Hermione esfregava nervosamente a unha de seus dedos enquanto olhava de um lado para o outro. Toda a escola, o que se resumia em umas poucas pessoas, estava concentrada na porta de entrada. Filch tinha um olhar reservado e Minerva McGonagall mantinha uma postura séria e apreensiva.
Era a primeira visita a Hogsmead do ano. A essa altura a guerra estava em seu ápice embora o Ministério ainda não tivesse sido oficialmente tomado. Tudo no mundo bruxo se resumia a uma grande fachada. O Ministro da Magia e o departamento de leis mágicas haviam aprovado recentemente leis absurdas que liberavam o uso de magia negra e a preparo de poções cruéis que deixavam claro para toda a população quem realmente estava por trás do poder agora.
Hogwarts havia sido proibida, no início do período escola, de permitir que seus estudantes fossem a Hogsmead e de abrir seus portões para que nenhum feitiço protetor fosse violado, entretanto Draco foi quem levou o recado do ciclo da morte para a diretora de que cedo ou tarde, ela seria obrigada a liberar seus estudantes e abrir os portões da escola para que suas muralhas protetoras caíssem. Minerva recorreu ao ministério, mas como previsto tudo que recebeu foi um ministro lhe dizendo que infelizmente ela seria obrigada a ceder as ordens dos comensais.
Pressionada, a diretora anunciou a escola que haveria uma saída a Hogsmead se no mínimo três estudantes estivessem interessados. Com receio ela fez questão de se arriscar e acrescentou a todos os tempos difíceis que passavam e que seria aconselhável que ninguém deixasse o castelo por um minuto sequer. Disse que também seria liberado a visita apenas para alunos do sexto ano em diante.
Ninguém realmente queria deixar o castelo. Todos sabiam que era o lugar mais seguro de toda a Inglaterra, justamente por isso Harry Potter estava enfurnado ali. Porém assim que abriram as inscrições para interessados pela saída ao povoado os três primeiros da lista eram Draco Malfoy, Vicent Crabble e Pansy Parkinson, os três filhos de comensais. Toda a escola temeu pela abertura dos portões embora se garantisse pelos corredores que não haveria ataque de comensais já que Voldemort estava seguindo uma linha muito mais inteligente no que se dizia respeito a sua discreta e rasteira tomada de poder. Mas todos sabiam que essa teoria se aplicava perfeitamente para qualquer lugar em que Harry Potter não estivesse incluso.
Durante uma madrugada o famoso trio de Hogwarts foi chamado a sala da diretora e aconselhado pela Ordem a deixar o castelo. Fugiriam no dia do passeio ao povoado e Rosmerta os ajudaria. Assim que os portões se abrissem todos os aurores e guerreiros da Ordem estariam a postos caso houvesse um ataque. Tonks, Lupin e Quim estavam encarregados de ajudá-los a fugir caso isso acontecesse. No mais, todos deveriam estar atentos a Draco Malfoy que vigiava cada molécula de oxigênio inalada por Harry Potter.
Filch tirou um relógio enferrujado do bolso de sua capa surrada e analisou as horas. Faltavam poucos minutos. Hermione estava ao lado de Rony e Harry. Harry tinha os olhos fixos no portão a alguns metros de distância e ignorava todos os olhares que os outros alunos lhe lançavam. Ele era o motivo para que todos estivessem apreensivos esperando um ataque. Hermione sentiu seu coração apertar por saber de toda a pressão que o amigo passava. Segurou sua mão e ele entrelaçou seus dedos nos dela apertando-a. Seus olhos verdes olharam os âmbar dela. Ela queria dizer a ele que aonde ele estivesse ela também estaria o defendendo, mas talvez ele já soubesse. Ela tentou sorrir apenas, mas foi incapaz. Ele suspirou e voltou a olhar o portão.
Draco viu aquilo e enfiou as mãos no do fundo do bolso. Ele odiava aquela sensação. Odiava. E agora ela era tão clara e tão evidente que o atormentava infinitas vezes mais. Ele tinha o objetivo de esquecer que Hermione Granger existia no mundo e desde que houvera o pequeno incidente na sala comunal dos monitores ele estava pondo isso em prática como se fosse uma missão dada por Lorde Voldemort. Ele nunca havia imaginado que lutar contra si próprio pudesse ser algo tão difícil. Não podia aceitar que uma sangue ruim fosse seu calcanhar de Aquiles, seu ponto fraco, seu segundo de distração. Ele era um comensal e tudo que ele queria era sua glória, afinal ele era um Malfoy!
- Certo. – a voz rachada de Filch soou quando ele ergueu os olhos de seu relógio. – Está na hora. – ouviu-se um murmúrio receoso de todos os estudantes. Alguns mais velhos tentaram consolar alguns mais novos que pouco sabiam se defender com suas varinhas. – Os alunos que colocaram seus nomes na lista façam uma fila aqui, por favor. – uma dúzia de alunos se moveu para o local indicado pelo zelador. – Abram suas bolsas e mostrem suas varinhas...
- Não acredito que seja necessário haver fiscalização. – a voz de Malfoy soou. Todos o encararam. Draco sentiu o olhar de Hermione Granger sobre ele. Ele não olharia de volta. Não olharia.
Minerva encarou o sonserino pronta para contradizê-lo entretanto a voz da diretora não saiu e seus lábios se espremeram numa linha fina de aborrecimento. Ela engoliu em seco enquanto todos os outros alunos esperavam a voz autoritária vinda da mulher.
- Também acredito não haver necessidade, Filch. – ela foi obrigada a dizer.
Draco sorriu satisfeito e passou por Filch com seu pequeno grupinho de comparsas. Harry, Rony e Hermione o seguiram com o restante de estudantes que haviam decido visitar o povoado. Ninguém realmente gostaria de sair do castelo, mas com os portões abertos não era seguro nem ali dentro, nem do lado de fora, portanto quando realmente houve a confirmação da visita, a maioria dos alunos do sexto e do sétimo ano colocaram o nome na lista.
O silêncio era total quando Filch puxou a chave dos pesados portões e o enfiou no cadeado que o selava. Hermione apertou sua varinha no bolso detrás de seu jeans e se preparou para o pior. O zelador girou a chave e o cadeado abriu. Todos olharam para o céu quando a magia protetora se desfez. Os alunos seguraram as mãos uns dos outros e o portão foi aberto.
O silêncio. Nada mais.
