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22. A carta


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quando a Sra. Weasley saiu da cozinha e caminhou para as escadas que levavam ao térreo, ela não pôde deixar de pensar no quão silenciosa a casa estava. Era uma coisa com a qual ela tinha certeza que nunca se acostumaria. Era tão diferente de sua casa, que era aconchegante e tumultuada. Mesmo com a confusão causada por vários membros da Ordem surgindo e sumindo sem aviso, o número 12 do Largo Grimmauld, com seus vários andares e cômodos ilimitados, simplesmente não parecia natural para ela.


 


Ela sentia falta de sua casa. Sentia falta de sua cozinha. Sentia falta de dormir em sua cama. Mas era inevitável agora. Manter seus filhos salvos era muito mais importante do que onde ela tinha que dormir. Mas havia dias em que ela se perguntava se estariam realmente seguros, mesmo em Hogwarts. E quando eles voltassem para a escola, seria seguro para ela e Arthur retornarem à Toca? Se ele não conseguisse pôr as mãos em Harry, Hermione ou Rony, viria atrás dela ou de seu marido?


 


‘Antes eu do que meus filhos’, Molly pensou ao se aproximar da sala próxima ao retrato da Sra. Black e espiar pela porta aberta quando Gina e Hermione haviam progredido na limpeza do chão de madeira imundo. Ela colocara as garotas no trabalho, sabendo que seriam capazes de completar a tarefa sem perturbar a desprezível pintura presa do outro lado da parede. Ela não esperava que terminassem tão rápido, mas obviamente terminaram. A sala estava agora vazia e o chão estava perfeito.


 


‘Elas devem ter ido ajudar o Rony a lavar o banheiro’, a Sra. Weasley disse para si mesma ao subir as escadas para conferir o trabalho deles. ‘Aquela banheira já é um trabalho por si só. Vai levar séculos para ele limpar todas aquelas manchas da superfície. Mas está ficando tarde’, ela notou ao olhar para a rua por uma das janelas sujas e perceber que o dia estava acabando. ‘Arthur e os rapazes vão chegar do trabalho logo. Eles merecem um pouco de descanso. Podem terminar isso amanhã’, a Sra. Weasley pensou enquanto passava pela porta aberta do quarto das meninas.


 


O brilhante cabelo ruivo de sua filha chamou sua atenção ao passar pelo quarto, fazendo com que a Sra. Weasley parasse e voltasse à entrada da porta. Gina estava deitada de bruços no meio da cama, os pés no ar, a pena na mão, escrevendo com esforço em um pedaço de pergaminho.


 


— Onde está o seu irmão? – ela perguntou, olhando para dentro do quarto como se esperasse que Rony surgisse de um dos armários.


 


— Como vou saber? – Gina respondeu, levantando os olhos da carta que estava escrevendo – Eu não sou guardiã dele.


 


— Onde está Hermione? – a Sra. Weasley quis saber, esperando uma resposta menos incerta dessa vez.


 


— Está provavelmente com Rony – Gina disse, mergulhando a pena no pote de tinta e deixando os olhos caírem para o pergaminho mais uma vez – Da última vez que a vi, ela estava indo ajudá-lo com a limpeza.


 


— Por que você não foi com ela?


 


— Eu terminei minha tarefa – Gina disse, olhando para a mãe audaciosamente – Não vou fazer a dele também.


 


— Pelo visto não estou te dando tarefas o bastante – a Sra. Weasley atirou de volta para a filha. ‘Tudo tem se transformado em briga com você, não é? Você tem sido difícil desde o dia em que não deixei você visitar Harry com seus irmãos. Bem, isso não vai funcionar’ – Eu vou acrescentar mais um pouco para a lista de amanhã, certo? – a Sra. Weasley perguntou, observando a boca de Gina se abrir de indignação. Ela esperou mais um tempo para ver se a filha ia discutir, mas Gina pareceu se segurar e engolir o comentário. Franzindo os lábios, Gina resmungou alguma coisa baixinho ao olhar para a carta.


 


— O que foi? – a Sra. Weasley perguntou – Não entendi muito bem o que você disse.


 


— Eu disse tudo bem – Gina respondeu com raiva. ‘Acrescente tudo que quiser àquela maldita lista. Quanto mais você acrescentar, mais devagar eu vou trabalhar. ’


 


— Foi o que pensei – sua mãe respondeu, ao deixar a porta para procurar por Rony e Hermione. Ela tinha acabado de decidir procurar no quarto dele, quando ouviu vozes calmas vindo da sala de visitas.


