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2. Afável Rivalidade


Fic: 5 MINUTOS ANTES DO FIM - Draco e Hermione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Afável Rivalidade








02 - Afável Rivalidade


 


 


 


 


            Ele a observava, sentado de qualquer jeito em uma poltrona, enquanto ela andava de um lado para o outro da sala comunal lendo em voz alta um paragrafo que não parecia ter fim. Eram duas da manhã e ele sentia que ela quase cantava uma canção de ninar usando aquele tom uniforme, afinado e incrivelmente harmonioso enchendo toda a sala com sua voz. O prazo de duas semanas estava terminando e eles não conseguiram muito progresso. Todas as noites eles se encontravam ali, era um lugar calmo e cercava a entrada de quatro quartos destinados aos monitores chefes, entretanto não era utilizado por nenhum já que mesmo que fossem bons quartos exclusivos ninguém se interessava em deixar sua casa e seus amigos para ocupá-los.


 


Exceto Draco Malfoy.


 


            Seus encontros não eram sequer minimamente produtivos. Discutiam muito mais do que produziam e um serviço que poderia ser feito perfeitamente em três dias estava tornando o prazo de duas semanas curto demais. Draco gostava de ver ela se irritar, só não gostava quando ela chegava ao seu ápice e o abandonava irada na sala comunal no meio da madrugada. Isso realmente o incomodava.


 


-       Eu já entendi o que quis dizer, Granger! Pode parar de ler. – ele a cortou. Ela parou abaixando o livro e voltando-se para ele.


 


-       Você deveria se dedicar mais, sabia? Nós só temos dois dias e estamos atrasados por sua culpa! Se não discordasse de tudo que eu falo talvez nós já estivéssemos com tudo isso pronto e eu não ia mais estar precisando vir aqui perder meu sono toda noite na sua insuportável companhia!


 


Ele sorriu. Ela era Hermione Granger, mas não podia negar o quando ele a desejava como mulher quando ela assumia aquela postura irritada e dizia todas aquelas palavras sem quase respirar. Ele tinha vontade de arrancar o fôlego dela a puxando pela cintura e fazendo aquela boca rosada colar na dele. Tudo bem que ela era Hermione Granger, mas era mulher e ele era Draco Malfoy. Mas ele não ousava tocá-la. Era a única que ele jamais tocaria. Não uma sangue-ruim.


 


-       Não jogue a culpa em mim. – ele se levantou. – Você quem sai irritada toda noite antes de terminarmos o programa proposto! – pegou os livros sobre a mesa e rumou sentando-se no sofá.


 


-       Se não me irritasse com tanta constância, eu não seria obrigada a fugir daqui toda noite para não me tornar uma assassina! – ela disse com os dentes cerrados.


 


Ele achou graça.


 


-       Você é patética, Granger. Não precisa ser tão extremista tentando me assustar. Está apenas me usando como desculpa para o seu falho controle temperamental. – provocou ele sagazmente enquanto mantinha seu tom calmo e sua atenção no livro que pegara anteriormente.


 


-       Essa sua massa cefálica só pode ter algum tipo de doença, Malfoy...


 


-       Viu? Você está novamente nos tirando do foco! – ele a cortou tornando a olhá-la de modo falsamente repreensivo.


 


Ela precisou puxar o ar para arejar o cérebro. Focou a imagem de Draco jogado sobre o sofá. Será que ele não estava preocupado que eles só tinham dois dias? Fechou os olhos e respirou novamente. Ela ficaria ali até aquele sol nascer e eles terminariam aquilo de uma vez por todas. Nem que tivesse que vender sua alma em troca de paciência.


 


-       Então, Malfoy. – ela começou num tom sarcasticamente educado. – O que me diz sobre acrescentarmos esses últimos parágrafos que li?


 


-       Não tem justificativa. – ele voltou a se entreter em seu livro antigo e empoeirado.


 


-       Se não tivesse me interrompido eu as teria lido.


 


-       Odeio quando fica lendo.


 


Ele adorava quando ela lia. Surpreendeu-se. Ele realmente não sabia que adorava.


 


-       Não me importo! É necessário! E se não quer que eu leia, você deveria as ler!


 


Ele suspirou impaciente e ergueu os olhos para ela cansado.


 


-       Me dê seu caderno, Granger. – estendeu a mão.