As botas do pequeno grupo de Malfoy começaram a se arrastar pela neve tomando o caminho de Hogsmead como se tudo estivesse em mais perfeita ordem. Hermione afrouxou sua mão sobre a varinha e seguiu com o restante dos alunos.
Nunca foi tão demorado e tão silencioso chegar ao povoado. Cada passo era incerto e qualquer barulho assustava a todos, no entanto quando chegaram a rua principal de Hogsmead já haviam quase aceitado que poderiam aproveitar a saída em paz, principalmente porque Malfoy e seus amigos eram os únicos que não se importavam realmente em tomar cuidado com seus passos ou se assustar com barulhinhos. Eles pareciam bem confiantes de que tudo estava bem.
Hogsmead estava quieta. Silenciosa. Completamente diferente do que todos estavam acostumados a ver. A maioria das lojas estavam fechadas, porém algumas poucas haviam decidido abrir ao saber da ida dos estudante. O pub de Rosmerta era um deles.
- Rosmerta. – lembrou Hermione ainda com sua mão atada a de Harry. As dele suavam embora o tempo estivesse frio.
- Tem algo errado com Malfoy. – Harry rosnou.
- Não foi só você que percebeu. – Rony soltou enquanto olhava todos os outros estudantes com os olhos cravados na trupe de Malfoy.
- Esqueça Malfoy! – Hermione apertou seus dedos contra a mão do amigo. – Temos que encontrar Rosmerta o quanto antes! - Algo dentro dela lhe avisava que não estava nem um pouco confortável em saber que fugiria e provavelmente não o veria mais por um longo tempo.
Pansy avisou a Draco que o trio havia tomado a direção do Três Vassouras e ele encarou Hermione seguir com os dois amigos para o pub. Seu estomago deu voltas. Aquela sensação que ele temera de querer correr até ela e impedi-la de entrar ali, de força-la a voltar para o castelo, tomou conta de si. Ele precisou respirar fundo para manter o foco. Ela era apenas a sangue-ruim guardiã do precioso Potter. Ela morta e fora do seu caminho significava muito lucro e nada mais. Fim. Era tudo que ela deveria significar.
- Eles estão esperando o seu sinal. – Pansy disse para Draco ao ver que ele se demorava ao observar o trio.
- Não agora. – respondeu ainda com os olhos neles.
Pansy bufou cruzando os braços. Ela havia notado que recentemente Draco mantinha-se restrito em lançar seus comuns comentários desagradáveis sobre o trio. Na verdade, ela havia notado que ele simplesmente passara a ignorar a existência de Hermione Granger. O que na realidade a deixava bastante contente já que a insistência irritante de Draco em sempre ofendê-la a fazia se questionar a que ponto ele precisava tanto da atenção dela.
Rony segurou a porta do pub para que Harry e Hermione passassem. A maioria dos alunos tinham escolhido se refugiar ali. Era como chegar em casa. As mesas estavam cheias assim como o balcão. Os funcionários de Rosmerta trabalhavam a todo vapor para atender a clientela que a muito tempo não recebiam.
- Ouvi dizer que a Ordem da Fênix fez parceria com a MI-6. – cochichava dois amigos próximos a Harry, Rony e Hermione quando eles se sentaram em suas respectivas cadeiras no balcão.
- Trouxas?
- Sim!
- O que eles podem fazer por nós?
- Bem, disse que alguns aurores estão tendo aulas de como se infiltrar no ciclo de comensais da morte sem serem notados. A modo trouxa. Dizem que são muito bons nisso!
- Até as outras pessoas sabem sobre a Ordem e nós não. – Rony resmungou em igual cochicho para os dois amigos.
- São só o que as pessoas comentam, Rony! – Hermione disse no mesmo tom que o amigo. – Ninguém sabe nada e é melhor que continue assim! Nada mais do que especulações!
O pequeno sino da porta avisou que entravam mais fregueses e Hermione e seus dois amigos viraram o pescoço para espiar. Draco Malfoy entrava como pequeno grupo. Os olhos dele caíram de imediato e involuntariamente sobre os de Hermione. O coração dela bateu forte contra suas costelas. Draco desviou os olhos tão rapidamente quanto pode. Ela se sentiu frustrada e voltou a focar a madeira do balcão. Ela queria uma resposta para saber porque ele havia passado a ignorá-la e principalmente porque ela se sentia frustrada por isso. Só ela sabia que sempre que o nome dele era mencionado ou quando se deitava para dormir a noite, se lembrava de seus olhos assustadoramente incríveis olhando-a naquela manhã na sala comunal dos monitores. De suas mãos unidas. Do calor do corpo dele. De seu perfume embriagante. Ela nunca havia estado tão próxima dele. Nunca havia imaginado que pudesse ser tão marcante. Havia sido acidental, é claro, mas quando ela se lembrava dos segundos que ele havia gasto para pegar uma mecha de seu cabelo e acomodá-la logo atrás de sua orelha olhando-a nos olhos como se ela fosse um tipo de pedra rara e preciosa, Hermione tinha que urgentemente balançar a cabeça para afastar suas lembranças. Ela não sabia lidar com isso.
Hermione rgueu os olhos quando Romerta parou de frente para eles do outro lado do balcão. Ela distribuiu uma cerveja para Harry, uma para Rony e outra para Hermione sem que eles tivessem feito o pedido e deu uma piscadela arrastando um pedaço de pergaminho pela madeira e o abandonando a tempo de ser coberto em seguida pela mão de Harry que o pegou e o abriu. Havia um endereço escrito.
- Vocês precisam ser rápidos. Foi o único lugar seguro que consegui por aqui. Não será mais seguro se demorarem! – Rosmesta sussurrou discretamente e o trio assentiu. – Tomem cuidado. A calmaria não vai durar por muito tempo. – e foi embora.
Eles pularam de seus bancos e seguiram para fora do pub com pressa. Draco Malfoy os assistiu enquanto se sentava em uma das mesas do Três Vassouras. Seus amigos o olhavam sem sequer piscar os olhos.
- Draco! – Pansy exclamou. Ele não deu confiança. Pela janela ele viu Hermione seguir com Harry e Rony pela avenida principal. Eles logo sumiriam de vista e sabia que era por isso que Pansy estava exclamando seu nome e seus amigos o olhavam assustados. – Draco! Vamos perde-los de vista.
