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16. O repórter indesejado


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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‘Maldito e estúpido Vitor Krum’, Rony xingou internamente enquanto atirava uma pedra no meio do lago. ‘Seu grande idiota búlgaro’, ele pensou, atirando a próxima mais longe. ‘Por que você tinha que vir aqui e bagunçar tudo? Se você tivesse ficado naquela sua maldita escola, nada disso teria acontecido. Mas você tinha que vir a Hogwarts e virar amiguinho da Hermione. Não é o bastante você ter tudo o que eu sempre quis. Você tinha que tentar roubá-la também. E você ainda está tentando, não está’, Rony ferveu enquanto encostava seu ombro contra a árvore e olhava furiosamente para o lago.


 


Ele observava enquanto as ondas, provocadas pela última pedra que havia arremessado, lavava a margem lamacenta e a superfície do lago se tornava lisa de novo. ‘Tudo não passa de algum grande jogo para você, não é? Como se ela fosse algum pomo que você pode pegar se você perseguir o bastante. Bem, eu tenho novidades para você, Vitinho... Eu vou estar lá esperando por você. Se você tocar nela de novo... jogar um balaço na cara vai parecer uma merda de piquenique comparado a que eu vou fazer com você.’


 


Ele sabia que ela estava lá antes mesmo de falar, mas Rony decidiu ignorá-la. Ele não queria falar com ela. Ele não queria falar com ninguém. Ele só queria ficar em paz.


 


-Seus irmãos querem que você volte para casa – Hermione disse enquanto surgia atrás dele.


 


-Eles podem ir à merda – Rony rosnou, sem se importar de virar e olhar para ela.


 


-Não diga nada, Hermione disse para si mesma. ‘Essa não é a hora para implicar sobre seus xingamentos. Você só vai irritá-lo’, ela pensou com um suspiro.


 


-Você vai precisar disso então – ela disse, estendendo a mão com sua varinha por trás dele. Rony olhou para a varinha e depois a pegou de sua mão. Não querendo entregar ainda, Hermione envolveu os braços em seu peito e o abraçou por trás.


 


-Você não devia estar aqui fora, Hermione – Rony disse, mas com menos raiva em sua voz do que antes – Aqueles malditos repórteres provavelmente ainda estão à espreita.


 


Para sua total surpresa, Rony ouviu Hermione rir às suas costas e abraçá-lo com mais força.


 


-Pobre Harry – ela provocou enquanto se pressionava firmemente contra as costas dele – Imagine só como ele vai ficar chocado quando vir a manchete, ‘A Garota que Escapou trai O Menino que Sobreviveu’.


 


-Isso não é engraçado, Hermione.


 


-É ridículo – ela disse enquanto subia na ponta dos pés e descansava o queixo no ombro dele –'Mas eu aposto que Harry se divertiria com isso. Quer dizer, depois do choque de nos ver juntos.


 


-Eu acho que não – Rony disse, afastando-se dela.


 


-Qual é, Ron, não fique assim – Hermione implorou – Você não esperava que eu os deixasse carregá-lo para a prisão, esperava?


 


-Então ela sabe por que estou aqui fora, Rony pensou, ainda não desejando olhar para ela.


 


-Não, suponho que não – ele finalmente admitiu, para ele próprio e para ela.


 


-Então por que você está tão zangado?


 


-Eu não quero que você o veja – Rony respondeu sem pensar.


 


-Quem disse que vou vê-lo? – Hermione perguntou.


 


-Ele vai querer falar com você – Rony disse – Pedir desculpas. E te agradecer.


 


-E daí?


 


-Ele vai querer ver você – ele disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.


 


-Provavelmente – ela admitiu.


 


-Eu não quero.


 


-Então não vou – ela respondeu rapidamente.


 


Com a guarda completamente baixa pela sua resposta, Rony se virou e olhou fundo nos olhos castanhos dela.