 


Aliviada que não tivessem se escondido em algum lugar secreto e mais calma pelo fato de estarem conversando, o que significava que não estavam fazendo outras coisas, a Sra. Weasley hesitou, não muito certa se devia colocar sua cabeça na sala e interrompê-los, ou não. Foi a posição da porta que finalmente resolveu a questão. É verdade, não estava completamente fechada, mas Rony sabia que uma abertura de dois centímetros não era a mesma coisa que uma porta aberta.


 


‘Quantas vezes tenho que dizer a ele?’, ela perguntou para si mesma, ao se aproximar da porta e espiar para dentro. Como ela esperava, eles estavam sentados juntos no sofá. Rony estava no canto, usando o braço do sofá para se apoiar enquanto Hermione estava deitada contra ele. Por um momento, a Sra. Weasley se sentiu mal. A cena à sua frente era tão íntima que ela sentiu que seria errado escutar aquela conversa particular. ‘Por outro lado’, ela pensou quando Rony afastou o cabelo de Hermione, expondo seu pescoço, e se inclinou para beijá-lo. ‘A conversa parece ter terminado’.


 


Se os dois adolescentes soubessem que ela estava na entrada da porta, provavelmente teriam terminado ali. Mas como eles não sabiam, Hermione virou a cabeça o suficiente para permitir que Rony tivesse acesso aos seus lábios. O beijo era gentil e não teria sido nada demais, se tivesse terminado. O problema é que não terminou. Ao invés de se separarem, Hermione simplesmente moveu seu corpo para uma posição mais confortável enquanto o beijo se aprofundava.


 


A Sra. Weasley tinha visto o bastante. Mas logo que ela estava prestes a entrar na sala e evitar que algo mais sério acontecesse, seu marido a impediu.


 


— Molly? – ele sussurrou de um jeito acusatório, ao se aproximar dela por trás – O que você está fazendo? – ele continuou, espiando por cima do ombro dela para dentro da sala para ver o que ela estava olhando. Sem esperar que ela respondesse, ele segurou seu braço e a levou para longe da porta.


 


— Arthur? O que você está fazendo? Solte-me – ela protestou, tentando bater na mão dele.


 


— Deixe-os – o Sr. Weasley riu, colocando a mão nas costas da esposa e guiando-a pelo corredor – Deixe-os aproveitarem ao menos uma parte do verão deles.


 


— Mas o jantar está quase... – ela começou a protestar.


 


— Eles vão descer quando estiverem com fome – o Sr. Weasley respondeu, sabendo muito bem que não era com o jantar que ela estava preocupada.


 


— A questão não é essa.


 


— Não, não é – ele respondeu, encarando sua mulher.


 


— O que você quer dizer? – a Sra. Weasley perguntou, soando um pouco na defensiva.


 


— Molly, você não pode impedi-los de crescer.


 


— Eu não estou fazendo isso.


 


O Sr. Weasley arqueou uma sobrancelha como se dissesse ‘não está?’ e depois respondeu:


 


— Rony não é o primeiro a ter uma namorada, meu amor.


 


— Não é a mesma coisa, Arthur, e você sabe.


 


— Sim, eu sei – ele admitiu – Nós dois sabíamos que isso provavelmente ia acontecer. Não finja que não era isso que você queria.


 


— Mas é muito cedo – a Sra. Weasley respondeu – Eles são muito jovens.


 


— Carlinhos era mais novo que eles quando você o pegou com a menina Fawcett fazendo o mesmo naquele canto escondido da Floreios e Borrões. Você não reagiu assim.


 


— Aquilo era diferente – a Sra. Weasley insistiu.


 


— E é isso que está realmente incomodando você, não é? – seu marido perguntou.


 


— Não seja ridículo.


 


— Não é ridículo – ele respondeu – É natural que se sinta assim. Eu sei que Rony e Gina são os mais novos, mas eles não são mais crianças. Eu entendo que seja difícil aceitar isso, mas você vai ter que dar um jeito. Ele será maior de idade em alguns meses, Molly. Com idade suficiente para entrar para a Ordem.


 


— Ele não pode entrar para a Ordem – a Sra. Weasley disse com severidade – Ele ainda está na escola.


