You want to stay with me in the morning
But you only hold me when I sleep,
I was meant to tread the water
Now I've gotten in too deep,
For every piece of me that wants you
Another piece backs away.
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
You already waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what they mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might me a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway.
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
Know my heart, know my heart, know my heart
James Morrison – You give me something (tradução)
Você quer ficar comigo de manhã
Mas você só me abraça quando eu durmo
Fui feito para caminhar sobre a água
Agora fui fundo demais
Para cada pedaço meu que quer você
Há um outro pedaço que se afasta
Porque você me faz sentir uma coisa
Que me assusta
Isso poderia ser nada
Mas estou disposto a tentar
Por favor, me dê algum sinal
Porque, algum dia, poderei conhecer meu coração
Você esperou durante horas
Só para ficar um pouco sozinha comigo
E eu posso dizer que nunca comprei flores para você
Não sei o que elas significam
Nunca pensei que eu amaria alguém
Que fosse o sonho de outra pessoa
Você me faz sentir uma coisa
Que me assusta
Pode não dar em nada
Mas estou disposto a tentar
Por favor, me dê algum sinal
Porque, algum dia, poderei chamá-la do meu coração
Mas talvez seja tarde demais
E as palavras que nunca consegui dizer
Virão à tona mesmo assim
Você me faz sentir uma coisa
Que me assusta
Isso poderia ser nada
Mas estou disposto a tentar
Por favor, me dê um sinal
Porque você me faz sentir uma coisa
Que me assusta
Isso poderia ser nada
Mas estou disposto a tentar
Por favor, me dê um sinal
Porque, algum dia,
Poderei conhecer meu coração
Já era o final da manhã quando Hermione acompanhou Ethan a King’s Cross. A neve continuava a cair pesadamente, acrescentando muitos centímetros à cobertura branca que já havia se acumulado na noite anterior. A neve esmagava debaixo dos sapatos de Hermione enquanto acompanhava Ethan até o trem, sorrindo consigo mesma com as grinaldas que se estendiam pelas construções de pedra. De repente, ela recordou que teria que tirar uns dias para visitar seus pais e o pensamento a aqueceu tanto quanto sua capa.
Seus pensamentos foram interrompidos quando o trem apitou alto e Ethan parou, fitando o trem à sua frente antes de se virar para Hermione. Ele tinha apenas uma mala simples sobre o ombro e seu gorro estava puxado sobre suas orelhas, fazendo seus cachos negros espetarem por baixo da lã. Suas bochechas estavam rosadas com seu sorriso e seus olhos azuis e coruscantes. Ela se amaldiçoou em silêncio por ser tão incapaz de se abrir completamente para aquele homem maravilhoso.
Hermione tinha que admitir que aproveitara muito os últimos três dias com ele. Eles haviam assistido um filme trouxa, rido e discutido sobre os estudos. Mas ela negligenciara coisas importantes ao seu redor... Em meio à morte e ao drama, ela visualizara uma pequena luz em Ethan e se agarrara a isso. E agora a culpa a corroia por dentro, mesmo que ele estivesse partindo.
- É o meu trem. – Ele explicou, ajustando a mala no ombro antes de deslizar o braço pela cintura dela e a trazer para perto. Ela o abraçou apertado, uma parte dela desejando que ele não fosse e a outra desejando deixá-lo ir.
Como se lesse sua mente, Ethan se afastou, sua respiração provocando pequenas baforadas brancas.
- Você deveria pensar a respeito de retornar quando tudo isso terminar.
Hermione sorriu fracamente, esfregando as mãos enluvadas:
- Não sei...
- É só uma sugestão. – Ethan disse com um sorriso. – Sei que chutaria muitos rabos no Ministério, mas também poderia fazer muitas coisas em Roma. Terminar os seus estudos, conseguir um emprego num escritório afiliado. Você tem amigos lá.
- E tem a mim. – Ethan replicou, se inclinando para beijá-la na pontinha do nariz. – Sei que dissemos que os últimos dias seriam o que quiséssemos que fossem. Mas gostaria que fossem algo mais, se já decidiu o que você quer.