 


Ela passou seu caderno para ele que colocou em seu colo e o fechou.


 


-       Eu odiei. – ele disse.


 


Ela se indignou.


 


-       Você não leu!


 


-       Eu não preciso! Você está cortando todos os benefícios de ser monitor e eu não concordo.


 


Ela se irou puxando seu caderno de volta.


 


-       A função de monitor foi implementada com o objetivo de fiscalizar o cumprimento das normas da escola não de nos dar benefícios! Já não lemos o suficiente dos estatutos antigos?


 


Ele riu fracamente.


 


-       Como você é ética, Granger. – murmurou – Não vou abrir mão dos meus benefícios e você está sendo estupida de querer abrir mão dos seus.


 


-       Eu não preciso desses benefícios ridículos!


 


-       Claro que não precisa. Se eu não precisar, você não irá precisar! Está apenas encontrando um jeito de me controlar. Não nasci ontem.


 


Ela estreitou os olhos. Não havia gostado do tom que ele escolhera para dizer aquilo. Ele parecia querer quebrar a linha que os separava da guerra ali, porque ambos sabiam do lado que cada um jogava e o que faziam presos naquela escola.


 


Hermione estava tentando montar um estatuto para segurar o máximo as regalias que Malfoy tinha usando aquele distintivo. Ele era um comensal, isso havia ficado claro para poucos no ataque a escola na primavera passada. O ataque que resultou na morte do maior bruxo de todos os tempos.


 


Era evidente que havia uma guerra acontecendo fora dos seguros perímetros de Hogwarts e sabiam que eram extremos rivais, entretanto fingirem que nada tinham haver com ela ali, era quase uma questão de educação. Ainda não era o tempo deles estarem ativos nela como todos os outros estavam (a Ordem, o ciclo de comensais da morte e todos os inocentes que morriam todos os dias). Eles precisavam retornar ao castelo. Malfoy porque precisava reportar os acontecimentos de Hogwarts, estender o domínio das trevas aos poucos na escola e manter os olhos em Harry Potter para Voldemort. Hermione porque precisava manter Harry seguro dentro dos feitiços protetores da escola e sobre os olhos vigilantes de Minerva o máximo que conseguisse.


 


-       Vou acrescentar querendo você ou não. – deu as costas a ele.


 


-       McGonagall não irá aprovar.


 


Hermione riu enquanto se sentava e puxava o arquivo de pergaminhos que detalhava o estatuto ao qual estavam trabalhando.


 


-       Conte-me de que forma pretende ameaçá-la? Vai mostrar a marca que esconde nesse braço para ela?


 


Ele fechou sua expressão rapidamente. Ergueu os olhos e encarou a figura de Hermione o encarando igualmente. Certo. Agora ela havia passado da linha.


 


-       Não tem medo das coisas que fala, sangue-ruim?


 


-       Não tenho medo de você. – ela disse usando a voz mais calma que tinha.


 


Ele ergueu as sobrancelhas surpreso pelo tom tão comum que ela havia adotado para sua simples frase. Os olhos cor âmbar dela estavam fixos nele sem sequer vacilar e aquilo lhe dizia que ela era uma adversaria muito a sua altura. Ele podia saber dominar bem maldições imperdoáveis, mas ela era quem dominava todos os feitiços oferecidos na biblioteca de Hogwarts. Ele inclinou-se apoiando os cotovelos sobre os joelhos enquanto deixava seus olhos cravados sobre ela tanto quanto ela mantinha seus âmbar sobre ele. Sabia a resposta perfeita para fazê-la temer não ele, mas o lado em que ela estava naquela guerra. Todos sabiam que Voldemort estava de volta, e o modo como os dias passavam e as notícias surgiam, era óbvio que o seu domínio estava atingindo âmbitos muito mais sérios do que todos imaginavam. Aos poucos os Ministérios de todo o mundo estavam sendo tomados, as escolas de bruxaria estavam sendo domadas e Hogwarts não seria diferente. Esse era o papel de Draco Malfoy e Minerva McGonagall por enquanto não passava de uma fachada. Hermione já deveria saber disso. Quis amedrontá-la. Quis ver ela vacilar. Pelo menos uma vez na vida ele queria ver aquele olhar dela vacilar do desprezo para qualquer outra coisa. Qualquer que fosse. Mas ali quando ele tinha a oportunidade de simplesmente tentar conseguir aquele olhar não pode fazê-lo. Aquela sensação em seu estômago o alertou de algo. Como se receber qualquer outro olhar dela pudesse mudar sua vida para sempre.