 


— Com idade suficiente para tomar suas próprias decisões – ele continuou, ­­intencionalmente ignorando o comentário da esposa – Além disso, isso não é nenhuma novidade. Hermione cuida dele desde que tinham 11 anos. Só porque ele depende dela, não significa que precise menos de você. Você sempre será a mãe dele.


 


— Isso é um absurdo. Eles nem tiveram um encontro adequado ainda.


 


— Então você acha que não é sério? – o Sr. Weasley perguntou, embora soubesse a resposta – Você não acha que vá durar? As pessoas diziam isso sobre nós, sabia?


 


— Era diferente conosco – ela protestou – Nós não fomos pegos no meio de uma guerra. Eles são jovens demais para aguentar tanta responsabilidade.


 


— Eu concordo que eles aguentem mais do que qualquer um na sua idade deveria – ele admitiu – Mas acho que eles têm feito um bom trabalho até agora.


 


— Mas a tendência é piorar – ela discutiu – Alguma coisa terá que ser sacrificada.


 


— E você tem medo que seja o relacionamento deles?


 


— Eles já têm muito com o que se preocupar. Tentar manter um relacionamento sério só vai piorar.


 


— Eu discordo – o Sr. Weasley respondeu – Eu sei que você tem observado eles, mas eu acho que você não está vendo o que está à sua frente. Eles estão confortando um ao outro, Molly. Olhe para o que eles têm passado esses meses e como têm se apoiado. Eles dependem um do outro e você precisa deixá-los passar o tempo juntos. Você deve ter notado como Rony tem se comportado desde que você começou a interferir.


 


— Não estou interferindo – a Sra. Weasley disse, na defensiva.


 


— Então você não os segue? – seu marido perguntou – Não manda os gêmeos para interromper? Você não sugeriu que Gui conversasse com ele e depois perguntou se as coisas estavam sérias entre os dois?


 


— E se eu tiver feito? Sou mãe dele. Tenho todo o direito de me preocupar – ela atirou de volta ao colocar as mãos nos quadris e se posicionar para uma briga – Eu adoro aquela garota, Arthur. Se eles se precipitarem nas coisas para as quais ainda não estão prontos, podem arruinar tudo.


 


— Supondo que não vai dar certo, isso vai arruinar todos os seus planos? – o Sr. Weasley replicou calmamente – Você não pode viver a vida por ele, Molly. Eu sei que o seu coração tem Hermione como parte da família. Todos nós gostaríamos que isso acontecesse um dia, mas essa não é nossa decisão. Você tem que dar um passo para trás e deixá-los fazer suas próprias escolhas. Mesmo que eles cometam alguns erros.


 


— Eu só quero que eles sejam felizes – ela respondeu com um suspiro.


 


— Eu sei que quer amor, mas você não está ajudando. Hermione é uma boa garota e sabe como lidar com Rony. Confie nela para mantê-lo sob controle e pare de interferir. Você vai causar mais danos se não parar.


 


— Mas...


 


— Você tem que deixá-los cometer seus próprios erros, Molly. É o único jeito de aprenderem. Isso vai fazê-los mais fortes ou não. Só o tempo irá dizer.


 


Para surpresa de Molly, Rony e Hermione foram, na verdade, os primeiros a chegar na cozinha para o jantar.


 


— Seja lá o que está fazendo, cheira bem, mamãe – Rony disse ao surgir atrás dela para ver o que estava cozinhando – Quando vai ficar pronto? Estou morrendo de fome – como um sinal, seu estômago roncou alto, fazendo Hermione sorrir suavemente.


 


— Quando você não está morrendo de fome? – ela perguntou ao pegar uma pilha de pratos do armário de parede e começar a pôr a mesa.


 


— Depois de comer – Rony respondeu, estendendo a mão para o pão fatiado que sua mãe tinha deixado na bancada apenas para levar um tapa – Só um pedaço? – ele choramingou.


 


— Mais alguma coisa que possamos fazer para ajudar? – Hermione perguntou, voltando ao armário para pegar os talheres.


 


— Na verdade, – a Sra. Weasley disse, se voltando para encarar Rony – você podia chamar sua irmã e seu pai.


 


— Podia? – ele perguntou, parecendo ter levado um tiro.


 


— Sim, e é melhor eu não ouvir você gritando do pé da escada.


 


— E o Gui? – Rony perguntou ao andar na direção da porta.


 


— O que tem ele? – sua mãe retrucou.


 


— Eu também tenho que chamá-lo?