- Ethan... – Hermione começou, sem saber que dava um passo para trás.
- Não se desvie de mim, Hermione. – Seus ombros tremiam sob a gargalhada. – Não estou te pedindo em casamento, querida. Se for voltar para Roma, seria divertido ver aonde isso nos levaria. Se não, bem, sempre teremos Hogsmead, certo?
Primeiro ela se sentiu tola, antes de sentir-se mais aliviada e rapidamente passou os braços ao redor dele para beijá-lo firmemente nos lábios.
- Tenha uma viagem segura.
- Fique em segurança. – Ethan disse, segurando uma mecha encaracolada de Hermione, antes de se virar e embarcar. Ela acenou, piscando com a neve que se acumulava em seus cílios. O trem apitou novamente enquanto os passageiros embarcavam. Ela não podia ver através do vidro embaçado das janelas e sentiu o arrependimento percorrê-la enquanto as portas se fechavam. Foi então quando o trem começou a se mover que Hermione finalmente se virou para retornar para um beco escuro onde pudesse aparatar no Ministério. A idéia de voltar para Roma era fascinante... Mas simplesmente havia muito a ser feito aqui antes que ela pudesse ao menos considerar a idéia.
Ela encontrou Sirius no escritório vinte minutos depois. A mão dele estava enterrada em seu cabelo preto e abundante enquanto escrevia às pressas em um pergaminho. Quando sentiu a presença dela, ele ergueu o olhar, seus olhos cansados e com olheiras. De repente, ela se sentiu extremamente culpada por perder-se em Ethan quando claramente era necessitada ali.
- Como se sente?
- Descansada. - Hermione disse honestamente, entrando no recinto. – Tem alguma novidade?
- Nada. De qualquer forma, há muita pressão dos superiores para trazer um suspeito de verdade que possa nos contar algo útil. – Sirius suspirou e esfregou as mãos no rosto. – O Profeta Diário está na nossa cola. Há boatos de que Arthur vai pedir que Harry renuncie à sua posição por enquanto.
- Isso não é justo! – Hermione protestou. – Não há evidências sólidas que o indiquem como suspeito além daquelas cicatrizes!
- Sei disso, Hermione. – Sirius se levantou e circundou a escrivaninha. Ele passou por Hermione e fechou a porta em silêncio. Ela se virou para encará-lo, erguendo uma sobrancelha quando ele fez menção que ela se sentasse.
- A morte de Neville foi muito dura. Não apenas porque ele era amigo de Harry e de Rony, mas porque foi perto dos terrenos de Hogwarts. – Sirius se sentou na beirada da escrivaninha, seus dedos apertando a madeira. – Não tenho dúvidas de que há a participação de alguém do Ministério. Apenas um auror poderia saber os feitiços anti-aparatação.
- O que vai fazer?
- Substituí-los. Gui está trabalhando em uma série de feitiços complexos que substituam os de Hogwarts e os de nossas casas. Serão repassados para mim assim que Gui terminá-los, assim só pessoas selecionadas saberão os contra - feitiços antes de serem capazes de apontar quem no Ministério está dos dois lados.
O rosto de Hermione esquentou com a imagem dos arquivos dos Aurores em sua mesa. Ela se concentrara muito mais em seus problemas pessoais do que na verdade fazer algo útil. Ela mordeu o lábio inferior enquanto a vergonha a inundava:
- O que quer que eu faça?
- O mesmo que vem fazendo, Hermione. É tudo que posso pedir.
- Posso patrulhar mais. – Ela ofereceu rapidamente. – Voltarei à Floresta Proibida, todas as cenas do assassinato...
- Sua habilidade de “revisitar” o crime tem sido mais que uma ajuda para nós, Hermione, e quando suas habilidades estiverem avançadas, você vai ser uma vantagem incrível para o departamento. – Sirius parou. – Mas precisamos nos concentrar no agora para tentar prevenir outra morte. Já liberamos muitos aurores para patrulhar. Até Tonks está em campo novamente. Todas as informações delicadas ficarão entre mim e Arthur para que não vazem para o Profeta.
