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18. A confusão do metrô


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


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- Quase lá – Gui disse por cima do ombro ao virar a esquina e guiar Hermione por uma longa rua estreita com fileiras de casas pobres. O que era pra ser uma rápida caminhada estava sendo consideravelmente mais longa do que o planejado. O corpo já dolorido de Hermione estava começando a protestar, mas ela não ia reclamar. Era sua culpa, afinal. Foi ela quem seguiu o trouxa para fora do trem, embora isso não os tenha parado. Foi ela quem levou Gui e Tonks para fora da Estação de Metrô enquanto o seguia. Foi ela quem esvaziou os bolsos e ofereceu ao trouxa todo seu dinheiro se ele a emprestasse o celular por 5 minutos. Era sua própria culpa não ter pensado em guardar algumas moedas para que eles voltassem ao trem e continuassem indo para King’s Cross. O que deveria ter sido uma calma caminhada de 20 minutos se tornou um passeio de 90 minutos a caminho de Londres. Ela só tinha a si mesma para culpar, mas falar com Harry tinha valido à pena.


 


-Que horas são? – Hermione ouviu Ninfadora Tonks perguntar atrás dela.


 


-10 minutos mais tarde que a última vez que você perguntou – Gui respondeu, sem se preocupar em olhar para o relógio desta vez.


 


-Moody provavelmente está enviando equipes de busca enquanto falamos – Tonks resmungou enquanto continuavam passando por uma casa desmantelada atrás da outra.


 


-Não estamos tão atrasados – Gui replicou no que ele esperava ser uma voz confiante. Ainda não deviam ter recorrido a equipes de busca, mas sua mãe estava definitivamente esperando por eles e ela não ia ficar feliz com o atraso.


 


-É minha culpa – Hermione admitiu, sabendo muito bem o que os esperava assim que chegassem ao seu destino – Eu vou assumir a responsabilidade.


 


-Mamãe é um pouquinho cega quando suas meninas a preocupam – Gui disse – Não importa o que diga a ela, ainda será minha culpa.


 


Hermione bufou. Ela não podia evitar. Ele parecia muito com Rony. Ela sorriu para si mesma ao lembrar-se do dia em que ele ficou lamentando para ela e Harry sobre como sua mãe o tornaria responsável por Fred e Jorge deixarem a escola. Ele não conseguiria impedi-los. Assim como Gui não a teria impedido de saltar do trem. Ela não tinha planejado isso e certamente não lhe dera nenhum aviso. Quando o trouxa de terno passou por ela e saiu do trem, com o celular no ouvido, ela agiu por impulso. Levantou-se e saiu pela porta antes que Gui pudesse puxar a varinha.


 


Olhando para trás agora, Hermione percebeu que fora uma coisa muito estúpida a se fazer. ‘Aquelas portas não ficam abertas por muito tempo. Gui e Tonks poderiam facilmente ter ficado encalhados no trem. Claro que se isso acontecesse, um deles teria explodido a porta para sair. Que confusão teria sido. Mesmo assim, eu poderia ter me perdido na multidão. No que eu estava pensando?’, ela se perguntou enquanto tentava seguir o ritmo de Gui, que avançava aparentemente esquecido do tipo de vizinhança pela qual eles estavam passando.


 


Não que Hermione estivesse prestando tanta atenção. Ela estava distraída demais com seus próprios pensamentos para se concentrar nas coisas à sua volta. Não que isso realmente importasse. Cada casa pela qual passavam era mais precária e destruída que a outra. Depois de um tempo, a pintura descascada, as janelas quebradas e os quintais abandonados com ervas daninhas se fundiam. O grafite era novo, apesar de tudo. As letras irregulares pintadas recentemente que cobriam as paredes de tijolos e as cercas chamaram sua atenção por um momento, mas as palavras na maioria das vezes eram ilegíveis e logo ela perdeu o interesse.


 


‘Eu NUNCA vou morar aqui’, ela falou para si mesma ao pensar novamente em como foi forçada a fugir do Beco Diagonal. E ela tinha sido forçada, não havia dúvidas. ‘Fred vai contar ao Ron e... pior ainda... Gina. Ah! Vai ser horrível. Eu não devia tê-la provocado quanto ao Harry. ’


 


                               ***


 


Ela tinha relutado em deixar a relativa segurança da loja dos gêmeos logo que chegou. Não queria encarar todas as pessoas se esmurrando para fazer suas compras. Alguém a reconheceria no momento em que ela pusesse os pés em público. O ataque estava na primeira página, afinal.


