era sua virgindade. O sangue das virgens tinha propriedades mágicas. Todos sabiam disso. Mesmo Trouxas sabem em algum nível, eles apenas não percebem que sabem. Por todas as épocas eles tinham apreendido esse conhecimento, mas acabaram por distorcê-lo com histórias estranhas de meninas que foram dadas como alimento aos dragões, ou jogadas nos vulcões, ou em algo igualmente estupido. A maneira da morte não parecia importar contanto que fosse medonho e resultasse em uma cidade inteira sendo salva. Idiotas sangrentos, um monte deles, pensou Rony. Não somente os Trouxas não pareciam perceber que o gênero do doador não fazia nenhuma diferença do ponto de vista mágico, eles ainda interpretavam errado os aspectos protetores do sangue. O sangue das virgens tinha propriedades protetoras, mas eram menores. Eram usados principalmente em poções cicatrizantes e restauradoras. Mas isto… que Hermione estava sugerindo… Era muito além que de qualquer coisa que os medibruxos faziam. Ela não ia somente usar seu sangue normal. Ela queria usar o sangue que resultasse da perda de sua virgindade, que era indiscutivelmente muito mais poderoso. Tanto quanto Rony sabia, aquele tudo não tinha precedente. Era brilhante. Absolutamente, estonteantemente brilhante. A pergunta era: ele ousaria beber aquilo?

-Pelo inferno, como você consegue algo assim? Rony perguntou, perscrutando a última linha das anotações dela outra vez. -É malditamente brilhante, mas… você não acha que devia contar tudo isso para Dumbledore? Quero dizer, você está planejando alterar a poção, certo? Eu olhei a lista dos ingredientes e sangue e sêmen não estavam lá. Então, eu sei que você está adicionando isso para fortalecer a conexão e para adicionar um pouco de proteção extra para nós, mas e se esses não forem os únicos efeitos que ele tem?

-Você está louco? Hermione disparou, arqueando uma sobrancelha ao olhá-lo. -Você não pensa, honestamente, que ele nos deixaria fazer isso, acha? Eu teria que contar-lhe sobre a minha contra maldição e eu não vou fazer isso. E nem você, ela adicionou para que ficasse bem claro.

-Por que diabos, não? Se ele pode usar isso para bloquear a maldição da morte, por que não contar a ele? Por que não contar a todo mundo da Ordem?

-Bem, para começar, suas almas não estarão protegidas. Seria o mesmo que estar cometendo suicídio. Você não poderá forçá-los a beber uma poção de união. Eu penso que… teriam que estar dispostos a revelar sua alma a alguma outra pessoa e eu não penso que isso seja muito provável. Mais importante, quanto menos pessoas souberem sobre isso melhor. Ninguém mais pode saber sobre isso, Rony. Nem mesmo Harry.

-O que? Por que não? Você sabe que pode confiar nele.

-Não até que ele melhore sua Oclumência, Hermione adicionou rapidamente. -De outra maneira Voldemort poderá descobrir e nós não podemos deixar que isso aconteça. Agora que ele tem um corpo, ele é mortal. Ele se fez vulnerável e nós iremos usar esse fato como vantagem. Se ele souber que podemos bloquear a maldição da morte ele não a usará.

-E isso será ruim por que...? Rony perguntou, encarando Hermione como se ela estivesse ligeiramente maluca.

-Porque se puder proteger Harry a maldição irá refletir de volta em quem quer que o tenha mandado. Você não vê? Ela disse afiada. -Se nós tivermos sorte Voldemort terminará matando a si mesmo com sua própria maldição.

-Eu não gosto da ideia de esconder as coisas do Harry, Rony protestou.

-Nem eu, mas...

-Nós não estamos falando de nenhum pequeno segredo. Isto é ENORME! Quer dizer, você percebe que se nós fizermos isso, disse, apontando para as anotações dela, - nós iremos basicamente... Mas ele não terminou de exprimir seu pensamento.

-Iremos o que? Hermione perguntou, olhando-o de modo confuso.

Ela não sabe. -Hum… nos conectar, ele terminou incerto. Como ela podia não saber? É de Hermione que nós estamos falando. Ela sabe TUDO. Mas ela é uma nascida-trouxa. Provavelmente nunca tinha ouvido falar do Lànain. Mas ela está sugerindo que nós façamos essencialmente a mesma coisa, não é? Nós ficaremos ligados um ao outro. E não apenas pelo sangue. Ok, nossa magia não estará ligada, mas nas outras coisas é realmente muito parecido.