 


-O que você quer dizer com não vai? – ele perguntou cético, como se ela estivesse tentando enganá-lo.


 


-Quero dizer que não vou vê-lo – Hermione disse friamente, o rosto traindo a falta de emoção da voz.


 


-Nunca? – Rony perguntou ao estreitar os olhos para ela, desconfiado.


 


-Bem... acho que não posso prometer isso – Hermione admitiu com sinceridade – Mas, – ela acrescentou quando o viu se enfurecer – eu não vou vê-lo de novo até você ficar bem com isso.


 


-E se eu nunca ficar bem com isso?


 


-Então creio que nunca mais vou vê-lo – ela respondeu.


 


-Por quê? – Rony perguntou incrédulo.


 


-Por que o quê?


 


-Por que você concordaria com isso? – ele questionou.


 


-Porque eu te amo, seu idiota – Hermione disse enquanto sua fachada calma finalmente caía e ria de si mesma – Porque eu não quero magoar você, ou preocupar você, ou ver você se enciumar por qualquer coisa – ela tentou explicar.


 


-Isso não é qualquer coisa – ele atirou de volta, amargamente.


 


-É qualquer coisa, Ron – Hermione disse a voz ganhando um tom de irritação – Mas até que você perceba isso, eu vou ficar longe dele. Você tem minha palavra. Eu não vou ver Vitor Krum de novo até você perceber como está sendo grosso.


 


-GROSSO? – ele gritou com raiva – Você me acha grosso?


 


Hermione teve que morder seus lábios para não rir. Ela não conseguia evitar gostar da agonia dele.


 


Nessa situação em particular? Sim – ela informou.


 


Primeiro você me chama de estúpido e depois você... você ri de mim? – Rony perguntou com raiva.


 


-Você está maluco? – Hermione perguntou enquanto lutava contra sua própria raiva. Ficar inseguro por causa do Vitor, tudo bem. Mas ele realmente acreditava que ela o ridicularizaria quando estivesse irritado com outro – Eu não estou rindo de você.


 


-Eu posso ver você mordendo seus lábios para segurar.


 


-Ah, pelo amor de Deus, Ron.


 


-Você acha isso engraçado? – ele gritou miseravelmente.


 


-Claro que não – ela atirou de volta.


 


-Então por que está rindo? – Rony exigiu.


 


-Porque você é tão fofo – Hermione respondeu, sem tentar esconder que estava zangada.


 


-O QUÊ?


 


-Você me ouviu. Você é fofo. Mal humorado aqui fora, todo preocupado e irritado com uma coisa que é absolutamente ridícula – ela disse.


 


Rony abriu a boca para dizer alguma coisa de volta, depois pareceu pensar melhor nisso. Ele apertou os lábios com força e deu-lhe uma olhar incrédulo.


 


-Você veio e ficou todo chateado por nada – Hermione disse irritada – Seus irmãos estão com medo de confrontar você – Embora não admitam, ela pensou – Por isso eles me mandaram para a jaula do leão. Claro que eles sabiam que você não me bateria, e nós gritamos tanto um com o outro que é um hábito. Mas eu não quero gritar com você. Não quero ver você irritado e inseguro. Não quero brigar com você. Tudo que quero é te abraçar e te beijar até você perceber que está sendo um bobo. É por isso que estou mordendo meus lábios e me segurando. Porque se não, eu sou capaz de atacar você – ela admitiu – Mas... eu realmente não quero fazer isso aqui fora. Principalmente com os jornalistas infiltrados por aqui. Então, por favor, Ron – Hermione implorou enquanto tomava a mão dele na sua – você não vai voltar para dentro de casa?


 


-Você é inacreditável – Rony disse. Ele não sabia se estava sendo insultado ou elogiado pelo que ela disse.


 


-Isso é ruim? – Hermione perguntou.


 


-Não sei ainda – ele admitiu.


 


-Ainda está zangado comigo?


 


-Também não sei.


 


-Você vai voltar para dentro? – ela indagou.