- Cale a boca, Pansy! Eu sei a hora que devo dar o sinal! – ele vociferou para a garota. Seu coração apertava enquanto via a imagem de Hermione pela janela. Ele amaldiçoou essa sensação. Não seria fraco como havia sido com Dumbledore. Ele não poderia se dar a chance de hesitar. Não mais. – Vicent. – ele se virou para o menino gigante ao seu lado. – Você segue eles. Vá. Rápido! Sabe o que fazer. – ele lamentou involuntariamente por Hermione. Amaldiçoou novamente a sensação. – Pansy. – voltou-se para a garota dos enormes e escorridos cabelos pretos e dos brilhantes olhos verdes – Você pega Rosmerta e passa as informações para Vicent assim que as conseguir. – Pansy abriu um sorriso doentio e se levantou estando completamente satisfeita com a tarefa destinada a ela.
Draco se levantou e andou calmamente para o lado de fora do pub. Seus olhos focaram Hermione e seus dois amigos sendo seguidos por Crabble. Ele precisou fechar os olhos e respirar fundo. Escutou uma movimentação estranha do lado de dentro do pub e soube que Pansy já estava executando sua tarefa. Ele não poderia mais adiar. Abriu os olhos e eles continuaram a focar a imagem de Hermione. Amaldiçoou o tanto quanto pode aquela sensação perturbadora e empunhou sua varinha. Uma fumaça negra irrompeu da ponta e avançou para o céu projetando por entre as nuvens escuras que anunciavam a neve logo mais uma caveira verde que deixava uma serpente escapar pela boca. A assustadora marca de Voldemort. As poucas pessoas na rua permaneceram seus segundos sem reação ao ver a marca no céu. Nos outros segundos que se seguiram então, houve o caos. Comensais surgiram em suas vassouras e provocaram o pavor.
Distração. Era isso que era necessário.
Draco permaneceu em seu lugar. Viu a figura que seus olhos não eram capaz de desgrudar estancar imóvel ao ver a marca projetada no céu, ela procurou com rapidez quem poderia ter a convocado e seus olhos pararam com sucesso sobre ele. Ele a olhou. Ela o olhou. Comensais surgiam de todas as partes, as pessoas começaram a correr. Os gritos e os jorros de feitiços tomaram conta da rua e ele continuava a olhá-la e ela continuava a olhá-lo como se o mundo inteiro estivesse em negro e a última coisa que restava no universo era a troca de olhar entre ela e ele.
O contado dos dois foi quebrado quando Rony a puxou pela mão forçando-a a correr. Draco permaneceu imóvel. Em sua mente ele pensou em tudo que ela passaria quando a capturassem. Pensou nas mortes que já havia visto e imaginou ela no lugar dos muitos. Amaldiçoou mais uma vez a sensação que tinha de que seu coração estava sendo esmagado.
Os vidros das janelas do Três Vassouras explodiram e ele ignorou. Hermione sumiu de suas vistas com os dois amigos e então Crabble apareceu sumindo pelo mesmo lugar que eles. Draco puxou o ar com força. Mais outros três comensais seguiram Crabble. Ele permaneceu imóvel amaldiçoando todas as sensações. Ele imaginou Voldemort a torturando. Mais três comensais sumiram por onde Crabble havia sumido. Ele puxou o ar novamente imóvel. Então ele se lembrou dos olhos dela naquela manhã na sala comunal. Se lembrou do perfume dela, de sua respiração ritmada, dos dedos finos dela entre os dele, de sua voz rouca e abafada, da forma como ela se encaixava perfeitamente nele. A sensação do primeiro toque. Então ele não teve mais coragem de amaldiçoar nenhuma sensação.
O endereço de Rosmerta era um sobrado abandonado. Não parecia realmente seguro com a gritaria que se podia escutar da avenida principal, mas contando que ali estariam tudo que o trio precisaria para fugir nada disso importava.
- Estão usando do ataque para distração! – Hermione exclamou assim que eles conseguiram entrar na casa. Era insalubre e suja.
- Como? – Rony perguntou quando eles passaram subir as escadas em direção ao segundo andar.
- Eles querem distrair os soldados da Ordem que estão aqui hoje para conseguirem me pegar. – Harry respondeu por Hermione.
Rony e Hermione trocaram olhares pelo tom sério que o amigo havia usado enquanto corriam para o cômodo que o bilhete havia deixado mostrar assim entraram na casa.
- Malfoy fez isso! – Rony vociferou irritado.
Hermione sentiu todos os seus pelos se eriçarem. Lembrou-se dos olhos frios e sem vida que ela acabara de presenciar vindo dele quando trocaram olhares na avenida principal.
- Ele é um comensal, é o trabalho dele! – Harry vociferou sem se importar com a raiva escondida em seu tom.
Cruzaram todo o corredor de cima e chegaram num quarto sem janelas. Estava vazio exceto por duas mochilas de acampar que eles reconheceram por ser uma de Arthur Weasley e a outra provavelmente de Rosmerta ao canto da parede. Eles se apressaram em pegá-las. Eram pesadas.
- Essa não é a barraca do meu pai. – Rony disse enquanto analisava a mochila de Rosmerta.
- Sua família não tem uma barraca e nós não temos tempo para isso, Rony. – Hermione se apressou.
- Nós temos sim uma barraca! É emprestada, mas é quase nossa...
- Onde está nossa chave de portal? – Harry o cortou passando os olhos pela sala vazia. Os três se olharam. – Ela deveria estar aqui, não deveria?
- Como sabe disso? – Hermione perguntou.
Harry estendeu para ela o bilhete de Rosmerta.
- Ele nos indicou o cômodo que estariam nossas coisas e a chave de portal assim que entramos aqui. – Harry explicou como o bilhete estava funcionando. – As coisas realmente estão, mas a chave de portal não.
Hermione pegou o bilhete e o analisou. Passou os olhos pela sala e não encontrou nada além das paredes nuas, o teto e o piso.
- Acho que alguém pegou nossa chave de portal. – ela disse baixo.
- Essa é uma acusação muito séria, Hermione. – Rony disse com a voz esganiçada. Alguma coisa muito errada estava acontecendo ali.
- Precisamos sair daqui. – ela anunciou ainda com a voz baixa. – Rápido.
- Como nós vamos fugir sem uma chave de portal? – Rony engoliu seco.
Ela ergueu os olhos e viu seus dois amigos olhando-a como se ela pudesse ser algum tipo de esperança.