-Você foi aquele que disse que nós não deveríamos contar a ele que estamos juntos, Hermione lembrou-o.

‘Ok, talvez ela não saiba’, Rony pensou consigo. ‘Só tem um jeito de descobrir. Ele teria que perguntar a ela’. -Hum... Hermione, ele falou cuidadosamente, - o Professor Binns mencionou alguma vez o Lànain em alguma de nossas aulas de História da Magia?

-O que?

-O Lànain?

-Não que eu me lembre. Por quê?

-Er... Deixa pra lá. Não era importante.

-Então por que você perguntou sobre isso?

‘MERDA’! Agora, o que você está fazendo seu idiota? Rápido, comece uma briga e distraia-a, Rony instruiu-se. Mas antes que ele começasse, percebeu que Hermione já estava distraída. Ela não estava mais olhando para ele. Estava olhando fixamente sobre seu ombro para a entrada vazia. Não era preciso que ele se virasse para notar que a entrada não estava mais vazia. Sua mãe estava parada lá.

Por um momento, Rony sentiu um pânico cego agarrá-lo. Quanto ela teria escutado? O que há de errado com você, idiota? O que você pensava, falando sobre o Lànain em um quarto sem porta? Mas era suposto que ninguém estivesse lá. Inferno sangrento! Se ela me ouvir falar sobre a antiga cerimônia com Hermione, ela irá te matar. -Mãe? Rony disse, chocado que sua voz não tivesse revelado seu medo. -O que você está fazendo aqui?

-Eu preciso falar com seu irmão, ela falou, seus olhos se movendo do umbral da porta vazio para a porta, a qual estava apoiada contra a parede. -Onde ele está?

-Lá embaixo, eu acho, Rony respondeu, seu estômago revirando novamente só que agora por um motivo completamente diferente. -Por quê? ele perguntou. Era muito cedo pra festa ter acabado. Se ela estava ali, algo tinha acontecido. -O que está...

-Nem pense, ela falou, interrompendo-o antes que ele pudesse fazer mais perguntas. -Não tem nada para você se preocupar, ela adicionou. -Vocês dois fiquem aqui e terminem seus trabalhos de casa, ela falou um pouco antes de rumar de volta às escadas.

-Ela pensou que nós estávamos fazendo o trabalho de casa, Hermione falou, respirando aliviada.

-Sim, mas o que ela estava fazendo aqui? Rony perguntou. -Por que ela não está na festa do Harry? E por que veio até nós para perguntar sobre Gui? Por que ela não aparatou direto na cozinha? Ela tinha que saber o que ele estava fazendo.

-Você acha que ela estava nos checando? Hermione questionou.

-É óbvio, ele respondeu. -Mas ela chegou a pouco tempo. Alguma coisa estranha está acontecendo aqui, ele falou levantando-se da cama e olhando pra porta. -Venha, ele falou chamando Hermione para segui-lo. -Vamos descobrir o que é.


***


-MÃE! Eles ouviram Gui exclamando atônito, um pouco antes de se aproximarem e encostarem seus ouvidos contra aporta. -O que você está fazendo aqui? Por que você não está na festa do Harry? Ela não pode já ter terminado.

-Houve um ataque, a Sra. Weasley respondeu. Rony e Hermione olharam de relance um para o outro com olhos arregalados, mas nenhuns deles falou nada. Ao invés disso escutaram o som de cadeiras arrastando pelo assoalho quando Gui e Tonks saltaram de seus assentos. O som de arrastado antecedeu a um estrondo de uma das cadeiras sendo derrubada provavelmente por Tonks ao tropeçar, e então ficaram em silêncio.

-Onde está Harry? ouviram Tonks perguntar, o interesse evidente em sua voz. -Ele está bem?

-Não foi Harry, A Sra. Weasley respondeu.

-E Gina? Gui perguntou, sua voz soando fraca, como se ele tivesse com medo de realmente saber a resposta.

-Sua irmã está bem, Eles ouviram a Sra. Weasley assegurar a seu filho.

Rony e Hermione respiraram aliviados. Harry e Gina estavam bem.

-Dumbledore e eu os deixamos nos Dursley, a Sra. Weasley continuou.