 


-Você está planejando me beijar se eu for? – ele perguntou ainda incerto se era uma tática que ela estava usando para levá-lo para casa. E se for? Ele imaginou. Eu não vou recusar.


 


Rony observava enquanto um sorriso malvado atravessava os lábios dela.


 


-Na verdade, - Hermione respondeu ao se aproximar dele – estou planejando beijar você de qualquer jeito. Aqui fora, lá dentro, já não importa muito pra mim.


 


Enquanto ela avançava, Rony inconscientemente deu um passo para trás e seu recuo foi impedido por uma árvore na qual ele estava inclinado momentos antes. Não que ele realmente quisesse fugir. A reação dela o tinha pegado de surpresa. Ele estivera quase certo de que a oferta dela era parte de alguma estratégia para levá-lo para dentro. Agora ele percebera que estivera errado e que talvez ela estivesse falando sério quando disse que ele era fofo.


 


Rapidamente, Hermione diminuiu a distância entre eles e Rony a sentiu se pressionar contra ele, prendendo-o na árvore. Sem dizer uma palavra, ela olhou em seus olhos.


 


‘CARACA’, ele pensou, hipnotizado por seus lábios. Ele fechou os olhos numa tentativa de escapar da atração entre eles. Enquanto isso ouviu alguém gemer. Levou um momento até ele perceber que o som vinha dele mesmo.


 


-Hermione? – ele perguntou com os olhos ainda fechados com força.


 


-Sim? – ela respondeu suavemente.


 


Empurrando a mão para dentro do bolso, Rony puxou um frasco de plástico e o estendeu a ela.


 


-Acho que isso é seu – ele disse.


 


Ela o pegou com um risinho e rapidamente o escondeu.


 


-Você é o mestre da sutileza – Hermione riu enquanto tirava a mão do bolso e observava o rosto de Rony se tornar vermelho – Eu disse que ia beijar você, não transar com você.


 


-Não pode culpar um sujeito por tentar – ele disse, finalmente abrindo os olhos e atirando um sorriso prepotente para ela.


 


-Não, acho que não posso – Hermione respondeu com uma risada – Não quando o sujeito é você. E aí? – ela perguntou, os olhos brilhantes nos dele – Aqui fora então?


 


Não – Rony disse, afastando-a de si. Ele percebeu que a expressão dela tinha mudado de divertimento para surpresa, mesmo ela tendo conseguido esconder isso rapidamente – Eu reconheço que não seja uma boa ideia... er... nos distrairmos aqui fora – Rony explicou, pegando a mão dela e a levando de volta para casa.


 


-Se você diz assim – Hermione disse enquanto lhe dava permissão para seguir o caminho para longe do lago – Ainda assim, um pouco de privacidade seria muito bom. Há muitas pessoas na sua família. Nós nunca vamos ter uma chance de ficar realmente sozinhos, sabia? Alguém vai sempre entrar ou... – Rony parou tão abruptamente que ela colidiu com as costas dele – Ron? Alguma coisa errada?


 


-Você ouviu alguma coisa? – ele sussurrou.


 


-Não... – Hermione respondeu ao seguir o olhar dele para o mato alto a sua direita. Ela não tinha percebido como era grande aquele campo. Quando sentiu Rony apertar sua mão com força, seu coração deu uma pancada forte contra o peito.


 


-Aqui – Rony disse ao soltar a mão dela e colocá-la no bolso novamente. Ele rapidamente puxou uma varinha e a apertou na mão dela – Peguei isso no seu malão mais cedo. Você pode correr? – sussurrou.


 


Ela não teve chance de respondê-lo. Assustada com um barulho gerado por um grupo de pássaros levantando voo no campo ao lado deles, Hermione pulou e instantaneamente se afastou de Rony para ver o que tinha causado aquela comoção.


 


Rony, que estava de frente para ela, a varinha apontada para a grama, empurrou Hermione para trás dele.