- Eu não tenho ideia. – ela disse a eles os frustrando. – Mas temos que sair daqui o quanto antes. Alguém violou a magia de segurança de Rosmerta e pegou nossa chave de portal. Temos que encontrar Lupin, Tonks e Quim. – ela entregou o bilhete para Harry.
- Está querendo dizer que devemos nos enfiar no meio daquela gritaria toda ali fora e tentar encontrar Lupin, Tonks e Quim? – Rony indagou. – Com Harry do nosso lado? – acrescentou - Vão nos pegar com certeza!
- Ou não! – a voz não foi de nenhum dos três. – Talvez vocês sejam pegos antes. – faltou ar para o trio quando eles se viraram e encontraram Crabble no vão da porta com um grupo de comensais as suas costas. – Estão procurando por isso? – ele levantou um jarro que foi reconhecido por pertencer a sala de estar da casa dos Black. – Uma chave de portal bem cara para o meu gosto. – Crabble olhou o jarro em suas mãos e deu de ombros voltando logo a encarar as três criaturas estáticas do lado de dentro do cômodo. – Bem, todos nós sabemos que não é mais uma chave de portal. – ele sorriu triunfante. – Vocês não deveriam estar tão surpresos assim! Sabem que magia negra pode fazer muito mais do que isso. – Crabble se aproximou dos três com sua varinha apontada na direção de Harry. – O mestre ficará muito satisfeito em lhe ver, Potter.
Hermione olhou em desespero para o amigo que passara a ter seus olhos faiscando para Crabble. Ela sabia que não haveria escapatória para eles. Pelo menos não ali, naquela sala fechada. Qualquer feitiço que ela soubesse, por mais poderoso que fosse, não seria páreo para os que eles usariam para revidar. Magia das trevas era muito poderosa e ela ainda precisava estudar muito para conseguir ser uma adversaria a altura. Como Dumbledore fora um dia. Talvez quem sabe uma magia ou poção para acelerar esse processo pudesse ajudar.
Os três se renderam aos comensais e foram forçados a deixar a casa. Hermione tentava loucamente vasculhar sua mente em busca de uma saída, de um modo de escape, mas assim que voltaram para as ruas de Hogsmead seu coração acelerou ao ver o número enorme de comensais. Ela conseguiu avistar a maioria de seus colegas também detidos como ela, mas nada foi como ver o Três Vassouras em chamas. Odiou cada comensal ali. Odiou Lorde Voldemort. Mas Malfoy ela odiou em especial, como sempre havia odiado em toda a sua vida.
Não aparataram, apenas avançaram pela avenida principal. Alguém gritou para que parassem de invadir as casas e comércios quando Crabble apareceu carregando Harry Potter. Houve então um aglomerado de comensais, cada um com seu refém.
- Onde está Draco Malfoy? – um deles indagou.
- Provavelmente tentando pegar membros da Ordem. – um deles respondeu.
- Nenhum deles se manifestou contra o ataque até agora, onde Malfoy pretende encontrar membros da Ordem?
Harry, Rony e Hermione trocaram olhares significativos.
- Eles deveriam, ou a distração não provocou o que quería...
O comensal foi interrompido quando o chão tremeu. Todos olharam para cima e colunas de fumaça cinza desciam das nuvens escuras e se alastravam por entre os comensais. Os gritos das pessoas assustadas voltaram como anteriormente e Hermione soube que era a Ordem. Já havia os vistos assumir a forma de colunas de fumaça para ataques. Ela esperou pelo que eles estivessem planejando e então não demorou para que o chão voltasse a tremer e todos fossem lançados pelos ares quando bombas de vento foram lançadas contra o aglomerados de comensais e reféns.
Hermione arrastou pela neve e bateu com a cabeça no pilar de alvenaria da loja mais próxima de onde estavam. Seus olhos lacrimejaram e sua visão escureceu. Ela lutou para não perder a consciência enquanto tentava tomar o controle da situação. O chão tremeu novamente quando ela voltou a ver embaçado. Piscou diversas vezes sentando-se enquanto passava a mão nas costas de sua cabeça em busca de sangue. Não havia nada úmido por ali, mas ela sabia que o calo seria grande. Sua visão voltou perfeita dessa vez e ela teve que ser rápida ao analisar o local. Comensais corriam para todos os lados e ela procurou seus amigos. Havia visto Rony sumir por uma esquina e então sua visão foi tapada por um comensal enorme correndo em sua direção. Ela se assustou e automaticamente procurou por sua varinha. Não a encontrou. Olhou para os lados e um de seus colegas estava inconsciente ao seu lado. A varinha pendendo por seu bolso. Ele foi rápida ao estender o braço, roubá-la e estuporar o comensal que vinha em sua direção. Se levantou e correu para a esquina que vira Rony sumir.
Atravessar a avenida não foi fácil. Para quem se sentia totalmente sem equilíbrio depois da pancada que havia levado ela havia sido bem ágil ao se livrar de alguns comensais tão desnorteados quanto ela. Soube que a Ordem estava fazendo um bom trabalho em provocar um ambiente cheio de constantes surpresas desastrosas, mas soube que não conseguiriam mantê-lo por muito tempo. Eles estavam apenas tentando conseguir algum tempo para Harry, Rony e Hermione. Ela soube disso e lamentou por não saber se conseguiria ser capaz de aproveitá-lo com sucesso.
Quando chegou a esquina de Rony todos pareciam já ter conseguido colocar a cabeça no lugar e estavam revidando as investidas da Ordem. O que a alertou que deveria se apressar. Agoniou-se por não encontrar o amigo ali. A rua se estendia até perder a vistas e muitas outras a tangenciavam. Hermione avançou por ela sem saber onde procurar. Estuporar comensais não funcionaria mais por muito tempo. Ela correu. Escorregou muitas vezes no gelo e foi obrigada a desviar o caminho e entrar para outras ruas quando era atacada.
Já estava relativamente longe da avenida central quando foi encurralada por um grupo de comensais encapuzados. Esses provavelmente estiveram a postos ali desde muito cedo e pareciam nem sequer ter estado no primeiro ataque. Seus feitiçozinhos não seriam páreo para os deles, mas ainda sim conseguiu se desfazer de muitos.