Hermione sentiu o estômago afundar. Ela não fora valiosa para eles tanto quanto poderia ter sido. Ela não queria se concentrar no agora, mas uma sensação inoportuna começou a se formar dentro dela. Ela falhara com Sirius e Harry?
- Deixe-me patrulhar. – Hermione disse, erguendo o queixo desafiadoramente. – Ao menos algumas vezes, só para ver se posso ajudar.
- Hermione...
- Não ficarei no caminho. Em primeiro lugar, eu deveria ter patrulhado com mais freqüência.
Sirius permaneceu em silêncio enquanto a analisava. Finalmente, ele deu um pequeno aceno:
- Deixe-me passar para Arthur. Ele estava muito inflexível sobre você não arriscar sua saúde nessa investigação, então espere uma noite ou duas antes que eu permita isso.
Hermione sentiu um leve alívio e lhe deu um fraco sorriso.
- Obrigada. Prometo que não o decepcionarei.
Enquanto ela deixava o escritório, ela sentiu um ar de determinação. Sua vida estava se resolvendo por si só. As perguntas pendentes eram respondidas e as dúvidas começavam a desaparecer. Ethan havia ido embora. E Rony... Bem, era o fim. Era hora de se concentrar completamente no trabalho. E então ela finalmente poderia seguir em frente com sua vida.
***
Rony deixou a água escaldar seu corpo enquanto baixava a cabeça e posicionava as palmas das mãos contra os azulejos. Seus músculos doíam e sua cabeça latejava. Patrulhar àquela tarde tinha sido gelado e mais ou menos chato. Harry ficara em silêncio, mas em alerta, seu corpo tenso e sua mão agarrada à varinha tão firme que Rony temera que qualquer um que fizesse um movimento repentino perto deles fosse azarado. Ele tinha passado pelo escritório de Hermione algumas vezes, mas a porta permaneceu fechada o dia todo e ele não a tinha visto sair para almoçar.
Felizmente, tinha sido um dia tão monótono que Rony tinha saído do Ministério mais cedo. Ele queria tomar um banho na privacidade de sua própria casa, onde não haveria distrações. Rony se virou, suas mãos no rosto, tirando a água dos olhos. A água começou a correr morna e Rony rapidamente fechou o registro, sacudindo o excesso de água do cabelo antes de abrir a porta do box.
- Merda! – Seu corpo se sobressaltou com a gargalhada de Imelda, parada na soleira da porta com os braços cruzados no peito.
- Desculpe, mas era uma visão e tanto pelo vidro do box. Queria que soubesse que eu estava observando.
- Bem, você me assustou. – Rony disse irritado, rapidamente agarrando uma toalha e a enrolando na cintura.
- Desculpe. – Imelda respondeu, insincera. Ela entrou no banheiro e deslizou os braços ao redor da cintura de Rony, pousando beijinhos em seu ombro.
- Está perdoada. – Rony disse, cuidadosamente se desvencilhando de seu abraço enquanto saía do banheiro e rumava para o quarto. Ele a ouviu suspirar e o seguir, parando no batente da porta, enquanto ele abria o guarda-roupa e procurava suas roupas.
- Qual o seu problema hoje?
- Nada. – Rony disse com exasperação enquanto tirava uma blusa do cabide e a atirava na cama. Qual era seu problema hoje? Por que ele se sentia tão irritado perto dela?
- Não, tem alguma coisa. – Imelda insistiu. – Você tem sido grosso comigo nos últimos dias. Fiz alguma coisa errada?
- Não.
- Rony. – Sua voz estava cheia de frustração enquanto Rony tirava um par de calças da gaveta. Ele suspirou interiormente, bem, se ele não fizesse nada, eles acabariam brigando. Ele estava tão cansado até para se importar com isso.
- Olha, só estou cansado. Essas semanas têm sido estressantes...
- Me parece que tudo estava bem até a Hermione voltar.
Rony parou, antes de puxar o zíper das calças e alcançar sua blusa.
- Não começa com isso, Imelda. Não estou com paciência.