 


O Profeta Diário a batizara como “A Garota Que Escapou” na edição da manhã. Não que ela tivesse lido sobre si mesma. Ela ainda estava enroscada na cama com Rony quando sua cópia do Profeta Diário fora entregue. A Sra. Weasley pagara a entrega, lera a manchete e depois atirara o jornal no lixo, como merecia. Claro que Gina pegara na lata de lixo assim que sua mãe dera as costas. Conseguira ler metade do artigo na primeira página antes da Sra. Weasley descobrir o que ela estava fazendo. Imediatamente tirara o jornal de sua filha e o destruíra, mas o estrago já estava feito. No momento em que seus pais saíram de casa, Gina fora direto à Hermione e a contara o que tinha lido.


 


O artigo, embora longo, parecia ter muito pouca informação relativa aos fatos. Sem fatos legítimos para prosseguir, eles recorreram novamente ao velho material de Rita Skeeter e relataram que o ‘o longo envolvimento romântico’ de Hermione com o ‘Garoto Que Sobreviveu’ era o motivo por trás do incidente. Vitor Krum fora colocado no papel do mais novo vilão. Gina e Hermione chegaram à conclusão de que Fudge gostava mais dessa versão tramada dos eventos para parecer que o Ministério fizera parte da prisão. Nessa versão, Krum era o pretendente rejeitado que tentara separar Harry Potter e sua namorada enquanto os dois competiam no Torneio Tribruxo. Incapaz de desfazer o laço entre o casal, Krum se juntara aos inimigos de Harry e juntos conspiraram a vingança. Mas o plano dera errado. Primeiro Krum fora capturado e depois Hermione conseguira fugir do bando de Comensais da Morte.


 


Tendo discutido tudo isso com Gina antes de tirar seu cochilo, Hermione, na verdade, não estava tão surpresa com o quão irado o Ministro ficou quando ela insistiu que Krum fosse solto. Ele não tinha muita escolha. Se não retirasse essa história, Hermione começaria a dar entrevistas e dizer a todos quem estava realmente por trás de tudo. Apesar de Fudge não poder negar por mais tempo que Voldemort estava de volta, ele estava determinado a subestimar isso o máximo possível.


 


Hermione estava imaginando onde Fudge colocaria a culpa desta vez, quando Fred a tirou de seus pensamentos agarrando um pontiagudo chapéu feito de algum tipo de material rosa choque e atirou nela. Inicialmente, Hermione ficara confusa. Ela olhou para o chapéu em silêncio, observando a horrível faixa verde limão e as pomposas plumas amarelas. Então, com horror, ela percebeu o que era e protestou.


 


Fred simplesmente riu diante de sua agonia, então ela tentou recorrer a Gui. Ela contou-lhe que preferia encarar uma horda inteira de Comensais da Morte do que andar pelas ruas com um Chapéu Sem Cabeça. Ao invés de ouvi-la, ele pegou a revoltosa coisa da mão de seu irmão e colocou na cabeça dela.


 


Gui virou mais uma esquina e Hermione tentou segui-lo, embora sua mente estivesse em outro lugar. Ela podia sentir Tonks andando bem atrás dela e sabia que a jovem Auror estava alerta ante quaisquer sinais de perigo, o que a deixou livre para pensar em outras coisas. Por sorte, seus companheiros não estavam olhando para seu rosto e não podiam ver o rubor que se espalhava por suas bochechas ao se lembrar do que aconteceu logo depois.


 


Ela arrancou o chapéu da cabeça tão rápido que nem deu tempo de sua cabeça desaparecer. Sentindo-se uma completa idiota, Hermione o jogou de volta para Gui e tentou usar a razão para sair sem precisar usá-lo. Infelizmente, ela ainda não estava muito certa como, Fred tinha sido mais inteligente do que ela. De certo modo, isso era mais humilhante do que ela ter que usar o maldito chapéu.


 


‘Onde eu errei?’, ela perguntou a si mesma ao pensar de novo no rumo que as coisas tomaram em seguida.