 


-       Vamos voltar ao trabalho, Granger. É isso que importa por agora. – ele desviou seu olhar do dela.


 


Ela quis chamá-lo de fraco, mas soube que não estava em posição alguma de provocar um comensal sabendo dos acontecimentos sobre a guerra. Ela teve raiva. Precisou engoli-la. Eles tinham uma longa noite pela frente para terminar aquilo e o relógio só marcava duas horas da manhã. Ela focou-se em seu trabalho.


 


Minutos depois eles continuaram em silêncio apenas trabalhando. Uma hora depois eles ainda estavam em silêncio. Tardou para que eles tivessem outra discussão curta quando precisaram juntar as produções no arquivo do novo estatuto. Voltaram ao silêncio e quando a madrugada já havia avançado para mais da metade reconheceram que discutir não seria uma excelente solução para os levar a finalizar o projeto. Decidiram que poderiam se tratar profissionalmente por algumas horas. Ambos estavam cansados de insistir naquele caderno idiota. Sabiam que havia coisas muito mais sérias a serem resolvidas do que malditos deveres escolares.


 


Sentaram-se lado a lado no sofá e passaram a se tratar como dois estranhos no serviço em prol de um bem produtivo. Diplomáticos, curtos e objetivos. O sono os dominava em um grau absurdo que Hermione Granger já aceitava qualquer argumento dele e ele já não discutia qualquer insistência dela. Estavam quase no fim.


 


Quando o sol chegou a uma altura suficiente para incidir direto sobre a sala que estavam, os raios iluminaram duas figuras no sofá em um estado que surpreendeu até mesmo os quadros que acordavam de uma noite conturbada. O silêncio era grande, de modo que até mesmo o barulho abafado que chegava do canto dos pássaros do lado de fora passava a ser um estrondo. Ambos dormiam como se nada mais no mundo importasse além do sono que tiravam. O espaço no sofá era mínimo e de algum modo eles conseguiram se encaixar perfeitamente ali. Ele espremido contra o encosto e ela na borda quase tombando sobre o tapete.


 


Draco foi obrigado a acordar quando os reflexos da janela incomodaram seu sono a esse ponto. Abriu os olhos e teve de estreitá-los de imediato quando sentiu a dor da iluminação sobre suas pupilas dilatadas. Seu braço envolvia Hermione e ele se assustou ao perceber isso. Tateou o lugar onde se lembrava que havia deixado sua varinha e quando finalmente a encontrou tratou de fechar as pesadas cortinas que havia deixado aberta. Sentiu o conforto  do  escuro e tornou a fechar os olhos largando sua varinha novamente. Sentiu a garota se mover contra ele conforme a respiração, calma e ritmada. Se perguntou em que momento eles haviam se permitido dormir daquela forma. Antes mesmo que ele pudesse cogitar em sair, se afastar, ou acordá-la para expulsá-la dali ele voltou a dormir sentindo-se completamente confortável com o cheiro de lavanda que vinha dos cabelos castanhos dela.


 


Hermione acordou não muito tempo depois. Seu corpo pedia para que trocasse de posição e sem abrir os olhos ela o obedeceu. Virou-se de frente para ele. Estava frio e ele estava quente. Se encolheu contra aquele corpo enorme e por uns segundos houve uma pequena e involuntária guerra por espaço até que conseguiram se encaixar perfeitamente mais uma vez. Hermione sentiu Draco apertá-la contra ele como se fosse seu ursinho de pelúcia enquanto puxava e soltava o ar num longo suspiro sonolento. Antes que pudesse reagir de qualquer forma retroativa a isso por se tratar de Draco Malfoy ela já estava novamente sendo dominada pelo sono.


