A babá
- Não, James! Eu não vou deixar meu filho sozinho com aquele homem! - Lily argumentou.
- Mas Lily, Sirius ama o Harry! E eu não quero ter que cancelar as reservas no restaurante agora! E é apenas por uma noite.
- Escute, James, eu amo Sirius, mas você não percebe que estaríamos deixando nossa casa e nosso filho no...
- Eu confio em Sirius. E não há mais ninguém disponível. Pedi à Remus, mas ele está tendo hora extra na Ordem hoje à noite. E é apenas uma noite. - James adicionou. Lily suspirou com relutância.
- James, eu não sei...
- Você realmente acha que Sirius prejudicaria Harry? Não, eles vão ficar bem! Uma noite. E você precisa de algum tempo longe da casa, algum tempo para que James possa varrer seus pés como nos...velhos tempos - James balançou as sobrancelhas sugestivamente.
Lily deu uma risadinha.
- Você está certo, vou chamá-lo. Cadê o pó de flu...
James tossiu, soando complicação.
- Eu meio que...er...já fiz isso.
- O quê? Sem me consultar? Como você pôde? Pensei que concordamos em não guardar segredos quando nos casamos...
"Lá vai ela", pensou James. E assim ela fez. Durante a hora seguinte, Lily acentuou a "atitude errada" de James na situação. James tentou o seu melhor para ignorá-la. Eventualmente, Harry acordou gritando e a campainha tocou alto.
- É Sirius! Vou atender... - James disse apressadamente. Lily se afastou para apanhar seu bebê, murmurando alguma coisa sobre "idiota", "cabelo bagunçado".
Lily pegou Harry e com cuidado, o posicionou em seu colo. Ele sorria para ela, antes de virar-se para algo atrás da cabeça-vermelha Lily Evans.
Lily não precisou se virar para saber quem era:
- Boa tarde, Lily querida! - Sirius exclamou quando ele entrou na sala, os olhinhos de Harry chamuscando de felicidade enquanto ele roubava o bebê dos braços de sua mãe e imediatamente atirando-o no ar e o capturando em seguida, repetidamente dizendo: - Como vai o meu pequeno diabinho favorito?
- Sirius, não chame Harry assim... - Lily o repreendeu ao mesmo tempo que tentava segurar um sorriso.
Sirius era incrível como padrinho, sem sombra de dúvidas. E Harry parecia achar o mesmo, porque toda vez que o via, seus olhos transbordavam travessura. Mas Lily não conseguia esquecer a natureza insana de Sirius Black.
E os tempos do jovem na escola.
Ela riu por dentro com as lembranças.
- Ah, Lily! Você sabe que ele vai ser como eu quando ficar mais velho - O olhar de horror puro atravessou o rosto de Lily e ela saiu da sala resmungando como "Deus ajude meu filho..." "dias terríveis estão por vir..."
- Parece que está na hora de ir! - James falou excitado. Mesmo confiando em Sirius, ele sabia que a ideia era perigosa. - Só não, você sabe, matá-lo, ou qualquer coisa...
- Eu matar meu próprio e único afilhado preferido? Talvez eu o leve para um mergulho do penhasco. - quando ele viu o olhar de puro terror na cara de James, ele acrescentou: - Em um ano, talvez?
James não parecia consolado.
- Hora de ir! - James murmurou, seguindo Lily em direção à porta.
Sirius olhou para Harry, que agora estava sentado do outro lado da sala. Ele tinha um olhar de destruição, um brilho louco digno de um Maroto. Seu sorriso transformou-se no canto da boca e tinha aquele brilho nos olhos iguais ao de Sirius e James quando eles transformavam o cabelo de Snape rosa uma vez por mês.
Sirius não pôde deixar de sorrir.
E de ficar um tanto preocupado, também.
- Tudo bem, cara, agora você está meio que me assustando - ele arreganhou os dois dentes da frente, ou presas, como Sirius chamava. Os outros dentes não tinham crescido e ele se parecia muito com um vampiro. - Er...que tal um pouco de comida, homenzinho? - Sirius perguntou.
- Cooh-daah - o pequeno Harry gritou enérgico, batendo palmas.
- Certo, diabinho. O que você quer?
- Queerios!
- Queerios? - Sirius perguntou, franzindo a testa.
- Queerios! - Harry gritou mais alto que antes, rindo da cara de Sirius.
- Ok...maçã, então?
- Não! - Harry gritou mais alto do que um demônio gritando.
- Ok, ok! Maçã não. Então, pequeno demonio, o que você quer?
- Queerios. - Harry olhou como se ele estivesse dizendo isso claramente e Sirius fosse um doente mental.
- Err...ok, vamos para a cozinha, então você tenta achar...Queerios - Sirius puxou Harry por seus pés e levou-o de cabeça para baixo para a cozinha, colocando-o sobre o balcão. - Tudo bem. Isso é fácil. Queerios...queerios...queerios...