Ficou surpresa consigo mesma quando foi capaz de enfrentar um grupo de comensais e suas mágicas poderosas, mas estava perdida, nunca havia andado por ali e ela também não sabia que o povoado poderia ser tão parecido com um labirinto. Foi obrigada a parar quando entrou em um beco. Soltou o ar frustrada e ofegante. Ela precisava encontrar Harry, não podia aceitar que o amigo fosse pego depois da ajuda que haviam tido da Ordem. Cobriu o rosto e sentiu sua garganta arder. Não era hora para ela ser tão Hermione e chorar de raiva. Ela tinha que pensar. Tinha que pensar. Ser racional. Ela sabia que se pensasse conseguiria encontrar seus amigos e fugir dali. Ela era Hermione Granger. A garota mais inteligente de Hogwarts.
O que se seguiu foi tão rápido que ela mal teve tempo para piscar. O barulho de botas afundando na neve ecoou pelo beco e ela se virou assustada com a varinha em punho, mas não foi rápida o suficiente e tudo que viu foi o jorro verde vindo em sua direção. De algum modo ela também foi capaz de surpreendentemente ver a cabeleira loira de Draco Malfoy correr contra a maldição, postar-se entre ela e Hermione e revertê-la no último segundo. Sem tempo de reagir o comensal foi atingido pelo próprio feitiço e Draco e Hermione puderam vê-lo cair sem vida sobre a neve enlameada.
Hermione teve apenas mais meio segundo para processar os que haviam se seguido até ter Draco Malfoy arrastando-a sem piedade para debaixo de uma marquise. Ele a segurou forte pelos braços, a pressionou contra o vão da porta de saída do depósito de alguma loja. Era o suficiente para escondê-los. Ela tentou gritar, mas não foi capaz porque ele foi rápido para tampar sua boca. Ela quase não pode respirar.
Enquanto ela tinha os olhos bem abertos para a figura ofegante a sua frente, ele parecia estar bem preocupado com o beco esticando o pescoço para fora do esconderijo fajuto dos dois. Ela tentava gritar e se desvencilhar dele, mas foi obrigada a se aquietar quando escutou a neve ser arrastada por botas de um segundo comensal que passava por ali. Ela sentia a tensão emanar das mão tampando a sua boca. Foi rápido, mas para eles pareceu milênios enquanto o segundo comensal espiava para dentro do beco ao ver o corpo do companheiro sem vida. Ele logo foi embora.
- Ele vai voltar. – Draco disse destampando a boca de Hermione
Ela voltou a tentar se desvencilhar, mas ele a apertou com mais força.
- Me solta, Malfoy! Você fez isso! Você provocou o ataque!
- Sim, fui eu! Que grande novidade! Me escute, Granger! Ele está vindo! Lorde Voldemort está vindo! Eu o chamei quando Crabble pegou Potter!
Hermione arregalou os olhos.
- SEU... – ela iria o xingar no tom mais alto que sua voz alcançasse, mas Draco tornou a tapar sua boca e lançar um olhar com receio para o beco.
- Cale a boca, Granger! – ele rosnou e ela se debateu com mais força. – Tem que prestar atenção em mim! O lorde está vindo e você precisa sair daqui o mais rápido possível. Não se pode aparatar em Hogsmead! O feitiço cobre um raio de mais de 300 metros! A única forma de escapar é sair da área protegida. No porão da Dervixes e Bangue há uma passagem que atravessa uma caverna e o limite da proteção anti-aparatação que colocamos! Ninguém conhece a passagem. Ela termina na estação! Pode fugir dali! Há comensais, mas sei que consegue dar conta deles. – ela já não se debatia mais quando Draco terminou. Seus olhos estavam bem abertos para ele que acreditou que ela talvez não gritaria mais. Libertou sua boca e a viu ofegar puxando o ar gelado que antes era difícil. Ela continuava a focá-lo, dessa vez em silêncio, com aqueles olhos brilhosos. Draco quase podia enxergar seu reflexo contra eles. – E por favor, não deixe eles te pegarem!
Hermione franziu o cenho completamente confusa. Ela não entendia as palavras dele. Não entendia porque. Não entendia o tom que ele havia usado para dizer tudo aqui, nem mesmo o olhar que usava para estar ali encarando-a agora. Era aquele olhar. O olhar que ele havia usado quando acordaram juntos na sala comunal dos monitores. Não parecia nem um pouco com Draco Malfoy.
- Não está esperando que eu vá acreditar em você, ou está? – foi o que ela conseguiu soltar depois de tanto se perguntar porque ele estava ali, porque ele a olhava daquela forma e porque ele lhe dizia aquelas coisas. Ela ainda tinha que considerar que ele havia salvo sua vida a alguns minutos atrás. Não podia nem sequer se lembrar disso pois tinha medo de que seu cérebro entrasse em colapso por tantas informações desconexas e sem respostas!
Ele fechou os olhos e soltou o ar frustrado. Tornou a encará-la.
- Vão te matar, Granger! Se te pegarem, te matarão! Da pior maneira possível! E se não conseguirem te pegar com Potter, vão te usar para consegui-lo e vai desejar que cada dia de vida seja o seu último! É isso que quer?
Ela fez uma careta.
- Não!
- Então confie em mim! – ele exclamou.
Ela não podia acreditar que ele havia escolhido usar a palavra confiar. Não podia acreditar naquela situação. Ela simplesmente não podia porque não entendia. Não entendia!
- Por que? – ela quis gritar, mas não o fez. – Por que espera que eu acredite em você? Logo em você! Tudo isso é sua culpa! O ataque! E você o chamou! Por que está aqui? Por que diz essas coisas? Por que eu deveria confiar em você? Por qu...
Ela foi obrigada a parar porque ele não pode resistir. Não pode resistir a ela. Não pode resistir a vingança de todas as sensações que ele amaldiçoou e escondeu. Não pode resistir a ter ela perto, tão perto, como naquela manhã. O segundo toque parecia ainda mais intenso que o primeiro. Era sua chance, talvez a única. Aquilo lhe doía. Então ele a calou. Calou segurando-lhe o rosto e colando sua boca na dela. Ficou surpreso com seu ato tanto quanto ela.