 


-Vá agora! – ele sibilou, empurrando-a na direção da casa.


 


Ela não podia ir. Parecia estar enraizada no local. Hermione continuou atrás dele; calada; olhos bem abertos; esperando.


 


-Hermione! – Rony sussurrou com urgência, tentando chamar sua atenção – VÁ! Eu vou segurar quem quer que seja.


 


Dessa vez Hermione olhou bem para ele e sacudiu a cabeça, se recusando a ir. Ela viu o medo nos olhos dele se render à raiva.


 


-Droga! – ele assobiou.


 


-Cala a boca – ela sussurrou de volta – Eu não vou deixar você.


 


-Merda!


 


-Ron, não xingue.


 


Ele virou os olhos para ela.


 


-Você está falando sério? Estamos isolados da casa por um campo que está provavelmente cheio de Comensais da Morte, que vão nos atacar a qualquer minuto, e você está preocupada... se eu estou... xingando?'


 


-Bem, xingar não vai ajudar – Hermione atirou de volta irritada.


 


-Então o que você sugere?


 


-Podemos correr para casa juntos, ou ficamos e lutamos contra o que quer que seja. Mas eu não vou deixar você sozinho...


 


-Ou – Rony disse, olhando para o mato em frente a eles – nós atacamos primeiro – Antes de Hermione sequer ter uma chance de processar o que ele dissera, Rony correu para dentro do campo.


 


Hermione ficou parada por um momento, completamente horrorizada, a boca aberta em choque.


 


‘MALDITO IDIOTA ESTÚPIDO!’. Aquelas foram as primeiras palavras a estourarem em sua mente enquanto observava o mato alto engolfá-lo. ‘O que ele está pensando? Correndo para um campo cheio de Comensais da Morte’, ela se perguntou ao correr atrás dele. ‘É melhor ele rezar para que eles o encontrem antes de mim’, ela pensou enquanto procurava por ele.


 


Ela estava somente há poucos minutos atrás dele, mas não conhecia a área do jeito que Rony conhecia e o mato estava tão alto que Hermione era incapaz de ver por onde ele tinha ido. Rony tinha no mínimo 1,80m de altura agora, se não mais, e isso era um crescimento inesperado. Hermione estava começando a suspeitar que aquele campo devia estar realmente encantado, talvez numa tentativa de manter trouxas longe da Toca. O mato certamente não parecia ser tão denso, visto da trilha. Mas agora que ela estava lá dentro, era mais pesado e alto do que ela teria suspeitado. De fato, era tão denso que, de repente, ela percebera que se ela avançasse mais, havia uma boa possibilidade dela se perder. Como ela não fazia ideia de onde Rony estava não teve escolha a não ser parar de correr e escutar, na esperança de pelo menos ser capaz de ouvi-lo se mover em algum lugar à sua frente. Infelizmente o campo estava mortalmente silencioso, o que só aumentou sua suspeita de que realmente havia algum tipo de feitiço nele.


 


-Isso complica tudo, Hermione pensou, olhando por cima do ombro na direção de onde tinha vindo. Ela sabia que a trilha estava diretamente atrás dela, o que significava que a Toca estava atrás também e à esquerda. ‘Não posso me arriscar a me perder aqui’, Hermione pensou enquanto olhava para o céu e tentava usar o sol para descobrir onde estava. ‘DROGA!’, ela xingou para si mesma ao perceber que isso não estava funcionando. Ela sabia o que tinha que fazer, mas ela ousaria? Valia a pena ser expulsa? Ela poderia voltar para a casa, mas isso significaria deixar Rony totalmente sozinho. Não, ela não ia fazer isso.


 


Com um suspiro, Hermione colocou a varinha na palma de sua mão e pronunciou o feitiço.


 


-Aponte – ela disse, fazendo a varinha rodar em sua mão e apontar para o Norte, o que a fez saber que a Toca estava localizada ao Norte e levemente ao Oeste de onde ela estava.