 


Quando ela expressou que aquele ser sem cabeça só atrairia mais atenção para ela, teve certeza que havia vencido. Como alguém conseguiria discutir com essa lógica? Gui hesitou por um momento e pareceu ceder... e depois Fred tomou o controle da situação. Antes mesmo de Hermione saber o que tinha acontecido, Fred pegou quantos Chapéus Sem Cabeça ele conseguia e correu em direção à porta.


 


-Apenas me dê 10 minutos e esse lugar vai estar lotado de crianças sem cabeça – ele gritou por cima do ombro enquanto saía.


 


Para seu absoluto horror, ele voltou em menos de 5 minutos e disse que distribuíra os chapéus a quem quisesse para ‘promover’ a loja pela próxima meia hora. Havia agora pelo menos 5 ou 6 pessoas sem cabeça perambulando para cima e para baixo no Beco Diagonal com instruções para mandar qualquer um que perguntasse à Weasleys’ Wizarding Wheezes.


 


Para ficar ainda pior, Fred correu até Madame Malkin: Vestes Para Todas As Ocasiões e pegou emprestada uma capa de modo que Hermione pudesse cobrir sua roupa trouxa até chegar ao Caldeirão Furado. Ela não tinha argumentos lógicos. ‘É humilhante’ não funcionaria mais do que ‘porque eu não quero’ e ela sabia disso. No final, ela não teve escolha e colocou a horrível coisa e seguiu Gui para o Caldeirão Furado.


 


Ela não seria capaz de arrancar a coisa da cabeça rápido demais, mas no momento em que entrou no pub e tirou o chapéu fora, quase desejou não ter feito. O silêncio que caiu sobre o lugar foi quase instantâneo. De repente todos os olhos estavam sobre ela. Os adultos ao menos tiveram o bom senso de encará-la em silêncio. Foram as crianças esperando na lareira para usar o Flu para voltar pra casa com sua mãe que chamaram sua atenção. Uma das garotinhas chegou a apontar para ela e depois se inclinar e começar a sussurrar furiosamente com a irmã. Como se os cochichos tivessem quebrado um feitiço silenciador lançado por toda a sala, as pessoas começaram a se virar para as que estavam ao lado e conversar em voz baixa.


 


Tonks ocupou um pouco da atenção de Hermione quando pulou de uma mesa no canto e se aproximou deles. Na pressa, ela tropeçara numa perna de cadeira e se chocara com um homem sentado num banco do bar. A colisão a impediu de cair no chão, mas ela conseguiu derrubar a bebida no colo dele. Praguejando alto, o homem ficou de pé num pulo e o copo caíra no chão, quebrando. Sem pensar, Tonks pegou um trapo no bar e começou a secar as vestes do homem numa tentativa de se desculpar.


 


Hermione e Gui partiram em sua direção junto com todos mais. Era uma daquelas cenas que você não quer assistir e ao mesmo tempo você não consegue deixar de olhar.


 


-TONKS! – Gui gritara quando finalmente encontrara sua voz.


 


-Que foi? – ela perguntou ao se virar e olhar seu rosto assustado.


 


Gui não respondeu. Ele apenas olhou para ela sem acreditar. Tonks o encarou de uma forma estranha e depois seguiu o olhar dele para sua própria mão.


 


-OH MERLIN! – ela gritou quando percebeu onde exatamente estava esfregando o homem.


 


Seu rosto instantaneamente corou com uma brilhante sombra de vermelho que se chocava violentamente com o cabelo azul claro.


 


-Aaaaahhhh, me desculpe – ela lamentou – Eu não quis... AH! – ela parou abruptamente quando percebeu que ainda pressionava firmemente o trapo no zíper dele – Desculpe – ela murmurou novamente ao puxar sua mão para longe, deixar o pano cair no chão e pegar sua varinha.


 


-Não! – o homem protestou quando ela apontou a varinha para a parte molhada de suas vestes – Eu faço! – ele acrescentou, cobrindo o lugar com as duas mãos.


 


Tonks apenas olhou para ele por um momento e depois abaixou a varinha.


 


-Pelo menos me deixe pagar outro drink – ela gritou logo que ele correu para um corredor escuro.


 


                                   ***


 


-Ali – Gui disse ao apontar logo à frente deles na praça abandonada de grama amarelada oposta às casas do Largo Grimmauld.