Sirius vasculhou os armários em busca dos malditos 'Queerios'. De repente, ele ouviu algo vindo atrás dele. Quando Sirius olhou para Harry, ele estava prestes a enfiar a mão no que Lily chamava de "ficadificador" ou algo assim.
- Harry, não, não! É para procurarmos comida! - Sirius gritou, agarrando seu afilhado para fora do balcão na hora certa. - O que você é? Algum tipo de idiota?
Sirius realmente riu.
Harry olhou para Sirius, claramente intrigado...
- Idiota? - ele disse lentamente. - IDIOTA, IDIOTA, IDIOTA! - ele começou a gritar.
- Não! - Sirius olhou assustado para ele, antes de levantar o dedo indicador para ele, repetindo: - Mau garoto, mau garoto!
- Mau? - Harry parecia prestes a chorar. Seu lábio inferior amuou um pouco e seus olhos pequeninhos verde esmeralda, como os de Lily, brilhavam com as lágrimas se formando.
- Não, não, não, não! Harry, não! Você é um bom garoto, bom garoto!
- Harry não ruim?
- Não, Harry é bom. Muito bom! - Sirius abriu um sorriso enorme enquanto admirava seu afilhado.
- Harry-bom! Harry-bom! - agora ele batia na cabeça de Sirius freneticamente... - Sirius-mau! - ele exclamou, apontando para seu padrinho.
- O quê? Mas, eu... - Sirius parou e encarou o pequeno. Ele tinha aquele brilho tão familiar no olhar. Sirius sentiu tanto orgulho.
Depois de pesquisar nos armários, Sirius encontrou uma caixa de Cheerios.
- Ahá! Cheerios! Eu disse que seria moleza... - ele murmurou enquanto se dirigia à sala, quando viu o que Harry estava fazendo.
Harry tinha todas as fitas cassetes e VHS à sua frente. Ele estava claramente intertido, puxando as fitas brilhantes negras do interior das fitas.
- Que diabos você pensa que está fazendo, Harry? Foda-se. Continue brincando.
Sirius falou antes de sorrir para Harry, observando seu afilhado continuar a travessura. Mas Harry não fez isso.
Ele deixou as fitas de lado, como se de repente perdesse todo o encanto...
Harry olhou para seu padrinho, processando o que ele acabara de dizer.
- Foda-se?
- Oh, Deus...que diabos você fez, Sirius? - o homem de 21 anos perguntou a si mesmo.
- Que diabos? Foda-se, que diabos! Foda-se, que diabos! Foda-se, foda-se, foda-se...! - Harry começou a cantar enquanto retomava sua brincadeira com as fitas.
- Pare com isso... - você sabe, isso é...divertido. Sirius pensou antes de se sentar e puxar um pouco da fita e parti-las também. Depois de uns bons vinte minutos disso, ele olhou em volta para ver que ele tinha feito bastante bagunça.
Observação número um: Lily provavelmente iria querer cortar a cabeça dele.
E outra coisa: a falta de Harry.
- Oh, merda! - Sirius gritou, saltando do lugar e indo para nenhuma parte da casa em particular. Quando ele estava passando por uma mesa linda, ele ouviu algum tipo de zumbido infernal. Ele olhou por cima. Foi o telefone. Sirius olhou para ele por um minuto, petrificado. Ele não parava de tocar. Sirius pegou o fone e apertou-a violentamente. - Como faz essa merda calar a boca! - enquanto agitava o telefone freneticamente, acidentalmente apertando o botão 'ON'.
O toque silenciou. Sirius suspirou em puro alívio, antes de ouvir algo que soava estranhamente, como pequenas vozes sibilantes. Ele logo percebeu que estava vindo do telefone e quando o colocou perto de seu ouvido, pôde ouvir uma voz clara e humana:
"Olá, você gostaria de comprar alguns comprimidos de emergência para a bexiga?" Mas a voz do homem não foi ouvida por Sirius, a quem estava gritando no topo de seus pulmões.
- Oh, meu Deus! Há alguém preso dentro desta coisa! - ele jogou o telefone em cima da mesa e pegou uma faca. Em seguida, ele esfaqueou repetidamente o telefone. Quando o telefone estava em cacos pequenos de plástico, Sirius suspirou pesadamente e colocou a faca para baixo. Foi quando ele notou que o pequeno Harry estava sentado com um olhar de admiração extrema em seus pequenos olhos.
Aquele olhar de espanto logo desapareceu e logo aquele sorriso com as "presas" a mostra voltou a aparecer.
- Mais uma vez! De novo! Foo-paah! - Harry começou a gritar, risonho.
- Ah, merda...no que eu fui me meter? - Sirius perguntou a si mesmo.
- Merda? - Harry questionou.
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N/A: Esses personagens são inteiramente de JK Rowling. Se eles me pertencessem, eu teria publicado isso nos livros faz tempo. Então, o que acharam? Se você gostou, ficará feliz em saber que terá uma continuação. Se não gostou, foda-se. É estranho pra mim enxergar eles numa situação assim, embora eu ache que era exatamente isso que acontecia! Comente, lembrando que não é obrigado. Aproveitem a fic ;)