 


‘Tanto esforço para não usar magia’, ela pensou enquanto cuidadosamente começava a andar para frente. ‘É melhor esse campo estar infestado de Comensais da Morte, porque se não tiver, e eu for expulsa por ajudar você a caçar uma raposa ou algum maldito pássaro, eu vou MATAR você, Ron Weasley’.


 


Enquanto Hermione lentamente avançava pelo campo, ela não pôde evitar perceber a estranha calma a sua volta. Não havia nenhum barulho sequer. Nenhum movimento também. Apesar de haver uma leve brisa, a grama não oscilava de modo algum. Até mesmo seus próprios passos pareciam abafados.


 


-Onde ele esta? – Hermione sussurrou para si mesma ao observar o campo. Alerta e tensa, segurando a varinha com força, Hermione começou a considerar a ideia de aparatar até Rony. ‘Claro que se eu tentar aparatar em qualquer lugar deveria ser de volta para a Toca onde poderia chamar ajuda, mas eu não posso deixá-lo aqui sozinho. E se eu aparatar de novo tenho certeza de que vou ser expulsa. E se nós estivermos aqui fora perseguindo o nada?’, ela imaginou.


 


Hermione estava assustada com seus pensamentos, quando a grama se mexeu à sua esquerda. Ela imediatamente se virou e estreitou os olhos ao esforçar-se para ouvir qualquer outro som de movimento. ‘Não era nada’, ela disse a si mesma, ao dar um passo silencioso para frente. Hermione apontou a varinha para o lugar de onde veio o barulho e estava prestes a lançar um feitiço, quando foi cega por um flash brilhante de luz branca.


 


Ela cobriu os olhos e instintivamente recuou alguns passos quando ouviu um zunido baixo que parecia inadequado. Como o zunido foi cortado abruptamente, Hermione ouviu um rosnado rouco e uma pancada alta que foi claramente o resultado de alguma coisa grande batendo no chão. Ela viu que essa coisa grande, na verdade, era uma pessoa, ao ouvir seus gemidos enquanto, por causa do impacto, soltava todo o ar dos pulmões.


 


Piscando por causa dos flashes que ainda estavam nublando sua visão, a primeira coisa que Hermione viu foi o cabelo vermelho. Com uma onda de alívio, ela percebeu que o rosnado que tinha ouvido viera de Rony enquanto ele jogava um homem no chão. Ele ainda estava jogado em cima do homem, imobilizando os ombros dele com os joelhos. Hermione podia ouvir o homem arfando desesperadamente ao tentar recuperar o fôlego que perdeu com a força da queda.


 


-Ron! – Hermione gritou, correndo para encará-lo em cima de sua presa.


 


O que ela viu a atemorizou. Não fazia sentido. O homem imobilizado no chão não podia ser uns poucos anos mais velho que Rony e ela mesma. Ele parecia tão jovem; tão pálido. Os olhos; não eram olhos de um Comensal da Morte. Não eram cheios de ódio e malícia. Eram cheios de... medo. Ajoelhando-se ao lado do homem, que estava claramente apavorado demais para tentar lutar, Hermione estendeu a mão e segurou seu braço. Rapidamente levantou a manga de sua blusa de modo que pudesse ver a pele de seu antebraço.


 


-Ele não é um Comensal da Morte – Hermione disse, largando o braço dele e olhando para Rony que continuava a encarar ferozmente o homem – RON! Ele não é um Comensal da Morte.


 


-Ele tentou azarar você – Rony murmurou – Eu vi. Ele cegou você com aquele feitiço.


 


Não era um feitiço – Hermione disse ao pegar alguma coisa do chão – Era uma câmera – ela explicou segurando-a pela tira de couro e balançando-a no ar para que ele visse – Ele deve ser um daqueles repórteres que Fudge trouxe.


 


O homem imobilizado no chão começou a sacudir a cabeça freneticamente.