-Você deixou Gina com aqueles trouxas? Gui gritou surpreso.

-É o lugar mais seguro para eles estarem nesse momento, sua mãe disparou ferozmente. -Contanto que eles permaneçam dentro da casa, ninguém, nem mesmo Você-Sabe-Quem, poderá pegá-los. Tonks, querida, adicionou. -É melhor você ir falar com Kingsley. As marcas negras deixaram o Ministério um pouco alvoroçado.

-Marcas negras? eles ouviram Gui perguntar. -Quantas?

-Pelo menos cinco, ao que sabemos. Todos se dispersaram rapidamente. Elas apareceram todas relativamente ao mesmo tempo. Essa é toda a informação que eu tenho agora, à exceção do fato que estavam atrás de nascidos-trouxas. Kingsley não teve tempo para passar qualquer outra informação antes do Ministro aparecer e começar a interferir. Você precisa verificar, disse outra vez. -Fudge chamou cada Auror disponível.

-Espere um minuto, Gui gritou. -Eu… Eu não acho que você deva ir. Seu comentário foi de encontro com o silêncio. -Alguém tem que permanecer aqui com a mamãe, caso seja necessário.

-Gui, a Sra. Weasley falou. -Tonks é uma Auror. Ela tem que ir.

-Mas… Eu não acho que seja uma boa ideia. Bem, Fudge não sabe onde você está, argumentou. -Como ele pode chamá-la, se não sabe onde você está? Ficará muito suspeito se você aparecer assim. Ele vai querer saber como você soube que havia um problema.

-Ele não é esperto o bastante para pensar algo assim, Tonks objetou.

-Gui, a Sra. Weasley replicou, soando um pouco aborrecida. -Não seja ridículo. É claro que ela tem que ir.

-Mas...

-Oh, apenas ignore-o, Tonks lamentou. -Ele sempre vem com essa quando eu pego uma missão. Honestamente, você pensaria que todo o treinamento de Auror que eu tive não valeu de nada, pelo jeito que ele fala.

-Tonks, Gui tentou de novo. -Você não pode ir. Eles estão atacando nascidos-trouxas.

-E o que você acha que isso significa? ela falou soando levemente insultada. -Só porque meu pai é um nascido-trouxa, eu não sou capaz de cuidar de mim mesma? Isso é um monte de merda, e...

-Oh, vamos com calma, Gui gritou. -Pelo amor de Merlin. Você sabe que não foi isso que eu quis dizer. É só que… Hermione é nascida-trouxa e você é a fiel do segredo dos pais dela. Se eles não conseguirem encontrá-la, eles podem tentar ir atrás deles. Então você deveria permanecer aqui.

Um olhar para o rosto pálido de Hermione foi o bastante para levar Rony à ação. -Eu pensei que você fosse o fiel do segredo dos pais dela, ele falou pra Gui ao empurrar a porta e marchar para dentro da cozinha.

-RONALD WEASLEY! sua mãe berrou ao levantar e encará-lo. -Eu falei para você ficar lá em cima.

-Sim, bem, eu não fiquei, Rony devolveu. -E isso foi bom. De outra forma eu nunca saberia o que está acontecendo. Você certamente não iria me contar. Ninguém me conta nada.

-Isso é porque você NÃO é um membro da Ordem, a Sra. Weasley respondeu com raiva. -Apesar do que você possa pensar.

-E sobre meus pais, Hermione perguntou entrando na cozinha. -Eles foram atacados ou não?

-Não, a Sra. Weasley falou, depois de um desconfortável silêncio. -Nenhum dos ataques foi perto de sua casa.

-Mas eles continuam em perigo, certo? ela perguntou.

-Nós não sabemos, a Sra. Weasley disse, mas antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, Hagrid inesperadamente aparatou no meio da cozinha e interrompeu a conversa com sua aparição abrupta.

-Professor Dumbledore me mandou entregar isso, sim, ele falou, empurrando a ponta de seu guarda-chuva de encontro a Gui e Tonks. -Transformem isso numa chave de portal, ele explicou, ondulando o guarda-chuva embaixo das faces estarrecidas deles. -Temos que procurar sobreviventes nos Creeveys. Aqueles bastardos imundos, ele grunhiu raivoso.