Por um segundo ambos não tiveram reação alguma. Por mais outro segundo a repulsa que cultivaram durante todos os anos em Hogwarts, como barreira para suas verdadeiras intenções, aflorou querendo os distanciar, mas no outro segundo tudo pareceu interessante. Draco pediu para explorar sua boca e ela não o deteve. Ele nunca imaginou que ela pudesse ter os lábios mais macios que ele já havia beijado na vida. Ela até tentou relutar, mas não pode. Fez sentido para ela, de alguma forma muito confusa, o quanto ela queria aquilo. E ele sabia fazer com que ela quisesse. Não por ser experiente ou por saber exatamente como uma garota gostava de um beijo, mas por ser o único que Hermione diferenciou de Viktor Krum, Córmaco Maclaggen e Ronald Weasley. O dele tinha algo diferente. Não era como um beijo romântico após um encontro no café de Madame Poddifoot. O beijo de Draco Malfoy tinha um tempero de o primeiro e o único que a impedia de rejeitá-lo, era ávido e tão cheio de significados incoerentes que a confundia. Ela quase podia sentir o quanto ele não queria ter feito aquilo, mas o quanto ele precisava daquilo. E como se não bastasse, algo nela gritava que ela havia esperado por isso boa parte de sua vida.
Ele podia escrever um livro sobre como era humilhante se render ao seu ponto fraco e como era se sentir dono do mundo por isso. Ele se sentia zonzo por beijá-la e quando sentiu os finos dedos dela tocarem seu queixo quase que inconscientemente ele tornou a pressioná-la contra o vão da parede. Ela o desesperava. Não fazia nada e simplesmente tinha o poder de acabar com ele. De fazê-lo ficar louco. Louco por ela. Louco por mais dela. Não era certo que nenhuma garota no mundo tivesse esse poder contra Draco Malfoy. Ela sequer parecia ter conhecimento disso. Mulheres sempre o interessaram por sexo. Elas nunca poderiam oferecer a ele nada além do sexo. Mas Hermione parecia dizer a ele naquele beijo o quanto ela poderia oferecer a ele um mundo inteiramente diferente do que ele conhecia.
Tiveram que parar. Foi muito mais difícil do que ambos imaginaram. Ele não queria parar, ela queria que ele continuasse, queria ver até onde aquilo iria. Ele tinha o poder de fazer ela se esquecer do mundo e atiçar desejos difíceis de se segurar. Mas não podiam. Uma guerra estava acontecendo ali e os dois tinham destinos e deveres muito diferentes. Quando ele se afastou ela não teve coragem de abrir os olhos para encará-lo. Não depois daquele beijo. Não depois de perceber que uma mão sua agarrava com força o tecido de seu casaco e a outra roçava contra a barba dele rala que acusava que não havia sido feito aquela manhã. Não depois de descobrir que um único braço dele era capaz de cercar toda a sua cintura e que a mão quente dele com seus dedos perdidos entre seus cachos tinha quase que o tamanho de sua cabeça.
Quando ela abriu os olhos relutante viu os cinzas dele receberam os seus como naquela dia na sala comunal quando acordou sobre ele. Ela se sentiu envergonhada porque não fazia sentido. Aquele beijo não fazia sentido algum depois de se caçarem como cão e gato durante seis anos dentro daquela escola. E ela não tinha a audácia de perguntar por que ele havia a beijado, porque ela sabia que ele tinha o direito de retrucar perguntando por que ela havia correspondido. E ela não tinha a resposta. Ou tinha medo de que realmente tivesse.
- Use a passagem que te falei. – ele voltou a insistir. Sua voz dessa vez era diferente. Era suave, grave, uniforme. – E não deixe eles te pegarem. – os olhos dele caíram para a boca dela. Seus lábios eram tão loucamente deliciosos e macios. Não era certo. Ele tornou a focar seus olhos âmbar.
Ela não teve o que dizer. A forma como estavam enlaçados ali a deixava sem raciocínio. Precisou piscar para quebrar o encantamento que os olhos fortemente cinzas dele tinham sobre ela.
- Por que? – foi tudo que ela foi capaz de dizer quase que num sussurro. Todas as dúvidas dela se resumiam no seu único “por que”.
Ele negou com a cabeça. Seus dedos abandonaram o cabelo macio e bem penteado dela. Hermione piscou mais demorado quando teve vontade de deixa-lo não se afastar. Afrouxou sua mão no casaco dele e deslizou seus dedos para longe daquela barba rala.
- Deixe que seja sempre uma questão, Granger. – ele soltou a cintura dela. – É aqui que nós definitivamente seguimos caminhos opostos depois de mais de seis anos. – ele disse. Era tão óbvio e patético, mas soava tão poético. – Você sabe o que tem que fazer. Tome cuidado e procure um lugar para se esconder. Seja esperta e não deixe te pegarem. Sei que pode fazer isso. É Hermione Granger.
Ela quase assentiu, mas se sentiu patética. Não era o Draco Malfoy que ela conhecia soltando todas aquelas palavras. Ele se importava. Verdadeiramente. Se importava com ela. Evidentemente não era o Draco Malfoy que ela conhecia.
- Eu não quero te dever nada! – ela o deteve quando ele fez menção de que a deixaria. Ele a olhou confuso. – Por salvar minha vida. – ela concluiu.
Ele balançou novamente a cabeça negando.
- Você não deve.
E então ele se foi.
Ela encarou o nada a sua frente. Simplesmente não podia acreditar. Como no meio de tudo aquilo ela havia beijado Draco Malfoy? Era tão surreal que estar ali sozinha a fez se questionar se não havia sido nenhuma alucinação. Não parecia lhe fazer sentido alucinar coisas como aquela, um beijo como aquele. Ela não teria de onde tirar isso de sua mente. Fechou os olhos e tampou o rosto. Ainda podia sentir o gosto dele e se lembrar de como os lábios dele se moviam contra os dela, o caminho que a mão dele havia percorrido até se enfiarem em seus cabelos, o som da respiração dele contra a dela, o tamanho do corpo dele em relação ao dela. Tudo simplesmente fazia choques percorrer todo o seu corpo. Ele havia deixado um desejo insaciado com ela.
Doía saber que aquele seria o único beijo que ela receberia dele. Eles estavam seguindo caminhos diferentes. Opostos demais. E a guerra. Quanto ela duraria? Era utópico, ele comensal e ela uma sangue-ruim. Ele devoto a Lorde Voldemort e ela um membro ativo da Ordem da Fênix. Bonito, trágico e impossível. Havia sido o significado daquele beijo. Ela carregaria aquilo para o túmulo e não seria capaz de fechar os olhos e dormir uma noite sequer de sua vida sem se lembrar.
E o por que?
Sempre seria uma questão.