 


Horas depois eles já estavam completamente esparramado pelo sofá. Hermione estava deitada sobre ele e qualquer um que os visse naquele estado jamais sequer imaginaria o histórico do casal. Draco acordou. Manteve-se de olhos fechados até realmente perceber que estava de volta ao mundo real. O cheiro de lavanda estava agora impregnado nele. Deus, como era bom! Sua respiração estava calma e coreografada com a da garota deitada sobre ele. Respirou fundo e abriu os olhos devagar. Precisou piscar várias vezes para conseguir foco. Pelos espaços vazios da cortina ele pode ver a iluminação de um dia já avançado vazando para dentro do salão comunal. Sentiu Hermione se ajeitar sobre ele e a encarou. Ela estava deitada lindamente sobre ele. Sua respiração era calma e ritmada. Seus cabelos estavam esparramados sobre seu braço que a envolvia e ele reparou onde sua mão se encontrava com a dela. Seus dedos estavam casualmente entrelaçados aos dela. Os dedos dela eram pequenos e finos e a mão dele cobria toda a dela de forma grosseira. Draco reparou nisso por um bom tempo enquanto tentava decifrar em que momento do seu sono ele havia permitido aquilo. Fechou os olhos soltando o ar. Sentiu Hermione contra ele. Como era possível eles se encaixarem tão perfeitamente? Ele se sentia tão completo, como se ela preenchesse o restante de seu corpo, como se eles fossem um só e tudo era completamente confortável. Ele poderia ficar assim com ela por um dia inteiro, por mais que ela fosse Hermione Granger. Ficaria apenas para poder sentir aquela sensação que a situação que estavam lhe proporcionava.


 


Hermione se mexeu sobre ele. Ele sentiu ela se mover devagar como se os segundos fossem horas. Ela abriu os olhos e a primeira coisa que viu a sua frente foi sua mão sendo coberta pela de Draco enquanto seus dedos distraidamente apareciam entre os espaços dos dele. Ela não foi capaz de processar tudo aquilo. Ergueu sua mão para ter certeza de que seus dedos estavam entrelaçados e a girou. Viu a marca negra gravada no pulso dele. Ainda não processou. Deslizou sua mão para longe da dele e se arrependeu no mesmo momento quando teve a sensação de ter rompido um elo importante. Não entendeu a sensação.


 


Draco abriu os olhos quando sentiu que ela tentava se ergueu preguiçosamente. Então ele foi recebido pelo olhar que ele nunca em sua vida poderia receber de Hermione Granger. Os âmbar dela brilhavam para bem longe do olhar de desgosto que ele recebera dela em toda a sua existência. Era qualquer olhar, menos o de desgosto. Ela parecia confusa, como se ainda tentasse se situar, como se ainda estivesse dormindo. Os âmbar dela se fixaram nos seus cinzas e eles ficaram ali pelo que Draco julgou horas. Inconscientemente ele teve que afastar um cacho do cabelo dela que caiu sobre aquele rosto perfeitamente relaxado, pálido, de bochechas rosadas, lábios convidativos e olhos incrivelmente fascinantes. O acomodou bem atrás de sua orelha enquanto mantinha seus olhos em todo aquele conjunto. Ele precisava ter certeza que ela o olhava da forma que nunca havia o olhado antes. Seu estomago revirou em tantas voltas que ele pode finalmente descobrir o que era aquela sensação que sentia perto dela. Ele pode finalmente entender o porque ele sempre a odiara, porque ela sempre seria a garota em Hogwarts que ele nunca tocaria, porque ele sempre precisava insultá-la para ter sua atenção, porque ela sempre havia sido diferente de todas as outras, porque ela era tão proibida. Ele pode entender o porque com aquele único e simples olhar que não tinha significado algum mas que não era o olhar comumente indiferente.


 


-       Que horas são? – a voz dela soou tão rouca, tão perdida e tão encantadora que as voltas no estomago dele o fizeram ter que piscar.


 


-       Não sei. Provavelmente já passamos da hora do almoço. – foi o que ele conseguiu dizer. Sua voz saiu grave e fraca pelo tempo que havia permanecido em silêncio.


 


Ela fechou os olhos, soltou o ar e desmoronou sobre ele exclamando um “Merlin” baixo, fraco e abafado. Draco sentiu seus lábios se esticarem num sorriso involuntário. Ela não poderia o encantar daquela forma. Teve vontade de abraçá-la forte, ajeitar-se contra ela e voltar a dormir por mais algumas horas. Ela e ele, com aquela sensação maravilhosa de que o corpo dela parecia ter sido feito sob medida para se encaixar perfeitamente no dele. Ele queria descobrir mais sobre seus corpos.