 


-Sim... – ele concordou ao olhar para Hermione, os olhos ainda arregalados – ...Profeta Diário.


 


-MALDITO CANALHA! – Rony gritou ao tirar seu peso do peito do homem, permitindo que ele respirasse decentemente – Espreitando no mato, nos aterrorizando – Rony rosnou – Sorte sua que TUDO que fiz foi pular em você.


 


-ELES ESTÃO AQUI, PAPAI! – Gui gritou enquanto vinha correndo pelo mato e parava diante deles. Ele não conseguiu evitar olhar incrédulo para seu irmão mais novo, que estava sentado em cima do homem estranho, olhando ameaçadoramente para ele.


 


-Rony... Hermione... Vocês estão bem? – o Sr. Weasley perguntou ao abrir o mato e entrar na fenda que Rony criara quando colidiu com o repórter. Ofegante, o Sr. Weasley se inclinou para frente e descansou as mãos nos joelhos, tentando respirar.


 


-Sim – Hermione respondeu.


 


-No que, por Deus,... vocês dois estavam... pensando... – o Sr. Weasley perguntou, os olhos saltando de Hermione para o filho -... fugindo por esse campo?


 


-Não estávamos fugindo – Rony disse na defensiva, soltando o repórter e se levantando – Nós ouvimos um barulho quando estávamos voltando para casa.


 


-Alguém estava nos seguindo – Hermione se intrometeu.


 


-Então vocês correm pro campo para enfrentá-los? – o Sr. Weasley indagou, levantando o corpo.


 


-Você! – Gui disse, olhando para o repórter ainda encolhido no chão – Eu pensei que tivesse dito para você cair fora – Sem mais uma palavra, Gui pegou a câmera da mão de Hermione. O repórter arfou alto quando Gui abriu a tampa e puxou o filme, expondo-o à luz.


 


-EI! Isso é... – mas o que era, o repórter nunca terminou de dizer.


 


-Eu claramente disse SEM FOTOS – Gui gritou para o homem, ao puxar o filme completamente da câmera e destruí-lo com a varinha. Depois de o filme desaparecer, Gui jogou a câmera inútil de volta no chão.


 


-E se não fosse um repórter? – o Sr. Weasley ralhou – E se fossem Comensais? Vocês podiam estar mortos.


 


-Eles teriam nos matado mais facilmente se tivéssemos ficado parados e esperando que eles nos atacassem primeiro – Rony disse irritado – Pelo menos desse jeito nós poderíamos surpreendê-los.


 


-Espere só até sua mãe descobrir sobre isso. Ela vai matar você.


 


-Não se eu pegá-lo primeiro – Hermione resmungou. Gui foi o único que realmente a ouviu, o que era evidente pelo sorriso que ele tentou rapidamente esconder.


 


-Você não vai contar a ela, vai papai? – Rony lamentou.


 


-Não posso esconder isso dela – seu pai lamentou de volta, sabendo que ele provavelmente dividiria a culpa – Vocês dois saem correndo, fazendo magia no meio do mato...


 


-Não fizemos nenhuma mag... – Rony começou a protestar e depois parou abruptamente. Virou-se para Hermione, que estava olhando irritada para ele – Você fez?


 


-Claro que fiz – ela cuspiu as palavras enquanto estreitava os olhos – O que você estava pensando, correndo daquele jeito? Fiquei assustada quando não consegui achar você. Não podia correr o risco de me perder, então eu lancei um feitiço de direção.


 


-Se perder? – Rony perguntou como se a ideia fosse ridícula demais.


 


-Esse campo é encantado – ela gritou para ele.


 


-É, eu sei – Rony respondeu.


 


-Bem, eu não sabia. Você devia ter mencionado isso antes de sair correndo. Ah, esquece. Qual é o assunto? – ela perguntou sarcasticamente ao jogar as mãos para cima – Alguém me diga qual o caminho para casa – ela mandou, se virando – Já terminei de falar com você.

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