 


— A menos que você queira levar o jantar dele lá pra cima e servi-lo no quarto – a Sra. Weasley disse.


 


Quando Rony voltou de sua tarefa, ficou surpreso por encontrar Fred e Jorge não somente sentados à mesa, mas já comendo. Sem se preocupar em dizer nada, ele sentou na cadeira diretamente em frente à Hermione e começou a encher o prato de comida.


 


— Que legal vocês esperarem por nós – Gina disse, ao entrar na cozinha e sentar ao lado de Hermione.


 


— Quê? – Jorge murmurou, a boca tão estufada que era impossível dizer mais alguma coisa.


 


— Não fale de boca cheia – a Sra. Weasley censurou, enquanto seu marido e o filho mais velho entravam na cozinha e se sentavam.


 


— Desculpe, mamãe – Jorge respondeu.


 


— O que vocês têm feito? – o Sr. Weasley perguntou.


 


— Nada – Jorge disse rapidamente.


 


— Uma história muito provável – Gui riu ao se servir.


 


— Ótimo, não acredite então.


 


— Dia difícil, papai? – Fred perguntou, notando a expressão cansada do seu pai.


 


— Tem sido um total pesadelo – o Sr. Weasley respondeu – E Fudge certamente não se importa com nada. Parece um palhaço, não é? – ele continuou.


 


— É culpa dele mesmo. Tentando abafar o... er... incidente com o Krum em primeiro lugar – Gui acrescentou.


 


— Provavelmente teria dado certo também, se Hermione não estivesse fortemente armada contra ele para libertar Krum – Fred gargalhou.


 


Ao contrário de Fred, Hermione não achou o comentário muito divertido. Não havia nada de engraçado nessa situação. ‘Queria que eles esquecessem isso’, ela pensou ao olhar para Rony apreensivamente. Ele congelara por uma fração de segundo, o pedaço de batata que ele estava prestes a comer suspenso no ar. Mas ele se recuperou tão rápido que ela duvidava que mais alguém tivesse visto.


 


Sentindo-a observá-lo, Rony levantou os olhos e encontrou seu olhar enquanto recomeçava a comer.


 


— Bem, ele não tinha nada que contar aquela história para a imprensa, para começo de conversa. Visto que era um monte de mentira – a Sra. Weasley disse ao pegar uma fatia de pão – Arthur, querido? Já acertou aquele probleminha com o Departamento de Transporte Mágico?


 


— Er... bem, sabe... – o Sr. Weasley gaguejou.


 


— Eu sei que você está atolado, querido, mas...


 


— Não é esse o problema – ele informou à esposa – Tentei falar com eles algumas vezes, na verdade, mas Margaret Edgecombe tem sido muito teimosa com essa questão. Ela é uma forte partidária de Fudge, sabe?


 


— AH! – Hermione disse, como se a compreensão de repente brilhasse em seu rosto – Desculpe, Sr. Weasley. Eu não tinha me tocado que ela trabalhava nesse departamento. Se eu soubesse... bem, por favor, não perca mais tempo tentando falar com ela.


 


— Você conhece Margaret Edgecombe? – Gui perguntou, pego de surpresa.


 


— Não pessoalmente – Hermione respondeu.


 


— Mesmo assim, duvido que ela te esqueça tão cedo – Gina disse, segurando o riso.


 


— Eu sei que eu provavelmente não deveria perguntar – Gui disse – mas o que você fez a ela?


 


— Não fiz nada – Hermione disse com sinceridade.


 


— Não – Rony concordou com um risinho – Aquela filha traidora dela não pode culpar ninguém a não ser ela própria.


 


— Edgecombe? – Fred retrucou, finalmente entrando na conversa – Sabia que esse nome era familiar.


 


— A mãe da dedo-duro – Jorge riu – Que sorte, Hermione.


 


— Você acha que ela ainda tem aquelas espinhas? – Fred gargalhou.


 


— Com certeza – Hermione respondeu, parecendo envergonhada e satisfeita consigo mesma – E ela as terá por um bom tempo.


 


— Talvez vocês duas pudessem fazer um acordo – Fred sugeriu.


 


— É. Aposto que ela passaria por cima daquela multa se você concordasse em suspender a azaração – Jorge acrescentou.


 


— Prefiro pagar a multa – Hermione disse – Além disso, não poderia suspender a azaração mesmo se eu quisesse.