 


-Pensei que fosse impossível de se achar – Hermione disse ao segui-lo pela rua e vê-lo subir os degraus gastos de pedra que o levavam à porta negra esmurrada.


 


-E é – ele respondeu enquanto olhava para as serpentes prateadas que se enroscavam a sua frente. Por um momento Hermione pensou que ele ia usar a aldrava para bater na porta – Passei anos andando pelas tumbas egípcias – Gui continuou ao puxar a varinha do bolso de dentro – Você não achava que eu deixaria a gente se perder pelas ruas de Londres, achava? Isso é brincadeira de criança comparada a alguns lugares que eu já encontrei.


 


-Eles me perguntaram... sobre isso – Hermione disse calmamente – Onde a sede era – ela esclareceu quando Tonks olhou para ela.


-Você não precisava mentir para eles – a jovem Auror respondeu, ficando óbvio que alguém já tinha passado os detalhes para ela – Mesmo que você tivesse contado a eles detalhadamente onde está localizada, eles não se lembrariam. Talvez você tenha falado de forma confusa, pelo bem que isso teria trazido a eles.


 


-Então por que ela perguntou? – Hermione indagou.


 


-Para testar sua lealdade – Gui respondeu ao bater na porta uma vez com sua varinha – Para ver o que você sabia – ele acrescentou, dando um passo para longe da porta no momento em que ouviu ruídos metálicos que ecoaram do outro lado.


 


-Onde vocês estavam? – a Sra. Weasley sussurrou enquanto abria a porta, pegando os três de surpresa. Ela apareceu tão rápido que Hermione suspeitava que, na verdade, ela estivesse parada do outro lado esperando por eles. Sem esperar por uma resposta, a Sra. Weasley conduziu o trio para dentro e fechou a porta rapidamente atrás deles.


 


-Então? – ela perguntou as mãos na cintura enquanto encarava o filho mais velho – Vocês deviam estar aqui há mais de uma hora – ela acrescentou, mais escandalosa do que devia – O que aconteceu?


 


Sem aviso, as cortinas de veludo roídas pelas traças que cobriam o retrato da Sra. Black se abriram com força, revelando a velha senhora enfurecida.


 


-IMUNDOS! – ela gritou enquanto brandia os punhos para Gui – ESCÓRIA! FORA DESTA CASA!


 


-VOCÊ TEM IDÉIA DO QUANTO EU ESTAVA PREOCUPADA? – a Sra. Weasley gritou, não de raiva, mas de modo que pudesse ser ouvida por cima do desvario da Sra. Black.


 


-TRAIDORES DO SANGUE! MESTIÇOS SUJOS! – a imagem da Sra. Black acrescentou no momento em que notou Tonks.


 


-Boa tarde para você também, titia – Tonks replicou ao dar um passo para frente e tentar puxar um lado da cortina para fechá-las.


 


Os olhos da Sra. Black se esbugalharam por falar com alguém que ela claramente via como um inferior e ela disparou para frente da tela, as unhas e mãos tateando como se estivessem tentando alcançar o pescoço de Tonks – VOCÊÊÊÊÊ! – ela berrou ao congelar no lugar. Sua pele amarelada ficando pálida ao reconhecer Hermione – SANGUE-RUIM! COMO OUSA MANCHAR A CASA DO MEU PAI COM SUA VILANIA?


 


-VOCÊ DEVE ESTAR FAMINTA! – a Sra. Weasley gritou para Hermione, de costas para o retrato, propositalmente ignorando-o – POR QUE NÃO DESCE PARA A COZINHA, QUERIDA? EU PREPAREI UM LANCHE PARA VOCÊ.


 


-COMO OUSA SUJAR ESSES CORREDORES SAGRADOS COM SUA MÁCULA!


 


-DÁ UM TEMPO, SUA BRUXA VELHA! – Gui gritou ao empurrar Tonks para fora do caminho, agarrando os dois lados das cortinas e parando diretamente em frente à mulher louca que tentava arranhá-lo pelo retrato – Esta não é mais sua casa – ele disse com um sorrisinho – Sirius deixou-a para...


 


-GUI! – a Sra. Weasley o cortou – Pare de provocá-la e feche as cortinas – ela acrescentou num tom normal de voz.


 


Foi preciso um imenso esforço, mas Gui e Tonks conseguiram fechar as cortinas do retrato.