-Hagrid, a Sra. Weasley tentou interrompê-lo antes que ele pudesse dizer mais coisas, mas ele não tomou conhecimento.

-Todos esses ataques são parte dum plano doentio de atingir o Harry. Se ele já não tivesse o bastante disso tudo ‘gora mesmo.

-HAGRID!

-Dezesseis mortos. Um por cada ano de sua vida. Os Creevey foram a última família atingida. COVARDES IMUNDOS! Atacando Trouxas indefesos e crianças. Ele era um leiteiro pelo amor de Merlin. Não tinha como ele se defender ou a sua família. Eles deixaram a mulher dele viva pra passar sua mensagem confusa, mas isso não impediu que usassem o Cruciatus nela e forçassem que ela escolhesse qual das suas crianças seria a última vítima.

-Oh meu Deus, Hermione murmurou, enquanto lágrimas quentes começavam a descer por seu rosto.

-Droga! Hagrid exclamou, quando girou e percebeu que Rony e Hermione estavam parados atrás dele. -Que ‘cês dois ‘tão fazendo aqui? Vocês não tinham que ‘tá aqui. Não tinham que ouvir isso.

-Quem foi? Rony perguntou, mas seus olhos estavam voltados para Hermione quando continuou. -Quem foi assassinado?

-Er..., Hagrid murmurou, olhando para Molly desconfortavelmente. -Hum... bem...

-QUEM FOI PORRA? Rony gritou. -Nós iremos descobrir de qualquer jeito. Isso sairá no Profeta Diário amanhã.

-Ele está certo, mãe, Gui cortou antes que ela começasse a discutir. -Eles irão descobrir. Mesmo que você mantenha o jornal longe deles, eles irão voltar pra escola em breve. Isso não é algo que você poderá esconder deles.

-Oh, vá em frente, A Sra. Weasley sussurrou, sabendo que Gui estava certo.

-Foi Collin ou Dennis? Rony perguntou numa voz contida.

-Ambos, Hagrid respondeu tristemente, desviando o olhar e engolindo em seco. -Pelo pouco que sabemos, eles pegaram Collin primeiro. Eles não queriam que ele defendesse sua família, entendem. Então depois que pegaram seu pai, fizeram sua mãe escolher entre Dennis e sua filha.

-Eu nem sabia que eles tinham uma irmã, Hermione sussurrou para si. Havia muito que ela não sabia sobre os Creeveys. Eles não estavam no mesmo ano que ela, mas isso não era uma boa desculpa. Ambos eram membros da A.D. Ela devia ao menos saber que tinham uma irmã. -Ela era uma bruxa? Hermione perguntou quando Rony colocou seu braço protetoramente em torno de seu ombro e puxou-a de encontro a si.

-Não sei, Hagrid respondeu honestamente.

-Rony? A Sra. Weasley chamou. -Leve Hermione para cima. Agora. E fique lá com ela.

-E os meus pais? Hermione disse num protesto.

-Olhe, Hagrid falou, voltando-se para Gui e Tonks. -Nós temos que ir. Professor Dumbledore ‘tá esperando, ele adicionou, segurando o guarda-chuva chave de portal para que eles a agarrassem.

-Tonks? Gui perguntou, dando a ela um olhar suplicante. Ela olhou de relance para Hermione e depois de novo para Gui. -Está bem, ela cedeu, balançando a cabeça em concordância. -Eu vou ficar.

-Somos só nós, Hagrid, Gui disse, voltando-se e agarrando a chave de portal.

-Começou realmente, não é? Rony sussurrou, sua mente rodando enquanto sua mãe empurrava-o e a Hermione para a porta da cozinha.

A guerra tinha começado. Pessoas estavam morrendo. Pessoas que ele conhecia. Crianças que iam para a escola junto com ele. Sabia que devia estar sentindo alguma coisa. Qualquer outra coisa diferente do que ele estava sentindo. Medo. Ultraje. Pena. Mas aquelas não eram as emoções que embotavam sua mente. O que sentia era alívio. Alívio por Hermione não ser um dos nascidos-trouxas que tinham sido assassinados. Collin e Dennis estavam mortos, e ele estava aliviado. Que tipo de bastardo doentio eu sou? Pensou Rony, seu estômago doendo de culpa enquanto ele permitia que sua mãe os conduzisse para cima. Eles eram só crianças. Por que tiveram que os matar? Por quê?

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