 


— Quer dizer que ela vai ficar daquele jeito pra sempre? – Fred gargalhou.


 


— Um leopardo não muda suas manchas – Rony respondeu com um sorriso astucioso.


 


— Não, há um jeito de se livrar delas – Hermione informou aos gêmeos – Mas não é algo que outra pessoa possa fazer. Ela tem que fazer sozinha.


 


— O que quer dizer? – Jorge perguntou com curiosidade.


 


— Bem, mesmo que ela tenha que fazer sozinha – Fred disse – você ainda tem que saber o contrafeitiço.


 


— Não existe contrafeitiço – Rony informou aos irmãos – Uma vez dedo-duro, sempre um dedo-duro.


 


— Mas você acabou de dizer... – Jorge contestou.


 


— Ah, ela pode se livrar delas – Hermione disse rapidamente – mas não com um contrafeitiço. Essa é a beleza do encanto. O único jeito de se livrar é deixar de ser uma...


 


—... mentirosa, caluniadora, espiãzinha ludibriadora – Rony terminou por ela.


 


— Bem, eu ia dizer dedo-duro – Hermione disse – mas Ron está basicamente certo. O único jeito de se livrar das espinhas é provar que é confiável.


 


— E isso não vai acontecer – Rony zombou.


 


— Isso não importa – Hermione disse – Meus pais vão pagar a multa quando voltarem de férias.


 


— Essa não é a questão – Gui disse – Você não devia pagar de jeito nenhum, dadas às circunstâncias.


 


— Não importa – Hermione repetiu – Não ligo – ela acrescentou, mesmo não sendo verdade. Gui estava certo. Não era o dinheiro o principal problema. Mas ela não iria admitir. Ela não queria balançar o barco mais do que o necessário. O Ministro da Magia já estava infeliz com ela. Se continuasse causando problemas, ele poderia demitir o Sr. Weasley. Por sorte, a conversa foi interrompida pela chegada de Remo Lupin.


 


Se o Sr. Weasley parecia um pouco cansado, Lupin parecia muito exausto quando se sentou à mesa. Sua pele estava pálida, os olhos vermelhos, e Hermione notou que havia manchas escuras embaixo deles. Isso não era surpreendente, considerando que fora lua cheia na noite passada.


 


A Sra. Weasley imediatamente se levantara para pegar um prato para ele.


 


— Não, Molly – Lupin protestou antes que ela conseguisse dar um passo – Eu já comi, obrigado.


 


Ignorando-o, a Sra. Weasley pegou um prato, voltou à mesa, e serviu o jantar a ele.


 


— Você devia comer de novo – ela disse, despejando a comida na frente dele – Vai te fazer bem.


 


— Não, estou bem, sério – ele protestou.


 


‘Ele não parece bem’, Hermione pensou ao observá-lo passar os dedos no cabelo. Ela estava pensando se Snape ainda fazia a Poção Mata-Cão para ele, quando a pergunta de Rony chamou sua atenção.


 


— Como o Harry está, professor? – Rony perguntou, sabendo que Lupin, voluntariamente, tinha ido passar a tarde “protegendo-o”.


 


— Tranquilo – Lupin respondeu e ficou um momento em silêncio – Ele pareceu um pouco feliz depois que dei suas cartas – ele acrescentou – Disse que vai mandar uma resposta com Jorge amanhã.


 


— Ah, falando em cartas – o Sr. Weasley disse, pondo a mão em suas vestes e puxando um pequeno pacote de envelopes – Acredito que sejam suas – ele continuou, estendendo as cartas para Hermione.


 


As corujas tinham começado a chegar ao Largo Grimmauld quase tão cedo quanto ela. Mais uma perturbação para lidar, cortesia do Profeta Diário e seus artigos ridículos. Por sorte, Dumbledore tinha colocado restrições no correio-coruja de modo que não atraísse muita atenção para a casa, o que tornava simples Molly magicamente encaminhar as cartas dos simpatizantes para o Ministério. A cada dois dias, o Sr. Weasley as recolhia e entregava para ela pessoalmente. Porque ele continuava a fazer isso, ela não sabia. Ele sabia que ela não tinha interesse em lê-las. Ela nunca as lera. Até mesmo Fred e Jorge tinham perdido o interesse nelas, por enquanto.