__
Próximo Capítulo: Gloriosa Dama de Cobre
NA: Antes de mais nada gostaria de pedir perdão pelos erros de digitação, confusões, gramática incorreta e derivados. Enfim, esse é um dos capítulos que me cansa. Tem o beijo no final, mas até chegar no beijo foi um processo construtivo um tanto quanto (MUITO) cansativo. Imagino até o que deva ser para vocês, caros leitores, terem que lhe dar com esse tipo de texto. Não me orgulho muito desse capítulo, mas acredito que o beijo compense. Enfim, esse é o último capítulo com o nosso Draco e a nossa Hermione adolescentes. Um beijo para a despedida desse fatal fato, mas é a partir do próximo capítulo que as coisas ficam realmente legais! Uma semana para chegar aos nosso Draco e Hermione jovens adultos! :) Caros leitores, gostaria de partilhar uma paixão que me assola nesses últimos dias! Se caso vocês nunca tenham lido um clássico Russo chamado Anna Karenina eu aconselho com todas as vogais e consoantes presentes nessa palavra que LEIAM! É arrebatador! Se não tiverem paciência para a leitura aí vai o trailer do filme que está indo para os cinemas:
"I love you" "Why?" "You can't ask why about love"
Descreve bem o final do capítulo! :)
Pessoal, não esqueçam de: COMENTAR VOTARE DIVULGAR!
RESOSTA AOS COMENTÁRIOS:
Luana Mara: Draco e Hermione se completam! Isso é um fato indiscutível! É lindo o quanto eles podem ser extremos perfeitos juntos! Seus elogios encheram meus olhos de brilho! Muito obrigada! Fizeram meu dia! Fico tão feliz por saber que tenho leitores assim que eu não sei nem a quem devo agradecer primeiro! Obrigada! De verdade. Espero realmente que tenha apreciado o capítulo mesmo ele sendo um tanto cansativo no começo, mas até o o beijo satisfas. Eu acho. Bem, espero o seu comentário! Muito Obrigada novamente! :)
M R C: Quem dera eu ter o Draco Malfoy como cama! haha! Devo confessar que é difícil manter o Draco como foco principal a fic toda. Tem dois capítulos chamados Doce Coreografia Improvisada e Um Pedaço de Cada Rebelde que eu sou obrigada a dar uma variada no foco passando pra Hermione. Sem contar alguma das vezes que o narrador foca nela. Foi difícil, mas espero que tenha saído um bom trabalho. Caberá a vocês julgar. haha Enfim, sobre esse capítulo, eu espero realmente que tenha gostado embora o começo seja um pouco cansativo. Esse negócio do ataque e tudo mais. Mas as vezes focar em cenas só do Draco e da Hermione fica um pouco cansativo, vc não acha? Deixe o seu comentário. Sempre fico muito feliz aos lê-los. Obrigada :)
Nicole Ninfadora: Cuidado com as espectativas, porque sempre quando elas são muito grandes elas acabam por se frustrar! ahaha! Não gostaria de ser a causadora desse efeito! :( hahah! Lindo mesmo eles de mãos dadas! Fofo! Hermione ainda continua alheia aos sentimentos dela. Sempre burrinha tadinha! haha mentira! Hermione só ainda não se sente confiante em mergulhar nas confusões dela sobre o Draco com medo da resposta que pode encontrar. No capítulo Doce Coreografia Improvisada vamos ver o que pode acontecer a ela se acabar chegando as respostas dos questionamentos dela. Medinho, não é? hahaha Enfim! Deixe seu comentário! Obrigada :)
Thomas Cale: Mas eu sou menina, posso acabar por mostrar uma hora ou outra o meu lado meloso! hahaha Deixo que me condene se caso chegar a reparar. Também acho chato essa parte melosa. hahaha Enfim, não sei se viu o comentário que deixei na sua fic que vc me disse no comentário passado. Que que isso hein! Que tiro certeiro vc teve ao escrever aquilo! Muito bom mesmo! Gostei demais! Voltando a esse capítulo, eu realmente espero que tenha gostado, mesmo sendo cansativo o começo. O beijo eu tentei ser o mais singela possível. Mas as coisas esquentam é no próximo capítulo. Porque como eu disse esse é o último capítulo com eles adolescentes. O próximo já teremos eles como jovens adultos no meio da guerra e é lá que as coisas pegam fogo! Continue comentando, significa muito para mim! Vc como escritor também deve saber o quanto significa! Obrigada :)
Ariane S. Malfoy: Essa parte do sexto e sétimo ano é também a minha favorita. Nessa fic é onde tudo começa. De qualquer forma, essa é o capítulo despedida deles dois adolescentes. Próximo capítulo já teremos eles como jovens adultos e aí o ciclo pega fogo! Por que a Hermione vai seguir o conselho do Draco e vai se esconder um tempão né, mas quando ela volta! Vixxxx, vou parar de contar a história toda aqui senão vai perder a graça! hahaha Bem, espero que goste do capítulo, do beijo, e tudo mais. Mesmo sendo um capítulo cansativo no começo, espero que aprecie a leitura e que esse capítulo tenha alimentado essa sua vontade de sempre querer ler o próximo. Enfim! Comente por favor, significa muito! Obrigada :)
Juliana Vieira: Ah! É fato que ele já entendeu o que sente, mas aqui nesse capítulo a gente vai entender como ele tem lidado com isso! hahah! Deu pra ver que foi bem difícil lutar contra ele mesmo e acabou foi por beijar ela mesmo sem querer! haha Sei que foi um capítulo cansativo no começo, mas espero que o beijo tenha compensado. Enfim. Entenderemos mais sobre Hermione no capítulo Doce Coreografia Improvisada. Espero não ter decepcionado. Comente, significa muito! Obrigada :)
Landa MS: É, eu na verdade gosto muito de quando o Draco passa pelo processo de se apaixonar pela Hermione, mas nessa história ele precisava ser apaixonado por ela desde sempre pra o final fazer um pouco mais de sentido! Hahaha! Espero que tenha gostado do capítulo mesmo sendo cansativo no começo. Vamos nos despedir deles adolescentes junto com esse beijo que ficará marcado na vida deles até o próximo capítulo com eles já sendo jovens adultos. Espero que goste! Deixe o seu comentário sobre o capítulo, significa muito! Obrigada :)
Dark Moon: Não diga isso sobre a vida! haha! Pessoas podem estar sofrendo verdadeiros mártires mundo a fora e as vezes a gente só está cansado da monotonia da vida! :) Enfim! No fundo nos acabamos que sempre temos pelo que agradecer, não é? Mas, quem sou eu para saber da sua vida não é? Fácil falar! De qualquer forma, agradeço de verdade e do fundo do coração todos os elogios e como eu me sinto muito envergonhada por não poder ter te dado um final feliz, PROMETO que farei uma fic e dedicarei a você com um final bem feliz! :) O que acha? Olha, eu acho o fim dessa fic subjetivo. Acontece coisas ruins, mas eu acho o final uma segunda chance tipo "quem sabe". Não vou ficar contando tudo também! hahahah! Mas peço encarecidamente que comente sempre que possível também! Significa muito. Obrigada :)
Sem fôlego, apreensiva, torcendo pelo tão esperado beijo... isso fui eu durante o capítulo. Minha nossa! Eu fiquei angustiada com o ataque. O final foi incrivel, como a fic vem sendo desde o prólogo...