 


-Fique calma, mamãe – Gui disse antes que a avalanche de perguntas começasse novamente – Não aconteceu nada – ele acrescentou enquanto desciam para o corredor em direção à cozinha – Nós só tivemos um probleminha com aqueles trens subterrâneos que os trouxas usam.


 


-Que tipo de problema? – a Sra. Weasley perguntou desconfiada.


 


-Foi minha culpa – Tonks respondeu – Eu só tentei usar aquelas escadas que se mexem e...


 


-Na verdade, foi minha culpa, Sra. Weasley – Hermione disse, cortando Tonks – Eu saltei do trem na parada errada.


 


A Sra. Weasley parou no topo da escada que levava à cozinha e olhou para o filho de forma acusadora.


 


-É assim que você toma conta da sua... de Hermione? – ela perguntou – Só Merlin sabe o que poderia ter acontecido com ela.


 


-Ele não sabia que eu ia saltar – Hermione disse em defesa de Gui – Eu não sabia que ia – ela acrescentou com sinceridade – Eu sei que foi burrice, mas eu não estava pensando claramente. Quando vi aquele trouxa falando em seu telefone celular, simplesmente reagi. Eu tinha que pegá-lo. Eu tinha que usar aquele telefone. Eu tinha que falar com Harry. Eu queria que ele soubesse que eu estava bem. Sabia que se ele pudesse ao menos ouvir minha voz...


 


-Você... falou com Harry? – a Sra. Weasley disse, instantaneamente esquecendo-se da raiva.


 


-Eu estava preocupada com ele – Hermione disse – Ele estava completamente só, sem ninguém para conversar e nada para fazer a não ser imaginar o pior.


 


Se Gui não soubesse, ele juraria que Hermione tinha acabado de passar a perna em sua mãe. Em um segundo, estava preocupada com ela e zangada com ele, e agora... ela estava completamente concentrada em Harry. Elas estavam se preocupando com ele... juntas. Se ele não tivesse visto Hermione seguindo o trouxa; se não tivesse ouvido a conversa com Harry, ele duvidaria de sua sinceridade.


 


-Eu sabia que se ao menos pudesse falar com ele... fazê-lo entender que não era sua culpa... – Hermione continuou.


 


-Claro que você estava preocupada com ele – a Sra. Weasley respondeu ao colocar o braço em volta do ombro de Hermione e escoltá-la para a cozinha.


 


                                   ***


 


-O que acabou de acontecer aqui? – Tonks sussurrou para Gui ao pararem no topo da escada, observando como bobos a porta agora fechada.


 


-É o que eu queria saber – ele respondeu com uma risada.


 


-Você não acha que ela, na verdade, planejou isso, acha? – Tonks perguntou.


 


-Não tenho certeza – Gui admitiu – mas eu não ficaria surpreso se tivesse. Se ela planejou...


 


-Você deve uma a ela – Tonks riu.


 


-É – ele concordou, rindo com ela. ‘Temos sorte de tê-la do nosso lado. ’


 


                              ***


 


-Membros da Ordem ainda estão ‘protegendo’ ele? – Hermione perguntou enquanto a Sra. Weasley a levava à cozinha.


 


-Não se preocupe, querida – ela respondeu, guiando Hermione na direção da mesa – Harry compreende porque precisa ficar lá agora. Não vai ser como no ano passado.


 


-Ele sabe que eles estão lá? Algum deles fala com ele? – Hermione indagou ao observar a Sra. Weasley tirar um prato de sanduíches da bancada e colocar na mesa.


 


-Você precisa comer – a Sra. Weasley disse a ela.


 


-Ele não está... lidando muito bem com isso – Hermione admitiu, ignorando a comida na mesa – Ele precisa de alguém para conversar – ela continuou, sentindo-se um pouco culpada pelo que estava fazendo. Ela tinha dito a Rony que tentaria não agir como mãe de Harry, e lá estava ela fazendo isso de novo – Ou alguém apenas para passar algum tempo com ele para que ele não se sinta tão sozinho. Talvez o Professor Lupin pudesse ir lá de vez em quando – ela sugeriu – Eles talvez possam ajudar um ao outro. Eu não sei... talvez Ron esteja certo – ela resmungou mais para si mesma do que para a mãe dele.