 


‘Pelo menos não são tantas dessa vez’, ela pensou ao desamarrar o pacote e folhear os envelopes para ter certeza que não havia nada importante, como uma carta dos pais misturada com aquelas enviadas por estranhos. ‘Harry me disse para ignorá-las’, ela lembrou, ‘porque parariam de enviá-las. Já é hora de pararem... ’


 


Foi o som agudo de sua respiração que chamara a atenção de Rony, fazendo o olhar dele se desviar de Lupin para Hermione.


 


— O que é isso? – ele perguntou ao notar que ela estava olhando para a carta em sua mão como se fosse um berrador.


 


— N... Nada – ela respondeu rapidamente, mas ao invés de atirá-la na pilha de cartas descartadas, ela a escondeu no fundo da pilha que estava em sua mão para que ele não pudesse ver de quem era.


 


— Se não é nada, então por que não a jogou na pilha com as outras? – Rony perguntou, olhando desconfiado para ela – É dele, não é?


 


Sem aviso, Fred e Jorge cortaram a conversa com Gui e se viraram, olhando para Rony para que não perdessem a explosão.


 


Rony deu-lhe somente um segundo para responder e quando ela não o fez, ele se inclinou para frente e puxou o monte de cartas da mão dela.


 


Hermione imediatamente tentou agarrá-las de volta, mas Ron se afastara da mesa e começara a procurar através delas rapidamente.


 


— Eu sabia – ele murmurou, deixando as outras cartas caírem na mesa – Você ia me esconder isso, não ia? – ele perguntou sacudindo a carta em seu rosto, esquecendo-se que sua família inteira agora os observava.


 


— Sinceramente? – ela perguntou, entre a culpa e a raiva – Eu não tinha decidido o que fazer com isso ainda.


 


— Bem, não me deixe atrapalhar – Rony sibilou ao atirar a carta para ela e se levantar – Você deve estar morrendo de vontade de saber o que o Vitinho tem pra dizer – ele acrescentou, virando de costas para ela e saindo da cozinha.


 


— Idiota – Gina suspirou um segundo antes de Hermione apanhar a carta da mesa e segui-lo para fora da cozinha.


 


— RON! – Hermione gritou ao segui-lo pelas escadas – Você está sendo injusto.


 


— Eu estou sendo injusto? – ele atirou de volta, sem se virar e olhar para ela ao sair pisando com força em direção ao seu quarto – Eu é que estou sendo injusto?


 


— Não posso impedi-lo de me escrever.


 


— Ele pararia de escrever se você parasse de encorajá-lo – ele jogou de volta.


 


— O QUÊ? – Hermione gritou muito zangada agora – É melhor você não estar sugerindo o que eu acho que está – ela disse ameaçadoramente.


 


Rony parou abruptamente e se virou para encará-la. Ele não pensara no comentário que saíra de sua boca.


 


— O que eu quis dizer é que se você parar de responder, ele vai parar de escrever – ele esclareceu.


 


— Eu disse a você que não o veria – Hermione disse – Mas nunca disse que pararia de escrever para ele.


 


— Então você vai responder? – Rony perguntou, estreitando os olhos para ela.


 


— O que você sugere? – ela atirou de volta – Eu a joguei no lixo com as outras? Ele vai simplesmente escrever outra.


 


— E você pode jogá-la no lixo também, droga – ele rosnou – Jogue todas fora e um dia ele vai entender.


 


— Ele já entendeu – Hermione gritou – Quantas vezes tenho que dizer? Somos só amigos.


 


— Não, Hermione. Ele não sacou. Ele ainda acha que tem uma chance. E, enquanto achar vai continuar atrás de você.


 


Hermione suspirou alto e balançou a cabeça, confusa com o que mais podia dizer. Ele simplesmente não entendia.


 


— Aqui – ela disse, empurrando a carta fechada em sua direção – Leia.


 


— Não quero ler – Rony disse, recuando. A última coisa que ele queria era ler uma carta de amor escrita para ela por outro cara.


 


— Eu duvido – ela disse, dando um passo a frente e empurrando-a para o seu peito – Pegue – ela mandou – E leia – acrescentou, quando a mão dele se fechou em torno da carta – Talvez isso te ajude a entender o que estou tentando dizer – ela disse, se virando e descendo as escadas para seu próprio quarto – Eu sei que você não confia nele e provavelmente nunca confiará – ela continuou, ao desaparecer de vista – Mas deveria confiar em mim.