 


Ela começou a se arrastar preguiçosa para sair de cima dele. Ele quis implorar para que ela ficasse mas foi tarde quando ela finalmente se levantou ajeitando os cabelos e tentando desamassar o uniforme. Um tanto quanto perdida ela passou a catar suas coisas esparramadas pelo chão. Ele se sentou esfregando o rosto e a observou. Ela ainda tentava se situar e quando finalmente conseguiu colocar tudo dentro de sua mochila, jogou-a sobre um dos ombros e voltou seu olhar para ele. Aos poucos ele foi se familiarizando com a expressão que ela sempre adotava nos olhos quando o olhava, como se tivesse a erguer a barreira costumeira que a separava dele. Teve saudade do olhar perdido que ela havia lhe lançado a segundos atrás.


 


-       Vou terminar o que falta. – ela disse. No tom de sua voz havia o embaraço que ela sentia pela situação. – Não precisamos mais nos encontrar.


 


Ele não discutiu. Apenas ficou em silêncio enquanto olhava a figura perfeita que ela era mesmo estando desarrumada. Como em sete anos ele não havia entendido tudo que ela significava?


 


Hermione manteve seu olhar sobre ele enquanto tentava decifrar a expressão Sonserina intocável e imutável estampada em seu rosto. Esperou pensando talvez que ele teria algo a dizer e a protestar, mas simplesmente ficou estático e mudo. Ele era muita distração para uma pessoa só com aquela cara de sono incrivelmente sedutora. Tão canalha e tão desejável. No fundo daquele olhar sonserino ela conseguia notar algo que fazia sua cabeça dar voltas e temer. Não por ele ser um comensal, mas por algo que ela não era capaz de entender. Não ainda. Algo lhe dizia que não era algo bom e que ela deveria fugir. Obedeceu dando as costas e seguindo para a saída.


 


Quando o som do quadro se fechando soou e Draco finalmente viu que estava sozinho, fechou os olhos, soltou o ar e pendeu a cabeça para trás no encosto do sofá. Ele se sentiu completamente só. Ela havia ido embora e levado a parte que o completava. Ele precisava do seu corpo colado no dela novamente. Ele precisava decifrar tudo aquilo. Merlin! Ele havia dormido uma vez com Pansy Parkinson, a garota com quem sabia que deveria se casar e seguir a linhagem dos Malfoy. Era a pessoa mais próxima que ele tinha, sua amiga de infância. Havia sido também por puro acidente. Mas nada em toda a sua vida poderia se comparar ao que era ter Hermione Granger em seus braços. A sensação de conforto que era ter ela tão perto. Ela havia sido feita para ele. Eles haviam sido moldados juntos depois separados. Seus cheiro. Seus cabelos. Seus olhos. As linhas perfeitas de suas sobrancelhas, nariz e boca. Boca rosada. Ele precisou daquela noite, precisou sentir ela tão perto, precisaram estar tão harmoniosamente juntos, precisou receber seu único olhar longe do de usual desprezo, para que ele finalmente descobrisse que todos aqueles anos, desde o dia em que a conhecera, haviam servido para que ele se apaixonasse por ela. E agora ele entendia porque se incomodava tanto quando deitava a noite em sua cama depois de ter estado com suas garotas, lembrava-se dela e sentia que havia sido um dia perdido por não ter a ofendido pelos corredores para ter sua atenção.


 


Ele soltou ar com força tentando esvaziar sua mente.


 


Não podia ser apaixonado por alguém. Não podia depender de Alguém. Ele tinha que ser o Draco frio e indiferente que sempre havia sido em sua ignorância sobre as razões que sempre o remetiam a Hermione. Não podia ter esse ponto fraco como todos os humanos comuns tinham. Não podia se permitir ser tão vulnerável. Não agora que era um comensal. Que poderia conseguir o poder que sempre almejou na vida. Maldita sangue-ruim!