 


-E o que Rony acha? – a Sra. Weasley perguntou.


 


-Que Harry precisa de um pouco de espaço. Que ele vai falar sobre isso quando estiver pronto. Mas e se não tiver ninguém lá para falar com ele quando ele estiver pronto? Não é bom para ele guardar tudo isso dentro de si.


 


-Não, não é – a Sra. Weasley concordou.


 


-Não estou sugerindo que o forcemos a falar. Ron está certo. Ele vai se abrir quando estiver pronto. Mas ele não devia ser deixado sozinho o verão inteiro. Ele precisa saber que há alguém lá para ele, mesmo que tudo que eles façam seja sentar ao seu lado e fazer companhia.


 


-Eu vou falar com... AH, PELO AMOR DE DEUS! – a Sra. Weasley gritou alto quando uma nuvem de ferrugem veio da lareira – ESSA MALDITA CORUJA! – ela berrou enquanto Pichitchinho surgia da poeira e se atirava no ar, piando alegremente ao circular a cozinha em volta delas. Coberta por uma sujeira preta, Hermione teria confundido-a com um morcego se não fosse por seus enormes olhos amarelos e a carta balançando presa em uma de suas pernas.


 


-PICHI! – Hermione disse surpresa quando a minúscula coruja veio em sua direção e pousou em seu ombro – Você deve ter ficado preso lá, sabia? – ela a censurou enquanto mencionava pegar a carta – E se tivesse fogo lá?


 


-Sua carta está na bancada – a Sra. Weasley disse ao tentar agarrar a pequena coruja do ombro de Hermione. Pichi a viu chegando e saiu do alcance antes que sua mão a tocasse – Essa é para o Harry – ela explicou ao olhar a barulhenta coruja voando excitadamente pela cozinha – mas ele simplesmente não sai para entregá-la. Eu o expulsei três vezes – ela disse exasperada – mas ele continua voltando.


 


Hermione só estava ouvindo pela metade, enquanto abria a carta de Rony e olhava para suas apressadas palavras.


 


Hermione-


 


Isso aqui é um hospício. O malão de Fred acabou de explodir. Papai e Jorge estão ocupados tentando arrumar tudo, então eu dei uma escapada enquanto eles não estão olhando. Papai diz que nós provavelmente não chegaremos aí até amanhã. Mamãe e Gui vão ficar com você, de qualquer forma. Enviei Pichi na frente para que você possa escrever para Harry. É melhor esse monte de penas minúsculo ainda estar aí quando você chegar. Acrescentei uma carta minha para Harry, mas eu disse especificamente para que ele NÃO a entregue ATÉ ter a sua também.


 


Nos vemos amanhã.


 


Ron


 


P.S.


 


Fique longe de Monstro. Não dá pra dizer o que ele vai tentar, agora que Sirius se foi. Na verdade, pensando nisso agora, eu quero que você durma no meu quarto. Ele deve tentar fazer alguma coisa contra você. Não estou brincando. E TRANQUE a porta quando estiver sozinha.


 


P.P.S.


 


Pichi tem que voltar para você depois de fazer a entrega. Você pode lembrá-lo. Minhas mãos vão estar ocupadas com seu gato maluco na cruzada pela Inglaterra. Você não tem ideia de como foi difícil colocá-lo naquela cesta de novo. O pequeno sodomita, na verdade, tirou meu sangue.


 


-Está tudo bem, Sra. Weasley – Hermione disse ao abaixar a carta na mesa e pegar uma grande tigela do armário – Ele só está fazendo o que Ron disse para fazer – ela explicou enquanto levava a tigela para a pia e a enchia até a metade com água morna – Venha cá, Pichi – ela pediu e segurou a coruja no ombro no minuto em que ela pousou para que retirasse a carta de Harry. Ela deixou a carta na bancada e colocou a pequena coruja na borda da tigela – É melhor você se limpar – ela disse com severidade – Você não pode ir para os Dursley assim. Vai ser uma confusão e vai deixar Harry em apuros. Pode comer um pouco do meu sanduíche quando estiver pronto – ela acrescentou quando ele pulou na tigela e sacudiu as penas – Sra. Weasley, tem algum pedaço de pergaminho? – Hermione perguntou – Prometi ao Harry que escreveria assim que chegasse aqui.

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