 


                                  ***


 


Tinham se passado dois dias e ele ainda não lera a carta de Vitor Krum. Não tinha intenção de ler. Nunca. Sua cabeça estava feita; seus calcanhares estavam firmes; ele não ia sair do lugar. Se ao menos não fosse tão tentador. Toda vez que entrava no quarto, seus olhos eram atraídos para ela. Não importava o que ele fizesse ou como tentasse se distrair, ela parecia chamar sua atenção. Era quase como se essa maldita carta tivesse uma voz e se ele a ignorasse por muito tempo, começava a falar em sua cabeça. ‘Leia-me e você pode me jogar fora. Leia-me e ela pode voltar a falar com você. Leia-me e você vai saber exatamente o que aquele babaca rabugento quer com ela. Leia-me. Leia-me. LEIA-ME!’


 


Mas ele não ia fazer isso. Ele não dia ser mandado por uma maldita carta. Muito menos por uma carta do Krum. ‘Pro inferno ele, a carta e todos os problemas que ele causa. É culpa dele que tenham pegado a Hermione, pra começo de conversa. E daí que ele estava sob a Maldição Imperius? Se ele se importasse com ela, seria capaz de se livrar. Até Hermione conseguiu se libertar dela. Se ele se importasse com ela, teria lutado’, Rony considerou. ‘Mas não o fez’.


 


— Pare de ser um bundão teimoso e leia! – Gina disse, assustando-o.


 


Rony ergueu os olhos bem na hora de ver sua irmã se levantar da cama de Harry e pegar a carta na escrivaninha. Ele estivera tão distraído que esquecera que ela estava sentada ali. ‘Maldita carta imbecil’, ele xingou silenciosamente.


 


— Eu não preciso ler para saber o que está escrito – ele protestou, se encolhendo quando ela a empurrou na direção dele.


 


— Então você está gostando do tratamento de silêncio?


 


— Nós falamos – ele discutiu.


 


— Ah sim, notei como vocês dois são educados quando são forçados a falar um com o outro – Gina respondeu, jogando a carta ao lado dele na cama – Como você pode tornar uma coisa tão simples quanto pedir um espanador em um insulto está além de mim. Não é toda essa delicadeza forçada que está te enlouquecendo?


 


— Você prefere que gritemos um com o outro?


 


— Pelo menos vocês poderiam começar a agir normalmente de novo.


 


— Isso é normal – Rony protestou – Dois dias sem falar não é nada. Já ficamos muito mais tempo assim.


 


— Só porque você é um grosso – Gina respondeu, ao girar os olhos para ele – Não deixe seu orgulho atrapalhar e leia a maldita carta.


 


— Não.


 


— Ótimo – ela disse, agarrando a carta de cima da cama – Se você não vai ler, eu leio para você.


 


— Se você abrir essa carta, Gina – Rony rosnou, prevenindo – Eu juro que vou...


 


— Vai o quê? – sua irmã provocou – Me enfeitiçar? Acho que não – ela riu. ‘Pelo menos não até voltarmos para a escola. ’


 


— Me dá isso – Rony mandou. Ele se inclinou para frente para puxá-la, mas ela foi mais rápida que ele. Ela puxou a mão antes que ele alcançasse e, já que ele estava parado, ela se colocou de modo que a cama de Harry ficasse entre eles.


 


— NÃO! – Rony falou alto quando ela ameaçou abrir – É SÉRIO, GINA! – ele gritou – Não quero ouvir. Não é mais sobre ele.


 


Foi a troca de humor inesperada que a fez hesitar. Ela esperava que a raiva explodisse. O que ela não esperava era vê-lo reduzido e parecendo tão desanimado.


 


— Do que você está falando? – Gina perguntou sem esconder a confusão – Se não é sobre o Krum, é sobre quem?


 


— Hermione – Rony respondeu miseravelmente ao cair na cama – Não percebe, Gina? Ela estava certa. Não importa se eu confio ou não nele contanto que confie nela.


 


— E você não confia? – Gina perguntou incrédula – Você não pode estar falando sério! – ela choramingou, balançando a cabeça de descrença.


 


— Você não entende – ele murmurou inconsolável.


 


— Não, acho que não – sua irmã disse, olhando para ele com raiva – Porque a Hermione que eu conheço NUNCA faria isso, seu idiota insuportável – ela acrescentou, deixando a carta fechada cair na escrivaninha ao sair do quarto.


 


— Eu sei que não faria – ele sussurrou quando a porta fechou. ‘Esse é o problema. ’

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