- E eu? Acho que tenho sido extremamente paciente enquanto você fica de bobeira por aí. Me diga, você ao menos se importa que seus amigos sejam assassinados ou está muito ocupado correndo atrás dela?
Rony se voltou para ela, a fúria intensa crescendo dentro dele a cada passo perigoso.
- Que merda você acabou de dizer?
- Você sabe o que eu disse. – Imelda disse. – Não finja que não é verdade, Rony. Acha que sou estúpida? Você nem me toca há dias, praticamente me ignora...
- Está fora de si. – Ele passou a blusa pela cabeça com movimentos trêmulos, furioso por ela estar certa... Furioso consigo mesmo por não ser capaz de admitir isso.
-Se ainda a ama, precisa me contar agora. – Imelda disse, sua mão agarrando o batente da porta. Ele tremeu com a dor em sua voz. – Não vou ser a segunda melhor depois da sua ex-namorada.
- Seu ciúme da Hermione está te deixando completamente lunática. – Rony disse friamente, instantaneamente se arrependendo quando viu os olhos azuis dela brilharem com o fogo.
- Meu ciúme? – Seu peito estava pesado sob sua fúria e ela girou rapidamente nos calcanhares e desapareceu no corredor.
Rony praguejou alto, sua fúria se misturando ao arrependimento enquanto corria atrás dela. Ele se apressou pelos degraus e a agarrou pela cintura enquanto ela pegava sua varinha.
- Só pare, ok? Para onde está indo?
- Sirius vai me deixar patrulhar hoje à noite como parte do treinamento. – Imelda se desvencilhou do aperto de Rony. – Vim para casa para passar algum tempo com você primeiro, mas vejo que foi um erro.
- Olha, sinto muito...
- Não, você não sente! Cansei de ser paciente e compreensiva enquanto você só se importa consigo mesmo, Rony. Você me trata como se eu fosse a substituta dela... – Imelda parou abruptamente, seus olhos lacrimejantes. – Vou trabalhar. Podemos resolver isso depois... Se você decidir o que quer.
Rony suspirou enquanto ela se virava e escancarava a porta, assustando Harry, que se preparava para bater.
- Ei, Imelda...
Ele parou quando ela o ignorou e proferiu os feitiços corretos, desaparatando sem uma palavra. Harry ergueu uma sobrancelha e se voltou para Rony.
- O que você fez agora?
- Bem, uma mulher acabou de fugir de mim com raiva. O que você acha?
- Você deu um fora nela. – Harry disse, entrando na casa. – Provavelmente a sua boca grande.
- Você me conhece tão bem. – Rony disse rápido, se virando para pegar sua capa. – Vai para casa?
Harry meneou a cabeça:
- Fui chutado da minha casa, lembra? Vou para o Ministério, patrulhar.
Rony franziu as sobrancelhas em curiosidade:
- Patrulhar de novo?
- É. Não tive vontade de ficar no Caldeirão e encher a cara. Sirius me pediu para patrulhar Hogsmead hoje à noite com o Terry e a Imelda.
- Vai patrulhar com a Imelda?
Harry analisou Rony:
- Ela precisa treinar e Hogsmead tem sido bem tranqüila nas últimas semanas. Suponho que Sirius pense que é o lugar mais seguro no momento. De qualquer forma, já que vou ficar amarrado a noite toda, posso checar a Gina antes de ficar muito tarde, né? Só quero me certificar de que ela está bem.
- Claro. Vou visitar a mamãe e o papai. Ela vai de vez em quando, Harry.
- Ela é teimosa demais. – Harry disse, tentando esconder a afeição em sua voz. – Tenho que voltar para o trabalho. Valeu, cara.
Ele seguiu Harry até o pórtico, e ele acenou antes de desaparatar. Rony colocou vários feitiços de tranca na porta antes de impelir seu desentendimento com Imelda para dentro de sua mente e se concentrar na Toca.
****
A Toca estava quieta quando Rony chegou e não recebeu resposta quando chamou pelos pais. Vagando até a cozinha, Rony viu um recado, endereçado à Gina:
Gin,
Fomos à casa de Carlinhos, Penélope e dos bebês. Arrume algo para comer se ficar com fome!