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Próximo Capítulo: Desejo mais Indesejável

NA: Olá leitores, como eu disse esse capítulo ainda é uma sequencia do primeiro, mas não se enganem. A fic acontece em intervalos de tempo prolongados a partir do próximo capítulo. Como pudemos ver nesse capítulo, temos um Draco que finalmente descobriu que a cada ano que se passou em Hogwarts serviu para que ele se apaixonasse mais pela garota de cabelos altos e olhos brilhantes que ele havia topado no expresso do capítulo anterior. :) A fic é romance! Varemos um Draco que é alguém nas mãos de Voldemort e outra pessoa completamente diferente sobre os encantos de Hermione Granger. São retalhos da atração entre dois lados opostos de uma guerra, como dita o resumo.
Para quem leu Paradoxo Perfeito, talvez esteja percebendo uma similaridade no processo construtivo da narrativa. A verdade é que ela é uma extensão melhorada e aprimorava do pivô principal que me levou a escrever a short. Ando um tanto romanica por esses dias, mas acreditem, estou com um novo projeto que veremos uma diferença GIGANTESCA do que ando escrevendo e postando sobre Draco e Hermione ultimamente. :) Espero que gostem quando eu terminar e disponibilizar para todos aqui no F&B.
Ah *-* Sempre me encanta a forma como o Hermione pode transformar o Draco em alguém humano. Isso a diferencia de todas as mulheres e garotas que já passaram pela mão dele.

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RESPOSTA AOS COMENTÁRIOS:

Luana Mara:  Vc disse que tinha elogios guardados para esse capítulo! *-* Espero não ter os desapontado! Fico feliz que tenha te feito mudar os conceitos! Obrigada por acompanhar e comentar. Diga um pouco mais sobre esse capítulo se puder! Eu particularmente tentei retratar um Draco que pode finalmente acordar para algo que sempre havia sido complexo demais para ele, como sonserino, perder tempo nesse campo incerto ao tentar solucioná-lo. Muito Obrigada :)

Nicole Ninfadora: Minha fiel leitora. Sempre aguardando pontualmente. hahaha Fofo demais eles novinhos no capítulo passado. Bem. Bem, quanto aos seus receios, a personalidade do Draco não muda assim tão drásticamente. A verdade é que ela muda não não fica no plano do foco principal, porque o foco principal é o relacionamento entre Draco e Hermione e ele sempre deixará essa personalidade de lado ao se render aos encatos que ela tem sobre ele. Comente mais! Vivo rindo á toa com seus comentários divertidos! Obrigada :)

M R C: Ah, eu adoro quando retratam a histório a partir de quando o Draco ganha a marca. É nesse ponto da história de J.K que eles se tornam realmente extremos rivais! Aí a porra fica séria, ai o negócio fica interessante! hahaha (desculpe o palavriado) Nossa, muito obrigada pelos elogios com relação a escrita De verdade, eu tento me policiar muito com ela! Português é uma coisa que venho perdendo aos poucos e escrever me ajuda a resgatá-lo com muita constância! Tenho um cuidado mais do que dobrado! :) Enfim, sobre o capítulo, espero que goste! Tentei ao máximo retratar um Draco em sua confusão ao acordar para aquilo que ele vinha nutrindo sem ao menos ter idéia desde o momento em que ele topara com Hermione no expresso escolar! Tomara que vc continue curtindo a história e que ela continue te prendendo tanto quanto antes. Eu particularmente adoro quando eles entram de verdade na guerra. Próximos capítulos... hahaha Obrigada :)

Ariene S. Malfoy: Como a fic começou quase perto da guerra, e durante toda a história nós veremos um Draco poderoso nas mãos de Voldemort que se rende a Hermione sempre que pode, tive que escrever mesmo o encontro deles no trêm. Justifica muito esse capítulo quando ele finalmente consegue acordar para o que ele nutria por ela todos esses anos e nem sequer sabia. haha Adoro ele impregnando a empressão sonserina intocável para não demonstrar a confusão que se passava na cabeça dele ao descobrir que sempre fora apaixonado por Hermione Granger! Haha! Espero continuar te prendendo na história e não decepcionando nos capítulos que virão. Comente mais! Obrigada :)

Larissa do Amaral: Hei, mil vezes obrigado por divulgar a fic. De verdade, não tenho nem palavras para agradecer! :) Bem, lamento não poder te dar um Draco 100% cruel, até porque Hermione sempre será a rendição dele. O que a diferencia das outras mulheres que já passaram na mão de Draco. A gente tem essa rivalidade no começo até ele abrir os olhos para o que ele via nutrindo por ela e nem sabia! Vimos nesse capítulo a confusão mental que foi para ele quando finalmente acordou para sua paixão. Haha. Espero que esse capítulo te mantenha interessada na história e novamente MUITO obrigada por divulgá-la. Obrigada pelos elogios a minha escrita também. Tenho duplo cuidado com cada palavra que escrevo! Comente mais. Obrigada :)