muito obrigada por me permitir ler uma fic tão boa assim =)
fala sério... não se orgulha dessa capítulo? achei excelente toda a tensão do ataque em Hogsmde e draco salvando ela do avada! adoreiiii e que beeeeeeijoooooooooooooooo !!!!!!!!!!!! entaooo esse beijo foi o unico beijo que eles trocaram quando adolescentes?? hummm interessanteee!! to louca pra ler o proximo capitulo! quanto ao livro que indicou, verei se acho nas livrarias! adorei o trailerr do filme ! eu adoooroo a Keira, pq ela fez o meu filme favorito Pride and Prejudice =]
Pff pare de ser modesta é muito perfeito eu li esse capítulo loucamente para saber o que ia acontecer, li o 2 várias vezes necessitando de mais KKKKK no início eu me irritei um pouco parecia que estava tomando um rumo meio Harry e Hermione, mas depois que eu vi o beijo surtei KKKKKK Muito perfeito eles dois juntos. Minha professora já falou sobre esse livro eu procurei e não achei em lugar nenhum, se souber onde vende me fale por favor, vou assistir o filme amo essa atriz, ela fez a duquesa também que é com o Ralph Fiennes lindo, eu acho ele lindo fazendo Voldemort todo sexy KKKKK n A fic é muito perfeita posta mais vezes por semana, preciso disso to louca aqui para saber o que vai acontecer, o fim vai ser Dramione? Não gosto quando ela termina com o Harry é fofo, mas com Draco que é perfeito. Diva talentosa <3 Até semana que vem.
ah eu gostei do capitulo *_*! acho que eu no lugar da mione agarrava ele e falava ah que se dane vem ca loiro lindo rsrsrs.
Bom, realmente sempre temos muito que agradecer. ^^ eu nao sou ingrata, ando apenas numa fase emo. huahauha um dia vou tentar me animar e fazer uma fanfic da minha vida amorosa, sera uma comedia tragica. rs =D! Mas nada que a leitura nao faça a gente esquecer. rs
Serio, tenho que dizer de novo que VC ESCREVE MARAVILHOSAMENTE BEM. Um final feliz em minha homenagem? *____________________* meu deuzu eu acabaria virando uma pessoa convensida assim rsrsrs.
Eu gosto de textos com detalhes e dilemas, me sinto mais dentro do texto.
Certo, nao vou brigar rsrsr pelo final ( quem ve a pessoa manda algo ne? bicha intrometida sou eu rsrs), mas acho que o final meio tragico vai ficar perfeito pra essa fanfic, finais assim deixam a gente pensativa, pensando na vida e ate com aquele pensamento de porque as coisas tem que ser complicadas demais qndo tem tanto amor, tudo pra dar certo, mas o mundo vai contra. Mas uma coisa que aprendi na vida é que mesmo que as coisas deem errado, vale a pena viver cada momento mesmo qeu traga dor depois, pq mais triste do que sofrer pelo que se perdeu ou nunca pode ser é sofrer por nao ter vivido.
Acho que vc tem que ir treinando, e quem sabe escrever um livro futuramente? eu sou viciada em livros ( tipo rata de biblioteca que nem a mione rsrs, ta nao tao compulsiva rsrs) e seria legal ler um seu. E nao to falando isso da boca pra fora. Tem muitas historias boas aqui na floreios, muitas mesmo, mas algumas nao muito bem desenvolvidas e eu acho que a sua é bem desenvolvida.
bom, vou ficar ate janeiro sem poder entrar, entao um maravilhosooo natal pra vc e sua familia e um ano novo magnifico, com tudo de melhor e que qndo algo ruim apareça vc consiga contorna e aprender com isso.
la pro dia 10 eu apareço aqui pra voltar a me deliciar com mais um capitulo *.*! e comentar tbm =D
e nao se preocupe, vou comentar sim, qndo eu resolvo atormentar um autor hauhauhauhauhauhauha demorar pra eu deixa-los em paz hauhauahuah.
PARA DE SER MODESTA! O capítulo foi T-O-D-I-N-H-O perfeito!!! NÃO TEVE NADA DE CANSATIVO!! Tudo nele pareceu perfeitamente necessário, muito bem escrito como sempre, e vc não tem nada do que não se orgulhar nele!! Foi maravilhoso! Eu até falei AI! quando vc escreveu aquela parte da mione voando e batendo a cabeça não sei aonde! kkkkkkk Foi uma épica despedida deles adolescentes! A apreensão do ataque, Draco conjurando a marca, harry rony e hermione sendo pegos pelo crabble, ela fugindo, o draco salvando a vida da mione, o beijo!!! ahhh!! foi tudo maravilhoso! Eu sabia que vc escrevia bem romances, mas eu não sabia que tbm tinha o poder de escrever maravilhosamente bem outras coisas como esse ataque! O beijo no meio de toda essa confusão foi PERFEITO! Veio na hora certa. Só não entendo agora como que vai ter esse salto de tempo enorme que vc ta falando até eles serem jovens adultos. Mas tudo bem! Sei q vc não falhará! kkkkk Espero desesperadamente por quarta. E esse título do próximo capítulo hein! Será que essa gloriosa dama é a mione ou uma mulher misteriosa que aparecerá!! Eu só comento na sua fic! É a única que me faz realmente querer comentar!! kkkkkkkkkk
Realmente foro cansativo, mas necessário, o final foi perfeito hoje eu não vou escrever um texto, o capitulo apesar de cansativo foi perfeito, obrigado por tudo. Espero ansiosamente pela a próxima quarta feira. XOXO
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