Mamãe,
Sabendo que Gina devia ter perdido tempo em casa, Rony espiou a panela de ensopado que sua mãe devia ter preparado mais cedo. Parecia que Gina tinha devorado tudo. Rony fez outra nota mental para dar uma passada na casa de Gina antes que ficasse muito tarde.
Rony tirou a capa e a colocou na mesa antes de subir as escadas para seu antigo quarto. Encontrou sua cama arrumada, sua escrivaninha e seu armário espanados. A lembrança de Hermione deitada contra ele fez Rony engolir em seco antes de desviar os olhos da cama.
Ele se aproximou do guarda-roupa, abrindo a porta devagar até ver todas as caixas na prateleira de cima. Ele puxou uma caixa, marcada como “uniformes de Hogwarts” e abriu antes de tirar a camisas e gravatas do caminho. Franzindo o cenho quando não encontrou o que procurava, Rony chutou a caixa para longe e alcançou a próxima. As relíquias de Quadribol caíram aos seus pés, enquanto ele procurava, tentando descobrir em que caixa tinha guardado.
- Bosta. – Ele murmurou, tirando aquela caixa do caminho e alcançando a próxima. Certamente ele não trocara de lugar... Por que ele tinha esquecido tão rapidamente o que fez com elas? O pânico começou a crescer dentro dele quando a próxima caixa veio vazia. E se sua mãe tivesse jogado fora, sem saber o que eram? E se os gêmeos tinham encontrado e guardado para lhe chantagear no futuro?
Com uma praga, Rony chutou a caixa antes de suspirar e erguer o olhar. Atrás de uma pequena caixa classificada como “Livros”, estava uma outra caixa. Aliviado, Rony a alcançou e puxou a pequena caixa da estante, correndo o polegar sobre o timbre de Hogwarts. Ele tirou as gravatas descartadas do caminho e sentou na cama antes de levantar o tampo.
Estavam onde ele havia deixado. As cartas de Hermione atadas com uma fita vermelha. Mordendo o lábio, ele segurou o primeiro calhamaço de cartas e fitou a caligrafia. Por que se sentia tão tentado a lê-las? Ele nem queria lê-las assim com tanta urgência. Certo?
Grunhindo e ralhando consigo mesmo, Rony rompeu o laço e lentamente abriu o primeiro envelope antes de tirar o pergaminho.
Querido Rony,
Recebi de volta o presente que tinha te enviado esta manhã. Queria que o guardasse. Aniversários acontecem apenas uma vez por ano, afinal de contas. Já que você não o abriu, vou guardá-lo no caso de o querer um dia. Sei que adoraria.
Já que não recebi nenhuma das minhas cartas de volta, gosto de pensar que as está lendo. Que está lendo essa carta. Provavelmente está pensando que sou uma tola por continuar a te escrever quando não recebo resposta. Talvez eu seja. Mas tudo que posso me lembrar é da noite antes de eu partir. Você disse que nunca me odiaria por partir, mas tenho essa sensação horrível no estômago de que está começando a me odiar.
Penso em você todos os dias, tanto que às vezes nem presto atenção nos estudos, se puder acreditar nisso. Quando voltar para casa, vou consertar tudo. Vou fazer de tudo para que você veja que essa foi a melhor escolha a fazer e que somos mais fortes que essa separação temporária. Eu te amo, mais que minha varinha ou meus livros, mas é algo que tenho que fazer por mim, assim como o seu treinamento de auror é algo que tem que fazer por si mesmo. Já disse isso antes, mas continuarei dizendo: não deixarei que desista de nós.
Sinto saudades,
Hermione
Rony releu a carta antes de fechá-la com cuidado e guardá-la no envelope. Respirando profundamente, ele começou a abrir e ler as outras cartas, sem uma ordem em particular. Envelopes e cartas começaram a se amontoar na cama enquanto ele lia e relia. Ela lhe contava sobre seus estudos, sua excitação e suas preocupações. Em algumas das cartas, era como se nenhum ressentimento houvesse ocorrido entre eles, lhe lembrando dos tempos de Hogwarts e os verões com Harry antes da segunda guerra... Outras cartas discutiam o tempo do “relacionamento” deles e como ela não estava disposta a deixá-lo tão facilmente. Sempre chegava a quando ela “voltasse para casa”.