Jamii Altheman: Espero que goste do capítulo e que ele tenha te dado vontade mesmo de ter mais! Obrigada :)

iisaabeelaa: Aí está mais! Espero que esse capítulo tenha também te mantido com a vontade de ter mais! Obrigada :)

Landa MS: Hei, eu li A prisioneira. É, acho que você percebeu porque eu devo ter deixado uns mil comentários. Haha. A fic é maravilhosa e vc tem esse poder de me fazer amá-la e odiá-la ao mesmo tempo que é magnífico! Nunca havia nutrido tal sentimento por uma fic. hahaha De qualquer maneira, obrigada por estar acompanhando essa e espero não decepcioná-la quanto ao enrredo da história. Não teremos um Draco incrivelmente carrasco como temos na sua fic, aqui ele será de todo manso ao se render a mulher especial da vida dele, porque isso que a tornará especia, o modo como ela terá o poder de torná-lo humano e vulnerável. A diferenciará das outras mulheres que já correrão na mão dele. Por que acho que deu pra perceber nos meus comentários a sua fic que eu sou um pouco (muito) ciumenta com relação aos dois. Tudo para eles deve ser exclusivo. hahaha Defesas a parte! Espero que tenha gostado desse capítulo. Esses dois capítulos são mais ou menos a base justificativa para os retalhos da atração entre os dois durante a guerra que eu descreverei nos próximos capítulos! Obrigada mil vezes por acompanhar! Continue comentando mais. Adoro seus comentários. Obrigada :)

Thomas Cale: Seu comentário me deu tanto vigor! Acho que alimentou de certo modo (modéstia) meu ego. hahaha Mil vezes obrigada pelos elogios. Fico imensamente grata que tenha gostado de Paradoxo Perfeito. As pessoas não são muito adéptas a finais não felizes, mas gosto do modo como o relacionamento Draco e Hermione sempre será um paradoxo. Improvável e proibido. :) Já pensei em me tornar escritora, mas nunca parei para realmente fazer uma história. Tenho uma paixão que supera todas as outras: Arquitetura e Urbanismo. Mas muito obrigada por encontrar em mim talento. Quem sabe um dia. Escrevia uma fic chamada "Aéxia, a verdadeira história da Magia" há uns anos atrás aqui na F&B junto com um amigo em outra conta, mas eu a abandonei porque a história era realmente muito boa para uma fic então eu desejei aprimorá-la para desejos futuros. Quem sabe. hahaha Bom, espero que goste desse capítulo e que ele o mantenha preso a narrativa. Comente mais. Obrigada :)

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Comentários: 9

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 08/07/2013

Mérlin! Você é ótima!

Nota: 5

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Enviado por Déia Santos em 15/01/2013

Nossa, que capítulo lindo. Fazia tempo q eu n lia uma dramione onde as coisas aconteciam um passo de cada vez. Adorei a descrição de os dois dormindo juntos e como acabou... nossa, INCRIVEL

Nota: 5

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Enviado por Sara C em 27/12/2012

Meus Parabéns!! Perfeito o segundo capitulo. Não estou conseguindo me conter de tanta ansiedade para ver os proximos capitulos.

Você escreve muito bem. Uma história linda para o um casal perfeito.   

Nota: 5

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Enviado por juliana vieira em 08/12/2012

ficou bem legal o capitulo, o que será que vai acontecer com eles. até porque ele já entendeu o que sentia,  e ela será que tb sente algo?