Rony sentiu um sorriso brincar nos lábios. Ela era tão determinada. Em nenhuma das cartas ela implorava... Não, a sua Hermione não era de implorar... Pelo menos não nesse sentido. O mais estranho era que ele não se sentia ofendido e irritado com nada disso. Ela era impiedosa em sua caça, em seus objetivos. Hermione estava se transformando na bruxa que ele sempre soubera que ela seria um dia.
Ela era incrível.
Acabando de ler a última carta, a deixando sobre o cobertor, Rony se virou e pegou a caixa de veludo preto, onde estava o anel de noivado. Ele não a abriu, apenas a observava intencionalmente. Foi quando sentiu que o nevoeiro em sua mente havia se dissipado e a resposta se tornava clara.
As conseqüências foram danosas. Agora era hora de consertar as coisas.
Ele deixou as cartas espalhadas e tirou a varinha do bolso de trás. Com o coração acelerado, esquecendo sua capa, ele rapidamente desaparatou da Toca.
Ele reapareceu do lado de fora, a neve caindo pesadamente ao redor dele e o vento açoitando seu rosto e seu pescoço. Estava escuro, mas havia luz suficiente vinda dos postes para fazê-lo encontrar o caminho pela neve até as escadas. Rony tremeu e bateu à porta de Hermione rapidamente, esperando alguns momentos antes de bater novamente.
- Maldição, mulher. – Rony disse, seus dentes batendo enquanto ele erguia o punho para esmurrar a porta. A porta se escancarou, revelando uma Hermione bem agitada. Ele engoliu em seco, deixando seus olhos caírem para o roupão que ela tinha bem apertado em seu corpo. Seu cabelo estava úmido, a massa de cachos tombando sobre os ombros e os seios. Seus mamilos despontavam tentadoramente sob o tecido fino, insinuando que ela estava nua sob o algodão.
- Ethan foi embora se veio para me insultar mais uma vez. – Hermione disse arrogantemente. – Não estou com paciência, Rony...
- Vai calar a boca de uma vez e me deixar entrar? – Rony perguntou, seus dedos comichando para tocar o corpo dela.
- Por quê? – Ela perguntou, erguendo a sobrancelha perfeita.
Rony a fitou por um momento, sorvendo sua essência e sua beleza. Cristo, como ele ficara tanto tempo longe? Então ele sorriu, devagar, mas o suficiente para fazê-la parecer apreensiva.
- Já escolhi minhas prioridades. E são você, Hermione. Sempre foram você.
A apreensão em seu rosto virou confusão, então surpresa quando ele entrou, sua altura imensa a fazendo recuar e liberar a porta.
Antes que ela pudesse questioná-lo, Rony cobriu seu rosto, sorrindo quando ela arquejou com o gelo das mãos dele tocando sua pele. Ele a ouviu suspirar antes de capturar seus lábios gentilmente, facilitando para ela. Ele esperou que os lábios dela finalmente respondessem, suas mãos apertando as dele e um gemido reverberando em sua garganta antes que ele fechasse a porta com um chute de sua bota.
** N/A: Acham que acabou? Não... Ainda tem a NC! Aquela que eu prometi que seria a melhor da fic. Vou caprichar. É por isso que não posso prometer postar tão rápido (eu já não falei isso antes, tipo, em todos os capítulos?). O próximo capítulo é um dos melhores, não só pela NC, mas porque é um dos decisivos. Vocês vão entender por quê. Só para terminar, ainda não encontrei uma música que se encaixe nas cenas mais quentes, então dêem sugestões e, se eu gostar e a letra tiver algo a ver, eu posto. Beijos, aproveitem o capítulo e COMENTEM MUITO!
Não gosto de fazer isso, mas, dessa vez, não vou poder escrever respostas individuais. Compenso no próximo capítulo, prometo. Aqui vai meu agradecimento especial a todos:
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