Nota: 5

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Enviado por Ariane S. Malfoy em 06/12/2012

Nossa que perfeito este capítulo li ontem, mas pelo celular não via a hora de vim aqui comentar e te elogiar é tudo tão perfeito nessa fic, geralmente eu acho os primeiros capítulos chatos porque a gente fica meio sem saber o que está rolando, mas você consegue deixar um mistério que deixa o capítulo legal e com vontade de ler mais e as cenas entre eles são perfeitas a rivalidade é bem notável e de repente mostra como eles mesmo diferentes um completa o outro e essa parte do sexto para o sétimo ano é a minha favorita que ele fica mais mal (e mais lindo KKKK). E na fic não tem personagens originais, ainda bem espero que não tenham porque Hogwarts tão grande e inventar é estranho, mas mesmo se tiver vou gostar, afinal a fic é focada em Draco e Hermione. Parabéns você é tão demais, sua escrita o contexto as cenas, a rivalidade e a dependência deles de um pelo outro. É tudo tão perfeito. Continue assim diva. <3

Nota: 5

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Enviado por Thomas Cale em 06/12/2012

Gostei muito. Uma coisa que aprecio nas suas histórias é que elas conseguem ser romanticas sem a parte melosa e sem graça que normalmente as outras garotas usam. Pessoalmente, prefiro os romances criativos e é assim que declaro os meus proprios romances. Tenho uma fanfic Draco/Hermione que se chama Quer Tomar Um Café, Sr. Malfoy? e é um dos meus xodós. Acho que você poderia gostar da idéia, não sei... 
 Enfim, se um dia escrever um livro, me diga. Vou ler com certeza.

Beijo 

Nota: 5

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Enviado por Nicole Ninfadora em 05/12/2012

UAU!! Você não para mesmo de escrever cenas magnificas!! Foi lindo eles dois dormindo juntinhos por puro acidente! Nossa, eu imaginei a mione acordando e vendo a a marca negra no pulso do malfoy! lindo!! principalmente quando ela separa a mão dela da dele e sente que quebrou um elo importante!! Meu Deus! Eu to com tantas espectativas pra essa fic e sempre quando penso que você pode vacilar pelo menos uma vez vc não consegue! é perfeito! tudo! cada cena, cada fala, cada pensamento, cada enrolação de parágrafo kkkk! vc tem o dom pra dramione!! Quando é quarta-feira eu me empolgo todo quando lembro que tem cap. novo. Só há um problema. esse cap foi curtinho. ou então ele foi tão bom que eu ele parecebu curtissimo!! kkkk Espero quase em estado de falência o próximo capítulo! Vc é sempre extraorniária!!

Nota: 5

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Enviado por M R C em 05/12/2012

aaawwwwnn!! é impossível o coração nao palpitar com essa cena deles dois dormindo acidentalmente juntos!
que lindooo o modo como ele aproveitou cada segundo enquanto ela ainda dormia pra se atentar aos detalhes da situação!
Queria eu ter um Draco como cama !! hahahahahhaa
to amaaando mesmo a história, pois concordo com o que voce disse: a partir do momento que Draco ganha a marca negra ele passou a ser realmente uma ameaça concreta e não um birrento de escola!
amoo o jeito como nesta fic o Draco é o foco principal da narrativa! geralmente os autores deixam muito claro tanto os sentimentos dele, quanto os da mione, mas esse "suspense" e "indiferença" em relaçao ao que ela sente por ele tá muito bacana!
beeeijos     

Nota: 5

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Enviado por Luana Mara em 05/12/2012

Merlin! Estou perdidamente apaixonada pela fic, estou completamente sem palavras. Vou lhe confessar uma coisa, o motivo de eu sempre ter amado o casal Malfoy e Granger é que os dois juntos são perfeitos,  ambos inteligentes, os opostos, eles se encaixam  e acima de tudo ele é o garanhão, ela é a nerd, ele é o sangue puro lindo e perfeito, ela é uma nascida trouxa com cabelo de vassoura kkkkk, ela é o melhor dele e ele é a peça que falta para que ela se complete. A sua fic tem mostrado perfeitamente isso, lendo o capitulo de hoje, eu senti o meu coração debater mais rápido e uma vontade louca de lhe implorar que vc escreva o mais rápido possível o próximo capitulo, tal como a nossa rainha, a criadora dessa serie que nos inspira tanto, vc conseguiu me transportar para o seu conto, meu mundo no momento é o 5 minutos antes do fim, esta é a minha realidade! Espero anciosamente pelo próximo capitulo, obrigado por fazer o meu dia mais feliz. Caso não tenha tido elogios suficiente desculpe-me, meu vocabulario não esta tão extensivo no momento, eu estou sem palavras.
XOXO 

Nota: 5

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